Marvada!
Cachaça: Vinho de cana
A princípio, só escravos gostavam de cachaça
Cabras e burros, quem diria, foram os primeiros a experimentar cachaça.
A bebida não passava de um caldo grosso, a cagaça, sobra das caldeiras que os engenhos de açúcar jogavam nos cochos dos animais e que acabava fermentando ao léu.
Até que algum escravo curioso resolveu dar uma bicadinha... e o resto da história não é muito difícil de imaginar.
A produção começou no fim do século 16, mas demorou muito tempo para que a pinga chegasse à casa-grande.
Em 1610, o marinheiro francês Pyrard de Laval (1570-1621) registrou a bebida em seus escritos, referindo-se a ela como vinho feito com suco de cana, mas deixou bem claro que era coisa de “escravos e filhos da terra”.
“Era para o consumo dos negros, durante o inverno ou em caso de enfermidades”
afirma Jairo Martins da Silva em Cachaça –
O Mais Brasileiro dos Prazeres.
A exceção, ele diz, eram os marinheiros, “para que suportassem a longa viagem, através do oceano, entre a África e o Brasil”.
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