Carro Movido a AR Comprimido
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
domingo, 27 de fevereiro de 2011
O outro mundo possível na América Latina
Emir Sader: O outro mundo possível na América Latina
O Fórum Social Mundial começou na América Latina – mais particularmente no Brasil, em Porto Alegre -, para onde deve retornar em 2013. A escolha do continente e do país se fizeram para se contrapor ao Fórum Econômico de Davos, que representava, entre outras coisas a vitória do centro do capitalismo sobre a periferia, com a emergência da globalização neoliberal.
Por Emir Sader, em seu blog
A América Latina foi escolhida, por ter abrigado os principais movimentos de resistência popular aos governos neoliberais que proliferavam no continente – dos zapatistas ao MST, dos movimentos indígenas da Bolivia aos do Equador, do movimento camponês peruano aos piqueteiros argentinos. O Brasil foi o país definido como sede, pela presença do PT, do MST, da CUT, dos governos de orçamento participativo, da liderança do Lula. E Porto Alegre, justamente por ter sido pioneira nas experiências de orçamento participativo.
Dez anos depois, após ir à Asia e à Africa, o Forum Social volta à América Latina, única região do mundo onde há governos que buscam construir governos de superação do neoliberalismo. Com matizes diferenciados, esses governos – de que 5 presidentes estiveram no FSM de Belém, em 2009 – privilegiam os processos de integração regional no lugar dos Tratados de Livre Comércio com os EUA, priorizam as politicas sociais e a extensão do mercado interno de consumo popular no lugar da prioridade neoliberal aos ajustes fiscais.
Essas opções permitiram terminar com a diminuição dos Estados às suas proporções mínimas, que promoveram um brutal processo de mercantilização das relações sociais e do próprio Estado. Os processos de privatização foram brecados, assim como as aberturas desenfreadas das economias nacionais ao mercado internacional. Políticas de integração regional foram priorizando os intercâmbios entre os países da região e com os países do Sul do mundo. O poder aquisitivo dos salários foi recuperado sistematicamente, assim como o nível de emprego formal.
Como resultado, os países que priorizam a integração regional e as politicas sociais, diminuíram significativamente as desigualdades sociais, promoveram processos de distribuição de renda e de inclusão social, que fazem do período atual aquele em que esses países mais pudessem avançar naquele aspecto mais dramático da América Latina – o continente mais desigual do mundo.
Diante da crise econômica internacional, nascida no centro do capitalismo, os países que priorizaram a integração regional e o desenvolvimento do mercado interno de consumo popular, puderam reagir muito melhor, demorar mais para entrar na crise e sair dela mais cedo.
Enquanto isso, um pais como o México que, na contramão dessa opção, assinou um Tratado de Livre Comércio com os EUA, amarrando seu destino ao vizinho do norte, com quem tem mais de 90% do seu comercio exterior, sofre os duros efeitos da crise profunda e prolongada dos EUA. Da mesma forma, os países europeus, que optaram por pacotes recessivos tipo FMI – de triste memória para nós, no governo FHC – seguem em crise, com níveis recordes de desemprego.
O próximo FSM pode renovar-se, incorporando avanços do realizado em Dacar – quando Evo Morales e Gilberto Carvalho falaram na sua abertura – colocando no seu centro a relação entre os governos progressistas latino-americanos e os movimentos sociais, para discutir as diferenças e articular os pontos em comum para multiplicar a força de todos eles.
O Fórum Social Mundial começou na América Latina – mais particularmente no Brasil, em Porto Alegre -, para onde deve retornar em 2013. A escolha do continente e do país se fizeram para se contrapor ao Fórum Econômico de Davos, que representava, entre outras coisas a vitória do centro do capitalismo sobre a periferia, com a emergência da globalização neoliberal.
Por Emir Sader, em seu blog
A América Latina foi escolhida, por ter abrigado os principais movimentos de resistência popular aos governos neoliberais que proliferavam no continente – dos zapatistas ao MST, dos movimentos indígenas da Bolivia aos do Equador, do movimento camponês peruano aos piqueteiros argentinos. O Brasil foi o país definido como sede, pela presença do PT, do MST, da CUT, dos governos de orçamento participativo, da liderança do Lula. E Porto Alegre, justamente por ter sido pioneira nas experiências de orçamento participativo.
Dez anos depois, após ir à Asia e à Africa, o Forum Social volta à América Latina, única região do mundo onde há governos que buscam construir governos de superação do neoliberalismo. Com matizes diferenciados, esses governos – de que 5 presidentes estiveram no FSM de Belém, em 2009 – privilegiam os processos de integração regional no lugar dos Tratados de Livre Comércio com os EUA, priorizam as politicas sociais e a extensão do mercado interno de consumo popular no lugar da prioridade neoliberal aos ajustes fiscais.
Essas opções permitiram terminar com a diminuição dos Estados às suas proporções mínimas, que promoveram um brutal processo de mercantilização das relações sociais e do próprio Estado. Os processos de privatização foram brecados, assim como as aberturas desenfreadas das economias nacionais ao mercado internacional. Políticas de integração regional foram priorizando os intercâmbios entre os países da região e com os países do Sul do mundo. O poder aquisitivo dos salários foi recuperado sistematicamente, assim como o nível de emprego formal.
Como resultado, os países que priorizam a integração regional e as politicas sociais, diminuíram significativamente as desigualdades sociais, promoveram processos de distribuição de renda e de inclusão social, que fazem do período atual aquele em que esses países mais pudessem avançar naquele aspecto mais dramático da América Latina – o continente mais desigual do mundo.
Diante da crise econômica internacional, nascida no centro do capitalismo, os países que priorizaram a integração regional e o desenvolvimento do mercado interno de consumo popular, puderam reagir muito melhor, demorar mais para entrar na crise e sair dela mais cedo.
Enquanto isso, um pais como o México que, na contramão dessa opção, assinou um Tratado de Livre Comércio com os EUA, amarrando seu destino ao vizinho do norte, com quem tem mais de 90% do seu comercio exterior, sofre os duros efeitos da crise profunda e prolongada dos EUA. Da mesma forma, os países europeus, que optaram por pacotes recessivos tipo FMI – de triste memória para nós, no governo FHC – seguem em crise, com níveis recordes de desemprego.
O próximo FSM pode renovar-se, incorporando avanços do realizado em Dacar – quando Evo Morales e Gilberto Carvalho falaram na sua abertura – colocando no seu centro a relação entre os governos progressistas latino-americanos e os movimentos sociais, para discutir as diferenças e articular os pontos em comum para multiplicar a força de todos eles.
sábado, 26 de fevereiro de 2011
Confissões do Latifúndio - Pedro Casaldáliga
Confissões do Latinfúndio
Pedro Casaldáliga
(Bispo Jubilado de São Felix do Araguaia, MT)
Por onde passei,
plantei
a cerca farpada,
plantei a queimada.
Por onde passei,
plantei
a morte matada.
Por onde passei,
matei
a tribo calada,
a roça suada,
a terra esperada...
Por onde passei,
tendo tudo em lei,
eu plantei o nada.
GANHE DINHEIRO POR SUA OPINIÃO Você Pode Ganhar Di...
PARCERIAS PROGRAMAS DE AFILIADOS: GANHE DINHEIRO POR SUA OPINIÃO Você Pode Ganhar Di...: "Você Pode Ganhar Dinheiro e/ou Presentes Todos os membros registrados participam de um sorteio mensal com um prêmio em dinheiro de US$ 2..."
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
Assista a todos os vídeos do FSM 2011 em Dacar
Assista a todos os vídeos do FSM 2011 em Dacar
ACESSE:
http://www.cartamaior.com.br/templates/index.cfm?home_id=110&alterarHomeAtual=1
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terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
Você é Aquilo que Você Pensa
Você é Aquilo que você Pensa
Este pequeno volume não tem a intenção de ser um tratado exaustivo sobre o tão falado poder do pensamento. Ele é particularmente mais sugestivo do que explanatório, sendo seu objetivo estimular homens e mulheres à descoberta e percepção da verdade que – “Eles próprios são os construtores de si mesmos” em virtude dos pensamentos escolhem. e encorajam; que a mente é o tecelão-mestre,
tanto da vestimenta interna do caráter como da vestimenta externa da circunstância, e que, como eles podem até aqui ter tecido em ignorância e dor, eles podem agora tecer em esclarecimento e felicidade.
Índice:
1. Pensamento e Caráter
2. Efeito do Pensamento sobre as Circunstâncias
3. Efeito do Pensamento sobre a Saúde e o Corpo
4. Pensamento e Propósito
5. O Fator-Pensamento na Realização
6. Visões e Ideais
7. Serenidade
LIVRO DIGITAL
Formato: PDF
mais detalhes em:
http://www.grupos.com.br/blog/salada/permalink/43465.html

Você é Aquilo que Você Pensa
Este pequeno volume não tem a intenção de ser um tratado exaustivo sobre o tão falado poder do pensamento. Ele é particularmente mais sugestivo do que explanatório, sendo seu objetivo estimular homens e mulheres à descoberta e percepção da verdade que – “Eles próprios são os construtores de si mesmos” em virtude dos pensamentos escolhem. e encorajam; que a mente é o tecelão-mestre,
tanto da vestimenta interna do caráter como da vestimenta externa da circunstância, e que, como eles podem até aqui ter tecido em ignorância e dor, eles podem agora tecer em esclarecimento e felicidade.
Índice:
1. Pensamento e Caráter
2. Efeito do Pensamento sobre as Circunstâncias
3. Efeito do Pensamento sobre a Saúde e o Corpo
4. Pensamento e Propósito
5. O Fator-Pensamento na Realização
6. Visões e Ideais
7. Serenidade
LIVRO DIGITAL
Formato: PDF
mais detalhes em:
http://www.grupos.com.br/blog/salada/permalink/43465.html

Você é Aquilo que Você Pensa
domingo, 20 de fevereiro de 2011
Os segredos da mente milionária - o foco do livro é voltado para o lado psicológico do dinheiro
Os segredos da mente milionária - o foco do livro é voltado para o lado psicológico do dinheiro
Os Segredos da Mente Milionária (Secrets of the Millionaire Mind) é um pequeno livro escrito em 2005 pelo americano T. Harv Eker. O livro tem como objetivo ensinar você a como ficar rico mudando seus conceitos sobre dinheiro e adotando os hábitos das pessoas bem-sucedidas.
A ideia do livro é que cada pessoa tem um modelo de dinheiro. Esse modelo é um conjunto de crenças que cada um de nós alimenta desde pequenos. Tais crenças determinam o nosso destino financeiro, quase sempre nos levando para uma situação difícil
A saída, então, é simplesmente modelar pessoas com mentalidade de riqueza, que possuem os tais segredos da mente milionária. Se adotarmos os modos de pensar e agir que diferenciam os ricos das demais pessoas, crescem enormemente as chances de conseguirmos nossa independência financeira
Outro ponto bastante enfatizado é a prática dos exercícios. Ao final de cada um dos 17 arquivos de riqueza, o autor passa um ou dois exercícios práticos para serem realizados. A ideia baseia-se no princípio de que esquecemos o que lemos, mas entendemos o que fazemos.
Enriquecer não diz respeito somente a ficar rico em termos financeiros. É mais do que isso: trata-se da pessoa que você se torna para alcançar esse objetivo. – T. Harv Eker
Vejamos um pouco de cada um desses modos de pensar.
Acesse:
http://www.grupos.com.br/blog/sucesso_ja/Index.html

Os segredos da mente milionária - o foco do livro é voltado para o lado psicológico do dinheiro
Os Segredos da Mente Milionária (Secrets of the Millionaire Mind) é um pequeno livro escrito em 2005 pelo americano T. Harv Eker. O livro tem como objetivo ensinar você a como ficar rico mudando seus conceitos sobre dinheiro e adotando os hábitos das pessoas bem-sucedidas.
A ideia do livro é que cada pessoa tem um modelo de dinheiro. Esse modelo é um conjunto de crenças que cada um de nós alimenta desde pequenos. Tais crenças determinam o nosso destino financeiro, quase sempre nos levando para uma situação difícil
A saída, então, é simplesmente modelar pessoas com mentalidade de riqueza, que possuem os tais segredos da mente milionária. Se adotarmos os modos de pensar e agir que diferenciam os ricos das demais pessoas, crescem enormemente as chances de conseguirmos nossa independência financeira
Outro ponto bastante enfatizado é a prática dos exercícios. Ao final de cada um dos 17 arquivos de riqueza, o autor passa um ou dois exercícios práticos para serem realizados. A ideia baseia-se no princípio de que esquecemos o que lemos, mas entendemos o que fazemos.
Enriquecer não diz respeito somente a ficar rico em termos financeiros. É mais do que isso: trata-se da pessoa que você se torna para alcançar esse objetivo. – T. Harv Eker
Vejamos um pouco de cada um desses modos de pensar.
Acesse:
http://www.grupos.com.br/blog/sucesso_ja/Index.html

Os segredos da mente milionária - o foco do livro é voltado para o lado psicológico do dinheiro
sábado, 19 de fevereiro de 2011
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
ROUBO ONLINE - FRAUDES ONLINE - GOLPES NA INTERNET - outros problemas c/ ganhar dinheiro facil: Processo de ex-distribuidores contra a Herbalife n...
ROUBO ONLINE - FRAUDES ONLINE - GOLPES NA INTERNET - outros problemas c/ ganhar dinheiro facil: Processo de ex-distribuidores contra a Herbalife n...: "Tradução do artigo postado no Pyramid Scheme Alert, intitulado “Pyramid Scheme Charge Filed by High Level Ex-distributors”, de Robert FitzPa..."
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
sábado, 12 de fevereiro de 2011
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
domingo, 6 de fevereiro de 2011
sábado, 5 de fevereiro de 2011
Quando as empresas preferem os ditadores à democracia
Quando as empresas preferem os ditadores à democracia
O Egito foi o segundo grande receptor de ajuda externa dos Estados Unidos durante décadas, depois de Israel (sem contar os fundos gastos nas guerras e ocupações do Iraque e Afeganistão). O regime de Mubarak recebeu cerca de 2 bilhões de dólares ao ano desde que assumiu o poder, em sua imensa maioria para as forças armadas. Onde foi parar esse dinheiro? Em geral, foi para empresas estadunidenses. O dinheiro vai para o Egito e logo volta para pagar aviões F-16, tanques M-1, motores de aviões, mísseis, pistolas e latas de gás lacrimogêneo. O artigo é de Amy Goodman.
Amy Goodman – Democracy Now!
“As pessoas levavam um cartaz que dizia ‘Para: Estados Unidos. De: Povo egípcio. Deixem de apoiar Mubarak. Ele acabou!” – dizia o twitter de meu valente colega e produtor em chefe de Democracy Now! Sharif Abdel Kouddous, desde as ruas do Cairo.
Mais de dois milhões de pessoas se manifestaram naquele dia em todo o Egito: a maioria delas inundaram a praça Tahrir, no Cairo. Tahrir, que significa “libertação” em árabe, se converteu no epicentro do que parece ser uma revolução em grande medida pacífica, espontânea e sem líderes no país mais povoado do Oriente Médio. Este incrível levante que desafio o toque de recolher militar, foi conduzido pelos jovens, que constituem a maior parte dos 80 milhões de habitantes do país. Twitter, Facebook e as mensagens de texto de telefones celulares ajudaram esta nova geração a vincular-se e organizar-se, apesar de viver há três décadas em uma ditadura apoiada pelos Estados Unidos.
Em resposta, o regime de Mubarak, com a ajuda de empresas estadunidenses e europeias, cortou o acesso à Internet e restringiu o serviço de telefonia celular, deixando o Egito em uma situação de obscuridade digital. C.W. Anderson comentou a respeito de se o que estava ocorrendo no Oriente Médio era uma espécie de revolução do Twitter: “não é a tecnologia, mas sim as pessoas que fazem a revolução”.
As pessoas nas ruas exigem democracia e autodeterminação. Sharif viajou para o Egito à noite, em um terreno incerto. As odiadas forças de segurança do Ministério do Interior e a polícia de camisas negras leais ao presidente Hosni Mubarak estavam reprimindo e matando gente, prendendo jornalistas, quebrando e confiscando câmeras. No sábado pela manhã, Sharif se dirigiu à praça Tahrir. Apesar do bloqueio da internet e das mensagens de texto, Sharif, talentoso jornalista e gênio da tecnologia, achou rapidamente uma maneira de publicar mensagens no twitter desde a praça Tahrir: “Que cena assombrosa: estão passando três tanques carregados de gente que grita “Fora Hosni Mubarak!”.
O Egito foi o segundo grande receptor de ajuda externa dos Estados Unidos durante décadas, depois de Israel (sem contar os fundos gastos nas guerras e ocupações do Iraque e Afeganistão). O regime de Mubarak recebeu cerca de 2 bilhões de dólares ao ano desde que assumiu o poder, em sua imensa maioria para as forças armadas. Onde foi parar esse dinheiro? Em geral, foi para empresas estadunidenses. Pedi a William Hartung, da New America Foundation, que explicasse isso:
“É uma forma de bem estar empresarial para empresas como Lockheed Martin e General Dynamics, porque o dinheiro vai para o Egito e logo volta para pagar aviões F-16, tanques M-1, motores de aviões, todo tipo de mísseis, pistolas, latas de gás lacrimogêneo de uma empresa chamada Combined Systems International, cujo nome figura nas latas achadas nas ruas do Egito”.
Hartung acaba de publicar um livro, “Os profetas da guerra: Lockheed Martin e a criação do complexo militar industrial”. Continuou dizendo:
“Lockheed Martin encabeçou acordos de 3,8 bilhões de dólares nestes últimos dez anos; a General Dynamics de 2,5 bilhões para tanques; a Boeing de 1,7 bilhões para mísseis e helicópteros e a Raytheon para todo tipo de mísseis para as forças armadas. Então, basicamente este é um elemento fundamental destinado a manter o regime, mas grande parte do dinheiro se recicla. Os contribuintes poderiam simplesmente dar o dinheiro diretamente para a Lockheed Martin ou a General Dynamics”.
De maneira similar, a “chave geral” para bloquear a Internet e os telefones celulares no Egito foi ativada com a colaboração de empresas. A empresa Vodafone (gigante mundial da telefonia celular, proprietária de 45% das ações da Verizon Wireless nos Estados Unidos), com sede na Inglaterra, tentou justificar-se em um comunicado de imprensa: “Estava claro que Vodafone não tinha opções legais nem práticas, mas sim que devia satisfazer as exigências das autoridades”.
Narus, uma subsidiária da Boeing Corporation, vendeu equipamentos ao Egito para permitir uma “inspeção profunda de pacote” (DPI, em sua sigla em inglês), segundo Tim Karr, do grupo de política de mídia Free Press. Karr disse que a tecnologia da Narus “permite às empresas egípcias de telecomunicações ver as mensagens de texto dos telefones celulares e identificar o tipo de vozes dissidentes que existem. Também fornece ferramentas tecnológicas para localizar essas mensagens geograficamente e rastreá-las”.
Mubarak prometeu não se apresentar como candidato à reeleição em setembro. Mas o povo do Egito exige que ele saia agora. Como durou 30 anos? Talvez isso possa ser explicado melhor quando consideramos uma advertência feita por um general do exército dos EUA há 50 anos, o presidente Dwight D. Eisenhower, que disse: “Devemos tratar de evitar que o complexo militar-industrial adquira influência injustificada, seja ela buscada ou não”. Esse complexo mortal não é um perigo apenas para a democracia em nível nacional, mas também quando apoia déspotas no estrangeiro.
Tradução: Katarina Peixoto
FONTE CARTA MAIOR
http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=17364&boletim_id=822&componente_id=13495
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
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