quinta-feira, 31 de março de 2011

Diário de uma loira motorista


5 de Janeiro
Passei no exame de direção!
Posso agora dirigir o meu próprio carro, sem ter que
ouvir as recomendações dos instrutores, sempre dizendo "por ai é sentido Proibido!", " Vamos sair da contra-mão!","Olha a velhinha!Freia! Freia!", e outras coisas do gênero. Nem sei como agüentei estes Últimos dois anos e meio...
8 de Janeiro
A Auto-Escola fez uma festa de despedida para mim. Os instrutores nem sequer deram aulas. Um deles disse que ia à missa, juro que vi outro com lágrimas nos olhos e todos disseram que iam embebedar-se, para comemorar.
Achei simpática a despedida, mas penso que a minha
carteira não merecia tal exagero.
12 Janeiro
Comprei meu carro, e infelizmente tive que deixá-lo na concessionária para substituir o pára-choque traseiro pois, quando tentei sair, engatei a marcha-ré ao invés da primeira. Deve ser falta de prática. Há uma semana que não dirijo!
14 Janeiro
Já tenho o carro. Fiquei tão feliz ao sair da concessionária, que resolvi dar um passeio. Parece que muitos outros tiveram a mesma idéia, pois fui seguida por inúmeros automóveis, todos buzinando como num casamento. Para não parecer antipática, entrei na brincadeira e reduzi a velocidade de 10 para 5km por hora. Os outros gostaram e buzinaram ainda mais.
22 Janeiro
Os meus vizinhos são impecáveis. Colocaram pôster avisando em grandes letras "ATENÇÃO MANOBRAS ", marcaram com tinta branca um lugar bem espaçoso para eu estacionar e proibiram os filhos de sair à rua enquanto durassem as manobras. Penso que é tudo para não me perturbarem. Ainda há gente boa neste mundo...
31 de Janeiro
Os outros motoristas estão sempre a buzinando e fazendo gestos. Acho isso simpático, embora um pouco perigoso. É que um deles apontou para o céu com o dedo do meio. Quando procurei ver o que ele estava apontando, quase bati. Ainda bem que eu ia à minha velocidade de cruzeiro de 10km por hora.
10 de Fevereiro
Os outros motoristas tem hábitos estranhos. Além de acenarem muito, estão sempre gritando. Não escuto nada, por estar com os vidros fechados, mas parece que querem dar informações. Digo isto porque julgo ter percebido um dizendo " Vai para casa ". Acho isso espantoso. Não sei como ele adivinhou para onde eu ia. De qualquer modo, quando eu descobrir onde fica o botão que desce os vidros, vou tirar muitas dúvidas.
19 de Fevereiro
A Cidade é muito mal iluminada. Fiz hoje meu primeiro passeio noturno e tive de andar sempre com o farol alto aceso, para ver direito. Todos os motoristas com quem me cruzei pareciam concordar comigo, pois também ligaram o farol alto e alguns chegaram mesmo a acender outros faróis que tinham. Só não percebi a razão das buzinadas. Talvez para espantar algum bicho Sei lá.
26 de Fevereiro
Hoje me envolvi num acidente. Entrei numa rotatória, e como tinha muitos carros (não quero exagerar, mas deviam ser, no mínimo, uns quatro), não consegui sair. Fui dando voltas bem juntinho ao centro, à espera de uma oportunidade, de tal forma que acabei por ficar tonta e bati no monumento no centro da rotatória. Acho que deviam limitar a circulação nas rotatórias a um carro de cada vez.
3 de Março
Estou em maré de azar. Fui buscar o carro na oficina e, logo de saída, troquei os pés, acelerando fundo em vez de frear. Bati num carro que ia passando, amassando todo o lado direito. O motorista era, por coincidência, o inspetor que me aprovou no exame de direção. Um bom homem, sem dúvida. Insisti em dizer que a culpa era minha, mas ele educadamente,não parava de repetir para si mesmo: "Que Deus me perdoe!".






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terça-feira, 29 de março de 2011

abelhaazul: RECADASTRAMENTO - Todo o eleitorado de Curitiba no sistema biométrico

abelhaazul: RECADASTRAMENTO - Todo o eleitorado de Curitiba no sistema biométrico

IGREJA EM EL SALVADOR PEDE DEVOÇÃO A DOM ROMERO

IGREJA EM EL SALVADOR PEDE DEVOÇÃO A DOM ROMERO

São Salvador, 28 mar (RV) – A Igreja Católica salvadorenha convidou ontem seus fiéis a contribuir no processo de canonização do Arcebispo Óscar Arnulfo Romero com testemunhos de milagres ou de ajudas concedidas e difundir a devoção pessoal do bispo.

“Se abundarmos com testemunhos e orações privadas, este aspecto pode ser decisivo para a decisão da Santa Sé” – declarou o atual Arcebispo de São Salvador, Dom José Luis Escobar Alas, na coletiva que costuma conceder depois da Missa dos domingos. “Estamos felizes pelos reconhecimentos públicos por parte do Presidente dos EUA, Barak Obama, e da ONU, mas para a canonização, o que mais conta é o testemunho de fé das pessoas que receberam graças e milagres, e estamos precisando disso” – admitiu.

O Arcebispo aludiu à visita realizada por Obama ao túmulo de Romero no dia 22 de março, no âmbito de sua estada em El Salvador e dois dias antes do 31º aniversário do assassinado do bispo, e à escolha da data, pelas Nações Unidas, como Dia Internacional do Direito à verdade.

Dom Óscar Romero foi assassinado quando celebrava a missa, em 24 de março 1980, por um atirador de elite do exército salvadorenho, treinado na Escola das Américas.
Conhecido pelos salvadorenhos como “São Romero da América”, é recordado por denunciar de seu púlpito as injustiças dos anos precedentes à guerra civil vivida em El Salvador entre 1980 e 1992.

Em 1994, foi aberto o processo de canonização de Dom Romero em San Salvador. Após superar a etapa diocesana, em 1997 chegou à Congregação para as Causas dos Santos, em Roma, que se encarrega de fazer o estudo.

“Nesta fase, o processo é privado e deve haver um ambiente favorável para aprofundar o tema” – explicou Dom Escobar Alas, justificando o porquê não se conhecem os detalhes do caso. “Por isso, é preciso difundir a devoção pessoal por Dom Romero, já que não se pode fazer culto público, não permitido pela Igreja.
(CM)http://www.oecumene.radiovaticana.org/bra/articolo.asp?c=473560

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12 motivos para você comprar na concorrência

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segunda-feira, 28 de março de 2011

Servidores municipais recebidos com socos e pontapés em festa de 318 anos de Curitiba


A comemoração dos 318 anos de Curitiba no parque Barigui foi marcada também por protesto de servidores públicos municipais.

Segundo informações da rádio Banda B, um grupo de servidores chegou ao local com faixas e nariz de palhaço e cobrou respostas nas negociações de reajuste salarial com a prefeitura. Houve confusão e alguns sindicalistas afirmam terem sido agredidos por seguranças do prefeito.

“Nós não fomos convidados para esta festa, mas viemos para mostrar que os servidores não estão satisfeitos com as negociações até o momento. Só não esperava que alguns funcionários da prefeitura iriam se voltar contra nós. Eu fui agredido com um soco no rosto por um deles. Não esperava este tipo de comportamento, parece que ainda estamos na época da ditadura quando não se podia protestar livremente”, afirmou Patrick Baptista, membro da diretoria do Sismuc, à Banda B.

Além do protesto, os sindicalistas confirmaram a paralisação da Guarda Municipal para terça-feira (29).
FONTE http://esmaelmorais.com.br/?p=52073
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Mãe agredida por Rossoni grava vídeo; assista Política, Opinião e Minha mãe

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As Grandes Pérolas do último ENEM

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domingo, 27 de março de 2011

A luta de Saramago contra a cegueira religiosa



A luta de Saramago contra a cegueira religiosa

A publicação, em 1991, do romance O Evangelho Segundo Jesus Cristo, de José Saramago, provocou escândalo em Portugal e em várias outras nações onde a Igreja Católica tinha uma posição proeminente.

Por José Carlos Ruy
O romance, que ajudou a consolidar o prestígio do escritor português e a difundir sua obra, foi visto, no melhor espírito medieval, como herético, cuja publicação deveria ter sido proibida, como defendiam muitos religiosos eminentes.

Por uma razão muito simples: pôs o dedo na ferida do preconceito e da hipocrisia dos religiosos. Era obra de autor comunista. Saramago era militante do Partido Comunista Português, foi destacado jornalista na imprensa partidária e defendia uma solução revolucionária e socialista para a crise aberta em Portugal depois da Revolução dos Cravos, de 1975. Mas esta é parte da explicação para a reação negativa. A outra, e principal, pode ser localizada no explícito e militante ateísmo do escritor. O romance humaniza a figura de Jesus Cristo e reescreve sua “biografia” de um ponto de vista profundamente crítico à religião baseada no martírio, no sofrimento e no culto da morte.

Em 1991 Sousa Lara, o Sub-Secretário de Estado adjunto da Cultura de Portugal, membro do governo dirigido pela direita, retirou O Evangelho Segundo Jesus Cristo da lista oficial das obras portuguesas que concorreriam a um prêmio literário europeu, alegando que ele atentava “contra a moral cristã". Em protesto, Saramago mudou-se para a ilha espanhola de Lanzarote, nas Ilhas Canárias, pertencentes à Espanha, onde viveu seus últimos anos.

O arcebispo da cidade portuguesa de Braga, D. Eurico Dias Nogueira, em maio de 1992 acusou Saramago de ser ateu confesso e comunista impenitente que, por isso, não podia ter escrito O Evangelho Segundo Jesus Cristo: “a apregoada beleza literária, a existir nesta obra, longe de atenuante e muito menos dirimente, constitui circunstância agravante da culpabilidade do réu, seu autor”, disse, usando palavras que ecoam uma reação contra a liberdade de expressão que recordam um mundo superado há pelo menos dois séculos, mas cujo sentido permanece vivo na mente ultrapassada de religiosos saudosos das fogueiras da Inquisição.

A reação religiosa contra a publicação de O Evangelho Segundo Jesus Cristo estava centrada numa ideia fundamental: somente a Igreja Católica pode interpretar os escritos bíblicos, tese reafirmada muitos anos depois (em abril de 2009) pelo o papa Bento XVI: "os estudiosos católicos não podem interpretar a Bíblia de uma maneira independente, nem de um ponto de vista científico ou individual".

A aversão católica contra Saramago manifestou-se inúmeras vezes. Por exemplo, quando recebeu o prêmio Nobel de Literatura, em 1998, o diário oficial do Vaticano, L'Osservatore Romano condenou a premiação alegando que “Saramago é, ideologicamente, um comunista inveterado”. Mesmo a morte do escritor não amenizou a ira religiosa e, ao dar a notícia, o mesmo jornal oficial do Vaticano classificou o escritor como "populista extremista" e "ideólogo antirreligioso".

Saramago reagiu com bom humor quando comemorou, muitos anos depois (em 2009), a perda de poder da Igreja. "A mim, o que me vale, meu caro Tolentino, é que já não há fogueiras em São Domingos", disse ao teólogo católico José Tolentino de Mendonça. E, numa ocasião, propôs a inclusão de dois novos direitos na Declaração Universal dos Direitos Humanos: o direito à dissidência e à heresia, reforçando a defesa da liberdade de pensamento, consciência e religião.

José Saramago que, em outubro de 1998 tornou-se o único escritor de língua portuguesa a receber o Prêmio Nobel de Literatura, publicou 17 romances, entre eles Levantado do Chão (1980), A Jangada de Pedra (1986), O Evangelho Segundo Jesus Cristo (1991), Ensaio Sobre a Cegueira (1995) e Caim (2009), cinco peças teatrais, quatro livros de contos, três livros de poemas, cinco livros de crônicas e dois livros de memórias.

O livro

José Saramago, O Evangelho Segundo Jesus Cristo. São Paulo, Cia das Letras , 1991



Trechos


“O filho de José e Maria nasceu como todos os filhos dos homens, sujo do sangue de sua mãe, viscoso das suas mucosidades e sofrendo em silêncio. Chorou porque o fizeram chorar, e chorará por esse mesmo e único motivo.”

“Dizer um anjo que não é anjo de perdões, ou nada significa, ou significa demasiado, vamos por hipótese, que é anjo das condenações, é como se exclamasse, Perdoar, eu, que ideia estúpida, eu não perdoo, castigo. Mas os anjos, por definição, tirando aqueles querubins de espada flamejante que foram postos pelo Senhor a guardar o caminho da árvore da vida para que não voltassem pelos frutos dela os nossos primeiros pais, ou os seus descendentes, que somos nós, os anjos, íamos dizendo, não são polícias, não se encarregam das sujas mas socialmente necessárias tarefas de repressão, os anjos existem para tornar-nos a vida mais fácil, amparam-nos quando vamos a cair ao poço, guiam-nos no perigoso passo da ponte sobre o precipício, puxam-nos pelo braço quando estamos quase a ser atropelados por uma quadriga sem freio ou por um automóvel sem travões. Um anjo realmente merecedor de Jesus (...)”

“Daqui a quatro anos Jesus encontrará Deus. Ao fazer esta inesperada revelação, quiçá prematura à luz das regras do bem narrar antes mencionadas, o que se pretende é tão-só bem dispor o leitor deste evangelho a deixar-se entreter com alguns vulgares episódios de vida pastoril, embora estes, adianta-se desde já para que tenha desculpa quem for tentado a passar à frente, nada de substancioso venham trazer ao principal da matéria.”

"Ora, este José de Arimateia é aquele bondoso e abastado homem que ofereceu os préstimos de um túmulo seu para nele ser depositado o corpo principal, mas a generosidade não lhe servirá de muito na hora das santificações, sequer das beatificações, pois não tem, a envolver-lhe a cabeça, mais do que o turbante com que sai à rua todos os dias, ao contrário desta mulher que aqui vemos em plano próximo, de cabelos soltos sobre o dorso curvo e dobrado, mas toucada com a glória suprema duma auréola, no seu caso recortada como um bordado doméstico. De certeza que a mulher ajoelhada se chama Maria, pois de antemão sabíamos que todas quantas aqui vieram juntar-se usam esse nome, apenas uma delas, por ser ademais Madalena, se distingue onomasticamente das outras, ora, qualquer observador, se conhecedor bastante dos factos elementares da vida, jurará, à primeira vista, que a mencionada Madalena é esta precisamente, porquanto só uma pessoa como ela, de dissoluto passado, teria ousado apresentar-se, na hora trágica, com um decote tão aberto, e um corpete de tal maneira justo que lhe faz subir e altear a redondez dos seios, razão por que, inevitavelmente, está atraindo e retendo a mirada sôfrega dos homens que passam, com grave dano das almas, assim arrastadas à perdição pelo infame corpo. É, porém, de compungida tristeza a expressão do seu rosto, e o abandono do corpo não exprime senão a dor de uma alma, é certo que escondida por carnes tentadoras, mas que é nosso dever ter em conta, falamos da alma, claro está, esta mulher poderia até estar inteiramente nua, se em tal preparo tivessem escolhido representá-la, que ainda assim haveríamos de demonstrar-lhe respeito e homenagem. Maria Madalena, se ela é, ampara, e parece que vai beijar, num gesto de compaixão intraduzível por palavras, a mão doutra mulher, esta sim, caída por terra, como desamparada de forças ou ferida de morte. O seu nome também é Maria, segunda na ordem de apresentação, mas, sem dúvida, primeiríssima na importância, se algo significa o lugar central que ocupa na região inferior da composição. Tirando o rosto lacrimoso e as mãos desfalecidas, nada se lhe alcança a ver do corpo, coberto pelas pregas múltiplas do manto e da túnica, cingida na cintura por um cordão cuja aspereza se adivinha."
fonte
http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_secao=11&id_noticia=150314



abelhaazul: Grupo dos Alcoólicos Anônimos tem a sua eficácia contestada

abelhaazul: Grupo dos Alcoólicos Anônimos tem a sua eficácia contestada

sábado, 26 de março de 2011

ECOSOL PARANÁ: Encontro de Economia Solidária e Educação Popular

ECOSOL PARANÁ: Encontro de Economia Solidária e Educação Popular: "Aconteceu nos dia 19 e 20 de março de 2011 o Encontro de Economia Solidária e Educação Popular. O mesmo aconteceu na Casa do trabalhador bai..."

Nestlé financia destruição de floresta

A multinacional Nestlé financia destruição de floresta


No dia 17 de março, protestos pipocaram por toda a Europa contra a destruição das florestas que servem de habitat para orangotangos na Indonésia. O motor dessa devastação, que colocou os primatas à beira da extinção, é a conversão do uso do solo de mata virgem para o plantio de palmáceas.
A Nestlé, que sustenta essa atividade comprando óleo de palma da Indonésia para produzir chocolates como o Kit kat, foi o alvo das manifestações no continente europeu, parte de uma campanha global que o Greenpeace lança hoje contra a companhia. A Nestlé por enquanto continua jogando de ponta de lança no time das empresas que estimulam a destruição das florestas tropicias.
Além de financiar a derrubada em massa de mata na Indonésia e empurrar os orangotangos para o abismo da extinção, a Nestlé está contribuindo para agravar o aquecimento global. Florestas ajudam a regular o clima e acabar com o desmatamento, uma das maneiras mais rápidas de reduzir as emissões de Co2 na atmosfera.
Foi por isso que escritórios da Nestlé na Inglaterra, Holanda e Alemanha acabaram sendo palco de protestos por ativistas do Greenpeace, pedindo para que a empresa deixe de utilizar óleo de palma proveniente da destruição de área antes ocupada por florestas na Indonésia.
As manifestações concidiram com o lançamento de um novo relatório do Greenpeace – 'Pega com a mão na cumbuca: como o emprego de óleo de palma pela Nestlé tem um impacto devastador na floresta tropical, no clima e nos orangotangos' (em inglês) – que expõe os laços entre a Nestlé e fornecedores de óleo de palma, como a Sinar Mas, que estão ampliando suas plantações em florestas de turfa (ricas em carbono) e nas florestas tropicias da Indonésia.
Além da produção de óleo de palma, a Sinar Mas também é proprietária da Ásia celulose, a maior empresa de papel da Indonésia. A empresa também infringe a lei da Indonésia ao destruir as florestas protegidas para cultivar plantações de óleo de palma.
Como todos devem saber, a Nestlé é a maior empresa de alimentos e bebidas do mundo. O que ninguém sabia até então era que a empresa também é um grande consumidor de óleo de palma produzido às custas do desmatamento das florestas tropicais. Nos últimos três anos, a utilização anual do óleo quase duplicou, alcançando a marca de 320000 toneladas que entram em uma enorme gama de produtos, incluindo o chocolate mega popular KitKat, que não é vendido no Brasil.
"Toda vez que você der uma mordida em um KitKat, você pode estar dando uma mordida nas florestas tropicais da Indonésia, que são fundamentais para a sobrevivência dos orangotangos. A Nestlé precisa dar aos orangotangos uma pausa e parar de utilizar óleo de palma de fornecedores que estão destruindo as florestas", disse Daniela Montalto, do Greenpeace internacional.
O lançamento do relatório segue numerosas tentativas de convencer a Nestlé a cancelar seus contratos com a Sinar Mas. Recentemente, o Greenpeace contactou várias vezes a empresa com provas sobre as práticas da Sinar mas, mesmo assim a Nestlé continua usando o óleo de palma da Indonésia em seus produtos.
Diversas empresas importantes, incluindo a Unilever e Kraft, cancelaram os contratos de óleo de palma com a Sinar Mas. A Unilever cancelou um contrato de 30 milhões de dólares no ano passado. A Kraft cancelou o seu em fevereiro. "Outras grandes empresas estão agindo, mas a Nestlé continua fechando os olhos para os piores infratores. É tempo de a Nestlé cancelar seus contratos com a Sinar Mas e parar de contribuir com a destruição das floresta tropical e de turfas," frisou Montalto.
As florestas tropicais da Indonésia e seus orangotangos estão precisando desesperadamente de um refresco! Participe da cyberação e peça para a Nestlé dar um tempo as florestas!
Assista ao vídeo:
http://www.greenpeace.org/brasil/amazonia/noticias/nestle-financia-destrui-o-de

Floretas com diversidade biológica ajudam a "controlar" o clima, pois providenciam uma "rugosidade" nas correntes aéreas (ou rios aéreos). Enquanto monoculturas, as palmas por exemplo, deixam uma atmosfera homogênea, que tem menor capacidade de conter frentes diferentes que se aproximem, permitindo que a estabilidade do clima local seja deteriorada.


Sandro E.P. Marschhausen






Para saber mais sobre os crimes da Nestlé acesse:
http://www.ecodebat%20e.com.br/%20Principal_%20vis.asp?cod=





http://www.conscien%20cia.net/2003/%2012/12/nestle.%20html





http://www.profesio%20nalespcm.%20org/_php/%20MuestraArticulo2%20.php?id=1793





http://www.adital.%20org.br/site/%20noticia.asp?





http://www.youtube.%20com/watch?





Quem compra os produtos da Nestlé colabora no financiamento destes crimes.




"Sabe-se que a imagem dessa multinacional, pelo menos no Brasil, é de uma empresa comprometida com a qualidade não só dos seus produtos, mas com o bem estar dos seus consumidores, assim como com a responsabilidade social.... Também é importante lembrar que ela é um dos grandes anunciantes nacionais. Isso estaria contribuindo para o silêncio dos grandes meios de comunicação.
fonte http://associacaocorajem.blogspot.com/2010/04/multinacional-nestle-financia.html

McDonald´s: Maus tratos e superexploração


Nesta semana, nas bancas, o jornal Brasil de Fato traz uma grande reportagem sobre a superexploração e maus tratos que sofrem os jovens e adolescentes na maior rede fastfood do mundo. Confira a seguir trechos


Michelle Amaral

“Uma vez eu estava com uma bandeja cheia de lanches prontos para serem entregues e escorreguei. Quando ia caindo no chão, meu coordenador viu, segurou a bandeja, me deixou cair e disse: 'primeiro o rendimento, depois o funcionário'”, conta Kelly, que trabalhou na rede de restaurantes fast food McDonald´s por cinco meses.
“Lá você não pode ficar parado, se sentar leva bronca”, relata Lúcio, de 16 anos, que há 4 meses trabalha em uma das lojas da rede na cidade de São Paulo. “Você não tem tempo nem para beber água direito”, completa José, de 17 anos. “Uma vez eu queimei a mão, falei para a fiscal e ela disse para eu continuar trabalhando”, lembra o adolescente. Maria, de 16 anos, ainda afirma que, apesar da intensa jornada de trabalho nos restaurantes, recebe apenas R$ 2,38 por hora trabalhada.
Os relatos acima retratam o dia-a-dia dos funcionários do McDonald´s. Assédio moral, falta de comunicação de acidentes de trabalho, ausência de condições mínimas de conforto para os trabalhadores, extensão da jornada de trabalho além do permitido por lei e fornecimento de alimentação inadequada são algumas das irregularidades apontadas por trabalhadores da maior rede de fast food do mundo.
Somente no Brasil, o McDonald´s tem mais de 600 lojas e emprega 34 mil funcionários, em sua maioria jovem de 16 a 24 anos.
As relações de trabalho impostas pelo McDonald´s são objetos de estudo de muitos pesquisadores. Do mesmo modo, pelas irregularidades recorrentes, a rede de fast food é alvo de diversas denúncias na Justiça do Trabalho.
Em São Paulo, o Sindicato dos Trabalhadores em Hotéis e Restaurantes de São Paulo (Sinthoresp), ao longo dos anos, tem denunciado as más condições a que são submetidos os funcionários do McDonald´s.
Recentemente, resultou em uma punição ao McDonald´s uma denúncia feita há quinze anos pelo sindicato ao Ministério Público do Trabalho (MPT) da 2ª Região, em São Paulo. Trata-se de um acordo que, além de exigir o cumprimento de adequações trabalhistas, estabelece o pagamento de uma multa de R$ 13,2 milhões.
Desse valor, a rede de fast food deve destinar R$ 11,7 milhões ao financiamento de publicidade contra o trabalho infantil e à divulgação dos direitos da criança e do adolescente durante os próximos nove anos. Além disso, a rede deve doar R$ 1,5 milhão para o Instituto de Medicina Física e Reabilitação do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). O compromisso foi firmado em outubro de 2010 e passou a valer em janeiro deste ano.
As investigações realizadas pelo MPT a partir da denúncia do Sinthoresp confirmaram as seguintes irregularidades: não emissão dos Comunicados de Acidente de Trabalho (CAT); falta de efetividade na Comissão Interna de Prevenção de Acidentes; licenças sanitárias e de funcionamento vencidas ou sem prazo de validade, prorrogação da jornada de trabalho além das duas horas extras diárias permitidas por lei, ausência do período mínimo de 11 horas de descanso entre duas jornadas e o cumprimento de toda a jornada de trabalho em pé, sem um local para repouso.
O MPT também apontou irregularidades na alimentação fornecida aos trabalhadores: apesar de oferecer um cardápio com variadas opções, o laudo da prefeitura de São Paulo reprovou as refeições baseadas exclusivamente em produtos da própria empresa por não atender às necessidades nutricionais diárias. Em relação à alimentação, o McDonald´s chegou a ser condenado, em outubro de 2010, pela Justiça do Rio Grande do Sul a indenizar em R$ 30 mil um ex-gerente que, após trabalhar 12 anos e se alimentar diariamente com os lanches fornecidos pela rede de fast food, engordou 30 quilos. (A reportagem completa você lê na edição impressa número 417 do jornal Brasil de Fato).
fonte
http://associacaocorajem.blogspot.com/2011/03/mcdonalds-maus-tratos-e-superexploracao.html

abelhaazul: Crianças continuam sem leite nas escolas do Paraná, denuncia deputado Enio Verri

abelhaazul: Crianças continuam sem leite nas escolas do Paraná, denuncia deputado Enio Verri

quinta-feira, 24 de março de 2011

frutas na alimentacao - FRUTAS NA ALIMENTACAO

frutas na alimentacao - FRUTAS NA ALIMENTACAO

ANEIS direto da fabrica

ANEIS direto da fabrica - FRUTAS NA ALIMENTACAO

Acidente nuclear no Japão expõe como o corpo humano é afetado pela radiação









Há pouco mais de uma semana, o mundo acompanha atentamente as notícias sobre o vazamento de material radioativo na usina nuclear de Fukushima, no litoral nordeste do Japão. O governo e a Tepco, empresa que administra a planta, divulgam informações pouco precisas sobre o desastre, cujo impacto real só poderá ser medido quando a emanação de energia for contida. Todas as especulações sobre a contaminação são baseadas nas bombas atômicas jogadas pelos norte-americanos em Hiroshima e Nagasaki para forçar a rendição do Japão, na Segunda Guerra Mundial, e em acidentes nucleares anteriores. Esses episódios — em número muito reduzido, mas espetacularmente horrorosos — escancaram o poder perverso de partículas e raios invisíveis, capazes de destruir as moléculas do DNA dos seres vivos. Reportagem de Carolina Vicentin, no Correio Braziliense.

Acidentes com material radioativo são assustadoramente perigosos justamente porque os elementos têm tanta energia que conseguem desestabilizar qualquer molécula à frente (veja infografia). Eles possuem a capacidade de ionizar, ou seja, separar as partes das moléculas presentes no corpo, criando os chamados radicais livres — substâncias que provocam a morte prematura das células ou impedem a sua reprodução. “As células também sofrem aberrações cromossômicas, mutações que provocam problemas na hereditariedade. Isso desencadeia, por exemplo, malformação fetal em gestantes que tenham sido submetidas à radiação”, detalha a professora Vergínia Crispim, da pós-graduação em engenharia (Coppe) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

No corpo humano, o processo de contaminação depende muito da água presente no organismo. Uma vez que o líquido corresponde a cerca de 70% do homem, ele se torna uma espécie de condutor do material radioativo. “É o que nós chamamos de dano indireto. A radiação atinge todas as moléculas, mas, como as de água são mais abundantes, elas se tornam mais vulneráveis”, diz Samuel Avelino, chefe da área de radiologia do Hospital Universitário de Brasília (HUB).

Nem todas as substâncias, porém, chegam ao corpo da mesma forma. Para os elementos ionizantes, há uma classificação quanto à sua capacidade de alcance e, consequentemente, conforme as formas de proteção. Partículas alfa e beta são as que causam menos danos, porque é mais fácil barrá-las. O problema mesmo são os raios gama e X (aqueles mesmo liberados por aparelhos de radiografia). Esses raios conseguem penetrar as camadas mais profundas da pele e só são freados com estruturas robustas — paredes de concreto ou chumbo, por exemplo. Mesmo assim, dependendo da quantidade de material liberado, e do tempo de exposição, pode haver contaminação.

A professora Vergínia Crispim esclarece que há uma série de fatores a serem considerados antes de dar um veredicto sobre os estragos no Japão. Coisas como a temperatura e a direção dos ventos são determinantes na dissipação na nuvem radioativa. “Algumas informações davam conta de que a radiação já teria chegado à capital, Tóquio, e isso alarmou as pessoas. O nível de alerta, porém, depende da concentração desse material por lá”, diz a professora da UFRJ.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) determina os níveis máximos de exposição aos quais as pessoas podem ser submetidas. Quem não trabalha em usinas não deve estar receber mais de 1 miliSievert por ano. O miliSievert é uma unidade de medida criada especialmente para calcular os níveis de radiação nociva ao corpo. Já os trabalhadores de fábricas nucleares podem receber, no máximo, 20 miliSieverts por ano, ou 100 miliSieverts a cada 5 anos.

O valor diz respeito a todos os elementos radioativos encontrados nessas regiões. “Os elementos radioativos liberados na usina japonesa são produto da fissão nuclear, da quebra dos núcleos de urânio (a principal substância que alimenta as usinas)”, explica Sandra Bellintani, do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen), órgão ligado ao Ministério da Ciência e Tecnologia. Iodo 131 (I-131), estrôncio-90 (Sr-90) e césio-137 (Cs-137) são as principais substâncias formadas nesse processo.

Preferências
Vergínia Crispim, da pós-graduação da UFRJ, afirma que cada um dos elementos radioativos costuma atacar uma parte do corpo. O estrôncio chega com mais força ao sistema ósseo, o polônio (outra substância ionizante) ao baço e aos rins e o iodo, à glândula tireoide. A exceção é o césio, que penetra no corpo humano como um todo. O césio foi, inclusive, responsável pelo maior acidente radioativo no Brasil. Em 1987, em Goiânia, uma cápsula da substância presente em um antigo aparelho de raios X foi aberta, espalhando a contaminação. Um levantamento da Comissão Nacional de Energia Nuclear indicou que pelo menos 112,8 mil pessoas foram expostas aos efeitos do acidente.

As informações sobre a ação dessas substâncias ajudam as autoridades que trabalham com tratamentos profiláticos no Japão. Uma das medidas foi dar às pessoas que moravam na região próxima à Fukushima comprimidos de iodo não ionizante (sem o poder destrutivo do iodo radioativo). A ideia é impedir que a substância nociva chegue à tireoide, um dos órgãos mais sensíveis à radiação. “Quanto mais intenso é o metabolismo de um tecido, mais suscetível ele é a esses efeitos. Células que se renovam e se multiplicam com facilidade tendem a ser mais atingidas. É por isso que o cérebro é uma das regiões menos afetadas”, observa o radiologista do HUB Samuel Avelino.

A pesquisadora do Ipen afirma que as cápsulas de iodo não ionizante podem evitar os danos na tireoide. “A meta é fazer com que todo o iodo estável seja absorvido pela glândula, a qual ficará bloqueada e impedirá a absorção do iodo radioativo”, diz Sandra Bellintani. Se isso der certo, a substância nociva será excretada e não trará problemas, pelo menos, para essa parte do corpo.

Alertas tardios
O governo japonês elevou, na sexta-feira, para 5 o nível de gravidade do desastre na usina de Fukushima. Especialistas internacionais, porém, criticaram a demora em aumentar o alerta e há pessoas que questionam o posicionamento das autoridades. A Autoridade de Segurança Nuclear da França (ASN), por exemplo, afirmou que o acidente já atingiu nível 6, em uma escala que vai até 7.

Sem riscos
Essa radiação nada tem a ver com aquela emitida por celulares e antenas de rádio e televisão. A onda que sai desses aparelhos também contém energia, mas a emissão é controlada a partir de limites impostos pela Organização Mundial da Saúde. No Brasil, a Anatel pegou esses indicadores e os dividiu por 50 para determinar o máximo permitido em território nacional. Ou seja, mesmo que aqui ocorra um acidente nessa área, ainda haverá uma grande margem de segurança.

EcoDebate, 24/03/2011
http://www.ecodebate.com.br/2011/03/24/acidente-nuclear-no-japao-expoe-como-o-corpo-humano-e-afetado-pela-radiacao/


Cloaca News: SAI, CAPETA! BISPO CATÓLICO QUE TENTOU FAZER CAVEI...

Cloaca News: SAI, CAPETA! BISPO CATÓLICO QUE TENTOU FAZER CAVEI...: ".Deu no ABCD Maior Depois de sustentar, em 2010, campanha para identificar com a defesa do aborto a então candidata à presidência Dilma Rous..."

terça-feira, 22 de março de 2011

Cordel que deixou o Bial Injuriado...


Autor:
Antonio Barreto, Cordelista natural de Santa Bárbara-BA, residente em Salvador.


Curtir o Pedro Bial
E sentir tanta alegria
É sinal de que você
O mau-gosto aprecia
Dá valor ao que é banal
É preguiçoso mental
E adora baixaria.


Há muito tempo não vejo
Um programa tão ‘fuleiro’
Produzido pela Globo
Visando Ibope e dinheiro
Que além de alienar
Vai por certo atrofiar
A mente do brasileiro.


Me refiro ao brasileiro
Que está em formação
E precisa evoluir
Através da Educação
Mas se torna um refém
Iletrado, ‘zé-ninguém’
Um escravo da ilusão.


Em frente à televisão
Lá está toda a família
Longe da realidade
Onde a bobagem fervilha
Não sabendo essa gente
Desprovida e inocente
Desta enorme ‘armadilha’.


Cuidado, Pedro Bial
Chega de esculhambação
Respeite o trabalhador
Dessa sofrida Nação
Deixe de chamar de heróis
Essas girls e esses boys
Que têm cara de bundão.


O seu pai e a sua mãe,
Querido Pedro Bial,
São verdadeiros heróis
E merecem nosso aval
Pois tiveram que lutar
Pra manter e te educar
Com esforço especial.


Muitos já se sentem mal
Com seu discurso vazio.
Pessoas inteligentes
Se enchem de calafrio
Porque quando você fala
A sua palavra é bala
A ferir o nosso brio.


Um país como Brasil
Carente de educação
Precisa de gente grande
Para dar boa lição
Mas você na rede Globo
Faz esse papel de bobo
Enganando a Nação.


Respeite, Pedro Bienal
Nosso povo brasileiro
Que acorda de madrugada
E trabalha o dia inteiro
Dar muito duro, anda rouco
Paga impostos, ganha pouco:
Povo HERÓI, povo guerreiro.


Enquanto a sociedade
Neste momento atual
Se preocupa com a crise
Econômica e social
Você precisa entender
Que queremos aprender
Algo sério – não banal.


Esse programa da Globo
Vem nos mostrar sem engano
Que tudo que ali ocorre
Parece um zoológico humano
Onde impera a esperteza
A malandragem, a baixeza:
Um cenário sub-humano.


A moral e a inteligência
Não são mais valorizadas.
Os “heróis” protagonizam
Um mundo de palhaçadas
Sem critério e sem ética
Em que vaidade e estética
São muito mais que louvadas.


Não se vê força poética
Nem projeto educativo.
Um mar de vulgaridade
Já tornou-se imperativo.
O que se vê realmente
É um programa deprimente
Sem nenhum objetivo.


Talvez haja objetivo
“professor”, Pedro Bial
O que vocês tão querendo
É injetar o banal
Deseducando o Brasil
Nesse Big Brother vil
De lavagem cerebral.


Isso é um desserviço
Mal exemplo à juventude
Que precisa de esperança
Educação e atitude
Porém a mediocridade
Unida à banalidade
Faz com que ninguém estude.


É grande o constrangimento
De pessoas confinadas
Num espaço luxuoso
Curtindo todas baladas:
Corpos “belos” na piscina
A gastar adrenalina:
Nesse mar de palhaçadas.


Se a intenção da Globo
É de nos “emburrecer”
Deixando o povo demente
Refém do seu poder:
Pois saiba que a exceção
(Amantes da educação)
Vai contestar a valer.


A você, Pedro Bial
Um mercador da ilusão
Junto a poderosa Globo
Que conduz nossa Nação
Eu lhe peço esse favor:
Reflita no seu labor
E escute seu coração.


E vocês caros irmãos
Que estão nessa cegueira
Não façam mais ligações
Apoiando essa besteira.
Não deem sua grana à Globo
Isso é papel de bobo:
Fujam dessa baboseira.
E quando chegar ao fim
Desse Big Brother vil
Que em nada contribui
Para o povo varonil
Ninguém vai sentir saudade:
Quem lucra é a sociedade
Do nosso querido Brasil.


E saiba, caro leitor
Que nós somos os culpados
Porque sai do nosso bolso
Esses milhões desejados
Que são ligações diárias
Bastante desnecessárias
Pra esses desocupados.


A loja do BBB
Vendendo só porcaria
Enganando muita gente
Que logo se contagia
Com tanta futilidade
Um mar de vulgaridade
Que nunca terá valia.


Chega de vulgaridade
E apelo sexual.
Não somos só futebol,
baixaria e carnaval.
Queremos Educação
E também evolução
No mundo espiritual.


Cadê a cidadania
Dos nossos educadores
Dos alunos, dos políticos
Poetas, trabalhadores?
Seremos sempre enganados
e vamos ficar calados
diante de enganadores?


Barreto termina assim
Alertando ao Bial:
Reveja logo esse equívoco
Reaja à força do mal…
Eleve o seu coração
Tomando uma decisão
Ou então: siga, animal

FONTE
blogdomanoelmodesto.blogspot.com/2011/03/reproducao-de-um-cordel-que-deixou-o.html

sexta-feira, 18 de março de 2011

abelhaazul: A CERVEJA MAIS CARA

abelhaazul: A CERVEJA MAIS CARA

Capitalismo: risco de ecocídio e de biocídio

Leonardo Boff

 

O capitalismo é um modo de produção social e uma cultura. Como modo de produção destruiu o sentido originário de economia que desde os clássicos gregos até o século XVIII significava a técnica e a arte de satisfazer as necessidades da oikos, Quer dizer, a economia tinha por objetivo atender satisfatoriamente as carências da casa, que tanto podia ser a moradia mesma, a cidade, o país quanto a casa comum, a Terra. Com sua implantação progressiva a partir do século XVII do sistema do capital – a expressão capitalismo não era usada por Marx, mas foi introduzida por Werner Sombart 1902 – muda-se a natureza da economia. A partir de agora ela representa uma refinada e brutal técnica de criação de riqueza por si mesma, desvinculada do oikos, da referência à casa. Antes pelo contrário, destruindo a casa em todas as suas modalidades. E a riqueza que se quer acumular é menos para ser desfrutada do que para gerar mais riqueza numa lógica desenfreada e, no termo, absurda.

A lógica do capital é essa: produzir acumulação mediante a exploração. Primeiro, exploração da força de trabalho das pessoas, em seguida a dominação das classes, depois a submissão dos povos e, por fim, a pilhagem da natureza. Funciona aqui uma única lógica linear e férrea que a tudo envolve e que hoje ganhou uma dimensão planetária.
Uma análise mesmo superficial entre ecologia e capitalismo identifica uma contradição básica. Onde impera a prática capitalista se envia ao exílio ou ao limbo a preocupação ecológica. Ecologia e capitalismo se negam frontalmente. Não há acordo possível. Se, apesar disso, a lógica do capital assume o discurso ecológico ou é para fazer ganhos com ele, ou para espiritualizá-lo e assim esvaziá-lo ou simplesmente para impossibilitá-lo e, portanto, destruí-lo. O capitalismo não apenas quer dominar a natureza. Quer mais, visa arrancar tudo dela. Portanto se propõe depredá-la.
Hoje, pela unificação do espaço econômico mundial nos moldes capitalistas, o saque sistemático do processo industrialista contra natureza e contra a humanidade torna o capitalismo claramente incompatível com a vida. A aventura da espécie homo sapiens e demens é posta em sério risco. Portanto, o arquiinimigo da humanidade, da vida e do futuro é o sistema do capital com a cultura que o acompanha.
Coloca-se assim uma bifurcação: ou o capitalismo triunfa ao ocupar todos os espaços como pretende e então acaba com a ecologia e assim põe em risco o sistema-Terra ou triunfa a ecologia e destrói o capitalismo ou o submete a tais transformações e reconversões que não possa mais ser reconhecível como tal. Desta vez não há uma arca de Noé que salve a alguns e deixe perecer os outros. Ou nos salvamos todos ou pereceremos todos.
Esta é a singularidade de nosso tempo e a urgência das reflexões e dos alarmes que aqui são partilhados.
Dizíamos que o capitalismo produziu ainda uma cultura, derivada de seu modo de produção, assentado na exploração e na pilhagem. Toda cultura cria o âmbito das evidências cotidianas, das convicções inquestionáveis e, como tal, gesta uma subjetividade coletiva adequada a ela. Sem uma cultura capitalista que veicula as mil razões justificadoras da ordem do capital, o capitalismo não sobreviveria. A cultura capitalista exalta o valor do indivíduo, garante a ele a apropriação privada da riqueza, feita pelo trabalho de todos, coloca como mola de seu dinamismo a concorrência de todos contra todos, visa maximalizar os ganhos com o mínimo de investimento possível, procura transformar tudo em mercadoria, desde a mística, o sexo até o lazer para ter sempre benefícios e ainda instaura o mercado, hoje mundializado, como o mecanismo articulador de todos os produtos e de todos os recursos produtivos.
Se alguém buscar solidariedade, respeito às alteridades, com-paixão e veneração face à vida e ao mistério do mundo não os busque na cultura do capital. Errou de endereço, pois ai encontra tudo ao contrário. George Soros, um dos maiores especuladores das finanças mundiais e profundo conhecedor da lógica da acumulação sem piedade (ele vive disso), afirma claramente que o capitalismo mundialmente integrado ameaça a todos os valores societários e democráticos, pondo em risco o futuro das sociedades humanas. Essa é, segundo ele, a crise do capitalismo (é o título de seu livro) que exige urgente solução para não irmos ao encontro do pior.O capitalismo, como modo de produção e como cultura, inviabiliza a ecologia tanto ambiental, quanto social e a mental ou profunda. Deixado à lógica de sua voracidade, pode cometer o crime da ecocídio, do biocídio e, no limite, do geocídio. Razão suficiente para os humanos que amam a vida e que querem herdar aos seus filhos e filhas e netos uma casa comum habitável se oporem sistematicamente às suas pretensões.
Entretanto, há sinais de esperança. Já a partir dos inícios deste século, o paradigma moderno começou, teoricamente, a ser erodido pela física quântica, pela teoria da relatividade, pela nova biologia, pela ecologia e pela filosofia crítica. Estava surgindo então um novo paradigma. Ele tem um caráter contrário àquele capitalista; é holístico, sistêmico, inclusivo, pan-relacional e espiritual. Entende o universo não como uma coisa ou justaposição de coisas e objetos. Mas como um sujeito no qual tudo tem a ver com tudo, em todos os pontos, em todas as circunstâncias e em todas as direções, gerando uma imensa solidariedade cósmica. Cada ser depende do outro, sustenta o outro, participa do desenvolvimento do outro, comungando de uma mesma origem, de uma mesma aventura e de um mesmo destino comum.
Ao invés de ser um universo atomístico, composto de partículas discretas – universo cuja complexidade cabe ser quebrada em componentes menores e mais simples – agora este universo é considerado como um todo relacional, inter-retro-conectado com tudo e maior que a soma de suas partes. A natureza da matéria, quando analisada com mais profundidade, não aparece como estática e morta, mas como uma dança de energias e de relações para todas as direções. A Terra não é mais vista como um conglomerado de matéria inerte (os continentes) e água (os oceanos, lagos e rios), mas como um superorganismo vivo, Gaia, articulando todos os elementos, as rochas, a atmosfera, os seres vivos e a consciência num todo orgânico, dinâmico, irradiante e cheio de propósito, parte de um todo ainda maior que nos inclui: o universo em cosmogênese, em expansão e perpassado de consciência.
Esta visão fornece a base para uma nova esperança, para uma sabedoria mais alta e para um projeto civilizacional alternativo àquele dominante hoje, o do capitalismo mundialmente integrado. Ela nos permite passar do sentimento de perda e de ameaça, que o cenário atual nos provoca ao sentimento de pertença, de promessa e de um futuro melhor.
Quatro eixos dão consistência ao novo paradigma, que se distancia enormemente do capitalismo: a busca da sustentabilidade ecológica e econômica, baseada numa nova aliança de fraternidade/sororidade para com a natureza e entre os seres humanos; a acolhida da diversidade biológica e cultural, fundada na preservação e no respeito a todas as diferenças e no desenvolvimento de todas as culturas; o incentivo à participação nas relações sociais e nas formas de governo, inspiradas na democracia sem fim, como diria sociólogo português Boaventura de Souza Santos, entendida como valor universal a ser vivido em todas as instâncias (família, escola, sindicatos, igrejas, movimentos de base, nas fábricas e nos aparelhos de estado) e com todo o povo; o cultivo da espiritualidade como expressão da profundidade humana, que se sente parte do todo, capaz de valores, de solidariedade, de compaixão e de diálogo com a Fonte originária de todos os seres.
Este novo paradigma não é ainda hegemônico. Perdura vastamente ainda aquele da modernidade burguesa e capitalista, atomístico, mecânico, determinístico e dualista, apesar de sua refutação teórica e prática. Perdura porque é funcional aos propósitos das classes dominantes mundiais. Elas mantém o povo e até pessoas de formação elevada na ignorância acerca da nova visão do mundo. Continua a impôr um sistema global cujos frutos maiores são a dominação, a exclusão e a destruição.
Mas a crise ecológica mundial, expressa especialmente pelo aquecimento global, e o curto prazo que dispomos para as mudanças necessárias conferem atualidade e vigor ao novo paradigma. Ele é subversivo para a ordem vigente. Precisamos de uma nova revolução, uma revolução civilizacional. Ela será de natureza diversa daquelas nascidas a partir da revolução do neolítico, especialmente daquela propiciada pela cultura do capital. Terá por base e inspiração a nova cosmologia.
Mas para isso, temos que mudar nossa forma de pensar, de sentir, de avaliar e de agir. Dentro do sistema do capital não há salvação para as grandes maiorias da humanidade, para os ecossistemas e para o planeta Terra. Devemos ter mais sabedoria que poder, mais veneração que saber, mais humildade que arrogância, mais vontade de sinergia que de auto-afirmação, mais vontade de dizer nós do que dizer eu como o faz sistematicamente a cultura do capital. Por estas atitudes os seres humanos poderão se salvar e salvar o seu belo e radiante Planeta.
Esposamos a idéia de que estamos na crise de parto, do nascimento de um novo patamar de hominização. Podemos, sim, nos destruir. Criamos para isso a máquina de morte. Mas ela pode ser sustada e transformada. O mesmo foguete gigante que transporta ogivas atômicas, pode ser usado para mudar a rota de asteróides e meteoros ameaçadores da Terra. É a hora de darmos o salto de qualidade e inaugurarmos uma aliança nova com a Terra. A chance está criada. Depende de nós sua realização feliz ou o seu inteiro fracasso. Desta vez não nos é permitido nem protelar nem errar de objetivo.


Leonardo Boff é Teologia e Filosofia e autor de mais de 60 livros nas áreas de Teologia, Ecologia, Espiritualidade, Filosofia, Antropologia e Mística. A maioria de sua obra está traduzida nos principais idiomas modernos.


EcoDebate, 18/03/2011
http://www.ecodebate.com.br/2011/03/18/capitalismo-risco-de-ecocidio-e-de-biocidio-artigo-de-leonardo-boff/







quarta-feira, 16 de março de 2011

Rede Globo: O símbolo do jornalismo servil

Rede Globo: O símbolo do jornalismo servil



É natural que a visita do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, ao Brasil tenha destaque na mídia. Afinal, trata-se do chefe de Estado (e de governo) da maior economia nacional do mundo, com um PIB próprio equivalente a quase um quarto do valor do PIB nominal mundial.


Todavia, o grau de bajulação que a Rede Globo destina a Obama é sem medidas, comportamento típico de uma mídia empresarial subalterna, vinculada aos interesses do Tio Sam (e do neoliberalismo capitaneado pelos EUA).


O comportamento da Rede Globo é vergonhoso. Como brasileiro, sinto-me embaraçado diante de tamanha adulação.


O Jornal Nacional tem veiculado sistematicamente no curso da semana matérias de longa duração (pelo menos uma superando a marca de dois minutos), tratando da vinda de Obama. Nítido o esforço hercúleo despendido para enaltecer Obama e seu suposto poder de encantar plateias. Até se faz referência a “discursos históricos” do presidente norte-americano. Históricos para quem, cara pálida?


O que mais soa falso é a tentativa risível de se tecer laços de afeição e estreitamento entre os brasileiros e Obama. Um entrevistado anônimo afirmou no programa do JN da segunda-feira: “Acredito que o Brasil inteiro vai receber ele de braços abertos.”


Mas o que é isso? Pura peça publicitária. E da pior qualidade. Além de puxa-saquismo explícito, medida que objetiva demonstrar a fidelidade das Organizações Globo frente aos EUA, seja qual governo for (republicano ou democrata).


Que venha Barack Obama. Vamos ouvir com atenção o que ele tem a nos dizer no próximo sábado. No entanto, nós, brasileiros, devemos encará-lo de queixo erguido, sem vergar a coluna. Nada de servilismo, como pretende a Rede Globo.

fonte   http://limpinhocheiroso.blogspot.com/2011/03/rede-globo-o-simbolo-do-jornalismo.html

O BIQUINI MAIS CARO

abelhaazul: O BIQUINI MAIS CARO

terça-feira, 15 de março de 2011

Obama vem aí; para movimentos sociais é “persona non grata” - Portal Vermelho

Obama vem aí; para movimentos sociais é “persona non grata” - Portal Vermelho

Entidades farão ações de repúdio à presença de Obama no Brasil

Entidades farão ações de repúdio à presença de Obama no Brasil



Entidades do movimento social brasileiro representadas na Coordenação de Movimentos Sociais (CMS), entre elas Cebrapaz, CUT, MST, UNE, Ubes, CTB, Conam, Unegro e sindicatos estaduais e municipais de várias capitais estão organizando ações de repúdio contra o chefe do imperialismo estadunidense, Barack Obama.


As entidades criticam a política de duas caras do mandatário dos Estados Unidos, que utiliza uma retórica demagógica de defesa da paz e dos direitos humanos, mas na prática realiza uma política militarista e de intervenção contra países e povos soberanos.






Os protestos mostram que a manifestação organizada pelo governo estadual do Rio de Janeiro, com a colaboração da embaixada dos EUA no Brasil, na Cinelândia, não reflete os sentimentos do povo brasileiro.






Leia a íntegra do documento que circula entre as entidades do movimento social e será submetida a apreciação e aprovação em plenária a ser realizada na quarta-feira (16).






"Os movimentos sociais brasileiros rechaçam a presença de Barack Obama em nosso país.


Obama chegou à presidência dos Estados Unidos em 2008 opondo-se em tese à política de guerra de George W. Bush e fazendo promessas de paz e respeito ao direito internacional.


A evolução dos acontecimentos mostrou que a política externa do imperialismo norte-americano continua em essência a mesma.






O atual mandatário dos Estados Unidos mantém a orientação belicista de ocupar países e agredir povos em nome da “luta contra o terrorismo”. Seu objetivo principal é reafirmar a hegemonia estadunidense no mundo, inclusive na área militar.






Sob Barack Obama, os Estados Unidos mantiveram a presença das tropas de ocupação no Iraque e no Afeganistão.






O imperialismo estadunidense, sob a presidência de Barack Obama reafirmou o apoio à política genocida do Estado sionista israelense contra o povo palestino.






Foi sob a liderança de Barack Obama que a principal organização agressiva do imperialismo, a Otan – Organização do Tratado do Atlântico Norte consagrou o “novo conceito estratégico”, arrogando-se o direito de intervir militarmente em qualquer região do planeta. É também Obama que estimula a instalação de bases militares em todo o mundo.






É a gestão de Barack Obama que, reafirmando a primazia norte-americana quanto à posse e uso de armas nucleares, exerce chantagens, pressões, ameaças e sanções contra os países que não aceitam os ditames dos EUA nesta questão.






Como latino-americanos, afirmamos que a política dos Estados Unidos para a América Latina não mudou em nada. Não aceitamos a manutenção do bloqueio a Cuba, as provocações contra a Venezuela, a Nicarágua, a Bolívia e o Equador.






O governo Obama apoiou o golpe militar em Honduras, que retirou do poder o presidente legitimo Manuel Zelaya, e mantém o apoio ao atual governo de fato, que é denunciado por inúmeras violações aos direitos humanos. Na sequência do golpe, os EUA instalaram duas novas bases militares neste país.






Repudiamos a ampliação da presença militar dos EUA na região, tanto as iniciativas para instalar novas bases militares na Colômbia, quanto a movimentação de tropas na Costa Rica e no Panamá.






Os Estados Unidos, no apagar das luzes do governo de Bush, reativaram a 4ª Frota de sua marinha de guerra, que Obama mantém. A presença dessa frota agressiva constitui uma ameaça a todos os países soberanos da região. No caso do Brasil, é uma clara ameaça em relação às imensas jazidas petrolíferas descobertas em nossa costa.






Os Estados Unidos nunca abriram mão do objetivo de dominar nossos países e continuam considerando nosso continente como sua área de influência. Sua cobiça sobre nossas riquezas é ilimitada.






Obama chega ao Brasil num momento em que os Estados Unidos e seus aliados, principalmente os europeus, preparam-se para realizar novas intervenções militares. Agora, no norte da África, onde, com vistas a assegurar o domínio sobre o petróleo, adotam a opção militar como a principal estratégia. O imperialismo estadunidense quer arrastar as Nações Unidas para sua aventura.






Hoje, 20 de março, dia em que Obama visita o Brasil, acontecem manifestações em todo o mundo convocadas pela Assembleia Mundial dos Movimentos Sociais realizada durante o Fórum Social Mundial de Dacar, Senegal. O dia de mobilização global foi convocado para afirmar a “defesa da democracia, o apoio e a solidariedade ativa aos povos da Tunísia e do Egito e do mundo árabe”. O 20 de março é um Dia Mundial de Luta contra as bases militares dos Estados Unidos, de solidariedade com o povo árabe e do norte da África e também de apoio à resistência palestina e saharauí.






O Brasil e a América latina vivem um novo momento, de democracia, soberania, interação e unidade e estão criando seus próprios mecanismos multilaterais. Não aceitam mais viver sob o jugo e a ingerência do imperialismo norte-americano".






Queremos um mundo de paz e solidariedade!






Abaixo o imperialismo estadunidense!






O imperialismo não é invencível e será derrotado!



fonte
http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_secao=8&id_noticia=149535



Como Fazer Fortuna com Anúncios em Classificados

abelhaazul: Como Fazer Fortuna com Anúncios em Classificados

A verdade sobre os Rodeios - Video chocante

Video chocante que mostra as reais condições dos animais nos rodeios...



segunda-feira, 14 de março de 2011

Peixes têm consciência e podem sentir dor

abelhaazul: Peixes têm consciência e podem sentir dor

“desmontadoras de veículos” Desmontar carros e reciclar tudo

Desmontar carros e reciclar tudo,
artigo de Washington Novaes




 O governo de São Paulo pretende, em dois anos, implantar as primeiras “desmontadoras de veículos” – informou este jornal (21/2) -, na tentativa de enfrentar o problema da “mobilidade zero” na capital, diagnosticado pelo secretário de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, Guilherme Afif Domingos. E começará pelos carros e motos reprovados na inspeção veicular e que tenham dívidas fiscais – cerca de 30% a 35% da frota total. Só nos pátios estão mais de 100 mil veículos apreendidos por irregularidades e dívidas.


Os números já não chegam a espantar. Na capital, são 7 milhões de veículos registrados. No País, 35,3 milhões, aos quais em cinco anos se deverão acrescentar 25 milhões. Em 2010 foram 3,5 milhões de carros novos vendidos (inclusive com isenção de impostos), compondo o quarto maior mercado mundial. Só a Polícia Militar aplicou, em 2010, quase 750 mil multas de trânsito na capital (ao todo foram mais de 6 milhões de infrações). Espera-se que este ano sejam 20% mais (Estado, 21/2) e que a receita com elas chegue a R$ 638,9 milhões. No ano passado, de mais de R$ 500 milhões de receita com multas, R$ 170 milhões foram concedidos em subsídios a empresas de ônibus, para “renovação da frota e compensações tarifárias”.


Num panorama como este, com 45% das pessoas na capital se deslocando em automóveis (Estado, 10/9/2010), só se poderia mesmo chegar à saturação – e, afinal, à proposta de “desmontar veículos”. Mas ela terá de ir além dos pátios repletos de veículos irregulares. E um bom exemplo pode ser encontrado pelas autoridades na Suécia, onde o ônus do “desmonte” e da reciclagem cabe aos proprietários dos veículos, e não ao Estado (e à sociedade toda). Nesse país, ao comprar um carro novo, o proprietário já paga por um certificado de reciclagem, que passará de mão em mão se o veículo for vendido. O proprietário que entender haver chegado a hora da reciclagem, leva o carro a uma empresa autorizada e recebe o valor desse certificado. A empresa começa por retirar todos os fluidos e óleos para reciclagens especiais; depois, tudo o que ainda pode ser utilizado (pneus, vidros, peças etc.) é vendido a terceiros, com garantia de prazo; em seguida, a carcaça é amassada e enviada a outra empresa, que a pica e destina os resíduos a fornos de siderúrgicas, base para asfalto de rodovias e outras aplicações. O país já faz isso com mais de 90% dos veículos que chegam ao fim da vida útil, e espera chegar em breve a 100%.


É um bom exemplo, que deveria ser levado, aqui, também a outras áreas de resíduos. Porque, apesar de acertos da nova Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), os avanços serão difíceis se não se implantar o princípio de que o ônus da solução deve caber a quem gera os resíduos – domiciliares, comerciais, industriais, da construção etc. E isso não está na lei. Ela dá prazo para que Estados e municípios façam seus planos diretores para a área e definam programas de coleta seletiva. Mas como se fará isso, se quase 60% dos municípios brasileiros (3.369, segundo o IBGE) nem sequer têm aterros e depositam resíduos em lixões, alegando falta de recursos? No Estado do Rio são 72 dos 92 municípios. Em São Paulo, 156 dos 645 municípios – e isso em dois dos Estados com mais recursos.


Há algum tempo calculou-se que implantar um aterro para 2 mil toneladas diárias custa R$ 350 milhões. Como o Brasil produz mais de 200 mil toneladas diárias de resíduos domiciliares e comerciais, isso significaria, a grosso modo, que precisamos de áreas equivalentes a mais de 100 desses aterros. Que custariam mais de R$ 35 bilhões. Como o PAC deste ano prevê um total de R$ 1,5 bilhão para a área de resíduos (se não houver contingenciamento), seriam mais de 20 anos só para implantar aterros. Sem falar nos investimentos necessários para a reciclagem em todos os municípios (prevista na PNRS para dentro de quatro anos). E para a implantação de logística reversa nos vários setores (pilhas e baterias; lixo eletroeletrônico; pneus; agrotóxicos; lâmpadas fluorescentes; vidros etc.).


É preciso repetir e insistir: só haverá solução se o gerador de resíduos pagar pela coleta e destinação – como se faz nos países que mais avançaram nessa área, principalmente na Europa. São Paulo chegou a criar uma taxa para os resíduos domiciliares e comerciais na administração Marta Suplicy, mas recuou (e a ex-prefeita chegou a dizer aos jornais que a criação da taxa foi seu “maior erro político”).


Da mesma forma, a acertada decisão de dar preferência na política nacional a cooperativas de catadores (eles já seriam 1 milhão hoje) corre riscos, se não se avançar para a implantação de sistemas financiados em que elas disponham de equipamentos para a coleta (caminhões com espaços separados para lixo seco e lixo orgânico) e recebam das prefeituras por tonelagem coletada os mesmos valores hoje atribuídos a empresas que fazem esse trabalho.


É preciso, também, financiar para as cooperativas usinas onde o lixo orgânico seja compostado e transformado em fertilizante (utilizável em jardins, contenção de encostas etc.). O lixo seco, depois de separado na usina, pode ser transformado em telhas (a partir de massa de papel e papelão decompostos, revestida de betume); o PVC, em mangueiras pretas; o vidro pode ser moído e vendido a recicladoras, assim como o alumínio de latas.


Onde se fez isso, gerou-se muito trabalho e renda para uma corporação a quem o País já deve muito, pois, trabalhando de sol a sol, sem nenhuma proteção, ela encaminha a empresas quase tudo o que se recicla de papel, papelão, vidro, pet, alumínio e outros materiais. Em alguns lugares onde isso foi feito, o lixo encaminhado, no final, a aterros, foi reduzido a 20% do total – o que é enorme economia de recursos e de dinheiro para o poder público (e para a sociedade, que paga os impostos).


Se não for assim, corre-se o risco de o novo plano não avançar.
fonte http://www.ecodebate.com.br/2011/03/14/desmontar-carros-e-reciclar-tudo-artigo-de-washington-novaes/

História da energia nuclear é marcada por panes fatais

História da energia nuclear é marcada por panes fatais

Comparações entre acidentes no Japão e outras catástrofes nucleares se acumulam. História da energia nuclear é marcada por panes e desastres, frequentemente custando vidas humanas. Uma cronologia de quase seis décadas.

Julho de 2009: O reator da usina de Krümmel, no estado alemão de Schleswig-Holstein, é retirado imediatamente da rede, devido a curto-circuito num transformador. No final de 2007, um equipamento de construção análoga se incendiara, após um curto-circuito.

Julho de 2006: Um dos três reatores da central nuclear sueca Forsmark é automaticamente desligado da rede, em decorrência de um curto-circuito. Em seguida é desativado.

Dezembro de 2001: Uma explosão de hidrogênio provoca distúrbios de funcionamento na usina de Brunsbüttel, Schleswig-Holstein. Somente em fevereiro do ano seguinte, por pressão das autoridades de fiscalização, o reator é retirado da rede para inspeção.

Outubro de 2000: A controvertida usina tcheca de Temelin entra em funcionamento. Até o início de agosto de 2006 são registrados quase 100 casos de mau funcionamento.

Setembro de 1999: Numa unidade de reprocessamento de urânio, na cidade japonesa de Tokaimura, inicia-se uma reação em cadeia descontrolada, liberando altos níveis de radiação. A causa fora falha humana: operários insuficientemente preparados haviam depositado num tanque de precipitação sete vezes a quantidade máxima permitida de urânio.

Abril de 1986: Até hoje a maior catástrofe em todo o mundo foi a explosão de um reator de água leve moderado a grafite em Tchernobil, Ucrânia (na época parte da União Soviética). O incidente causa a morte imediata de 32 pessoas, milhares de outras sucumbem em consequência da irradiação nuclear, 120 mil têm que ser evacuadas. Nuvens e ventos carregam a radioatividade também à Europa Ocidental. Até hoje não se tem uma medida exata das consequências.

Março de 1979: Defeitos técnicos e falhas humanas provocam o colapso do sistema de refrigeração da usina Three Mile Island, próxima a Harrisburg, nos Estados Unidos. Ocorre o derretimento parcial do reator. A centenas de quilômetros do local do acidente, ainda se pode medir uma nuvem radioativa. Mais de 200 mil pessoas são evacuadas. Trata-se do mais grave acidente nuclear nos EUA, até hoje.

Janeiro de 1977: Curtos-circuitos em duas linhas de alta voltagem causam prejuízo total na central nuclear de Gundremmingen, na Baviera, Alemanha. O prédio do reator fica contaminado com água de refrigeração radioativa.

Julho de 1973: Segunda explosão na estação de reprocessamento de combustível radioativo de Windscale (rebatizada Sellafield a partir de 1983), na Inglaterra. Grande parte da unidade fica contaminada.

Outubro de 1957: Incêndio numa das centrais de Windscale, num reator para preparação de plutônio destinado à utilização em bombas. Gases radioativos contaminam uma área de centenas de quilômetros quadrados. Pelos menos 39 pessoas morrem em consequência.

Setembro de 1957: Na unidade soviética de processamento de plutônio Maiak explode um tanque subterrâneo de concreto contendo detritos radioativos líquidos. Pelo menos mil pessoas morrem, 10 mil sofrem contaminação: até hoje não há números confiáveis a respeito. Desde então, uma aérea de 300 por 40 quilômetros está contaminada por radioatividade. Trata-se de uma das maiores catástrofes atômicas da história, somente em 1976 relatada por um cientista dissidente, e oficialmente confirmada em 1990.

Dezembro de 1952: Grave explosão na central nuclear de Chalk River, próxima a Ottawa, Canadá. Uma fusão parcial destrói o núcleo do reator.

fonte
 http://www.ecodebate.com.br/2011/03/14/historia-da-energia-nuclear-e-marcada-por-panes-fatais/



Puta que Pariu pisa no freio Serra video/musica

Puta que Pariu pisa no freio Serra


Você paulistando cansou de tanto pedágio, PSDB nunca mais! Brasil o Zé Pedágio que pedagiar você!.

Hino do Zé Pedágio

Serra acha pedágio barato

domingo, 13 de março de 2011

Discurso Che Guevara "La esperanza de un mundo mejor" video

Pai Rico, Pai Pobre - Resumo do livro

abelhaazul: Pai Rico, Pai Pobre - Resumo do livro

Os efeitos dos venenos na vida das mulheres

Os efeitos dos venenos na vida das mulheres





A AnvisaA (Agencia Nacional de Vigilância Sanitária) iniciou no ano de 2008 a reavaliação de 14 ingredientes ativos em agrotóxicos no Brasil, 12 já proibidos em outros países. Algumas Empresas de Agrotóxicos, e o Sindicato Nacional da Indústria de Agrotóxicos recorreram ao Judiciário para impedir a agência de continuar fazendo fiscalização.

A OMS (Organização Mundial da Saúde) estima que ocorra no mundo, cerca de 3 milhões de intoxicações agudas por agrotóxicos. Dessas, 70% ocorrem nos países do chamado Terceiro Mundo, (no qual o Brasil está incluído); ocorrendo sobre trabalhadores e trabalhadoras que tem contato direto ou indireto com esses produtos.

Segundo a OIT ocorrem 70 mil mortes por ano em conseqüência do uso e manipulação dos agrotóxicos. Isso só nos países de terceiro mundo!

No Brasil, a segunda causa de intoxicação depois de medicamentos se dá pelos agrotóxicos. Muitas doenças estão surgindo ou aumentando como conseqüência do uso de veneno: câncer, alergias, doenças do sistema nervoso, da reprodução, do sistema imunológico.

O uso inadequado de agrotóxicos, segundo dados da Rede Mulher e Educação, ocasiona em mulheres abortos, fetos com má formação.
São as mulheres e homens trabalhadores de baixa renda, os desempregados, as comunidades tradicionais, os grupos étnicos os que são condenados a viver nas áreas mais contaminadas e ingerir os alimentos cheios de agrotóxicos.

E para piorar, as mesmas empresas que produzem veneno são as que fabricam os remédios. Elas não estão nem ai pra nossa saúde! O mais importante é vender! É o lucro! Cuidado com essa combinação: veneno = medicamentos. São as mesmas empresas!
fonte
http://www.mst.org.br/Os-efeitos-dos-venenos-na-vida-das-mulheres

Protesto das mulheres na Aracruz completa 5 anos

Protesto das mulheres na Aracruz completa 5 anos
Por Bianca Costa
Da Página do MST

Na madrugada do dia 8 de março de 2006, 1.800 mulheres da Via Campesina realizaram uma das maiores ações contra o monocultivo de eucalipto no Rio Grande do Sul.

Organizadas, as mulheres ocuparam o viveiro hortoflorestal da Aracruz Celulose, em Barra do Ribeiro, município que fica a cerca de duas horas de Porto Alegre. Na ação, elas destruíram estufas e bandejas de mudas de eucalipto.

A repercussão do protesto ampliou o debate sobre a monocultura de eucalipto e chamou a atenção da sociedade sobre os malefícios sociais, ambientais e econômicos desse tipo de cultura.

Por que a celulose da Aracruz

Em 2006, ocorria em Porto Alegre o encontro internacional da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), entidade ligada à Organização das Nações Unidas (ONU), para discutir a Reforma Agrária e o desenvolvimento rural.

As mulheres decidiram que era o momento de tornar visível para os países que participavam da conferência as consequências do plantio em grande escala de eucalipto. “As mulheres decidiram tornar público o que estava acontecendo com a terra, com os camponeses e com a saúde para o conjunto da sociedade. Decidiram que a Aracruz simbolizava essa denúncia e por isso a ocuparam e destruíram as sementes e as mudas do viveiro como uma forma de chamar a atenção da sociedade para o que representa esse modelo de cultivo”, afirma Ivanete Tonin, militante do MST.

O eucalipto precisa de muita água para o seu desenvolvimento. Originário de regiões úmidas da Austrália, a planta precisa em média de 30 litros de água por dia ao longo de suas fases de crescimento.

No Brasil, embora tenha muitos rios, não existem vastas regiões úmidas, portanto, o plantio em larga escala de eucalipto pode provocar desequilíbrios nas águas existentes na região de plantio. Como consequência disso, vai faltar água para plantas, consumo humano e animal.

Como suas raízes são muito profundas, o eucalipto seca várzeas, poços artesianos e vertentes, trazendo o ressecamento da terra de superfície na região e altera o regime de chuvas. A falta de umidade torna mais difícil a entrada de frentes frias e ocorrem mais estiagens, como as registradas na região sul do Rio Grande do Sul, onde se planta muito eucalipto.

Na época, a Aracruz Celulose era uma das maiores produtoras de pasta de celulose do mundo. Em 2006, no Rio Grande do Sul, a multinacional possuía 300 mil hectares de terra para plantar eucalipto, planta da qual se extrai a celulose. A intenção da empresa na época era chegar em 2015 com 1 milhão de hectares de terra plantadas no estado. Mais de 95% da celulose é para exportação.

O produto serve para a produção de papel higiênico, papel toalha, lenço, papel absorvente e demais produtos descartáveis, de acordo com o Com informações do informativo “O latifúndio dos eucaliptos: Informações básicas sobre as monoculturas de árvores e as indústrias de papel”, da Via Campesina do Rio Grande do Sul.

Essa situação, simbolizada pela Aracruz, fez com que as mulheres decidissem pelo ato. “Essa ação visava denunciar o conjunto desse padrão de produção que transforma os países pobres apenas em colônia. Nós ficamos apenas com o prejuízo”, relata Ivanete.

O ato durante a semana do encontro da FAO teve a intenção de alertar para as ações do governo federal. “O governo veio à Porto Alegre fazer propaganda de que o Brasil estava acabando com a fome. Mas na verdade, esse governo representa os interesses do capital no campo. É um governo que não faz Reforma Agrária e defende o agronegócio”, afirma Ana Hanauer, da direção estadual do MST.

Protagonismo na luta de classe

Além de denunciar o êxodo rural provocado pela expansão das áreas de plantio da monocultura do eucalipto, a expulsão de pequenos agricultores de áreas próximas em função da escassez de água e também as péssimas condições dos trabalhadores que são contratados sem direitos trabalhistas pelas empresas do setor, a ação teve forte repercussão dentro dos movimentos sociais, da esquerda em geral e na sociedade.

“O 8 de março de 2006 representou a afirmação e a construção de um feminismo proletário contra o capital. Porque até o momento, o feminismo era muito vinculado à classe média, às demandas que são importantes para as mulheres, mas até então não tínhamos uma ação mais concreta de enfrentamento com o capital,” explica Claudia Teixeira, do Movimento dos Trabalhadores Desempregados (MTD).

A ação na Aracruz deu maior visibilidade às lutas das mulheres da Via Campesina. Até então, eram realizadas atividades na linha de afirmar a presença das mulheres nos diferentes setores na perspectiva dos direitos.

Em 2006, as mulheres se tornam protagonistas do ponto de vista da luta contra o capital. “Chegamos no momento de dizer que neste modelo de sociedade, nem homens nem mulheres tem vida. Também teve uma repercussão grande nos movimentos, pois as mulheres assumiram todas as instâncias da preparação do ato. Isso representou um empoderamento interno muito importante”, avalia Sarai Brixner, do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA).

A manifestação também representou a primeira ação mais forte de mulheres do MPA. “Significou, então, um marco histórico para nós enquanto movimento social de luta das mulheres. Além disso, a ação revelou toda uma discussão sobre monocultura, transgenia e contaminação do meio ambiente com a produção de pasta de celulose,” afirma Rosieli Lüdtke, do MPA.

Na Via Campesina, as mulheres entravam em um período de ascensão, no qual participavam mais intensamente dos debates e das questões de gênero. “Essa ação nos projetou enquanto referência política de luta de classe. Nós temos que responder a altura e isso ultrapassa as pautas dos movimentos”, explica Ana Hanauer, do MST.

A ação representou uma reafirmação de uma luta maior contra o capital e revelou, conforme Ivanete Tonin, a ideia de que não há libertação das mulheres sem a destruição do capital. “A libertação das mulheres não se dá somente dentro de casa, ou nas relações, mas sim na construção de um outro modelo de sociedade. A opressão das mulheres também está fundada na sociedade capitalista,” afirma Ivanete.

O protagonismo das mulheres na ação também é destacado pelo Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB). De acordo com Patrícia Prezotto, as mulheres começam a pautar a luta de classe. “Foi um momento histórico para as mulheres. Elas começam a não aceitar o que o capital impõe. Essa ação na Aracruz demonstra que as mulheres têm condições de fazer a luta contra o capital,” salienta Patrícia.

A identificação do capital como o grande inimigo da classe trabalhadora também foi um dos acúmulos da luta. “2006 traz para nós a discussão da celulose e da monocultura, pois até então a sociedade não percebia o mal que representa para a humanidade esse tipo de cultura,” relembra Izanete Maria Colla, do Movimento de Mulheres Camponesas (MMC).

Além disso, a construção da luta na Aracruz representou uma unidade mais forte entre as mulheres. “As mulheres se identificaram, pois a ação bateu forte na questão do monocultivo, na questão ambiental e na questão do capital. Isso fortaleceu muito os movimentos que participaram da luta”, diz Elci da Paz, do MMC.

Outro aspecto é que a luta do 8 de março de 2006 questionou a opção de parte da esquerda de apostar no processo eleitoral para fazer mudanças estruturais na sociedade em favor dos trabalhadores. “Aquela ação mostrou que as mulheres pobres que se movimentavam ali não se sentiam incluídas neste poder, na medida em que denunciavam que o governo Lula liberou os transgênicos e flexibilizou as leis ambientais. Então é uma ação que também chocou por questionar essa via de fazer a luta”, explica Ivanete.

Reação da sociedade

As mulheres avaliam que em um primeiro momento, a reação imediata da população foi de criticar e condenar a ação, principalmente pela influência da mídia buguesa, mas depois que o assunto começou a ser debatido, muitas pessoas passaram a ver a ocupação da Aracruz com outros olhos e a apoiar a luta contra a monocultura do eucalipto.

“Uma parcela importante da sociedade entendeu que as mulheres destruíram aquilo que viria a destruir a terra, secar os rios e causas uma série de problemas, inclusive para a saúde”, avalia Neiva Vivian, do MST.

Entretanto, devido à abordagem da mídia que tratou a ação como um crime e defendeu a empresa, ignorando os impactos da monocultura para a população e o meio ambiente, alguns setores da sociedade ainda não compreenderam a importância da destruição do viveiro da Aracruz. “Nós não somos contra a tecnologia, nós somos contra uma tecnologia quando está apenas em função do lucro,” relata Ivanete.

A ação na Aracruz está no contexto da condição de barbárie que as mulheres vivem na sociedade capitalista patriarcal. “Nós mulheres não temos nada a perder. E esse gesto de radicalidade é compreensível a partir do momento em que as mulheres dizem que só o socialismo que resolve o problema das mulheres. Não é possível remediar em nenhum aspecto. Não tem reforma, não tem ação governamental que amenize a condição de opressão da mulher na sociedade em que a gente vive”, sintetiza Ana.
fonte
http://www.mst.org.br/Protesto-das-mulheres-na-Aracruz-completa-5-anos