sexta-feira, 30 de julho de 2010

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PARCERIAS PROGRAMAS DE AFILIADOS: PARCERIAS geraram ótimos lucros

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quarta-feira, 28 de julho de 2010

FOLHEADOS OURO E PRATA: Pulseira adulto com banho Steel

FOLHEADOS OURO E PRATA: Pulseira adulto com banho Steel: "Pulseira adulto com banho Steel"

Trabalhadores são encontrados em condições degradantes no Paraná

Nas duas últimas semanas foram resgatados 72 trabalhadores em condições degradantes no Paraná pelo Grupo Especial de Fiscalização de Trabalho Escravo, formado pelo Ministério Público do Trabalho no Paraná (MPT-PR), Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e Polícia Federal.

Um grupo de 67 trabalhadores foi resgatado em fazendas de extração de erva-mate e de exploração de pinus na cidade de Palmas, no interior do Estado. Seis deles eram adolescentes. Outros cinco trabalhadores foram encontrados em um canteiro de obras na Rodovia PR-170, fazendo a manutenção das margens. Eles trabalhavam para uma empresa que presta serviços para o Departamento de Estradas de Rodagem (DER). Segundo o procurador Gláucio Araujo de Oliveira, a principal irregularidade verificada foi as péssimas condições do alojamento. “Eles dormiam amontoados em um espaço de 2m x 2m, sem camas”, ressalta.


Já os 67 trabalhadores, encontrados na semana retrasada nas fazendas em Palmas, de acordo com o procurador Luercy Lino Lopes, estavam em condições de trabalho incompatíveis com as exigências legais relativas à segurança, higiene, saúde e medicina. “Os alojamentos eram precários, sem instalações sanitárias nas frentes de trabalho, sem acesso a água potável e muitos não possuíam registro em carteira”, explica.

As fazendas eram de propriedade do diretor presidente da Madepar S/A Indústria e Comércio de General Carneiro, Wilson Dissenha. Os trabalhadores que faziam extração de erva-mate e poda de pinus
tiveram a rescisão dos contratos e todas as verbas rescisórias pagas, além de receberem uma indenização adicional por dano moral individual nos valores de R$1 mil a R$4 mil, dependendo do período trabalhado. Para os seis adolescentes, a indenização foi de R$5 mil, independente
do tempo.

Tendo em vista as infrações cometidas, o proprietário das fazendas e, também, a Madepar (por ter projetos de reflorestamento de pinus nas fazendas fiscalizadas) pagarão indenização moral coletiva no total de R$ 240 mil. O Ministério Público do Trabalho deve decidir ainda nesta semana de que forma será paga a indenização, que poderá ser revertida em bens a entidades sociais da região.

Informe do Ministério Público do Trabalho no Paraná, publicado pelo EcoDebate, 28/07/2010
http://www.ecodebate.com.br/2010/07/28/trabalhadores-sao-encontrados-em-condicoes-degradantes-no-parana/

terça-feira, 27 de julho de 2010

Matemática Prática - programa de afiliados


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Monetizar um site ou blog e conseguir ganhar algum dinheiro na internet é cada vez mais difícil. Existem muitos sites e blogs explorando os mais diversos assuntos e temas, além de inúmeros programas de afiliados.

Esses programas são a melhor forma de começar a lucrar com um site ou blog sem fazer grandes investimentos financeiros. Mas é só, seu investimento em tempo e dedicação serão grandes para montar e mater o conteúdo do site e conseguir um bom número de visitantes.

Como tudo no mundo, existem bons e maus programas de afiliados. E devemos levar em conta que nem todos os programas de afiliados se adequam a qualquer site ou blog. Precisamos estar atentos à temática do site ou blog onde queremos inserir determinada publicidade advinda dos programas de afiliados.

Uma boa alternativa, contudo restrita a sites ou blogs com temas escolares ou educativos, é o programa de afiliados do site Matemática Prática.

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Recursos do Programa


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•Cookie de 90 dias garante que as comissões sejam pagas a você mesmo que um visitante não compre nada nos primeiros dias após conhecer o site;
•Os pagamentos são feitos através do PagSeguro ou conta no Banco do Brasil.


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Venda mais pela internet

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sábado, 24 de julho de 2010

Parcerias VENHA ganhar $$$ conosco


Parcerias VENHA ganhar $$$ conosco

Caro(a) Amigo(a):


É bastante comum imaginarmos que para iniciar algum negócio on-line é fundamental possuir um PRODUTO e toda uma estrutura com estoques, embalagens, entregas e etc...

Ok, esta é uma das opções. Mas não a única.

A boa notícia é que há outros formatos que você pode desenvolver na Internet, sem que para isto precise de produtos próprios, estrutura física ou mesmo dinheiro para começar!

Existem inúmeras oportunidades na Internet, onde você pode ganhar dinheiro sem possuir NENHUM PRODUTO ou SERVIÇO próprio para vender. Como? Oferecendo o produto dos outros! E você pode começar a ganhar dinheiro amanhã mesmo!

Com a concorrência cada vez ficando mais acirrada na Internet, muitas empresas começaram a perceber que a melhor fórmula para aumentar seus negócios era através das parcerias com os próprios internautas ou mesmo clientes.

Pois ao oferecer um percentual de seus lucros aos internautas (parceiros) estas empresas só tem a ganhar. E isto permite que você transforme seus momentos de lazer na Internet em algo lucrativo!

Agora você pode aproveitar toda esta onda de vendas e compartilhar uma parte destes lucros. Veja as diversas sugestões apresentadas neste site e BONS LUCROS !!!

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1. Você divulga a Imagem Folheados através de seu site (se você tiver), através de jornais em sua cidade, foruns, grupos de discussões, blogs, classificados online, sites de relacionamento (Orkut, Gazzag), envio de emails autorizados, etc.

2. Muitas pessoas visualizam sua divulgação e algumas ficam interessadas em comprar nossos produtos para revender ou se interessam em ingressar em nosso programa de afiliados.

3. Elas acessam a Imagem Folheados através de seu código de afiliado e realizam uma compra em nosso site ou se afiliam ao nosso programa de afiliados.

4. Nosso sistema reconhecerá que aquele cliente ou afiliado foi indicado por você e gerará uma *comissão sobre todas as compras realizadas por este cliente ou todas as vendas diretas dele como afiliado.

Um diferencial do nosso programa sobre muitos outros é que, todas os clientes indicados por você irão continuamente gerar comissões para você, todas as vezes que comprarem em nosso site. Isso é muito bom, a maioria dos clientes que se cadastram em nosso site, são revendedores que compram por atacado para revender nossos produtos e muitos acabam se tornando clientes fiéis que sempre retornam ao nosso site para repor seu estoque. E isso iria sempre gerar comissões para você. Com o tempo, o número acumulado de clientes indicados por você tornará cada vez maior e nosso programa te recompensará com ótimos lucros! É o que chamamos de Comissão Perpétua. E TUDO O QUE VOCÊ TEM A FAZER É INDICAR O NOSSO SITE.

Um outro diferencial, também muito importante, é que, além de poder indicar clientes, você também poderá indicar novos afiliados, como você. Assim você também irá ganhar comissões sobre as vendas destes afiliados posicionados em até 5 (cinco) níveis abaixo de você (venda indireta). QUANTO MAIOR A SUA REDE DE AFILIADOS, MAIORES SERÃO SEUS LUCROS!

Quando o cliente (ou afliado) indicado por você acessar o nosso site através de seu código de afiliado, um Cookie será armazenado no computador dele. Cookie é um pequeno arquivo que é salvo no computador, o que fará com que o nosso sistema o reconheça como sendo seu indicado. Mesmo que o cliente não realize a compra no primeiro acesso ao nosso site e realize somente depois de algumas semanas, sua comissão estará **garantida, POIS O COOKIE GRAVADO NO COMPUTADOR DELE TERÁ VALIDADE DE 6 MESES! O que também nos diferencia da maioria dos programas de afiliados, que gravam cookies com validade de apenas alguns dias.

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Veja outras oportunidades em :
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quinta-feira, 22 de julho de 2010

Vídeo sensacional: Não quero o ditador José Serra

Vídeo sensacional: Não quero o ditador José Serra

Sátira de um dos piores governadores que o Estado de São Paulo já teve. Grande sucateador dos serviços públicos.


Menu grátis

quarta-feira, 21 de julho de 2010

oferta do dia





Duas mulheres-frutas devem concorrer ao legislativo nessas eleições VEJA O VIDEO DA MULHER PERA

Duas mulheres-frutas devem concorrer ao legislativo nessas eleições

A salada de frutas que existe no Brasil hoje pode se tornar um grande abacaxi para o legislativo. Vários famosos se candidatam a cargos políticos em todas as eleições e, em 2010, a Mulher Pêra e a Mulher Melão não quiseram ficar de fora e se mostraram decididas a provar que seu cérebro é maior que o "derrière".

A primeira é candidata à deputada federal pelo PTN (Partido Trabalhista Nacional) de São Paulo. Ela diz, em seu site, se destacar "não só pela beleza, mas pela inteligência, enorme bagagem cultural e perspicácia". Já a segunda, à deputada estadual pelo PHS (Partido Humanista da Solidariedade) do Rio -- com o nome "Mulher Melão" mesmo. Agora só falta as candidaturas serem aprovadas.

Conheça melhor as propostas da Mulher Pera, veja o video:

Senador Valadares também expôs a mentira de Serra sobre Genéricos veja o video

Senador Valadares também expôs a mentira de Serra sobre Genéricos

Em dezembro de 2009, o Senador Antonio Carlos Valadares (PSB/SE) fez um discurso em homenagem ao ex-ministro da Saúde, Jamil Haddad (PSB/RJ), que havia falecido.

No discurso, Valadares faz o registro histórico, restabelecendo a verdade, sobre quem foi o verdadeiro autor do decreto dos remédios genéricos. Foi o próprio Jamil Haddad, quando editou o decreto-lei nº 793, de 1993.

José Serra (PSDB/SP) faz uma coisa deplorável: faz propaganda mentirosa, como se fosse ele o autor do programa de genéricos, "roubando" a autoria de Jamil Haddad.

Serra sequer cita o nome de Jamil Haddad em suas auto-propagandas, mas contra fatos não há argumentos. O decreto-lei nº 793/1993 fala por si, e comprova a mentira perpetrada por Serra,veja o video:

terça-feira, 20 de julho de 2010

TSE disponibiliza o perfil dos candidatos

Já pode ser acessado no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE)
Estatísticas de Candidaturas.


Por meio dele, eleitores, meios de comunicação, estudantes e interessados em geral podem obter diversas informações sobre o perfil dos candidatos que vão concorrer aos cargos de presidente e vice-presidente da República, governador e vice-governador de Estado, senador, deputado federal e deputado estadual ou distrital nas eleições de 2010.


No Estatísticas de Candidaturas, o eleitor acompanha no tópico “Cargo/Situação da candidatura” o número de pedidos de registro de candidaturas para cada cargo, a quantidade de pedidos que aguardam julgamento, e o número de impugnações de candidaturas e de notícias de inelegibilidade apresentadas à Justiça Eleitoral. Além disso, o tópico permite verificar quantos candidatos foram considerados aptos ou inaptos a disputar as eleições deste ano.


O link possibilita ainda a pesquisa sobre quantidade de candidaturas por cargo, faixa etária, grau de instrução dos candidatos, ocupação, partido, sexo e estado civil.


Em ano de eleições gerais como 2010, os pedidos de registro de candidatos a presidente e vice-presidente da República ocorrem no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e os de candidatos a governador e vice-governador de Estado, senador e respectivos suplentes, deputado federal, deputado estadual ou distrital no respectivo Tribunal Regional Eleitoral (TRE).

Veja o perfil dos candidatos:

http://www.tse.jus.br/internet/eleicoes/estatistica2010/est_candidatura.html




FOLHEADOS OURO E PRATA

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Educação a Distância - 10 Motivos para Estudar

Educação a Distância - 10 Motivos para Estudar


Rápido e Prático

Fazer Cursos Online é uma forma rápida e prática de aprender. É possível iniciar um curso em qualquer dia, não é necessário apresentar documentos ou participar de processos burocráticos para iniciar as aulas.


Valores Acessíveis

Nossos cursos variam entre R$ 20,00 e R$ 60,00. Um treinamento parecido em outras instituições pode custar mais de R$ 500,00. Nossa eficiência e alto volume de alunos possibilitam oferecer cursos de alta qualidade por valores reduzidos. Além disso, não há nenhuma cobrança de mensalidade em nossos cursos, eles são pagos uma única vez.


Flexibilidade

O processo é totalmente flexível: Flexibilidade de Local, Flexibilidade de Horário, Flexibilidade de Duração do Curso. Estude de onde preferir, da sua casa, trabalho, faculdade, lan-house ou de qualquer computador, faça nos seus horários disponíveis e conclua os cursos em quanto tempo desejar. Tudo é feito de acordo com seu ritmo, sem compromisso com prazos e horários fixos.


Não necessita se locomover

Fazendo nossos Cursos Online você não gasta com locomoção até uma escola presencial, não perde tempo no trânsito. Isso significa mais tempo livre para estudar, resultando em um melhor aproveitamento.


Banco de Currículos

Diversas empresas contatam-nos e solicitam indicações de alunos para vagas de emprego. Ao estudar conosco, você pode incluir seu currículo no Banco de Currículos e ser indicado para vagas relacionadas aos cursos feitos.


Certificado Válido em Todo o Brasil

O Certificado é válido em todo o Brasil e em vários outros países, ele pode ser utilizado em faculdades, empresas públicas e privadas, concursos e provas de título, entre outros.


Empresa Mantenedora da ABED

O Cursos 24 Horas é uma empresa mantenedora da ABED - Associação Brasileira de Educação a Distância. Nosso nome e logo é exibido na página de Mantenedores da ABED.


Funcionários treinados conosco

Outra prova de qualidade do sistema de ensino é o número de empresas que já tiveram funcionários treinados conosco. Veja na imagem ao lado algumas dessas empresas.


Seu Currículo fica Atualizado

Todos os cursos podem ser incluídos em seu currículo. As pesquisas comprovam que manter o currículo atualizado é uma das formas mais eficientes para ser promovido, conseguir um novo emprego, ou até mesmo evitar uma demissão do emprego atual.


Professores Altamente Qualificados

Uma equipe de professores altamente qualificados fica à disposição para atender aos alunos, corrigindo exercícios, enviando material adicional e tirando todas as dúvidas que possam surgir durante o curso.

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FOLHEADOS OURO E PRATA: Piercing de pressão para orelha e umbigo

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FOLHEADOS OURO E PRATA: Tornozeleira folheada a ouro com corações

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Venda Mais...

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Nós oferecemos sem dúvida a melhor e mais eficiente forma de divulgação da Internet aonde você paga somente por cadastros e vendas confirmadas; e tem mais, você é quem escolhe o valor que pagará por negociação bem sucedida.
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Video detona logo da Copa do Brasil em 2014

Video detona logo da Copa do Brasil em 2014

O vídeo é tão cheio de palavrões quanto de tiradas hilárias que fazem referência à reconhecidade honestidade de Ricardo Teixeira e a inteligência de Gisele Bündchen. Sobra até uma menção honrosa para o São Paulo Futebol Clube.

Viva a Copa do Brasil!




segunda-feira, 19 de julho de 2010

Como roubar 19 bilhões dos paranaenses e ficar impune?

Como roubar 19 bilhões dos paranaenses e ficar impune?

Esta matéria é parte da série de artigos revelando o maior roubo na história do Paraná, a quebra do Banestado no governo Jaime Lerner, quando verdadeiras quadrilhas organizadas, dentro e fora do Banestado, com o apoio de autoridades, promoveram um rombo nas contas públicas, deixando para os paranaenses pagarem a conta até 2029, algo em torno de 52 milhões de reais mensais, ultrapassando a soma de 19 bilhões ao final.
A quebra do Banestado, e sua venda ao Banco Itaú, foi uma tramóia para enrriquecer alguns poucos e enganar todo o povo do Paraná. Dinheiro de impostos que deveria estar sendo aplicado em educação, habitação, segurança, está sendo usado para pagar a roubalheira de pessoas ligadas ao ex-governador Jaime Lerner.
Citando fatos publicados no livro “Histórias sobre Corrupção e Ganância”, do corajoso jornalista Wilson J. Gasino, destacamos a seguir mais uma das muitas operações que fraudaram os paranaenses.
Diversos políticos famosos - alguns com mandatos até hoje - e grandes empresas do nosso estado se beneficiaram com a roubalheira no Banestado. A chamada grande imprensa silenciou covardemente sobre fatos gravíssimos, para se beneficiar do dinheiro que jorrava sem controle.
Entre as centenas de casos escandalosos, podemos citar a denúncia ao Juízo da 2º Vara Federal Criminal de Curitiba: os advogados Fausto Pereira de Lacerda e Milton João Bettenheuser Júnior, ambos funcionários do Banestado e também colaboradores credenciados para cobranças do banco, exercendo a mesma função dentro e fora do banco, recebendo duplamente para isso e tendo a facilidade de controlar todo o processo de cobrança.
“Esses dois funcionários tiveram participação decisiva na seleção dos créditos que seriam repassados ao Banco Itaú e à Agência de Fomento do estado do Paraná no processo de privatização. Fausto de Lacerda era advogado da empresa de cobrança Rio Paraná e Milton Bettenheuser passou a ser após a privatização do Banco. A Rio Paraná, foi, após a compra do Banestado pelo Itaú, a empresa encarregada de cobrança dos créditos pendentes. Milton chefiava o Departamento Jurídico do Banestado no processo de saneamento preparatório para a Privatização e Fausto. que também dirigiu esse Departamento, foi Diretor de Reestruturação em Privatização, além de Consultor Jurídico da Presidência.
Um exemplo de como esse esquema pode beneficiar empresas devedoras, funcionários da área de cobrança e o próprio Banco Itaú em detrimento do Banestado e do povo do Paraná, é o caso da Fortuna Factoring e Arrendamento Mercantil Ltda. Essa empresa tinha dívidas da ordem de R$ 2,5 milhões com o Banesta-do. Esse montante foi assumido como perda pelo banco no período de privati-zação e constou como valor podre de venda para o Itaú.
No entanto, após a privatização, a Fortuna quitou o valor da sua dívida por R$ 800 mil junto ao Itaú e à Rio Paraná, ou seja, 30% do valor. Para a Fortuna foi uma economia de R$ 1,7 milhão e para o Itaú e a Rio Paraná um lucro de R$ 800 mil sobre um valor comprado como podre. Para o Banestado (leia-se povo do Paraná) porém, representou a perda do valor financiado de R$ 2,5 milhões.
“Além disso, há o aspecto político envolvido, já que o avalista da Fortuna era o ex-presidente do Partido da Frente Liberal (PFL) no Paraná, João Elísio Ferraz de Campos, correligionário do ex-governador Jaime Lerner.”
A CPI do Banestado na Assembléia Legislativa do Paraná avaliou uma pequena amostragem de créditos herdados pela Rio Paraná após a privatização e foram encontrados muitos casos onde dívidas gigantescas foram quitadas por em média 10% do seu valor.
É para isso que os paranaenses pagam impostos? Para que quadrilhas lideradas por políticos que compram a imprensa e a opinião pública, roubem impunemente?

fonte http://jornalaguaverde.blogspot.com/

Anel com pedra azul-safira rodeada com strass



Anel c/ pedra sintética vermelha e pedras em strass (cores sortidas)

domingo, 18 de julho de 2010

Futebol, um esporte vendido à TV

Futebol, um esporte vendido à TV

Na mesma semana da estreia do Brasil, os vereadores de São Paulo deram uma guinada espetacular e mantiveram o veto do prefeito Kassab à lei, por eles mesmos aprovada, que proibia jogos de futebol na cidade com início depois das 21h15.

Laurindo Lalo Leal Filho


Enquanto a Copa segue hegemônica nos noticiários de TV, o silêncio cobre outros fatos importantes ligados ao futebol. Na mesma semana da estreia do Brasil, os vereadores de São Paulo deram uma guinada espetacular e mantiveram o veto do prefeito Kassab à lei, por eles mesmos aprovada, que proibia jogos de futebol na cidade com início depois das 21h15.

Quem marca o horário dos jogos noturnos para às 21h50 são os programadores da Rede Globo. Para eles o futebol é apenas mais um programa da emissora que, por critérios mercadológicos, deve ser transmitido depois da novela.

Em abril, com 43 votos a favor e apenas dois contra a lei aprovada passava a impressão de altivez da Câmara, fato raro na vida política do município. Foi só impressão. Ao invés de manterem seus votos e derrubarem o veto do prefeito, os vereadores paulistanos, com quatro honrosas exceções, curvaram-se aos interesses da Globo. Até um dos autores do projeto, vereador Antonio Goulart, mudou de lado. O outro, Agnaldo Timóteo não apareceu para votar.

E assim os jogos na capital continuam terminando quase à meia-noite. Até pela TV, para quem tem que trabalhar cedo no dia seguinte, como faz a maioria da população, o horário é ruim. Agora para quem gosta de ir ao estádio é um sacrifício desumano.

Os vereadores paulistanos não se dobraram apenas aos interesses da Rede Globo. Eles passaram um atestado de incapacidade absoluta para enfrentar um modelo perverso imposto nas últimas décadas ao futebol brasileiro.

Até o final dos anos 1960 ainda havia algo de lúdico na prática e no espetáculo futebolístico. Lembro do Torneio Início, jogado uma semana antes da abertura do campeonato paulista, num dia só, com a participação de todos os clubes da primeira divisão. Eram jogos mata-mata, de 30 minutos (15 por 15) de duração onde, em caso de empate, ganhava o time que havia obtido mais escanteios a favor, antes da disputa dos pênaltis se fosse necessária.

Curioso era ver os maiores craques do futebol paulista, em volta do gramado, assistindo os jogos dos outros times enquanto esperavam a vez de entrar em campo. Havia um que de amadorismo resistindo às investidas da profissionalização definitiva. O Pacaembu ainda era, nessa época, uma extensão glamorosa dos campos de várzea que se espalhavam por toda a cidade.

A especulação imobiliária nunca contida pelos vereadores paulistanos – em qualquer legislatura – acabou com a várzea e quase acaba com o futebol na cidade. A sua sobrevivência se deu num outro nível, o da mercantilização absoluta. Dos jogadores e do jogo.

Os primeiros passaram a ser formados pelas escolinhas, acessíveis apenas à classe média, ou pelos centros de adestramento criados por empresários cujo objetivo é preparar os seus “produtos” para vendê-los no exterior.

O futebol assume nesse estágio a forma mercadoria em todas as suas etapas. Do berço do jogador à Copa do Mundo nada escapa. O esporte popular das ruas e das várzeas transformou-se num produto caro e altamente sofisticado, operando num nível elevadíssimo de racionalidade capitalista.

Diferente de outros setores da economia e mesmo da cultura, onde o Estado ainda atua para conter de alguma forma a voracidade do mercado, no futebol isso não acontece. Os objetivos privados são absolutos nem que para serem alcançados sacrifiquem-se atletas, torcedores e, no limite o próprio esporte, reduzido cada vez mais a um espetáculo de televisão.

Perderam os vereadores paulistanos a grande oportunidade de colocar o interesse público em primeiro lugar. Resta agora esperar, com bastante ceticismo, que projeto semelhante, apresentado na Câmara dos Deputados, e válido para todo o Brasil, prospere.



Laurindo Lalo Leal Filho, sociólogo e jornalista, é professor de Jornalismo da ECA-USP. É autor, entre outros, de “A TV sob controle – A resposta da sociedade ao poder da televisão” (Summus Editorial).

FONTE http://www.cartamaior.com.br/templates/colunaMostrar.cfm?coluna_id=4678&alterarHomeAtual=1




sábado, 17 de julho de 2010

13 CERTEZAS DE QUE O BRASIL VAI SEGUIR MUDANDO


















13 CERTEZAS DE QUE O BRASIL VAI SEGUIR MUDANDO

1. FIM DA MISÉRIA – Com Lula, 31 milhões de pessoas entraram para a classe média e 24 milhões saíram da pobreza absoluta. Dilma vai
aprofundar esse caminho e acabar com a miséria no país.

2. MAIS EMPREGOS – O Brasil nunca gerou tantos empregos como agora. Dilma – que coordenou o PAC e o Minha Casa, Minha Vida, programas que levam obras e empregos a todo o país – é a garantia de que o mercado de trabalho vai continuar crescendo para todos.

3. MAIS REAJUSTES SALARIAIS – Com Lula, o salário mínimo sempre teve reajustes bem acima da inflação e houve aumento da massa salarial em geral. Dilma vai manter e aperfeiçoar essa política que tem ajudado a melhorar a vida de tanta gente.

4. MAIS BOLSA FAMÍLIA – Agora, todos os candidatos falam bem do Bolsa Família, mas o brasileiro sabe: só Dilma garante o fortalecimento desse e de outros programas sociais criados por Lula.

5. MAIS EDUCAÇÃO – Lula criou o ProUni, mais universidades e escolas técnicas do que qualquer outro governo. Dilma vai seguir abrindo as portas da educação para todos. Com ela, não haverá um único município brasileiro, a partir de 40 mil habitantes, que não tenha Escola Técnica.

6. MAIS SAÚDE – Lula ampliou o Saúde da Família, criou o Samu 192,
as Farmácias Populares e o Brasil Sorridente. Dilma já garantiu: vai
criar 500 Unidades de Pronto Atendimento – as UPAs 24 horas. E 8.600
novas Unidades Básicas de Saúde – as UBS.

7. MAIS SEGURANÇA – Lula está fazendo um investimento inédito na segurança, com o Pronasci, que tem, entre suas prioridades, o policiamento comunitário, a inclusão do jovem e a parceria com a sociedade. Dilma vai ampliar essa ação, usando como modelo as Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), que estão livrando várias comunidades do Rio de Janeiro do domínio do tráfico.

8. MAIS COMBATE AO CRACK – Dilma vai combater essa praga com autoridade, carinho e apoio. Apoio para impedir que mais jovens caiam nessa armadilha fatal. Carinho para cuidar dos que precisam se libertar do vício. E autoridade para combater e derrotar os traficantes, estejam onde estiverem.

9. MAIS CRECHES – Dilma quer garantir mais tranquilidade para as famílias que trabalham e não têm onde deixar os filhos. Por isso, já assumiu o compromisso de construir 6 mil creches e pré-escolas em todo o país.

10. MAIS MORADIAS POPULARES – Juntos, Lula e Dilma criaram o Minha Casa, Minha Vida, que está realizando o sonho da casa própria de muita gente. Dilma vai ampliar o programa, garantindo mais 2 milhões de moradias populares para quem mais precisa.

11. MAIS APOIO AO CAMPO – Nossos agricultores nunca tiveram tanto apoio para produzir e crescer na vida. Dilma – que criou o Luz para Todos e beneficiou mais de 11 milhões de brasileiros que vivem no campo – é a certeza de que esse trabalho vai seguir em frente, tanto para o agronegócio como para a agricultura familiar.

12. MAIS CRÉDITO – Lula criou o crédito consignado e facilitou o acesso da população a várias linhas de crédito. É por aí que Dilma vai seguir para continuar beneficiando toda a população.

13. MAIS RESPEITO AO BRASIL – Com Lula, o Brasil pagou sua dívida com o FMI e passou a ser um país respeitado em todo o mundo. Dilma quer o Brasil assim: forte, independente e cada vez mais admirado aqui e lá fora.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

CPMI conclui que não foi desviado recurso para ocupações 16 de julho de 2010

CPMI conclui que não foi desviado recurso para ocupações

Letra Viva MST

Depois de oito meses de boicote à CPMI contra a Reforma Agrária, os parlamentares dos setores conservadores liderados por Kátia Abreu (DEM-TO) e Onyx Lorenzoni (DEM/RS) declararam ser necessária a continuidade das investigações das entidades sociais que atuam em assentamentos.

Nesse período, as entidades da Reforma Agrária e os ministérios do governo federal participaram de audiências públicas na comissão, prestaram todos os esclarecimentos e demonstraram a importância dos convênios para a execução de políticas públicas no meio rural.

Mesmo sem participar da maioria das sessões, os ruralistas insistem que a comissão está prorrogada por mais seis meses. Kátia Abreu, por exemplo, não participou de nenhum sessão, embora tenha sido a maior defensora da sua instalação.

O relatório final do deputado Jilmar Tatto (PT/SP) aponta a improcedência das denúncias contra o MST e as entidades de apoio à Reforma Agrária. Enquanto a comissão funcionava plenamente, com dezenas de audiências, os ruralistas estavam ausentes. Dinheiro público foi gasto em uma CPMI criada como dispositivo de criminalização dos movimentos sociais e contra avanços na Reforma Agrária.

Para forçar a sobrevida dessa CPMI, os representantes do latifúndio apelaram e criaram um imbróglio jurídico, depois de levantarem assinaturas para prorrogação. Em comissões parlamentares mistas de inquérito, onde participam deputados e senadores, as decisões devem ser tomadas em sessões do Congresso Nacional. Como não conseguiram, Kátia Abreu e Onyx Lorenzoni lançaram mão de uma manobra não prevista no regimento e argumentam que basta o Senado fazer a leitura do requerimento.

O senador Eduardo Suplicy (PT/SP) questiona o método usado para prorrogar a comissão e recorreu à Comissão Constituição e Justiça do Senado. Depois, o deputado José Genoíno (PT/SP) fez o mesmo questionamento na Câmara, que resolveu encaminhar a decisão para o presidente do Congresso.

De dezembro a julho, foram feitos todos os esclarecimentos ao Congresso Nacional em relação à denúncias, com base em jornais e revistas contra a Reforma Agrária. Nesse período, as entidades sociais provaram que os objetos dos convênios foram cumpridos, o trabalho realizado melhora a qualidade de vida dos trabalhadores rurais e não houve desvio de recursos públicos, de acordo com o relatório final da CPMI (clique aqui e leia o relatório final).

De acordo com o plano de trabalho, assegurado pelo regimento do Congresso Nacional, a CPMI acaba em 17 de julho. O relatório final foi apresentado, mas não foi votado porque os ruralistas impediram. Se eles conseguirem atropelar o regimento do Congresso Nacional, senadores e deputados serão coniventes com a criação de um fato político, que será utilizado pelos setores conservadores nas eleições contra a Reforma Agrária e os movimentos sociais. Por isso, denunciamos a utilização dessa CPMI pelos ruralistas para barrar qualquer avanço da Reforma Agrária, fazer a criminalização dos movimentos sociais, ocupar espaços na mídia e montar um palanque para a campanha eleitoral.

Clique aqui http://www.mst.org.br/Nao-identificamos-um-centavo-de-desvio-de-recurso-publico
e leia entrevista com o deputado federal Jilmar Tatto, que foi eleito por consenso relator da chamada “CPMI do MST”, com as conclusões da investigação, concedida ao Blog da Reforma Agrária na semana passada.


SECRETARIA NACIONAL DO MST
http://www.mst.org.br/CPMI-conclui-que-nao-foi-desviado-recurso-para-ocupacoes



quinta-feira, 15 de julho de 2010

Paródia de Lady Gaga para defender Dilma e vira sucesso na internet- veja O VIDEO

Paródia de Lady Gaga para defender Dilma e vira sucesso na internet

Uma mistura do hit carnavalesco “Rebolation” com um sucesso da cantora americana Lady Gaga. A curiosa fórmula foi encontrada por um jovem de Goiás para defender em um vídeo na Internet a sua candidata à Presidência da República: a ex-ministra Dilma Rousseff, chamada por ele de “a nova Evita Perón”. Publicado no fim do mês passado, o vídeo tornou-se sucesso – mesmo entre os rivais da petista.


Veja a letra :

Hello Serra a Dilma é favorita pra vencer.
Só você não sabe e quer disputar pra quê?
Ela sabe que o povo tem fome e quer comer.

Sorry, Serra mas essa você vai perder.
Você vai perder. Você vai perder.

Sorry Serra mais uma vez vai dar PT.
Tenta há séculos e a favorita é do PT.
Nunca desistiu mais uma vez vai perder.
Quer melhorar a saúde e o povo não quer crer
Não quis se aliar, agora você vai ver

Stop Burn Stop Burn. Ela é a nova Evita Perón
Olhe pra ela. Ela agora é sucesso!
Stop Burn Stop Burn. Ela é a nova Evita Perón...
Olhe pra ela. Ela agora é sucesso

Amiga do Homem, vai vencer!
Amiga do Homem...

Ela não é O Cara, mas é amiga do Homem!
Você não é o Cara, nem amigo do Homem
Venha para o Club, deixa de ser bobo
Venha logo também ser amigo do Homem

Ela não é O Cara, mas é amiga do Homem!
Você não é o Cara, nem amigo do Homem
Venha para o Club, deixa de ser bobo
Venha logo também ser amigo do Homem

Se mexer com ela dou bafão juro, confesso
Minha Diva...
Desbanquei Stephany, sou um sucesso

Só no Rebolation, sorry mas está tenso
Quando ela ganhar vai rolar Dilma's party
E sua secretária vai ligar pra você
E vamos comemorar com o Rebolation
Todos vão se esbaldar na festa do PT

Nós vamos vencer, nós vamos vencer!
Sorry, Serra mas essa você vai perder.
Você vai perder. Você vai perder.

Stop Burn Stop Burn. Ela é a nova Evita Perón
Olhe pra ela. Ela agora é sucesso!
Stop Burn Stop Burn. Ela é a nova Evita Perón...
Olhe pra ela. Ela agora é sucesso

Stop Burn Stop Burn. Ela é a nova Evita Perón
Olhe pra ela. Ela agora é sucesso!
Stop Burn Stop Burn. Ela é a nova Evita Perón...
Olhe pra ela. Ela agora é sucesso

Stop Burn Stop Burn. Ela é a nova Evita Perón
Olhe pra ela. Ela agora é sucesso!
Stop Burn Stop Burn. Ela é a nova Evita Perón...
Olhe pra ela. Ela agora é sucesso

Amiga do Homem, vai vencer!
Amiga do Homem...

Ela não é O Cara, mas é amiga do Homem!
Você não é o Cara, nem amigo do Homem
Venha para o Club, deixa de ser bobo
Venha logo também ser amigo do Homem

Ela não é O Cara, mas é amiga do Homem!
Você não é o Cara, nem amigo do Homem
Venha para o Club, deixa de ser bobo
Venha logo também ser amigo do Homem

Aaaa amigo do Homem, aaaa, amigo do Homem
deixa de ser bobo, venha logo também
ser amigo do Homem

Aaaa amigo do Homem, aaaa, amigo do Homem



terça-feira, 13 de julho de 2010

Orgias de jogadores de futebol chegam a durar até dois dias - Veja o VIDEO

Orgias de jogadores de futebol chegam a durar até dois dias




A diferença entre TVs de LED, LCD e Plasma

A diferença entre TVs de LED, LCD e Plasma




Agora, com o lançamento das Tvs de LED, fica cada vez mais difícil decidir em qual TV devemos investir nosso dinheiro. Eu não preciso dizer o quanto vale a pena ter uma TV de alta tecnologia em casa: é diversão na certa! Digamos que a grande diferença existe entre as TVs de plasma e de LCD, e a LED aparece aí como a mais “nova geração” da LCD.
Como existem muitas explicações técnicas sobre esses produtos ficamos ainda mais confusos, e é por isso que vou tentar explicar como funcionam e quais benefícios da forma mais compreensível pra quem é apenas um futuro consumidor e não um especialista no assunto.


LED:

A processo de transmissão das TVs de LED funciona praticamente como a de uma TV de LCD só que a tecnologia é um pouco diferente, ou seja, ao invés daquela luz branca no backlight, nas TVs de LED você tem um conjuntos de LEDs com as cores primárias (vermelho, azul e verde) e faz com que o trabalho de filtragem de luz do cristal líquido seja muito melhor realizado, conseguindo cores mais puras e com uma gama muito maior. Essa tecnologia também faz com que a luz seja exatamente igual durante todo seu tempo de uso e não ocorra perda de brilho ou alteração de cor, independentemente de ter uma luz acesa ou não. O painel também possibilita uma melhor regulagem na intensidade da luz.




As telas das TVs de LED são muito mais brilhantes, com o contraste muito melhor e as cores muito mais vivas quando comparadas ao modelo das de LCD, ou seja, têm uma imagem muito melhor, pois são feitas com diodos em emissores de luz (LED). Essas TVs também podem ser bem mais finas do que as outras (já existem com apenas 3 cm de espessura).

Essas TVs atendem às normas Eco-friendly pois não necessitam de lâmpadas CCFLs e são completamente livres de mercúrio. Não utilizam chumbo pra fixação de componentes e faz com que o descarte e reciclagem das TVs possam ser feitos de forma segura e sem impacto para o meio ambiente.

Os televisores de LED também atendem às normas Energy Star, pois possuem um nível baixíssimo de consumo de energia de até 40% menor do que as TVs de LCD do mesmo tamanho. O que é muito bom pro nosso bolso.

LCD:

A TV de LCD funciona com a base sendo de um material de cristal líquido, que transmite uma imagem mais translúcida ou opaca dependendo da corrente elétrica aplicada sobre ele. Cada ponto na tela é formado por três células lacradas cheias desse material e cada célula corresponde a uma cor primária de luz (verde, vermelha e azul). Uma lâmpada que gera luz branca é instalada atrás da tela e ilumina as células tornando a imagem visível. As cores são formadas dessa forma e assim combinam múltiplas intensidades de cada uma das cores primárias.


Vantagens:

As TVs de LCD já são mais indicadas pra salas iluminadas, isso significa que você pode assistir ao seu programa com uma janela atrás da sua TV que você não verá nenhum reflexo na imagem, diferente da de plasma. Também são indicadas pra quem vai ligar o PC nela ou jogar aqueles games mais parados, como os de antigamente, pois imagens estáticas costumavam manchar as TVs de plasma mais antigas. Você também pode encontrar LCDs disponíveis em tamanhos menores, o que é difícil encontrar nos modelos de plasma. E como assistir a uma TV de mais de 42 polegadas num quarto pequeno. Difícil, né?

PLASMA:

Nas tvs de plasma a tela opera com células cheias de gás nobre, assim como o neônio ou xenônio, que sofre uma descarga elétrica e se transforma em plasma. Parece mágica, né? Mas é mais ou menos assim que essa mágica funciona: Esse processo todo libera fóton (luz) e se colidem com uma camada de fósforo na frente dessas células que as fazem brilhar. Cada ponto de imagem é composto por 3 células e cada uma delas coberta com fósforo de cor diferente (verde, vermelho e azul).

A combinação dessas 3 cores diferentes em intensidades variadas gera os tons necessários para produzir a imagem. E pelo simples fato de cada célula produzir sua própria luz, não existe a necessidade de nenhuma luz pra iluminar nossa tela.


As tvs de plasma são mais indicadas pra ambientes escuros devido à fidelidade de cores e maior contraste, o que é muito bom pra quem gosta de cinema, pois oferecem cores mais vivas e não depende de luz pra que isso ocorra, ou seja, elas têm uma qualidade de imagem muito boa.

Também são muito boas pra quem gosta de assistir esportes e games mais modernos, pois elas oferecem o que é chamado de “resolução dinâmica”, que nos proporciona melhor qualidade em cenas de movimento. Além disso, as TVs de plasma são super indicadas pra ambientes amplos, pois são muito mais fáceis e mais baratas de serem produzidas em tamanhos maiores. Não é a toa que vemos por aí um monte de TV de plamas gigantes nas vitrines da lojas.

Vale a pena ressaltar que existem componentes que podem ser muito úteis, independentemente de qual TV você compre como aparelhos de Blu Ray na hora de assistir um filme, cabo HDMI, que dá uma grande ajuda na qualidade da imagem, um Home Theater pra assistir aquele show e etc. São várias as opções pra você ficar muito feliz com a sua escolha, o importante é que você realmente saiba o que necessário e importante pra você ficar satisfeito.



Desastre ambiental no Golfo do México: BP admite que vazamento de petróleo poderá ser maior do que o esperado

Desastre ambiental no Golfo do México: BP admite que vazamento de petróleo poderá ser maior do que o esperado

Estados Unidos, um alto executivo da BP admitiu nesta terça-feira que a acidentada plataforma Deepwater Horizon no Golfo do México poderá vazar até 60 mil barris de petróleo por dia, o que é uma quantidade mais de dez vezes superior à atual estimativa.

A dimensão do problema aumentou drasticamente desde que a plataforma explodiu e tombou nas águas do golfo. Agora, a discussão da BP com Capitol Hill (o congresso norte-americano) certamente resultará na intensificação das pressões sobre a companhia, que está enfrentando uma crise similar àquela que a Toyota Motor Company amargou com a aceleração descontrolada dos seus automóveis: apesar dos esforços para controlar o dano à sua reputação de “cidadã corporativa”, o problema da companhia pode estar piorando. Reportagem de John M. Broder, Campbell Robertson e Clifford Krauss, The New York Times.

Em meio à crescente incerteza a respeito do tamanho do vazamento, e de quando ele poderá ser contido, a pressão sobre a BP intensificou-se em frentes múltiplas na terça-feira, com a ação de moradores frustrados da costa do Golfo do México e de autoridades de âmbito nacional, estadual e municipal que exigem mais providências por parte da companhia.

A empresa cogitou fazer uma ampla campanha publicitária, mas altos executivos da BP rejeitaram a ideia antes mesmo que esta entrasse na fase de planejamento. “Segundo o nosso ponto de vista, grandes manifestações de arrependimento não têm muita credibilidade”, explicou Andrew Gowers, um porta-voz da BP.

Em vez disso, a companhia enviou executivos para participarem de reuniões de nível municipal na região afetada, e recorreu a meios de comunicação social discretos para divulgar os seus esforços de limpeza, bem como as medidas para organizar trabalhos de voluntários.

O Comitê de Energia do Senado dos Estados Unidos convocou executivos da BP e da Transocean Ltd., a operadora da plataforma, bem como vários especialistas técnicos da indústria petrolífera, para uma audiência na semana que vem. No dia seguinte, o Subcomitê de Fiscalização e Investigações do Comitê de Energia e Comércio da Câmara fará uma outra audiência, para a qual executivos graduados da BP, da Transocean e da Halliburton foram convocados a comparecer, afirmou uma porta-voz do comitê.

O painel de investigação, que examinará os possíveis problemas que provocaram as explosões na plataforma, bem como o grau de eficácia das medidas de contenção e limpeza, provavelmente será o primeiro dentre vários, declarou o deputado Bart Stupak, democrata pelo Estado de Michigan, que é o diretor do subcomitê.

Uma investigação federal independente da explosão está sendo conduzida pela Guarda Costeira e pelo Serviço de Gerenciamento de Minerais.

Em uma coletiva à imprensa na terça-feira, David Rayney, o vice-presidente da BP para a produção no Golfo do México, disse que a companhia está utilizando várias técnicas nunca antes tentadas para conter o vazamento de petróleo a 1.500 metros de profundidade.

Na coletiva, Rainey e diretores da Transocean e da Halliburton, que era responsável por obras com cimento na plataforma, também admitiram que não saber qual é a probabilidade de que o petróleo ejetado pelo vazamento seja capturado pelas chamadas correntes circulares do Golfo do México e transportado através da ilhas Keys, na Flórida, para o Oceano Atlântico. “O que nós ouvimos hoje da BP, da Halliburton e da Transocean foram várias narrativas envolvendo os piores cenários possíveis, sem que fosse apresentada qualquer solução para o melhor cenário possível”, afirmou o deputado Edward J. Markey, democrata pelo Estado de Massachusetts, que é diretor do Subcomitê de Energia e Meio Ambiente do Comitê de Energia da Câmara.

Autoridades federais falaram da possibilidade de um vazamento de mais de 100 mil barris diários, caso o poço continue despejando petróleo descontroladamente, mas não se sabe qual é a probabilidade de que tal situação venha a ocorrer.

Também na terça-feira, o diretor-executivo da companhia, Tony Hayward, disse ao senador Bill Nelson, democrata pela Flórida, que o vazamento sem dúvida provocará um prejuízo econômico de mais de US$ 75 milhões (R$ 132 milhões), o que é o atual teto para a responsabilidade financeira por acidentes no setor de prospecção de petróleo.

Nelson e dois senadores democratas de Nova Jersey, Frank R. Lautenberg e Robert Menendez, criaram uma projeto de lei para elevar esse teto para US$ 10 bilhões (R$ 17,6 bilhões), e para garantir que os novos limites sejam aplicados a este vazamento.

Embora a BP continue admitindo a sua responsabilidade por acabar com o vazamento e limpar as áreas atingidas, a empresa está sendo acossada por autoridades governamentais e advogados civis que estão redobrando os esforços no sentido de garantir que as obrigações legais da companhia sejam nitidamente definidas e estritamente cumpridas.

Procuradores-gerais de cinco Estados da região do Golfo do México estão redigindo uma carta à BP que apresentará as suas exigências. Na carta, eles deverão pedir à BP que defina especificamente o que ela quer dizer com a sua declaração repetida de que deseja pagar indenizações “legítimas”, um termo que o procurador-geral do Alabama, Troy King, afirmou ser inaceitavelmente nebuloso.

Eles também deverão pressionar para que seja criado um fundo para que tenha início o pagamento de indenizações a governos estaduais e municipais, bem como a moradores das regiões atingidas.

Os procuradores solicitaram a criação de tal fundo em uma reunião com diretores da BP no último domingo, e no dia seguinte a BP anunciou que indenizações de US$ 25 milhões (R$ 44 milhões) seriam destinadas aos quatro Estados com maior probabilidade de serem afetados, a fim de ajudá-los nas suas medidas de preparação para a chegada da mancha de óleo. Mas King afirmou que “isso não será suficiente”.

Por ora, os padrões climáticos parecem estar mantendo a gigantesca mancha de petróleo no alto-mar, e esta situação deverá permanecer por vários dias, evitando temporariamente um desastre na costa – e fazendo com que a BP seja poupada de novas críticas que certamente emergiriam com a chegada da mancha ao litoral. Uma cúpula de contenção está sendo preparada para ser colocada sobre a fonte de vazamento mais intenso.

A BP intensificou bastante o seu lobby em Capitol Hill, tendo desembolsado quase US$ 16 milhões (R$ 28 milhões) nesta iniciativa em 2009, o que representou mais do triplo do que a companhia gastou com essa atividade dois anos antes, segundo dados compilados pelo Centro de Política Responsiva, um grupo de fiscalização.

Mas esse dinheiro não modificou a opinião pública.

Os principais gerenciadores de crise da companhia foram enviados para o Golfo do México. Gowers, o porta-voz da BP, declarou que a companhia está atualmente “cogitando fazer algumas propagandas dirigidas nos Estados afetados” a fim de explicar como se deve solicitar indenizações e de que forma os cidadãos devem apresentar-se como voluntários para o trabalho de limpeza.

Hayward também deu uma coletiva na terça-feira a repórteres de jornais da costa do Golfo do México e à agência de notícias “The Associated Press”, na qual afirmou que deseja “conquistar os corações e mentes” da população.

Hayward tem sido um convidado frequente de programas matutinos de entrevistas, nos quais transmite uma mensagem constante: “Esse não foi o nosso acidente, mas nós somos sem dúvida alguma responsáveis pelo petróleo e pela limpeza”.

Os especialistas em propaganda dizem que essa é uma mensagem de natureza mista.

“Esta é uma situação cercada de ironia, e na qual se percebe hipocrisia”, diz Abbey Klaassen, diretor-executivo da agência Advertising Age. “Existe uma linha tênue entre aquilo que eles desejam dizer por motivos legais e aquilo que o consumidor deseja ouvir, que é: “Mea culpa. Nós aceitamos a responsabilidade, nós faremos a limpeza e isso jamais voltará a acontecer”.

A BP está lidando com um público especialmente cético e vigilante no Golfo do México, onde a população acostumou-se a embates frustrantes com companhias de seguros e agências governamentais nos cinco anos que se passaram desde o furacão Katrina.

“Nós estamos nos preparando para o pior”, diz Jim Hood, procurador-geral do Estado do Mississippi, referindo-se tanto ao vazamento em si quanto à possibilidade de intensas batalhas legais. O Estado tem tirado fotos e feito vídeos das área costeiras, e contado peixes e pássaros, afirma Hood, a fim de possuir um registro daquilo que existia antes da chegada do petróleo.

*Sewell Chan, em Washington, contribuiu para esta matéria
fonte http://www.ecodebate.com.br/2010/05/11/desastre-ambiental-no-golfo-do-mexico-bp-admite-que-vazamento-de-petroleo-podera-ser-maior-do-que-o-esperado/







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Você conhece a história da British Petroleum? vazamento de petróleo no Golfo do México


Você conhece a história da British Petroleum?




BP: Operação Bota ainda em marcha

Não é possível contar toda a história de canalhices da British Petroleum em poucas páginas, nem as conseqüências de seus negócios na geopolítica, na balança da guerra e da paz, na economia, no meio ambiente e no mundo em geral, envolvendo desde a política do Oriente Médio até pessoas sem posses, às vezes assassinadas em comunidades remotas. Este artigo oferece apenas um vislumbre da enormidade de crimes cometidos por essa empresa. A BP não representa nenhuma exceção entre as empresas petroleiras nem entre as grandes corporações. Sua história, além do vazamento de petróleo no Golfo do México, constitui um exemplo de enorme poder e impunidade. O artigo é de Julie Wark, do SinPermiso.

Julie Wark - SinPermiso

O primeiro golpe de estado da British Petroleum, na ocasião chamada Anglo-Iranian Oil Company, foi executado com a ajuda da CIA em 1953. Cento e cinqüenta e sete anos mais tarde, seus golpes de estado consistem em usurpar, comprar ou driblar as funções do Estado. Hoje o Mineral Management Service (Serviço de Administração de Minerais), do Departamento do Interior dos Estados Unidos parece estar sob seu mando. Apenas onze dias antes da catástrofe do Golfo do México, a BP conseguiu para esta operação a “exclusão categórica” do estudo de impacto ambiental da National Environment Policy (Política Nacional Ambiental) (1).

Com sede em Londres e escritório central nos EUA localizado em Houston, a BP é a maior corporação do Reino Unido e uma das maiores do mundo. Os negócios da primeira empresa a explorar petróleo no Oriente Médio remontam a 1901 e a um “bon vivant” londrino, William Knox D’Arcy, que negociou direitos de exploração com Mozzafar al-Din Xá Qajar, da Pérsia (Irã). O negócio passou por vários nomes: Anglo-Persian Oil Company (1908), Anglo-Iranian OilCompany (1935), British Petroleum (1954), BP Amoco (1998) e, em 2000, BP. Em 1913, o governo britânico adquiriu a participação majoritária, mas com a campanha privatista de Margaret Thatcher, a totalidade de seus ativos foi vendida entre 1979 e 1987.

O delírio de riqueza do “bon vivant” de Londres transformou-se em pesadelo para milhões de pessoas em todo o mundo, começando pelo Irã. Nas cláusulas contratuais da primeira exploração, além das condições de trabalho dos operários iranianos roçando a escravidão, descartou-se desde o início a soberania do país. Em agosto de 1941, a Grã Bretanha e a União Soviética ocuparam o Irã e rapidamente forçaram o repressor Xá Reza a abdicar em nome de seu filho Mohammed Reza Pahlevi, inaugurando assim um novo regime de repressão, corrupção, brutalidade e luxo extremo. Em 1951, o Majlis (parlamento) votou unanimemente pela nacionalização e, pouco depois, tomou posse no cargo de primeiro ministro o respeitado estadista Mohammed Mossadegh. A reação dos ingleses foi draconiana e, hoje em dia, fartamente familiar: bloqueio militar, fim da exportação de bens vitais, congelamento de contas bancárias na Inglaterra, e articulações nas Nações Unidas para aprovar resoluções contra o Irã. Mossadegh buscava uma solução negociada, mas os ingleses já tinham optado pela força e, em 1952, alegando o perigo do comunismo no debilitado Estado, obtiveram o respaldo do presidente Eisenhower. Em 1953, com políticos, militares, criminosos, prostitutas e jornalistas bem comprados, e informada pela embaixada britânica e seus espiões, a CIA conseguiu executar seu primeiro golpe de Estado, pro meio do qual reinstalou no poder o Xá Reza Pahlevi.

A tirania do Xá preparou o terreno para a revolução islâmica de 1979. Com o endurecimento do regime do Irã formou-se uma rede global anti-ocidental cada vê mais dependente das táticas do terror. O que os ingleses batizaram como Operation Boot (Operação Bota) e os estadunidenses “Operation Ajax” “(...)ensinou aos tiranos e aos déspotas que os governos mais poderosos do mundo estavam dispostos a tolerar a opressão sem limites sempre e quando os regimes opressivos tratassem bem o Ocidente e suas empresas petroleiras. Isso ajudou a mudar o equilíbrio político contra a liberdade e a favor da ditadura” (2).

Há poucos lugares no mundo a salvo da espoliação da BP. Na Colômbia, a empresa é acusada de beneficiar-se do regime de terror dos paramilitares que protegiam os 730 quilômetros do oledoduto Ocensa, e foi obrigada a pagar uma indenização multimilionária a um grupo de camponeses. O oleoduto causou desmatamento, deslizamento de terras, contaminação do solo e diminuição do lençol freático. Colheitas foram perdidas, criações de peixes foram arruinadas e muito gado morreu. Em 1992, a BP firmou um contrato com a empresa inglesa Defence Systems Ltda (DSL) que estabeleceu a Defence Systems Colômbia (DSC) (3) para suas operações colombianas. Três anos mais tarde, a BP firmou acordos com o Ministério da Defesa da Colômbia segundo os quais a BP pagaria ao governo US$ 2,2 milhões que seriam utilizados em sua maior parte para a Brigada XVI do exército proteger as instalações da BP.

A Brigada introduziu na zona de Casanare a guerra suja ou, como diz o povo, a tática de deixar o peixe fora d’água. A DSC ensinava estratégias militares e de contrainsurgência à polícia encarregada de proteger o perímetro das instalações. A população aterrorizada a considerava com razão mais uma força militar na zona. Além disso, um empregado da DSC revelou a jornalistas ingleses que havia trabalhado para coordenar uma rede de espiões nos povoados da zona do oleoduto para controlar os líderes sindicais e comunitários. O departamento de Segurança da empresa Ocensa pagava delatores e compartilhava informações com o Ministério da Defesa e com a brigada local do exército (4). Em resumo, a BP criou uma zona de exceção na Colômbia.

Na Ásia Central, a BP é um membro destacado do consórcio Baku-Tbilisi-Ceyhan (BTC) que controla o oleoduto que passa pelo Azerbaijão, Geórgia e Turquia, o qual, fortemente financiado pelo Banco Mundial e por outras agências estatais, foi inaugurado em junho de 2005. Demandas judiciais contra o governo da Turquia relativas a abusos de direitos humanos foram apresentadas no Tribunal de Justiça da União Européia e no Tribunal Europeu de Direitos Humanos. Não obstante, o governo turco concedeu a BTC poderes sobre o corredor do oleodouto que anulam as leis de direitos humanos, ambientais e sociais, e despojam os povos da região de seus direitos civis. BTC tem acesso limitado à água e está isento de responsabilidade no caso de um derramamento de petróleo. O oleoduto requer um corredor militarizado que põe em perigo o frágil acordo de trégua de hostilidades entre Turquia e grupos curdos. Mesmo antes de ser concluído, o oleoduto BTC já influía na geopolítica petroleira. Ele é de enorme importância estratégica na Transcaucasiana e, graças a BTC, os EUA e outros poderes ocidentais podem intervir muito mais nos assuntos da região.

Nem os Estados Unidos estão imunes. Os dados do inventário de emissões tóxicas da Environmental Protection Agency (Agência de Proteção Ambiental) identificam a BP como a empresa mais contaminadora do país. Em 1999, uma filial, a BP Exploration Alaska, teve que pagar US$ 22 milhões por danos provocados pelo vazamento de resíduos tóxicos em Endicott Island. Em agosto de 2006, foi obrigada a fechar as instalações da Bahia Prudhoe em conseqüência de um derramamento de petróleo e diesel. Na Califórnia, a BP é um dos patrocinadores mais generosos de uma iniciativa legislativa para eliminar a lei de Unfair Business Competition (Lei de Competição Desleal) usada por grupos ambientalistas para processar empresas petroleiras pela contaminação de água potável por éter-metil-tert-butílico (MTBE). No Canadá, a BP extrai petróleo de areias de alcatrão, um processo que consume enormes quantidades de água e produz quatro vezes mais emissões de dióxido de carbono do que a perfuração convencional. O povo indígena Cree denuncia que a empresa está destruindo o velhíssimo bosque boreal, degradando o território com suas minas a céu aberto, contaminando tanto a água como a cadeia alimentar e pondo em perigo a fauna silvestre e sua forma de vida (5).

Os tentáculos da BP se estendem também no ensino superior. Em fevereiro de 2007, em meio a uma forte oposição de professores e alunos, a administração da Universidade da Califórnia, em Berkeley (UCB), anunciou um convênio entre a UCB e a BP, pelo qual a empresa financiaria com US$ 500 milhões durante dez anos o Instituto de Biociências da Energia, dedicado à investigação de biocombustíveis e biologia sintética. Com essa demonstração de poder em uma universidade pública, com esta vontade de privatizar o trabalho intelectual e de comercializar os resultados da investigação, a BP faz com que “(...) os trabalhadores dos países desenvolvidos mais influentes subvencionem a exploração de mais bens ecológicos do mundo em vias de desenvolvimento para servir às elites, aqueles que não se importam em tirar a comida da boca do povo para encher seus bolsos de ouro. Socializar os gastos para benefício privado não é nada novo no sistema capitalista. Não obstante, esse caso dá outra volta no parafuso com a combinação de ciência desacreditada, imperialismo ecológico e o sofisma do desenvolvimento sustentável” (6). Com este golpe, a BP consegue o controle de cientistas universitários, de alunos e de laboratórios além de dotar seus projetos supostamente sustentáveis de um verniz acadêmico.

A BP tem um negócio de bilhões de dólares com o governo dos EUA na forma de contratos de defesa anuais e como fornecedor principal de combustível ao maior consumidor mundial de gás e petróleo: o Pentágono. Segundo o Center for Responsive Politics, a BP ocupa o centésimo lugar entre os doadores mais importantes das campanhas políticas: mais de US$ 5 milhões desde 1990 repartidos entre republicanos e democratas, com os percentuais de 72% e 28%, respectivamente. O Centro aponta o presidente Obama como o destinatário que mais se beneficiou durante os últimos 20 anos das doações do comitê de “ação política” da BP ($77.051) (7). A BP, seus comitês de “ação política” e seus empregados contribuíram com mais de US$ 3,5 milhões aos candidatos federais durante os últimos cinco anos, fora o dinheiro destinado ao lobby. Em 2009, liberou US$ 15,9 milhões em seus esforços por influir na política energética nacional (8). Desta maneira, com uma gestão bem azeitada, consegue-se a “exclusão categórica” da política ambiental.

Evidentemente, a BP não trabalha sozinha. Um rápido olhar sobre algumas de suas conexões corporativas e governamentais é educativo, para não dizer alucinante. O presidente do Goldman Sachs Internacional, Peter Sutherland – que, com oito outros gerentes do Goldman Sachs, recebeu mais de US$ 12 milhões em honorários em 2009 – (9) e presidente da BP até que muito astutamente demitiu-se em dezembro de 2009, tem um currículo fascinante na página da Comissão Trilateral (10): “(...) É também presidente do Goldman Sachs International (1995 – até agora). Nomeou-se presidente da London School of Economics em 2008. Atualmente é representante especial da ONU para a Migração e o Desenvolvimento. Anteriormente era diretor-geral fundador da Organização Mundial do Comércio (OMC) e diretor-geral do Acordo Geral Sobre Comércio e Tarifas (GATT) desde julho de 1993, além de desempenhar um papel decisivo nos acordos da Rodada Uruguai, do GATT.
É membro do comitê diretor do grupo Bilderberg e também assessor financeiro do Vaticano”.

Igualmente astuta foi sua empresa Goldman Sachs quando vendeu 44% de suas ações da BP no primeiro trimestre de 2010, embolsando cerca de US$ 266 milhões e economizando US$ 96 milhões a preços atuais (11). As cifras apontadas pelo Center for Responsive Politics demonstram que o comitê de “ação política” do Goldman Sachs e empregados individuais doaram US$ 994.795 durante 2007 e 2008 para a campanha de Obama. Outro homem da BP com agudo senso de oportunidade é o chefe executivo Tony Hayward – anteriormente membro da junta consultiva do Citibank – que vendeu ações da BP avaliadas em US$ 2.130.000, um terço de sua participação, somente algumas semanas antes do desastre do Golfo do México (12). Já os aproximadamente 18 milhões de acionistas ingleses não foram tão bem informados, especialmente muitos pensionistas, já que os fundos de aposentadoria britânicos dependem de lucros na Bolsa que pagam 1 libra de cada 7 que recebem anualmente. A queda livre do preço das ações de “rentabilidade segura” da BP até mais de 50% de seu valor em abril e o fato de que a empresa terá que pagar cerca de US$ 13,5 bilhões para um fundo de compensação significam que o pagamento de dividendos ficará suspenso até, no mínimo, 2011.

Demandada juntamente com a BP na maioria das 150 ações judiciais provocadas pelo desastre do Golfo do México, está a Halliburton Energy Services, a empresa contratada para a parte técnica da operação, encarregada da injeção de cimento no subsolo. Esta equipe foi forjada há anos durante o planejamento da invasão do Iraque. A BP foi encarregada, então, pelo Ministério do petróleo inglês de realizar estudos técnicos e de fornecer assessoria, análise e formação para o campo petrolífero de Rumaila. Nas palavras de Ethical Consumer:

“(...) antes da invasão, a BP treinava as tropas inglesas para manter e dirigir os campos petrolíferos que tinham sido apoderados no sul do Iraque. A gigante estadunidense Halliburton, que fornece serviços às empresas para a exploração, o desenvolvimento e a produção de petróleo e gás, foi encarregada de restaurar e reconstruir a infraestrutura petroleira e, nesta condição, acompanhava as tropas aos campos petrolíferos” (13).

Há alguns dias, um consórcio dirigido pela BP conseguiu o contrato para desenvolver o maior campo petrolífero do Iraque, Rumaila.

Não é possível contar toda a história de canalhices da BP em poucas páginas, nem as conseqüências de seus negócios na geopolítica, na balança da guerra e da paz, na economia, no meio ambiente e no mundo em geral, envolvendo desde a política do Oriente Médio até pessoas sem posses, às vezes assassinadas em comunidades remotas. Essas notas oferecem apenas um vislumbre da enormidade de crimes cometidos por essa empresa. A BP não representa nenhuma exceção entre as empresas petroleiras nem entre as grandes corporações. Sua história, além do vazamento de petróleo no Golfo do México, constitui um exemplo mais de seu enorme poder e impunidade. E não há nada reconfortante na notícia da semana anterior que nos informa que o novo governo de coalizão britânico considera conveniente nomear o antigo chefe executivo da BP (1995-2007), também antigo diretor não executivo de Goldman Sachs e “O Rei Sol”, Lord Browne, como o novo superdiretor de Whitehall, encarregado de difundir, no coração do governo, o espírito de valores comerciais” (14). Enquanto isso, a linguagem dos impunes delata bastante a continuada presença da bota. Em junho, um porta-voz da Casa Branca afirmou que a tarefa do presidente Obama é apertar a bota no pescoço da BP, enquanto que o jornal inglês The Telegraph (15) diz que a bota de Obama aperta o pescoço dos pensionistas ingleses. Na verdade, os impunes diretores e funcionários fabulosamente bem remunerados da BP estão calçando as mesmíssimas botas e pisoteiam gente indefesa.

Notas:

1. Juliet Eilperin, 2010 “U.S. Exempted BP’s Gulf of Mexico Drilling from Environmental Impact Study”, The Washington Post, 5 de mayo.

2. Stephen Kinser, 2003, All the Shah’s Men: An American Coup and the Roots of Middle East Terror, John Wiley and Sons, p.204.

3. Con respecto a DSC, véase http:www.sourcewatch.org/index.php?title=Defence Systems Limited#Colombia.

4. Véase el informe de la ONG Platform, Greg Muttitt and James Marriott, 2002, “Line of Fire: BP and Rights Abuses in Colombia”, http://www.platformlondon.org/carbonweb/documents/chapter11.pdf.

5. Terry Macalister, “Cree Aboriginal Group to Join London Climate Camp Protest over Tar Sands”, The Guardian, 23 de agosto de 2010.

6. Hannah Holleman y Rebecca Clausen, 2008, “Biofuels, BP-Berkeley and the New Ecological Imperialism”, http://mrzine.monthlyreview.org/2008/hc160108.html.

7. John Byrne, 2010 “Obama Is Biggest Recipient of BP’s Politicap Action Cash in the Last Twenty Years”, The Raw Story, 5 de mayo, http://rawstory.com/rs/2010/0505/obama-biggest-recipient-bp-political-action-money-20-years/.

8. Erica Lovley, 2010, “Obama Biggest Recipient of Bp Cash”, Politico, 5 de mayo, http:www.politico.com/news/stories/0510/36783.html.

9. Nick Webb, 2010, “Goldman Directors Reap Fees of €9.5m”, Sunday Independent, 23 de mayo de 2010.

10. Véase http://www.trilateral.org/membship/bios/ps.htm

11. Véase http://rawstory.com/rs/2010/0602/month-oil-spill-goldman-sachs-sold-250-million-bp-stock/.

12. John Swaine and Robert Winnett, 2010, “BP Chief Tony Hayward Sold Shares Weeks Before Oil Spill”, The Telegraph, 5 de junio.

13. Véase http://www.ethicalconsumer.org/CommentAnalysis/CorporateWatch/IraqWarProfits.aspx.

14. Polly Curtis y Terry Macalister, “Former BP Chief John Browne Gets Whitehall Role”, The Guardian, 30 de junio de 2010.

15. Louise Armitstead y Myra Butterworth, 2010, “Barack Obama’s Attacks on BP Hurting British Pensioners”, The Daily Telegraph, 9 June http://www.telegraph.co.uk/news/worldnews/northamerica/usa/barackobama/7815713/Barack-Obamas-attacks-on-BP-hurting-British-pensioners.html.

(*) Julie Wark é integrante do Conselho Editorial de SinPermiso.

Tradução: Katarina Peixoto

fonte
http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=16795&boletim_id=727&componente_id=12200








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segunda-feira, 12 de julho de 2010

Não há desvio de dinheiro público para a ocupação de terra no Brasil.

“Não identificamos um centavo de desvio de recurso público”, afirma relator da CPI 12 de julho de 2010


Por Aline Scarso
Da Radioagência NP
Para o Blog da Reforma Agrária

Não há desvio de dinheiro público para a ocupação de terra no Brasil.

Foi o que concluiu o relatório da CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito), que investigou a ligação entre entidades da reforma agrária e ministérios do governo.

Jilmar Tatto (relator), Almeida Lima (presidente) e
Onxy Lorenzoni (vice-presidente) em sessão da CPMI

No total, foram realizadas treze audiências públicas em oito meses.

A CPMI também investigou as contas de dezenas de cooperativas de agricultores e associações de apoio à reforma agrária.

Para o relator da CPMI, deputado federal Jilmar Tatto (PT/SP), “foi uma CPMI desnecessária”.

“São entidades sérias que desenvolvem um trabalho de aperfeiçoamento e de qualificação técnica do homem do campo. O que deu para perceber foi que a oposição, principalmente o DEM e o PSDB, estavam com uma política de criminalizar o movimento social no Brasil. Tanto é verdade que, depois de instalada a CPMI, eles praticamente não apareceram nas reuniões.”

O deputado federal Onxy Lorenzoni (DEM/RS) pediu vista do relatório durante a última sessão. Com isso, uma nova reunião foi marcada para a próxima quarta-feira (14). A expectativa é de que a bancada ruralista coloque em votação um relatório paralelo à relatoria oficial, mesmo não tendo participado das audiências de investigação.

Clique aqui > http://www.senado.gov.br/atividade/materia/getTexto.asp?t=80504&c=PDF

e leia o relatório final

Abaixo, leia entrevista com o deputado federal Jilmar Tatto (PT/SP).

A CPMI foi criada para investigar desvios de recursos públicos de convênios entre ministérios e entidades sociais para a ocupação de terras. Qual a conclusão depois de oito meses de trabalho?

Foi uma CPMI desnecessária. A oposição fez uma carga muito grande, dizendo que havia recursos públicos desviados para a ocupação de terras no Brasil. Depois de um trabalho intenso e exaustivo, verificando todas as contas de dezenas de entidades, que fizeram convênios com o governo federal, concluímos que não é nada disso. São entidades sérias, que desenvolvem um trabalho de aperfeiçoamento e qualificação técnica, principalmente para o homem do campo. O que deu pra perceber é que a oposição, principalmente o DEM e o PSDB, estavam com uma política de criminalizar os movimentos sociais no Brasil. Tanto é verdade que, depois de instalada a CPMI, eles praticamente não apareceram nas reuniões. Foi a demonstração de que eles realmente estavam interessados mais em desgastar o governo federal, o MST e criminalizar o movimento social. Infelizmente, foi isso que aconteceu na criação dessa CPMI.

Como você avalia o trabalho das entidades da reforma agrária (como Anca, Concrab, Cepatec, Inocar, Itac e Fepafi), que participaram das audiência públicas na CPMI?

A oposição, em certa medida, no primeiro momento, conseguiu atrapalhar. Os convênios estavam acontecendo e, na medida em que ficam fazendo denúncias vazias em relação a essas entidades, atrapalham o seu trabalho junto aos produtores rurais assentados. Uma parte do seu objetivo a oposição conseguiu: justamente romper parte desses convênios. Eu acho que era isso que ela queria. Ficou comprovado que essas entidades, que fazem um trabalho com os assentados, produtores e pequenos proprietários de terra, ligados à agricultura familiar e às cooperativas, é muito importante para o Brasil. São entidades que trabalham com a produção de orgânico, a qualificação da melhor maneira de aproveitamento da terra e manuseio das sementes. Do ponto de vista pessoal, foi um aprendizado. Do ponto de visto político, foi um desastre, porque essa CPMI veio para prejudicar o campo, principalmente os pequenos produtores e assentados. Tem algumas questões de competência do legislativo que precisam ser aprimoradas.

Quais são as medidas mais importantes propostas no relatório?

Por exemplo, a questão do trabalho escravo. Essa lei [que prevê a desapropriação das terras dos proprietários que usam trabalho escravo] precisa ser votada urgente, que criminaliza quem pratica a vergonha do trabalho escravo, principalmente pelo agronegócio. Outra questão que precisa ser resolvida é dos índices de produtividade. Estou propondo também uma lei que regule os convênios. Porque a cada hora que se muda os governos, tem um procedimento em relação aos convênios com as entidades. Por isso, tem que normatizar, definir em lei como funcionam esses convênios, para desburocratizar, deixar transparente e facilitar esses convênios. Dessa forma, essas entidades e outras poderão desenvolver seu trabalho de forma tranquila, sem cometer erros de procedimento - não de má-fé - porque não está claro na legislação de como proceder na prestação de contas.

Já é possível pensar alguns pontos dessa lei para regular os convênios?

Tem que tratar diferente os desiguais. Uma coisa é fazer um convênio com entidades patronais, que têm uma estrutura muito grande, nas áreas jurídica, contábil e administrativa. Outra coisa são entidades pequenas, que não têm essa estrutura. A lei tem que facilitar o trabalho, e os convênios, evidentemente, terão todo rigor na aplicação dos recursos públicos. Se tem a garantia de que a aplicação dos recursos está dentro do objeto, não precisa de tantos mecanismo, porque temos que partir do princípio da boa fé. Uma das ideias é colocar na legislação os procedimentos, porque nem sempre isso está claro, prejudicando as entidades que não têm uma estrutura administrativa de grande porte.

Qual a importância desses convênios para a execução de políticas públicas nos assentamentos e nas áreas rurais?

É fundamental. É onde o Estado não consegue chegar, e se chega faz de forma atabalhoada, sem critério. Essas entidades fazem a ponte dos órgãos do Estado com aquelas pessoas que mais precisam. Fazem um trabalho fundamental de resgate da cidadania, de setores da sociedade que estão marginalizados. Por isso, um governo democrático, preocupado com a melhoria da qualidade de vida de todos e todas, precisa fortalecer esse tipo de entidade no Brasil.

Na sua avaliação, por que a bancada ruralista ficou ausente durante as audiências com representantes das entidades e dos ministérios?

Eles fizeram toda uma carga, um discurso muito raivoso, colocaram dúvidas em relação ao desvio de recursos públicos e perceberam que a montanha tinha parido um rato. Porque não havia desvio nenhum. As entidades e o governo abriram todas as suas contas. Foi transparente e, em nenhum momento, conseguiram identificar um centavo de desvio de recurso público. Foram desmoralizados, e resolveram se ausentar dos trabalhos da CPMI. De todo modo, nós aprovamos um plano de trabalho, cumprimos a nossa obrigação, investigando aquilo que o Congresso definiu como prioridade. Nesse período, ouvimos todas as entidades e órgãos do governo envolvidos e fizemos um debate sobre a questão agrária no Brasil. Foi um trabalho produtivo, no sentido de deixar claro que não houve desvio de recurso público para fazer ocupação de terras no Brasil. O que houve foi a oposição fazendo uma carga muito grande contra o governo e o MST.



O prazo final da CPMI, previsto no plano de trabalho, é 17 de julho. O prazo para a prorrogação da CPMI acabou. O Onyx Lorenzoni anunciou que vai apresentar um relatório paralelo. Qual a perspectiva para a aprovação do seu relatório na próxima semana?

Eles tentaram, como último suspiro, prorrogar a CPMI, mas eles não conseguiram as assinaturas. Então, só cabe à oposição apresentar um relatório alternativo. Está convocada uma reunião para esta quarta-feira, às 14h, pra votar o relatório. Provavelmente, vai ser votado meu relatório contra o da oposição. Se der quórum, e tivermos maioria, a gente aprova o nosso relatório. Se não, de todo modo, já apresentei o relatório. É o que vale. A CPMI termina no dia 17 de julho, com os trabalhos concluídos, comprovando que não houve desvio de recursos públicos.

E os ruralistas vão apresentar um relatório mesmo não comparecendo às sessões...

Exatamente. Essa é a contradição. De novo, estão fazendo politicagem. Tem alguns deputados e senadores, ligados aos ruralistas, que precisam fazer prestação de contas, porque na prática fizeram muito pouco na defesa dos ruralistas na CPMI. É mais para mostrar para os setor deles que estão trabalhando. Esse relatório tem mais essa função, porque do ponto de vista objetivo não tem sentido apresentar um relatório alternativo. Até porque nem sei o que eles vão escrever nesse relatório. Vai ser mais um discuso político de campanha eleitoral, para atender os interesses do agronegócio, do que propriamente algo que trata de desvios de recursos públicos.

A partir das investigações, o que precisa ser feito para o país resolver os conflitos no campo e enfrentar o problema da pobreza dos trabalhadores rurais?

Precisamos continuar investindo bastante na agricultura familiar, o que o governo tem feito, aumentando os recursos cada vez mais. Temos que garantir que a legislação trabalhista seja aplicada, rever os índices de produtividade, incentivar cada vez mais plantios alternativos, ligados à questão de alimentos orgânicos, produzindo alimentos de qualidade e do ponto de vista nutricional adequado. E, ao mesmo tempo, acelerar e intensificar o processo de desapropriação e de reforma agrária no país. Fazer um mapeamento, por meio de georreferenciamento, de todas as terras no Brasil – tanto as que pertencem ao governo como as privadas. Definir claramente quem são os donos dessas terras e, aquelas que não forem produtivas, como diz a Constituição, devem ser desapropriadas para fazer a reforma agrária. É preciso acelerar esse processo, que teve avanços no governo Lula, mas precisamos continuar cada vez mais para fazer com que as pessoas do campo também possam ter uma qualidade de vida mais adequada.
fonte
http://www.mst.org.br/Nao-identificamos-um-centavo-de-desvio-de-recurso-publico