quarta-feira, 31 de março de 2010

Coca cola e outras são multadas em R$ 1 milhão, cada uma, totalizando R$ 14 milhões

Governo autua empresas de refrigerantes em R$ 14 milhões

A Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos autuou nesta quarta-feira (31) fabricantes de refrigerantes e bebidas não-alcoólicas em R$ 14 milhões - cada uma foi multada em R$ 1 milhão – pelo descumprimento da legislação ambiental no que se refere à destinação dos resíduos de embalagens que disponibilizam no mercado. As empresas multadas foram Alflash, Brasfrigo, Chocoleite, Ambev, Danone, Nestlé, Pepsi-Cola, Schincariol, Red Bull, Refrigerantes Pakera, SIG Combibloc, Coca-cola, Ultrapan, Yoki.

Para o secretário do Meio Ambiente, Rasca Rodrigues, os fabricantes não cumpriram com o planejamento previamente acordado – com a Secretaria e o Ministério Publico - para a logística reversa de suas embalagens. “O nosso entendimento foi que estas empresas não estão assumindo os passivos ambientais produzidos por suas práticas comerciais no Estado”, disse.

Desde maio de 2009 técnicos da Secretaria, por meio do Programa Desperdício Zero, mantiveram conversas e negociações com a Associação Brasileira de Refrigerantes e Bebidas Não-Alcoólicas (ABIR), instituição que foi eleita pelas empresas para mediar as discussões e elaborar um Plano de logística reversa, que deveria ser apresentado à Secretaria.

Rasca Rodrigues comentou ainda que esta atitude dos fabricantes acaba onerando os municípios, e ignora toda a cadeia de reciclagem que se inicia com os catadores até os recicladores que trabalham sem subsídios dos responsáveis pelas embalagens.

As empresas foram enquadradas no artigo 80 do decreto federal 6514/2008, por desrespeito a autoridade ambiental, falta do Plano de Gerenciamento de Resíduos, que se referem às embalagens pós-consumo dos seus produtos, entre outros dispositivos da Legislação Ambiental. Além da autuação, as empresas terão ainda que apresentar um novo Plano de Gerenciamento.

HISTÓRICO – Em maio de 2009, os fabricantes foram informados pela Secretaria e pelo Ministério Público do Paraná sobre as exigências ambientais quanto à geração de passivos ambientais, e da necessidade da formação de um Plano de logística reversa - que consiste no recolhimento das embalagens dos produtos por meio do fabricante. Somente no dia 21 de outubro a Abir apresentou projeto denominado “Multiplicadores ambientais e inclusão social no estado do Paraná” o qual recebeu parecer favorável do corpo técnico da Coordenadoria de Resíduos Sólidos.

Após esta data a Associação alterou unilateralmente o cronograma apresentado pelo projeto e tendo em vista que o termo não teve adesão de todas as empresas desta Associação, a multa foi aplicada.

O coordenador de resíduos sólidos da Secretaria, Laerty Dudas, declarou que ao analisar o histórico das negociações fica clara a postura adotada pelas empresas. “Elas optaram pela política do não fazer e de como ganhar tempo para não assumir suas responsabilidades como fabricante”, destacou.

LOGÍSTICA REVERSA – Em 2003, a Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos lançou o programa Desperdício Zero para reduzir em 30% o volume de resíduos depositados nos aterros sanitários paranaenses – cerca de 20 mil toneladas a cada dia. Uma de suas primeiras ações foi a identificação dos materiais que chegavam, desnecessariamente, em grandes quantidades nos aterros sanitários para colocar em prática a ‘logística reversa’.

Sacolas plásticas, embalagens longa vida, pilhas e baterias, papel, materiais de construção civil, pneus, lâmpadas, metais, orgânicos, vidros, óleo lubrificante eram alguns destes resíduos.

RESULTADOS - Os primeiros resultados já estão aparecendo. A maioria dos supermercados instalados no Paraná já aderiu a sacolas ecologicamente corretas – como as feitas de plástico oxibiodegradável, tecido ou retornáveis. A Tetra Pak, por exemplo, fabricante exclusiva das embalagens longa vida cartonadas, também acatou a solicitação da Secretaria e desenvolveu, em parceria com o Desperdício Zero, um programa chamado “Paraná e Tetra Pak em ação” para o recolhimento dos seus produtos.

Já os postos de combustíveis, um dos principais distribuidores de óleo lubrificante, lançaram o programa Jogue Limpo, para recolhimento e reciclagem destas embalagens – elaborado de maneira inédita pelo Desperdício Zero em parceria com Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes (Sindicom) e o Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis, Derivados de Petróleo e Lojas de Conveniência do Paraná (Sindicombustíveis-PR).
fonte http://www.aen.pr.gov.br/modules/noticias/article.php?storyid=55376



Direito a transporte gratuito, lei 15.051 iniciativa do deputado Tadeu Veneri (PT)


Direito a transporte gratuito pode ser requerido na Secretaria



Os portadores de deficiências ou doentes crônicos que estejam em tratamento médico continuado devem buscar junto à Secretaria da Justiça e Cidadania o acesso ao benefício do transporte gratuito nas linhas de transporte intermunicipal.

A isenção está prevista na lei 15.051, de iniciativa do deputado Tadeu Veneri (PT), aprovada em 2006, e regulamentado pelos decretos 47642 de 2009 e 6179, de 2010.

Os interessados devem se dirigir à Coordenadoria dos Direitos da Cidadania, da Secretaria, para obter o formulário requerendo o direito, que será concedido mediante a expedição e uma carteira específica.
A lei prevê o atendimento a cidadãos com renda familiar menor que um salário mínimo e meio (1,5).
A isenção será concedida após análise do órgão gestor de políticas de assistência social do município, e da avaliação médica realizada na unidade de saúde do domicílio do interessado. A Secretaria de Estado dos Transportes confeccionará a Carteira de Isenção, mediante solicitação do Conselho Estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência."

Para conseguir a gratuidade do transporte do acompanhante é preciso uma declaração de instituição especializada ou da Secretaria de Saúde do município atestando que o portador de deficiência não pode viajar sozinho.

A Secretaria da Justiça e Cidadania fica no Palácio das Araucárias - Rua Jacy Loureiro de Campos S/N - 2º andar , em Curitiba.
Fone: 41 3221-7200 - 3221-7202 - Fax: 41 3254-8512

Veja quem tem direito

1- Portadores de deficiência, cuja renda familiar for inferior a 1,5 salário mínimo per capita;


2- Portadores das seguintes patologias crônicas, cuja renda familiar for inferior a 1, 5 salário mínimo per capita:

•I - insuficiência renal crônica, em terapia renal substitutiva;

•II - câncer, em tratamento de quimioterapia ou radioterapia;

•III - transtornos mentais graves, em atendimento continuado, em serviços-dia (Hospital-dia, Núcleo de Atenção Psicossocial, Centros de Atenção Psicossocial, Escolas de Educação Especial que atendem condutas típicas, Serviços Residenciais Terapêuticos e Oficinas Terapêuticas);

•IV - portadores de HIV, em tratamento continuado em serviço-dia;

•V - mucoviscidose, em atendimento continuado;

•VI - hemofilia, em tratamento;

•VII - esclerose múltipla, em tratamento.


FONTE
http://www.tadeuveneri.com.br/noticias.asp?ID=1519&id_cat=1







Caso Syngenta: transgênicos, agrotóxicos e violência

Caso Syngenta: transgênicos, agrotóxicos e violência


A Organização de Direitos Humanos Terra de Direitos publicou um estudo de caso sobre as diversas violações de direitos humanos protagonizadas pela Syngenta Seeds, empresa transnacional do agronegócio que produz sementes transgênicas e agrotóxicos. As ações violadoras compreendem assassinato, violência física e moral contra trabalhadores rurais Sem Terra, manutenção de milícias privadas armadas, realização de despejos forçados sem determinação judicial, adulteração de venenos, contaminação do solo com agrotóxicos, contaminação da agrobiodiversidade com sementes transgênicas, criminalização dos movimentos sociais, entre outras tantas ações.

Leia abaixo a íntegra do documento.

Caso Syngenta: transgênicos, agrotóxicos e violência

Ficha Técnica – Caso Syngenta

Nome: Syngenta Mata: transgênicos, agrotóxicos e violência

Localização: Município de Santa Tereza do Oeste, Paraná.

Resumo:

Este caso traz diversas violações de direitos humanos protagonizadas pela Syngenta Seeds, empresa transnacional do agronegócio que produz sementes transgênicas e agrotóxicos. As ações violadoras compreendem assassinato, violência física e moral contra trabalhadores rurais sem terra, manutenção de milícias privadas armadas, realização de despejos forçados sem determinação judicial, adulteração de venenos, contaminação do solo com agrotóxicos, contaminação da agrobiodiversidade com sementes transgênicas, criminalização dos movimentos sociais, entre outras tantas ações.

A Terra de Direitos tem atuação direta contra a transnacional desde a denúncia feita ao IBAMA, em 2006, junto com a Via Campesina. O motivo principal foi a realização de experimentos ilegais com sementes transgênicas na Zona de Amortecimento de Parque Nacional do Iguaçu, cidade de Santa Tereza do Oeste, oeste do Paraná. A empresa foi multada em um milhão de reais,

Com o objetivo de denunciar as violações de direitos humanos pela Syngenta, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra ocupou a área. Após a ocupação, os trabalhadores foram atacados por uma milícia privada armada, contratada pela Syngenta, ocasionado lesões corporais em mais de 10 pessoas e a morte do trabalhador rural sem terra Valmir Motta de Oliveira, também conhecido como Keno.

O caso foi denunciado em todo o Brasil, em tribunais internacionais e também no país de origem da empresa. Além das questões processuais sobre o uso de milícias, a morte de Keno e o plantio ilegal de transgênico, o caso Syngenta Seeds levanta a polêmica sobre a atuação das empresas transnacionais, que contam com muitos incentivos, possuem muitos direitos, mas têm poucas obrigações, o que torna muito difícil responsabilizá-las pelas violações de direitos.

Contexto Histórico:

Desde 1998 a filial brasileira da empresa suíça Syngenta Seeds mantinha um campo experimental, com área de 127 hectares, na cidade de Santa Tereza do Oeste, a 6 km do Parque Nacional do Iguaçu. Desrespeitando a legislação ambiental e o Plano de Manejo do Parque, a empresa cometeu uma série de crimes ambientais, realizando experimentos com soja e milho geneticamente modificados , o que, em março de 2006, levou o IBAMA a multá-la no valor de 1 milhão de reais.

Para denunciar os crimes cometidos pela Syngenta, os militantes da Via Campesina ocuparam a estação experimental, no dia 14 de março de 2006, durante a realização da Convenção de Biodiversidade Biológica (COP/MOP) no Brasil. A ocupação do Campo Experimental teve ampla repercussão e apoio internacional, inclusive com a organização de uma visita de ambientalistas de mais de 15 países à área ocupada, durante a Convenção.

As 70 famílias permaneceram na área até novembro de 2006, quando o Estado do Paraná cumpriu a liminar de reintegração de posse expedida pela Justiça Estadual de Cascavel. Mesmo assim, as famílias retornaram ao local depois que a área foi desapropriada pelo Governo do Estado para a criação de um Centro de Agroecologia. Após 16 meses de resistência, no dia 18 de julho de 2007, cumprindo ordem judicial, as famílias se deslocaram para o assentamento Olga Benário, também em Santa Tereza do Oeste.

Em outubro de 2007, cerca de 200 trabalhadores da Via Campesina reocuparam a Fazenda Experimental após rumores de que a Syngenta retomaria os experimentos ilegais, o que exporia as lavouras convencionais próximas ao Parque ao perigo da contaminação por transgênicos. Além disso, a Syngenta não havia pago a multa aplicada pelo IBAMA.

Horas depois da reocupação, mais de 30 homens fortemente armados e vestidos com uniforme da empresa “NF Segurança” invadiram a área e dispararam contra os trabalhadores. Após balearem Valmir Mota, o “Keno”, com um tiro na perna, o executaram a queima roupa com um tiro no peito. A milícia tentou ainda executar a trabalhadora Isabel do Nascimento de Souza com um tiro na cabeça, o que resultou na perda de um de seus olhos e da mobilidade da parte esquerda do corpo. Outros três trabalhadores saíram feridos e um segurança foi morto por integrantes da própria milícia que atiravam desordenadamente, conforme indicou a polícia. A “NF Segurança” atuava de forma irregular naquela região, articulada com a Sociedade Rural do Oeste (SRO) e o Movimento dos Produtores Rurais (MPR), representantes dos latifundiários locais.

Ações desenvolvidas:

A Via Campesina exigiu punição dos responsáveis pelos crimes – principalmente os mandantes -, a desarticulação da milícia armada na região e o fechamento imediato da empresa de segurança NF. A preocupação foi também de garantir segurança e proteção a vida de outros dirigentes, alvos preferenciais do ataque, bem como de todos os trabalhadores da Via Campesina na região.

Uma ação penal foi instaurada em decorrência dos crimes cometidos durante a ação da empresa NF Segurança contra trabalhadores e trabalhadoras rurais. Nenhuma pessoa da transnacional Syngenta foi denunciada, assim como nenhum mandante. Apenas o proprietário da NF segurança e nove pistoleiros foram denunciados pelos crimes cometidos.

Inesperadamente, o Ministério Público da Paraná denunciou oito integrantes do MST pelo assassinato do segurança, de Keno e por lesões corporais cometidas pelos pistoleiros da NF Segurança contra os próprios trabalhadores. O MP entendeu – e o Judiciário aceitou a tese – que os trabalhadores são responsáveis pelos crimes única e exclusivamente por terem realizado a ocupação da estação experimental da Syngenta. Diz o MP que os trabalhadores, ao realizarem a ocupação, assumiram o risco de serem vítimas de reação armada da Syngenta e por esse motivo devem responder criminalmente pela violência que sofreram.

A ampla divulgação das informações desdobrou-se também em campanhas, como a lançada pela Assessoria e Serviços a Projetos de Agricultura Alternativa (AS-PTA) – “Por um Brasil livre de transgênicos”-, que tem se mostrado instrumento efetivo de embate político.

A repercussão institucional dessas ações resultou, ainda, em audiência pública na Câmara dos Deputados, no dia 16/04/08, por iniciativa da Comissão de Legislação Participativa, para debater propostas de enfrentamento dos crimes cometidos contra trabalhadores rurais no Paraná. A Terra de Direitos apresentou ao Ministério da Justiça uma representação contra a Sociedade Rural do Oeste e NF Empresa de Segurança, requisitando o imediato fechamento e a responsabilização de seus sócios. Em junho de 2008, durante o curso da “Operação Varredura VII”, a empresa de segurança teve a licença de funcionamento cassada pela Polícia Federal, por atuar clandestinamente. (Leia: “PF autua 53 empresas clandestinas de segurança ”).

No plano internacional, o relator especial da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre Execuções Sumárias, Arbitrárias e Extrajudiciais, Philip Alston, recebeu em novembro de 2007 um documento sobre o caso. O relatório – entregue conjuntamente com integrantes da Via Campesina e do MST – denunciou a atuação de milícias armadas no campo e sustentou que a empresa NF Segurança era apenas uma fachada legal para um grupo paramilitar a serviço de fazendeiros da região (Leia mais). O caso passou a receber amplo apoio internacional, tendo centenas de pessoas participado de protestos em repúdio ao assassinato de Keno em diversos países, como Coréia do Sul, Indonésia, Congo, Espanha, no Chile, no Canadá, na Croácia e na Venezuela.

Henry Saragih, coordenador-geral da Via Campesina, convocou mobilizações pelos direitos dos trabalhadores rurais e de repúdio à Syngenta enquanto, na Suíça a organização de agricultores Uniterre solicitou à presidente do país, Micheline Calmy-Rey, o acompanhamento do caso no Brasil. Essas ações foram fortalecidas pela atuação de parlamentares suíços, que requisitaram providências da Syngenta para reparar os danos sofridos pelas vítimas do ataque e medidas a serem adotadas em relação à filial brasileira, para evitar novos eventos análogos. Por conta disso, em março de 2008, o embaixador da Suíça no Brasil, Rudolf Bärfuss, pediu oficialmente desculpas à viúva de Keno, Iris Oliveira, em nome de seu país.

Outra importante tática de incidência foi o diálogo com acionistas minoritários da empresa, que durante a Assembléia geral da empresa, em abril de 2008, cobraram providências para uma solução pacífica do conflito, para que a empresa respeitasse as leis brasileiras e assumisse sua responsabilidade frente ao ocorrido. É provável que a doação da área experimental feita ao Estado do Paraná, em outubro do mesmo ano, tenha decorrido dessa movimentação.

A Anistia Internacional, por sua vez, a partir da interlocução com a Terra de Direitos, lançou um apelo pedindo providências dos órgãos competentes pela morte do dirigente do MST. Além dela, mais de 200 entidades se manifestaram publicamente, no mundo inteiro, contra a ação da Syngenta no Paraná.

O conjunto desta estratégia jurídica resultou na apreciação do caso pelo Tribunal Permanente dos Povos, instância política que durante sessão na cidade de Lima, Peru, em maio de 2008, reconheceu a responsabilidade da empresa Syngenta Seeds Ltda. pela violação de Direitos Humanos. Apesar de toda a mobilização em torno do caso, os processos judiciais ainda estão em andamento no Brasil.

Situação do(s) processo(s):

A complexidade do caso se evidencia nas três classes de processos a ele associadas:

a) processos referentes à desapropriação da área;

b) processos referentes à multa administrativa recebida pela empresa e;

c) processos criminais referentes às agressões e homicídios perpetrados pela empresa de segurança NF, contrata pela Syngenta.

a) Em novembro de 2006, o Governo do Estado do Paraná, por meio do Decreto nº 7487, publicado em 09 de novembro de 2006, desapropriou a Estação Experimental para instalar um centro de agroecologia no local e tentar recuperar os danos ao meio ambiente provocados pela empresa. Todavia, em janeiro de 2007, a Syngenta conseguiu uma liminar no Tribunal de Justiça do Paraná que suspendeu os efeitos do Decreto de Desapropriação da área, anulado em janeiro de 2008. Apesar disso e em decorrência da publicidade negativa gerada pelo caso, a Syngenta decidiu doar a área ao Estado do Paraná, em outubro de 2008. Finalmente, no dia 05/12/2009, cumpriu-se o projeto anunciado com a inauguração no local do Centro de Ensino e Pesquisa em Agroecologia Waldir Motta de Oliveira e o Monumento Keno Vive.

b) A Syngenta contestou judicialmente a multa de um milhão de reais. Em novembro de 2007 o juiz proferiu sentença favorável ao IBAMA, confirmando a multa. A Syngenta, não satisfeita, recorreu da decisão. O Tribunal Regional Federal da 4ª Região, em janeiro de 2007, deu provimento à apelação, anulando a multa e alegando o cumprimento dos pareceres emitidos pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança – CTNBio – em detrimento da legislação ambiental vigente. O INCRA recorreu dessa decisão, que ainda deve ser analisada pelo STF e STJ.

c) Tramita perante a 1ª Vara Criminal de Cascavel a Ação Penal nº 2007.3982-4, ainda em fase de instrução, aguardando oitiva de diversas testemunhas. O Ministério Público acusa a empresa de segurança NF, contratada pela Syngenta, de ser uma quadrilha armada com o objetivo de realizar despejos ilegais em acampamentos de trabalhadores rurais que lutam pela reforma agrária. Vale notar que, a despeito de todas as evidências e das manifestações de diversos grupos apontando o envolvendo da Syngenta com os fatos, a empresa não foi diretamente relacionada aos crimes no curso da ação penal. O processo , porém, tem sido usado principalmente para criminalizar os trabalhadores, que, apesar de vítimas da violência, também foram denunciados como réus, dos quais a Terra de Direitos atua como defensora.
fonte
http://www.mst.org.br/node/9403




domingo, 28 de março de 2010

Kátia Abreu recebe 25 vezes mais dinheiro do Governo do que o MST

Carter: Kátia Abreu recebe 25 vezes mais dinheiro do Governo do que o MST

Em dezembro de 2009, Miguel Carter concluiu o trabalho de organizar o livro ‘Combatendo a Desigualdade Social – O MST e a Reforma Agrária no Brasil.’. É um lançamento da Editora UNESP, que reúne colaborações de especialistas sobre a questão agrária e o papel do MST pela luta pela Reforma Agrária no Brasil.

Esta semana, ele conversou com Paulo Henrique Amorim, por telefone.

PHA – Professor Miguel, o senhor é professor de onde?

MC – Eu sou professor da American University, em Washington D.C.

PHA – Há quanto tempo o senhor estuda o problema agrário no Brasil e o MST?

MC- Quase duas décadas já. Comecei com as primeiras pesquisas no ano de 91.

PHA – Eu gostaria de tocar agora em alguns pontos específicos da sua introdução “Desigualdade Social Democracia no Brasil”. O senhor descreve, por exemplo, a manifestação de 2 de maio de 2005, em que, por 16 dias, 12 mil membros do MST cruzaram o cerrado para chegar a Brasília. O senhor diz que, provavelmente, esse é um dos maiores eventos de larga escala do tipo marcha na história contemporânea. Que comparações o senhor faria ?

MC – Não achei outra marcha na história contemporânea mundial que fosse desse tamanho. A gente tem exemplo de outras mobilizações importantes, em outros momentos, mas não se comparam na duração e no numero de pessoas a essa marcha de 12 mil pessoas. Houve depois, como eu relatei no rodapé, uma mobilização ainda maior na Índia, também de camponeses sem terra. Mas a de 2005 era a maior marcha.

PHA – O senhor compara esse evento, que foi no dia 2 de maio de 2005, com outro do dia 4 de junho de 2005 – apenas 18 dias após a marcha do MST – com uma solenidade extremamente importante aqui em São Paulo que contou com Governador Geraldo Alckmin, sua esposa, Dona Lu Alckmin, e nada mais nada menos do que um possível candidato do PSDB a Presidência da República, José Serra, que naquela altura era prefeito de São Paulo. Também esteve presente Antônio Carlos Magalhães, então influente senador da Bahia. Trata-se da inauguração da Daslu. Por que o senhor resolver confrontar um assunto com o outro ?

MC – Porque eu achei que começar o livro com simples estatísticas de desigualdades sociais seria um começo muito frio. Eu acho que um assunto como esse precisa de uma introdução que também suscite emoções de fato e (chame a atenção para) a complexidade do fenômeno da desigualdade no Brasil. A coincidência de essa marcha ter acontecido quase ao mesmo tempo em que se inaugurava a maior loja de artigos de luxo do planeta refletia uma imagem, um contraste muito forte dessa realidade gravíssima da desigualdade social no Brasil. E mostra nos detalhes como as coisas aconteciam, como os políticos se posicionavam de um lado e de outro, como é que a grande imprensa retratava os fenômenos de um lado e de outro.

PHA – O senhor sabe muito bem que a grande imprensa brasileira – que no nosso site nós chamamos esse pessoal de PiG (Partido da Imprensa Golpista) - a propósito da grande marcha do MST, a imprensa ficou muito preocupada como foi financiada a marcha. O senhor sabe que agora está em curso uma Comissão Parlamentar de Inquérito Mista, que reúne o Senado e a Câmara, para discutir, entre outras coisas, a fonte de financiamento do MST. Como o senhor trata essa questão ? De onde vem o dinheiro do MST ?

MC _ Tem um capítulo 9 de minha autoria feito em conjunto com o Horácio Marques de Carvalho que tem um segmento que trata de mostrar o amplo leque de apoio que o MST tem, inclusive e apoio financeiro.

PHA – O capítulo se chama “Luta na terra, o MST e os assentamentos” - é esse ?

MC – Exatamente. Há uma parte onde eu considero sete recursos internos que o MST desenvolveu para fortalecer sua atuação, nesse processo de fazer a luta na terra, de fortalecer as suas comunidades, seus assentamentos. E aí tem alguns detalhes, alguns números interessantes. Porque eu apresento dados do volume de recursos que são repassados para entidades parceiras por parte do Governo Federal. Eu sublinho no rodapé dessa mesma página o fato de que as principais entidades ruralistas do Brasil têm recebido 25 vezes mais subsídios do Governo Federal (do que o MST). E o curioso de tudo isso é que só fiscalizado como pobre recebe recurso público. Mas, sobre os ricos, que recebem um volume de recursos 25 vezes maior que o dos pobres, (sobre isso) ninguém faz nenhuma pergunta, ninguém fiscaliza nada. Parece que ninguém tem interesse nisso. E aí o Governo Federal subsidia advogados, secretárias, férias, todo tipo de atividade dos ruralistas. Então chama a atenção que propriedade agrária no Brasil, ainda que modernizada e renovada, continua ter laços fortes com o poder e recebe grande fatia de recursos públicos. Isso são dados do próprio Ministério da Agricultura, mencionados também nesse capítulo. Ainda no Governo Lula, a agricultura empresarial recebeu sete vezes mais recursos públicos do que a agricultura familiar. Sendo que a agricultura familiar emprega 80% ou mais dos trabalhadores rurais.

PHA – Qual é a responsabilidade da agricultura familiar na produção de alimentos na economia brasileira ?

MC – Na página 69 há muitos dados a esse respeito.

PHA- Aqui: a mandioca, 92% saem da agricultura familiar. Carne de frango e ovos, 88%. Banana, 85%.. Feijão, 78%. Batata, 77%. Leite, 71%. E café, 70%. É o que diz o senhor na página 69 sobre o papel da agricultura familiar. Agora, o senhor falava de financiamentos públicos. Confederação Nacional da Agricultura, presidida pela senadora Kátia Abreu, que talvez seja candidata a vice-presidente de José Serra, a Confederação Nacional da Agricultura recebe do Governo Federal mais dinheiro do que o MST ?

MC – Muito mais. Essas entidades ruralistas em conjunto, a CNA, a SRB, aquela entidade das grandes cooperativas, em conjunto elas recebem 25 vezes do valor que recebem as entidades parceiras do MST. Esses dados, pelo menos no período 1995 e 2005, fizeram parte do relatório da primeira CPI do MST. O relatório foi preparado pelo deputado João Alfredo, do Ceará.

PHA – O senhor acredita que o MST conseguirá realizar uma reforma agrária efetiva ? A sua introdução mostra que a reforma agrária no Brasil é a mais atrasada de todos os países que fazem ou fizeram reforma agrária. Que o Brasil é o lanterninha da reforma agrária. Eu pergunto: por que o MST não consegue empreender um ritmo mais eficaz ?

MC – Em primeiro lugar, a reforma agrária é feita pelo Estado. O que os movimentos sociais como o MST e os setenta e tantos outros que existem em todo o Brasil fazem é pressionar o Estado para que o Estado cumpra o determinado na Constituição. É a cláusula que favorece a reforma agrária. O MST não é responsável por fazer. É responsável por pressionar o Governo. Acontece que nesse país de tamanha desigualdade, a história da desigualdade está fundamentalmente ligada à questão agrária. Claro que, no século 20, o Brasil, se modernizou, virou muito mais complexo, surgiu todo um setor industrial, um setor financeiro, um comercial. E a (economia) agrária já não é mais aquela, com tanta presença no Brasil. Mas, ainda sim, ficou muito forte pelo fato de o desenvolvimento capitalista moderno no campo, nas últimas décadas, ligar a propriedade agrária ao setor financeiro do país. É o que prova, por exemplo, de um banqueiro (condenado há dez anos por subornar um agente federal – PHA) como o Dantas acabar tendo enormes fazendas no estado do Pará e em outras regiões do Brasil. Houve então uma imbricação muito forte entre a elite agrária e a elite financeira. E agora nessa última década ela se acentuou num terceiro ponto em termos de poder econômico que são os transacionais, o agronegócio. Cargill, a Syngenta… Antes, o que sustentava a elite agrária era uma forte aliança patrimonialista com o Estado. Agora, essa aliança se sustenta em com setor transacional e o setor financeiro.

PHA – Um dos sustos que o MST provoca na sociedade brasileira, sobretudo a partir da imprensa, que eu chamo de PiG, é que o MST pode ser uma organização revolucionária – revolucionária no sentido da Revolução Russa de 1917 ou da Revolução Cubana de 1959. Até empregam aqui no Brasil, como economista Xico Graziano, que hoje é secretário de José Serra, que num artigo que o senhor fala em “terrorismo agrário”. E ali Graziano compara o MST ao Primeiro Comando da Capital. O Primeiro Comando da Capital, o PCC, que, como se sabe ocupou por dois dias a cidade de São Paulo, numa rebelião histórica. Eu pergunto: o MST é uma instituição revolucionária ?

MC – No sentido de fazer uma revolução russa, cubana, isso uma grande fantasia. E uma fantasia às vezes alardeada com maldade, porque eu duvido que uma pessoa como o Xico Graziano, que já andou bastante pelo campo no Brasil, não saiba melhor. Ele sabe melhor. Mas eu acho que (o papel do) MST é (promover) uma redistribuição da propriedade. E não só isso, (distribuição) de recursos públicos, que sempre privilegiou os setores mais ricos e poderosos do país. Há, às vezes, malícia mesmo de certos jornalistas, do Xico Graziano, Zander Navarro, dizendo que o MST está fazendo uma tomada do Palácio da Alvorada. Eles nunca pisaram em um acampamento antes. Então, tem muito intelectual que critica sem saber nada. O importante desse (“Combatendo a desigualdade social”) é que todos os autores têm longos anos de experiência (na questão agrária). A grande maioria tem 20, 30 anos de experiência e todos eles têm vivência em acampamento e assentamentos. Então conhecem a realidade por perto e na pele. O Zander Navarro, por exemplo, se alguma vez acompanhou de perto o MST, foi há mais de 15 anos. Tem que ter acompanhamento porque o MST é de fato um movimento.

PHA – Ou seja, na sua opinião há uma hipertrofia do que seja o MST ? Há um exagero exatamente para criar uma situação política ?

MC – Exatamente. Eu acho que há interesse por detrás desse exagero. O exagero às vezes é inocente por gente que não sabe do assunto. Mas às vezes é malicioso e procura com isso criar um clima de opinião para reprimir, criminalizar o MST ou cortar qualquer verba que possa ir para o setor mais pobre da sociedade brasileira. Há muito preconceito de classe por trás (desse exagero).

(*)Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista
fonte http://www.paulohenriqueamorim.com.br/?p=29189


Metadoxil Nova droga promete combater o alcoolismo

Metadoxil Nova droga promete combater o alcoolismo

Após mais de oito anos sem nenhuma nova droga no mercado brasileiro para o tratamento do alcoolismo, surge um que promete ajudar na restauração do fígado debilitado pelo excesso de bebida e no desmame (tempo em que o dependente diminui a ingestão de álcool). Na avaliação do hepatologista Daniel Brosco, 29 anos, esses dois fatores configuram um avanço importante no tratamento da doença. Até então, a maior parte dos medicamentes existentes agia mais como protetores do fígado e não restauradores. Pelo menos, não tão eficientes como o Metadoxil parece ser.

Feito à base de pidolato de piridoxina – substância mundialmente conhecida como metadoxina -, o novo medicamento chega às farmácias do Brasil um mês depois de desembarcar em vários países da Europa e Ásia, além de México, Colômbia, Chile e outros.
A droga é indicada para o tratamento de alterações hepáticas provocadas pela intoxicação alcoólica crônica, como fígado gorduroso e hepatite alcoólica. Além disso, promete ser de grande ajuda no tratamento terapêutico de desmame, algo raro no mercado nacional.

De acordo com Brosco, por ser um produto novo, ainda existem poucos estudos a respeito de seus benefícios. No entanto, os trabalhos já feitos indicam se tratar de uma medicação segura, com poucos efeitos colaterais e resultados satisfatórios.
A função do medicamento no organismo é estimular a produção de enzimas que vão acelerar a eliminação do álcool. A remoção rápida evita a sobrecarga do fígado e a conseqüente intoxicação alcoólica. Além disso, o metadoxil age sobre o sistema nervoso central, diminuindo os distúrbios de humor, depressão, agressividade, insônia e ansiedade.

De acordo com o Laboratório Baldacci, responsável pela comercialização do medicamento, após um mês de tratamento, o remédio ajuda a melhorar as funções cognitivas do paciente, como a percepção, atenção, linguagem e memória.
A maior parte das drogas disponíveis no mercado potencializa os efeitos negativos do álcool no organismo, fazendo com que o dependente passe mal depois de ingerir bebida alcoólica. Por causa dos efeitos colaterais, a pessoa fica com medo de beber novamente.

Segundo o hepatologista, o Metadoxil é capaz de reverter quadros ainda não muito graves como, por exemplo, curar fígados gordurosos – um problema decorrente do acúmulo de gordura corporal, resultante do alto consumo de álcool.
Ele é capaz de reverter também a hepatite alcoólica, um estágio mais avançado do alcoolismo. Mas quando a lesão no fígado se transforma numa fibrose hepática, aí não é mais possível reverter o quadro, mas é possível impedir que ele avance para uma cirrose hepática, o quadro mais grave provocado pela ingestão excessiva de álcool. Quando o fígado de um dependente chega nesse estágio, a única solução é o transplante.

A cura, dos quadros acima, só é possível, segundo Brosco, se o paciente parar de beber. De nada adianta ele iniciar o tratamento se não interromper a ingestão de bebidas alcoólicas.
Por isso, o primeiro passo para superar a dependência é querer ser tratado. Segundo o hepatologista, o tratamento contra o alcoolismo é multidisciplinar, ou seja, seu sucesso envolve vários fatores.
Além de desejar se ver livre do problema, o paciente precisa da ajuda da família e dos amigos, acompanhamento médico e psiquiátrico e encontros em programas de recuperação, como os alcoólicos anônimos (AA) e outros.

Estima-se que entre 10% e 15% da população mundial é dependente de álcool. No Brasil, 12,3% das pessoas com idades entre 12 e 65 anos possuem algum grau de alcoolismo, segundo o Levantamento Domiciliar sobre o Uso de Drogas Psicotrópicas no Brasil, promovido pela Secretaria Nacional Antidrogas.
FONTE
http://www.obid.senad.gov.br/portais/OBID/conteudo/web/noticia/ler_noticia.php?id_noticia=102108





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sexta-feira, 26 de março de 2010

Zilda Arns é homenageada pelos Correios

Zilda Arns é homenageada pelos Correios






homenageada pelos Correios

Os Correios prestam homenagem à médica Zilda Arns Neumann com a emissão de selo que será lançado em 25 de março, na Catedral Basílica Menor de Nossa Senhora da Luz, em Curitiba (PR).
O selo expõe a imagem de Zilda Arns e as logomarcas da Pastoral da Criança, fundada por ela, e do Mercosul. Este selo faz parte da emissão destinada aos países do Mercosul que estão trabalhando motivos filatélicos relacionados ao Encerramento da Década de Cultura da Paz, instituída pela ONU em 2000. Criado pela artista Thereza Regina Barja Fidalgo, terá tiragem de 600 mil exemplares.
Nascida em uma pequena cidade de Santa Catarina, Zilda Arns formou-se em Medicina e especializou-se em Saúde Pública, Pediatria e Sanitarismo. Dedicou-se, em sua especialidade, a salvar crianças pobres da mortalidade e da desnutrição. Em 1983 fundou a Pastoral da Criança, órgão de ação social da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Neste período, mais de 260 mil voluntários levaram solidariedade e conhecimento sobre saúde, nutrição, educação e cidadania para as comunidades mais pobres, criando condições para que elas se tornassem protagonistas de sua própria transformação social. A Pastoral já acompanhou cerca de 2 milhões de crianças menores de seis anos e mais de um milhão de famílias pobres, em 4.060 municípios brasileiros.
Em 2004, Zilda Arns recebeu a missão da CNBB de fundar e coordenar a Pastoral da Pessoa Idosa. Atualmente, mais de cem mil idosos são acompanhados mensalmente por doze mil voluntários, de 579 municípios, 141 dioceses, em 25 estados brasileiros.
Vítima fatal do terremoto que abalou o Haiti em 12 de janeiro deste ano, Zilda Arns deixou como exemplo a sua história de luta e o seu trabalho em favor da Paz.


quinta-feira, 25 de março de 2010

Assembleia Legislativa do Paraná é investigada por desvio de dinheiro público

Assembleia Legislativa do Paraná é investigada por desvio de dinheiro público


A Assembleia Legislativa do Paraná está sendo investigada pela suspeita de abrigar um esquema de desvio de dinheiro público envolvendo nomeações de funcionários fantasmas e depósitos milionários na conta dessas pessoas.


O Ministério Público Estadual recebeu denúncias na semana passada de que as nomeações eram feitas por meio de atos secretos. Elas eram registradas em diários sem circulação regular, aos quais poucos funcionários do setor administrativo tinham acesso.


Para a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) do Paraná, atos sem ampla publicidade legal, como determina a Constituição, não têm validade.


O diretor-geral da Assembleia, o empresário Abib Miguel, foi afastado enquanto durarem as investigações do Ministério Público e da Assembleia, que abriu sindicância.Miguel estava no cargo havia cerca de 20 anos.


O presidente da Assembleia, Nelson Justus (DEM), disse que irá realizar recadastramento anual de funcionários.Os casos vieram a público por meio de reportagens do jornal "Gazeta do Povo" e da TV Paranaense (afiliada da Globo).


Foram localizadas nomeações de pessoas próximas a Abib Miguel que nunca deram expediente na Assembleia.É o caso de duas filhas e da ex-mulher do antigo contador de Miguel. Cerca de R$ 2,2 milhões passaram pelas contas de duas delas entre 2004 e 2009.


O jardineiro de Miguel, que tem 82 anos, também recebeu, segundo as denúncias, depósitos oriundos da Assembleia no valor de R$ 192 mil entre 2004 e 2009. Já o filho do jardineiro recebeu R$ 1,29 milhão entre os anos de 2004 e 2009.O caso que mais chamou a atenção e que também será apurado pelo Ministério Público Estadual é o de uma pequena agricultora de família pobre.


Moradora de um casebre de madeira com chão batido, Jermina Leal, que afirma nunca ter tido contato com pessoas da Assembleia, teve uma conta aberta em seu nome pela qual foram depositados entre 2004 e 2009 recursos da Casa que chegam a R$ 1,2 milhão.


Ontem, um grupo de estudantes e sindicalistas lançou o movimento "caça fantasmas" em protesto contra os supostos atos de corrupção na Casa.Cerca de 70 pessoas se concentraram em frente à Assembleia para pedir a devolução do dinheiro pago aos funcionários fantasmas e a punição dos responsáveis.

fonte
http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/2010/03/assembleia-legislativa-do-parana-esta.html


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Milícia armada da Aracruz mata trabalhador rural na Bahia

Milícia armada da Aracruz mata trabalhador rural na Bahia


Dois trabalhadores rurais, pai e filho radicados há 23 anos numa pequena propriedade rural na Praia dos Coqueiros, na região da comunidade de Costa Dourada, litoral sul do município de Mucuri (BA), foram interceptados sobre uma motocicleta perto de casa no final da manhã desta quarta-feira (17/3), por quatro homens a serviço da Fibria Celulose (antiga Aracruz Celulose). Um deles foi morto com um tiro à queima roupa na cabeça.

Leia abaixo a nota divulgada pelo Fórum Sócio-Ambiental do Extremo Sul da Bahia e Rede Alerta contra o Deserto Verde.

Através desta nota, queremos demonstrar nossa imensa revolta com a morte de Henrique de Souza Pereira, 24 anos, ocorrida no último dia 17 de março, quando uma equipe da GARRA, empresa privada de ‘segurança’ da Fibria (ex-Aracruz Celulose e sócia da Stora Enso na Veracel Celulose), atirou nele, alegando que estava furtando madeira e ‘agindo com agressividade’ quando foi solicitado a deixar uma área de eucalipto, segundo uma nota da própria empresa Fibria. Mas segundo declaração feita durante entrevista a um jornal local pelo pai de Henrique, Osvaldo Pereira Bezerra, que estava junto com o filho no momento da ação, eles estavam indo para casa numa motocicleta. Durante a ação, os milicianos quebraram o braço do pai de Henrique.

Depois de terem atirado em Henrique, os milicianos teriam deixado o local e voltado apenas depois de 40 minutos na companhia de uma ambulância. Henrique não resistiu aos ferimentos.

Queremos expressar aqui nossa solidariedade com a família de Henrique e com a sua comunidade.

Vale lembrar que Henrique de Souza Pereira era um dos inúmeros moradores vizinhos das extensas áreas de eucalipto que buscam sobreviver, encurralados em pequenas propriedades. O fato lembra também um outro assassinato ocorrido em 2007 quando Antônio Joaquim dos Santos, geraizeiro, foi morto pela milícia privada da V&M Florestal quando estava tirando lenha de uma área de eucalipto da V&M Florestal para seu forno. Curiosamente, tanto a V&M Florestal quanto a Fibria tinham, quando ocorreram os fatos, o selo verde internacional FSC que diz ao consumidor que a produção da empresa vem de um “manejo florestal socialmente justo”.

O que chama a nossa atenção e causa a nossa indignação é que mais uma vez um morador local tem que morrer enquanto as autoridades, com dinheiro público do BNDES, continuam incentivando a expansão da monocultura de eucalipto no país através do repasse descarado da verba pública a mega-empresas transnacionais como a Fibria e Stora Enso. Ao mesmo tempo, as mesmas autoridades emperram a reforma agrária e a demarcação de terras quilombolas, indígenas, camponesas e geraizeiras. Agindo assim, as autoridades estão sendo coniventes com a ‘fome’ insaciável dessas empresas por mais terras e lucros. Só a Fibria ocupa uma área no país superior a 1 milhão de hectares!

Na sua nota à imprensa sobre a morte de Henrique, em nenhum momento a Fibria analisa por que famílias, para sobreviver, acabam retirando lenha e madeira das suas terras. Ao contrário, para nosso espanto, a empresa afirma: “Ao mesmo tempo a Fibria gostaria de externar as autoridades estaduais sua preocupação com a escalada de ocorrências de furto de madeira no sul da Bahia, que gera risco de conflitos com perda de vidas como o ocorrido, e que afeta não apenas suas operações, como as de outras empresas florestais instaladas na região. É urgente a adoção de medidas que coíbam essas práticas ilegais, de forma a estabelecer condições de segurança para a população e assegurar um ambiente que possibilite as operações das empresas e o desenvolvimento social e econômico da região”.

Diante do ocorrido, pergunta-se: que desenvolvimento social e econômico é esse, que ceifa a vida de moradores locais?? Que ignora direitos das comunidades e destrói a esperança do povo? É inaceitável que uma empresa com essas práticas consiga ter supostos selos de ‘sustentabilidade’ como o FSC e Cerflor, além dos inúmeros outros prêmios que apresenta.

Lembramos que neste momento no Extremo Sul da Bahia e no norte do Espírito Santo, dezenas de moradores locais, trabalhadores rurais sem terra e principalmente quilombolas, estão sendo criminalizados e processados, supostamente por estarem ‘furtando’ madeira da empresa em terras que sempre foram de uso comum dessas comunidades e das quais sempre tiraram seu sustento. No dia 11 de novembro de 2009, o governo estadual do Espírito Santo realizou na comunidade quilombola de São Domingos uma mega-operação policial, prendendo 39 quilombolas com 130 policiais armados com fuzis e metralhadores, com cães e cavalos.

Mas as autoridades são incapazes de garantir a reforma agrária e a demarcação efetiva e sem demoras dos territórios quilombolas, geraizeiros, indígenas e camponeses.

Somente devolvendo as terras para seus legítimos donos e para quem precisa trabalhar nela, é possível acabar com conflitos como este.

Por último, exigimos uma apuração rigorosa e punição dos culpados dos fatos e que não só a GARRA, mas também a Fibria seja responsabilizada pelo lamentável morte de Henrique de Souza Pereira.
fonte
http://www.mst.org.br/node/9371




Nota de Repúdio da UPE e UPES à Assembleia Legislativa do Paraná


Nota de Repúdio da UPE e UPES à Assembleia Legislativa do Paraná

União Paranaense dos Estudantes (UPE) e a União Paranaense dos Estudantes Secundaristas (UPES), vêm a Público declarar seu repúdio, em se deparar com mais um escândalo na política paranaense. A Assembleia Legislativa do Paraná é responsável por legislar a favor do povo, para se fazer surgir a justiça social e representar a vontade dos que mais precisam, que também tem a função de vigiar o Executivo Estadual, e que para isso precisa ser o exemplo de transparência e moral, demostra mais uma vez sua incapacidade moral de dizer o que o Paraná pode, ou não pode fazer.

A UPE e a UPES não irão tolerar a irresponsabilidade de não denunciar e punir todos os envolvidos nesse escândalo, e exigimos que sejam instaladas imediatamente medidas que garantam a total transparência de todas as publicações e documentações dessa casa.

Relembrando outro momentos como o Fora Collor ou recentemente o caso do Distrito Federal onde o Movimento Estudantil teve um papel fundamental na pressão que acabou afastando o governado Arruda, exigimos que o Presidente desta casa venha a Publico e esclareça os acontecimentos que foram divulgados pela imprensa estadual, e se comprometa publicamente sobre as medidas a serem tomadas. Ficamos enojados ao saber que agricultoras, trabalhadores e trabalhadoras, que mal tem possibilidade de garantir sua alimentação, que vivem com uma renda muito menor que um salário mínimo, foram usadas como “laranjas” em um esquema milionário de corrupção que se instalou nessa casa.
Somos contra todo e qualquer tipo de corrupção, as denúncias que vêm a público envergonham o povo paranaense, colocam nossa sociedade sob a demanda de uma atitude urgente de todos os cidadãos e cidadãs de cobrarem seus representantes e combaterem esse esquema de corrupção, que desvia milhões do orçamento público, para o favorecimento de uma elite corrupta e ordinária, que a décadas faz as leis para todos cumprirem, e se utilizam das estruturas de poder para roubar e jogar a política paranaense na lama.

Os estudantes Universitários e Secundaristas do Paraná não ficarão em silêncio, cobraremos nas ruas que medidas sejam tomadas imediatamente, vamos denunciar a negligência histórica da Assembleia Legislativa, que só faz favorecer essa casta milionária e corrupta, que usa o nome da nossa gente trabalhadora e honrada para esconder sua verdadeira face.

fonte http://mudanca.org.br/2010/03/24/nota-de-repudio-da-upe-e-upes-a-assembleia-legislativa-do-parana/


Dr. Rosinha desce a borduna nos demotucanos e pede PF na investigação do Assembleiagate VIDEO

Dr. Rosinha desce a borduna nos demotucanos e pede PF na investigação do Assembleiagate



O deputado federal Dr. Rosinha (PT) fez um pronunciamento ontem (23), na Câmara Federal, denunciando a existência de funcionários fantasmas e desvios de recursos na Assembleia Legislativa do Paraná.

Rosinha criticou o presidente da Casa, deputado Nelson Justus (DEM), que não tomou providências anteriormente.

O parlamentar petista não poupou o prefeito de Curitiba, Beto Richa (PSDB), que, segundo ele, empregou a sogra do ex-chefe de gabinete Ezequias Moreira.

O presidente estadual do PSDB do Paraná também empregou um vereador de Ibaiti.

“Como pode fantasma ser nomeado sem nunca ter recebido o salário?”, denunciou, ao pedir a entrada da Polícia Federal nas investigações.


terça-feira, 23 de março de 2010

Estudantes marcharam hoje sobre a Assembleia Legislativa do PR


Estudantes marcharam hoje sobre a Assembleia Legislativa do PR



Entidades do movimento estudantil realizam hoje protesto na Assembleia.
As principais entidades estudantis do Paraná marcharam nesta terça-feira (23), às 13h30, sobre a Assembleia Legislativa do Paraná.

O presidente da União Paranaense dos Estudantes (UPE), Paulo Rosa Júnior, disse que a organização vai exigir que a Polícia Federal e o Ministério Público Federal entrem nas investigações de irregularidades.

Para o líder estudantil, “se houve sonegação fiscal há motivos para a entrada da PF no caso”.

Mário de Andrade, presidente da União Paranaense dos Estudantes Secundaristas (UPES), compartilha da mesma ideia do colega universitário.

Segundo o dirigente secundarista, os órgãos do Paraná não têm isenção suficiente para conduzir uma investigação séria, rigorosa e punir eventuais culpados.

Há uma semana, reportagens da RPCTV e do jornal Gazeta do Povo revelaram ao país o modus operandi de irregularidades na contratação de funcionários da Assembleia Legislativa por meio de diários secretos, possíveis gafanhotagens, entre outras barbaridades.



Sorria! Você está sendo vigiado por José Serra...

Sorria! Você está sendo vigiado por José Serra...
Radares que flagram devedores do IPVA serão instalados


Começam a operar até o fim deste mês 41 radares inteligentes em rodovias de todo o Estado, de acordo com previsão do DER (Departamento de Estradas e Rodagens). Cada um dos equipamentos não mede apenas a velocidade desempenhada pelo veículo mas também identifica aqueles que estão com o licenciamento ou a quitação do IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores) atrasados.


Os aparelhos passam agora pela fase final de testes, no IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas-ligado ao governador José Serra). O DER informou que só espera o fim das provas para colocá-los nas estradas. Anteriormente, a Secretaria de Estado dos Transportes de São Paulo havia divulgado que a intenção era ter esses radares funcionando até o fim do ano passado.


Isso é possível devido a um software que lê as placas imediatamente e cruza a informação com bancos de dados de diversos órgãos do Estado, como as secretarias da Segurança e da Fazenda.
fonte
http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/2010/03/sorria-voce-esta-sendo-vigiado-por-jose.html







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Dilma pode ganhar até no primeiro turno, diz diretor do Vox Populi

Dilma pode ganhar até no primeiro turno, diz diretor do Vox Populi

23 de março de 2010

O crescimento nas pesquisas eleitorais da pré-candidata do PT à Presidência, ministra Dilma Rousseff, ante a estagnação de seu adversário, o governador de São Paulo José Serra (PSDB) tem impressionado os diretores dos quatro principais institutos de pesquisa do País. Márcia Cavallari, do Ibope, João Francisco Meira, do Vox Populi, Mauro Paulino, do Datafolha e Ricardo Guedes, do Sensus, estiveram reunidos em São Paulo na tarde desta segunda-feira, 22, para debater o cenário eleitoral, em evento da Associação Brasileira de Empresas de Pesquisas. O professor Marcus Figueiredo, do Iuperj também esteve no debate, mediado mediado pela jornalista Cristiana Lôbo.


Meira deu o palpite mais ousado da tarde: "não é impossível imaginar que a Dilma ganhe a eleição já no primeiro turno", afirmou. Segundo ele, quando há candidatos carismáticos, a disputa se concentra mais entre as personalidades desses candidatos. Mas, para ele, nem Dilma nem Serra são carismáticos. ‘Carisma não é o nome dessa eleição’, afirmou.


Ele listou alguns fatores que, na sua avaliação, devem decidir a disputa eleitoral. O primeiro seria a economia: se estiver ruim, a tendência é de mudança - mas a economia é o principal trunfo do governo Lula. Em segundo, o aspecto ideológico - nesse caso, diz ele, 56% das pessoas se definem como sendo de esquerda e 30% como eleitores do PT.


Além disso, ele lembra o tempo de TV como decisivo - e a construção das alianças deve garantir um tempo maior à candidata governista. Por último ele cita algum acidente, debate ou fato inesperado que possa alterar a opinião dos eleitores.


Sua avaliação é parecida com a de Ricardo Guedes, do Sensus. Segundo ele, "Dilma tem produto para mostrar, a economia. O Serra não tem. Hoje a tendência é muito mais pró-Dilma".


Cautela


Já Márcia Cavallari, do Ibope, e Mauro Paulino, do Datafolha, adotaram um pouco mais de cautela em suas exposições, embora tenham admitido cenário favorável à Dilma. Os dois usaram a mesma expressão para definir o caso: "pesquisa é diagnóstico, não prognóstico".


"O comportamento do eleitor não é matemático. A campanha ainda tem muita coisa para acontecer. O que a gente sabe é que o eleitor se sente muito confortável de ter votado no Lula e agora fazer essa avaliação de que acertou. Ele pensa: 'Acertei, e o País está tendo avanços'. O eleitor considera que os avanços foram muito mais profundos no governo Lula. A comparação com o governo FHC é prejudicial para o Serra", afirmou a diretora do Ibope.


De acordo com Márcia, um terço está com Serra, um terço está com Dilma e um terço que vai decidir a eleição. Reservadamente, porém, ela destacou que não só a Dilma está crescendo, como há tendência de queda de Serra, ainda que dentro da margem de erro.


Já Paulino lembrou que na pesquisa Datafolha de dezembro de 2009, 15% dos eleitores não sabiam que a Dilma era a candidata do Lula, mas queriam votar na candidata do Lula. "E o que nós observamos em fevereiro, é que ainda há margem de crescimento para Dilma", afirmou.


Segundo ele, a dúvida é saber se Dilma vai transmitir ao eleitorado que tem a mesma capacidade de administração que o Lula tem."O eleitor vai poder comparar Serra com Dilma, Dilma com Lula".


Paulino ainda defendeu que os institutos divulguem sempre sua base de dados, sua metodologia. "A pesquisa não faz prognóstico, mostra o que acontece naquele dia. Na pesquisa de véspera, [Paulo] Maluf ainda estava na frente da [Luíza] Erundina [na eleição para a prefeitura de São Paulo, em 1988, vencida por Erundina]. Deixar de iludir quem consome pesquisa: a gente faz diagnóstico", afirmou.


Já o professor Marcus Figueiredo, do Instituto Universitário do Rio de Janeiro (Iuperj), também presente ao debate, previu um repeteco de 2002, caso o deputado federal Ciro Gomes (PSB) continue na disputa, com o cearense brigando com Serra. Para Figueiredo, "Serra e Dilma são igualmente antipáticos e igualmente feios. Ideologicamente estão muito próximos. O projeto deverá ser exatamente o mesmo".


Erros em pesquisa


Meira foi questionado também pelo fato de o Vox Populi ter apontado, em 2006, vitória de Paulo Souto (então PFL) no primeiro turno, contra o petista Jaques Wagner, que acabou vencendo as eleições em segundo turno. "Às vezes você erra. Só que você nunca ouve um médico dizendo qual a margem de erro de uma operação de apendicite. O pessoal respondia que queria Paulo Souto, mas já estava pensando em mudar de ideia. Mas eu não estava perguntando para ele se ele queria mudar de ideia", justificou.Agência Estado
FONTE
http://osamigosdapresidentedilma.blogspot.com/2010/03/dilma-pode-ganhar-ate-no-primeiro-turno.html

segunda-feira, 22 de março de 2010

RELAÇÃO DOS FERIADOS DE 2010

RELAÇÃO DOS FERIADOS DE 2010

01/01/2010 (sexta-feira) - Confraternização Universal (Paz Mundial)

16/02/2010 (terça-feira) - Carnaval

02/04/2010 (sexta-feira) - Paixão de Cristo (Sexta-Feira Santa)

21/04/2010 (quarta-feira) - Tiradentes

01/05/2010 (sábado) - Dia do Trabalho

03/06/2010 (quinta-feira) - Corpus Christi (facultativo)

07/09/2010 (terça-feira) - Independência do Brasil

12/10/2010 (terça-feira) - Nossa Senhora de Aparecida (Padroeira do Brasil)

02/11/2010 (terça-feira) - Dia de Finados

15/11/2010 (segunda-feira) - Proclamação da República

25/12/2010 (sábado) - Natal




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Dia Mundial da Água - 22 de março, Declaração Universal dos Direitos da Água

Dia Mundial da Água
História do Dia Mundial da Água, 22 de março, Declaração Universal dos Direitos da Água, sugestões de preservação



Água: um bem natural que deve ser preservado

História do Dia Mundial da Água

O Dia Mundial da Água foi criado pela ONU (Organização das Nações Unidas) no dia 22 de março de 1992. O dia 22 de março, de cada ano, é destinado a discussão sobre os diversos temas relacionadas a este importante bem natural.

Mas porque a ONU se preocupou com a água se sabemos que dois terços do planeta Terra é formado por este precioso líquido? A razão é que pouca quantidade, cerca de 0,008 %, do total da água do nosso planeta é potável (própria para o consumo). E como sabemos, grande parte das fontes desta água (rios, lagos e represas) esta sendo contaminada, poluída e degradada pela ação predatória do homem. Esta situação é preocupante, pois poderá faltar, num futuro próximo, água para o consumo de grande parte da população mundial. Pensando nisso, foi instituído o Dia Mundial da Água, cujo objetivo principal é criar um momento de reflexão, análise, conscientização e elaboração de medidas práticas para resolver tal problema.

No dia 22 de março de 1992, a ONU também divulgou um importante documento: a “Declaração Universal dos Direitos da Água” (leia abaixo). Este texto apresenta uma série de medidas, sugestões e informações que servem para despertar a consciência ecológica da população e dos governantes para a questão da água.

Mas como devemos comemorar esta importante data? Não só neste dia, mas também nos outros 364 dias do ano, precisamos tomar atitudes em nosso dia-a-dia que colaborem para a preservação e economia deste bem natural. Sugestões não faltam: não jogar lixo nos rios e lagos; economizar água nas atividades cotidianas (banho, escovação de dentes, lavagem de louças etc); reutilizar a água em diversas situações; respeitar as regiões de mananciais e divulgar idéias ecológicas para amigos, parentes e outras pessoas.

Declaração Universal dos Direitos da Água

Art. 1º - A água faz parte do patrimônio do planeta.Cada continente, cada povo, cada nação, cada região, cada cidade, cada cidadão é plenamente responsável aos olhos de todos.

Art. 2º - A água é a seiva do nosso planeta.Ela é a condição essencial de vida de todo ser vegetal, animal ou humano. Sem ela não poderíamos conceber como são a atmosfera, o clima, a vegetação, a cultura ou a agricultura. O direito à água é um dos direitos fundamentais do ser humano: o direito à vida, tal qual é estipulado do Art. 3 º da Declaração dos Direitos do Homem.

Art. 3º - Os recursos naturais de transformação da água em água potável são lentos, frágeis e muito limitados. Assim sendo, a água deve ser manipulada com racionalidade, precaução e parcimônia.

Art. 4º - O equilíbrio e o futuro do nosso planeta dependem da preservação da água e de seus ciclos. Estes devem permanecer intactos e funcionando normalmente para garantir a continuidade da vida sobre a Terra. Este equilíbrio depende, em particular, da preservação dos mares e oceanos, por onde os ciclos começam.

Art. 5º - A água não é somente uma herança dos nossos predecessores; ela é, sobretudo, um empréstimo aos nossos sucessores. Sua proteção constitui uma necessidade vital, assim como uma obrigação moral do homem para com as gerações presentes e futuras.

Art. 6º - A água não é uma doação gratuita da natureza; ela tem um valor econômico: precisa-se saber que ela é, algumas vezes, rara e dispendiosa e que pode muito bem escassear em qualquer região do mundo.

Art. 7º - A água não deve ser desperdiçada, nem poluída, nem envenenada. De maneira geral, sua utilização deve ser feita com consciência e discernimento para que não se chegue a uma situação de esgotamento ou de deterioração da qualidade das reservas atualmente disponíveis.

Art. 8º - A utilização da água implica no respeito à lei. Sua proteção constitui uma obrigação jurídica para todo homem ou grupo social que a utiliza. Esta questão não deve ser ignorada nem pelo homem nem pelo Estado.

Art. 9º - A gestão da água impõe um equilíbrio entre os imperativos de sua proteção e as necessidades de ordem econômica, sanitária e social.

Art. 10º - O planejamento da gestão da água deve levar em conta a solidariedade e o consenso em razão de sua distribuição desigual sobre a Terra.






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Gripe SUÍNA = “gripe do agronegócio internacional”

Gripe SUÍNA = “gripe do agronegócio internacional”

UMA GRIPE CHARLATÃ!




Muitas vezes falta à mídia o fundamento crítico e, ao mesmo tempo, a transparência entre as mais variadas notícias. Nem sempre a notícia é notícia. Então, aquilo que deveria informar acaba virando uma contra informação. Dos mais diferentes modos, sabemos que, em determinados momentos, nos tornamos desinformados com o provimento intelectual de pseudo-informações. Eis um caso recente do que afirmamos outrora: a charlatanice da gripe suína.

A indústria de notícias monopoliza a informação e nos aliena na medida em que não elucida as reais situações em que o vírus H1N1 teve início e evoluiu. Desde o primeiro semestre vemos a mídia bombardear os nossos olhos e aterrorizar a nossa consciência em relação aos efeitos drásticos da gripe suína. A única coisa que se sabe é que a supracitada enfermidade surgiu entre os porcos confinados no México e posteriormente veio a ser transmitida aos seres humanos. No entanto, ficam alguns questionamentos de suma relevância: por quais razões a gripe teve início entre os suínos, sendo ela um derivado da gripe aviária? De que forma houve a mutação do vírus dos porcos aos humanos? O que está por trás da gripe suína e o que nos esconde a Organização Mundial de Saúde?

Pouco se sabe, mas a gripe suína surgiu a partir do interesse lucrativo da agroindústria no México. Tudo começou no vilarejo de LaGlória, em Veracruz, no criadouro de porcos pertencentes à Granja Carroll, subsidiária da Multinacional Smithfields Foods. Esta é a maior empresa do mundo em produção, clonagem e comercialização de carne suína e por ser norte-americana não está sujeita as infrações da vigilância sanitária mexicana. A mesma está presente em toda a América do Norte, Europa e China. “Além disso, a multinacional usa dos mais variados mecanismos de pressão e ameaças contra seus funcionários mexicanos para abaixar os salários e aumentar a jornada de trabalho. Também é comum atrasar os salários. Vale-se da prática da demissão sumária ou agressão pura e simples aos operários que filiam-se ao sindicato da categoria. As condições de trabalho são as mais degradantes possível, sem qualquer equipamento de manuseio e de higiene – segundo denúncias publicadas no diário La Jornada, da Universidade Autônoma do México” (José Tafarel). Por isso, a mídia desinformada não assume que a Carroll foi, na verdade, o foco principal de onde surgiu e proliferou-se o vírus H1N1 dos porcos aos humanos.

A produção anual da Carroll é de aproximadamente um milhão de porcos. Ao todo são 907 trabalhadores, 60 mil porcas e 500 mil porcos criados. A população local é quem sofre os efeitos de tamanha criação desregrada, uma vez que as fezes e as urinas dos animais são colocadas em tanques de oxidação, ao ar livre. A partir daí acumulam-se os dejetos fecais e proliferam-se as moscas. Por conseguinte, o subsolo fica contaminado e a contaminação alastra-se pela água através de riachos e dos lençóis freáticos. Foi desta forma, que a população pobre adquiriu o vírus dos porcos e o repassou do México para o mundo. Chamar a respectiva gripe de suína é só mais uma forma ideológica de acobertar a verdade. “O vírus dessa gripe se originou da combinação de múltiplos pedaços de ADN humanos, aviários e suínos. O resultado é um vírus oportunista que acomete animais imunodeprimidos, preferencialmente porcos criados comercialmente em situações inadequadas, não-naturais, intensivas, massivas, fruto de cruzamentos clonados e que se alimentam de rações de origem transgênica, vítimas de cargas extraordinárias de antibióticos, drogas do crescimento e bombas químicas visando a precocidade e o anabolismo animal” (Daniel Wagner).

O mais irônico desta gripe viral é que tanto o seu início quanto a sua cura, por meio de medicamentos, é controlada por grandes multinacionais interessadas em lucros bilionários. Vale ainda ressaltar que
“o nome da gripe é:

“gripe do agronegócio

internacional”

– que precisa responder judicialmente o quanto antes – urgentemente – pela sua ganância e irresponsabilidade com a saúde pública mundial (Daniel Wagner).

Os verdadeiros criadores desta gripe foram a ganância e o interesse pelo lucro a todo e qualquer custo. É o desrespeito pela dignidade humana. Saibamos que: a vazão da água de poços para expurgar resquícios de suínos, a eliminação imprópria de dejetos próxima às nascentes de água e o ar doente pela presença de amoníaco significam a tapeação e o fortalecimento da “Pandemia do lucro” cínico e camuflado pela mídia mundial e pela Organização Mundial de Saúde. A mídia necessita de conversão!

Pe. Robson de Oliveira Pereira, C.Ss.R.

Missionário Redentorista, Reitor da Basílica de Trindade e Mestre em Teologia Moral pela Universidade do Vaticano.
www.paieterno.com.br

fonte

http://sucesso21.wordpress.com/2010/03/22/gripe-suina-%e2%80%9cgripe-do-agronegocio-internacional%e2%80%9d/



Gripe Suína Acesse http://previnasedagripesuina.webs.com/
e PREVINA-SE
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domingo, 21 de março de 2010

Nova etapa da vacinação contra gripe suína

Nova etapa da vacinação contra gripe suína

A partir desta segunda-feira (22), começa mais uma etapa de vacinação contra a influenza A (H1N1) - gripe suína. Até o próximo dia 2, gestantes, crianças com idade entre 6 meses e 2 anos e doentes crônicos poderão ser imunizados gratuitamente contra a doença.

O Departamento de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST), Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde informa que as pessoas com a doença devem ser vacinadas independentemente da contagem de linfócitos T CD4+ (células atingidas pelo vírus HIV).

Nos postos de saúde, os portadores do vírus não precisam revelar sua condição, por terem direito a sigilo da doença, por existir o direito ao sigilo.

É recomendado aos vacinados não realizarem exames de carga viral ou contagem de linfócitos nas quatro semanas posteriores à imunização por haver chances de alteração dos resultados. A estimativa é de que 630 mil pessoas vivam com HIV/aids no Brasil.

Entre os doentes crônicos a serem vacinados nessa etapa estão também pessoas com menos de 60 anos com problemas de coração, pulmão, rins, fígado, câncer, diabéticos e obesos. As grávidas podem receber vacina em qualquer mês de gestação.

Os cidadãos devem estar munidos de documento de identificação com foto e o cartão de vacinação. Os pais devem levar o cartão de vacinação dos bebês. A meta do ministério é imunizar 80% do grupo da segunda etapa.

Segundo o ministério, grávidas em qualquer período de gestação podem receber a vacina. As crianças de 6 meses a 2 anos vão receber uma dose dividida em duas vezes, sendo que a segunda meia dose será administrada 30 dias após a primeira. A lista de doenças crônicas inclui:


- obesidade grau 3 ou antiga obesidade mórbida (crianças, adolescentes e adultos);
- doenças respiratórias crônicas desde a infância (como fibrose cística, displasia broncopulmonar);
- asmáticos (formas graves);
- doença pulmonar obstrutiva crônica e outras doenças crônicas com insuficiência respiratória;
- doença neuromuscular com comprometimento da função respiratória (como distrofia neuromuscular);
- imunodeprimidos (como pacientes em tratamento para aids e câncer ou portadores de doenças que debilitam o sistema imunológico);
- diabetes mellitus;
- doença hepática (como atresia biliar, cirrose, hepatite crônica com alteração da função hepática e/ou terapêutica antiviral);
- doença renal (como insuficiência renal crônica, principalmente em pacientes com diálise);
- doença hematológica (hemoglobinopatias);
- pacientes menores de 18 anos com terapêutica contínua com salicilatos (como doença reumática auto-imune, doença de Kawasaki);
- portadores da Síndrome Clínica de Insuficiência Cardíaca;
- portadores de cardiopatia estrutural com repercussão clínica e/ou hemodinâmica (como hipertensão arterial pulmonar, valvulopatias, cardiopatia isquêmica com disfunção ventricular).


Confira o calendário de vacinação divulgado pelo Ministério da Saúde:

Profissionais de saúde e indígenas - 8 de março a 19 de março

Gestantes, doentes crônicos e crianças de 6 meses a dois anos - 22 de março a 2 de abril

Jovens de 20 a 29 anos - 5 de abril a 23 de abril

Idosos (mais de 60 anos) com doenças crônicas - 24 de abril a 7 de maio

Pessoas de 30 a 39 anos - 10 de maio a 21 de maio

fonte
http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_secao=10&id_noticia=126206




Mega escândalo abala Legislativo paranaense

Mega escândalo abala Legislativo paranaense

Milton Alves *


Um mega escândalo envolvendo o legislativo paranaense foi denunciado esta semana pela RPC/Gazeta do Povo, que desnuda para a opinião pública um amplo, longo e sistemático esquema de corrupção. O caso envolve a Mesa Diretora da Casa e vários deputados.

O esquema, que funciona desde meados dos anos 80, consistia na "publicação" de diários avulsos, com edições de numero limitado, com decretos, nomeações de funcionários fantasmas, atos administrativos e diversas ilegalidades, visando beneficiar parlamentares e os seus apaniguados. O esquema era pilotado pelo diretor-geral da Assembleia, Abib Miguel, mais conhecido pela alcunha de "Bibinho".

Trata-se de um esquema criminoso, que faz parecer coisa de amadores os atos secretos do Senado Federal. Toda a rede de corrupção denunciada pelas reportagens, com base em mais 700 diários oficiais da Assembleia, revelou que um grupo de 20 pseudo-servidores nunca deu expediente, mas recebiam altos salários, alguns deles trabalhavam de forma particular para "Bibinho".

A série de reportagens revelou também que a direção da Assembléia depositou salários acima do previsto por lei a 73 pessoas, totalizando quase R$ 60 milhões, de janeiro de 2004 a abril de 2009. Parte dessas pessoas tem ligação com "Bibinho" e com membros da mesa diretora da casa. O cipoal de corrupção que desmoraliza o Legislativo paranaense utiliza-se de conhecidos mecanismos como o pagamento de supersalários, funcionários fantasmas, o uso de laranjas e uma teia de cumplicidade de deputados e funcionários graduados do parlamento estadual.

O presidente da Assembleia Nelson Justus (Dem) até agora tem procurado minimizar o efeito da tormenta e anunciou medidas paliativas, "meia boca" no popular. A verdade é que a situação exige medidas enérgicas e vigorosas na direção do desmonte do esquema corrupto e com afastamento imediato de todos os envolvidos. Os órgãos de fiscalização e controle como o Ministério Público e o Tribunal de Contas precisam agir com celeridade na apuração dos fatos. A Polícia Federal precisa ser convocada para ajudar na investigação.

Todo o lamentável episódio é revelador de determinadas práticas políticas, baseadas no clientelismo e no compadrio, que ferem gravemente o papel do parlamento como casa de representação da vontade popular, jogando na vala comum da corrupção e do crime a atividade política, o princípio da representação popular e democrática delegada ao parlamentar pelo voto direto da população.

Chama atenção também que até agora apenas três partidos se pronunciaram condenando o esquema corrupto - PPS, PCdoB e PV. Entidades populares e da sociedade civil preparam protestos para o início da próxima semana. Acredito que somente com a mobilização da opinião pública é possível derrotarmos essas práticas e punir com rigor os responsáveis por tais ações criminosas.


http://www.vermelho.org.br/coluna.php?id_coluna_texto=3031&id_coluna=69


Assembleia Legislativa do Paraná vira cabide de emprego político





Assembleiagate: AL vira cabide de emprego político
21 de Março de 2010


Karlos Kohlbach, Katia Brembatti, James Alberti e Gabriel Tabatcheik – da Gazeta do Povo

Os políticos presentes na Assembleia Legislativa do Paraná não se resumem aos 54 deputados em plenário. Há muitos outros, nos corredores, gabinetes e até nas bases eleitorais. São políticos de carreira, que disputaram pleitos em suas cidades e, após a derrota nas urnas, foram contratados como funcionários do Legislativo estadual. Ao cruzar os nomes de todos os funcionários da Assembleia nos últimos 12 anos com a os candidatos das eleições municipais e estaduais paranaenses desde 1996, divulgadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a reportagem da Gazeta do Povo e da RPC TV encontrou 548 nomes que aparecem nas duas listas.

Isso quer dizer que, a cada grupo de 10 servidores do Legislativo, existe um ex-mandatário ou aspirante a político. Entre os atuais funcionários, de acordo com o rol divulgado em abril de 2009 pela Assembleia, estão 163 pessoas que já foram candidatas. Considerando apenas os funcionários comissionados da Casa, é possível encontrar uma porcentagem ainda maior de políticos derrotados em eleições. Na Assembleia, há um servidor de carreira para cada quatro cargos de confiança. Mas para cada concursado que já teve carreira política, há 20 comissionados candidatos.
Por lei, qualquer funcionário público tem direito de se candidatar. Precisa apenas se afastar das funções três meses antes do pleito, sem prejuízo ao salário. Esse quadro mostra que a Assembleia Legislativa do Paraná funciona, muitas vezes, como um cabide de empregos para quem não conquistou o voto do eleitor. Como a maioria é contratada para ocupar um cargo comissionado – cuja definição cabe exclusivamente a cada deputado –, a relação de dependência entre as partes é muito grande.

Pelo cruzamento de dados feito pela reportagem, é possível ver que muitas das pessoas contratadas pela Casa – e pagas com dinheiro público – na verdade atuam somente na defesa dos interesses políticos dos deputados. Vereadores e prefeitos derrotados nas urnas são nomeados, pouco tempo depois das eleições frustradas, para servir aos deputados. Esse estratagema aumenta a quantidade de aliados políticos nas bases para além dos vereadores e prefeitos eleitos. Isso sem falar em filhos de políticos: são mais de duas dúzias que, impedidos de trabalhar junto com os pais por força da súmula do Supremo Tribunal Federal (STF) contra o nepotismo, acabaram migrando para os gabinetes dos deputados.

A maioria dos funcionários-candidatos é insistente. A derrota em um pleito não desmotivou a participação em outros. José Ritti Filho, que já foi prefeito de Santo Antônio da Platina (Norte Pioneiro) por duas vezes – entre1989 e 1993 e entre 2005 e 2007, quando seu mandato foi cassado – é o campeão das tentativas. Participou de cinco eleições desde 1996. Ou seja, só não colocou seu nome à prova em duas das sete disputas realizadas no período.

Outras 40 pessoas que já figuraram na lista de pagamentos da Casa disputaram quatro eleições nos últimos 15 anos. A grande maioria tentou ser ou já foi vereador – em 745 casos, as candidaturas eram para as câmaras municipais. As tentativas de ocupar o cargo de prefeito chegaram a 207. No intuito de expandir a atuação para todo o estado, pelo menos 17 vezes algum servidor da Assembleia tentou virar deputado estadual – o mesmo número de candidaturas para a Câmara Federal.

Localidades

A cidade que mais registra casos de funcionários que viram candidatos ou candidatos que viram funcionários é Curitiba, com 112 ocorrências, seguida por Londrina (23), Piraquara (22) e Pinhais (21). Mas, na verdade, metade do Paraná se faz presente na lista de pagamentos da Assembleia com políticos derrotados em eleições. Candidatos de 207 das 399 cidades paranaenses já foram ou ainda são servidores do Legislativo estadual.

O campeão de contratação de políticos é o ex-deputado Geraldo Cartário (PMDB), que teve o registro de candidatura cassado e deixou a Assembleia em fevereiro de 2009. Entre os 122 funcionários que passaram pelo gabinete do peemedebista, 21 também estavam nas urnas das últimas sete eleições.

Os gabinetes da presidência e da primeira-secretaria também contrataram muitos políticos que perderam disputas. Pelo menos 19 candidatos passaram por cada um desses gabinetes. O partido que mais emprega funcionários-candidatos é o PT, com 12 casos, seguido pelo PMDB (11), DEM (7) e PSDB (6). Só na disputa eleitoral mais recente, em 2008, pelo menos 73 pessoas que constam na lista atual de funcionários da Assembleia foram candidatos. Destes, 53 tentaram vaga nas câmaras municipais e 20 em prefeituras.
fonte
http://www.esmaelmorais.com.br/?p=22340#more-22340




Nasce a nova Eletrobrás

Nasce a nova Eletrobrás


O governo Lula lança oficialmente amanhã,22-03-2010, em grande estilo, a nova Eletrobrás. A empresa, cuja marca — a ser apresentada também amanhã — perde o acento agudo (será Eletrobras) e terá sob o seu guarda-chuva, funcionando de forma integrada, as marcas Furnas, Chesf, Eletrosul e Eletronorte. Hoje, a Eletrobrás é uma holding capenga e as subsidiárias funcionam de forma praticamente independente. A nova empresa, com pretensões internacionais, sonha em ser a Petrobras do setor elétrico. O lançamento deve ser um dos últimos atos oficiais do governo com a participação de Dilma Rousseff como ministra.


A nova companhia, que será a empresa de energia do governo federal, também nasce com ambições internacionais e com um capital de cerca de R$ 120 bilhões, segundo estimativas de mercado. Todas as subsidiárias passarão a ter a mesma marca da holding, nas cores azul e verde, e terão o nome da controladora incluído nos logotipos. Hoje, a estatal é a 10ª empresa de energia do mundo, a quarta em produção de energia limpa e a líder mundial na área de transmissão. Em 10 anos, a prioridade será a internacionalização com foco nas Américas, especialmente Argentina, Colômbia, Estados Unidos e Peru.


Somente este ano, a estatal de energia vai investir R$ 9 bilhões. No ano passado, a empresa destinou R$ 5,4 bilhões a seus projetos. Este ano, os investimentos serão direcionados para as usinas hidrelétricas Santo Antônio e Jirau, em Angra 3, e também em linhas de transmissão ligando Porto Velho a São Paulo. Em 2011 e 2012, a empresa investirá cerca de R$ 15 bilhões.


Governança
O maior desafio da companhia, agora, será melhorar sua governança corporativa, no sentido de buscar fortalecimento por meio de participação em projetos que remunerem adequadamente o capital investido, avaliam especialistas. Entre 1997 e 2007, o IVA da estatal, índice que mede o custo de oportunidade de capital, registrou resultados negativos de forma reiterada. “Por definição, uma empresa deve gerar e não destruir valor para o acionista, que, neste caso, é a sociedade brasileira”, observa Cláudio Sales, presidente do Instituto Acende Brasil.


A nova Eletrobrás terá ainda como desafio prestar um serviço de excelência em energia e levar para a América Latina programas como o Luz para Todos. “A Eletrobras passará a ser uma grande empresa, com um patrimônio liquido enorme, expertise para atuar no exterior e uma marca que será mais respeitada internacionalmente”, diz Aloísio Vasconcelos, consultor de energia e ex-presidente da companhia.-Correio)


O número
INVESTIMENTO
A estatal destinará R$ 9 bi lhões aos novos projetos em 2010. No ano passado, o valor foi menor: R$ 5,4 bilhões

fonte
http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/2010/03/nasce-nova-eletrobras.html




Adeus aos(s) vício(s)? ALCOOLISMO - entrevista com o Dr Olivier Ameisen

Adeus aos(s) vício(s)?
No polêmico livro "The End of My Addiction", cardiologista francês diz haver eliminado sua dependência do álcool com o uso de um relaxante muscular

DENISE MOTA
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

A cura definitiva para o alcoolismo e outros vícios. É dessa meta que trata "The End of My Addiction" (O fim do meu vício, www.amazon.com US$ 15,23), livro do médico francês Olivier Ameisen lançado em janeiro na Inglaterra e com previsão de chegar às livrarias brasileiras ainda neste ano.

Em sua obra, o cardiologista e professor de 55 anos descreve de que modo um relaxante muscular utilizado em tratamentos neurológicos desde os anos 60, o Baclofen, pode eliminar completamente a dependência não somente em relação ao álcool mas à nicotina, à heroína, à cocaína, à anfetamina. Segundo Ameisen, o medicamento atua beneficamente em neurotransmissores vinculados a comportamentos compulsivos e disfunções como ansiedade e depressão.

Seus estudos partiram de uma reportagem publicada no "New York Times", em que um homem paraplégico e dependente de cocaína dizia sentir mudanças nos efeitos da droga depois de haver começado a tomar o relaxante.

Aos céticos, Ameisen apresenta uma lista de médicos, pacientes e evidências. A maior delas, haver sido cobaia do próprio experimento: mergulhado no alcoolismo, com a carreira e as relações pessoais a um passo da ruína, o cardiologista tomou diferentes doses de Baclofen (até um máximo de 270 mg) para verificar as reações que teria. Ao final de cinco semanas, relata haver constatado que podia ver uma taça de vinho -e mesmo tomar alguns goles da bebida- sem necessitar mais esvaziar garrafas e garrafas.

A segunda aposta do francês foi, ao dar a conhecer sua descoberta, em 2004, tornar público também o vício que o havia afastado, em 1997 e por decisão própria, dos hospitais em que clinicava na França e nos Estados Unidos.

De sua casa em Paris, o médico, atualmente professor na State University of New York, conversou com a Folha.


FOLHA - Por que o uso de Baclofen no combate à dependência química enfrenta resistência da comunidade médica. O que se teme?


OLIVIER AMEISEN - Não é temor, é choque. Ninguém nunca pensou que fosse possível curar a dependência completamente e em apenas poucas semanas. O Baclofen é um medicamento antigo, usado por neurologistas às vezes em doses bastante altas para oferecer condições benignas como o alívio de espasmos musculares. Especialistas em dependência começaram a usar essa substância para tratar o alcoolismo em 2000, mas, uma vez que não se comunicaram devidamente com os neurologistas, não estão familiarizados com seu uso e o utilizaram em doses muito baixas, como 30 mg por dia. Verificaram que o Baclofen reduz o desejo de tomar álcool. Mas, uma vez que a vontade permanece, os pacientes têm que lutar diariamente, às vezes a cada hora, a cada minuto, para resistir ao desejo de beber. Eu parti da hipótese de que, se você aumenta a dose em alcoólicos humanos, extermina completamente o desejo de beber álcool como acontece com animais, então você elimina a doença. Como eu estava muito doente, decidi testar minha hipótese em mim mesmo. O resultado é que não sou abstêmio (o que requer esforços), sou indiferente ao álcool. A indiferença ao álcool nunca foi vista antes, é uma "première" mundial. Mas não sabia se isso funcionaria com outras pessoas, por isso pedi estudos clínicos. Um dos problemas é que, como o Baclofen é um medicamento antigo, ele perdeu sua patente e se tornou um genérico. Então, diferentemente de outros remédios que são testados para o tratamento de dependências, não há nenhuma farmacêutica que financiaria esses estudos.

FOLHA - De que forma se define a dose para cada caso?


AMEISEN - Em linhas gerais, o médico prescreve e vai subindo a dose. O critério, por exemplo, é: você é indiferente ao álcool? O que acontece quando você vê uma taça de vinho? Eu posso vê-la, tocá-la, tomar alguns goles, colocá-la onde estava e abandoná-la. A dose eficaz será dita pelo paciente.

FOLHA - Como o tratamento mudou sua vida?


AMEISEN - Esse tipo de doença, apesar de ser reconhecida como tal, não é vista assim pelas pessoas. Se você tem leucemia ou câncer, ninguém vai dizer: "A culpa é sua". Com o alcoolismo, elas dizem: "Você merece, a culpa é sua, você só tem que parar de beber ou se controlar, como eu faço". O que elas não entendem é que você não pode parar, simplesmente não pode. Claro que minha família e meus amigos não compreendiam isso. Eles racionalmente entendiam que eu não conseguia parar de beber, mas dentro deles não podiam acreditar nisso. Médicos bebem muito, é uma maneira de medicar nosso estresse. Foi uma decisão muito difícil [a de publicar a pesquisa], era o meu nome em jogo. Tenho muitos amigos e colegas alcoólicos, e que eu não sabia que o eram, que me procuraram agora em busca de tratamento. Médicos são seres humanos, eles pegam gripe como qualquer outra pessoa. Conheci pessoas que me disseram: "Não consigo entender, você tem tudo para ser feliz, você é médico". E daí? Marilyn Monroe tinha tudo, era uma mulher bonita e rica. O alcoolismo pode acontecer com qualquer pessoa, não discrimina ninguém.



[...] SE VOCÊ TEM CÂNCER, NINGUÉM VAI DIZER:

"A CULPA É SUA".
COM O ALCOOLISMO, ELAS DIZEM:
"VOCÊ SÓ TEM QUE PARAR DE BEBER OU SE CONTROLAR, COMO EU FAÇO"
fonte
http://www.uniad.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=186:adeus-aoss-vicios&catid=29:dependencia-quimica-noticias&Itemid=94






O Fim do meu vício DO ALCOOLISMO


O Fim do meu vício
DO ALCOOLISMO

com remédio chamado Bacoflen





Olivier Ameisen



A história do médico que descobriu remédio contra o alcoolismo e se curou da doença

“Uma história arrebatadora sobre a incrível descoberta de uma cura que, em breve, pode estar ao alcance de todos. Se você ou alguém próximo de você sofre de alcoolismo ou dependência química, está na hora de ler este livro.” - David Servan-Schreiber, autor de Anticâncer (mais de 60.000 exemplares vendidos no Brasil)



“Eis o livro e a descoberta que estão ganhando manchetes no mundo inteiro.”– ABC News

“[Este livro] teve um efeito estarrecedor no tratamento médico contra a dependência, e renova as esperanças para muitos alcoólicos.” – Le Monde

O médico francês Olivier Ameisen trabalhava em um dos mais respeitados hospitais universitários dos Estados Unidos, atendia pacientes famosos em seu consultório em Manhattan e tinha uma bela namorada. Era um cardiologista brilhante quando o alcoolismo tomou conta da sua vida. Como acontece com a maior parte das vítimas da doença, começou a beber pouco a pouco; uma dose para vencer a ansiedade, outra para relaxar ou desinibir. Parecia tarde demais quando percebeu que não podia mais passar um dia, algumas horas, sem beber.

Já sem qualquer controle da própria vida, entre as internações em centros de desintoxicação, as reuniões dos Alcoólicos Anônimos e as inevitáveis fases de bebedeira, travava uma batalha diária contra o preconceito, o medo e o desejo de beber. Como médico, no entanto, não perdia a esperança de que um dia encontrassem uma cura para a doença. Foi quando descobriu que o baclofeno, uma droga de patente livre e já largamente utilizada contra espasmos musculares, inibia com eficiência o desejo de beber se usada em doses determinadas. Servindo de cobaia, começou a tomar doses diárias do remédio e há cinco anos está completamente indiferente ao álcool.

"Comecei tomando cinco miligramas por dia. Além da diminuição do desejo de beber, os primeiros efeitos foram uma sensação mágica de relaxamento muscular e um sono de bebê. Quando cheguei ao máximo de 270 miligramas diárias, senti que estava curado. Hoje posso tomar um copo de bebida sem sentir qualquer efeito do alcoolismo", afirma ele, que atualmente dedica-se a divulgar o uso do baclofeno no tratamento da dependência química e a incentivar novas pesquisas sobre a droga.

Em O fim do meu vício, Olivier Ameisen confessa suas fraquezas e conta todo o doloroso processo entre o diagnóstico e a cura com sinceridade e coragem comoventes. O livro é um relato desconcertante e ao mesmo tempo uma oportunidade de descobrir como é possível superar os estragos provocados pelo alcoolismo.

"Só um em cada cinco alcoólatras pára de beber sem ajuda de um tratamento. Isso significa que precisamos descobrir um jeito de ajudar as outras 80% das vítimas que não conseguem. As evidências indicam que força de vontade e espiritualidade não são suficientes para salvá-las", alerta o médico, lembrando que tratamentos como os 12 passos do AA são eficientes para manter o alcoólatra longe do copo, mas não levam à cura, definitiva da doença.

Sobre o autor:

O francês Olivier Ameisen é cardiologista e professor universitário. Foi a primeira pessoa a ocupar o cargo de médico oficial do Primeiro Ministro da França e fez parte da renomada equipe de cardiologistas do Centro Médico Weill-Cornell, em Nova York. Em 2000, foi condecorado pelo governo francês com a Legião de Honra.

fonte
http://www.objetiva.com.br/livro_ficha.php?id=752