(Prensa Latina) Mais que 350 personalidades internacionais das igrejas católicas e evangélicas assinaram um chamado em homenagem ao bispo salvadorenho Oscar Romero.
O papel com o título "Recordam a canonização do mártir San Oscar Romero pelos pobres deste mundo" exige, simultaneamente, uma mudança política das "igrejas dos ricos".
A Iniciativa Cristã Oscar Romero, uma organização não governamental com sede na cidade alemã de Muenster, informou mediante um comunicado de imprensa que o chamado leva as assinaturas de destacadas personalidades como os bispos Jacques Gaillot (França) ou Luís Flavio Cappio OFM (Brasil).
O bispo salvadorenho foi assassinado em 24 de março do 1980 por um comando de mercenários após ter criticado abertamente a repressão contra cristãos pela ditadura militar, disse André Hagel do citado agrupamento.
Em entrevista com Prensa Latina, o experiente também mencionou a discordância entre o bispo e o Vaticano.
Romero mostrou-se sumamente decepcionado após uma visita do papa João Paulo II a El Salvador a princípios de 1979, explicou Hagel, ao citar o bispo: "Acho que já não viajarei a Roma, porque o papa não me entende".
O chamado ecumênico será publicado ao nível internacional no primeiro de maio, no dia da beatificação do falecido João Paulo II.
"Enquanto a igreja católica realizou este processo de maneira acelerada, o Vaticano continua bloqueando a beatificação de Oscar Romero com argumentos pouco com convincentes", disse Hagel.
Conforme ao ativista alemão, o responsável pelo Vaticano para processos de beatificação, o bispo Vincenzo Paglia, justifica a demora com uma suposta "instrumentalização" de Romero por parte da teologia da libertação.
No entanto, os assinantes do chamado ecumênico destacam que "a canonização de Oscar Romero já é realidade pela decisão dos pobres da América Latina".
Por isso, os assinantes não exigem uma decisão por parte da igreja oficial, destacando a "canonização de baixo para cima" |
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