sábado, 31 de outubro de 2009

Estudante vai de minissaia para a faculdade e causa tumulto - VIDEO

Estudante vai de minissaia para a faculdade e causa tumulto


tudo começou quando a moça resolveu ir para a faculdade usando uma micro minissaia,,, criou o maior tumulto e teve que sair escoltada pela policia.





Chávez diz ter certeza de que Dilma será eleita em 2010

Chávez diz ter certeza de que Dilma será eleita em 2010


Chávez diz que Lula merece um 3º mandato O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, afirmou lamentar o fato de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ter que deixar o governo do Brasil em janeiro de 2011 e defendeu a candidatura dele a um terceiro mandato. Declarou, no entanto, ter certeza de que, em 2010, a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) será eleita sucessora de Lula. "Eu lamento que Lula saia do governo. Por que ele tem de sair? Se um presidente governa bem e tem 80% (de aprovação popular), por que ele tem de sair?", perguntou Chávez, em entrevista a jornalistas enquanto esperava o desembarque de Lula em um pista de pouso desta cidade venezuelana.

Chávez acrescentou que não entende por que a presidente do Chile, Michele Bachelet, também terá que deixar o cargo no próximo ano se conta com índice de aprovação de 60%. "Só deixo a pergunta no ar." Ao afirmar que tem "certeza" de que Dilma será eleita para suceder Lula no cargo em 2010. Afirmou que Dilma "tem peso, é uma grande mulher e tem a cabeça bem ordenada."

"Ela será a próxima presidente do Brasil. Podem escrever", afirmou. A uma pergunta sobre qual será sua reação se a vitória for de um candidato opositor, o presidente venezuelano apelou para o princípio da não-interferência em assuntos de outros países: "Não me meto em questões internas. Vocês são soberanos e podem fazer o que queiram. Eu não me meto", declarou.
fonte
http://www.pop.com.br/popnews/noticias/politica/285406.html





sexta-feira, 30 de outubro de 2009

A solidariedade ao MST

A solidariedade ao MST
Por João Baptista Herkenhoff*

A nosso ver, o MST é o mais importante movimento social do Brasil contemporâneo. O MST nasceu em 1984, por iniciativa de trabalhadores rurais ligados à Igreja Católica.

Segundo dados da Comissão Pastoral da Terra (CPT), órgão ligado a um elenco de Igrejas cristãs, existem, atualmente, cerca de 300 mil famílias vivendo sob o abrigo de tendas de plástico junto às rodovias. Trabalhadores acampados revelam apenas a face militante do grito de Justiça do MST. Se aprofundamos no exame dos dados existentes, a situação real é bem mais dramática.

O Brasil possui 600 milhões de hectares de terra cultiváveis. Entretanto, 2% de proprietários rurais são donos de 48% das terras agriculturáveis. Há latifúndios com extensão superior ao território de países como a Holanda e a Bélgica.

Segundo dados do Atlas Fundiário do INCRA, “existem 3.114.898 imóveis rurais cadastrados no país que ocupam uma área de 331.364.012 hectares. Desse total, os minifúndios representam 62,2 % dos imóveis, ocupando 7,9 % da área total. No outro extremo verifica-se que 2,8 % dos imóveis são latifúndios que ocupam 56,7 % da área total.”

Em cima desses dados, conclui a CPT: “Lamentavelmente, o Brasil ostenta o deplorável título de país com o quadro de segunda maior concentração da propriedade fundiária, em todo o planeta.”

Um terço da população brasileira vive abaixo da linha de pobreza, com renda mensal inferior a 60 dólares. Um oitavo do povo vive abaixo da linha da indigência, com renda mensal inferior a 30 dólares.

Grande parte desses excluídos foram expulsos do campo:

a) por força dos latifúndios que ampliam seus domínios;

b) como consequência das barragens que são construídas sem qualquer atenção àqueles que são removidos do seu chão;

c) e finalmente por causa de juros bancários extorsivos que transformam o pequeno proprietário rural de ontem no homem sem referência e sem horizontes de hoje, a perambular pelas ruas da cidade, ou a buscar a retomada do sonho de viver, nos acampamentos dos trabalhadores sem terra.

A Confederação Nacional da Indústria encomendou uma pesquisa sobre os sentimentos do povo, em relação ao MST. O grau de aceitação e aprovação do MST, no seio da opinião pública, merece nossa atenção:

85% dos respondentes apoiavam as ocupações de terra, desde que sem violência e mortes;

94% consideravam justa a luta do MST pela reforma agrária;

77% encaravam o MST como um movimento legítimo;


88% disseram que o Governo deveria confiscar as terras improdutivas e distribuí-las aos sem-terra.

As marchas do MST, a meu ver, são marchas de luta pela Justiça, são marchas cívicas de salvação nacional.

Quando assusta a migração do campo para a cidade, num país que, por sua imensa extensão territorial, tem vocação agrícola, o que o MST pretende é a migração da cidade para o campo.

Vejo um traço de poesia nessa trajetória: migram da desesperança para a Esperança, da exclusão para a inclusão, da condição de apátridas do abandono social para a condição de construtores da Pátria Mãe gentil de todos nós.

Temos de repelir a ideia falsa e preconceituosa que tenta indigitar o MST como “inimigo social”, confundindo uma luta legítima, que deve merecer nosso apoio e simpatia, com um motim de desordeiros.

Da mesma forma merece esclarecimento a ideia às vezes corrente de que a reforma agrária repartiria a pobreza no campo. Os fatos levam a conclusões diametralmente opostas.

Colocou muito bem o “Fórum Nacional pela Reforma Agrária e Justiça no Campo”:

“Com todas as adversidades, a agricultura familiar responde hoje por 80% do abastecimento dos produtos que compõem a cesta básica e emprega quase 90% da mão-de-obra no campo.

A pequena propriedade gera um emprego a cada 5 hectares enquanto o latifúndio precisa de 223 hectares para gerar um emprego. (...) Dado o desemprego e a deterioração da qualidade de vida nos centros urbanos brasileiros, a vida nas cidades fica cada vez mais insustentável. Neste contexto, a reforma agrária é um elemento central de um novo rumo para o desenvolvimento no Brasil.”

*João Baptista Herkenhoff é livre-docente da Universidade Federal do Espírito Santo e membro emérito da Comissão Justiça e Paz da Arquidiocese de Vitória. (Artigo publicado originalmente na Agência Brasil de Fato )
http://www.mst.org.br/node/8500



Carta de Deus Para Você (Português)

Carta de Deus Para Você (Português)


quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Quiz explosivo premia vencedores com fuzis AK-47 e granadas

Quiz explosivo premia vencedores com fuzis AK-47 e granadas


Rebeldes somalis deram aos campeões de um concurso de rádio com perguntas sobre o Alcorão armas e passaporte para integrar a guerrilha
do R7, com informações da AFP.Texto: ..


O prêmio ao quiz mais bombástico da história - fuzis e granadas. O computador quase foi esquecido pelos vencedores.
.O grupo rebelde muçulmano Al-Shabaab, que luta pelo governo da Somália, organizou um quiz bem diferente entre os jovens pretendentes a vagas de guerrilheiros.

Organizou um quiz na principal estação de rádio da cidade de Kismavo. Prêmios: um fuzil de assalto AK-47, duas granadas, uma mina antitanques e, só para os vencedores terem mais informações sobre guerrilha, um computador.

Líder do grupo Shebab, Sheikh Abdullahi Alhaq anunciou que estava buscando “verdadeiros soldados, com espírito de guerra e com Alá no coração”.

Centenas de candidatos, que vieram de bairros da cidade, formaram filas na sede da emissora. Reunidos em pequenos grupos, eles disputaram uma prova que envolvia, além de conhecimentos sobre o Alcorão, questões sobre ciência e cultura geral.

O grupo de cinco amigos do distrito de Farjano derrotou os competidores e levou para casa o armamento – além de passaportes para poder entrar no grupo, que tem como inspiração o Al-Qaeda.

O Al-Shabaab e uma aliança de grupos terroristas e políticos controlam a cidade de Kismavo, principal cidade portuária da Somália.
fonte
http://noticias.r7.com/esquisitices/noticias/quiz-explosivo-premia-vencedores-com-fuzis-ak-47-e-granadas-20091029.html





Manifesto em defesa do MST recebe mais de cinco mil assinaturas

Manifesto em defesa do MST recebe mais de cinco mil assinaturas
29 de outubro de 2009

Nesta quinta-feira (29/10), o manifesto Contra a violência do agronegócio e a criminalização das lutas sociais, em defesa do MST, atingiu a marca das cinco mil assinaturas. O documento, idealizado por dezenas de intelectuais do Brasil e do mundo, denuncia todo o processo de criminalização do MST a partir dos últimos acontecimentos, em especial a exploração da mídia no caso da ocupação das fazendas controladas irregularmente pela Cutrale e a instauração da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) contra o Movimento.

Entre as personalidades que assinam o texto, estão brasileiros como Antonio Candido, Luis Fernando Veríssimo e Emir Sader. Estrangeiros como o uruguaio Eduardo Galeano, o espanhol Ignácio Ramonet, o francês Michael Lowy e o português Boaventura de Souza Santos.

O manifesto lembra que a titularidade das terras da Cutrale é contestada e que não há nenhuma prova da participação de trabalhadores do MST na destruição de máquinas e equipamentos da empresa. “Há um objetivo preciso nisso tudo: impedir a revisão dos índices de produtividade agrícola – cuja versão em vigor tem como base o censo agropecuário de 1975 – e viabilizar uma CPI sobre o MST”, denuncia o texto, que chama a atenção, também para a crescente concentração fundiária no país e para a violência em conflitos agrários. “Na ótica dos setores dominantes, pés de laranja arrancados em protesto representam uma imagem mais chocante do que as famílias que vivem em acampamentos precários desejando produzir alimentos.”

Leia abaixo a íntegra do manifesto:

Contra a violência do agronegócio e a criminalização das lutas sociais

As grandes redes de televisão repetiram à exaustão, há algumas semanas, imagens da ocupação realizada por integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) em terras que seriam de propriedade do Sucocítrico Cutrale, no interior de São Paulo. A mídia foi taxativa em classificar a derrubada de alguns pés de laranja como ato de vandalismo.

Uma informação essencial, no entanto, foi omitida: a de que a titularidade das terras da empresa é contestada pelo Incra e pela Justiça. Trata-se de uma grande área chamada Núcleo Monções, que possui cerca de 30 mil hectares. Desses 30 mil hectares, 10 mil são terras públicas reconhecidas oficialmente como devolutas e 15 mil são terras improdutivas. Ao mesmo tempo, não há nenhuma prova de que a suposta destruição de máquinas e equipamentos tenha sido obra dos sem-terra.

Na ótica dos setores dominantes, pés de laranja arrancados em protesto representam uma imagem mais chocante do que as famílias que vivem em acampamentos precários desejando produzir alimentos.

Bloquear a reforma agrária

Há um objetivo preciso nisso tudo: impedir a revisão dos índices de produtividade agrícola - cuja versão em vigor tem como base o censo agropecuário de 1975 - e viabilizar uma CPI sobre o MST. Com tal postura, o foco do debate agrário desloca-se dos responsáveis pela desigualdade e concentração para criminalizar os que lutam pelo direito do povo. A revisão dos índices evidenciaria que, apesar de todo o avanço técnico, boa parte das grandes propriedades não é tão produtiva quanto seus donos alegam e estaria, assim, disponível para a reforma agrária.
Para mascarar tal fato, está em curso um grande operativo político das classes dominantes objetivando golpear o principal movimento social brasileiro, o MST. Deste modo, prepara-se o terreno para mais uma ofensiva contra os direitos sociais da maioria da população brasileira.

O pesado operativo midiático-empresarial visa isolar e criminalizar o movimento social e enfraquecer suas bases de apoio. Sem resistências, as corporações agrícolas tentam bloquear, ainda mais severamente, a reforma agrária e impor um modelo agroexportador predatório em termos sociais e ambientais como única alternativa para a agropecuária brasileira.

Concentração fundiária

A concentração fundiária no Brasil aumentou nos últimos dez anos, conforme o Censo Agrário do IBGE. A área ocupada pelos estabelecimentos rurais maiores do que mil hectares concentra mais de 43% do espaço total, enquanto as propriedades com menos de 10 hectares ocupam menos de 2,7%. As pequenas propriedades estão definhando enquanto crescem as fronteiras agrícolas do agronegócio.

Conforme a Comissão Pastoral da Terra (CPT, 2009) os conflitos agrários do primeiro semestre deste ano seguem marcando uma situação de extrema violência contra os trabalhadores rurais. Entre janeiro e julho de 2009 foram registrados 366 conflitos, que afetaram diretamente 193.174 pessoas, ocorrendo um assassinato a cada 30 conflitos no primeiro semestre de 2009. Ao todo, foram 12 assassinatos, 44 tentativas de homicídio, 22 ameaças de morte e 6 pessoas torturadas no primeiro semestre deste ano.

Não violência

A estratégia de luta do MST sempre se caracterizou pela não violência, ainda que em um ambiente de extrema agressividade por parte dos agentes do Estado e das milícias e jagunços a serviço das corporações e do latifúndio. As ocupações objetivam pressionar os governos a realizar a reforma agrária.

É preciso uma agricultura socialmente justa, ecológica, capaz de assegurar a soberania alimentar e baseada na livre cooperação de pequenos agricultores. Isso só será conquistado com movimentos sociais fortes, apoiados pela maioria da população brasileira.

Contra a criminalização das lutas sociais

Convocamos todos os movimentos e setores comprometidos com as lutas a se engajarem em um amplo movimento contra a criminalização das lutas sociais, realizando atos e manifestações políticas que demarquem o repúdio à criminalização do MST e de todas as lutas no Brasil.

Exterior:

Eduardo Galeano - Uruguai
István Mészáros - Inglaterra
Ana Esther Ceceña - México
Boaventura de Souza Santos - Portugal
Daniel Bensaid - França
Isabel Monal - Cuba
Michael Lowy - Francia
Claudia Korol - Argentina
Carlos Juliá – Argentina
Miguel Urbano Rodrigues - Portugal
Carlos Aguilar - Costa Rica
Ricardo Gimenez - Chile
Pedro Franco - República Dominicana

Assine também: http://www.petitiononline.com/boit1995/petition.html








Noites Traiçoeiras - Padre Marcelo Rossi VIDEO e LETRA

Noites Traiçoeiras - Padre Marcelo Rossi
video com letra




Noites Traiçoeiras
Padre Marcelo Rossi

Composição: Carlos Papae

Deus está aqui neste momento
Sua presença é real em meu viver
Entregue sua vida e seus problemas
Fale com Deus, ele vai ajudar você.

Ôôôô
Deus te trouxe aqui
Para aliviar os teus sofrimentos

Ôôôô
É ele o autor da fé
Do princípio ao fim
De todos os seus tormentos

(refrão)
E ainda se vier, noites traiçoeiras
Se a cruz pesada for, Cristo estará contigo
O mundo pode até
Fazer você chorar
Mas Deus te quer sorrindo (bis)

Seja qual for o seu problema
Fale com Deus, ele vai ajudar você
Após a dor vem a alegria
Pois Deus é amor e não te deixará sofrer

Ôôôô
Deus te trouxe aqui
Para aliviar os teus sofrimentos
É ele o autor da fé
Do princípio ao fim
De todos os seus tormentos

(refrão)
E ainda se vier, noites traiçoeiras
Se a cruz pesada for, Cristo estará contigo
O mundo pode até
Fazer você chorar
Mas Deus te quer sorrindo





Lula diz que é bom para o Brasil o fim do monopólio de novelas e informações

Lula diz que é bom para o Brasil o fim do monopólio de novelas e informações

Ele disse que a indústria de comunicação sairá beneficada

Do R7.Texto: ..O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quarta-feira que o crescimento da Record fará bem ao Brasil porque significa o fim do monopólio de novelas e informações. Suas declarações aconteceram durante evento de inauguração dos novos estúdios da Record no Rio de Janeiro.

- Não seria bom para o Brasil que a gente tivesse apenas uma televisão produzindo novela, não seria bom para o Brasil que a gente tivesse apenas uma televisão dando informações.

Ele disse que “não serão apenas a Rede Record e seu público que ganharão [...] Toda a televisão brasileira e a nossa indústria de comunicação serão igualmente beneficiadas”.

Lula também comemorou a diversidade:

- Quanto mais opções o publico tiver a sua disposição, melhor será a nossa televisão.

O presidente afirmou ainda que os novos investimentos da emissora demonstram que ela "acredita no Brasil".

Lula concluiu parabenizando a Record:

- Parabéns, à família Record [... ] boa sorte e que a Record continue crescendo.



Confira, abaixo, a íntegra do vídeo.





fonte
http://noticias.r7.com/brasil/noticias/lula-diz-que-e-bom-para-o-brasil-o-fim-do-monopolio-de-novelas-e-informacoes-20091028.html

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Esposa de Gilmar Mendes vai trabalhar para Dantas

Esposa de Gilmar Mendes vai trabalhar para Dantas


Do Conversa Afiada

A colonista(*) Mônica Bergamo informa na Folha(**) desta terça-feira (27/10) que a mulher de Gilmar Dantas (***) vai trabalhar como “gestora na área jurídica (?) do escritório do advogado Sergio Bermudes, do Rio.”

A colonista(*) Mônica Bergamo é excepcionalmente diligente e bem informada, até certo ponto.

Por exemplo.

Tão bem informada, ela se esquece de informar que Sergio Bermudes é um dos notáveis advogados dos 1001 advogados da milícia judicial de Daniel Dantas.

Ou seja, a mulher do juiz que, deu em 48hs, dois HCs a Daniel Dantas vai trabalhar com o advogado de Dantas.

Viva o Brasil!

Paulo Henrique Amorim

Em tempo: uma das últimas manifestações públicas da devoção de Bermudes à Gilmar Dantas(***) foi escrever um furibundo artigo na Folha(**) contra o corajoso ministro Joaquim Barbosa, porque se recusa a receber advogados como Sergio Bermudes.

(*) Não tem nada a ver com cólon. São os colonistas do PiG (****) que combatem na milícia para derrubar o presidente Lula. E assim se comportarão sempre que um presidente no Brasil, no mundo e na Galáxia tiver origem no trabalho e, não, no capital. O Mino Carta costuma dizer que o Brasil é o único lugar do mundo em que jornalista chama patrão de colega. É esse pessoal aí.

(**) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele acha da investigação, da “ditabranda”, do câncer do Fidel, da ficha falsa da Dilma, de Aécio vice de Serra, e que nos anos militares emprestava os carros de reportagem aos torturadores.

(****) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.
fonte
http://www.mst.org.br/node/8487


Valorize - George Carlin

"Nós bebemos demais, gastamos sem critérios. Dirigimos rápido demais, ficamos acordados até muito mais tarde, acordamos muito cansados, lemos muito pouco, assistimos TV demais e raramente estamos com Deus.

Multiplicamos nossos bens, mas reduzimos nossos valores.

Nós falamos demais, amamos raramente, odiamos freqüentemente.

Aprendemos a sobreviver, mas não a viver; adicionamos anos à nossa vida e não vida aos nossos anos.

Fomos e voltamos à Lua, mas temos dificuldade em cruzar a rua e encontrar um novo vizinho. Conquistamos o espaço, mas não o nosso próprio.

Fizemos muitas coisas maiores, mas pouquíssimas melhores.

Limpamos o ar, mas poluímos a alma; dominamos o átomo, mas não nosso preconceito; escrevemos mais, mas aprendemos menos; planejamos mais, mas realizamos menos.

Aprendemos a nos apressar e não, a esperar.

Construímos mais computadores para armazenar mais informação, produzir mais cópias do que nunca, mas nos comunicamos cada vez menos.

Estamos na era do 'fast-food' e da digestão lenta; do homem grande, de caráter pequeno; lucros acentuados e relações vazias.

Essa é a era de dois empregos, vários divórcios, casas chiques e lares despedaçados.

Essa é a era das viagens rápidas, fraldas e moral descartáveis, das rapidinhas, dos cérebros ocos e das pílulas 'mágicas'.

Um momento de muita coisa na vitrine e muito pouco na dispensa.

Uma era que leva essa carta a você, e uma era que te permite dividir essa reflexão ou simplesmente clicar 'delete'.

Lembre-se de passar tempo com as pessoas que ama, pois elas não estarão aqui para sempre.

Lembre-se dar um abraço carinhoso em seus pais, num amigo, pois não lhe custa um centavo sequer.

Lembre-se de dizer 'eu te amo' à sua companheira(o) e às pessoas que ama, mas, em primeiro lugar, se ame... se ame muito.

Um beijo e um abraço curam a dor, quando vêm de lá de dentro.

Por isso, valorize sua família e as pessoas que estão ao seu lado, sempre!!!!! "

George Carlin


CADA HORA


CADA HORA

Faze de cada hora - um poema de amor.
Renúncia vazia - terra seca.
Oração sem serviço - candeia apagada.
Alegria sem trabalho - flor sem proveito.
Cultura sem caridade - árvore estéril.
Sermão sem exemplo - trovoada sem chuva.
Tribuna sem suor - esquife sonoro.
Inteligência trancada - luz no deserto.
Vida sem ação - enterro lento.
Filosofia sem bondade - conversa vã.
Talento oculto - fonte escondida.
Fé parada - vaso inútil.
Virtude sem movimento - ninho morto.
Lição sem obras - museu de idéias.

Repara os recursos de que dispões:
Pensamento nobre.
Conhecimento superior.
Raciocínio pronto.
Diretrizes claras.
Ouvidos percucientes.
Olhos iluminados.
Verbo fácil.
Movimentos livres.
Mãos seguras.
Pés hábeis.

Não te afeiçoes a mortificações improfícuas.
Cada criatura, onde passa, deixa o próprio reflexo.
Só a inércia vagueia no mundo como sombra na sombra.
Tu, porém, deves caminhar, à feição do raio solar, dissipando as trevas.
Cada hora, podes fazer a dor menos amarga.
Cada hora, podes fazer a luta mais construtiva.
Imensos são os males do mundo - não os agraves com o desespero.
Enormes são as mágoas dos outros - não as multipliques com o fel da reprovação.
Onde estiveres, restaura, conserta, alivia, ampara e desculpa...
Em qualquer circunstância, recorda o Cristo, que passou entre os homens entendendo e ajudando...
E ainda mesmo quando se viu condenado sem culpa, pelos mesmos homens aos quais servia,
partiu para a morte, perdoando e amando... Torturado na cruz, mas de braços abertos!

EMMANUEL


RUMO A LIDERANÇA - RecNov inaugura dois novos estúdios

RecNov inaugura dois novos estúdios e
acervo para cenografia nesta quarta-feira (28)
Complexo de dramaturgia da TV Record no Rio de Janeiro tem agora 10 prédios;
novos edifícios têm estrutura sustentável


Quem liga a televisão para assistir às novelas da TV Record, não imagina o que está por trás das imagens que deliciam milhares de telespectadores todos os dias.

Nesta quarta-feira (28), mais um capítulo dessa história será escrito, com a inauguração dos estúdios I e J e do acervo de cenografia do complexo de dramaturgia RecNov, em Vargem Grande, na Zona Oeste do Rio de Janeiro.

Quando o RecNov foi inaugurado, em 2005, eram apenas três estúdios, o que não impediu o sucesso da primeira trama gravada pela emissora, Prova de Amor – quem não se lembra do vilão Vitor Lopo, o Vitinho, interpretado por Leonardo Vieira?

Em apenas quatro anos, o complexo cresceu em ritmo acelerado. Foram gravados mais 12 produtos: Bicho do Mato, Vidas Opostas, Alta Estação, Luz do Sol, Caminhos do Coração, Chamas da Vida, Mutantes - Caminhos do Coração, Promessas de Amor, Amor e Intrigas, Poder Paralelo, A Lei e o Crime e Bela, a Feia.

Ainda antes do início das obras dos estúdios I e J e do acervo, a equipe de infraestrutura ouviu diretores, cenógrafos, figurinistas e atores para entender quais as necessidades do dia a dia de cada setor e otimizar o uso do espaço. Em março deste ano, cerca de 500 funcionários começaram a se revezar em ritmo intenso para construir edifícios de ultima geração.


Conheça o complexo de estúdios da Record no Rio de Janeiro
..São prédios que recebem o selo verde, por terem estrutura sustentável. O consumo de água é feito de forma inteligente, evitando o desperdício e proporcionando o reaproveitando. A arquitetura foi toda pensada para aproveitar ao máximo a luz externa, e quando a luz elétrica é usada, também é feita por sensores de presença, o que evita que a luz fique acesa se necessidade. E toda a madeira usada na obra é certificada, junto com outros materiais recicláveis.

Com a inauguração de hoje, o RecNov soma agora dez estúdios de gravação. Todos com camarim, maquiagem, sala de elenco, copa, guarda-roupa, enfim, toda a estrutura para a gravação de novelas. Novas cenas estão por vir, novos vilões ainda vão aterrorizar nossas vidas, mas novos mocinhos vão chegar para nos salvar, a tempo do final feliz. Basta aguardar as cenas dos próximos capítulos.
fonte
http://entretenimento.r7.com/famosos-e-tv/noticias/recnov-inaugura-dois-novos-estudios-e-acervo-para-cenografia-nesta-quarta-feira-28-20091028.html


Tchau.tchau plin plin kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk



terça-feira, 27 de outubro de 2009

Deputados favoráveis à CPI do MST receberam doações da Cutrale

Deputados favoráveis à CPI do MST receberam doações da Cutrale


Quatro deputados federais que assinaram o requerimento favorável à criação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) contra o MST receberam doações da Sucocítrico Cutrale, empresa que monopoliza o mercado de laranja do Brasil e acumula denúncias na Justiça.

De acordo com o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), a fazenda da Cutrale ocupada neste mês por trabalhadores rurais Sem Terra em Iaras (SP), é uma área pública grilada.

Arnaldo Madeira (PSDB/SP) recebeu, em setembro de 2006, R$ 50.000,00 em doações da empresa. Carlos Henrique Focesi Sampaio, também do PSDB paulista, e Jutahy Magalhães Júnior (PSDB/BA), obtiveram cada um R$ 25.000,00 para suas respectivas campanhas. Nelson Marquezelli (PTB/SP) foi beneficiado com R$ 40.000,00 no mesmo período.

Os quatro parlamentares que votaram favoravelmente à CPI integram a lista dos 55 candidatos beneficiados pela empresa em 2006.

“O episódio do laranjal entra numa situação de confronto dos ruralistas contra o governo, contra o Incra e contra o MST. É importante ter clareza de que o caso, se houvesse acontecido em outra conjuntura, não teria a mesma repercussão como teve após o anúncio da atualização dos índices de produtividade rural”, aponta João Paulo Rodrigues, da coordenação nacional do MST.

“Apesar de o censo do Instituo Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostrar que os assentamentos são produtivos, os ruralistas não querem discutir modelos agrícolas e colocam uma CPI para alterar o debate. O MST não tem nenhum problema em debater com a sociedade”, completa.

A Cutrale possui 30 fazendas em São Paulo e Minas Gerais, totalizando 53.207 hectares. Destas, seis fazendas com 8.011 hectares são classificadas pelo Incra como improdutivas. A área grilada de Iaras nem entra na conta.

Por conta do monopólio da Cutrale no comércio de suco e da imposição dos preços, agricultores que plantam laranjas foram obrigados a destruir entre 1996 a 2006 cerca de 280 mil hectares de laranjais.

A empresa já foi processada por formação de cartel e danos ambientais, e seus donos acusados por porte ilegal de armas de fogo.

Em reportagem de 2003, uma revista denunciou que a empresa Cutrale tem subsidiária nas Ilhas Cayman, como forma de aumentar seus lucros.
FONTE
http://www.mst.org.br/node/8460







Justiça bloqueia bens de deputado que assinou CPI do MST

Justiça bloqueia bens de deputado que assinou CPI do MST



A Justiça Federal bloqueou os bens do deputado federal Henrique Amorin (PTB/RO). Em um esquema de corrupção, o parlamentar – juntamente com mais 11 empresários – foi favorecido pelos servidores da Superintendência Federal de Agricultura em Rondônia (SFA/RO), órgão ligado ao Ministério da Agricultura e Abastecimento. Amorin é um dos 210 deputados que assinaram o requerimento da CPMI para investigar o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).

O Procurador da República, Reginaldo Trindade, explica que Amorin garantiu a nomeação do superintende do órgão, Orimar Martins da Silva, o que benificou o deputado.

“A participação do deputado federal era de assegurar que os interesses dele – enquanto empresário do ramo agropecuário e como pessoa muito ligada a esse setor – fossem garantidos. Ele conseguiu que pessoas bem próximas a ele passassem a ocupar a SFA. Essas pessoas passaram a defender os interesses do Amorin e das empresas envolvidas no esquema.”

Em troca de propina, os servidores favoreceram, pelo menos, cinco frigoríficos, um laticínio e um curtume. No esquema, os empresários falsificavam a data de validade de queijos e adulteravam a pesagem de carnes, usando para isso injeção de água sob pressão. O esquema foi descoberto pela Operação Abate, em uma ação conjunta da Polícia Federal com o Ministério Público Federal (MPF) de Rondônia em junho deste ano.

A Justiça pediu o bloqueio de todos os bens dos envolvidos no esquema de corrupção como forma de garantir a restituição aos cofres públicos. O MPF exige o pagamento de R$ 5 milhões por danos morais. Por ser deputado, Amorin tem fórum especial no âmbito criminal, mas pode ser processado no âmbito civil.

Veja aqui a lista completa dos parlamentares que votaram a favor da CPMI.



Deputados

ACRE
Ilderlei Cordeiro PPS

ALAGOAS
Maurício Quintella Lessa (PR)
Carlos Alberto Canuto (PSC)
Augusto Farias (PTB)

AMAPÁ
Jurandil Juarez (PMDB)

AMAZONAS
Rebecca Garcia (PP)

BAHIA
Antonio Carlos Magalhães Neto (DEM)
Claudio Cajado (DEM)
Fábio Souto (DEM)
Jorge Khoury (DEM)
José Carlos Aleluia (DEM)
Luiz Carreira (DEM)
Paulo Magalhães (DEM)
João Carlos Bacelar (PR)
Tonha Magalhães (PR)
João Almeida (PSDB)
Jutahy Junior (PSDB)

CEARÁ
José Linhares (PP)
Leo Alcântara (PR)
Marcelo Teixeira (PR)
Pastor Pedro Ribeiro (PR)
Raimundo Gomes de Matos (PSDB)

DISTRITO FEDERAL
Alberto Fraga (DEM)
Osório Adriano (DEM)
Jofran Frejat (PR)
Laerte Bessa (PSC)

ESPÍRITO SANTO
Rita Camata (PMDB)
Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB)

GOIÁS
Ronaldo Caiado (DEM)
Luiz Bittencourt (PMDB)
Marcelo Melo (PMDB)
Carlos Alberto Leréia (PSDB)
João Campos (PSDB)
Leonardo Vilela (PSDB)
Professora Raquel Teixeira (PSDB)

MARANHÃO
Carlos Brandão (PSDB)
Pinto Itamaraty (PSDB)

MATO GROSSO
Professor Victorio Galli (PMDB)
Homero Pereira (PR)
Thelma de Oliveira (PSDB)

MATO GROSSO DO SUL
Waldemir Moka (PMDB)
Antonio Cruz (PP)

MINAS GERAIS
Carlos Melles (DEM)
Jairo Ataide (DEM)
Marcos Montes (DEM)
Vitor Penido (DEM)
Antônio Andrade (PMDB)
João Magalhães (PMDB)
Paulo Piau (PMDB)
Silas Brasileiro (PMDB)
Márcio Reinaldo Moreira (PP)
Alexandre Silveira (PPS)
Geraldo Thadeu (PPS)
Humberto Souto (PPS)
Aelton Freitas (PR)
Bilac Pinto (PR)
José Santana de Vasconcellos (PR)
George Hilton (PRB)
Bonifácio de Andrada (PSDB)
Eduardo Barbosa (PSDB)
Narcio Rodrigues (PSDB)
Paulo Abi-Ackel (PSDB)
Rafael Guerra (PSDB)
Rodrigo de Castro (PSDB)
José Fernando Aparecido de Oliveira (PV)

PARÁ
Lira Maia (DEM)
Vic Pires Franco (DEM)
Giovanni Queiroz (PDT)
Bel Mesquita (PMDB)
Lúcio Vale (PR)
Nilson Pinto (PSDB)
Wandenkolk Gonçalves (PSDB)
Zenaldo Coutinho (PSDB)

PARAÍBA
Efraim Filho (DEM)
Major Fábio (DEM)
Wellington Roberto (PR)
Rômulo Gouveia (PSDB)

PARANÁ
Abelardo Lupion (DEM)
Alceni Guerra (DEM)
Eduardo Sciarra (DEM)
Luiz Carlos Setim (DEM)
Moacir Micheletto (PMDB)
Osmar Serraglio (PMDB)
Dilceu Sperafico (PP)
Cezar Silvestri (PPS)
Takayama (PSC)
Affonso Camargo (PSDB)
Alfredo Kaefer (PSDB)
Gustavo Fruet (PSDB)
Luiz Carlos Hauly (PSDB)

PERNAMBUCO
André de Paula (DEM)
José Mendonça Bezerra (DEM)
Roberto Magalhães (DEM)
Edgar Moury (PMDB)
Eduardo da Fonte (PP)
Raul Jungmann (PPS)
Bruno Araújo (PSDB)
Bruno Rodrigues (PSDB)
Charles Lucena (PTB)

PIAUÍ
José Maia Filho (DEM)
Júlio Cesar (DEM)

RIO DE JANEIRO
Arolde de Oliveira (DEM)
Indio da Costa (DEM)
Rodrigo Maia (DEM)
Rogerio Lisboa (DEM)
Solange Amaral (DEM)
Felipe Bornier (PHS)
Marcelo Itagiba (PMDB)
Nelson Bornier (PMDB)
Jair Bolsonaro (PP)
Leandro Sampaio (PPS)
Marina Maggessi (PPS)
Dr. Paulo César (PR)
Filipe Pereira (PSC)
Andreia Zito (PSDB)
Otavio Leite (PSDB)
Silvio Lopes (PSDB)
Vinicius Carvalho (PTdoB)

RIO GRANDE DO NORTE
Betinho Rosado (DEM)
Felipe Maia (DEM)
Rogério Marinho (PSDB)

RIO GRANDE DO SUL
Germano Bonow (DEM)
Onyx Lorenzoni (DEM)
Darcísio Perondi (PMDB)
Eliseu Padilha (PMDB)
Ibsen Pinheiro (PMDB)
Afonso Hamm (PP)
Luis Carlos Heinze (PP)
Vilson Covatti (PP)
Nelson Proença (PPS)
Cláudio Diaz (PSDB)
Professor Ruy Pauletti (PSDB)

RONDÔNIA
Moreira Mendes (PPS)
Ernandes Amorim (PTB)

RORAIMA
Francisco Rodrigues (DEM)
Marcio Junqueira (DEM)
Luciano Castro (PR)
Urzeni Rocha (PSDB)

SANTA CATARINA
Paulo Bornhausen (DEM)
Acélio Casagrande (PMDB)
Celso Maldaner (PMDB)
Valdir Colatto (PMDB)
Zonta (PP)
Fernando Coruja (PPS)
José Carlos Vieira (PR)
Gervásio Silva (PSDB)

SÃO PAULO
Bispo Gê Tenuta (DEM)
Eleuses Paiva (DEM)
Guilherme Campos (DEM)
Jorginho Maluly (DEM)
Milton Vieira (DEM)
Walter Ihoshi (DEM)
Fernando Chiarelli (PDT)
Francisco Rossi (PMDB)
Beto Mansur (PP)
Dr. Nechar (PP)
Paulo Maluf (PP)
Arnaldo Jardim (PPS)
Antonio Carlos Mendes Thame (PSDB)
Antonio Carlos Pannunzio (PSDB)
Arnaldo Madeira (PSDB)
Carlos Sampaio (PSDB)
Duarte Nogueira (PSDB)
Edson Aparecido (PSDB)
Emanuel Fernandes (PSDB)
Fernando Chucre (PSDB)
José Aníbal (PSDB)
José C. Stangarlini (PSDB)
Julio Semeghini (PSDB)
Lobbe Neto (PSDB)
Renato Amary (PSDB)
Ricardo Tripoli (PSDB)
Silvio Torres (PSDB)
Vanderlei Macris (PSDB)
William Woo (PSDB)
Nelson Marquezelli (PTB)
Paes de Lira (PTC)
Dr. Talmir (PV)

SERGIPE
Jerônimo Reis (DEM)
José Carlos Machado (DEM)
Mendonça Prado (DEM)
Albano Franco (PSDB)

TOCANTINS
João Oliveira (DEM)
Moises Avelino (PMDB)
Eduardo Gomes (PSDB)


Senadores

ACRE
Geraldo Mesquita Júnior (PMDB)

ALAGOAS
João Tenório (PSDB)

AMAZONAS
Arthur Virgílio (PSDB)

AMAPÁ
Papaléo Paes (PSDB)

BAHIA
Antônio Carlos Magalhães Junior (DEM)
César Borges (DEM)

CEARÁ
Tasso Jereissati (PSDB)

DISTRITO FEDERAL
Adelmir Santana (DEM)

GOIÁS
Demóstenes Torres (DEM)
Marconi Perillo (PSDB)

MARANHÃO
Lobão Filho (PMDB)

MATO GROSSO
Gilberto Goellner (DEM)
Osvaldo Sobrinho (PTB)

MATO GROSSO DO SUL
Marisa Serrano (PSDB)
Valter Pereira (PMDB)

MINAS GERAIS
Eduardo Azeredo (PSDB)
Wellington Salgado (PMDB)

PARÁ
Flexa Ribeiro (PSDB)
Mário Couto (PSDB)

PARAÍBA
Cícero Lucena (PSDB)
Efraim Morais (DEM)

PARANÁ
Alvaro Dias (PSDB)

PERNAMBUCO
Jarbas Vasconcelos (PMDB)
Marco Maciel (DEM)

PIAUÍ
Heráclito Fortes (DEM)

RIO GRANDE DO NORTE
Garibaldi Alves (PMDB)
José Agripino (DEM)
Rosalba Ciarlini (DEM)

RONDÔNIA
Expedito Júnior (PSDB)

RORAIMA
Mozarildo Cavalcanti (PTB)

SANTA CATARINA
Neuto de Conto (PMDB)
Raimundo Colombo (DEM)

SÃO PAULO
Romeu Tuma (PTB)

SERGIPE
Maria do Carmo Alves (DEM)

TOCANTINS
Kátia Abreu (DEM)

fonte http://www.mst.org.br/node/8471




segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Escravidão avança sobre plantações de laranja

Escravidão avança sobre plantações de laranja

Entre janeiro e setembro deste ano, o número de pessoas encontradas trabalhando em condições análogas à escravidão em áreas rurais cresceu mais nas regiões Sudeste e Sul do país, justamente onde o agronegócio avança.

Segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), foram resgatadas no período 743 vítimas em propriedades do Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo. Em comparação com o total de libertados nos anos de 2007 e 2008, o número é quase 40% superior.

É a primeira vez que a região lidera o ranking do trabalho escravo. Estados do Norte e Nordeste, onde historicamente os números são superiores, registraram queda. No total, 2.568 pessoas foram libertadas entre janeiro e setembro, em 101 operações do Grupo Especial de Fiscalização Móvel do ministério. Em igual período do ano passado foram 3.669 libertados, em 107 ações.

Para a Comissão Pastoral da Terra (CPT), os números de libertados no Sudeste e no Sul do país mostram que o crescimento econômico não acaba com a exploração da mão de obra escrava. "Observamos que onde o agronegócio vai de vento em popa o trabalho escravo avança", diz frei Xavier Plassat, coordenador da entidade.

No caso da região Sudeste, o aumento do número de libertados decorre da descoberta de 361 pessoas exploradas em plantações de cana-de-açúcar no Rio de Janeiro e de 284 em Minas Gerais. Em São Paulo - onde as ocorrências crescem nas plantações de laranja - foi realizada apenas uma operação com o resgate de 17 vítimas.

Escravidão avança na citricultura

O Ministério Público do Trabalho (MPT) afirma que o trabalho escravo nas plantações de laranja é um problema crescente em São Paulo. O estado responde por 80% da produção de laranja no País. Em 2007, dos 18,6 milhões de toneladas produzidas, 14,9 milhões foram em propriedades paulistas. A cana-de-açúcar, antes o principal foco da atuação dos grupos de fiscalização, deixou de ser a maior preocupação nos últimos anos.

"O trabalho escravo nas plantações de laranja sempre foi um problema no Estado. É uma preocupação constante nas nossas fiscalizações", afirmou o coordenador nacional de erradicação do trabalho escravo do MPT, Sebastião Vieira Caixeta.

A Associação Brasileira dos Citricultores (Associtrus) estima que 50 mil pessoas trabalham na colheita de laranja no Estado de São Paulo.

PEC parada na Câmara

Desde 2004, está parada no Congresso Nacional uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) criada para penalizar os proprietários rurais que usam trabalho escravo em suas terras. A pena seria a desapropriação da área para fins de Reforma Agrária.

“Essa é uma PEC que começou em 2001. Foi votada no Senado duas vezes e aprovada. Foi votada na Câmara dos Deputados - deveria ter sido votada duas vezes, mas foi votada apenas uma vez, sendo aprovada. Falta esta segunda votação. Só que isto está parado na gaveta do presidente da Câmara desde 2003. Eu acho que há uma grande omissão por parte do governo.”

Atualmente, as punições aos exploradores desse tipo de mão de obra são as previstas no artigo 149 do Código Penal, que prevê de dois a oito anos de prisão, e a inclusão do nome na "lista suja" do Ministério do Trabalho e Emprego, que pune os reincidentes com restrições de crédito.

A proposta chegou a ser aprovada em primeiro turno pela Câmara em agosto de 2004, mas depois da aprovação, a bancada ruralista passou a trabalhar contra a proposta e até hoje não houve acordo entre os líderes de partido para retomar a proposta às votações.
fonte
http://www.mst.org.br/node/8466







domingo, 25 de outubro de 2009

CPI: MST pode e a Vale não pode?

CPI: MST pode e a Vale não pode?

outubro 22nd, 2009



A lei vale para a ela e não vale para a Vale?


Ontem, o Congresso deu número legal para a instalação da CPI que se propõe a investigar supostos repasses de recursos públicos para o Movimento dos Sem-Terra. Você, leitor, já sabe o que há por detrás disso. Não que os repasses não devam existir e seu uso deva ser fiscalizado, como o de quaisquer outros. E os excessos ou eventuais crimes cometidos por sem-terras, da mesma forma que deveriam ter sido punidos os responsáveis pelo massacre de Eldorado de Carajás, onde 19 trabalhadores rurais foram brutalmente assassinados. Morte de seres humanos que, até agora, dez anos depois, estão impunes, sem que se veja nenhum furor midiático contra isso.

Bom, vou procurar cada um dos signatários desta CPI e perguntar: se o senhor quer zelar para que não haja desvio de dinheiro público de suas finalidades, gostaria de ter sua assinatura para investigarmos para onde está indo o dinheiro público colocado à disposição da Vale. Sou capaz de apostar que, se somarmos todos os recursos de que possam acusar o MST de mau uso, nem chega na sola do chinelo dos créditos do BNDES concedidos à empresa, incrivelmente controlada pelo Bradesco, que só tem 9% do seu capital.

Os nossos amigos da imprensa, sempre tão indignados, perderam o interesse na Vale, depois que o sr. Agnelli disse que vai seguir o que o Governo quer. Ninguém questionou a afirmação que ele fez - um escárnio à inteligência das pessoas - de que suas ligações com o Brtadesco eram “meramente afetivas”, depois de sair direto de 20 anos no bancão e ir direto para a presidência da Vale.

Assim é o “todos são iguais perante a lei” no Brasil. O Sr. Agnelli pode mandar meter não um, mas centenas de tratores abrirem rombos imensos no nosso território, em áreas desapropriadas pelo Estado para que possa haver a mineração. Nada demais. Um provocador infiltrado ou um insensato derruba - e isso é uma atitude que deve ser punida, sim - alguns pés de laranja em terra pública, adquirida irregularmente por uma empresa (multinacional) de agronegócio e isso é motivo de comoção nacional.

Nós, deputados, juramos uma Constituição que diz que os brasileiros são iguais. Só o que queremos é que uma empresa que explora concessões públicas milionárias, que tem como maiores acionistas entes ligados ao Estado e sujeitos à fiscalização do Tribunal de Contas e que recebe enormes créditos beneficiados do Estado seja investigada como pretendem investigar o MST.
fonte http://tijolaco.com/?p=5283




Cuba vai mostrar programas de agroecologia em Congresso Latino-Americano em Curitiba

Cuba vai mostrar programas de agroecologia em Congresso Latino-Americano em Curitiba

- As experiências de Cuba, cuja agricultura foi obrigada a passar rapidamente de um modelo dependente de insumos químicos para um modelo agroecológico com o embargo econômico imposto àquele país em 1962, serão relatadas durante o 6° Congresso Brasileiro e o 2° Congresso Latino-Americano de Agroecologia, que serão realizados em Curitiba entre os dias 9 a 12 de novembro.

A professora cubana Nilde Peres faz parte da comitiva de especialistas que vão apresentar seus estudos sobre manejo em agroecologia e alternativas ao uso de agrotóxicos na agricultura. A palestra vai abordar um panorama atual da agricultura de Cuba, a transição do modelo convencional de produção para o agroecológico e as experiências vividas pelos agricultores cubanos durante os quase 50 anos de embargo econômico.

Em Cuba, os projetos agroecológicos são bastante difundidos principalmente nas hortas urbanas, prática comum naquele País. Até o início da década, Cuba era um dos países mais dependentes de insumos químicos do pĺaneta. A relação da quantidade de consumo de agrotóxicos por área era superior à dos Estados Unidos.

Quando houve o embargo econômico, a União Soviética e países aliados, na época, não conseguiram fornecer os insumos na quantidade que o País estava acostumado a utilizar. Cuba se obrigou, então, a buscar alternativas rápidas para o seu modelo de produção, sob pena de extinguir totalmente a produção de alimentos naquele País.

Os centros de pesquisas agrícolas cubanos desenvolveram alternativas como inseticidas microbianos e resgataram as técnicas de compostagem para aumentar a fertilidade do solo. Hoje, grande parte da agricultura cubana é orgânica e os agricultores trocam experiências e tecnologias numa feira, que é mantida até hoje em Havana. Conhecimentos simples de manutenção de maquinários e técnicas de cultivo são repassadas nessa feira.

ADESÃO - O 6° Congresso Brasileiro e o 2° Congresso Latino-Americano de Agroecologia já contam com quase 3 mil pessoas inscritas. Os eventos serão realizados nas faculdades Positivo, onde serão apresentados mais de 1.000 trabalhos e quase 350 experiências.

Os congressos já contam com 32 expositores confirmados, 13 palestrantes, além de estarem agendadas 6 visitas técnicas em propriedades agrícolas de Campo Magro, Morretes,Colombo, Barra do Turno e São José dos Pinhais, onde funciona o Centro Paranaense de Referência em Agroecologia (CPRA). Também serão feitas visitas ao Mercado Municipal e Feira Orgânica de Curitiba.

O evento contará também com a presença de diversos representantes dos países da América Latina como professores, agricultores e estudantes. A abertura dos congressos será realizada pelo governador Roberto Requião.

A agrônoma Ana Maria Primavesi, uma das pioneiras em pesquisadoras da agroecologia do País será a homenageada da solenidade. Primavesi é austriaca, mas lecionou na Universidade Federal de Santa Maria (RS) desde quando chegou da Áustria há 60 anos e trouxe conhecimentos de agroecologia. Ela defende que a agronomia não deve competir com as leis da natureza.

Segundo o pesquisador do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes) Ivo Melão, um dos organizadores do evento, estão sendo esperados agricultores de todo o Brasil, principalmente oriundos dos assentamentos do Movimento dos Sem Terra (MST). “Isso para nós será de grande importância pois teremos aqui pessoas que poderão passar suas experiências diretas em agroecologia”, afirma.

SERVIÇO:
Toda a alimentação oferecida nos almoços e nos cafés será orgânica e proveniente da rede Ecovida de Agroecologia. Para mais informações acesse o site
http://www.agroecologia2009.org.br/.

fonte
http://www.aenoticias.pr.gov.br/modules/news/article.php?storyid=51545


sábado, 24 de outubro de 2009

Fracassomaníacos

Fracassomaníacos

Por Emir Sader

Ter que conviver com o sucesso popular, econômico, social e internacional do governo Lula é insuportável para os fracassomaníacos. Usam todo o tempo de rádio, televisão e internet, todo o espaço de jornal para atacar o governo, e só conseguem 5% de rejeição ao governo, com 80% de apoio.


Fracassomaníacos

A invenção se deve às ironias com que FHC tentava desqualificar o debate. Conhecedor que era, se dedicou a essa prática, alimentada pelo despeito, o rancor e a inveja de ver seu sucessor se dar muito melhor do que ele. E os tucanos se tornaram os arautos da fracassomania, porque o governo Lula não poderia dar certo. Senão, seria a prova da incompetência, dos que se julgavam o mais competentes.

Lula fracassaria porque não contaria com a expertise (expressão bem tucana) de gente como Pedro Malan, Celso Lafer, Paulo Renato, José Serra, os irmãos Mendonça de Barros, entre tantos outros tucanos. O governo Lula não poderia dar certo, senão a pessoa mais qualificada para dirigir o Brasil – na ótica tucana -, FHC se mostraria muito menos capaz que um operário nordestino.

Por isso o governo Lula teria que fracassar economicamente, com a inflação descontrolada, a fuga de capitais estrangeiros, o “risco Brasil” despencando, a estagnação herdada de FHC prolongada e aprofundada, o descontentamento social se alastrando, as divergências internas ao PT dividindo profundamente ao partido, o governo se isolando social e politicamente no plano interno, além do plano internacional.

A imprensa se encarregou de propagar o fracasso do governo Lula. Ricardo Noblat, apresentando o livro de uma jornalista global, afirmava expressamente, de forma coerente com o livreco de ocasião, que “o governo Lula acabou” (sic). A crise de 2005 do governo era seu funeral, os urubus da mídia privada salivavam na expectativa de voltarem a eleger um dos seus para se reapropriarem do Estado brasileiro.

FHC gritava, no ultimo comício do candidato do seu partido, que havia relegado seu governo, com a camisa para fora da calça, suado, desesperado, “Lula, você morreu”, refletindo seus desejos, em contraposição com a realidade, que viu Lula se reeleger, sob o cadáver político e moral de FHC.

Um jornalista da empresa da Avenida Barão de Limeira relatava o desespero do seu patrão, golpeando a mesa, enquanto dava voltas em torno dela, dizendo: “Onde foi que nós erramos, onde foi que nós erramos?”, depois de acreditar que a gigantesca operação de mídia montada a partir de uma entrevista a um escroque que o jornal tinha feito, tinha derrubado ao governo Lula.

Ter que conviver com o sucesso popular, econômico, social e internacional do governo Lula é insuportável para os fracassomaníacos. Usam todo o tempo de rádio, televisão e internet, todo o espaço de jornal para atacar o governo, e só conseguem 5% de rejeição ao governo, com 80% de apoio. Um resultado penoso, qualquer gerente eficiente mandaria a todos os empregados das empresas midiáticas embora, por baixíssima produtividade.

Como disse, desesperadamente, FHC a Aécio, tentando culpá-lo por uma nova derrota no ano que vem: “Se perdermos, são 16 anos fora do governo...” Terminaria definitivamente uma geração de políticos direitistas, entre eles Tasso, FHC, Serra - os queridinhos do grande empresariado e da mídia mercantil.

Se Evo Morales dá certo, quando o FHC de lá – o branco, que fala castelhano com sotaque inglês -, Sanchez de Losada, fracassou, é derrota das elites brancas, da mesma forma que se Lula dá certo, é derrota das elites brancas paulistanas dos Jardins e da empresa elitista e mercantil da Avenida Barão de Limeira. fonte
http://www.cartamaior.com.br/templates/postMostrar.cfm?blog_id=1&post_id=364



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Parabéns professor Emir Sader !

Serginho


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Intelectuais fazem manifesto contra CPI do MST

Intelectuais fazem manifesto contra CPI do MST

Assinam o documento personalidades como Antonio Candido, Luis Fernando Veríssimo e Emir Sader


SÃO PAULO - Intelectuais do Brasil e do exterior divulgaram nesta sexta-feira, 23, um manifesto em defesa dos Movimento dos Sem-Terra (MST) e contra a CPI criada nesta semana para investigar supostas irregularidades na repasse de verbas públicas para a organização. De acordo com o documento, está em curso no Brasil "um grande operativo político das classes dominantes objetivando golpear o principal movimento social brasileiro, o MST". No fundo, diz o texto, "prepara-se o terreno para mais uma ofensiva contra os direitos sociais da maioria da população brasileira".


Entre os signatários do manifesto aparecem os escritores Eduardo Galeano, do Uruguai, e Luiz Fernando Veríssimo. Também estão na lista o crítico literário e professor aposentado Antonio Candido, o cientista político Chico de Oliveira e o filósofo Paulo Arantes. Até o final da tarde de desta sexta-feira, cerca de cem pessoas já haviam assinado o manifesto, que está circulando por diversos países. Em Portugal ele ganhou a adesão do sociólogo Boaventura de Souza Santos, um dos ideólogos do Fórum Social Mundial.



O manifesto critica a cobertura dada pela mídia à destruição de um laranjal da empresa Cutrale por militantes do MST, semanas atrás, no interior de São Paulo. "A mídia foi taxativa em classificar a derrubada de alguns pés de laranja como ato de vandalismo. Uma informação essencial, no entanto, foi omitida: a de que a titularidade das terras da empresa é contestada pelo Incra e pela Justiça", diz o texto. E mais adiante acrescenta: "Na ótica dos setores dominantes, pés de laranja arrancados em protesto representam uma imagem mais chocante do que as famílias que vivem em acampamentos precários, desejando produzir alimentos."



O manifesto foi redigido por um grupo de apoiadores do MST no Rio. Quando começou a circular ganhou rapidamente adesões em universidades brasileiras e do exterior. Segundo o sociólogo Ricardo Antunes, da Unicamp, um dos signatários do documento, o MST é respeitado internacionalmente como um dos movimentos sociais mais importantes do mundo. "É inaceitável a iniciativa de criminalizá-lo e empurrá-lo para a clandestinidade", disse ele ao Estado. "É inaceitável também que este Congresso, que chegou ao fundo do poço e cujo presidente tenta cercear o trabalho da imprensa, impedindo a divulgação de informações sobre sua família, se julgue no direito de policiar e tentar sufocar o movimento."



O texto endossa a tese defendida pela liderança do MST de que o principal objetivo da CPI é tirar do foco o debate sobre a revisão dos índices de produtividade no País, que estão em vigor desde 1975. "A revisão dos índices evidenciaria que, apesar de todo o avanço técnico, boa parte das grandes propriedades não é tão produtiva quanto seus donos alegam e estaria, assim disponível para a reforma agrária."

Assine em:

http://www.petitiononline.com/boit1995/petition.html

http://www.petitiononline.com/boit1995/petition.html


ou seja a favor dos burgueses






Contra a violência do agronegócio e a criminalização das lutas sociais

Contra a violência do agronegócio e a criminalização das lutas sociais


As grandes redes de televisão repetiram à exaustão, há algumas semanas, imagens da ocupação realizada por integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) em terras que seriam de propriedade do Sucocítrico Cutrale, no interior de São Paulo. A mídia foi taxativa em classificar a derrubada de alguns pés de laranja como ato de vandalismo.

Uma informação essencial, no entanto, foi omitida: a de que a titularidade das terras da empresa é contestada pelo Incra e pela Justiça. Trata-se de uma grande área chamada Núcleo Monções, que possui cerca de 30 mil hectares. Desses 30 mil hectares, 10 mil são terras públicas reconhecidas oficialmente como devolutas e 15 mil são terras improdutivas. Ao mesmo tempo, não há nenhuma prova de que a suposta destruição de máquinas e equipamentos tenha sido obra dos sem-terra.

Na ótica dos setores dominantes, pés de laranja arrancados em protesto representam uma imagem mais chocante do que as famílias que vivem em acampamentos precários desejando produzir alimentos.

Bloquear a reforma agrária

Há um objetivo preciso nisso tudo: impedir a revisão dos índices de produtividade agrícola – cuja versão em vigor tem como base o censo agropecuário de 1975 – e viabilizar uma CPI sobre o MST. Com tal postura, o foco do debate agrário desloca-se dos responsáveis pela desigualdade e concentração para criminalizar os que lutam pelo direito do povo. A revisão dos índices evidenciaria que, apesar de todo o avanço técnico, boa parte das grandes propriedades não é tão produtiva quanto seus donos alegam e estaria, assim, disponível para a reforma agrária.

Para mascarar tal fato, está em curso um grande operativo político das classes dominantes objetivando golpear o principal movimento social brasileiro, o MST. Deste modo, prepara-se o terreno para mais uma ofensiva contra os direitos sociais da maioria da população brasileira.

O pesado operativo midiático-empresarial visa isolar e criminalizar o movimento social e enfraquecer suas bases de apoio. Sem resistências, as corporações agrícolas tentam bloquear, ainda mais severamente, a reforma agrária e impor um modelo agroexportador predatório em termos sociais e ambientais como única alternativa para a agropecuária brasileira.

Concentração fundiária

A concentração fundiária no Brasil aumentou nos últimos dez anos, conforme o Censo Agrário do IBGE. A área ocupada pelos estabelecimentos rurais maiores do que mil hectares concentra mais de 43% do espaço total, enquanto as propriedades com menos de 10 hectares ocupam menos de 2,7%. As pequenas propriedades estão definhando enquanto crescem as fronteiras agrícolas do agronegócio.

Conforme a Comissão Pastoral da Terra (CPT, 2009) os conflitos agrários do primeiro semestre deste ano seguem marcando uma situação de extrema violência contra os trabalhadores rurais. Entre janeiro e julho de 2009 foram registrados 366 conflitos, que afetaram diretamente 193.174 pessoas, ocorrendo um assassinato a cada 30 conflitos no primeiro semestre de 2009. Ao todo, foram 12 assassinatos, 44 tentativas de homicídio, 22 ameaças de morte e 6 pessoas torturadas no primeiro semestre deste ano.

Não violência

A estratégia de luta do MST sempre se caracterizou pela não violência, ainda que em um ambiente de extrema agressividade por parte dos agentes do Estado e das milícias e jagunços a serviço das corporações e do latifúndio. As ocupações objetivam pressionar os governos a realizar a reforma agrária.

É preciso uma agricultura socialmente justa, ecológica, capaz de assegurar a soberania alimentar e baseada na livre cooperação de pequenos agricultores. Isso só será conquistado com movimentos sociais fortes, apoiados pela maioria da população brasileira.

Contra a criminalização das lutas sociais

Convocamos todos os movimentos e setores comprometidos com as lutas a se engajarem em um amplo movimento contra a criminalização das lutas sociais, realizando atos e manifestações políticas que demarquem o repúdio à criminalização do MST e de todas as lutas no Brasil.

Ana Clara Ribeiro
Ana Esther Ceceña
Boaventura de Sousa Santos
Carlos Nelson Coutinho
Carlos Walter Porto-Gonçalves
Claudia Santiago
Claudia Korol
Ciro Correia
Chico Alencar
Chico de Oliveira
Daniel Bensaïd
Demian Bezerra de Melo
Fernando Vieira Velloso
Eduardo Galeano
Eleuterio Prado
Emir Sader
Gaudêncio Frigotto
Gilberto Maringoni
Gilcilene Barão
Heloisa Fernandes
Isabel Monal
István Mészáros
Ivana Jinkings
José Paulo Netto
Lucia Maria Wanderley Neves
Luis Acosta
Marcelo Badaró Mattos
Marcelo Freixo
Maria Orlanda Pinassi
Marilda Iamamoto
Maurício Vieira Martins
Mauro Luis Iasi
Michael Lowy
Otilia Fiori Arantes
Paulo Arantes
Paulo Nakatani
Plínio de Arruda Sampaio
Reinaldo A. Carcanholo
Ricardo Antunes
Ricardo Gilberto Lyrio Teixeira
Roberto Leher
Sara Granemann
Sergio Romagnolo
Virgínia Fontes
Vito Giannotti

Assine também: http://www.petitiononline.com/boit1995/petition.html







sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Cutrale, símbolo do agronegócio internacionalizado - burguesia internacional.

Cutrale, símbolo do agronegócio internacionalizado


por Michelle Amaral da Silva última modificação 23/10/2009 13:43
Colaboradores: Ariovaldo Umbelino
Empresa representa o processo de concentração de terras, produção e capital ensejado pelo modelo de subordinação da agricultura brasileira







23/10/2009




Ariovaldo Umbelino




O episodio da ocupação pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) de uma das fazendas “invadidas” pela empresa Cutrale, de terras públicas da União na região de Iaras (SP), suscitou todo tipo de especulações na imprensa e, sobretudo, motivou os parlamentares ruralistas a pedirem uma nova CPI do MST e da reforma agrária.




Sobre o caso, ficou evidente a manipulação da mídia ao veicular a cena da derrubada de pés de laranja pelas famílias. Reprisado insistentemente em todos os programas, por todos os canais de televisão, foi o suficiente para demonizar todas aquelas pobres famílias que estão há mais de cinco anos debaixo de lonas pretas esperando o direito de trabalhar na terra.




Vandalismo!

A chamada “grande” imprensa não quis continuar pesquisando as outras denúncias de depredação de máquinas e “roubos” de casas de empregados, pois ficou evidente o circo armado pelo serviço de inteligência da Polícia Militar (PM), em conluio com a empresa, para criar um clima desfavorável às famílias. Logo, todas as autoridades, colunistas, políticos e assemelhados foram para a mídia esbravejar: vandalismo, vandalismo! Sem pensar e se perguntar quem teria feito de fato aquilo.




As famílias negam que tenham furtado qualquer objeto e destruído tratores. Aliás, para destruir tratores, precisariam, convenhamos, de uma certa dose de força bruta. E mais. Por que não se fez uma investigação? Uma simples perícia iria identificar que aqueles tratores estavam desmontados há muito tempo pela oficina de reparos da empresa, existente na fazenda.




Mas tudo isso é manobra dispersiva. Primeiro, para esconder que na região há 200 mil hectares de terras da União que vêm sendo sistematicamente griladas. E griladas por empresas cujos donos circulam por altas rodas da socialite paulistana. Mas mesmo assim o Incra já recuperou mais de 20 mil hectares que hoje assentam famílias de trabalhadores. Segundo, para esconder que a Cutrale “comprou” a área há apenas 5 anos, sabendo que não havia titulação, que havia um processo na Justiça por reintegração de posse pelo Incra. Por que então a Cutrale apostou em comprar terras baratas e griladas e enchê-las de laranja? Graças a seu poder de influência na sociedade brasileira e paulista.




A Cutrale é o símbolo do processo de concentração de terras, produção e capital ensejado por esse modelo de subordinação da agricultura brasileira aos interesses do capital internacional.




Omissão

Ninguém da “grande” imprensa noticiou que a Cutrale possui nada menos do que 30 fazendas em São Paulo e Minas Gerais, totalizando 53.207 hectares. E que, destes, seis fazendas com 8.011 hectares são classificadas pelo Incra, no recente cadastro de 2003, como improdutivas; portanto, passíveis de desapropriação. Entre as 30 fazendas não consta a área grilada de Iaras, pois não é de sua propriedade (veja tabela abaixo).




Uma colunista teve coragem de noticiar os vínculos partidários e as polpudas verbas gastas pela empresa nas campanhas eleitorais, em apoio a todos os partidos.




O fato é que a Cutrale é símbolo desse modelo de agronegócio subordinado ao capital internacional. Uma empresa de origem familiar do interior de São Paulo se vincula ao mercado externo, se associa com a Coca-Cola e passa a controlar, em poucos anos, a maior parte do mercado de laranja do Brasil e 30% de todo o mercado mundial de sucos. Hoje, cerca de 90% do suco produzido no Brasil é exportado.




Monopólio

Em poucos anos, o setor se transformou, de muitas e médias agroindústrias e de milhares de pequenos e médios produtores de laranja, num setor altamente oligopolizado. Hoje são apenas quatro grupos que controlam toda laranja: Cutrale (mais ou menos 60%); Citrosuco; Louis Dreifus Commodities – LDC (francesa); e Citrovita, da Votorantim.




A Cutrale tem esse poder todo porque possui uma empresa associada (joint venture) à Coca-Cola mundial nos EUA, de quem é fornecedora exclusiva em escala mundial. Por isso sua condição de empresa “Ltda.”, pois já é parte (menor) do monopólio mundial da Coca-Cola.

Numa reportagem de 2003, a insuspeita revista Veja denunciou a empresa Cutrale de ter subsidiária nas ilhas Cayman, como forma de aumentar seus lucros, ou quem sabe de evasão fiscal... e saiba Deus mais o quê.




Exploração

Essas empresas passaram a comprar terras e assim garantem uma base da produção de laranja suficiente para impor preços e condições draconianas aos pequenos e médios agricultores que antes produziam laranja para um mercado concorrencial. Os trabalhadores dos laranjais são superexplorados com salários ridículos, pagos por produção, sem nenhum direito trabalhista.




O resultado de todo esse processo foi que milhares de pequenos e médios agricultores tiveram que abandonar a produção de laranja. Entre 1996 e 2006, foram destruídos, segundo o Censo Agropecuário do IBGE, somente em São Paulo, nada menos do que 280 mil hectares de laranjais.




Mas a Globo não fez nenhuma reportagem. Nem o serviço de inteligência da PM de São Paulo se preocupou em filmar porque os pequenos e médios agricultores estavam destruindo seus laranjais!




Os parlamentares ruralistas realmente não têm consciência de sua classe – da burguesia rural. Em vez de defendê-la, ficam sempre puxando o saco da burguesia internacional. Razão tinha mesmo o nosso saudoso Florestan Fernandes: faltou-nos uma revolução burguesa nesse país, que pelo menos lhe desse sentido de classe e consciência de nação.






fonte

http://www.brasildefato.com.br/v01/agencia/analise/cutrale-simbolo-do-agronegocio-internacionalizado






quinta-feira, 22 de outubro de 2009

A lista dos parlamentares que apoiaram a CPI do MST

A lista dos parlamentares que apoiaram a CPI do MST



O Congresso em Foco apresenta, a seguir, a lista atualizada dos parlamentares que assinaram o requerimento de criação da comissão parlamentar de inquérito destinada a investigar repasses federais para o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra.

O pedido de criação do colegiado contava com 182 assinaturas de deputados e 35 senadores até a meia-noite. Com receio de recuo de parlamentares da base governista, ruralistas e oposicionistas conseguiram elevar, na última hora, o apoio à CPI do MST.

Ao todo, foram reunidas 255 adesões, mas o número pode diminuir com a conferência de eventuais assinaturas repetidas. Para que uma comissão parlamentar mista de inquérito (CPMI) seja criada é necessário o apoio de 171 deputados e 27 senadores.

Confira a relação dos parlamentares que assinaram o pedido de criação da CPI do MST, segundo a liderança do DEM. Leia a íntegra do requerimento da instalação da comissão.

SENADORES

ACRE
GERALDO MESQUITA JÚNIOR (PMDB)

ALAGOAS
JOÃO TENÓRIO (PSDB)

AMAZONAS
ARTHUR VIRGÍLIO (PSDB)

AMAPÁ
PAPALÉO PAES (PSDB)

BAHIA
ANTÔNIO CARLOS MAGALHÃES JUNIOR (DEM)
CÉSAR BORGES (DEM)

CEARÁ
TASSO JEREISSATI (PSDB)

DISTRITO FEDERAL
ADELMIR SANTANA (DEM)

GOIÁS
DEMÓSTENES TORRES (DEM)
MARCONI PERILLO (PSDB)

MARANHÃO
LOBÃO FILHO (PMDB)

MATO GROSSO
GILBERTO GOELLNER (DEM)
OSVALDO SOBRINHO (PTB)

MATO GROSSO DO SUL
MARISA SERRANO (PSDB)
VALTER PEREIRA (PMDB)

MINAS GERAIS
EDUARDO AZEREDO (PSDB)
WELLINGTON SALGADO (PMDB)

PARÁ
FLEXA RIBEIRO (PSDB)
MÁRIO COUTO (PSDB)

PARAÍBA
CÍCERO LUCENA (PSDB)
EFRAIM MORAIS (DEM)

PARANÁ
ALVARO DIAS (PSDB)
OSMAR DIAS (PDT)

PERNAMBUCO
JARBAS VASCONCELOS (PMDB)
MARCO MACIEL (DEM)

PIAUÍ
HERÁCLITO FORTES (DEM)

RIO GRANDE DO NORTE
GARIBALDI ALVES (PMDB)
JOSÉ AGRIPINO (DEM)
ROSALBA CIARLINI (DEM)

RONDÔNIA
EXPEDITO JÚNIOR (PSDB)

RORAIMA
MOZARILDO CAVALCANTI (PTB)

SANTA CATARINA
NEUTO DE CONTO (PMDB)
RAIMUNDO COLOMBO (DEM)

SÃO PAULO
ROMEU TUMA (PTB)

SERGIPE
MARIA DO CARMO ALVES (DEM)

TOCANTINS
KÁTIA ABREU (DEM)

DEPUTADOS


ACRE
FLAVIANO MELO (PMDB)
GLADSON CAMELI (PP)
ILDERLEI CORDEIRO (PPS)

ALAGOAS
OLAVO CALHEIROS (PMDB)
MAURÍCIO QUINTELLA LESSA (PR)
CARLOS ALBERTO CANUTO (PSC)
ANTONIO CARLOS CHAMARIZ (PTB)
AUGUSTO FARIAS (PTB)

AMAPÁ
JURANDIL JUAREZ (PMDB)
LUCENIRA PIMENTEL (PR)
ANTONIO FEIJÃO (PTC)

AMAZONAS
REBECCA GARCIA (PP)
SABINO CASTELO BRANCO (PTB)

BAHIA
ANTONIO CARLOS MAGALHÃES NETO (DEM)
CLAUDIO CAJADO (DEM)
FÁBIO SOUTO (DEM)
FERNANDO DE FABINHO (DEM)
JORGE KHOURY (DEM)
JOSÉ CARLOS ALELUIA (DEM)
LUIZ CARREIRA (DEM)
PAULO MAGALHÃES (DEM)
VELOSO (PMDB)
JAIRO CARNEIRO (PP)
JOÃO CARLOS BACELAR (PR)
MAURÍCIO TRINDADE (PR)
TONHA MAGALHÃES (PR)
JOÃO ALMEIDA (PSDB)
JUTAHY JUNIOR (PSDB)

CEARÁ
ANÍBAL GOMES (PMDB)
JOSÉ LINHARES (PP)
LEO ALCÂNTARA (PR)
MARCELO TEIXEIRA (PR)
PASTOR PEDRO RIBEIRO (PR)
MANOEL SALVIANO (PSDB)
RAIMUNDO GOMES DE MATOS (PSDB)

DISTRITO FEDERAL
ALBERTO FRAGA (DEM)
OSÓRIO ADRIANO (DEM)
RODOVALHO (PP)
JOFRAN FREJAT (PR)
LAERTE BESSA (PSC)

ESPÍRITO SANTO
SUELI VIDIGAL (PDT)
LELO COIMBRA (PMDB)
ROSE DE FREITAS (PMDB)
CAPITÃO ASSUMÇÃO (PSB)
LUIZ PAULO VELLOZO LUCAS (PSDB)
RITA CAMATA (PSDB)

GOIÁS
RONALDO CAIADO (DEM)
LEANDRO VILELA (PMDB)
LUIZ BITTENCOURT (PMDB)
MARCELO MELO (PMDB)
ROBERTO BALESTRA (PP)
SANDES JÚNIOR (PP)
CARLOS ALBERTO LERÉIA (PSDB)
JOÃO CAMPOS (PSDB)
LEONARDO VILELA (PSDB)
PROFESSORA RAQUEL TEIXEIRA (PSDB)

MARANHÃO
CLÓVIS FECURY (DEM)
DAVI ALVES SILVA JÚNIOR (PR)
CARLOS BRANDÃO (PSDB)
PINTO ITAMARATY (PSDB)

MATO GROSSO
PROFESSOR VICTORIO GALLI (PMDB)
HOMERO PEREIRA (PR)
THELMA DE OLIVEIRA (PSDB)

MATO GROSSO DO SUL
NELSON TRAD (PMDB)
WALDEMIR MOKA (PMDB)
ANTONIO CRUZ (PP)

MINAS GERAIS
CARLOS MELLES (DEM)
JAIRO ATAIDE (DEM)
MARCOS MONTES (DEM)
VITOR PENIDO (DEM)
ANTÔNIO ANDRADE (PMDB)
JOÃO MAGALHÃES (PMDB)
MAURO LOPES (PMDB)
PAULO PIAU (PMDB)
SILAS BRASILEIRO (PMDB)
MÁRCIO REINALDO MOREIRA (PP)
ALEXANDRE SILVEIRA (PPS)
GERALDO THADEU (PPS)
HUMBERTO SOUTO (PPS)
AELTON FREITAS (PR)
BILAC PINTO (PR)
JOSÉ SANTANA DE VASCONCELLOS (PR)
GEORGE HILTON (PRB)
JÚLIO DELGADO (PSB)
BONIFÁCIO DE ANDRADA (PSDB)
EDUARDO BARBOSA (PSDB)
NARCIO RODRIGUES (PSDB)
PAULO ABI-ACKEL (PSDB)
RAFAEL GUERRA (PSDB)
RODRIGO DE CASTRO (PSDB)
CARLOS WILLIAN (PTC)
ANTÔNIO ROBERTO (PV)
FÁBIO RAMALHO (PV)
JOSÉ FERNANDO APARECIDO DE OLIVEIRA (PV)

PARÁ
LIRA MAIA (DEM)
VIC PIRES FRANCO (DEM)
GIOVANNI QUEIROZ (PDT)
ASDRUBAL BENTES (PMDB)
BEL MESQUITA (PMDB)
ELCIONE BARBALHO (PMDB)
LÚCIO VALE (PR)
ZEQUINHA MARINHO (PSC)
NILSON PINTO (PSDB)
WANDENKOLK GONÇALVES (PSDB)
ZENALDO COUTINHO (PSDB)

PARAÍBA
EFRAIM FILHO (DEM)
MAJOR FÁBIO (DEM)
WELLINGTON ROBERTO (PR)
MARCONDES GADELHA (PSC)
RÔMULO GOUVEIA (PSDB)

PARANÁ
ABELARDO LUPION (DEM)
ALCENI GUERRA (DEM)
EDUARDO SCIARRA (DEM)
LUIZ CARLOS SETIM (DEM)
ANDRE ZACHAROW (PMDB)
MOACIR MICHELETTO (PMDB)
OSMAR SERRAGLIO (PMDB)
DILCEU SPERAFICO (PP)
CEZAR SILVESTRI (PPS)
RATINHO JUNIOR (PSC)
TAKAYAMA (PSC)
AFFONSO CAMARGO (PSDB)
ALFREDO KAEFER (PSDB)
GUSTAVO FRUET (PSDB)
LUIZ CARLOS HAULY (PSDB)

PERNAMBUCO
ANDRÉ DE PAULA (DEM)
JOSÉ MENDONÇA BEZERRA (DEM)
ROBERTO MAGALHÃES (DEM)
EDGAR MOURY (PMDB)
RAUL HENRY (PMDB)
EDUARDO DA FONTE (PP)
RAUL JUNGMANN (PPS)
BRUNO ARAÚJO (PSDB)
BRUNO RODRIGUES (PSDB)
CHARLES LUCENA (PTB)

PIAUÍ
JOSÉ MAIA FILHO (DEM)
JÚLIO CESAR (DEM)

RIO DE JANEIRO
AROLDE DE OLIVEIRA (DEM)
INDIO DA COSTA (DEM)
RODRIGO MAIA (DEM)
ROGERIO LISBOA (DEM)
SOLANGE AMARAL (DEM)
FELIPE BORNIER (PHS)
BERNARDO ARISTON (PMDB)
NELSON BORNIER (PMDB)
PAULO RATTES (PMDB)
SOLANGE ALMEIDA (PMDB)
JAIR BOLSONARO (PP)
LEANDRO SAMPAIO (PPS)
MARINA MAGGESSI (PPS)
DR. PAULO CÉSAR (PR)
DELEY (PSC)
FILIPE PEREIRA (PSC)
HUGO LEAL (PSC)
ANDREIA ZITO (PSDB)
MARCELO ITAGIBA (PSDB)
OTAVIO LEITE (PSDB)
SILVIO LOPES (PSDB)
VINICIUS CARVALHO (PTdoB)

RIO GRANDE DO NORTE
BETINHO ROSADO (DEM)
FELIPE MAIA (DEM)
ROGÉRIO MARINHO (PSDB)

RIO GRANDE DO SUL
GERMANO BONOW (DEM)
ONYX LORENZONI (DEM)
DARCÍSIO PERONDI (PMDB)
ELISEU PADILHA (PMDB)
IBSEN PINHEIRO PMDB
OSVALDO BIOLCHI (PMDB)
AFONSO HAMM (PP)
JOSÉ OTÁVIO GERMANO (PP)
LUIS CARLOS HEINZE (PP)
VILSON COVATTI (PP)
NELSON PROENÇA (PPS)
CLÁUDIO DIAZ (PSDB)
PROFESSOR RUY PAULETTI (PSDB)

RONDÔNIA
MOREIRA MENDES (PPS)
ERNANDES AMORIM (PTB)

RORAIMA
FRANCISCO RODRIGUES (DEM)
MARCIO JUNQUEIRA (DEM)
LUCIANO CASTRO (PR)
URZENI ROCHA (PSDB)

SANTA CATARINA
PAULO BORNHAUSEN (DEM)
ACÉLIO CASAGRANDE (PMDB)
CELSO MALDANER (PMDB)
VALDIR COLATTO (PMDB)
ZONTA (PP)
FERNANDO CORUJA (PPS)
JOSÉ CARLOS VIEIRA (PR)
GERVÁSIO SILVA (PSDB)

SÃO PAULO
BISPO GÊ TENUTA (DEM)
ELEUSES PAIVA (DEM)
GUILHERME CAMPOS (DEM)
JORGINHO MALULY (DEM)
MILTON VIEIRA (DEM)
WALTER IHOSHI (DEM)
FERNANDO CHIARELLI (PDT)
FRANCISCO ROSSI (PMDB)
BETO MANSUR (PP)
DR. NECHAR (PP)
PAULO MALUF (PP)
VADÃO GOMES (PP)
ARNALDO JARDIM (PPS)
DIMAS RAMALHO (PPS)
WILLIAM WOO (PPS)
REGIS DE OLIVEIRA PSC
ANTONIO CARLOS MENDES THAME (PSDB)
ANTONIO CARLOS PANNUNZIO (PSDB)
ARNALDO MADEIRA (PSDB)
CARLOS SAMPAIO (PSDB)
DUARTE NOGUEIRA (PSDB)
EDSON APARECIDO (PSDB)
EMANUEL FERNANDES (PSDB)
FERNANDO CHUCRE (PSDB)
JOSÉ ANÍBAL (PSDB)
JOSÉ C. STANGARLINI (PSDB)
JULIO SEMEGHINI (PSDB)
LOBBE NETO (PSDB)
RENATO AMARY (PSDB)
RICARDO TRIPOLI (PSDB)
SILVIO TORRES (PSDB)
VANDERLEI MACRIS (PSDB)
NELSON MARQUEZELLI (PTB)
PAES DE LIRA (PTC)
DR. TALMIR (PV)

SERGIPE
JERÔNIMO REIS (DEM)
JOSÉ CARLOS MACHADO (DEM)
MENDONÇA PRADO (DEM)
ALBANO FRANCO (PSDB)

TOCANTINS
JOÃO OLIVEIRA (DEM)
MOISES AVELINO (PMDB)
OSVALDO REIS (PMDB)
EDUARDO GOMES (PSDB)
fonte http://congressoemfoco.ig.com.br/noticia.asp?cod_canal=1&cod_publicacao=30266


Veja a lista de parlamentares que apoiam a CPI do MST

VAMOS guardar o nome destes parlamentares

_________________________________________


Veja a lista de parlamentares que apoiam a CPI do MST



Fábio Góis

Está prevista para amanhã (quarta, 21) às 10h, no plenário do Senado, a leitura do requerimento de criação da CPI do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST). Os parlamentares poderão retirar suas assinaturas até o último minuto do dia. Caso seja mesmo instalada, a comissão funcionará com 17 deputados e 17 senadores, com igual número de suplentes, e terá prazo inicial de 180 dias, com possibilidade de prorrogação.

É necessário o apoio de, no mínimo, 171 deputados e 27 senadores para que uma comissão parlamentar mista de inquérito seja formalizada (leitura de requerimento em plenário e reunião para a composição do colegiado). Mas a bancada ruralista se articulou e, na segunda tentativa de colocar o colegiado em funcionamento, conseguiu 185 assinaturas de adesões de deputados e 35 de senadores. O documento foi protocolado hoje na Secretaria Geral da Mesa do Senado.

Leia: Oposição protocola novo pedido de criação da CPI do MST

Confira o nome dos deputados e senadores que assinaram o requerimento de abertura da CPI do MST:


SENADORES:

ACRE
Geraldo Mesquita Júnior (PMDB)

ALAGOAS
João Tenório (PSDB)

AMAZONAS
Arthur Virgílio (PSDB)

AMAPÁ
Papaléo Paes (PSDB)

BAHIA
Antônio Carlos Magalhães Junior (DEM)
César Borges (DEM)

CEARÁ
Tasso Jereissati (PSDB)

DISTRITO FEDERAL
Adelmir Santana (DEM)

GOIÁS
Demóstenes Torres (DEM)
Marconi Perillo (PSDB)

MARANHÃO
Lobão Filho (PMDB)

MATO GROSSO
Gilberto Goellner (DEM)
Osvaldo Sobrinho (PTB)

MATO GROSSO DO SUL
Marisa Serrano (PSDB)
Valter Pereira (PMDB)

MINAS GERAIS
Eduardo Azeredo (PSDB)
Wellington Salgado (PMDB)

PARÁ
Flexa Ribeiro (PSDB)
Mário Couto (PSDB)

PARAÍBA
Cícero Lucena (PSDB)
Efraim Morais (DEM)

PARANÁ
Alvaro Dias (PSDB)

PERNAMBUCO
Jarbas Vasconcelos (PMDB)
Marco Maciel (DEM)

PIAUÍ
Heráclito Fortes (DEM)

RIO GRANDE DO NORTE
Garibaldi Alves (PMDB)
José Agripino (DEM)
Rosalba Ciarlini (DEM)

RONDÔNIA
Expedito Júnior (PSDB)

RORAIMA
Mozarildo Cavalcanti (PTB)

SANTA CATARINA
Neuto de Conto (PMDB)
Raimundo Colombo (DEM)

SÃO PAULO
Romeu Tuma (PTB)

SERGIPE
Maria do Carmo Alves (DEM)

TOCANTINS
Kátia Abreu (DEM)


DEPUTADOS:

ACRE
ILDERLEI CORDEIRO (PPS)

ALAGOAS
MAURÍCIO QUINTELLA LESSA (PR)
CARLOS ALBERTO CANUTO (PSC)
AUGUSTO FARIAS (PTB)

AMAPÁ
JURANDIL JUAREZ (PMDB)

AMAZONAS
REBECCA GARCIA (PP)

BAHIA
ANTONIO CARLOS MAGALHÃES NETO (DEM)
CLAUDIO CAJADO (DEM)
FÁBIO SOUTO (DEM)
JORGE KHOURY (DEM)
JOSÉ CARLOS ALELUIA (DEM)
LUIZ CARREIRA (DEM)
PAULO MAGALHÃES (DEM)
JOÃO CARLOS BACELAR (PR)
TONHA MAGALHÃES (PR)
JOÃO ALMEIDA (PSDB)
JUTAHY JUNIOR (PSDB)

CEARÁ
JOSÉ LINHARES (PP)
LEO ALCÂNTARA (PR)
MARCELO TEIXEIRA (PR)
PASTOR PEDRO RIBEIRO (PR)
RAIMUNDO GOMES DE MATOS (PSDB)

DISTRITO FEDERAL
ALBERTO FRAGA (DEM)
OSÓRIO ADRIANO (DEM)
JOFRAN FREJAT (PR)
LAERTE BESSA (PSC)

ESPÍRITO SANTO
RITA CAMATA (PSDB)
LUIZ PAULO VELLOZO LUCAS (PSDB)

GOIÁS
RONALDO CAIADO (DEM)
LUIZ BITTENCOURT (PMDB)
MARCELO MELO (PMDB)
CARLOS ALBERTO LERÉIA (PSDB)
JOÃO CAMPOS (PSDB)
LEONARDO VILELA (PSDB)
PROFESSORA RAQUEL TEIXEIRA (PSDB)

MARANHÃO
CARLOS BRANDÃO (PSDB)
PINTO ITAMARATY (PSDB)

MATO GROSSO
PROFESSOR VICTORIO GALLI (PMDB)
HOMERO PEREIRA (PR)
THELMA DE OLIVEIRA (PSDB)

MATO GROSSO DO SUL
WALDEMIR MOKA (PMDB)
ANTONIO CRUZ (PP)

MINAS GERAIS
CARLOS MELLES (DEM)
JAIRO ATAIDE (DEM)
MARCOS MONTES (DEM)
VITOR PENIDO (DEM)
ANTÔNIO ANDRADE (PMDB)
JOÃO MAGALHÃES (PMDB)
PAULO PIAU (PMDB)
SILAS BRASILEIRO (PMDB)
MÁRCIO REINALDO MOREIRA (PP)
ALEXANDRE SILVEIRA (PPS)
GERALDO THADEU (PPS)
HUMBERTO SOUTO (PPS)
AELTON FREITAS (PR)
BILAC PINTO (PR)
JOSÉ SANTANA DE VASCONCELLOS (PR)
GEORGE HILTON (PRB)
BONIFÁCIO DE ANDRADA (PSDB)
EDUARDO BARBOSA (PSDB)
NARCIO RODRIGUES (PSDB)
PAULO ABI-ACKEL (PSDB)
RAFAEL GUERRA (PSDB)
RODRIGO DE CASTRO (PSDB)
JOSÉ FERNANDO APARECIDO DE OLIVEIRA (PV)

PARÁ
LIRA MAIA (DEM)
VIC PIRES FRANCO (DEM)
GIOVANNI QUEIROZ (PDT)
BEL MESQUITA (PMDB)
LÚCIO VALE (PR)
NILSON PINTO (PSDB)
WANDENKOLK GONÇALVES (PSDB)
ZENALDO COUTINHO (PSDB)

PARAÍBA
EFRAIM FILHO (DEM)
MAJOR FÁBIO (DEM)
WELLINGTON ROBERTO (PR)
RÔMULO GOUVEIA (PSDB)

PARANÁ
ABELARDO LUPION (DEM)
ALCENI GUERRA (DEM)
EDUARDO SCIARRA (DEM)
LUIZ CARLOS SETIM (DEM)
MOACIR MICHELETTO (PMDB)
OSMAR SERRAGLIO (PMDB)
DILCEU SPERAFICO (PP)
CEZAR SILVESTRI (PPS)
TAKAYAMA (PSC)
AFFONSO CAMARGO (PSDB)
ALFREDO KAEFER (PSDB)
GUSTAVO FRUET (PSDB)
LUIZ CARLOS HAULY (PSDB)

PERNAMBUCO
ANDRÉ DE PAULA (DEM)
JOSÉ MENDONÇA BEZERRA (DEM)
ROBERTO MAGALHÃES (DEM)
EDGAR MOURY (PMDB)
EDUARDO DA FONTE (PP)
RAUL JUNGMANN (PPS)
BRUNO ARAÚJO (PSDB)
BRUNO RODRIGUES (PSDB)
CHARLES LUCENA (PTB)

PIAUÍ
JOSÉ MAIA FILHO (DEM)
JÚLIO CESAR (DEM)

RIO DE JANEIRO
AROLDE DE OLIVEIRA (DEM)
INDIO DA COSTA (DEM)
RODRIGO MAIA (DEM)
ROGERIO LISBOA (DEM)
SOLANGE AMARAL (DEM)
FELIPE BORNIER (PHS)
MARCELO ITAGIBA (PSDB)
NELSON BORNIER (PMDB)
JAIR BOLSONARO (PP)
LEANDRO SAMPAIO (PPS)
MARINA MAGGESSI (PPS)
DR. PAULO CÉSAR (PR)
FILIPE PEREIRA (PSC)
ANDREIA ZITO (PSDB)
OTAVIO LEITE (PSDB)
SILVIO LOPES (PSDB)
VINICIUS CARVALHO (PTdoB)

RIO GRANDE DO NORTE
BETINHO ROSADO (DEM)
FELIPE MAIA (DEM)
ROGÉRIO MARINHO (PSDB)

RIO GRANDE DO SUL
GERMANO BONOW (DEM)
ONYX LORENZONI (DEM)
DARCÍSIO PERONDI (PMDB)
ELISEU PADILHA (PMDB)
IBSEN PINHEIRO (PMDB)
AFONSO HAMM (PP)
LUIS CARLOS HEINZE (PP)
VILSON COVATTI (PP)
NELSON PROENÇA (PPS)
CLÁUDIO DIAZ (PSDB)
PROFESSOR RUY PAULETTI (PSDB)

RONDÔNIA
MOREIRA MENDES (PPS)
ERNANDES AMORIM (PTB)

RORAIMA
FRANCISCO RODRIGUES (DEM)
MARCIO JUNQUEIRA (DEM)
LUCIANO CASTRO (PR)
URZENI ROCHA (PSDB)

SANTA CATARINA
PAULO BORNHAUSEN (DEM)
ACÉLIO CASAGRANDE (PMDB)
CELSO MALDANER (PMDB)
VALDIR COLATTO (PMDB)
ZONTA (PP)
FERNANDO CORUJA (PPS)
JOSÉ CARLOS VIEIRA (PR)
GERVÁSIO SILVA (PSDB)

SÃO PAULO
BISPO GÊ TENUTA (DEM)
ELEUSES PAIVA (DEM)
GUILHERME CAMPOS (DEM)
JORGINHO MALULY (DEM)
MILTON VIEIRA (DEM)
WALTER IHOSHI (DEM)
FERNANDO CHIARELLI (PDT)
FRANCISCO ROSSI (PMDB)
BETO MANSUR (PP)
DR. NECHAR (PP)
PAULO MALUF (PP)
ARNALDO JARDIM (PPS)
ANTONIO CARLOS MENDES THAME (PSDB)
ANTONIO CARLOS PANNUNZIO (PSDB)
ARNALDO MADEIRA (PSDB)
CARLOS SAMPAIO (PSDB)
DUARTE NOGUEIRA (PSDB)
EDSON APARECIDO (PSDB)
EMANUEL FERNANDES (PSDB)
FERNANDO CHUCRE (PSDB)
JOSÉ ANÍBAL (PSDB)
JOSÉ C. STANGARLINI (PSDB)
JULIO SEMEGHINI (PSDB)
LOBBE NETO (PSDB)
RENATO AMARY (PSDB)
RICARDO TRIPOLI (PSDB)
SILVIO TORRES (PSDB)
VANDERLEI MACRIS (PSDB)
WILLIAM WOO (PPS)
NELSON MARQUEZELLI (PTB)
PAES DE LIRA (PTC)
DR. TALMIR (PV)

SERGIPE
JERÔNIMO REIS (DEM)
JOSÉ CARLOS MACHADO (DEM)
MENDONÇA PRADO (DEM)
ALBANO FRANCO (PSDB)

TOCANTINS
JOÃO OLIVEIRA (DEM)
MOISES AVELINO (PMDB)
EDUARDO GOMES (PSDB)
fonte
http://congressoemfoco.ig.com.br/noticia.asp?cod_canal=1&cod_publicacao=30231





O ponto de saturação

O ponto de saturação

Ataques ao governo Lula fazem parte da paisagem jornalística brasileira. Tornaram-se previsíveis como os acidentes geográficos; irremediáveis como o dia e a noite. Naturalizaram-se, a tal ponto que já se lê os jornais pulando essas ocorrências, como os olhos ignoram trechos vulgares de caminhos rotineiros. O que mais espanta, porém – e a cobertura da viagem do São Francisco reforça esse desconcerto - não é a crítica , mas o tom desrespeitoso desse jornalismo. Com a aproximação das eleições de 2010, ansiedade pelo fracasso recrudesceu. A tal ponto ela se tornou caricatural que já aparecem os primeiros sintomas de saturação. O artigo é de Saul Leblon.

Saul Leblon

“Alojamento de Lula tem risoto, uísque e roda de viola até a madrugada.” Sob esse título auto-explicativo, a Folha [edição de 16-10] resumiu em uma retranca o espírito da cobertura oferecida aos seus leitores durante a viagem de três dias feita pelo Presidente Lula às obras de interligação de bacias do rio São Francisco, uma das mais importantes do seu governo.

O propósito de diminuir e tratar o assunto com escárnio e frivolidade se reafirmou em legendas de primeira página ao longo da visita. No dia 15-10, o jornal carimbava uma foto de Lula e da ministra Dilma Rousseff pescando no São Francisco, em Buritizeiro (MG), com a chamada: 'Conversa de Pescadores' . A associação entre a legenda e o discurso da oposição, para quem as obras são fictícias e a viagem, eleitoreira, sintetiza o engajamento de um jornalismo que já não se preocupa mais em simular isenção.

No dia 17, de novo na primeira página , o jornal estampa a foto do Presidente atravessando o concreto ainda fresco sobre a legenda colegial: ‘A ponte do rio que caiu’. A imagem de Lula equilibrando-se em tábuas improvisadas inoculava no leitor a versão martelada em toda a cobertura: trata-se de uma construção improvisada, feita a toque de caixa, com objetivo apenas eleitoreiro. É enfadonho dizê-lo, mas o próprio jornal se contradiz ao entrevistar Dom Luis Cappio, o bispo de Barra (BA), um crítico ferrenho da obra. Segundo afirmou o religioso ao jornal, ‘as obras avançam como um tsunami’. Sua crítica recai no que afirma ser a ‘marolinha’ das medidas - indispensáveis - de recuperação ambiental do rio. Diga-se a favor do governo que estas, naturalmente, serão de implementação mais lenta, na verdade talvez exijam um programa permanente.

Como o próprio bispo de Barra esclarece, não se trata apenas de promover o saneamento de esgotos e dejetos nas cidades ribeirinhas, como já vem sendo feito, ineditamente, talvez, na história dos rios brasileiros de abrangência interestadual. O resgate efeitvo do São Francisco passa também pela recuperação das matas ciliares, prevista nas obras, mas remete igualmente à recuperação de toda a ecologia à montante e para além dos beiradões, inclusive as veredas distantes onde estão nascentes, olhos d’água, lagoas de reprodução destruídos pela rapinagem madereira e carvoeira. Só quem acredita em milagres pode exigir, como faz Dom Cáppio, que um único governo reverta essa espiral de cinco séculos de omissão pública da parte, inclusive, daqueles que demagogicamente criticam as obras hoje como ‘uma ameaça ao velho Chico’.

O único acesso que a família Frias ofereceu aos leitores para que pudessem avaliar a verdadeira dimensão da obra ficou escondido na página interna da edição do dia 17, na belíssima foto que ilustra a página 12. Ali, um Lula solitário caminha por um gigantesco canal de concreto que rompe o horizonte até lamber o céu sertanejo. Há um simbolismo incontornável na imagem de um Presidente que se despede diluindo-se em uma obra gigantesca. Ela consagra seu retorno à terra de onde partiu como retirante e para onde voltou, Presidente, levando água a quem não tem - compromissos mantidos, apesar de tudo.

A solenidade da foto contrasta com o tom de adolescência abusada da cobertura, o que impediria o jornal de utilizar a imagem na primeira página, embora do ponto de vista estético e jornalístico ela fosse muito superior à escolhida. Tanto que o editor da página 12 não se conteve e abriu cinco colunas para a fotografia.

Ataques ao governo Lula fazem parte da paisagem jornalística brasileira. Tornaram-se previsíveis como os acidentes geográficos; irremediáveis como o dia e a noite. Naturalizaram-se, a tal ponto que já se lê os jornais pulando essas ocorrências, como os olhos ignoram trechos vulgares de caminhos rotineiros.

O que mais espanta, porém – e a cobertura da viagem do São Francisco reforça esse desconcerto - não é a crítica , mas o tom desrespeitoso desse jornalismo. Nesse aspecto não houve rigorosamente qualquer evolução após seis anos em que todos os preconceitos contra Lula foram desmoralizados na prática. A retomada do crescimento com inflação baixa e maior equidade social, por exemplo, distingue seu governo positivamente da paz salazarista imposta pela ortodoxia tucana no segundo mandato de FHC. A popularidade internacional do chefe de Estado brasileiro constitui outro fato sem precedente, só suplantado, talvez, pela velocidade da recuperação da nossa economia em meio à maior crise do capitalismo desde 1930. Tudo desautoriza as previsões catastróficas das viúvas provincianas do tucano poliglota.

Mas se a realidade desmentiu o preconceito, em nenhum momento a mídia conservadora deu trégua a um indisfarçável desejo de vingança que pudesse comprovar a pertinência de uma rejeição de classe ao governo Lula . Com a aproximação das eleições de 2010, a ansiedade pelo fracasso recrudesceu. A tal ponto ela se tornou caricatural que já aparecem os primeiros sintomas de saturação.

Em artigo publicado no Estadão [19-10] o físico José Goldemberg, por exemplo, um quadro de extração tucana, saiu em defesa da construção de hidrelétricas pelo governo Lula, objeto de críticas estridentes de um jornalismo que prefere esquecer a origem do apagão em 2001/2002. Na área da saúde, o respeitado cardiologista Adib Jatene, que já foi secretário de Paulo Maluf mas supera qualquer viés político pela inegável competência científica e discernimento público, tem vindo a campo com freqüência defender a necessidade de um novo imposto, capaz de mitigar o estrago causado à saúde pública pela revogação da CPF. Mais uma ‘obra coletiva’ assinada pela mídia e a coalizão demotucana.

O economista Luiz Carlos Bresser Pereira, do staff serrista, foi outro a manifestar seu desagrado com o estado das coisas. Bresser, que já defendeu abertamente o projeto de Lula para o pré-sal, rechaçou a demonização do MST articulada pela mídia e ruralistas, por conta da derrubada de laranjeiras em terras públicas ocupadas pela Cutrale [artigo na Folha 19-10]. Pode ser apenas miragem do horário de verão, mas o que essas manifestações parecem indicar é uma rebelião da inteligência –ainda que avessa ao PT - contra a a idiotização da agenda nacional promovida pelo jornalismo demotucano.

A patogenia infelizmente não é privilégio brasileiro. Na Argentina, o cerco da grande imprensa ao governo Cristina Kirchner recorre a expedientes idênticos de mentiras, fogo e fel . Com Morales, na Bolívia, não tem sido diferente. Na Venezuela, há tempos, o aparato midiático tornou-se paradigma de um engajamento que atravessou o Rubicão do golpismo impresso para se incorporar fisicamente à quartelada que quase derrubou Chávez em 2002 . Enganam-se os que enxergam aí também a evidência de uma fragilidade congênita à democracia latinoamericana. Acima do Equador as coisas não vão melhores. O democrata Barack Obama é vítima de um cerco raivoso e racista de jornais e redes, como é o caso da Fox, do direitista Rupert Murdoch que detém também o Wall Street Journal.

A repetição e o alcance dos mesmos métodos e argumentos nas mais diferentes latitudes parece indicar que estamos diante de um fenômeno de recorte histórico mais geral. O fato é que o conservadorismo está acuado em diferentes fronteiras após o esfarelamento econômico e político do credo neoliberal. A falência dos mercados financeiros desregulados na maior crise do capitalismo desde 1930 já é reconhecida, à direita e à esquerda, como um novo divisor histórico. Corroído em seus alicerces de legitimidade pela falência de empresas, famílias e bancos, ademais do recrudescimento do desemprego e da insegurança alimentar - inclusive nas sociedades mais ricas - o conservadorismo vê sua base social derreter. A radicalização do seu ‘braço midiático’ soa como uma tentativa derradeira de reverter o processo ainda nos marcos da democracia, desqualificando o adversário mais próximos formado por partidos e governos progressistas. A radicalização é proporcional à ausência de um projeto conservador alternativo a oferecer à sociedade.

Abre-se assim uma etapa de absoluta transparência, uma radicalização aberta; um embate bruto de forças em que a mídia dominante não tem mais espaço para esconder os interesses que representa. Tampouco parece ter pejo em descartar uma neutralidade – que, diga-se, a rigor nunca existiu - mas da qual sempre se avocou guardiã para descartar a democratização efetiva dos meios de comunicação. A isenção parece, enfim, não representar mais um valor passível sequer de ser simulado.

A diferença entre o que acontece no caso brasileiro e o resto do mundo é o grau de envolvimento do governo na reação em sentido contrário a essa ofensiva. A liberdade de informação e o contraditório aqui respiram cada vez mais por uma rede de blogs e sites de gradiente ideológico amplo, qualidade crescente e capacidade analítica incontestável. Mas ainda de alcance restrito. O protagonismo do governo e o dos partidos e sindicatos que poderiam ir além na abrangência de massa, é tíbio. Na Venezuela não é assim. Na Bolívia – que acaba de criar um grande jornal diário de recorte progressista-- não está sendo. Na Argentina onde foi votada uma lei de comunicação que desmonta a estrutura monopolista do conservadorismo midiático, caminha-se também sobre pernas da urgência. Acima da linha do Equador a contundência das respostas oficiais destoa igualmente do acanhamento brasileiro. Na verdade, talvez a caracterização mais dura da decadência dos princípios liberais na mídia tenha partido justamente dos porta-vozes do governo Obama, Anita Dunn, Diretora de Comunicações do Presidente e David Axelrod,principal assessor de comunicação do democrata.

"A rede Fox está em guerra contra Barack Obama (...) não precisamos fingir que o modo como essa organização trabalha é jornalístico. Quando o presidente fala à Fox, já sabe que não falará à imprensa, propriamente dita. O presidente já sabe que estará debatendo com um partido da oposição", resumiu recentemente a atilada Diretora de Comunicações da Casa Branca. Numa escalada de entrevistas e disparos cuidadosamente arquitetados, Dunn e Axelrod falaram alternadamente a diferentes segmentos midiáticos de todo o país. E o fizeram com o mesmo propósito de colocar o dedo numa ferida chamada Rupert Murdoch. "Mr. Rupert Murdoch tem talento para fazer dinheiro, e eu entendo que sua programação é voltada a fazer dinheiro. Só o que argumentamos é que [seus veículos] não são um canal de notícias de verdade. Não só os âncoras, mas a programação toda. Não é notícia de verdade, mas é a pregação de um ponto de vista. E nós vamos tratá-los assim ", bateu Axelrod em seguida ao ataque de Anita Dunn.

O guarda-chuva dos ataques a Obama têm como alvo o projeto de reforma do sistema de saúde, que, entre outras medidas, quer colocar sob responsabilidade do Estado cerca de 50 milhões de norte-americanos hoje ao desabrigo de qualquer cobertura.

A defesa do livre mercado na saúde é só a ponta do iceberg do ataque midiático. Por trás desse biombo o que se move é uma engrenagem endogâmica em que se entrelaçam o fanatismo e o dinheiro da direita republicana, postados dentro e fora da mídia. Sua meta é clara: desconstruir e imobilizar o sucessor de George W. Bush. Não há muita diferença entre o que se passa nos EUA e a divisão de trabalho observada no Brasil, onde as rádios chutam o governo Lula abaixo da linha da cintura; os jornalões desgastam e denunciam, enquanto a Globo faz a edição final no JN, transformando o boa noite diário da dupla Bonner & Fátima uma espécie de ‘meus pêsames, brasileiros pelo governo que escolheram; não repitam isso em 2010’.

No caso dos EUA, um país visceralmente conservador e racista não há , a rigor, grande surpresa pelos ataques da Fox & Cia a um Presidente negro e democrata. O que surpreende, de fato, é que Obama está reagindo. E o faz com um grau de contundência que, oxalá, sirva de inspiração para que um dia também possamos ouvir nos trópicos um porta-voz do Presidente Lula dizer com igual limpidez e serenidade, sem raiva, mas pedagogicamente: "A Folha está em guerra contra Lula(...) não precisamos fingir que o modo como essa organização trabalha é jornalístico. Quando o Presidente fala à Folha já sabe que não falará à imprensa, propriamente dita. O Presidente já sabe que estará debatendo com um partido da oposição."
FONTE
http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=16200&boletim_id=606&componente_id=10161