quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Buscai as Coisas do Alto - Padre Léo VIDEO

Buscai as Coisas do Alto

Depoimento emocionante de Padre Léo sobre sua enfermidade, que posteriormente o levou a morte.
Padre Léo: uma lição de vida, mesmo depois da morte!



BUSCAPÉ

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Balanço e desafios para um novo ano




Balanço e desafios para um novo ano
30 de dezembro de 2009


Final de ano é momento de fazer balanço das atividades do período que passou, avaliar os avanços e as dificuldades encontradas e começar a planejar o ano que vem chegando.

2009 vai ficar marcado na história como o ano da grande crise capitalista que assolou os mercados financeiros de todo mundo. Crise que se iniciou nos EUA, mas varreu vários países, ricos e pobres, quebrando bolsas, bancos, empresas e, sobretudo, desmoronou a hegemonia ideológica das certezas dos grandes capitalistas no seu deus Mercado, o chamado neoliberalismo.

Tivemos a triste notícia que, segundo a ONU, o número de famintos já passa de 1 bilhão de pessoas, ou seja, a cada seis pessoas uma passa fome em alguma parte do mundo. Houve ainda um aumento da concentração da riqueza e renda em todo planeta, globalizado pelo jeito capitalista de funcionar.

A derrubada das florestas pelo agronegócio e a grande quantidade de carros produzidos no último período para salvar a crise têm agravado ainda mais os problemas ambientais, obrigando o mundo a debater o aquecimento global e suas consequências para a humanidade. Além disso, a pecuária intensiva e o modelo produtivo do agronegócio, - que se baseia no uso abusivo de máquinas e venenos agrícolas - aumentaram o desequilíbrio ambiental no meio rural.

Todos esperávamos que os chefes de Estado compreendessem a gravidade da situação e que em Copenhague assinassem um compromisso de recuperação da Terra. Triste engano. Os governos dos países responsáveis pelos maiores desequilíbrios continuam iguais, cada vez mais insensatos e irresponsáveis. Afinal não querem mudar seu padrão de consumo, nem seus privilégios, pagos por toda humanidade. Como bem avaliaram a Via Campesina internacional e os movimentos ambientalistas: só a mobilização popular pode agora salvar a vida no planeta.

No Brasil, o ano foi marcado por debates importantes, como a questão das reservas do petróleo no pré-sal, que pode mudar o rumo da economia e dos problemas sociais; a atualização dos índices de produtividade, promessa assumida pelo governo Lula desde maio de 2005, que poderia acelerar a Reforma Agrária; e a redução da jornada de trabalho para 40 horas, pauta antiga dos trabalhadores, agora assumida por todas as centrais sindicais.

Também tivemos um ano marcado pela criminalização da pobreza e dos movimentos sociais. Temos visto em diversos governos estaduais, que o Estado continua com posições reacionárias, judicializando os problemas sociais e criminalizando os movimentos que organizam as lutas e batalhas de resistência nas comunidades pobres das grandes cidades e do campo. O MST pagou caro, perdemos o companheiro Elton Brum, assassinado pela Brigada Militar gaúcha. E tivemos vários mandatos de prisões contra nossas lideranças.

Na luta política, a direita brasileira ampliou sua presença nos espaços que detêm hegemonia, como o Poder Judiciário, transformando o presidente do STF em mero porta-voz de seus interesses. No Congresso Nacional, além dos inúmeros casos de corrupção, a direita aumentou a ofensiva com projetos de lei que caminham na contra-mão da história, como tentativas de apropriação da Amazônia, mudanças no Código Florestal e a intenção de liberar completamente o uso e comercialização de venenos agrícolas e sementes transgênicas.

Na Reforma Agrária

Fizemos grandes jornadas de lutas cobrando o cumprimento da Reforma Agrária, em abril e agosto, mas mais uma vez fechamos o ano com poucos avanços para a Reforma Agrária. Estima-se que foram assentadas menos de 20 mil famílias, ou seja, apenas 20% da meta proposta pelo proprio Incra, de 100 mil famílias por ano. Mais de 96 mil famílias continuam acampadas, em sua maioria há mais de três anos debaixo de um barraco de lona.

Tivemos algumas melhorias nos assentamentos, como a expansão da energia elétrica, água encanada, moradia e infra-estrutura. No entanto, não houve avanços em uma questão central para o desenvolvimento dos assentamentos: a implementação de agroindústrias cooperativadas, a universalização do atendimento público de assistência técnica e uma política de crédito rural adequada aos assentados. O Pronaf tem se mostrado insuficiente para resolver os problemas dos assentados, mesmo aumentando o volume do crédito. Essa situação dificulta o aumento da renda das famílias.

Diante desse balanço, nosso papel prioritário é seguir organizando os trabalhadores para garantir o assentamento das famílias acampadas e melhorar as condições de vida das famílias já assentadas, avançando no debate e na implementação de uma Reforma Agrária popular.

Desafios para 2010

2010 nos exige o enfrentamento de muitos desafios, desde a luta geral por mudanças na politica até na luta por Reforma Agrária.

Precisamos consolidar alianças com setores do movimento social e sindical do meio urbano, já que os desafios são grandes, e exigem a mobilização de toda classe. Os temas agrários também se resolvem com a mobilização de toda classe, para alterar a atual correlação de forças politicas. Precisamos contribuir na organização, junto com as pastorais sociais, Assembléia Popular e Coordenação de Movimentos Sociais, para realização de um plebiscito pelo limite máximo da propriedade da terra no Brasil. Buscaremos também fortalecer a luta pela redução da jornada de trabalho e seguir pautando, denunciando e enfrentando a criminalização dos movimentos sociais, além de lutar para garantir que o petróleo do pré-sal pertença de fato ao povo e seus recursos sejam destinados para o combate à pobreza e investimento na educação e na saúde da população brasileira.

O próximo ano terá o desafio das eleições e, mesmo sabendo das limitações da democracia representativa burguesa, entendemos que é importante aproveitar esse momento, em que a população se envolve no pleito, para fazer um grande debate. É momento oportuno para discutir os problemas sociais e estruturais do país e pautar a necessidade da construção de um projeto popular para o Brasil. Precisamos votar nos candidatos socialistas e progressistas, comprometidos com a Reforma Agrária, e não deixar que candidaturas de direita se elejam com votos dos trabalhadores.

O Brasil precisa mostrar ao mundo no próximo período que, mais do que ser o país das Olimpíadas ou da Copa, precisa ser um país de justiça social, para todos os seus cidadãos. Um país sem analfabetos e símbolo da produção agroecológica. Um país onde não haja mais concentração de terra, nem de renda. É esse o país que desejamos a todas e todos em 2010.
FONTE
http://www.mst.org.br/node/8892

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terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Nossa Senhora Aparecida, abençoai-nos.

Nossa Senhora Aparecida, abençoai-nos.

Gifs by Oriza - Lindos gifs, poemas, mensagens, recadinhos, scraps

A_S e q u e a n c i a_de_Fibonacci

A_S e q u e a n c i a_de_Fibonacci






O número fi e a seqüência de Fibonacci

Definido por Euclides (360 a.C.-295 a.C.) como resultado de uma operação geométrica bastante simples, o número fi pode ser observado em padrões matemáticos, físicos e biológicos. Além disso, é usado como referência estética nas artes plásticas.

Também conhecido como “proporção áurea”, o fi é dado pela razão entre dois segmentos de reta, AB e AC, tal que C é um ponto intermediário entre A e B escolhido de forma que AC/CB = AB/AC. Essa razão vale 1,6180339887... e, como você já deve ter desconfiado, é um número irracional, assim como pi, e, raiz quadrada de 2 etc.

Em 1202, um matemático de Pisa conhecido como Fibonacci publicou em seu “Livro dos Ábacos” um problema que consistia em calcular quantos coelhos poderiam ser produzidos em um ano, a partir de um único casal. Supondo que cada casal leva um mês, após nascer, para ficar fértil e gera sempre outro casal a cada mês, e que nenhum coelho morre durante o ano, Fibonacci chegou a uma seqüência que dava o número de coelhos a cada mês: 1, 1, 2, 3, 5, 8, 13, 21, 34, 55, 89, 144, 233, 377...

Essa série, em que cada termo é obtido pela soma dos dois números imediatamente anteriores, ficou conhecida como a “seqüência de Fibonacci”. E qual a sua relação com a proporção áurea? Acontece que, como notou o célebre Johannes Kepler em 1611, a divisão entre um número de Fibonacci e seu precedente leva ao número fi quando se avança para valores cada vez maiores na seqüência. Ou seja, F(n)/F(n - 1) tende para fi quando n tende para infinito.

De modo inverso, os números de Fibonacci podem ser gerados a partir de uma “lei de potência”, o que os caracteriza como números não completamente aleatórios e intriga cientistas e matemáticos que os encontram nas mais diversas situações.

Talvez por ter sido descoberta na geometria, a proporção áurea foi muito utilizada por artistas da pósrenascença na composição de seus quadros. Uma construção geométrica que leva a um resultado interessante começa com um retângulo onde a razão entre a largura L e a altura H seja justamente fi. Esse é um retângulo áureo. Dividindo agora essa figura pra formar um quadrado de lado H, obteremos, com a parte restante, outro retângulo áureo. Repetindo o processo nesse segundo retângulo, obteremos outro quadrado e outro retângulo, também áureo. Continuando a brincadeira, obteremos retângulos áureos cada vez menores que convergem para um ponto, chamado de pólo da construção. Esse pólo é o encontro das diagonais dos retângulos áureos da construção .

Em seguida, traçando circunferências com raios iguais aos lados dos quadrados formados, chegaremos a uma curva que leva ao pólo e que se assemelha a uma espiral logarítmica – traçando qualquer reta a partir do pólo, ela irá cortar essa espiral sempre com o mesmo ângulo. Isso ajuda a entender porque aves predadoras, como águias, falcões e gaviões, descem sobre suas presas seguindo uma espiral como essa, com o alvo no pólo. Como os olhos das aves são laterais, fazendo isso ela mantém a presa sempre na mesma linha de visão, sem que precise girar a cabeça, o que prejudicaria a aerodinâmica do seu vôo.

No mundo vegetal, o número fi e a seqüência de Fibonacci surgem em muitas situações, como no arranjo dos galhos nos troncos das árvores ou nas espirais formadas na casca do abacaxi. Eles também aparecem em fenômenos físicos, como observado em experiências de transmissão da luz por camadas de vidro com índices de refração diferentes. Esses e outros exemplos são descritos com mais detalhes no artigo "O Número Fi e a Seqüência de Fibonacci", escrito pela professora Maria Efigênia Gomes de Alencar, publicado na revista Física na Escola v.5, n. 2.





sábado, 26 de dezembro de 2009

O Bom Velhinho e o Homem de 2009 anos - video

O Bom Velhinho e o Homem de 2009 anos
Alberto Quintino





Nesta época do ano vê-se a correria para lá e pra cá de gente comprando isso ou aquilo pois "preciso dar alguma coisa senão fica chato, né"? E o que encontramos em toda mídia, nas ruas, lojas, casas, é aquele homem de cabelos e barbas brancas, vestido de vermelho e branco, com ar carinhoso, gentil, acolhedor: "Papai Noel". É inegável que esta figura transmite esta alegria toda, que contagia tanto consumidores como o comércio em geral. E ficam satisfeitos com isso! É, tem razão de chamarem-no de o "bom velhinho"! :-)

Ele também desperta a vontade da comilança e até da "bebelança" (rs) nestas festas natalinas. Pecado da gula? Não! Como num aniversário qualquer, este também é assim. Salgados, doces, bebidas, mas o ícone que ele representa, independente de ter ou não ligação religiosa, é exatamente isso: alegria, fartura, confraternização.

Enquanto um precisa de um marketing para continuar a ser o "bom velhinho", que já nasceu velhinho, o outro chega aos 2009 anos sempre renovado. Velho? Não. Mas não por sua aparência, mas pelos "presentes" que a história nos conta que distribuiu: amor, benevolência, fraternidade, compaixão. Percebe que isso não custa nada? Não precisa de comércio para espalhá-lo? Que marketing heim?

Portanto festejemos hoje o aniversário do "Senhor... de 2009 anos", que é filho d"Ele, nosso irmão! Parabéns para todos nós que podemos tê-lo como ícone no Natal (nascimento) dele para, em nome dele, espalharmos toda sensibilidade e amor no decorrer do ano de 2010!!!


quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

o presidente Lula celebrou o Natal ao lado dos Catadores de Materiais Recicláveis e da População em Situação de Rua, em São Paulo - VIDEO

o presidente Lula celebrou o Natal ao lado dos Catadores de Materiais Recicláveis e da População em Situação de Rua, em São Paulo
veja o video:



Nesta quarta (23), o presidente Lula celebrou o Natal ao lado dos Catadores de Materiais Recicláveis e da População em Situação de Rua, em São Paulo, na Quadra do Sindicato dos Bancários.

Esta é a sétima vez que o presidente comemora o Natal ao lado dos sem-teto, e compareceram cerca de 900, na quadra.

A organização é do Movimento Nacional de População em Situação de Rua (MNPR) e Movimento Nacional de Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR).

Em 2003, foi criado o Comitê Interministerial de Inclusão Social dos Catadores de Materiais Recicláveis, coordenado pelo Ministério das Cidades, a fim de integrar as ações do governo Federal para melhoria das condições de trabalho dos catadores. Desde então, só no Estado de São Paulo, já foram construídos 45 galpões de triagem para coleta seletiva destinada a cooperativas de catadores de recicláveis. O investimento é de R$ 18,5 milhões.

Política Nacional para a População em Situação de Rua

O presidente levou 5 ministros junto, e assinou decreto que instituiu a Política Nacional para a População em Situação de Rua, que pretende monitorar as demandas dos sem-teto e incluir essa população nas contagens oficiais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Imóveis fechados do INSS virarão moradia para sem-teto

O Ministério das Cidades, por meio das Secretarias Nacionais de Programas Urbanos e da Habitação, adquire numa primeira etapa 25 imóveis do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) localizados em áreas centrais de Vila Velha (ES), Floriano (PI), Suzano (SP) São Paulo (SP), Rio Grande (RS), Ipatinga (MG), João Pessoa (PB), Curitiba (PR) e Mossoró (RN). O investimento ultrapassa R$ 20 milhões.

A aquisição dos imóveis, todos desocupados, serão reformados e convertidos em residenciais, beneficiarão famílias de baixa renda por meio do Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social (FNHIS)

Para o próximo ano está prevista a aquisição de aproximadamente 60 imóveis.Os recursos utilizados pelo Ministério das Cidades são originários do Orçameno Geral da União (OGU).

O presidente Lula incentivou à população mais carente a reinvidicar melhorias, sem limites.

O Presidente cobrou agilidade dos catadores para que apresentem suas reivindicações a tempo de serem incluídas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) de 2011 a 2015, que será cumprido pelo próximo presidente, mas que Lula pretende aprovar no ano que vem.

"Quando eu vier aqui em dezembro do ano que vem, já tem uma outra pessoa eleita. Eu já serei rei posto, e rei posto não pode mais fazer promessa não. Ou faço agora o que eu posso cumprir ou não dá para fazer depois", disse Lula.

"De qualquer forma, se for quem eu penso que vai ser (eleito), nós podemos trazer junto aqui para fazer promessa", acrescentou, sem mencionar diretamente o nome de Dilma, ministra-chefe da Casa Civil e pré-candidata às eleições presidenciais de 2010.

O discurso inteiro está disponível em áudio no blog do Planalto:
http://blog.planalto.gov.br/sem-limites-para-reinvidicar/
FONTE
http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/2009/12/presidente-no-natal-dos-catadores-de.html

Lula escolhido como homem do ano de 2009

Jornal francês Le Monde escolhe Lula como homem do ano


No mês de novembro, o Presidente Lula foi eleito também pelo mesmo jornal Le Monde, a personalidade do ano. Agora, o jornal elegeu o Presidente, o homem do ano. A matéria traduzida do jornal Francês diz que…Pela primeira vez na sua história, o mundo decidiu nomear a pessoa do ano. “Sua personalidade” do ano. O exercício pode parecer arriscado ou banal. Quem distinguir? Com que critérios? Em nome de que valores? Como a diferenciação entre grandes e prestigiados colegas estrangeiros, como a revista Time, que há muito já ultrapassou esse caminho, elegendo a sua “Personalidade do Ano”?
Nossas conversas têm destaque o que nos une sob a bandeira do Mundo. Desde os últimos sessenta e cinco anos, o título do nosso trabalho é um convite a olhar global, optamos por uma pessoa cujo trabalho e reputação tomou uma dimensão internacional. Ansioso para escapar escolhas forçadas que poderia trazer-nos para o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama (mas ele era mais humano, em 2008, de 2009), também foram excluídos os valores “negativos”, embora a sua ação é fundamental na nova configuração global: Vladimir Putin e a sua tentação tentativa de reconstituir o império soviético, Mahmoud Ahmadinejad, cujo cada palavra e cada ação é um desafio para o Ocidente.

Desde a sua criação, o Le Monde, marcado pela mente analítica de seu fundador, Hubert Beuve-Méry, um jornal quer (re) construção, se não espero que veículo em seu caminho uma parte do positivismo Auguste Comte, pega o caso para os homens de boa vontade. Portanto, para este primeiro compromisso, agora desejam renovar a cada ano, a nossa escolha por causa do coração e tem incidido sobre o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, mais conhecido sob o simples nome de Lula.

Sentimos que por sua carreira singular do antigo sindicalista, para seu sucesso na condução de um país tão complexo como o Brasil, com sua preocupação com o desenvolvimento econômico, a luta contra as desigualdades e a defesa do ambiente, Lula foi bem merecido … o mundo.Veja a matéria em Frances:

Lula, l'homme de l'année 2009, par Eric Fottorino

our la première fois dans son histoire, Le Monde a décidé de désigner la personnalité de l'année. "Sa" personnalité de l'année. L'exercice pourrait paraître hasardeux ou galvaudé. Qui distinguer ? Selon quels critères ? Au nom de quelles valeurs ? Comment se différencier de grands et prestigieux confrères étrangers, tel l'hebdomadaire américain Time, qui nous a depuis longtemps devancés sur ce chemin en élisant sa "person of the year" ?


Nos discussions ont ainsi mis en lumière ce qui nous rassemble sous la bannière du Monde. Puisque, depuis soixante-cinq ans, le titre de notre journal est une invitation au regard planétaire, nous avons choisi une personnalité dont l'action et la notoriété ont pris une dimension internationale. Soucieux de sortir des choix obligés qui auraient pu nous porter vers le président des Etats-Unis, Barack Obama (mais il fut davantage l'homme de 2008 que celui de 2009), nous avons aussi écarté les personnalités "négatives", encore que leur action soit déterminante dans la nouvelle configuration mondiale : Vladimir Poutine et sa tentation-tentative de reconstituer l'empire soviétique; Mahmoud Ahmadinejad, dont chaque parole et chaque acte sont un défi à l'Occident.

Depuis sa création, Le Monde, marqué par l'esprit d'analyse de son fondateur, Hubert Beuve-Méry, se veut un journal de (re)construction, sinon d'espoir; il véhicule à sa manière une part du positivisme d'Auguste Comte, prend fait et cause pour les hommes de bonne volonté. C'est pourquoi, pour cette première désignation, que nous souhaitons désormais renouveler chaque année, notre choix de raison et de cœur s'est porté sur le président brésilien Luiz Inacio Lula da Silva, plus connu sous le simple nom de Lula.

Il nous a paru que par son parcours singulier d'ancien syndicaliste, par sa réussite à la tête d'un pays aussi complexe que le Brésil, par son souci du développement économique, de la lutte contre les inégalités et de la défense de l'environnement, Lula avait bien mérité… du monde.
fonte

http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/

http://www.esmaelmorais.com.br/?p=17126&cpage=1#comment-11474

Novo vídeo-bomba caixa 2 campanha Beto Richa Curitiba

Novo vídeo-bomba caixa 2 campanha Beto Richa Curitiba

Novo vídeo-bombo que revela as entranhas do Comitê Lealdade, montado para comprar votos para a reeleição do prefeito de Curitiba, Beto Richa (PSDB).
FONTE
http://www.youtube.com/watch?v=nbSk6YVZWUY

http://www.youtube.com/watch?v=nbSk6YVZWUY

Veja o video:

Políticos do DF recebem novas acusações -com homenagem a Brasília - VIDEO

Políticos do DF recebem novas acusações - homenagem a Brasília

Políticos acusados de receber propina do governo do Distrito Federal são alvo de novas denúncias. A suspeita, agora, é de superfaturamento no patrocínio da escola de samba Beija-Flor que em 2010 vai homenagear Brasília.








Salete Lemos fala sobre o roubo dos bancos brasileiros...

Salete Lemos fala sobre o roubo dos bancos brasileiros...

PARABÉNS, Salete Lemos

precisamos de mais jornalistas que critiquem duramente os lucros bancários




Os melhores tombos de bêbados - Beber, Cair e Levantar video

Os melhores tombos de bêbados - Beber, Cair e Levantar video





"Seguiremos organizando o povo para a luta"

"Seguiremos organizando o povo para a luta"

"Seguiremos organizando o povo para a luta" 23 de dezembro de 2009
Em 2009, fizemos grandes jornadas de lutas e mobilizações que recolocaram a Reforma Agrária na pauta do governo e da sociedade. Apontamos que a democratização da terra era e é a saída para a crise e, como consequência, enfrentamos diversas ofensivas e tentativas de criminalização por parte do inimigo - cujas tentativas de desmoralização culminaram na instalação de uma CPMI contra a Reforma Agrária.

Joba Alves , da coordenação nacional do MST, faz um balanço político das lutas do Movimento em 2009 e elenca os desafios para 2010.

Confira a entrevista.

Quais foram os principais focos da luta do movimento este ano? Por quê?

Nossa atuação se deu centrada em trazer para a pauta do governo e da sociedade a Reforma Agrária, que estava sendo pouco debatida na agenda política e praticamente abandonada pelo governo como política pública.

O governo fez uma opção pelo agronegócio como modelo de desenvolvimento para o campo brasileiro e mantém a realização da Reforma Agrária como resolução de conflitos sociais isolados.

Fizemos lutas pelo assentamento das mais de 90 mil famílias acampadas. Além disso, reivindicamos a recomposição do orçamento da Reforma Agrária, que sofreu cortes pelo governo que alegou ser por conta da crise econômica.

Como parte da luta, exigimos a atualização dos índices de produtividade que há mais de 30 anos estão desatualizados. Isso impulsionou o acirramento com o latifúndio.

Também faz parte das nossas reivindicações uma melhor política de desenvolvimento para os assentamentos. Neste aspecto, as nossas lutas cumpriram um papel fundamental, tanto do ponto de vista da força que demonstrou no acampamento em agosto, quanto pela articulação junto à sociedade, imprescindível nas conquistas.

Mantivemos o enfrentamento às transnacionais da agricultura, que avançam no controle da produção, do território e dos recursos naturais, travestidas de agronegócio.

Na luta política, contribuímos em temas como o da crise financeira, fazendo um amplo debate com forças da classe trabalhadora para tirar um entendimento comum sobre a crise e seus efeitos, além de uma agenda comum de lutas dos setores populares do país, visando uma unidade entre os diversos movimentos sociais.

Defendemos também o controle popular e nacional sobre os recursos naturais (e a estratégica função que cumprem para a conquista da nossa soberania), que se expressou na campanha em defesa do petróleo, onde contribuímos na articulação de um caráter nacional.

Tivemos também uma importante atuação em defesa do ambiente e participamos de articulações com diversos setores contra mudanças devastadoras propostas pelo agronegócio no Código Florestal. Entendemos que a destruição da legislação ambiental causará uma maior degradação da natureza para beneficiar a expansão do agronegócio.

Qual o balanço do processo de Reforma Agrária neste ano? Houve algum avanço?

Tivemos vitórias políticas simbólicas, mas houve pouco avanço no campo econômico. Do ponto de vista das desapropriações, não há o que comemorar. Não houve um número significativo de famílias assentadas. Ao contrário, foi o pior ano em conquista de assentamentos - praticamente não houve nada.

As nossas conquistas se deram no campo político, como a conquista do compromisso do governo em atualizar os índices de produtividade - uma reivindicação histórica dos movimentos de luta pela Reforma Agrária no país.

A desapropriação da fazenda Nova Alegria, em Felisburgo, além de representar uma conquista por toda história e simbologia, traz um novo precedente importante para as desapropriações de terras no país com a utilização do critério da função social ambiental. Isso era coisa até então inédita no país e que pode possibilitar novas desapropriações.

Outra vitória no campo político foi a conquista da área da Syngenta no Paraná, que impôs uma derrota às transnacionais e que leva o nome do nosso companheiro Keno, que marca a história de resistência.

São simbólicas também as condenações sofridas pelo Estado brasileiro na OEA, que confere uma derrota moral não só aos latifundiários (que a depender da parte mais poderosa da Justiça brasileira se manterão impunes), mas ao conjunto das instituições brasileiras que criminalizam os movimentos sociais e agem com parcialidade.

Significa um reconhecimento internacional às perseguições impostas às lutas populares por setores do Estado brasileiro. Nesse mesmo sentido, a realização do acampamento nacional em Brasília representou uma grande demonstração de força política, de unidade e de forte apoio da sociedade à reforma agrária e ao MST.

E quais conquistas podemos destacar?

A nossa conquista principal foi trazer a Reforma Agrária para a pauta do centro do governo e da sociedade, numa correlação de forças tão adversa e, ao mesmo tempo, impor derrotas mesmo que no campo político e simbólico aos setores mais reacionários do país.

A nossa capacidade de dar respostas aos ataques do latifúndio, aliado a setores do Poder Judiciário, da mídia e da Polícia Militar no RS, SP, PE e Pará, onde não só a nossa base respondeu com as lutas de massa, como soube mobilizar amplos setores da sociedade que se posicionaram em defesa do MST e da Reforma Agrária.

O Acampamento Nacional deu uma demonstração de força política do MST e trouxe para a pauta da sociedade e do governo a Reforma Agrária e impôs respeito frente aos nossos inimigos e ao governo federal.

Precisamos valorizar também as diversas iniciativas de defesa do MST assumidas por inúmeros setores da sociedade frente aos processos de criminalização impostos por nossos inimigos, numa demonstração de solidariedade.

Precisamos saber interpretar e valorizar a conquista de Felisburgo e a vitória contra a Syngenta no Paraná, e a conseqüente importância para a luta pela Reforma Agrária.

Qual a avaliação da postura política e das ações do governo federal e do Incra em 2009?

O governo federal fez uma opção clara pelo agronegócio como modelo a ser aplicado no campo brasileiro e tem atuado com descaso em relação à Reforma Agrária, que está sendo tratada como política compensatória e só é aplicada em situação de conflito social, não como política de Estado para combater o latifúndio e a concentração da terra.

O governo federal segue a mesma política do seu antecessor, maquiando os números de famílias assentadas, incluindo nos dados regularização fundiária, reposição de lotes, projetos de colonização. São ações importantes, mas que não mexem com a estrutura de concentração fundiária.

O governo vem apostando também em políticas que favorecem a concentração de terra, como a política proposta pelo governo para a produção de etanol e biodiesel, que tem na visão deles o agronegócio como modelo. São opções como essas que tornam o país o maior concentrador de terras do mundo, como atestou recentemente o censo agropecuário.

Grande parte da bancada ruralista é base de apoio do governo federal, que cobra suas faturas pra apoiar o governo em processos de votações importantes no Congresso e na véspera de período eleitoral.

Assistimos, ao longo do ano, a episódios como o assassinato de Elton Brum no RS, o fechamento das escolas itinerantes, tentativas de criminalização no Pará e Pernambuco. Como o Judiciário se articulou nesse processo de recrudescimento da criminalização do MST em 2009?

Na verdade, grande parte do Judiciário brasileiro sempre esteve historicamente comprometida com o latifúndio. Sempre foi muito ágil em reprimir as ações dos movimentos sociais, em especial a luta pela terra, ao mesmo tempo em que sempre foi moroso e parcial com os crimes cometidos pelo latifúndio.

É só olharmos para os assassinatos cometidos contra trabalhadores no campo pelos fazendeiros: praticamente quase nada foi julgado. Além disso, mais de 15 mil famílias estão sendo impedidas de ser assentadas simplesmente por conta de ações de juízes que suspenderam as imissões de posse.

Há um elemento novo que é a manifestação pública, por meio de pronunciamentos políticos fora dos autos de membros do Poder Judiciário em defesa explícita do agronegócio e contra os movimentos sociais, em especial contra o MST. A maior expressão dessa novidade é o presidente do STF, Gilmar Mendes. Isso estimula outros juízes a seguirem o mesmo comportamento, bem como legitima a violência contra os movimentos sociais.

Existe uma articulação estreita entre o latifúndio, judiciário e a mídia: um manda, o outro executa e outro publiciza, dá destaque e cria escândalos. As atitudes do presidente do STF Gilmar Mendes são a expressão maior desta relação promíscua, comprometida com o projeto das elites brasileiras, que no campo têm o agronegócio como o modelo a ser seguido e defendido.

Não por acaso Gilmar Mendes tem se pronunciado politicamente contra as ações dos movimentos sociais e em especial o MST. Apesar dos vários crimes cometidos pelo agronegócio, assassinatos, trabalho escravo, lavagem de dinheiro, entre outros, não há um pronunciamento do ministro contra tudo isso. Ao contrário, ele tem se colocado na defesa destes criminosos, como ocorreu com os Habeas Corpus concedidos por ele, ao banqueiro Daniel Dantas.

Ainda nesse contexto de criminalização, o que a criação de uma CPMI sinaliza?

A CPMI representa a disputa de modelo para o campo entre o agronegócio e a pequena agricultura e os movimentos sociais, que são para o latifúndio um empecilho para a consolidação total do agronegócio.

Além de os movimentos sociais fazerem a luta direta pela defesa da Reforma Agrária, a defesa do território, também atuam na denúncia dos crimes cometidos pelo agronegócio e todas suas mazelas, se tornando uma péssima propaganda perante a sociedade e a comunidade internacional.

Os movimentos sociais do campo representam o ultimo obstáculo a ser removido do caminho do agronegócio. Eles têm a maioria no Parlamento, o controle da grande imprensa, sustentação de praticamente todo o Poder Judiciário e apoio do governo federal.

Além disso, colocaram todos os recursos para tentar impor uma derrota moral aos seus inimigos. Aprenderam que não é mais possível ter como forma de enfrentamento aos movimentos sociais apenas a repressão física, com assassinatos e cadeias. Perceberam que a sociedade não aceita mais essa prática, que continua existindo. Então, agora, atuam no sentido de desmoralizar os movimentos sociais, tentando impor a imagem de vândalos, corruptos e criminosos a todos aqueles que fazem a luta social.

Querem tirar todo o caráter social das reivindicações, ao mesmo tempo em que precisam melhorar a sua imagem diante da sociedade. Criminalizam a Reforma Agrária para se “descriminalizar”, usando a imprensa e o posicionamento público de autoridades. Certamente, não foram as ações realizadas nas áreas griladas da Cutrale e o espetáculo midiático feito em torno dela, tampouco os enfretamentos nas terras do Dantas no Pará, que fizeram ser instalada a CPI.

Eles precisam derrotar a Reforma Agrária e a CPI é parte desse processo de criminalização, que agora articula as várias formas de criminalização, que estão em curso pelo Estado e suas várias ferramentas, em um enfrentamento articulado nacionalmente com toda uma espetacularização na mídia.

Essa CPI não tem legitimidade. Nem no seu conteúdo - que não passa de matéria requentada e que foram objeto de outras CPMIs e órgãos fiscalizadores como TCU e Ministério Público - nem mesmo pelo setor proponente, que tem um histórico de crimes que vão de trabalho escravo até corrupção e envolvimento político com empresas do agronegócio. A sociedade brasileira condenou amplamente esta CPI, foram inúmeras manifestações de apoio recebidas pelo MST dos mais diversos setores da sociedade, seja com realização de atos de apoio, que se realizaram por todo o país, seja pelo reconhecimento de instituições do próprio Estado, que premiaram o MST pela sua atuação na defesa da Reforma Agrária.

Quais as perspectivas e principais desafios a serem enfrentados em 2010 pelo MST e a classe trabalhadora em geral?

Teremos um ano curto para cumprir nossas tarefas. É um ano de eleições nacionais e Copa do Mundo, que envolvem toda a sociedade brasileira.

Precisamos avançar no assentamento das famílias acampadas, fazer uma boa jornada de lutas em março e abril pra manter nossas reivindicações na ordem do dia.

Precisamos avançar no debate sobre as contradições do agronegócio, que em tempos de mudanças climáticas é o principal vilão, que despeja veneno nas mesas dos brasileiros, que tem causado inúmeras violências contra as populações do campo, sem terra, indígenas, quilombolas e ribeirinhos etc.

Precisamos lutar junto com a sociedade contra a proposta de mudança do Código Florestal proposta pelo latifúndio. Isso representa não apenas mais espaço no campo para o agronegócio, mas uma desgraça ao ambiente.

Precisamos debater com a sociedade que a Reforma Agrária nunca foi tão necessária em nosso país como atualmente, seja pela justiça social que se implanta com sua realização, seja pelo agravamento dos problemas nos grandes centro urbanos. É um tema imprescindível da sobrevivência da humanidade no planeta, que precisa enfrentar o aquecimento global e as mudanças climáticas.

Nós, brasileiros, temos responsabilidades importantes no cenário mundial e mais ainda os movimentos sociais do campo, que representam parte da solução dos problemas das mudanças climáticas. Se por um lado o agronegócio é o grande causador do aquecimento global, a Reforma Agrária é a responsável pelo esfriamento do planeta com a produção de alimentos.

É preciso conter o avanço do agronegócio e dos grandes projetos no campo para salvar o planeta. Será preciso compreender os grandes temas da sociedade para juntos dar a nossa contribuição. Para isso, visamos uma ampla aliança com os setores urbanos, também na perspectiva de fazer com que a sociedade se envolva mais no seu comprometimento na defesa da Reforma Agrária. Caso contrário, a Reforma Agrária ficará no campo e ai ficará vulnerável aos ataques dos setores conservadores da elite brasileira.

Será um ano de muitas lutas, apesar do calendário curto, quando precisaremos combinar as nossas lutas específicas com as bandeiras do conjunto da classe trabalhadora e dos setores progressistas. Dessa forma, vamos enfrentar o processo de criminalização dos movimentos sociais, que será intenso. Não com postura de vitimização, mas promovendo um bom debate sobre os verdadeiros problemas do povo brasileiro e desvelando as contradições do modelo de desenvolvimento do campo e da sociedade, que é um modelo insustentável do ponto vista social, ambiental, econômico e político.

Certamente seguiremos organizando o povo para luta e debatendo com a sociedade a necessidade de um outro modelo como forma de superação da pobreza e da miséria e de todas as contradições do atual modelo econômico e social e político.
FONTE
http://www.mst.org.br/node/8878




quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Uma história de Natal


Uma história de Natal

Conta uma antiga e conhecida lenda, cuja origem não pude verificar, que uma semana antes do Natal o Arcanjo Miguel pediu que seus anjos visitassem a Terra; desejava saber se estava tudo pronto para a celebração do nascimento de Jesus Cristo. Enviou-os em duplas, sempre um anjo mais velho com um mais jovem, de modo que pudesse ter uma opinião mais completa do que ocorria na Cristandade.
Uma destas duplas foi designada para o Brasil, e terminou chegando tarde da noite. Como não tinham onde dormir pediram abrigo numa das grandes mansões que podem ser vistas em certos lugares do Rio de Janeiro.
O dono da casa, um nobre à beira da falência (o que, aliás, acontece com muita gente que habita aquela cidade), era católico fervoroso, e logo reconheceu os enviados celestiais, por suas auréolas douradas na cabeça. Mas estava muito ocupado, preparando uma grande festa para celebrar o Natal, e não queria desarrumar a decoração quase terminada: pediu que fossem dormir no porão.
Embora os cartões de Boas Festas sejam sempre ilustrados com neve caindo, a data no Brasil cai em pleno verão; no lugar para onde os anjos foram enviados fazia um calor terrível, e o ar – cheio de umidade – era quase irrespirável. Deitaram-se em um piso duro, mas antes de começar suas orações, o anjo mais velho notou uma rachadura na parede. Levantou-se, consertou-a usando os seus poderes divinos, e voltou para prece noturna. Passaram a noite como se estivessem no inferno, tão quente que estava.
Dormiram muito mal, mas precisavam cumprir a missão que lhes fora confiada por Deus. No dia seguinte, percorreram a grande cidade - com seus 12 milhões de habitantes, suas praias e montanhas, seus contrastes, suas paisagens belas e seus recantos horríveis. Preencheram relatórios, e quando a noite tornou a cair, começaram a viajar para o interior do país. Mas, confundidos pela diferença de hora, de novo se encontraram sem lugar para dormir.
Bateram à porta de uma casa humilde, onde um casal veio atendê-los. Por não terem acesso às gravuras medievais que retrataram os mensageiros de Deus, não reconheceram os dois peregrinos – mas se estavam precisando de abrigo, a casa era deles. Prepararam um jantar, apresentaram o pequeno bebê recém-nascido, e ofereceram o próprio quarto, pedindo desculpas porque eram pobres, o calor era grande, mas não tinham dinheiro para comprar um aparelho de ar condicionado.
Quando acordaram no dia seguinte, encontraram o casal banhado em lágrimas. O único bem que possuíam, uma vaca que dava leite, queijo, e sustento para a família, havia aparecido morta no campo. Despediram-se dos peregrinos, envergonhados porque não podiam preparar um café da manhã.
Enquanto andavam pela estrada de barro, o anjo mais jovem demonstrou sua revolta:
- Não posso entender tal maneira de agir! O primeiro homem tinha tudo o que precisava, e ainda assim você o ajudou. Quanto a este pobre casal, que nos recebeu tão bem, você não fez nada para aliviar o sofrimento deles!
- As coisas não são o que parecem – disse o anjo mais velho. - Quando estávamos naquele porão horrível, notei que havia muito ouro armazenado na parede daquela mansão, deixado ali por um antigo proprietário. A rachadura estava expondo parte do tesouro, e resolvi escondê-lo de novo, porque o dono da casa não sabia ajudar quem precisava.
“Ontem, enquanto dormíamos na cama que o casal nos oferecera, notei que um terceiro convidado havia chegado: o anjo da morte. Fora enviado para levar a criança, mas como eu o conheço há muitos anos convenci que tirasse a vida da vaca, em seu lugar”.
“ Lembre-se do dia que está prestes a ser comemorado: como as pessoas dão muito valor à aparência, ninguém quis receber Maria. Mas os pastores a acolheram, e por causa disso, tiveram a graça de serem os primeiros a contemplar o sorriso do Salvador do Mundo.”





A estrela de Belém - Um cometa? Uma supernova? O que pode ter sido a estrela de Belém ?

A estrela de Belém

Um cometa? Uma supernova? O que pode ter sido a estrela de Belém, que, segundo a religião católica, teria guiado os reis magos até o local onde nasceu Jesus?







O socialismo é o caminho da salvação

O socialismo é o caminho da salvação
do planeta


• Discurso proferido pelo presidente da República Bolivariana da Venezuela, Hugo Chávez, na Cúpula Climática das Nações Unidas, em Copenhague, Dinamarca, em 16 de dezembro de 2009

Senhor presidente; senhores, senhoras; Excelências; amigas e amigos;

• PROMETO-LHES que não vou falar mais que quem tenha falado mais nesta tarde aqui. Permitam-me um comentário inicial, que teria gostado de fazer, como parte do ponto prévio, quando falaram as delegações do Brasil, da China, da Índia e da Bolívia — nós estávamos lá pedindo a palavra, mas não foi possível tomá-la.

Disse a representante da Bolívia — aproveito, para cumprimentar, o companheiro presidente Evo Morales, que está lá (Aplausos), presidente da República da Bolívia —, entre outras coisas, o seguinte — anotei aqui —: "O texto apresentado não é democrático, não é inclusivo".

Eu vinha chegando, apenas estávamos sentando-nos quando ouvimos a presidenta da sessão anterior, a ministra, dizer que vinha um documento aí, mas ninguém conhece. Eu perguntei pelo documento, ainda não o temos, acredito que ninguém sabe desse documento, ultra-secreto. Agora, certamente a camarada boliviana disse: "Não é democrático, não é inclusivo".

Agora, senhoras, senhores, por acaso não é essa precisamente a realidade deste mundo? Por acaso estamos num mundo democrático? Por acaso o sistema mundial é inclusivo? Podemos esperar algo democrático, inclusivo, do sistema mundial atual? O que vivemos neste planeta é uma ditadura imperial e daqui a continuamos denunciando: Abaixo a ditadura imperial e que vivam os povos, a democracia e a igualdade neste planeta! (Aplausos).

Isto que vemos aqui é reflexo disso: exclusão. Há um grupo de países que acreditam serem superiores a nós os do Sul, a nós o Terceiro Mundo, a nós os subdesenvolvidos, ou como diz o grande amigo Eduardo Galeano, nós os países atropelados por um trem, que nos atropelou na história.

Assim que então não nos surpreendamos disto, não nos surpreendamos: Não há democracia no mundo, e aqui estamos, mais uma vez, ante uma poderosa evidência da ditadura imperial mundial.

Aqui subiram dois jovens; por fortuna, os agentes da ordem foram decentes, algum empurrão por aí, e eles colaboraram, não foi?

Lá fora há muita gente, sabem? Claro, não cabem nesta sala. Li na imprensa que houve alguns detidos, alguns protestos intensos aí nas ruas de Copenhague, e quero cumprimentar toda essa gente que está lá fora, a maioria dela jovens (Aplausos). Claro, são jovens preocupados, acredito que com razão, muito mais que nós, pelo futuro do mundo. A maioria dos que estamos aqui temos o Sol nas costas; eles têm o Sol na frente e estão muito preocupados.

A gente poderia dizer senhor presidente, que um fantasma percorre Copenhague, parafraseando Karl Marx, o grande Karl Marx. Um fantasma percorre as ruas de Copenhague, e acredito que esse fantasma anda em silêncio por esta sala, por aí anda entre nós, caminha pelos corredores, sai por baixo, sobe. Esse fantasma é um fantasma espantoso, quase ninguém quer nomeá-lo. O capitalismo é o fantasma! (Aplausos); quase ninguém quer nomeá-lo, é o capitalismo. Aí rugem os povos, ouvem-se lá fora.

Eu vinha lendo algumas consignas que há pintadas nas ruas, e acredito que ouvi algumas dessas consignas destes jovens quando iam o jovem e a jovem lá. Há duas que anotei, ouvem-se, entre outras, duas poderosas consignas: Uma: "Não mudem o clima, mudem o sistema" (Aplausos), e eu a tomo para nós: Não mudemos o clima, mudemos o sistema e, em consequência, começaremos a salvar o planeta. O capitalismo, o modelo de desenvolvimento destrutivo está acabando com a vida, ameaça acabar definitivamente com a espécie humana.

O outro lema chama à reflexão, em consonância com a crise bancária que percorreu o mundo e ainda o golpeia, e a forma, como os países do Norte rico auxiliaram os banqueiros e os grandes bancos; só os Estados Unidos..., bom, se perdeu a cifra, é astronômica, para salvar bancos. Dizem nas ruas o seguinte: "Se o clima fosse um banco, já o teriam salvado", e acredito que é verdade (Aplausos). Se o clima fosse um banco capitalista, dos maiores, já o teriam salvado os governos ricos.

Acredito que Obama ainda não chegou, recebeu o Prêmio Nobel da Paz quase no mesmo dia que mandava 30 mil soldados mais para matar inocentes no Afeganistão, e vem agora se apresentar aqui com o prêmio Nobel da Paz o presidente dos Estados Unidos.

Os Estados Unidos tem a maquininha de fazer notas, de fazer dólares e salvou..., bom, acreditam ter salvado os bancos e o sistema capitalista.

Bom, isto é, um comentário à margem, que eu queria fazer antes, porque estávamos levantando a mão para acompanhar o Brasil, a Índia, a Bolívia, e a China, em sua interessante posição, que a Venezuela e os países da Aliança Bolivariana partilham com firmeza; mas, bom, não nos deram a palavra, assim que não me conte estes minutos, por favor, presidente; eram para isso (Aplausos).

Bom, escutem, teve o prazer de conhecer este escritor francês, Hervé Kempf. Recomendo este livro, recomendo-o, consegue-se em espanhol — por aí está Hervé —, também em francês, em inglês com certeza, Como os ricos destroem o planeta, de Hervé Kempf. Por isso foi que Cristo disse: "Mais fácil será que um camelo entre pelo olho duma agulha, a que um rico entre ao reino dos céus". Isso disse Cristo, nosso Senhor (Aplausos).

Os ricos estão destruindo o planeta. Será que pensam ir para outro quando destruam este, terão planos para ir a outro planeta? Até agora não se vê nenhum no horizonte da galáxia.

Apenas este livro me chegou — presenteou-mo Ignacio Ramonet, que está por aí também nesta sala —, e terminando o prólogo ou o preâmbulo, esta frase é muito importante. Kempf diz o seguinte: "Não poderemos reduzir o consumo material, a nível global, se não fizermos com que os poderosos baixem vários degraus, e se não combatemos a desigualdade; é necessário que ao princípio ecologista, tão útil na hora de tomar consciência: pensar globalmente e agir localmente, lhe somemos o princípio que impõe a situação: consumir menos e partilhar melhor". Acredito que é um bom conselho que nos dá este escritor francês Hervé Kempf.

Bom, senhor presidente, a mudança climática é, sem dúvida, o problema ambiental mais devastador do presente século: enchentes, secas, tormentas severas, furacões, degelos, elevação do nível médio do mar, acidificação dos oceanos e ondas de calor, tudo isso intensifica o impacto das crises globais que nos açoitam.

A atual atividade humana supera a sustentabilidade, pondo em perigo a vida no planeta; mas também nisso somos profundamente desiguais, quero lembrar isso.

Os 500 milhões de pessoas mais ricas, 500 milhões!, quer dizer, 7% da população mundial! Esse 7% é responsável, esses 500 milhões de pessoas mais ricas são responsáveis por 7% das emissões poluentes. É por isso que me chama a atenção, é um pouco estranho referir-se aos EUA e à China no mesmo nível. Os EUA têm, aproximadamente, 300 milhões de habitantes; a China tem quase cinco vezes mais população que os EUA. Os Estados Unidos consomem mais de 20 milhões de barris diários de petróleo; a China consome apenas 5 ou 6 milhões de barris diários. Não podemos exigir o mesmo dos Estados Unidos do que da China. Estes são os temas que devemos discutir. Tomara que os chefes de Estado nos pudêssemos sentar a discutir, realmente, sobre estes temas.

Então, senhor presidente, 60% dos ecossistemas ecológicos do planeta estão danados, 20% da crosta terrestre está deteriorada. Temos sido testemunhas impassíveis do desmatamento, da conversão da terra, da desertificação, das alterações dos sistemas de água doce, da exploração intensiva dos recursos marinhos, da poluição e da perda da diversidade biológica. A utilização exacerbada da terra ultrapassa 30% da capacidade para regenerá-la. O planeta está perdendo a capacidade para se auto-regular; todos os dias são emitidos mais resíduos dos que podem ser processados. A sobrevivência da nossa espécie pesa na consciência da humanidade.

Apesar da urgência, decorreram dois anos de negociações, para concluir um segundo período de compromissos com o Protocolo de Quioto e cá estamos, nesta reunião, sem um acordo real e significativo.

E, por sinal, sobre o texto que vem do nada — como alguns o qualificaram, o representante chinês — a Venezuela e os países da ALBA dizemos que não aceitamos nenhum outro texto que não seja o dos grupos de trabalho, o texto do Protocolo de Quioto e da Convenção, esses são os textos legítimos que temos estado discutindo com tanta intensidade, nestes anos e nestas últimas horas. Creio que vocês não dormiram; além de que não almoçaram, não dormiram, não é?, então não me parece lógico que apareça um documento do nada, como dizem vocês.

O objetivo cientificamente sustentado de reduzir a emissão de gases poluentes e conseguir um convênio de cooperação, a longo prazo, a todas as luzes, hoje, a esta hora, parece que fracassou, por agora. Qual a razão? Sem dúvida, a razão é a atitude irresponsável e a falta de decisão política das nações mais poderosas do planeta. Que ninguém se sinta ofendido, evoco José Gervasio Artigas quando afirmou: "Com a verdade nem ofendo nem temo"; mas realmente é uma atitude irresponsável, de marchas, de contramarchas , de exclusão, uma manipulação elitista de um problema que é de todos e que somente poderemos resolver entre todos.

O conservadorismo político e o egoísmo dos grandes consumidores, dos países mais ricos, expressam uma elevada insensibilidade e falta de solidariedade com os mais pobres, com os famintos, com os mais vulneráveis às doenças, aos desastres naturais.

Senhor presidente, torna-se imprescindível um novo e único acordo aplicável a partes absolutamente desiguais, pela magnitude de suas contribuições e capacidades econômicas, financeiras e tecnológicas e que esteja baseado no respeito irrestrito aos princípios contidos na Convenção.

Os países desenvolvidos deveriam estabelecer compromissos com vínculos claros e precisos, para diminuir as emissões e assumir obrigações de ajuda financeira e tecnológica aos países pobres, para enfrentar os perigos destrutivos da mudança climática. Em tal sentido, a singularidade dos estados insulares e dos países menos desenvolvidos deveria ser plenamente reconhecida.

Senhor presidente, a mudança climática não é o único problema que afeta hoje a humanidade; outros flagelos e injustiças nos atingem, a fenda que separa os países ricos e pobres continua crescendo, apesar de todos os Objetivos do Milênio, da Cúpula de Monterrey sobre financiamento e de todas as demais cúpulas — como expressou o presidente de Senegal, denunciando uma grande verdade, promessas e promessas e promessas descumpridas, e o mundo continua sua marcha destrutiva.

As receitas totais dos 500 indivíduos mais ricos do mundo é superior às receitas dos 416 milhões de pessoas mais pobres. Os 2.8 bilhões de pessoas que vivem na pobreza, com menos de 2 dólares ao dia, e que representam 40% da população global, esse 40% da população global! obtém somente 5% da receita mundial.

Atualmente, morrem em cada ano 9,2 milhões de crianças antes de completarem cinco anos de vida, e 99,9% dessas mortes acontece nos países mais pobres.

A mortalidade infantil é de 47 mortes em cada mil nascidos vivos; mas nos países ricos é de 5 em cada mil nascidos vivos . A esperança de vida no planeta é de 67 anos, nos países mais ricos é de 79, enquanto que nalgumas nações pobres é de 40 anos.

Adicionalmente, existe 1,1 bilhão de habitantes sem acesso à água potável; 2,6 bilhões sem serviços de saneamento; mais de 800 milhões de analfabetos e 1,02 bilhão de pessoas famintas. Esse é o cenário mundial.

Então, qual a causa? Vamos falar da causa, não vamos evadir responsabilidades, não vamos evadir a importância deste problema. Sem dúvida, a causa de todo este panorama desastroso é o sistema metabólico, destrutivo do capital e de seu modelo encarnado: o capitalismo.

Tenho aqui uma cita que quero ler, brevemente, do grande teólogo da Libertação, Leonardo Boff, como sabemos, brasileiro, nossoamericano.

Sobre este tema Leonardo Boff diz o seguinte: "Qual a causa? Ah, a causa é o sonho de buscar a felicidade através da acumulação material e do progresso ilimitado, utilizando para isso a ciência e a técnica, com as quais podemos explorar de forma ilimitada todos os recursos da Terra", e cita aqui Charles Darwin e sua seleção natural, a sobrevivência dos mais fortes; mas sabemos que os mais fortes sobrevivem sobre as cinzas dos mais fracos.

Jean Jacobo Rousseau — sempre devemos lembrá-lo — também dizia: "Entre o forte e o fraco a liberdade oprime". Por isso é que o império fala de liberdade, é a liberdade para oprimir, para invadir, para assassinar, para aniquilar, para explorar, essa é sua liberdade. E Rousseau acrescenta a frase salvadora: "Somente a lei liberta".



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Há alguns países que estão apostando a que aqui não haja documento, porque precisamente não querem uma lei, não querem uma norma, porque a inexistência dessa norma lhes permite aplicar sua liberdade exploradora, sua liberdade avassaladora.

Façamos um esforço e pressionemos, aqui e nas ruas, para que daqui saia um compromisso, saia um documento que comprometa os países mais poderosos da Terra! (Aplausos).

Pergunta-se, Presidente, Leonardo Boff — o senhor conhece Boff? Não sei se Leonardo conseguiu vir, eu o conheci há pouco no Paraguai; sempre lemos suas obras—: "Pode uma Terra finita suportar um projeto infinito?" A tese do capitalismo: o desenvolvimentismo infinito, é um modelo destrutivo, aceitemo-lo.

Logo nos pergunta Boff: "O que poderíamos esperar de Copenhague?" Apenas esta simples confissão: assim como estamos não podemos continuar, e um propósito simples: Vamos mudar de rumo? Façamo-lo, mas sem cinismo, sem mentiras, sem duplas agendas, sem documentos saídos do nada, com a verdade por diante.

Até quando, perguntamos da Venezuela, senhor Presidente, senhoras, senhores, até quando vamos permitir tais injustiças e desigualdades? Até quando vamos tolerar a atual ordem econômica internacional e os mecanismos de mercado vigentes? Até quando vamos permitir que grandes epidemias como a HIV/Aids arrasem populações inteiras? Até quando vamos permitir que os famintos não possam se alimentar nem alimentar seus próprios filhos? Até quando vamos permitir que continuem morrendo milhões de crianças por doenças curáveis? Até quando vamos permitir conflitos armados que massacram milhões de seres humanos inocentes, com o fim de os poderosos se apropriarem dos recursos de outros povos?

Cessem as agressões e as guerras, pedimos os povos do mundo aos impérios, aos que pretendem seguir dominando o mundo e explorando-nos! Não mais bases militares imperiais nem golpes de Estado! Construamos uma ordem econômica e social mais justa e eqüitativa. Erradiquemos a pobreza. Detenhamos de vez os altos níveis de emissão de gases poluentes, paremos a deterioração ambiental e evitemos a grande catástrofe da mudança climática. Integremo-nos no nobre objetivo de sermos todos mais livres e solidários!

Senhor Presidente, há quase dois séculos, um venezuelano universal, libertador de nações e precursor de consciências, deixou para a posteridade um aforismo pleno de vontade: "Se a natureza se opõe, lutaremos contra ela e faremos com que nos obedeça". Era Simón Bolívar, O Libertador.

Da Venezuela bolivariana, onde um dia como hoje, por sinal, há exatamente dez anos, vivemos a maior tragédia climática de nossa história, a tragédia de Vargas, chamada assim; dessa Venezuela cuja revolução tenta conquistar a justiça para todo seu povo, somente possível pelo caminho do socialismo... O socialismo, o outro fantasma de que falava Karl Marx, esse anda por aí também; mais bem é como um contrafantasma. O socialismo, esse é que é o rumo, esse é o rumo para a salvação do planeta, não tenho a menor dúvida. E o capitalismo é o caminho ao inferno, à destruição do mundo.

O socialismo, dessa Venezuela que defronta, portanto, as ameaças do império norte-americano, dos países que conformamos a ALBA, a Aliança Bolivariana, exortamos, eu quero, com respeito, mas da minha alma exortar, em nome de muitos neste planeta, os governos e os povos da Terra, parafraseando Simón Bolívar, O Libertador: Se a natureza destrutiva do capitalismo se opõe, pois lutemos contra ela e façamos com que nos obedeça, não esperemos de braços cruzados a morte da humanidade.

A história nos conclama à união e à luta. Se o capitalismo resistir, nós somos obrigados a travar a batalha contra o capitalismo e a abrir os caminhos da salvação da espécie humana. Cabe a nós, brandindo as bandeiras de Cristo, de Maomé, da igualdade, do amor, da justiça, do humanismo, do verdadeiro e mais profundo humanismo. Se não o fizermos, a mais maravilhosa criação do universo, o ser humano, desaparecerá, desaparecerá!

Este planeta tem milhares de anos, bilhões de anos, e este planeta viveu bilhões de anos sem nós, a espécie humana; isto é, nós não fazemos falta para que ele exista. Ora bem, nós sem a Terra não vivemos, e estamos destruindo a Pachamama, como diz Evo, como dizem os nossos irmãos aborígines da América do Sul.

Finalmente, senhor Presidente, para terminar, escutemos Fidel Castro quando disse: "Uma espécie está em perigo de extinção: o homem". Escutemos Rosa Luxemburg quando disse: "Socialismo ou barbárie". Escutemos Cristo, o Redentor, quando disse: "Bem-aventurados os pobres, porque deles será o reino dos céus".

Senhor Presidente, senhoras e senhores, sejamos capazes de fazer desta Terra não a sepultura da humanidade, façamos desta Terra um céu, um céu de vida, de paz e de irmandade para toda a humanidade, para a espécie humana.

Senhor presidente, senhoras e senhores, muitíssimo obrigado e bom apetite. (Aplausos). •
fonte http://www.granma.cu/portugues/2009/diciembre/juev17/Discurso-Hugo-Chavez.html






terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Monges japoneses investem em bar para reconquistar fiéis - VEJA O VIDEO



Monges japoneses investem em bar para reconquistar fiéis VEJA O VIDEO

Monges viram barmen em Tóquio

O monge discursa sobre piedade e amor de forma moderna, traduzindo os antigos sutras chineses para o japonês coloquial. Com o busdimo em declínio nas grandes cidades, monges como Tagai dizem que o jeito é se modernizar a fé milenar.

Hoje há no Japão 75 mil templos, mas centenas são fechados todos os anos.

Em um agradável bar de Tóquio, um trio de monges se transformam em barmen durante a noite, servido cerveja e outras bebidas junto com cânticos tradicionais e conselhos espirituais.

A transformação funciona e atrai milhares de visitantes até de longe como a Austrália.

Mesmo que muitos chamem a iniciativa de superficial, moges esperam que a modernidade traga a espiritualidade de volta.













segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Críticos elogiam Lula e Obama é decepção na Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática - video

Críticos elogiam Lula e Obama é decepção - video

Discurso na Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática







As diferenças já puderam ser vistas durante os pronunciamentos: Lula teve quatro vezes o discurso interrompido por aplausos, enquanto Obama nenhuma vez - apesar de as palavras do americano serem as mais aguardadas de todo o evento. Ao final dos discursos, mais uma vez as palmas enfáticas para o brasileiro se distanciaram dos aplausos meramente protocolares dispensados ao americano.



Duas visões de mundo se confrontam em Copenhague

Duas visões de mundo se confrontam em Copenhague

Tanto o aquecimento global quanto as perturbações da natureza e a injustiça social mundial são tidas como externalidades, vale dizer, realidades não intencionadas e que por isso não entram na contabilidade geral dos estados e das empresas. Finalmente o que conta mesmo é o lucro e um PIB positivo. Mas estas externalidades se tornaram tão ameaçadoras que estão desestabilizando o sistema-Terra, mostrando a falência do modelo econômico neoliberal e expondo em grave risco o futuro da espécie humana. O artigo é de Leonardo Boff.

Leonardo Boff

Em Copenhague nas discussões sobre as taxas de redução dos gases produtores de mudanças climáticas, duas visões de mundo se confrontam: a da maioria dos que estão fora da Assembléia, vindo de todas as partes do mundo e a dos poucos que estão dentro dela, representando os 192 estados. Estas visões diferentes são prenhes de conseqüências, significando, no seu termo, a garantia ou a destruição de um futuro comum.

Os que estão dentro, fundamentalmente, reafirmam o sistema atual de produção e de consumo mesmo sabendo que implica sacrificação da natureza e criação de desigualdades sociais. Crêem que com algumas regulações e controles a máquina pode continuar produzindo crescimento material e ganhos como ocorria antes da crise.

Mas importa denunciar que exatamente este sistema se constitui no principal causador do aquecimento global emitindo 40 bilhões de toneladas anuais de gases poluentes. Tanto o aquecimento global quanto as perturbações da natureza e a injustiça social mundial são tidas como externalidades, vale dizer, realidades não intencionadas e que por isso não entram na contabilidade geral dos estados e das empresas.
Finalmente o que conta mesmo é o lucro e um PIB positivo.

Ocorre que estas externalidades se tornaram tão ameaçadoras que estão desestabilizando o sistema-Terra, mostrando a falência do modelo econômico neoliberal e expondo em grave risco o futuro da espécie humana.

Não passa pela cabeça dos representantes dos povos que a alternativa é a troca de modo de produção que implica uma relação de sinergia com a natureza. Reduzir apenas as emissões de carbono mas mantendo a mesma vontade de pilhagem dos recursos é como se colocássemos um pé no pescoço de alguém e lhe dissésemos: quero sua liberdade mas à condição de continuar com o meu pé em seu pescoço.

Precisamos impugnar a filosofia subjacente a esta cosmovisão. Ela desconhece os limites da Terra, afirma que o ser humano é essencialmente egoista e que por isso não pode ser mudado e que pode dispor da natureza como quiser, que a competição é natural e que pela seleção natural os fracos são engolidos pelos mais fortes e que o mercado é o regulador de toda a vida econômica e social.

Em contraposição reafirmamos que o ser humano é essencialmente cooperativo porque é um ser social. Mas faz-se egoísta quando rompe com sua própria essência. Dando centralidade ao egoísmo, como o faz o sistema do capital, torna impossível uma sociedade de rosto humano. Um fato recente o mostra: em 50 anos os pobres receberam de ajuda dois trilhões de dólares enquanto os bancos em um ano receberam 18 trilhões. Não é a competição que constitui a dinâmica central do universo e da vida mas a cooperação de todos com todos. Depois que se descobriram os genes, as bactérias e os vírus, como principais fatores da evolução, não se pode mais sustentar a seleção natural como se fazia antes. Esta serviu de base para o darwinismo social. O mercado entregue à sua lógica interna, opõe todos contra todos e assim dilacera o tecido social. Postulamos uma sociedade com mercado mas não de mercado.

A outra visão dos representantes da sociedade civil mundial sustenta: a situação da Terra e da humanidade é tão grave que somente o princípio de cooperação e uma nova relação de sinergia e de respeito para com a natureza nos poderão salvar. Sem isso vamos para o abismo que cavamos.

Essa cooperação não é uma virtude qualquer. É aquela que outrora nos permitiu deixar para trás o mundo animal e inaugurar o mundo humano. Somos essencialmente seres cooperativos e solidários sem o que nos entredevoramos. Por isso a economia deve dar lugar à ecologia.
Ou fazemos esta virada ou Gaia poderá continuar sem nós.

A forma mais imediata de nos salvar é voltar à ética do cuidado, buscando o trabalho sem exploração, a produção sem contaminação, a competência sem arrogância e a solidariedade a partir dos mais fracos. Este é o grande salto que se impõe neste momento. A partir dele Terra e Humanidade podem entrar num acordo que salvará a ambos

Leonardo Boff é teólogo e escritor.


fonte http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=16291&boletim_id=627&componente_id=10459


domingo, 20 de dezembro de 2009

Pai Nosso Meditado



Pai Nosso Meditado


CRISTÃO: “Pai nosso que estais no céu...”

DEUS: Sim? Estou aqui.

CRISTÃO: Por favor, não me interrompa. Estou rezando!

DEUS: Mas você me chamou!

CRISTÃO: Chamei? Eu não chamei ninguém. Estou rezando. “Pai nosso que estais no céu...”

DEUS: Aí, você chamou de novo.

CRISTÃO: Fiz o quê?

DEUS: Me chamou. Você disse: Pai nosso que estais no céu. Estou aqui. Como é que posso ajudá-lo?

CRISTÃO: Mas eu não quis dizer isso. É que estou rezando. Rezo o Pai Nosso todos os dias. Sinto-me bem rezando assim. É como se fosse um dever. E não me sinto bem até cumpri-lo...

DEUS: Mas como podes dizer Pai Nosso, sem lembrar que todos são seus irmãos? Como podes dizer que estais no céu, se você não sabe que o céu é a paz, que o céu é ter amor a todos?

CRISTÃO: É, realmente. Ainda não havia pensado nisso.

DEUS: Mas, prossiga sua oração.

CRISTÃO: “Santificado seja o Vosso nome...”

DEUS: Espere aí! O que você quer dizer com isso?

CRISTÃO: Quero dizer... quer dizer, é... sei lá o que significa! Como é que vou saber? Faz parte da oração, só isso!

DEUS: Santificado significa digno de respeito. Santo. Sagrado.

CRISTÃO: Agora entendi. Mas nunca havia pensado no sentido dessa palavra SANTIFICADO... "Venha a nós o vosso reino, seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu..."

DEUS: Está falando sério?

CRISTÃO: Claro! Por que não?

DEUS: E o que você faz para que isso aconteça?

CRISTÃO: O que faço? Nada! É que faz parte da oração. Além disso, seria bom que o Senhor tivesse um controle
de tudo o que acontecesse no céu e na terra também.

DEUS: Tenho controle sobre você?

CRISTÃO: Bem, eu freqüento a igreja!

DEUS: Não foi isso que Eu perguntei. Que tal o jeito que você trata os seus irmãos, a maneira com que você gasta o seu dinheiro, o muito tempo que você dá à televisão, as propagandas que você corre atrás, e o pouco tempo que você dedica a Mim?

CRISTÃO: Por favor. Pare de me criticar!

DEUS: Desculpe. Pensei que você estava pedindo para que fosse feita a minha vontade. Se isso for acontecer tem que ser com aqueles que rezam, mas que aceitam a minha vontade, o frio, o sol, a chuva, a natureza, a comunidade.

CRISTÃO: Está certo, tem razão. Acho que nunca aceito a sua vontade, pois reclamo de tudo: se manda chuva, peço sol; se manda o sol reclamo do calor; se manda frio, continuo reclamando; se estou doente peço saúde, mas não cuido dela, deixo de me alimentar ou como muito...

DEUS: Ótimo reconhecer tudo isso. Vamos trabalhar juntos Eu e você, mas olha, vamos ter vitórias e derrotas. Eu estou gostando dessa nova atitude sua.

CRISTÃO: Olha Senhor, preciso terminar agora. Esta oração está demorando muito mais do que costuma ser. Vou continuar:"o pão nosso de cada dia, nos dai hoje..."

DEUS: Pare aí! Você está me pedindo pão material? Não só de pão vive o homem, mas também da minha palavra. Quando me pedires o pão, lembre-se daqueles que nem conhecem pão. Pode pedir-me o que quiser, desde que me veja como um Pai amoroso! Eu estou interessado na próxima parte de sua oração. Continue!

CRISTÃO: "Perdoai as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a em nos tem ofendido.”

DEUS: E o seu irmão desprezado?

CRISTÃO: Está vendo? Olhe Senhor, ele já me criticou várias vezes e não era verdade o que dizia. Agora não consigo perdoar. Preciso me vingar.

DEUS: Mas, e sua oração? O que quer dizer sua oração? Você me chamou, e Eu estou aqui. Quero que saias daqui transfigurado. Estou gostando de você ser honesto. Mas não é bom carregar o peso da ira dentro de você, não acha?

CRISTÃO: Acho que iria me sentir melhor se me vingasse!

DEUS: Não vai não! Vai se sentir pior. A vingança não é tão doce quanto parece. Pense na tristeza que me causaria, pense na sua tristeza agora. Eu posso mudar tudo para você. Basta você querer

CRISTÃO: Pode? Mas como?

DEUS: Perdoe seu irmão, Eu perdoarei você e te aliviarei.

CRISTÃO: Mas Senhor, eu não posso perdoá-lo.

DEUS: Então não me peças perdão também!

CRISTÃO: Mais uma vez o Senhor está certo! Mais do que quero vingar-me, quero a paz com o Senhor. Está bem, está bem, eu perdôo a todos, mas ajude-me Senhor. Mostre-me o caminho certo para mim e meus inimigos.

DEUS: Isto que você pede é maravilhoso. Estou muito feliz com você. E você como está se sentindo?

CRISTÃO: Bem, muito bem mesmo! Para falar a verdade, nunca havia me sentido assim! É tão bom falar com Deus.

DEUS: Ainda não terminamos a oração. Prossiga...

CRISTÃO: "E não nos deixeis cair em tentações, mas livrai-nos do mal..."

DEUS: Ótimo, vou fazer justamente isso, mas não se ponha em situações onde possa ser tentado.

CRISTÃO: O que quer dizer com isso?

DEUS: Deixe de andar na companhia de pessoas que o levam a participar de coisas sujas, intrigas, fofocas. Abandone a maldade o ódio. Isso tudo vai levá-lo para o caminho errado. Não use tudo isso como saída de emergência!

CRISTÃO: Não estou entendendo!

DEUS: Claro que entende! Você já fez isso comigo várias vezes. Entra no erro, depois corre para me pedir socorro.

CRISTÃO: Puxa, como estou envergonhado!

DEUS: Você me pede ajuda, mas logo em seguida volta a errar de novo, para mais uma vez vir fazer negócios comigo!

CRISTÃO: Estou com muita vergonha, perdoe-me Senhor!

DEUS: Claro que perdôo! Sempre perdôo a quem está disposto a perdoar também. Mas não esqueça:, quando me chamar, lembre-se de nossa conversa, medite cada palavra que fala! Termine sua oração.

CRISTÃO: Terminar? Ah! Sim: "Amém!”

DEUS: O que quer dizer amém?

CRISTÃO: Não sei. É o final da oração.

DEUS: Você só deve dizer amém quando aceita dizer tudo o que Eu quero, quando concorda com minha vontade, quando segue os meus mandamentos, porque AMÉM! Quer dizer: assim seja, concordo com tudo que orei.

CRISTÃO: Senhor, obrigado por ensinar-me esta oração e agora obrigado por fazer-me entendê-la.

DEUS: Eu amo cada um dos meus filhos, amo mais ainda
aqueles que querem sair do erro, que querem ser livres do
pecado. Eu te abençôo e fique com minha paz!

CRISTÃO: Obrigado, Senhor! Estou muito feliz em saber que és meu amigo.

(Autoria Desconhecida)



“Essa mensagem servirá para nossa reflexão, se realmente estamos fazendo a oração do Pai Nosso como Jesus nos ensinou. Para que, assim, possamos estar em perfeita comunhão com
o Pai Maior: que é Justiça, Amor e Misericórdia.”

(PE. Luciano)



sábado, 19 de dezembro de 2009

Retrospectiva 2009 - Top 5: Economia - video

Retrospectiva 2009 - Top 5: Economia - video

um resumo com os cinco principais fatos do ano na área.





Stédile: Copenhague e suas falsas soluções


Stédile: Copenhague e suas falsas soluções


A Conferência em Copenhague não vem tratando sobre o clima e suas mudanças. Trata, sim, de uma avançada engenharia financeira para a consolidação e expansão do que se convencionou chamar capitalismo verde. Por João Pedro Stedile *

Isso se comprova facilmente pela vitória dos mecanismos de mercado sobre as propostas de fundos públicos, pelo avanço dos agrocombustíveis e dos transgênicos resistentes a um clima mais adverso. Tudo construído e legitimado pelo processo decadente da democracia representativa, na qual os povos de todo o mundo, diretamente afetados pelo aquecimento global e as mudanças climáticas, não têm voz.

Entretanto, no Clima Fórum, espaço paralelo ao oficial, construiu-se outra perspectiva. A compreensão de que o sistema tem que mudar, e não o clima, foi um dos consensos mais fortes. É necessária uma mudança estrutural em direção a um sistema que não tenha como seu único objetivo a acumulação privada, mas sim as necessidades humanas.

A Via Campesina Internacional, que congrega 148 organizações de 68 países, possui a mesma compreensão. A agricultura industrial capitalista tem imensa responsabilidade nas mudanças climáticas, seja pela utilização intensiva de insumos químicos, seja pela devastação florestal que promove. Somente a agricultura camponesa, com suas agroindústrias e distribuição de seus produtos, pode alimentar a humanidade com base em sistemas agroecológicos, que acumulam carbono e preservam o meio ambiente.

A COP15 tem como resultado uma colcha de retalhos de falsas soluções. Antes que a humanidade pague a conta destas aventuras capitalistas, a proposta popular de Copenhague precisa ser levada a cabo. Somente quando a humanidade se libertar dos interesses pelo lucro, poderá utilizar sua capacidade para consolidar sistemas urbanos e camponeses sustentáveis. Assim, teremos soluções reais para os atuais problemas ambientais.

* Publicado originalmente no jornal O Dia





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Toni Rodrigues - O Cachaceiro - video

Programa do Jô - Toni Rodrigues - O Cachaceiro

Toni Rodrigues, fabricante de cachaça é entrevistado por Jô Soares.



















Buemba! Serra vai criar a lei anti-pum!

Buemba! Serra vai criar a lei anti-pum!
José Simão e Rodrigo Flores no Monkey News.





BUEMBA! BUEMBA! Macaco Simão Urgente! O esculhambador-geral da República!
Direto do País da Piada Pronta!
Deputada carioca quer proibir as frentistas de usar shortinho curto. E como é o nome dela? Inês PANDELÓ! Ela não quer que o povo veja o pandeló das outras! Ô, dona Inês, libera o pandeló! Rarará! E o Ecotrem da Alegria? Continuam discutindo aquecimento global em Copenhague. Tempo em Copenhague: DOIS GRAUS NEGATIVOS. Isso que é incoerência. E sabe o que o Lula fez na Dinamarca? Levantou a placa DILMAMARCA 2010! Rarará!
E vocês viram a foto do Serra com o Schwarzenegger? E o que o Schwarzenegger tá fazendo lá? O Exterminador do Futuro quer salvar o planeta?! Rarará! E sabe o que Serra falou pro Schwarzenegger?
"Quando eu chegar em São Paulo, vou lançar a lei antigases!" O Serra vai decretar a lei antipum em São Paulo! Paulista não vai mais poder soltar pum! Rarará! E depois do papelão do Palmeiras no Brasileirão, tá difícil o Serra defender o verde na Dinamarca! Rarará! E o e-mail de um leitor: "Se lá em Copenhague fossem julgar quem emite gás poluente, o meu pai pegava perpétua".
E sabe o que um ecologista falou? Que a raça humana é a maior peste do planeta. O que ele quer? Suicídio em massa? Extingam os humanos.
"Salve o Planeta! Mate-se!"
E sabe como se chama a repórter da Globo falando sobre desmoronamentos? Michele BARROS! Predestinada! E adorei a Katia do "Manhã Maior" sobre as enchentes: "Os rios DESBOCAM em São Paulo". Rarará!
Quer dizer que São Paulo, além de alagada, é uma cidade desbocada?
É mole? É mole, mas sobe. Ou como disse aquele outro: é mole, mas chacoalha pra ver o que acontece!
Antitucanês Reloaded, a Missão. Continuo com a minha heroica e mesopotâmica campanha "Morte ao Tucanês". Acabo de receber mais um exemplo irado de antitucanês. É que na Freguesia de Vilar Seco, em Viseu, Portugal, tem um café chamado Pau as Costas! Ueba! Portugal é o berço do antitucanês. O Brasil só tropicalizou. Viva o antitucanês. Viva o Brasil!
E atenção! Cartilha do Lula. O Orélio do Lula. Mais um verbete pro óbvio lulante. "Ecologista": companheiro que solta pum com eco. Rarará! O lulês é mais fácil que o ingrêis. Nóis sofre, mas nóis goza. Hoje só amanhã!
Que eu vou pingar o meu colírio alucinógeno. E vai indo que eu não vou!

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sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Estudo genômico revela mutações cancerígenas

Estudo genômico revela mutações cancerígenas


Cientistas descobrem quais mutações no DNA estão associadas ao câncer de pulmão e ao melanoma maligno - e abrem novo caminho para tratar as doenças.


O estudo foi liderado pelo Wellcome Trust Sanger, que seqüenciou o código genético de tecidos saudáveis e cancerígenos em pacientes. Ao comparar as áreas afetadas com as normais, os cientistas puderam localizar as diferenças específicas associadas ao câncer.


O melanoma, por exemplo, apresentou mais de 33 mil mutações no genoma, enquanto o câncer de pulmão possuía cerca de 23 mil. A doença, com incidência diretamente relacionada ao cigarro, é responsável por um milhão de mortes ao ano no mundo. As descobertas da equipe indicam um número impressionante: o surgimento de uma mutação para cada 15 cigarros fumados.


Segundo estudo, o melanoma maligno corresponde a apenas 3% de todos os casos de câncer de pele diagnosticados; no entanto, ele é a causa de três a cada quatro mortes pela doença. Estudar o genoma da doença revela informações de como e quando ele surgiria na vida do paciente.


O projeto faz parte do International Cancer Genome Consortium, que pretende seqüenciar as centenas de tipos de câncer no mundo, criando um catálogo para fornecer informações que auxiliem na descoberta de uma cura para a doença.


Os estudos a respeito do câncer de pulmão e melanoma foram publicados na Nature.


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