Requião e Dilma Rousseff visitam Hospital Erasto Gaertner em Curitiba
O governador Roberto Requião e a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, visitaram na noite desta quarta-feira (30) o Instituto de Bioengenharia do Hospital Erasto Gaertner, em Curitiba, onde é fabricado o primeiro cateter totalmente implantável do País. O dispositivo é indicado para diversos tratamentos, principalmente o de quimioterapia, que combate o câncer.
A ministra Dilma foi recebida pelo Coral da Rede Feminina de Combate ao Câncer e homenageada por uma criança que utiliza o cateter em seu tratamento. “Já é difícil para um adulto encarar o câncer e, quando vemos uma menina dizer que está ali inteira e muito feliz, é muito comovente, muito forte para mim”, afirmou.
“O povo brasileiro é muito generoso, respeitoso e carinhoso. Recebi muitos sinais de solidariedade. Essa cerimônia me emocionou bastante porque algumas coisas que foram ditas aqui são muito verdadeiras, tocam quem passou por isso”, disse Dilma referindo-se ao câncer enfrentado por ela. “Entro neste hospital e o que eu sinto é um local de cura, onde se usa a ciência, o humanismo e o afeto. Só assim combatemos o câncer”, destacou.
PROPOSTA – Dilma Roussef conheceu o processo de fabricação do cateter do Hospital Erasto Gaertner. Hoje, o dispositivo é fornecido apenas a hospitais oncológicos e deve ser comprado pelos pacientes. Durante o encontro, os diretores do Hospital reforçaram o pedido, já protocolado no Ministério da Saúde há um ano, para a criação de um código específico do cateter na tabela do Sistema Único de Saúde (SUS) que permita a sua distribuição para outros hospitais e para o SUS.
“Julgo que há grande possibilidade (de o projeto ser viabilizado) porque o cateter é muito competitivo. Tem qualidade similar ao outros (importados), preço muitas vezes menor, além de ser nacional. Vai beneficiar tanto o emprego brasileiro quanto o conhecimento e, quando se une os dois, significa darmos um salto. Há que se ter uma política para que o cateter seja introduzido”, afirmou Dilma.
O projeto prevê que o Ministério da Saúde compre os dispositivos para repassar aos pacientes do SUS. Porém, é preciso que seja vendido a preço de custo, a exemplo do que já é feito hoje pelo Hospital Erasto Gaertner – desde 2008, o cateter foi disponibilizado a hospitais oncológicos a preço de custo aos pacientes. Está disponível no mercado pelo valor de R$ 204 – muito abaixo dos seus similares importados, que variam de R$ 750 a R$ 2.250.
Além do preço, o dispositivo representa melhoria na qualidade de vida do paciente, já que ele é implantado (em um vaso periférico próximo ao coração) no começo do tratamento e retirado apenas no fim. Dessa forma, o paciente não precisa sofrer a dor da punção e evitam-se complicações como fibrose e trombose, decorrentes de lesões na pele ocasionadas pelas constantes infusões de medicamentos.
“Financiamos uma inovação tecnológica que tem alcance social extraordinário. Tínhamos cateteres importados dos Estados Unidos ou da União Européia, com alto valor de custo, sendo, portanto, inacessíveis aos pacientes do SUS. Com este projeto fizemos um acordo para que vendessem a preço de custo”, afirmou a secretária da Ciência e Tecnologia, Lygia Pupatto.
A secretária destacou ainda que o projeto visa a utilização do cateter em outros procedimentos, como infusão de nutrição parenteral, transfusões sanguíneas, nutrição parenteral e coleta de amostras de sangue. “Queremos que haja a disponibilização do cateter para hospitais que não tratem apenas do câncer, como os hospitais universitários”, salientou.
O projeto está em avaliação orçamentária, conforme informou o superintendente do Hospital, Flávio Tomasich. Caso seja viabilizado, a produção deverá aumentar. “Nos últimos anos, tivemos investimentos da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior para reestruturar o parque de máquinas do Instituto de Bioengenharia do Hospital, que também faz outros produtos. Temos capacidade para triplicar o número de cateteres produzidos, que hoje é de 3,5 mil por ano”, informou.
O cateter é um reservatório composto por uma pequena câmara em material biocompatível – titânio, inox ou plástico (biosulfona) – e um septo em silicone localizado no centro da câmara. Ao reservatório está conectado um tubo em silicone. O projeto foi desenvolvido com recursos do Governo do Paraná no valor de R$ 500 mil. De acordo com Lygia Pupatto, o investimento faz parte dos projetos estratégicos do Fundo de Ciência e Tecnologia do Paraná, que procura oferecer projetos tecnológicos que melhorem a qualidade de vida da população.
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veja as fotos
http://www.aenoticias.pr.gov.br/modules/news/article.php?storyid=50920
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
sábado, 26 de setembro de 2009
OFERTAS DO DIA
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sexta-feira, 25 de setembro de 2009
Honduras: uma tripla luta de alcance mundial
Honduras: uma tripla luta de alcance mundial
O retorno do presidente Manuel Zelaya a Honduras e o apoio que recebeu do governo brasileiro colocam vários cenários em movimento na região. Além de elevar a tensão do conflito interno hondurenho, a iniciativa expõe a disputa entre o Brasil e a maioria dos governos latinoamericanos, por um lado, e o Departamento de Estado dos EUA e o Pentágono, por outro. E a terceira frente de conflito se dá entre a extrema direita norte-americana e o governo do presidente Barack Obama. A análise é de Guillermo Almeyra.
Guillermo Almeyra
O retorno a Tegucigalgpa do presidente Manuel Zelaya eleva, com um único golpe, o conflito entre a maioria do povo hondurenho e a oligarquia golpista desse país e, além disso, a disputa entre o Brasil e a maioria dos governos latinoamericanos, por um lado, e o Departamento de Estado e o Pentágono (que apóiam os golpistas), por outro, assim como entre esse governo paralelo do establishment estadunidense (formado por essas duas instituições e apoiado por todos os ultradiretistas, sejam estes do Partido Democrata ou do Republicano) e o presidente Barack Obama.
É obvio que Zelaya não poderia ter cruzado a fronteira (supostamente da Nicarágua, mas poderia ter sido tambem da Guatemala) sem a proteção dos governos desses países (e a conivência ou a cegueira voluntária) de elementos das forças de segurança hondurenhas. É tambem igualmente evidente que o Brasil deu seu consentimento prévio ao ingresso de Zelaya na sua embaixada em Tegucigalpa e que o governo de Lula deu instruções nesse sentido a seu embaixador na OEA e a seu representante na capital hondurenha. O silêncio desconcertado de Hillary Clinton indica também que o Departamento de Estado não esperava essa medida, que o obrigará a tomar posição na OEA diante dos golpistas, enquanto a ultradireita estadunidense responde com fúria. O Washington Post publica na primeira página nada menos que uma foto de Micheletti, o chefe dos golpistas hondurenhos, apoiando assim abertamente os ditadores encurralados.
Todo o panorama na região se moveu graças a esta decisão do presidente legítimo de Honduras e as coisas se colocaram em movimento…
Em primeiro lugar, a ditadura de Micheletti e Cia. enfrentará agora um recrudescimento do protesto e da mobilização popular que repudiam e desafiam o toque de recolher dos gorilas e podem levar inclusive a explosões insurrecionais isoladas. É previsivel que as instituições se dividam. A hierarquia da Igreja Católica, que apoia Micheletti e o golpe militar, enfrenta-se já com padres com forte respaldo popular que apóiam a democracia e exigem o retorno de Zelaya. Na polícia se comprovou que existem setores que não estão dispostos a seguir o Alto Comando militar em sua aventura golpista e o mesmo acontece entre os soldados, enquanto em ambas forças, como o demonstra a selvageria da repressão, há os que são partidarios de liquidar de forma sangrenta o protesto seminsurrecional do povo hondurenho, mas temem o isolamento internacional (e que Obama possa dobrar a resistência dos grandes protetores estadunidenses não suficientemente mascarados dos golpistas de Tegucigalpa).
Se, sob a pressão popular, um setor grande da política ou do exército, para evitar a guerra civil, rechaçasse a escalada da repressão e aceitasse a idéia de um governo de transição, conservador, que encerrasse o mandato de Zelaya limitando totalmente a intervenção presidencial até a realização de eleições presidenciais, o Alto Comando e o governo golpista acabaria na prisão ou no exílio.
Um parte importante da burguesia comercial hondurenha, com o apoio da OEA e até, eventualmente, de um Departamento de Estado obrigado a mudar de política sacrificando os militares, poderia apoiar essa saída para evitar a guerra civil e para romper o isolamento e o bloqueio internacionais que afetam duramente a sua economia. O próprio Zelaya, com o apoio da maioria conservadora da OEA, poderia aceitar essa solução porque ele também teme a insurreição popular, que colocaria em perigo, pelo menos, as propriedades dos latifundiários (ele é um deles). Sobretudo porque tem consciência de que mesmo se fosse presidente sem margem de manobra em um governo de transição, seria a primeira figura desse governo, aparecera como vitorioso e reforçaria seu apoio popular, para encarar qualquer outra perspectiva imediata.
É preciso considerar, no entanto, qual seria a reação popular diante da queda dos golpistas gorilas e sua substituição por chimpanzés e diante da condição de presidente amordaçado que seria imposta a Zelaya. Possivelmente um setor poderia aceitar essa situação, mas outro, importante, buscaria seguir para frente com sua luta, aproveitando o que veriam, como um triunfo deles.
O apoio do governo brasileiro e da OEA a Zelaya tem o objetivo de levar ao governo o presidente legítimo, evitando a guerra civil. Mas o Brasil responde, com este apoio ao presidente legítimo, que é membro da ALBA, à instalação de bases dos EUA na Colômbia (que ameaçam, em primeiro lugar, ao governo de Hugo Chávez e ao petróleo venezuelano, vital para Washington), mas tambem a riqueza petrolífera e as águas brasileiras. É preciso não esquecer que o Brasil repudia a existência da IV Frota dos EUA que ameaça seu petróleo submarino e planeja se rearmar com tecnologia avançada francesa (abandonando a estadunidense).
Ao Departamento de Estado fica aberta uma frente muito ativa na América Central, que é vital para afirmar tanto o Plano Mérida, como o Plano Colômbia, e não pode aparecer diante do mundo – menos ainda, diante da Rússia, à que acaba de sacrificar seu escudo espacial – apoiando abertamente uma ditadura militar dirigida, por exemplo, contra a Venezuela (que tem um pacto com a Rússia e se rearmou com armas russas).
Finalmente, Obama, que vê agravar-se a situação no Afeganistão, onde o alto comando militar lhe pede reforços para que não aconteça com os EUA o que aconteceu no Iraque, não está em condições de impor ditaduras na América Central (e menos ainda de legitimiar a extrema direita estadunidense e a seus inimigos no Pentágono e no Departamento de Estado e a alguns gorilas que todos os dias lhe dizem que é um ”negrinho ignorante”).
Tudo depende, por tanto, do que acontecerá nas forças armadas e nas classes dominantes hondurenhas e de que reações terão os EUA (ou seja, de como se resolverá a luta interna no establishment desse país). A crescente onda de mobilizações populares em Honduras pode resultar muito importante para precipitar grandes mudanças.
Tradução: Emir Sader
http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=16159&boletim_id=594&componente_id=10008
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
24ª Romaria da Terra contará com Feira da Agricultura Familiar e Camponesa
24ª Romaria da Terra contará com Feira da Agricultura Familiar e Camponesa
Com o objetivo de reunir e divulgar as organizações e experiências de agricultura agroecólogia e orgânica que já vêm sendo desenvolvidas no Estado, a Feira da Agricultura Familiar e Camponesa integrará a programação da 24ª Romaria de Terra do Paraná.
O espaço, que também será um momento de partilha e troca de experiências entre as organizações e agricultores(as), possibilitará que os romeiros e romeiras da terra conheçam o trabalho desenvolvido pelas entidades, organizações e movimentos sociais no campo da agricultura agroecológica e da soberania alimentar.
A Feira também tem a proposta de formar um banco de sementes crioulas. Os interessados em participar da Feira da Agricultura Familiar e Camponesa devem entrar em contato com a secretaria da Comissão Pastoral da Terra (CPT) do Paraná pelo e-mail cpt@cpt.org.br ou ainda pelo telefone (41) 3224-7433.
A 24ª Romaria da Terra do Paraná ocorre no próximo dia 11 de outubro no município de Marilândia do Sul, região norte do Estado.
fonte
http://www.mst.org.br/node/8204
Com o objetivo de reunir e divulgar as organizações e experiências de agricultura agroecólogia e orgânica que já vêm sendo desenvolvidas no Estado, a Feira da Agricultura Familiar e Camponesa integrará a programação da 24ª Romaria de Terra do Paraná.
O espaço, que também será um momento de partilha e troca de experiências entre as organizações e agricultores(as), possibilitará que os romeiros e romeiras da terra conheçam o trabalho desenvolvido pelas entidades, organizações e movimentos sociais no campo da agricultura agroecológica e da soberania alimentar.
A Feira também tem a proposta de formar um banco de sementes crioulas. Os interessados em participar da Feira da Agricultura Familiar e Camponesa devem entrar em contato com a secretaria da Comissão Pastoral da Terra (CPT) do Paraná pelo e-mail cpt@cpt.org.br ou ainda pelo telefone (41) 3224-7433.
A 24ª Romaria da Terra do Paraná ocorre no próximo dia 11 de outubro no município de Marilândia do Sul, região norte do Estado.
fonte
http://www.mst.org.br/node/8204
MST - Entenda como estamos organizados
MST - Entenda como estamos organizados
O Movimento Sem Terra está organizado em 24 estados nas cinco regiões do país. No total, são cerca de 350 mil famílias que conquistaram a terra por meio da luta e da organização dos trabalhadores rurais.
Mesmo depois de assentadas, estas famílias permanecem organizadas no MST, pois a conquista da terra é apenas o primeiro passo para a realização da Reforma Agrária. Os latifúndios desapropriados para assentamentos normalmente possuem poucas benfeitorias e infra-estrutura, como saneamento, energia elétrica, acesso à cultura e lazer. Por isso, as famílias assentadas seguem organizadas e realizam novas lutas para conquistarem estes direitos básicos.
Com esta dimensão nacional, as famílias assentadas e acampadas organizam-se numa estrutura participativa e democrática para tomar as decisões no MST. Nos assentamentos e acampamentos, as famílias organizam-se em núcleos que discutem a produção, a escola, as necessidades de cada área. Destes núcleos, saem os coordenadores e coordenadoras do assentamento ou do acampamento. A mesma estrutura se repete em nível regional, estadual e nacional. Um aspecto importante é que as instâncias de decisão são orientadas para garantir a participação das mulheres, sempre com dois coordenadores, um homem e uma mulher. E nas assembléias de acampamentos e assentamentos, todos têm direito a voto: adultos, jovens, homens e mulheres.
Da mesma forma nas instâncias nacionais. O maior espaço de decisões do MST é o Congresso que ocorre a cada 5 anos. No mais recente, o V Congresso, participaram mais de 15 mil pessoas. É no Congresso que são definidas as linhas políticas do Movimento para o próximo período e avaliado o período anterior. Estas definições são sintetizadas nas palavras de ordem de cada Congresso e que se estendem para o período seguinte. O V Congresso Nacional definiu como linha para este próximo período: “Reforma Agrária, por Justiça Social e Soberania Popular”. Foi aprovado ainda o novo programa de Reforma Agrária defendido pelo Movimento, após dois anos de debates e estudos nos assentamentos e acampamentos. Além do Congresso, a cada dois anos, o MST realiza seu encontro nacional, onde são avaliadas e atualizadas as definições deliberadas no Congresso.
Além dos Congressos, Encontros e Coordenações, as famílias também se organizam por setores para encaminharem tarefas específicas. Setores como Produção, Saúde, Gênero, Comunicação, Educação, Juventude, Finanças, Direitos Humanos, Relações Internacionais, entre outros, são organizados desde o nível local até nacionalmente, de acordo com a necessidade e a demanda de cada assentamento, acampamento ou estado.
FONTE http://www.mst.org.br/taxonomy/term/330
http://www.grupos.com.br/blog/nosso-sucesso/permalink/35118.html
http://www.grupos.com.br/blog/familia-gp/permalink/35119.html
http://www.grupos.com.br/blog/salada/permalink/35120.html
http://www.grupos.com.br/blog/sucesso_ja/permalink/35121.html
O Movimento Sem Terra está organizado em 24 estados nas cinco regiões do país. No total, são cerca de 350 mil famílias que conquistaram a terra por meio da luta e da organização dos trabalhadores rurais.
Mesmo depois de assentadas, estas famílias permanecem organizadas no MST, pois a conquista da terra é apenas o primeiro passo para a realização da Reforma Agrária. Os latifúndios desapropriados para assentamentos normalmente possuem poucas benfeitorias e infra-estrutura, como saneamento, energia elétrica, acesso à cultura e lazer. Por isso, as famílias assentadas seguem organizadas e realizam novas lutas para conquistarem estes direitos básicos.
Com esta dimensão nacional, as famílias assentadas e acampadas organizam-se numa estrutura participativa e democrática para tomar as decisões no MST. Nos assentamentos e acampamentos, as famílias organizam-se em núcleos que discutem a produção, a escola, as necessidades de cada área. Destes núcleos, saem os coordenadores e coordenadoras do assentamento ou do acampamento. A mesma estrutura se repete em nível regional, estadual e nacional. Um aspecto importante é que as instâncias de decisão são orientadas para garantir a participação das mulheres, sempre com dois coordenadores, um homem e uma mulher. E nas assembléias de acampamentos e assentamentos, todos têm direito a voto: adultos, jovens, homens e mulheres.
Da mesma forma nas instâncias nacionais. O maior espaço de decisões do MST é o Congresso que ocorre a cada 5 anos. No mais recente, o V Congresso, participaram mais de 15 mil pessoas. É no Congresso que são definidas as linhas políticas do Movimento para o próximo período e avaliado o período anterior. Estas definições são sintetizadas nas palavras de ordem de cada Congresso e que se estendem para o período seguinte. O V Congresso Nacional definiu como linha para este próximo período: “Reforma Agrária, por Justiça Social e Soberania Popular”. Foi aprovado ainda o novo programa de Reforma Agrária defendido pelo Movimento, após dois anos de debates e estudos nos assentamentos e acampamentos. Além do Congresso, a cada dois anos, o MST realiza seu encontro nacional, onde são avaliadas e atualizadas as definições deliberadas no Congresso.
Além dos Congressos, Encontros e Coordenações, as famílias também se organizam por setores para encaminharem tarefas específicas. Setores como Produção, Saúde, Gênero, Comunicação, Educação, Juventude, Finanças, Direitos Humanos, Relações Internacionais, entre outros, são organizados desde o nível local até nacionalmente, de acordo com a necessidade e a demanda de cada assentamento, acampamento ou estado.
FONTE http://www.mst.org.br/taxonomy/term/330
http://www.grupos.com.br/blog/nosso-sucesso/permalink/35118.html
http://www.grupos.com.br/blog/familia-gp/permalink/35119.html
http://www.grupos.com.br/blog/salada/permalink/35120.html
http://www.grupos.com.br/blog/sucesso_ja/permalink/35121.html
Os senhores da senzala X A terra como bem social
Os senhores da senzala X A terra como bem social
Senhores que pensam ainda viver nos tempos das senzalas. Não há outro modo de definir este grupo conservador encabeçado pela senadora Kátia Abreu (TO) e os deputados federais Ronaldo Caiado (GO) e Onyx Lorenzoni (RS), todos do DEM, que protocolaram, na última semana, o pedido de criação de comissão parlamentar mista de inquérito (CPMI), tentando mais uma vez criminalizar um dos grupos mais organizados do campo do nosso Brasil: o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), formado por trabalhadores que buscam um direito garantido em nossa Constituição. Não admitem que eles lutem por seus direitos.
Através da ação acusam o Movimento de receber, de maneira ilícita, recursos públicos. Essa é a terceira CPI instalada no Congresso Nacional contra o MST nos últimos cinco anos. Entretanto, essa ação descabida tem um motivo: a pressão do Movimento para que o Governo Federal reveja e atualize os índices de produtividade da terra no Brasil.
Aí, infelizmente pra eles, o dedo da sociedade e dos trabalhadores da terra cutuca forte na ferida e essa CPI surge para reprimir a movimentação. Os senhoris da senzala, setor conservador e burguês, não admitem que a Constituição de 1988 seja cumprida, assim como a Lei Agrária, de 1993. A Lei prevê que “os parâmetros, índices e indicadores que informam o conceito de produtividade serão ajustados, periodicamente, de modo a levar em conta o progresso científico e tecnológico da agricultura e o desenvolvimento regional". Por incrível que pareça, mas não é de se estranhar, ainda vivemos com parâmetros no censo agrário de 1975. Isso mesmo, de 34 anos atrás.
É preciso lembrar que no decorrer desse tempo o avanço tecnológico no campo teve um crescimento estrondoso. Sendo assim, esse censo está extremamente defasado e beneficia apenas os grandes detentores de terra em nosso país. Isso porque, com a atualização dos parâmetros de produtividade, também se atualizam os índices de desapropriação e agiliza-se a Reforma Agrária. Daí a revolta do grupo senhoril quando a questão vem à tona. Daí também o motivo dos urros desesperados dos donos dos tronos.
De acordo com a proposta, os novos índices seriam calculados com base no período de produção entre 1996 e 2007, com respaldos de estudos técnicos do IBGE, da Unicamp e da Embrapa. Esses índices também serviriam para analisar a produtividade em assentamentos rurais.
Não aceitam que a terra seja vista, inclusive, como um fator social ao qual todos tem direito. Não bastasse serem acostumados a não cumprir legislações ambientais e trabalhistas. Como o próprio MST afirma em nota, são 25 anos tentando destruir o Movimento por meio de violência de grupos armados e contratados pelos latifundiários, por órgão repressores do Estado e setores do Judiciário, além da mídia burguesa e CPI’s.
Esse é o maior medo deles, que a lei seja cumprida. Não se preocupam com o Brasil, com quem vive nele, com quem necessita de um pedaço de terra para continuar a vida de uma maneira digna. Não se preocupam com homens, mulheres e crianças e o direito à moradia digna, direito a produzir seus alimentos, planejar um futuro e poder dormir de maneira humana. Se preocupam sim em manter os berços de ouro, os tronos senhoris, em criminalizar quem entra em seus caminhos, sem querer analisar quem realmente provoca o crime, quem realmente burla a lei, a opinião pública, a vida e a terra!
Luci Choinacki
Presidente Estadual do PT de Santa Catarina
FONTE http://www.mst.org.br/node/8191
Senhores que pensam ainda viver nos tempos das senzalas. Não há outro modo de definir este grupo conservador encabeçado pela senadora Kátia Abreu (TO) e os deputados federais Ronaldo Caiado (GO) e Onyx Lorenzoni (RS), todos do DEM, que protocolaram, na última semana, o pedido de criação de comissão parlamentar mista de inquérito (CPMI), tentando mais uma vez criminalizar um dos grupos mais organizados do campo do nosso Brasil: o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), formado por trabalhadores que buscam um direito garantido em nossa Constituição. Não admitem que eles lutem por seus direitos.
Através da ação acusam o Movimento de receber, de maneira ilícita, recursos públicos. Essa é a terceira CPI instalada no Congresso Nacional contra o MST nos últimos cinco anos. Entretanto, essa ação descabida tem um motivo: a pressão do Movimento para que o Governo Federal reveja e atualize os índices de produtividade da terra no Brasil.
Aí, infelizmente pra eles, o dedo da sociedade e dos trabalhadores da terra cutuca forte na ferida e essa CPI surge para reprimir a movimentação. Os senhoris da senzala, setor conservador e burguês, não admitem que a Constituição de 1988 seja cumprida, assim como a Lei Agrária, de 1993. A Lei prevê que “os parâmetros, índices e indicadores que informam o conceito de produtividade serão ajustados, periodicamente, de modo a levar em conta o progresso científico e tecnológico da agricultura e o desenvolvimento regional". Por incrível que pareça, mas não é de se estranhar, ainda vivemos com parâmetros no censo agrário de 1975. Isso mesmo, de 34 anos atrás.
É preciso lembrar que no decorrer desse tempo o avanço tecnológico no campo teve um crescimento estrondoso. Sendo assim, esse censo está extremamente defasado e beneficia apenas os grandes detentores de terra em nosso país. Isso porque, com a atualização dos parâmetros de produtividade, também se atualizam os índices de desapropriação e agiliza-se a Reforma Agrária. Daí a revolta do grupo senhoril quando a questão vem à tona. Daí também o motivo dos urros desesperados dos donos dos tronos.
De acordo com a proposta, os novos índices seriam calculados com base no período de produção entre 1996 e 2007, com respaldos de estudos técnicos do IBGE, da Unicamp e da Embrapa. Esses índices também serviriam para analisar a produtividade em assentamentos rurais.
Não aceitam que a terra seja vista, inclusive, como um fator social ao qual todos tem direito. Não bastasse serem acostumados a não cumprir legislações ambientais e trabalhistas. Como o próprio MST afirma em nota, são 25 anos tentando destruir o Movimento por meio de violência de grupos armados e contratados pelos latifundiários, por órgão repressores do Estado e setores do Judiciário, além da mídia burguesa e CPI’s.
Esse é o maior medo deles, que a lei seja cumprida. Não se preocupam com o Brasil, com quem vive nele, com quem necessita de um pedaço de terra para continuar a vida de uma maneira digna. Não se preocupam com homens, mulheres e crianças e o direito à moradia digna, direito a produzir seus alimentos, planejar um futuro e poder dormir de maneira humana. Se preocupam sim em manter os berços de ouro, os tronos senhoris, em criminalizar quem entra em seus caminhos, sem querer analisar quem realmente provoca o crime, quem realmente burla a lei, a opinião pública, a vida e a terra!
Luci Choinacki
Presidente Estadual do PT de Santa Catarina
FONTE http://www.mst.org.br/node/8191
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
Escola Nacinal Florestan Fernandes - MST - video
Escola Nacinal Florestan Fernandes - MST
Visita a escola nacional Florestan Fernandes, no municipio de Guararema construida pelo MST
musica linda
Visita a escola nacional Florestan Fernandes, no municipio de Guararema construida pelo MST
musica linda
Fome no mundo atinge 1 bilhão de pessoas
Do IHU Online
O Programa Mundial de Alimentos (PMA), órgão ligado à ONU, informou nesta quarta-feira (16/9) um penoso recorde: pela primeira vez na história, o número de pessoas que passa fome no mundo superou o bilhão. Ao mesmo tempo, os países seguem cortando as ajudas humanitárias por causa da crise, ao ponto de que as doações caíram ao nível de 20 anos atrás. Uma combinação, que a diretora do PMA, Josette Sheeran, qualificou de “receita para o desastre”.
A reportagem está publicada no jornal espanhol El País, 17-09-2009.
A tradução é do Cepat.
Este ano, os países confirmaram apenas 1,8 bilhão de euros dos 4,6 bilhões necessários para alimentar 108 milhões de pessoas, informou Sheeran. As consequências logo serão vistas em seus programas no Quênia, Guatemala e Bangladesh, que requerem intervenções urgentes. A Organização necessita de dois bilhões de euros extras para enfrentar seus problemas este ano.
Sheeran destacou que com menos de 1% do que os países ricos gastaram para salvar os sistemas financeiros, se poderia solucionar a fome – com algo mais que “soluções de longo prazo”, insistiu – e por isso instou os países do G-20 (as economias mais ricas e as emergentes) para que aproveitem a próxima reunião em Pittsburgh (Estados Unidos), porque têm “uma oportunidade ideal para colocar a fome no mapa”.
A situação só será solucionada quando “o mundo tomar a fome a sério”, disse Sheeran. O grupo que acompanha o desenvolvimento dos Objetivos do Milênio da ONU criticou nesta quarta-feira o descumprimento dos compromissos por parte dos países. Desde 2005, o G-20 deixou de dar 23 bilhões de euros anuais.
fonte
http://www.mst.org.br/node/8176
Do IHU Online
O Programa Mundial de Alimentos (PMA), órgão ligado à ONU, informou nesta quarta-feira (16/9) um penoso recorde: pela primeira vez na história, o número de pessoas que passa fome no mundo superou o bilhão. Ao mesmo tempo, os países seguem cortando as ajudas humanitárias por causa da crise, ao ponto de que as doações caíram ao nível de 20 anos atrás. Uma combinação, que a diretora do PMA, Josette Sheeran, qualificou de “receita para o desastre”.
A reportagem está publicada no jornal espanhol El País, 17-09-2009.
A tradução é do Cepat.
Este ano, os países confirmaram apenas 1,8 bilhão de euros dos 4,6 bilhões necessários para alimentar 108 milhões de pessoas, informou Sheeran. As consequências logo serão vistas em seus programas no Quênia, Guatemala e Bangladesh, que requerem intervenções urgentes. A Organização necessita de dois bilhões de euros extras para enfrentar seus problemas este ano.
Sheeran destacou que com menos de 1% do que os países ricos gastaram para salvar os sistemas financeiros, se poderia solucionar a fome – com algo mais que “soluções de longo prazo”, insistiu – e por isso instou os países do G-20 (as economias mais ricas e as emergentes) para que aproveitem a próxima reunião em Pittsburgh (Estados Unidos), porque têm “uma oportunidade ideal para colocar a fome no mapa”.
A situação só será solucionada quando “o mundo tomar a fome a sério”, disse Sheeran. O grupo que acompanha o desenvolvimento dos Objetivos do Milênio da ONU criticou nesta quarta-feira o descumprimento dos compromissos por parte dos países. Desde 2005, o G-20 deixou de dar 23 bilhões de euros anuais.
fonte
http://www.mst.org.br/node/8176
Salmo 23 - video - canto - letra
Salmo 23
O Senhor é o meu Pastor, nada me faltará.
Deitar-me faz em verdes pastos,
guia-me mansamente às águas tranquilas;
Refrigera a minha alma,
guia-me pelas veredas da justiça por amor do seu nome,
Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte
não temeria mal algum, porque tu estás comigo,
a tua vara e o teu cajado me consolam;
Preparas uma mesa perante mim na presença dos meus inimigos,
unges a minha cabeça com óleo, o meu cálice transborda;
Certamente que a bondade e a misericórdia
me seguirão todos os dias de minha vida,
e habitarei na casa do Senhor por longos dias.
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
Manifesto em Defesa da Democracia e do MST
eu já assinei, é VOCÊ assinará ?
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Manifesto em Defesa da Democracia e do MST
Bastou realizarmos mais uma jornada de lutas - cobrando o cumprimento de uma pauta de reivindicações apresentada ao governo Lula ainda em 2005 – e exigirmos a atualização dos índices de produtividade agrícola, como estabelece a Constituição Federal para que viesse a reação.
Os setores mais conservadores do Congresso e da sociedade, liderados pela senadora Kátia Abreu (DEM/TO) e os deputados federais Ronaldo Caiado (DEM-GO) e Onyx Lorenzoni (DEM-RS), que começaram a orquestrar uma nova ofensiva contra o MST.
Na semana passada, os parlamentares ruralistas protocolaram mais uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) contra o MST - a terceira em menos de 5 anos. É exatamente uma represália à nossa ousadia de solicitar a atualização dos índices de produtividade agrícola, que poderá beneficiar os proprietários rurais que realmente produzem em nosso país.
Os que não produzem, certamente, aprovados os novos índices, terão dificuldades de acessar os recursos dos cofres públicos. Assim, os “modernos” defensores do agronegócio não apenas defendem uma agricultura atrasada, em defesa própria, como também expressam, mais uma vez, seu caráter anti-social e parasitário dos recursos públicos.
Os ruralistas, agora parlamentares, alegam que há uma malversação dos recursos públicos destinados à Reforma Agrária para justificar essa CPI. É um direito deles fazer esse questionamento e elogiamos a disposição de prezar pelos recursos públicos.
Mesmo sabendo que a Confederação Nacional da Agricultura (CNA), que a senadora Kátia Abreu preside, financiou a campanha eleitoral da senadora e até hoje não foi investigada. Mas se há problemas com esses recursos públicos, para que serve o Tribunal de Contas da União (TCU), subordinado ao Congresso Nacional, ou a Receita Federal?
Há a necessidade de criar uma nova CPI ou os objetivos são apenas imobilizar um movimento social e ocupar espaços na mídia para inibir a bandeira da Reforma Agrária? Parlamentares identificados ou coniventes com esses objetivos é que não faltam.
Mas se não nos faltam inimigos da Reforma Agrária, fortalecidos política e economicamente há cinco séculos pela existência do latifúndio, também não nos faltam solidariedade e apoio de incansáveis e valorosas lutadoras e lutadores da Reforma Agrária.
E por iniciativa de companheiros que nunca nos faltam, principalmente nas horas mais difíceis, surgiu um Manifesto em Defesa da Democracia e do MST. O nosso muito obrigado pela iniciativa desses companheiros.
Agradecemos a iniciativa dos companheiros Plínio de Arruda Sampaio, Osvaldo Russo, Hamilton Pereira, Alípio Freire e Heloisa Fernandes, por escrever o manifesto e fazer o levantamento de assinaturas.
Temos orgulho de receber o apoio e palavras de carinho de Antônio Cândido, Leandro Konder, Fábio Konder Comparato, Fernando Morais, Jacques Alfonsin e Nilo Batista. Do exterior, recebemos o sopro da solidariedade de Eduardo Galeano (Uruguai), István Mészáros (Hungria), Miguel Urbano (Portugal) e Vandana Shiva (Índia).
Da Igreja, recebemos a oração de Dom Ladislau Biernaski (Presidente da CPT), Dom Pedro Casaldáliga (bispo emérito da Prelazia de São Félix do Araguaia), Reverendo Carlos Alberto Tomé da Silva (Anglicano, Capelão Militar), Dom Tomás Balduino, Frei Betto e Leonardo Boff.
As entidades da classe trabalhadora do nosso país também estão do nosso lado contra essa ofensiva. Os partidos de esquerda manifestaram solidariedade contra a manobra dos parlamentares da extrema-direita
Além desses companheiros e companheiras, agradecemos as mais de 400 pessoas que já assinaram o nosso manifesto. Mais do que o conteúdo expresso no manifesto, a companhia de vocês, e de todas e todos que o subscrever, atesta que estamos na luta e no caminho certo.
Poderá tardar, por conta da mentalidade retrógrada e latifundiária da elite brasileira, mas conquistaremos um Brasil socialmente justo, democrático e com igualdade.
Abaixo segue o texto do Manifesto. Assine-o e promova sua divulgação. Para assinar, entre em:
http://www.petitiononline.com/manifmst/petition.html.
Secretaria Nacional do MST
Manifesto em defesa da Democracia e do MST
“...Legitimam-se não pela propriedade, mas pelo trabalho,
nesse mundo em que o trabalho está em extinção.
Legitimam-se porque fazem História,
num mundo que já proclamou o fim da História.
Esses homens e mulheres são um contra-senso
porque restituem à vida um sentido que se perdeu...”
(“Notícias dos sobreviventes”, Eldorado dos Carajás, 1996).
A reconstrução da democracia no Brasil tem exigido, há trinta anos, enormes sacrifícios dos trabalhadores. Desde a reconstrução de suas organizações, destruídas por duas décadas de repressão da ditadura militar, até a invenção de novas formas de movimentos e de lutas capazes de responder ao desafio de enfrentar uma das sociedades mais desiguais do mundo. Isto tem implicado, também, apresentar aos herdeiros da cultura escravocrata de cinco séculos, os trabalhadores da cidade e do campo como cidadãos e como participantes legítimos não apenas da produção da riqueza do País (como ocorreu desde sempre), mas igualmente como beneficiários da partilha da riqueza produzida.
O ódio das oligarquias rurais e urbanas não perde de vista um único dia, um desses novos instrumentos de organização e luta criados pelos trabalhadores brasileiros a partir de 1984: o Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra – MST. E esse Movimento paga diariamente com suor e sangue – como ocorreu há pouco no Rio Grande do Sul, por sua ousadia de questionar um dos pilares da desigualdade social no Brasil: o monopólio da terra. O gesto de levantar sua bandeira numa ocupação traduz-se numa frase simples de entender e, por isso, intolerável aos ouvidos dos senhores da terra e do agronegócio. Um País, onde 1% da população tem a propriedade de 46% do território, defendida por cercas, agentes do Estado e matadores de aluguel, não podemos considerar uma República. Menos ainda, uma democracia.
A Constituição de 1988 determina que os latifúndios improdutivos e terras usadas para a plantação de matérias primas para a produção de drogas, devem ser destinados à Reforma Agrária. Mas, desde a assinatura da nova Carta, os sucessivos Governos têm negligenciado o seu cumprimento. À ousadia dos trabalhadores rurais de garantir esses direitos conquistados na Constituição, pressionando as autoridades através de ocupações pacíficas, soma-se outra ousadia, igualmente intolerável para os senhores do grande capital do campo e das cidades: a disputa legítima e legal do Orçamento Público.
Em quarenta anos, desde a criação do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), cerca de um milhão de famílias rurais foram assentadas - mais da metade de 2003 pra cá. Para viabilizar a atividade econômica dessas famílias, para integrá-las ao processo produtivo de alimentos e divisas no novo ciclo de desenvolvimento, é necessário travar a disputa diária pelos investimentos públicos. Daí resulta o ódio dos ruralistas e outros setores do grande capital, habituados desde sempre ao acesso exclusivo aos créditos, subsídios e ao perdão periódico de suas dívidas.
O compromisso do Governo de rever os critérios de produtividade para a agricultura brasileira, responde a uma bandeira de quatro décadas de lutas dos movimentos dos trabalhadores do campo. Ao exigir a atualização desses índices, os trabalhadores do campo estão apenas exigindo o cumprimento da Constituição Federal, e que os avanços científicos e tecnológicos ocorridos nas últimas quatro décadas, sejam incorporados aos métodos de medir a produtividade agrícola do nosso País.
É contra essa bandeira que a bancada ruralista do Congresso Nacional reage, e ataca o MST. Como represália, buscam, mais uma vez, articular a formação de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) contra o MST. Seria a terceira em cinco anos. Se a agricultura brasileira é tão moderna e produtiva – como alardeia o agronegócio, por que temem tanto a atualização desses índices?
E, por que não é criada uma única CPI para analisar os recursos públicos destinados às organizações da classe patronal rural? Uma CPI que desse conta, por exemplo, de responder a algumas perguntas, tão simples como: O que ocorreu ao longo desses quarenta anos no campo brasileiro em termos de ganho de produtividade? Quanto a sociedade brasileira investiu para que uma verdadeira revolução – do ponto de vista de incorporação de novas tecnologias – tornasse a agricultura brasileira capaz de alimentar nosso povo e se afirmar como uma das maiores exportadoras de alimentos? Quantos perdões da dívida agrícola foram oferecidos pelos cofres públicos aos grandes proprietários de terra, nesse período?
O ataque ao MST extrapola a luta pela Reforma Agrária. É um ataque contra os avanços democráticos conquistados na Constituição de 1988 – como o que estabelece a função social da propriedade agrícola – e contra os direitos imprescindíveis para a reconstrução democrática do nosso País. É, portanto, contra essa reconstrução democrática que se levantam as lideranças do agronegócio e seus aliados no campo e nas cidades. E isso é grave. E isso é uma ameaça não apenas contra os movimentos dos trabalhadores rurais e urbanos, como para toda a sociedade. É a própria reconstrução democrática do Brasil, que custou os esforços e mesmo a vida de muitos brasileiros, que está sendo posta em xeque. É a própria reconstrução democrática do Brasil, que está sendo violentada.
É por essa razão que se arma, hoje, uma nova ofensiva dos setores mais conservadores da sociedade contra o Movimento dos Sem Terra – seja no Congresso Nacional, seja nos monopólios de comunicação, seja nos lobbies de pressão em todas as esferas de Poder. Trata-se, assim, ainda uma vez, de criminalizar um movimento que se mantém como uma bandeira acesa, inquietando a consciência democrática do país: a nossa democracia só será digna desse nome, quando incorporar todos os brasileiros e lhes conferir, como cidadãos e cidadãs, o direito a participar da partilha da riqueza que produzem ao longo de suas vidas, com suas mãos, o seu talento, o seu amor pela pátria de todos nós.
Contra a criminalização do MOVIMENTO DOS TRABALHADORES RURAIS SEM TERRA!
Pelo cumprimento das normas constitucionais que definem as terras destinadas à Reforma Agrária!
Pela adoção imediata dos novos critérios de produtividade para fins de Reforma Agrária!
São Paulo, 21 de setembro de 2009
Plínio de Arruda Sampaio, presidente da Associação Brasileira de Reforma Agrária - ABRA, ex-Deputado Federal Constituinte pelo PT-SP (1985-1991) e ex-consultor da FAO
Osvaldo Russo, estatístico, ex-presidente do INCRA (1993-1994), diretor da ABRA e coordenador do núcleo agrário nacional do PT
Hamilton Pereira, o Pedro Tierra, 61, é poeta e membro do Conselho Curador da Fundação Perseu Abramo
Antônio Cândido, crítico literário, USP
Leandro Konder, filósofo, PUC-RJ
István Mészáros, Hungria, filósofo
Eduardo Galeano, Uruguai, escritor
Alípio Freire, escritor
Fábio Konder Comparato, jurista, USP e Doutor Honoris Causa da Universidade de Coimbra
Fernando Morais, jornalista e escritor
Dr. Jacques Alfonsin, jurista, Porto Alegre
Altamiro Borges, PCdoB
Nilo Batista, jurista
Alberto Broch, Presidente da CONTAG
Artur Henrique, Presidente da CUT
Augusto Chagas, Presidente da UNE
Bartira Lima da Costa, Presidente da CONAM
Ivan Pinheiro, secretario geral do PCB
Ivan Valente, Deputador Federal PSOL/SP
José Antonio Moroni, diretor da ABONG e do INESC
José Maria de Almeida, CONLUTAS, presidente do PSTU
Nalu Faria, coordenadora geral da Sempreviva Organização Feminista – SOF e integrante da executiva nacional da Marcha Mundial das Mulheres.
Paulo Pereira da Silva, Deputado Federal PDT-SP e presidente da Força Sindical
Renato Rabelo, presidente do PcdoB
Renato Simões, Secretário de Movimentos Populares do PT
Roberto Amaral, ex-Ministro da Ciência e Tecnologia, Secretário Geral do PSB
Sérgio Miranda, PDT-MG
Valter Pomar, Secretário de Relações Internacionais do PT
Wagner Gomes, presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil – CTB
Dom Ladislau Biernaski, Presidente da CPT
Dom Pedro Casaldáliga, Bispo emérito da Prelazia de São Félix do Araguaia – MT
Dom Tomás Balduino, conselheiro permanente da CPT
Frei Betto, escritor
Leonardo Boff, escritor
Reverendo Carlos Alberto Tomé da Silva, TSSF, Anglicano, Capelão Militar
Miguel Urbano, Portugal, jornalista
Anita Leocádia Prestes, historiadora, UFRJ
Beth Carvalho, sambista
Adriana Pacheco, Venezuela, ViveTV
Adelaide Gonçalves, historiadora, UFCE
Ana Esther Ceceña, UNAN
Antonio Moraes, Federação Única dos Petroleiros - FUP
Associação Brasileira de ONG's – ABONG
Associação Brasileira dos Estudantes de Engenharia Florestal (ABEEF)
Chico Diaz, ator
Cândido Grzybowski - IBASE
Comitè italiano de apoio ao Movimento Sem Terra (Amigos MST-Italia)
Antônio Carlos Spis, CMS (Coordenação dos Movimentos Sociais)
Dora Martins, juíza de direito, e presidenta da Associação de Juízes pela Democracia
Emir Sader, sociólogo, LPP/UERJ
Federação dos Estudantes de Agronomia do Brasil (FEAB)
Hamilton de Souza, jornalista, PUC-SP
Heloísa Fernandes, socióloga, USP e ENFF
Jose Arbex, jornalista, PUC-SP
Maria Rita Kehl, psicanalista, São Paulo
Osmar Prado, ator
Paulo Arantes, filósofo, USP e ENFF
Vandana Shiva, Índia, cientista
Virginia Fontes, historiadora, UFF/Fiocruz
Vito Gianotti, jornalista e historiador, Núcleo Piratininga de Comunicação - Rio de janeiro
Indique o MST Informa para um amigo ou uma amiga
Indique pelo menos, mais um correio eletrônico e envie para
letraviva@mst.org.br com assunto "cadastro letraviva",
para continuarmos a difundir e colocar para a sociedade as análises e posições do MST.
MST Informa é uma publicação quinzenal do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, enviada por correio eletrônico.
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Manifesto em Defesa da Democracia e do MST
Bastou realizarmos mais uma jornada de lutas - cobrando o cumprimento de uma pauta de reivindicações apresentada ao governo Lula ainda em 2005 – e exigirmos a atualização dos índices de produtividade agrícola, como estabelece a Constituição Federal para que viesse a reação.
Os setores mais conservadores do Congresso e da sociedade, liderados pela senadora Kátia Abreu (DEM/TO) e os deputados federais Ronaldo Caiado (DEM-GO) e Onyx Lorenzoni (DEM-RS), que começaram a orquestrar uma nova ofensiva contra o MST.
Na semana passada, os parlamentares ruralistas protocolaram mais uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) contra o MST - a terceira em menos de 5 anos. É exatamente uma represália à nossa ousadia de solicitar a atualização dos índices de produtividade agrícola, que poderá beneficiar os proprietários rurais que realmente produzem em nosso país.
Os que não produzem, certamente, aprovados os novos índices, terão dificuldades de acessar os recursos dos cofres públicos. Assim, os “modernos” defensores do agronegócio não apenas defendem uma agricultura atrasada, em defesa própria, como também expressam, mais uma vez, seu caráter anti-social e parasitário dos recursos públicos.
Os ruralistas, agora parlamentares, alegam que há uma malversação dos recursos públicos destinados à Reforma Agrária para justificar essa CPI. É um direito deles fazer esse questionamento e elogiamos a disposição de prezar pelos recursos públicos.
Mesmo sabendo que a Confederação Nacional da Agricultura (CNA), que a senadora Kátia Abreu preside, financiou a campanha eleitoral da senadora e até hoje não foi investigada. Mas se há problemas com esses recursos públicos, para que serve o Tribunal de Contas da União (TCU), subordinado ao Congresso Nacional, ou a Receita Federal?
Há a necessidade de criar uma nova CPI ou os objetivos são apenas imobilizar um movimento social e ocupar espaços na mídia para inibir a bandeira da Reforma Agrária? Parlamentares identificados ou coniventes com esses objetivos é que não faltam.
Mas se não nos faltam inimigos da Reforma Agrária, fortalecidos política e economicamente há cinco séculos pela existência do latifúndio, também não nos faltam solidariedade e apoio de incansáveis e valorosas lutadoras e lutadores da Reforma Agrária.
E por iniciativa de companheiros que nunca nos faltam, principalmente nas horas mais difíceis, surgiu um Manifesto em Defesa da Democracia e do MST. O nosso muito obrigado pela iniciativa desses companheiros.
Agradecemos a iniciativa dos companheiros Plínio de Arruda Sampaio, Osvaldo Russo, Hamilton Pereira, Alípio Freire e Heloisa Fernandes, por escrever o manifesto e fazer o levantamento de assinaturas.
Temos orgulho de receber o apoio e palavras de carinho de Antônio Cândido, Leandro Konder, Fábio Konder Comparato, Fernando Morais, Jacques Alfonsin e Nilo Batista. Do exterior, recebemos o sopro da solidariedade de Eduardo Galeano (Uruguai), István Mészáros (Hungria), Miguel Urbano (Portugal) e Vandana Shiva (Índia).
Da Igreja, recebemos a oração de Dom Ladislau Biernaski (Presidente da CPT), Dom Pedro Casaldáliga (bispo emérito da Prelazia de São Félix do Araguaia), Reverendo Carlos Alberto Tomé da Silva (Anglicano, Capelão Militar), Dom Tomás Balduino, Frei Betto e Leonardo Boff.
As entidades da classe trabalhadora do nosso país também estão do nosso lado contra essa ofensiva. Os partidos de esquerda manifestaram solidariedade contra a manobra dos parlamentares da extrema-direita
Além desses companheiros e companheiras, agradecemos as mais de 400 pessoas que já assinaram o nosso manifesto. Mais do que o conteúdo expresso no manifesto, a companhia de vocês, e de todas e todos que o subscrever, atesta que estamos na luta e no caminho certo.
Poderá tardar, por conta da mentalidade retrógrada e latifundiária da elite brasileira, mas conquistaremos um Brasil socialmente justo, democrático e com igualdade.
Abaixo segue o texto do Manifesto. Assine-o e promova sua divulgação. Para assinar, entre em:
http://www.petitiononline.com/manifmst/petition.html.
Secretaria Nacional do MST
Manifesto em defesa da Democracia e do MST
“...Legitimam-se não pela propriedade, mas pelo trabalho,
nesse mundo em que o trabalho está em extinção.
Legitimam-se porque fazem História,
num mundo que já proclamou o fim da História.
Esses homens e mulheres são um contra-senso
porque restituem à vida um sentido que se perdeu...”
(“Notícias dos sobreviventes”, Eldorado dos Carajás, 1996).
A reconstrução da democracia no Brasil tem exigido, há trinta anos, enormes sacrifícios dos trabalhadores. Desde a reconstrução de suas organizações, destruídas por duas décadas de repressão da ditadura militar, até a invenção de novas formas de movimentos e de lutas capazes de responder ao desafio de enfrentar uma das sociedades mais desiguais do mundo. Isto tem implicado, também, apresentar aos herdeiros da cultura escravocrata de cinco séculos, os trabalhadores da cidade e do campo como cidadãos e como participantes legítimos não apenas da produção da riqueza do País (como ocorreu desde sempre), mas igualmente como beneficiários da partilha da riqueza produzida.
O ódio das oligarquias rurais e urbanas não perde de vista um único dia, um desses novos instrumentos de organização e luta criados pelos trabalhadores brasileiros a partir de 1984: o Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra – MST. E esse Movimento paga diariamente com suor e sangue – como ocorreu há pouco no Rio Grande do Sul, por sua ousadia de questionar um dos pilares da desigualdade social no Brasil: o monopólio da terra. O gesto de levantar sua bandeira numa ocupação traduz-se numa frase simples de entender e, por isso, intolerável aos ouvidos dos senhores da terra e do agronegócio. Um País, onde 1% da população tem a propriedade de 46% do território, defendida por cercas, agentes do Estado e matadores de aluguel, não podemos considerar uma República. Menos ainda, uma democracia.
A Constituição de 1988 determina que os latifúndios improdutivos e terras usadas para a plantação de matérias primas para a produção de drogas, devem ser destinados à Reforma Agrária. Mas, desde a assinatura da nova Carta, os sucessivos Governos têm negligenciado o seu cumprimento. À ousadia dos trabalhadores rurais de garantir esses direitos conquistados na Constituição, pressionando as autoridades através de ocupações pacíficas, soma-se outra ousadia, igualmente intolerável para os senhores do grande capital do campo e das cidades: a disputa legítima e legal do Orçamento Público.
Em quarenta anos, desde a criação do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), cerca de um milhão de famílias rurais foram assentadas - mais da metade de 2003 pra cá. Para viabilizar a atividade econômica dessas famílias, para integrá-las ao processo produtivo de alimentos e divisas no novo ciclo de desenvolvimento, é necessário travar a disputa diária pelos investimentos públicos. Daí resulta o ódio dos ruralistas e outros setores do grande capital, habituados desde sempre ao acesso exclusivo aos créditos, subsídios e ao perdão periódico de suas dívidas.
O compromisso do Governo de rever os critérios de produtividade para a agricultura brasileira, responde a uma bandeira de quatro décadas de lutas dos movimentos dos trabalhadores do campo. Ao exigir a atualização desses índices, os trabalhadores do campo estão apenas exigindo o cumprimento da Constituição Federal, e que os avanços científicos e tecnológicos ocorridos nas últimas quatro décadas, sejam incorporados aos métodos de medir a produtividade agrícola do nosso País.
É contra essa bandeira que a bancada ruralista do Congresso Nacional reage, e ataca o MST. Como represália, buscam, mais uma vez, articular a formação de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) contra o MST. Seria a terceira em cinco anos. Se a agricultura brasileira é tão moderna e produtiva – como alardeia o agronegócio, por que temem tanto a atualização desses índices?
E, por que não é criada uma única CPI para analisar os recursos públicos destinados às organizações da classe patronal rural? Uma CPI que desse conta, por exemplo, de responder a algumas perguntas, tão simples como: O que ocorreu ao longo desses quarenta anos no campo brasileiro em termos de ganho de produtividade? Quanto a sociedade brasileira investiu para que uma verdadeira revolução – do ponto de vista de incorporação de novas tecnologias – tornasse a agricultura brasileira capaz de alimentar nosso povo e se afirmar como uma das maiores exportadoras de alimentos? Quantos perdões da dívida agrícola foram oferecidos pelos cofres públicos aos grandes proprietários de terra, nesse período?
O ataque ao MST extrapola a luta pela Reforma Agrária. É um ataque contra os avanços democráticos conquistados na Constituição de 1988 – como o que estabelece a função social da propriedade agrícola – e contra os direitos imprescindíveis para a reconstrução democrática do nosso País. É, portanto, contra essa reconstrução democrática que se levantam as lideranças do agronegócio e seus aliados no campo e nas cidades. E isso é grave. E isso é uma ameaça não apenas contra os movimentos dos trabalhadores rurais e urbanos, como para toda a sociedade. É a própria reconstrução democrática do Brasil, que custou os esforços e mesmo a vida de muitos brasileiros, que está sendo posta em xeque. É a própria reconstrução democrática do Brasil, que está sendo violentada.
É por essa razão que se arma, hoje, uma nova ofensiva dos setores mais conservadores da sociedade contra o Movimento dos Sem Terra – seja no Congresso Nacional, seja nos monopólios de comunicação, seja nos lobbies de pressão em todas as esferas de Poder. Trata-se, assim, ainda uma vez, de criminalizar um movimento que se mantém como uma bandeira acesa, inquietando a consciência democrática do país: a nossa democracia só será digna desse nome, quando incorporar todos os brasileiros e lhes conferir, como cidadãos e cidadãs, o direito a participar da partilha da riqueza que produzem ao longo de suas vidas, com suas mãos, o seu talento, o seu amor pela pátria de todos nós.
Contra a criminalização do MOVIMENTO DOS TRABALHADORES RURAIS SEM TERRA!
Pelo cumprimento das normas constitucionais que definem as terras destinadas à Reforma Agrária!
Pela adoção imediata dos novos critérios de produtividade para fins de Reforma Agrária!
São Paulo, 21 de setembro de 2009
Plínio de Arruda Sampaio, presidente da Associação Brasileira de Reforma Agrária - ABRA, ex-Deputado Federal Constituinte pelo PT-SP (1985-1991) e ex-consultor da FAO
Osvaldo Russo, estatístico, ex-presidente do INCRA (1993-1994), diretor da ABRA e coordenador do núcleo agrário nacional do PT
Hamilton Pereira, o Pedro Tierra, 61, é poeta e membro do Conselho Curador da Fundação Perseu Abramo
Antônio Cândido, crítico literário, USP
Leandro Konder, filósofo, PUC-RJ
István Mészáros, Hungria, filósofo
Eduardo Galeano, Uruguai, escritor
Alípio Freire, escritor
Fábio Konder Comparato, jurista, USP e Doutor Honoris Causa da Universidade de Coimbra
Fernando Morais, jornalista e escritor
Dr. Jacques Alfonsin, jurista, Porto Alegre
Altamiro Borges, PCdoB
Nilo Batista, jurista
Alberto Broch, Presidente da CONTAG
Artur Henrique, Presidente da CUT
Augusto Chagas, Presidente da UNE
Bartira Lima da Costa, Presidente da CONAM
Ivan Pinheiro, secretario geral do PCB
Ivan Valente, Deputador Federal PSOL/SP
José Antonio Moroni, diretor da ABONG e do INESC
José Maria de Almeida, CONLUTAS, presidente do PSTU
Nalu Faria, coordenadora geral da Sempreviva Organização Feminista – SOF e integrante da executiva nacional da Marcha Mundial das Mulheres.
Paulo Pereira da Silva, Deputado Federal PDT-SP e presidente da Força Sindical
Renato Rabelo, presidente do PcdoB
Renato Simões, Secretário de Movimentos Populares do PT
Roberto Amaral, ex-Ministro da Ciência e Tecnologia, Secretário Geral do PSB
Sérgio Miranda, PDT-MG
Valter Pomar, Secretário de Relações Internacionais do PT
Wagner Gomes, presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil – CTB
Dom Ladislau Biernaski, Presidente da CPT
Dom Pedro Casaldáliga, Bispo emérito da Prelazia de São Félix do Araguaia – MT
Dom Tomás Balduino, conselheiro permanente da CPT
Frei Betto, escritor
Leonardo Boff, escritor
Reverendo Carlos Alberto Tomé da Silva, TSSF, Anglicano, Capelão Militar
Miguel Urbano, Portugal, jornalista
Anita Leocádia Prestes, historiadora, UFRJ
Beth Carvalho, sambista
Adriana Pacheco, Venezuela, ViveTV
Adelaide Gonçalves, historiadora, UFCE
Ana Esther Ceceña, UNAN
Antonio Moraes, Federação Única dos Petroleiros - FUP
Associação Brasileira de ONG's – ABONG
Associação Brasileira dos Estudantes de Engenharia Florestal (ABEEF)
Chico Diaz, ator
Cândido Grzybowski - IBASE
Comitè italiano de apoio ao Movimento Sem Terra (Amigos MST-Italia)
Antônio Carlos Spis, CMS (Coordenação dos Movimentos Sociais)
Dora Martins, juíza de direito, e presidenta da Associação de Juízes pela Democracia
Emir Sader, sociólogo, LPP/UERJ
Federação dos Estudantes de Agronomia do Brasil (FEAB)
Hamilton de Souza, jornalista, PUC-SP
Heloísa Fernandes, socióloga, USP e ENFF
Jose Arbex, jornalista, PUC-SP
Maria Rita Kehl, psicanalista, São Paulo
Osmar Prado, ator
Paulo Arantes, filósofo, USP e ENFF
Vandana Shiva, Índia, cientista
Virginia Fontes, historiadora, UFF/Fiocruz
Vito Gianotti, jornalista e historiador, Núcleo Piratininga de Comunicação - Rio de janeiro
Indique o MST Informa para um amigo ou uma amiga
Indique pelo menos, mais um correio eletrônico e envie para
letraviva@mst.org.br com assunto "cadastro letraviva",
para continuarmos a difundir e colocar para a sociedade as análises e posições do MST.
MST Informa é uma publicação quinzenal do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, enviada por correio eletrônico.
sábado, 19 de setembro de 2009
Mídia esconde caixa-dois de Kátia Abreu-rodou a baiana na CNA.
Mídia esconde caixa-dois de Kátia Abreu
18 de setembro de 2009
Por Altamiro Borges*
Do Brasil de Fato
Na encarniçada pressão dos barões do agronegócio para inviabilizar a atualização dos índices de produtividade rural, a mídia hegemônica já escolheu a sua heroína: a senadora Kátia Abreu, do DEM de Tocantins. Quase todo dia, ela aparece nos jornalões oligárquicos e nas telinhas da TV para esbravejar contra a proposta do presidente Lula, que atendeu uma antiga demanda dos que lutam pela reforma agrária. A edição da revista Veja da semana passada deu destaque à estridente parlamentar ruralista, que propõe uma CPI “para investigar as atividades criminosas do MST” e crítica o governo federal por financiar os movimentos dos trabalhadores rurais sem terra.
A revista, que sempre defendeu os interesses dos latifundiários, só se esqueceu de falar sobre as denúncias que pesam contra a senadora do demo. Em julho de 2008, a própria Veja publicou o artigo intitulado “Tem boi na linha”, de autoria de Diego Escosteguy, que desmascara a nova heroína da elite ruralista. “A pecuarista Kátia Abreu, eleita senadora pelo estado do Tocantins, ganhou recentemente o apelido de Ivete Sangalo do Congresso, graças ao seu jeito barulhento de fazer política – e se projetou como estrela dos Democratas”, ironiza a reportagem, agora arquivada.
Doações ilegais e irritação
O texto, bem mais honesto, lembra que a senadora é presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), entidade “financiada compulsoriamente por 1,7 milhão de produtores agrícolas” e que tem um orçamento de R$ 180 milhões. Como prova de suas “ações criminosas”, relata que “a Veja teve acesso a documentos internos da CNA que apontam fortes evidências de que a entidade bancou ilegalmente despesas da campanha dela ao Senado. A papelada revela que a CNA pagou 650.000 reais à agência Talento, em agosto de 2006 – na mesma ocasião em que essa empresa prestava serviços de publicidade à campanha de Kátia Abreu ao Senado”.
Ainda segundo a desmemoriada Veja, “a prestação de contas dela à Justiça Eleitoral não mostra despesa alguma com o marqueteiro. Nem doações da CNA, é claro... Irritada com o surgimento da documentação, a Ivete Sangalo do Senado rodou a baiana na CNA. Mandou desligar a rede de computadores da entidade e pediu uma perícia para saber quem vazou os papéis”. Já que a nova estrela da mídia, na sua fúria contra a atualização dos índices de produtividade, coleta assinaturas para uma CPI, seria o caso de investigar também as doações ilegais das entidades ruralistas e as suas relações promíscuas com vários veículos de imprensa e alguns jornalistas de plantão.
Campanha orquestrada e barulhenta
Toda esta barulheira da mídia tem como objetivo pressionar o governo Lula, fazendo-o recuar na sua decisão de atualizar os índices de produtividade. A “barulhenta” senadora do demo serve a tal propósito político. O seu passado é esquecido e ela vive um momento de glória. Nesta ação, a mídia comprova que defende os interesses dos barões do agronegócio, os latifundiários antigos travestidos de empresários modernos. A campanha é orquestrada. Nos últimos dias, os editoriais dos principais veículos privados esbravejaram contra a sinalização positiva do presidente Lula.
O Globo de 11 de setembro, no editorial “Desatino rural”, espinafrou o governo, que persegue os “heróis” do agronegócio. A atualização do índice, segundo o jornal da família Marinho, não é uma “questão técnica, mas um pleito encaminhado pelo MST, com representantes infiltrados em aparelhos cedidos pelo governo na máquina pública. E as pressões se dão já num momento de excitação político-eleitoral”. A medida “desfechará um tiro no pé do país e do próprio governo, ao punir um dos setores mais dinâmicos da economia, devido ao ranço ideológico”.
No mesmo diapasão, a revista Veja desta semana esqueceu a reportagem de Diego Escosteguy e opinou que “a alteração dos índices mínimos de produtividade rural, principal critério usado para desapropriar terras”, serve ao MST como “desculpa para invadir novas propriedades”. Para este panfleto da direita nativa, que não tem qualquer compromisso com o Brasil e seu povo, “a falta de acesso à terra já não é uma questão social relevante no país”. Por isto a família Civita prefere dar espaço a “Ivete Sangalo do Senado”, apesar de todas as denúncias de caixa-dois, do que aos milhões de brasileiros que lutam por um pedaço de terra para trabalhar e viver com dignidade.
*Altamiro Borges é jornalista, membro do Comitê Central do PCdoB.
fonte
GLORIODO MST -< CONFIRAM
http://www.mst.org.br/node/8165
18 de setembro de 2009
Por Altamiro Borges*
Do Brasil de Fato
Na encarniçada pressão dos barões do agronegócio para inviabilizar a atualização dos índices de produtividade rural, a mídia hegemônica já escolheu a sua heroína: a senadora Kátia Abreu, do DEM de Tocantins. Quase todo dia, ela aparece nos jornalões oligárquicos e nas telinhas da TV para esbravejar contra a proposta do presidente Lula, que atendeu uma antiga demanda dos que lutam pela reforma agrária. A edição da revista Veja da semana passada deu destaque à estridente parlamentar ruralista, que propõe uma CPI “para investigar as atividades criminosas do MST” e crítica o governo federal por financiar os movimentos dos trabalhadores rurais sem terra.
A revista, que sempre defendeu os interesses dos latifundiários, só se esqueceu de falar sobre as denúncias que pesam contra a senadora do demo. Em julho de 2008, a própria Veja publicou o artigo intitulado “Tem boi na linha”, de autoria de Diego Escosteguy, que desmascara a nova heroína da elite ruralista. “A pecuarista Kátia Abreu, eleita senadora pelo estado do Tocantins, ganhou recentemente o apelido de Ivete Sangalo do Congresso, graças ao seu jeito barulhento de fazer política – e se projetou como estrela dos Democratas”, ironiza a reportagem, agora arquivada.
Doações ilegais e irritação
O texto, bem mais honesto, lembra que a senadora é presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), entidade “financiada compulsoriamente por 1,7 milhão de produtores agrícolas” e que tem um orçamento de R$ 180 milhões. Como prova de suas “ações criminosas”, relata que “a Veja teve acesso a documentos internos da CNA que apontam fortes evidências de que a entidade bancou ilegalmente despesas da campanha dela ao Senado. A papelada revela que a CNA pagou 650.000 reais à agência Talento, em agosto de 2006 – na mesma ocasião em que essa empresa prestava serviços de publicidade à campanha de Kátia Abreu ao Senado”.
Ainda segundo a desmemoriada Veja, “a prestação de contas dela à Justiça Eleitoral não mostra despesa alguma com o marqueteiro. Nem doações da CNA, é claro... Irritada com o surgimento da documentação, a Ivete Sangalo do Senado rodou a baiana na CNA. Mandou desligar a rede de computadores da entidade e pediu uma perícia para saber quem vazou os papéis”. Já que a nova estrela da mídia, na sua fúria contra a atualização dos índices de produtividade, coleta assinaturas para uma CPI, seria o caso de investigar também as doações ilegais das entidades ruralistas e as suas relações promíscuas com vários veículos de imprensa e alguns jornalistas de plantão.
Campanha orquestrada e barulhenta
Toda esta barulheira da mídia tem como objetivo pressionar o governo Lula, fazendo-o recuar na sua decisão de atualizar os índices de produtividade. A “barulhenta” senadora do demo serve a tal propósito político. O seu passado é esquecido e ela vive um momento de glória. Nesta ação, a mídia comprova que defende os interesses dos barões do agronegócio, os latifundiários antigos travestidos de empresários modernos. A campanha é orquestrada. Nos últimos dias, os editoriais dos principais veículos privados esbravejaram contra a sinalização positiva do presidente Lula.
O Globo de 11 de setembro, no editorial “Desatino rural”, espinafrou o governo, que persegue os “heróis” do agronegócio. A atualização do índice, segundo o jornal da família Marinho, não é uma “questão técnica, mas um pleito encaminhado pelo MST, com representantes infiltrados em aparelhos cedidos pelo governo na máquina pública. E as pressões se dão já num momento de excitação político-eleitoral”. A medida “desfechará um tiro no pé do país e do próprio governo, ao punir um dos setores mais dinâmicos da economia, devido ao ranço ideológico”.
No mesmo diapasão, a revista Veja desta semana esqueceu a reportagem de Diego Escosteguy e opinou que “a alteração dos índices mínimos de produtividade rural, principal critério usado para desapropriar terras”, serve ao MST como “desculpa para invadir novas propriedades”. Para este panfleto da direita nativa, que não tem qualquer compromisso com o Brasil e seu povo, “a falta de acesso à terra já não é uma questão social relevante no país”. Por isto a família Civita prefere dar espaço a “Ivete Sangalo do Senado”, apesar de todas as denúncias de caixa-dois, do que aos milhões de brasileiros que lutam por um pedaço de terra para trabalhar e viver com dignidade.
*Altamiro Borges é jornalista, membro do Comitê Central do PCdoB.
fonte
GLORIODO MST -< CONFIRAM
http://www.mst.org.br/node/8165
CPI PARA investigar cooperativas ligadas ao agronegócio
Frente Parlamentar da Terra quer o fim da CPI do MST, sob pena de investigar cooperativas ligadas ao agronegócio
Danielle Santos
Dois dias depois de a bancada ruralista ter protocolado no Senado um pedido de abertura de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) mista sobre os recursos recebidos por cooperativas ligadas ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), parlamentares ligados a movimentos sociais do campo no Congresso já se articulam para o contra-ataque. Os deputados da Frente Parlamentar da Terra querem comprar a briga e vão apresentar, na próxima semana, um pedido de arquivamento da CPI.
Segundo o presidente da frente, deputado Dr. Rosinha (PT-PR), o pedido de arquivamento vai se basear na falta de informações novas em relação à polêmica. Ele critica a posição da senadora Kátia Abreu (DEM-TO), que também é presidente da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) — autora do requerimento —, ao lembrar que a bancada ruralista se baseia em informações requentadas pela mídia. “A senadora deve estar muito insatisfeita com o fato de não ter tido resultados concretos da última CPI, realizada em 2003, mas ela que cobre dos órgãos para onde o relatório foi encaminhado e não crie outra”, afirmou.
A Frente Parlamentar da Terra trabalha com um “plano B”. Caso a investida para barrar a CPI não funcione, a ideia é colher assinaturas como forma de incluir, também, investigações sobre as cooperativas ligadas ao agronegócio. “Já que a proposta é fiscalizar o dinheiro que entra nas entidades que lidam com a reforma agrária, que essa CPI sirva para todos. Que seja uma comissão da terra, não apenas vinculada ao MST”, critica Marina dos Santos, uma das coordenadoras do MST.
Estudo
Marina e os parlamentares dizem ter fortes argumentos para quererem ampliar a fiscalização em torno das entidades rurais. Eles encomendaram um estudo que revela o montante de recursos públicos que os grandes produtores recebem para o financiamento de entidades como o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) e o Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop), que, de acordo com o documento, não são fiscalizadas. Segundo o dossiê, entre 2000 e 2006, o Senar teria recebido do governo R$ 885 milhões e o Sescoop, R$ 230 milhões.
Ainda de acordo com o documento, a Senar já foi alvo de investigações. Em 2004, por exemplo, o Tribunal de Contas da União (TCU) encontrou problemas em convênio firmado para o financiamento da Feira Internacional de Tecnologia Agrícola em Ação de 2004, em São Paulo. Os recursos teriam sido empregados
para a compra de camisetas, uniformes e canivetes, além da contratação de serviços de buffet, totalizando gastos da ordem de R$ 101 mil. O TCU apontou que a despesa não tinha respaldo nos objetivos da entidade, que tem como finalidade atuar na formação profissional de trabalhadores rurais.
Principais pontos
Saiba o que pede o requerimento dos ruralistas
Os investigados
No pedido de instalação da CPI, a senadora Kátia Abreu (DEM-TO) solicita ao Banco Central do Brasil informações sobre o repasse dos recursos financeiros a quatro entidades ligadas ao MST: a Associação Nacional de Cooperação Agrícola (Anca), a Confederação das Cooperativas de Reforma Agrária do Brasil (Concrab), o Centro de Formação e Pesquisas Contestado (Cepatec) e o Instituto Técnico de Estudos Agrários e Cooperativismo (Itac). Segundo dados apresentados pela parlamentar, essas entidades teriam recebido cerca de R$ 20 milhões de 13 entidades estrangeiras entre 2003 e 2008.
Origem do dinheiro
A investigação se baseia nos repasses feitos por entidades estrangeiras nos últimos oito anos. São elas: Vias Fabriekstraat (Bélgica), Asociación Desarrollo Cooperativa Solidariedad (Espanha), Christian Aid (Inglaterra), Stichting ICCO (Holanda), Diakonisches Werk Evangelischen Kirche (Alemanha), Fortuna Banque S. C. (Luxemburgo), Movimiento para la Integración (Holanda), Roger Burbach (Estados Unidos), Fréres des Hommes ASBL (Luxemburgo), Fundación Heifer (Equador), UBV (Suécia), Cococh/Via Campesina (Honduras) e Action Aid (Inglaterra).
Recursos do governo
Além de captar dinheiro de fora, as cooperativas também recebem recursos de entidades públicas e privadas no Brasil. Os senadores querem saber quem são elas e quanto enviaram às cooperativas no período de oito anos.
Todos na defensiva
A bancada ruralista na Câmara recebeu com desdém a intenção da Frente Parlamentar da Terra de investigar as cooperativas ligadas ao agronegócio caso a CPI do MST não seja arquivada. O deputado Ônix Lorenzoni (DEM-RS) — que esteve ao lado da senadora Kátia Abreu (DEM-TO) durante o pedido de abertura da CPI — desafiou os parlamentares rivais a abrir uma investigação contra as entidades ruralistas. “Essa coisa de chantagem só funciona para quem é corrupto. Estamos limpos e não vejo problema nenhum em abrir uma CPI contra nós. Em vez de proteger o país e fazer as coisas funcionarem corretamente, eles querem fazer chantagem. Mas isso não vai colar”, disparou.
Já Alexandre Rangel, tesoureiro da Confederação das Cooperativas de Reforma Agrária no Brasil (Concrab), uma das cooperativas citadas por Kátia Abreu no pedido de abertura da CPI, foi categórico ao afirmar que a instauração de uma comissão parlamentar de inquérito serviria apenas para acirrar a disputa por terras no país. “No Brasil, é assim. Se a mídia fala que a gente é criminoso, o governo acredita. Nós já tivemos o sigilo quebrado duas vezes no Congresso e não conseguiram provar nenhuma irregularidade”, argumenta Rangel. (DS)
http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia182/2009/09/19/politica,i=143132/FRENTE+PARLAMENTAR+DA+TERRA+QUER+O+FIM+DA+CPI+DO+MST+SOB+PENA+DE+INVESTIGAR+COOPERATIVAS+LIGADAS+AO+AGRONEGOCIO.shtml
Danielle Santos
Dois dias depois de a bancada ruralista ter protocolado no Senado um pedido de abertura de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) mista sobre os recursos recebidos por cooperativas ligadas ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), parlamentares ligados a movimentos sociais do campo no Congresso já se articulam para o contra-ataque. Os deputados da Frente Parlamentar da Terra querem comprar a briga e vão apresentar, na próxima semana, um pedido de arquivamento da CPI.
Segundo o presidente da frente, deputado Dr. Rosinha (PT-PR), o pedido de arquivamento vai se basear na falta de informações novas em relação à polêmica. Ele critica a posição da senadora Kátia Abreu (DEM-TO), que também é presidente da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) — autora do requerimento —, ao lembrar que a bancada ruralista se baseia em informações requentadas pela mídia. “A senadora deve estar muito insatisfeita com o fato de não ter tido resultados concretos da última CPI, realizada em 2003, mas ela que cobre dos órgãos para onde o relatório foi encaminhado e não crie outra”, afirmou.
A Frente Parlamentar da Terra trabalha com um “plano B”. Caso a investida para barrar a CPI não funcione, a ideia é colher assinaturas como forma de incluir, também, investigações sobre as cooperativas ligadas ao agronegócio. “Já que a proposta é fiscalizar o dinheiro que entra nas entidades que lidam com a reforma agrária, que essa CPI sirva para todos. Que seja uma comissão da terra, não apenas vinculada ao MST”, critica Marina dos Santos, uma das coordenadoras do MST.
Estudo
Marina e os parlamentares dizem ter fortes argumentos para quererem ampliar a fiscalização em torno das entidades rurais. Eles encomendaram um estudo que revela o montante de recursos públicos que os grandes produtores recebem para o financiamento de entidades como o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) e o Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop), que, de acordo com o documento, não são fiscalizadas. Segundo o dossiê, entre 2000 e 2006, o Senar teria recebido do governo R$ 885 milhões e o Sescoop, R$ 230 milhões.
Ainda de acordo com o documento, a Senar já foi alvo de investigações. Em 2004, por exemplo, o Tribunal de Contas da União (TCU) encontrou problemas em convênio firmado para o financiamento da Feira Internacional de Tecnologia Agrícola em Ação de 2004, em São Paulo. Os recursos teriam sido empregados
para a compra de camisetas, uniformes e canivetes, além da contratação de serviços de buffet, totalizando gastos da ordem de R$ 101 mil. O TCU apontou que a despesa não tinha respaldo nos objetivos da entidade, que tem como finalidade atuar na formação profissional de trabalhadores rurais.
Principais pontos
Saiba o que pede o requerimento dos ruralistas
Os investigados
No pedido de instalação da CPI, a senadora Kátia Abreu (DEM-TO) solicita ao Banco Central do Brasil informações sobre o repasse dos recursos financeiros a quatro entidades ligadas ao MST: a Associação Nacional de Cooperação Agrícola (Anca), a Confederação das Cooperativas de Reforma Agrária do Brasil (Concrab), o Centro de Formação e Pesquisas Contestado (Cepatec) e o Instituto Técnico de Estudos Agrários e Cooperativismo (Itac). Segundo dados apresentados pela parlamentar, essas entidades teriam recebido cerca de R$ 20 milhões de 13 entidades estrangeiras entre 2003 e 2008.
Origem do dinheiro
A investigação se baseia nos repasses feitos por entidades estrangeiras nos últimos oito anos. São elas: Vias Fabriekstraat (Bélgica), Asociación Desarrollo Cooperativa Solidariedad (Espanha), Christian Aid (Inglaterra), Stichting ICCO (Holanda), Diakonisches Werk Evangelischen Kirche (Alemanha), Fortuna Banque S. C. (Luxemburgo), Movimiento para la Integración (Holanda), Roger Burbach (Estados Unidos), Fréres des Hommes ASBL (Luxemburgo), Fundación Heifer (Equador), UBV (Suécia), Cococh/Via Campesina (Honduras) e Action Aid (Inglaterra).
Recursos do governo
Além de captar dinheiro de fora, as cooperativas também recebem recursos de entidades públicas e privadas no Brasil. Os senadores querem saber quem são elas e quanto enviaram às cooperativas no período de oito anos.
Todos na defensiva
A bancada ruralista na Câmara recebeu com desdém a intenção da Frente Parlamentar da Terra de investigar as cooperativas ligadas ao agronegócio caso a CPI do MST não seja arquivada. O deputado Ônix Lorenzoni (DEM-RS) — que esteve ao lado da senadora Kátia Abreu (DEM-TO) durante o pedido de abertura da CPI — desafiou os parlamentares rivais a abrir uma investigação contra as entidades ruralistas. “Essa coisa de chantagem só funciona para quem é corrupto. Estamos limpos e não vejo problema nenhum em abrir uma CPI contra nós. Em vez de proteger o país e fazer as coisas funcionarem corretamente, eles querem fazer chantagem. Mas isso não vai colar”, disparou.
Já Alexandre Rangel, tesoureiro da Confederação das Cooperativas de Reforma Agrária no Brasil (Concrab), uma das cooperativas citadas por Kátia Abreu no pedido de abertura da CPI, foi categórico ao afirmar que a instauração de uma comissão parlamentar de inquérito serviria apenas para acirrar a disputa por terras no país. “No Brasil, é assim. Se a mídia fala que a gente é criminoso, o governo acredita. Nós já tivemos o sigilo quebrado duas vezes no Congresso e não conseguiram provar nenhuma irregularidade”, argumenta Rangel. (DS)
http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia182/2009/09/19/politica,i=143132/FRENTE+PARLAMENTAR+DA+TERRA+QUER+O+FIM+DA+CPI+DO+MST+SOB+PENA+DE+INVESTIGAR+COOPERATIVAS+LIGADAS+AO+AGRONEGOCIO.shtml
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
Erguer a bandeira em defesa do MST
Ivina Carla - Erguer a bandeira em defesa do MST
"A CPI é para apurar a farra da ilegalidade", frase da DEMoníaca senadora Kátia Abreu, referindo-se ao MST depois do bombardeio da Revista VEJA e do jornal Estado de São Paulo, componentes de defesa da elite brasileira que não poupam os argumentos falaciosos.
A reforma agrária é uma luta histórica do movimento e esses conservadores malditos, que se apossam de terras, se acham no direito de barrar a reivindicação de muitas famílias que não tem onde plantar, não tem como sobreviver. O MST é o que eu considero de mais legítimo nesse país de força, garra e combatividade.
Defender uma CPI sob a alegação de que o movimento atenta contra o Estado de direito. Mas de quem é esse Estado e de quem são os direitos? Os veículos que promovem essa série de reportagens contras os movimentos sociais estão do lado dos grandes latifundiários desse país.
Veja, Folha e Estadão contribuem com a concentração de renda, o aumento das desigualdades e promovem um atentado contra o que poderia ser democrático, dá vez e voz ao movimento. Mostrar um lado que é a versão dos proprietários de terras é disseminar a chaga maior que existe na nossa humanidade: a individualidade que faz parte da lógica capitalista.
Precisamos compreender que estamos bem no centro da batalha, diz respeito a 2010, a uma nova aurora na América Latina. Nosso lugar sendo ao lado do povo. É mais do que urgente fazer uma ampla defesa dos nossos amigos e amigas sem-terra, sabemos da luta deles e não podemos permitir que tentem os apagar da história.
MST, a luta é pra valer!
Ivina Carla é acadêmica de Jornalismo
FONTE
http://www.vermelho.org.br/ce/noticia.php?id_noticia=115774&id_secao=61
http://www.grupos.com.br/blog/familia-gp/permalink/34955.html
http://www.grupos.com.br/blog/salada/permalink/34957.html
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MST, a luta é pra valer!
Serginho
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
Crescemos Somente na Ousadia VIDEO - MST
Crescemos Somente na Ousadia
Vídeo feito em homenagem aos 25 anos do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) a partir da Marcha Estadual “Maria Cícera Neves”, agosto de 2009. O filme apresenta depoimentos de parceiros e parceiras do movimento, imagens de momentos históricos de sua trajetória e também desta última marcha. Além disso, ele se propõe a refletir sobre a relação do MST com as questões urbanas.
Vídeo feito em homenagem aos 25 anos do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) a partir da Marcha Estadual “Maria Cícera Neves”, agosto de 2009. O filme apresenta depoimentos de parceiros e parceiras do movimento, imagens de momentos históricos de sua trajetória e também desta última marcha. Além disso, ele se propõe a refletir sobre a relação do MST com as questões urbanas.
Crescemos Somente na Ousadia from Setor de Comunicação on Vimeo.
Lula empossa no TRT do Paraná primeiro desembargador cego do País
Lula empossa no TRT do Paraná primeiro desembargador cego do País
O primeiro desembargador cego do País, Ricardo Tadeu Marques da Fonseca, tomou posse na noite de quinta-feira (17) no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) do Paraná. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o vice-governador Orlando Pessuti participaram da solenidade, em Curitiba, que também celebrou o 33.º aniversário do TRT 9.ª Região. “Contando com a sensibilidade de alguém que perdeu a visão, mas não a capacidade de enxergar a verdade, as decisões deste TRT hão de sair ainda mais sábias”, afirmou Lula.
Lula destacou que, nos últimos anos, o Brasil tem sido reconhecido internacionalmente pela mudança de paradigma nas questões relativas a pessoas, como participação em congressos da ONU, quando medidas específicas foram determinadas para garantir o direito dessas pessoas. “De gestos em gestos, diariamente, vamos superando o preconceito. Este é um trabalho diário para atender as especificidades de 14,5% da população brasileira. (A posse de Ricardo Fonseca) é a prova para todas as pessoas com deficiência de que é possível ultrapassar as limitações, que, muitas vezes, são impostos pelo preconceito”, disse o presidente.
Fonseca vai ocupar uma das cadeiras destinadas ao Ministério Público do Trabalho, antes ocupada pela desembargadora aposentada Wanda Santi Cardoso da Silva. O desembargador ficou cego na época em que cursava o terceiro ano de Direito na Universidade de São Paulo (USP). Ele lembrou que os colegas gravavam as aulas e, só assim, conseguiu se formar. Indicado pelo Ministério do Trabalho, Fonseca era o primeiro da lista com seis nomes para ocupar o cargo. Dessa lista, três nomes foram escolhidos e enviados pelo TRT ao presidente, que o nomeou.
“Exercer a magistratura é a realização de um sonho. Fui agraciado pela escolha dos meus colegas. Este momento é resultado de um trabalho esforçado em prol do Brasil, nunca me ative as minhas limitações e sim a minha capacidade. É divino o poder de superar as suas limitações. Esta é uma vitória do Brasil, que está construindo uma democracia solidária, plural, que respeita a cidadania e a dignidade das pessoas”, afirmou o desembargador. Ele ressaltou ainda que a deficiência é um conceito social. “A deficiência não é uma questão física, mas uma questão de ter ou não seus direitos consolidados”, afirmou.
“Esta é uma vitória não só do TRT, mas do povo brasileiro. Temos muitos desafios a superar, mas tenho fé na capacidade de superação de preconceitos. Cada cidadão figura no outro. Durante a evolução dos direitos humanos os ideais da Revolução Francesa perduraram. Temos em nossa constituição os mesmo ideais de igualdade, fraternidade e liberdade”, destacou Fonseca.
O vice-governador, Orlando Pessuti, destacou que Ricardo da Fonseca é exemplo para o Brasil e para o mundo. “Um exemplo de perseverança porque para se chegar até aqui é preciso muita dedicação. Ricardo compôs e transformou a sua história e o Estado do Paraná se sente honrado com esta oportunidade de recebe-lo como desembargador do Tribunal Regional do Trabalho”, afirmou.
Fonseca atua há 17 anos no Ministério Público. Ele lembra que em 1989 tentou participar de concurso para entrar na magistratura para o TRT de São Paulo, mas foi impedido por ser deficiente visual. Um ano depois conseguiu participar do concurso, e foi aprovado. “Alegou-se na época que um cego não poderia ler nem ver a expressão de réus e distingui-las. Esqueceram que o deficiente visual sabe avaliar a oscilação vocal e distingui-las melhor do que aqueles que enxergam. Também esqueceram que todo aquele que recebe um documento em língua estrangeira precisam de um tradutor. Da mesma forma, Ricardo da Fonseca, poderia contar com pessoas que lessem para ele”, afirmou Lula.
O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Cezar Britto, disse que a posse de Ricardo Fonseca significa “a 18 milhões de pessoas ter esperança de que o Brasil lhes pertence”. “Este momento vai ficar marcado na história da Justiça brasileira. As portas do Judiciário se abrem para a diversidade. O Brasil é um país diverso, que precisa encontrar na sua Justiça a capacidade de absorver todas características de um povo que é formado por rostos das mais diferentes cores, culturas e origens”, disse.
“Só um Judiciário com a cara do Brasil será capaz de garantir a cidadania e encontrar o equilíbrio nas relações sociais. Uma sociedade que exclui seus portadores de deficiência não é justa, democrática. Ricardo Fonseca é exemplo de competência e superação”, acrescentou Cezar Britto.
A presidente do TRT da 9ª Região, desembargadora Rosalie Michaele Bacila Batista destacou que a posse de Fonseca é sinônimo de inclusão. “O desembargador que toma posse hoje é o segundo do mundo e o primeiro do Brasil. É um exemplo da superação das dificuldades. Ricardo Marques é de um valor muito grande, exemplo de superação. Já exerceu suas funções no Ministério Público, vem com uma grande bagagem, uma grande experiência de vida. Isso possível para aqueles que se dedicam e têm perseverança”, acentuou.
“São 33 anos nos firmando como instituição, como um tribunal de cidadania. Temos juízes e servidores dedicados. O Tribunal do Trabalho do Paraná, nestes 33 anos, vem construindo a sua historia e servindo a sociedade paranaense. É uma história de trabalho”, ressaltou a desembargadora.
veja as fotos em:
http://www.aenoticias.pr.gov.br/modules/news/article.php?storyid=50536
O primeiro desembargador cego do País, Ricardo Tadeu Marques da Fonseca, tomou posse na noite de quinta-feira (17) no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) do Paraná. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o vice-governador Orlando Pessuti participaram da solenidade, em Curitiba, que também celebrou o 33.º aniversário do TRT 9.ª Região. “Contando com a sensibilidade de alguém que perdeu a visão, mas não a capacidade de enxergar a verdade, as decisões deste TRT hão de sair ainda mais sábias”, afirmou Lula.
Lula destacou que, nos últimos anos, o Brasil tem sido reconhecido internacionalmente pela mudança de paradigma nas questões relativas a pessoas, como participação em congressos da ONU, quando medidas específicas foram determinadas para garantir o direito dessas pessoas. “De gestos em gestos, diariamente, vamos superando o preconceito. Este é um trabalho diário para atender as especificidades de 14,5% da população brasileira. (A posse de Ricardo Fonseca) é a prova para todas as pessoas com deficiência de que é possível ultrapassar as limitações, que, muitas vezes, são impostos pelo preconceito”, disse o presidente.
Fonseca vai ocupar uma das cadeiras destinadas ao Ministério Público do Trabalho, antes ocupada pela desembargadora aposentada Wanda Santi Cardoso da Silva. O desembargador ficou cego na época em que cursava o terceiro ano de Direito na Universidade de São Paulo (USP). Ele lembrou que os colegas gravavam as aulas e, só assim, conseguiu se formar. Indicado pelo Ministério do Trabalho, Fonseca era o primeiro da lista com seis nomes para ocupar o cargo. Dessa lista, três nomes foram escolhidos e enviados pelo TRT ao presidente, que o nomeou.
“Exercer a magistratura é a realização de um sonho. Fui agraciado pela escolha dos meus colegas. Este momento é resultado de um trabalho esforçado em prol do Brasil, nunca me ative as minhas limitações e sim a minha capacidade. É divino o poder de superar as suas limitações. Esta é uma vitória do Brasil, que está construindo uma democracia solidária, plural, que respeita a cidadania e a dignidade das pessoas”, afirmou o desembargador. Ele ressaltou ainda que a deficiência é um conceito social. “A deficiência não é uma questão física, mas uma questão de ter ou não seus direitos consolidados”, afirmou.
“Esta é uma vitória não só do TRT, mas do povo brasileiro. Temos muitos desafios a superar, mas tenho fé na capacidade de superação de preconceitos. Cada cidadão figura no outro. Durante a evolução dos direitos humanos os ideais da Revolução Francesa perduraram. Temos em nossa constituição os mesmo ideais de igualdade, fraternidade e liberdade”, destacou Fonseca.
O vice-governador, Orlando Pessuti, destacou que Ricardo da Fonseca é exemplo para o Brasil e para o mundo. “Um exemplo de perseverança porque para se chegar até aqui é preciso muita dedicação. Ricardo compôs e transformou a sua história e o Estado do Paraná se sente honrado com esta oportunidade de recebe-lo como desembargador do Tribunal Regional do Trabalho”, afirmou.
Fonseca atua há 17 anos no Ministério Público. Ele lembra que em 1989 tentou participar de concurso para entrar na magistratura para o TRT de São Paulo, mas foi impedido por ser deficiente visual. Um ano depois conseguiu participar do concurso, e foi aprovado. “Alegou-se na época que um cego não poderia ler nem ver a expressão de réus e distingui-las. Esqueceram que o deficiente visual sabe avaliar a oscilação vocal e distingui-las melhor do que aqueles que enxergam. Também esqueceram que todo aquele que recebe um documento em língua estrangeira precisam de um tradutor. Da mesma forma, Ricardo da Fonseca, poderia contar com pessoas que lessem para ele”, afirmou Lula.
O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Cezar Britto, disse que a posse de Ricardo Fonseca significa “a 18 milhões de pessoas ter esperança de que o Brasil lhes pertence”. “Este momento vai ficar marcado na história da Justiça brasileira. As portas do Judiciário se abrem para a diversidade. O Brasil é um país diverso, que precisa encontrar na sua Justiça a capacidade de absorver todas características de um povo que é formado por rostos das mais diferentes cores, culturas e origens”, disse.
“Só um Judiciário com a cara do Brasil será capaz de garantir a cidadania e encontrar o equilíbrio nas relações sociais. Uma sociedade que exclui seus portadores de deficiência não é justa, democrática. Ricardo Fonseca é exemplo de competência e superação”, acrescentou Cezar Britto.
A presidente do TRT da 9ª Região, desembargadora Rosalie Michaele Bacila Batista destacou que a posse de Fonseca é sinônimo de inclusão. “O desembargador que toma posse hoje é o segundo do mundo e o primeiro do Brasil. É um exemplo da superação das dificuldades. Ricardo Marques é de um valor muito grande, exemplo de superação. Já exerceu suas funções no Ministério Público, vem com uma grande bagagem, uma grande experiência de vida. Isso possível para aqueles que se dedicam e têm perseverança”, acentuou.
“São 33 anos nos firmando como instituição, como um tribunal de cidadania. Temos juízes e servidores dedicados. O Tribunal do Trabalho do Paraná, nestes 33 anos, vem construindo a sua historia e servindo a sociedade paranaense. É uma história de trabalho”, ressaltou a desembargadora.
veja as fotos em:
http://www.aenoticias.pr.gov.br/modules/news/article.php?storyid=50536
Skype processa eBay por roubo de tecnologia
Skype processa eBay por roubo de tecnologia
Os fundadores do serviço de telefonia online Skype estão processando o eBay e um grupo de investidores, disse nesta quarta-feira (16) o jornal The New York Times. O site de leilões é o atual controlador do software comunicador.
Niklas Zennstrom e Janus Friis entraram com uma ação judicial contra o eBay em tribunais dos Estados Unidos por causa do roubo de tecnologia peer-to-peer (também conhecido pela sigla p2p, uma tecnolgia que liga diretamente um computador a outro sem intermédios). O Skype é conhecido por ser líder no setor de VoIP, o sistema de telefonia pela web.
Segundo o jornal, a ação vem pouco depois que o eBay anunciou que iria vender a maior parte da empresa de VoIP por US$ 1,9 bilhão para um consórcio que inclui a empresa de investimentos Index Ventures.
fonte
http://www.band.com.br/jornalismo/tecnologia/conteudo.asp?ID=186965
Os fundadores do serviço de telefonia online Skype estão processando o eBay e um grupo de investidores, disse nesta quarta-feira (16) o jornal The New York Times. O site de leilões é o atual controlador do software comunicador.
Niklas Zennstrom e Janus Friis entraram com uma ação judicial contra o eBay em tribunais dos Estados Unidos por causa do roubo de tecnologia peer-to-peer (também conhecido pela sigla p2p, uma tecnolgia que liga diretamente um computador a outro sem intermédios). O Skype é conhecido por ser líder no setor de VoIP, o sistema de telefonia pela web.
Segundo o jornal, a ação vem pouco depois que o eBay anunciou que iria vender a maior parte da empresa de VoIP por US$ 1,9 bilhão para um consórcio que inclui a empresa de investimentos Index Ventures.
fonte
http://www.band.com.br/jornalismo/tecnologia/conteudo.asp?ID=186965
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
Jornalista que jogou os sapatos em Bush é libertado
Jornalista que jogou os sapatos em Bush é libertado
Após passar nove meses na prisão, o jornalista iraquiano Muntazer al Zaidi, que atirou seus sapatos contra o ex-presidente dos EUA George W. Bush, foi solto ontem.
Pouco após sua libertação, ele afirmou que foi torturado e exigiu um pedido público de desculpas por parte do governo. Os parentes dizem que Zaidi, de 30 anos, ainda teme por sua vida. Segundo a família, ele irá para um país árabe não revelado para tratar sequelas da tortura. Jornalista de TV, ele tem várias propostas de trabalho de emissoras árabes.
fonte
http://www.destakjornal.com.br/readContent.aspx?id=10,45274
Após passar nove meses na prisão, o jornalista iraquiano Muntazer al Zaidi, que atirou seus sapatos contra o ex-presidente dos EUA George W. Bush, foi solto ontem.
Pouco após sua libertação, ele afirmou que foi torturado e exigiu um pedido público de desculpas por parte do governo. Os parentes dizem que Zaidi, de 30 anos, ainda teme por sua vida. Segundo a família, ele irá para um país árabe não revelado para tratar sequelas da tortura. Jornalista de TV, ele tem várias propostas de trabalho de emissoras árabes.
fonte
http://www.destakjornal.com.br/readContent.aspx?id=10,45274
ONU diz que 1 bi de pessoas sofrem com fome
ONU diz que 1 bi de pessoas sofrem com fome
O relator especial da ONU sobre o Direito à Alimentação, Olivier de Schutter, disse hoje, no México, que a fome aumentou "significativamente" em todo o mundo nos últimos dois anos e que já existem mais de 1 bilhão de pessoas que sofrem dessa mazela e 3 bilhões de desnutridos.
Esta situação é "alarmante" e os Estados devem implementar "programas eficientes" que façam frente a esta problemática que se intensifica cada vez mais, com fatores como o crescimento demográfico, a crise alimentícia e a mudança climática, disse o alto funcionário das Nações Unidas.
Durante seu discurso em um fórum organizado por diversas ONGs sobre o direito à alimentação, De Schutter reconheceu que, embora os países menos desenvolvidos sejam sempre os mais vulneráveis, agora "a crise econômica está piorando mais a situação" e estendendo os atingidos por ela.
O relator prevê que, nos próximos anos, os países terão "menos recursos para poder desenvolver os programas de que precisam para enfrentar o desafio" tanto da fome quanto da desnutrição.
Criticou que, em muitos países, se fale nos Legislativos da fome sem concretizar iniciativas que sejam eficazes na busca de soluções.
"Isso não é suficiente. Temos que nos mobilizar contra a fome e começar a identificar os setores vulneráveis para que sejam atendidos, porque é um direito que está sendo violado tanto quanto se fossem os próprios direitos humanos", acrescentou De Schutter.
Por fim, lamentou diante dos mais de 500 presentes ao fórum que, nos últimos anos, a produção de alimentos seja orientada sobretudo à exportação, não à garantia do consumo, o que pressiona para cima os preços.
Para De Schutter, é importante que cada país concentre algumas de suas políticas em combater a desnutrição e a fome, com o propósito de garantir, em 2050, a segurança alimentar no mundo
fonte
http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2009/09/15/onu+diz+que+1+bi+de+pessoas+sofrem+com+fome+8465926.html
O relator especial da ONU sobre o Direito à Alimentação, Olivier de Schutter, disse hoje, no México, que a fome aumentou "significativamente" em todo o mundo nos últimos dois anos e que já existem mais de 1 bilhão de pessoas que sofrem dessa mazela e 3 bilhões de desnutridos.
Esta situação é "alarmante" e os Estados devem implementar "programas eficientes" que façam frente a esta problemática que se intensifica cada vez mais, com fatores como o crescimento demográfico, a crise alimentícia e a mudança climática, disse o alto funcionário das Nações Unidas.
Durante seu discurso em um fórum organizado por diversas ONGs sobre o direito à alimentação, De Schutter reconheceu que, embora os países menos desenvolvidos sejam sempre os mais vulneráveis, agora "a crise econômica está piorando mais a situação" e estendendo os atingidos por ela.
O relator prevê que, nos próximos anos, os países terão "menos recursos para poder desenvolver os programas de que precisam para enfrentar o desafio" tanto da fome quanto da desnutrição.
Criticou que, em muitos países, se fale nos Legislativos da fome sem concretizar iniciativas que sejam eficazes na busca de soluções.
"Isso não é suficiente. Temos que nos mobilizar contra a fome e começar a identificar os setores vulneráveis para que sejam atendidos, porque é um direito que está sendo violado tanto quanto se fossem os próprios direitos humanos", acrescentou De Schutter.
Por fim, lamentou diante dos mais de 500 presentes ao fórum que, nos últimos anos, a produção de alimentos seja orientada sobretudo à exportação, não à garantia do consumo, o que pressiona para cima os preços.
Para De Schutter, é importante que cada país concentre algumas de suas políticas em combater a desnutrição e a fome, com o propósito de garantir, em 2050, a segurança alimentar no mundo
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http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2009/09/15/onu+diz+que+1+bi+de+pessoas+sofrem+com+fome+8465926.html
terça-feira, 15 de setembro de 2009
Vice-prefeito de Bom Lugar sai preso da CPI da Pedofilia
Vice-prefeito de Bom Lugar sai preso da CPI da Pedofilia
O vice-prefeito de Bom Lugar, Valdemiro Leite Miranda, teve a sua prisão preventiva decretada pela juíza Lívia Maria Costa Aguiar, logo após o seu depoimento na CPI da Pedofilia, informa o blog do jornalista Raimundo Garrone. Valdemiro é indiciado por crime de pedofilia contra uma menor de 14 anos, que em depoimento ao Ministério Público disse que manteve relações sexuais com o vice-prefeito, que lhe dava R$ 50 e presentes, como um telefone celular.
Além de Valdemiro, a mãe da menor, Sineide Cardoso Macedo, também foi presa por mentir à Comissão Parlamentar de Inquérito, instaurada no Senado. Sineide entrou várias vezes em contradição, e tentou negar que fizera um acordo com o vice-prefeito no valor de R$ 2 mil para esquecer o caso, que envolve também uma ameaça de morte feita pelo filho do vice-prefeito, Rodrigo Filho, depois que ele soube do caso da menor com o seu pai. Leia mais no blog do Garrone.
FONTE
http://www.jornalpequeno.com.br/2009/9/15/Pagina122237.htm
O vice-prefeito de Bom Lugar, Valdemiro Leite Miranda, teve a sua prisão preventiva decretada pela juíza Lívia Maria Costa Aguiar, logo após o seu depoimento na CPI da Pedofilia, informa o blog do jornalista Raimundo Garrone. Valdemiro é indiciado por crime de pedofilia contra uma menor de 14 anos, que em depoimento ao Ministério Público disse que manteve relações sexuais com o vice-prefeito, que lhe dava R$ 50 e presentes, como um telefone celular.
Além de Valdemiro, a mãe da menor, Sineide Cardoso Macedo, também foi presa por mentir à Comissão Parlamentar de Inquérito, instaurada no Senado. Sineide entrou várias vezes em contradição, e tentou negar que fizera um acordo com o vice-prefeito no valor de R$ 2 mil para esquecer o caso, que envolve também uma ameaça de morte feita pelo filho do vice-prefeito, Rodrigo Filho, depois que ele soube do caso da menor com o seu pai. Leia mais no blog do Garrone.
FONTE
http://www.jornalpequeno.com.br/2009/9/15/Pagina122237.htm
Padre é denunciado por abuso sexual em Salvador
Padre é denunciado por abuso sexual em Salvador
O Ministério Público da Bahia apresentou denúncia de pedofilia na Vara Especializada Criminal da Infância e Juventude de Salvador contra o padre Clodoveo Piazza, secretário de Desenvolvimento Social e Combate à Pobreza do Estado no segundo governo de Paulo Souto (2003-2006) e um dos signatários do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
A denúncia foi feita com base em uma investigação promovida pelo órgão desde novembro, quando um ex-interno da Organização de Auxílio Fraterno (OAF) – ONG de acolhimento a crianças e adolescentes em situação de risco pessoal e social que era presidida pelo padre até o ano passado – procurou o Conselho Tutelar para contar as agressões a que era submetido. Além de Piazza, um ex-diretor executivo da ONG, Marcos de Paiva Silva, também foi denunciado.
Segundo a promotora Sandra Patrícia Oliveira, responsável pelo caso, foram localizados, durante as investigações, outros 12 ex-internos que corroboram a versão de abuso sexual sofrido por eles na entidade. Uma das vítimas relatou ter sido abusado desde os 6 anos.
Os jovens – que têm hoje de 20 a 35 anos – relataram que o padre os forçava a dormir nus e apalpava seus órgãos genitais. O ex-diretor teria promovido sessões de sexo oral e anal com os ex-internos. Segundo as vítimas, os dois acusados ofereciam recompensas pelos abusos.
Na denúncia, o MP pede que os dois acusados sejam ouvidos e julgados com base no artigo 244-A do ECA – que prevê de quatro a dez anos de reclusão para quem submete criança ou adolescente a exploração sexual –, combinado com o artigo 71 do Código Penal, que trata do crime continuado.
A OAF divulgou nota na qual informa que a direção da instituição foi ouvida pelo MP, que os acusados não mantêm mais relação com a ONG e que apoia as investigações e espera que a justiça seja feita.
Segundo informações colhidas com funcionários da ONG, o padre mora, atualmente, em Moçambique, na África.
FONTE
http://jc.uol.com.br/canal/cotidiano/nacional/noticia/2009/08/20/padre-e-denunciado-por-abuso-sexual-em-salvador-197152.php
O Ministério Público da Bahia apresentou denúncia de pedofilia na Vara Especializada Criminal da Infância e Juventude de Salvador contra o padre Clodoveo Piazza, secretário de Desenvolvimento Social e Combate à Pobreza do Estado no segundo governo de Paulo Souto (2003-2006) e um dos signatários do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
A denúncia foi feita com base em uma investigação promovida pelo órgão desde novembro, quando um ex-interno da Organização de Auxílio Fraterno (OAF) – ONG de acolhimento a crianças e adolescentes em situação de risco pessoal e social que era presidida pelo padre até o ano passado – procurou o Conselho Tutelar para contar as agressões a que era submetido. Além de Piazza, um ex-diretor executivo da ONG, Marcos de Paiva Silva, também foi denunciado.
Segundo a promotora Sandra Patrícia Oliveira, responsável pelo caso, foram localizados, durante as investigações, outros 12 ex-internos que corroboram a versão de abuso sexual sofrido por eles na entidade. Uma das vítimas relatou ter sido abusado desde os 6 anos.
Os jovens – que têm hoje de 20 a 35 anos – relataram que o padre os forçava a dormir nus e apalpava seus órgãos genitais. O ex-diretor teria promovido sessões de sexo oral e anal com os ex-internos. Segundo as vítimas, os dois acusados ofereciam recompensas pelos abusos.
Na denúncia, o MP pede que os dois acusados sejam ouvidos e julgados com base no artigo 244-A do ECA – que prevê de quatro a dez anos de reclusão para quem submete criança ou adolescente a exploração sexual –, combinado com o artigo 71 do Código Penal, que trata do crime continuado.
A OAF divulgou nota na qual informa que a direção da instituição foi ouvida pelo MP, que os acusados não mantêm mais relação com a ONG e que apoia as investigações e espera que a justiça seja feita.
Segundo informações colhidas com funcionários da ONG, o padre mora, atualmente, em Moçambique, na África.
FONTE
http://jc.uol.com.br/canal/cotidiano/nacional/noticia/2009/08/20/padre-e-denunciado-por-abuso-sexual-em-salvador-197152.php
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
Yeda Crusius: gravações mostram corrupção tucana - video
Yeda Crusius: gravações mostram corrupção tucana - video
Gravações sobre os bastidores de campanha de Yeda Crusius (PSDB/RS) entre dois coordenadores:
1) Marcelo Cavalcante diz que a casa da governadora Yeda Crusius foi comprada por R$ 1 milhão. A governadora declarou ter pago R$ 750 mil.
2) Marcelo Cavalcante e Lair Ferst suspeitam que marido da governadora tenha levado sacolas de dinheiro para casa.
3) Marcelo Cavalcante diz que a OAS o procurou para doar R$ 60 mil para a campanha tucana.
(Não há registro da doação na Justiça Eleitoral).
Pedro Simon apoiou a governadora o tempo todo, mesmo após todas as evidências e o povo gaúcho ir às ruas protestar contra a situação calamitosa da corrupção que tomou conta do governo gaúcho.
O Ministério Público Federal entrou com ação por improbidade contra Yeda e mais 8, chamando o grupo de ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA
fonte http://www.youtube.com/watch?v=uPYYWlEJfCI
Gravações sobre os bastidores de campanha de Yeda Crusius (PSDB/RS) entre dois coordenadores:
1) Marcelo Cavalcante diz que a casa da governadora Yeda Crusius foi comprada por R$ 1 milhão. A governadora declarou ter pago R$ 750 mil.
2) Marcelo Cavalcante e Lair Ferst suspeitam que marido da governadora tenha levado sacolas de dinheiro para casa.
3) Marcelo Cavalcante diz que a OAS o procurou para doar R$ 60 mil para a campanha tucana.
(Não há registro da doação na Justiça Eleitoral).
Pedro Simon apoiou a governadora o tempo todo, mesmo após todas as evidências e o povo gaúcho ir às ruas protestar contra a situação calamitosa da corrupção que tomou conta do governo gaúcho.
O Ministério Público Federal entrou com ação por improbidade contra Yeda e mais 8, chamando o grupo de ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA
fonte http://www.youtube.com/watch?v=uPYYWlEJfCI
Confissões obscenas - diário de um padre pedófilo
Confissões obscenas
ISTOÉ revela o diário de um padre pedófilo que relata suas experiências
e conta como conquista suas vítimas
Alan Rodrigues
Para boa parte das mães beatas, ver um filho se tornar coroinha é como alcançar uma graça. E essa “dádiva” foi conseguida pela goiana Patrícia Teixeira dos Reis, 31 anos, na última Páscoa. Na missa de 27 de março, o garoto V.R.D., dez anos, um de seus três filhos, subiu ao altar da Paróquia do Imaculado Coração de Maria, em Alexânia (GO), para ser consagrado. Mal sabia Patrícia que aquela cerimônia marcaria o início de um calvário. Depois de cinco meses como auxiliar do padre Édson Alves dos Santos, 64 anos, V.R.D. revelou à sua avó, dona Iraci Teixeira, professora de catequese há 20 anos, tudo o que acontecia atrás da sacristia. “O padre faz comigo igual o homem faz com a mulher”, relatou. “Ele tira minha roupa, levanta a batina, me coloca no colo, fala para eu ficar tranqüilo e diz que aquilo é a prática da penetração”, contou o garoto. A avó, estarrecida com o que ouvira, comunicou o relato a Patrícia, que imediatamente o levou ao médico e à polícia. Todos os exames confirmaram: V.R.D. foi vítima de abusos sexuais.
Depois de o menino contar o segredo para sua avó, outros dois coroinhas fizeram, na polícia, relatos semelhantes. Apesar disso, padre Édson continua celebrando missas, só que em capelas na região rural da cidade de Alexânia. “Jamais imaginei que isso pudesse ocorrer. Esse padre proibia até que mulheres entrassem de saia na igreja”, lembra Patrícia. “Ele diz aos garotos que tudo o que fazem é um segredo entre eles e Deus.” Valdivino Clarindo, advogado do padre, nega a versão dos coroinhas. “Padre Édson tem indícios de disfunção sexual, portanto não poderia cometer os crimes que lhe são atribuídos”, afirma. Não é o que afirma a polícia nem os exames médicos realizados nos garotos.
Crimes como o descrito pelo menino V.R.D. não são novidade no interior da Igreja. “Nos últimos três anos, cresceram em 70% as denúncias de abusos sexuais praticados por religiosos no Brasil”, diz Regina Soares Jurkwicz, doutoranda na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC) e autora do livro Desvelando a política do silêncio: abuso sexual de mulheres por padres no Brasil. Na semana passada, um outro caso expôs essa ferida. O padre Félix Barbosa Carreiro, 43 anos, de São Luís (MA), foi flagrado num quarto de motel acompanhado de quatro adolescentes recrutados pela internet. “Sei que outros 12 padres fazem o mesmo”, acusou o padre. Diante dessa crise moral, o papa Bento XVI, ex-chefe da Congregação da Doutrina da Fé – órgão do Vaticano encarregado de investigar as denúncias de abuso sexual na Igreja –, despachou para o Brasil, em setembro, uma comissão para investigar o que ocorre longe das vistas dos fiéis. O quadro encontrado pelos representantes da Santa Sé não é nada animador. Há, no Brasil, cerca de dez padres na cadeia, condenados pelos crimes de abuso sexual. Há, ainda, aproximadamente 40 religiosos fugindo de mandados de prisão, muitos deles, segundo as investigações do Vaticano, acobertados pela própria Igreja.
Diários do pecado – Em pelo menos dois casos, religiosos chegaram a redigir diários narrando suas perversidades. Um deles, cuja cópia ISTOÉ teve acesso, contém um verdadeiro “manual do padre pedófilo”, no qual o religioso descreve as fórmulas que ele acredita serem “seguras” para conquistar crianças. O diário faz parte de um processo que transita sob segredo no Tribunal de Justiça de São Paulo. O diário chegou às mãos da polícia por intermédio de uma religiosa, a quem o padre havia entregue seu caderno por engano. Como já havia uma denúncia na delegacia, a religiosa encaminhou o diário ao delegado Paulo Calil, na Delegacia de Agudos (SP). “Era a prova que faltava para podermos prender o padre”, diz o delegado.
Em suas anotações, o padre Tarcísio Tadeu Sprícigo, 48 anos, de Agudos,
hoje preso e condenado a 15 anos por haver violentado sexualmente um garoto
de cinco anos, descreve a forma como persuadir as crianças: “Apresentar-se sempre como dominador. Ser carinhoso e não ser apressado. Nunca fazer perguntas, mas ter certezas. Conseguir garotos seguros e carentes, que não
tenham pai e que sejam pobres. Jamais se envolver com garotos riquinhos”, revela o diário. Antes de ser preso, mas depois de já terem sido feitas as primeiras denúncias contra o padre, a Igreja o transferiu do interior paulista para uma paróquia em Goiás. No novo endereço, o padre é acusado de haver violentado outras duas crianças. Nesses casos ainda não há sentença judicial. “Entreguei meu filho ao padre como se estivesse entregando a Deus”, lamenta Aparecida da Silva, mãe de uma das vítimas.
Outro diário, do padre Alfieri Eduardo Bompani, 45 anos, é ainda mais revoltante. Ele foi preso por abusar sexualmente de crianças com idades entre seis e dez anos, em um sítio que mantinha na região de Sorocaba (SP) e que jurava destinar-se a obras sociais. Além do expediente de manter um diário, o padre gravava em vídeo as cenas de sexo que praticava com os meninos. A polícia ainda encontrou em seu poder os rascunhos de um livro de contos eróticos que ele estava escrevendo, baseado em suas próprias experiências. O padre descrevia, com detalhes sórdidos, no que ele chama de “5º diário”, sua relação com os meninos que viviam no sítio Nazaré: “Há dois dias não encoxo ninguém. Me masturbei duas vezes ontem, sendo uma delas com o V. (seis anos). Ele chupou meu c... Tomei cerveja e uísque e comi o F. (nove anos), mas não ejaculei.” As vítimas desse padre eram crianças de rua, recolhidas por ele, com a desculpa de livrá-las das drogas.
Números alarmantes – O trabalho realizado pelos enviados do Vaticano é guardado como segredo de confessionário. ISTOÉ, porém, teve acesso aos relatórios que mostram um preocupante perfil dos religiosos no Brasil. Um dos capítulos desse estudo trata especificamente das relações de padres e seminaristas com a questão sexual. O documento registra que cerca de 1,7 mil padres – 10% do total – no País estão envolvidos em casos de má conduta sexual, o que inclui abuso sexual contra crianças e também contra mulheres. A pesquisa revela ainda que cerca de 50% dos padres não mantêm o voto de castidade. Nos últimos três anos, a pedofilia no interior da Igreja Católica no Brasil já remeteu mais de 200 padres para clínicas psicológicas da própria instituição. O problema é que a hierarquia eclesiástica brasileira, ao contrário do que aconteceu nos EUA – que abriu seus arquivos secretos à população para identificar, auxiliar e reparar as vítimas –, prefere manter a política do silêncio. Com isso, abafam as denúncias e protegem os agressores, tudo em nome de uma lei que não é a dos homens de bem.
fonte
http://www.terra.com.br/istoe/1883/brasil/1883_confissoes_obscenas.htm
ISTOÉ revela o diário de um padre pedófilo que relata suas experiências
e conta como conquista suas vítimas
Alan Rodrigues
Para boa parte das mães beatas, ver um filho se tornar coroinha é como alcançar uma graça. E essa “dádiva” foi conseguida pela goiana Patrícia Teixeira dos Reis, 31 anos, na última Páscoa. Na missa de 27 de março, o garoto V.R.D., dez anos, um de seus três filhos, subiu ao altar da Paróquia do Imaculado Coração de Maria, em Alexânia (GO), para ser consagrado. Mal sabia Patrícia que aquela cerimônia marcaria o início de um calvário. Depois de cinco meses como auxiliar do padre Édson Alves dos Santos, 64 anos, V.R.D. revelou à sua avó, dona Iraci Teixeira, professora de catequese há 20 anos, tudo o que acontecia atrás da sacristia. “O padre faz comigo igual o homem faz com a mulher”, relatou. “Ele tira minha roupa, levanta a batina, me coloca no colo, fala para eu ficar tranqüilo e diz que aquilo é a prática da penetração”, contou o garoto. A avó, estarrecida com o que ouvira, comunicou o relato a Patrícia, que imediatamente o levou ao médico e à polícia. Todos os exames confirmaram: V.R.D. foi vítima de abusos sexuais.
Depois de o menino contar o segredo para sua avó, outros dois coroinhas fizeram, na polícia, relatos semelhantes. Apesar disso, padre Édson continua celebrando missas, só que em capelas na região rural da cidade de Alexânia. “Jamais imaginei que isso pudesse ocorrer. Esse padre proibia até que mulheres entrassem de saia na igreja”, lembra Patrícia. “Ele diz aos garotos que tudo o que fazem é um segredo entre eles e Deus.” Valdivino Clarindo, advogado do padre, nega a versão dos coroinhas. “Padre Édson tem indícios de disfunção sexual, portanto não poderia cometer os crimes que lhe são atribuídos”, afirma. Não é o que afirma a polícia nem os exames médicos realizados nos garotos.
Crimes como o descrito pelo menino V.R.D. não são novidade no interior da Igreja. “Nos últimos três anos, cresceram em 70% as denúncias de abusos sexuais praticados por religiosos no Brasil”, diz Regina Soares Jurkwicz, doutoranda na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC) e autora do livro Desvelando a política do silêncio: abuso sexual de mulheres por padres no Brasil. Na semana passada, um outro caso expôs essa ferida. O padre Félix Barbosa Carreiro, 43 anos, de São Luís (MA), foi flagrado num quarto de motel acompanhado de quatro adolescentes recrutados pela internet. “Sei que outros 12 padres fazem o mesmo”, acusou o padre. Diante dessa crise moral, o papa Bento XVI, ex-chefe da Congregação da Doutrina da Fé – órgão do Vaticano encarregado de investigar as denúncias de abuso sexual na Igreja –, despachou para o Brasil, em setembro, uma comissão para investigar o que ocorre longe das vistas dos fiéis. O quadro encontrado pelos representantes da Santa Sé não é nada animador. Há, no Brasil, cerca de dez padres na cadeia, condenados pelos crimes de abuso sexual. Há, ainda, aproximadamente 40 religiosos fugindo de mandados de prisão, muitos deles, segundo as investigações do Vaticano, acobertados pela própria Igreja.
Diários do pecado – Em pelo menos dois casos, religiosos chegaram a redigir diários narrando suas perversidades. Um deles, cuja cópia ISTOÉ teve acesso, contém um verdadeiro “manual do padre pedófilo”, no qual o religioso descreve as fórmulas que ele acredita serem “seguras” para conquistar crianças. O diário faz parte de um processo que transita sob segredo no Tribunal de Justiça de São Paulo. O diário chegou às mãos da polícia por intermédio de uma religiosa, a quem o padre havia entregue seu caderno por engano. Como já havia uma denúncia na delegacia, a religiosa encaminhou o diário ao delegado Paulo Calil, na Delegacia de Agudos (SP). “Era a prova que faltava para podermos prender o padre”, diz o delegado.
Em suas anotações, o padre Tarcísio Tadeu Sprícigo, 48 anos, de Agudos,
hoje preso e condenado a 15 anos por haver violentado sexualmente um garoto
de cinco anos, descreve a forma como persuadir as crianças: “Apresentar-se sempre como dominador. Ser carinhoso e não ser apressado. Nunca fazer perguntas, mas ter certezas. Conseguir garotos seguros e carentes, que não
tenham pai e que sejam pobres. Jamais se envolver com garotos riquinhos”, revela o diário. Antes de ser preso, mas depois de já terem sido feitas as primeiras denúncias contra o padre, a Igreja o transferiu do interior paulista para uma paróquia em Goiás. No novo endereço, o padre é acusado de haver violentado outras duas crianças. Nesses casos ainda não há sentença judicial. “Entreguei meu filho ao padre como se estivesse entregando a Deus”, lamenta Aparecida da Silva, mãe de uma das vítimas.
Outro diário, do padre Alfieri Eduardo Bompani, 45 anos, é ainda mais revoltante. Ele foi preso por abusar sexualmente de crianças com idades entre seis e dez anos, em um sítio que mantinha na região de Sorocaba (SP) e que jurava destinar-se a obras sociais. Além do expediente de manter um diário, o padre gravava em vídeo as cenas de sexo que praticava com os meninos. A polícia ainda encontrou em seu poder os rascunhos de um livro de contos eróticos que ele estava escrevendo, baseado em suas próprias experiências. O padre descrevia, com detalhes sórdidos, no que ele chama de “5º diário”, sua relação com os meninos que viviam no sítio Nazaré: “Há dois dias não encoxo ninguém. Me masturbei duas vezes ontem, sendo uma delas com o V. (seis anos). Ele chupou meu c... Tomei cerveja e uísque e comi o F. (nove anos), mas não ejaculei.” As vítimas desse padre eram crianças de rua, recolhidas por ele, com a desculpa de livrá-las das drogas.
Números alarmantes – O trabalho realizado pelos enviados do Vaticano é guardado como segredo de confessionário. ISTOÉ, porém, teve acesso aos relatórios que mostram um preocupante perfil dos religiosos no Brasil. Um dos capítulos desse estudo trata especificamente das relações de padres e seminaristas com a questão sexual. O documento registra que cerca de 1,7 mil padres – 10% do total – no País estão envolvidos em casos de má conduta sexual, o que inclui abuso sexual contra crianças e também contra mulheres. A pesquisa revela ainda que cerca de 50% dos padres não mantêm o voto de castidade. Nos últimos três anos, a pedofilia no interior da Igreja Católica no Brasil já remeteu mais de 200 padres para clínicas psicológicas da própria instituição. O problema é que a hierarquia eclesiástica brasileira, ao contrário do que aconteceu nos EUA – que abriu seus arquivos secretos à população para identificar, auxiliar e reparar as vítimas –, prefere manter a política do silêncio. Com isso, abafam as denúncias e protegem os agressores, tudo em nome de uma lei que não é a dos homens de bem.
fonte
http://www.terra.com.br/istoe/1883/brasil/1883_confissoes_obscenas.htm
A Sentença do Islam a Respeito das Bebidas Inebriantes - bebidas alcoólicas
Em nome de Allah, o Clemente, o Misericordioso.
A Sentença do Islam a Respeito das Bebidas Inebriantes
Louvado seja Allah, o Senhor do Universo. Prestamos testemunho de que não há outra divindade além de Allah, Único sem parceiros. Presto testemunho de que Mohammad é Seu servo e Mensageiro, Seu escolhido e querido dentre as criaturas. Que Allah o abençoe e lhe dê paz bem como aos seus familiares, seus companheiros e aos que seguirem a sua orientação até o Dia do Juízo Final. Amém.
A Religião do Islam é a derradeira religião celestial que Allah revelou para a felicidade da humanidade. Ela constitui na misericórdia para a Humanidade e a saída da humanidade das trevas para a Luz.
Irmãos muçulmanos:
Dentro da série de temas a respeito de questões que assolam a nossa realidade atual no Brasil vamos falar hoje sobre a sentença islâmica a respeito das bebidas inebriantes. Antes de falarmos sobre o tema, devemos dar uma olhada sobre as estatísticas modernas dentro do Brasil a respeito dos perigos do consumo das bebidas inebriantes.
1 – O Brasil é o quinto produtor de cerveja do mundo. A produção atinge 35 milhões de garrafas diariamente.
2 – As bebidas alcoólicas causam a morte de 35 mil pessoas anualmente.
3 – 75% dos acidentes de automóveis são causados pelo consumo das bebidas alcoólicas.
4 – O consumo de bebidas alcoólicas no Brasil causa 350 tipos de enfermidades neurológicas.
Essas perigosas estatísticas mostram que a extensão da falta de importância das empresas produtoras das bebidas alcoólicas com a vida do ser humano. As companhias de comunicação e as empresas produtoras se empenham para a obtenção de maior quantidade de lucros, sem se importar com as influências negativas pelo consumo das bebidas alcoólicas.
Todas as leis humanas foram incapazes de tratar dos vícios das bebidas inebriantes. O Islam apresenta a luz e a solução abrangente desse problema, eliminando-a terminentemente.
Allah, Ta’ála, diz: “Ó crentes, as bebidas inebriantes, os jogos de azar, (o culto aos) altares de pedra, e as adivinhações com setas, são manobras abomináveis de Satanás. Evitai-as, pois, para que prospereis. Satanás só ambiciona infundir-vos a inimizade e o rancor, mediante as bebidas inebriantes e os jogos de azar, bem como afastar-vos da recordação de Allah e da oração. Não desistireis, diante disto?” (4:90-91).
Esses dois versículos foram os últimos que foram revelados a respeito das bebidas inebriantes. Elas mostram uma evidência cristalina a respeito da proibição das bebidas inebriantes. A ordem de se afastar aqui é afastar-se de todo envolvimento com as bebidas inebriantes. Os companheiros do Profeta (S) entenderam imediatamente o significado da instrução divina e se afastaram imediatamente das bebidas inebriantes, dizendo: “Nós nos afastamos, ó Senhor.”
O nobre Rassulullah (S) disse que tudo que intoxica é ilícito. Tudo que causa perda da consciência é ilícito. A bebidas alcoólicas foram denominadas de “mãe das perversidades”, porque o ser humano, se tomar bebidas inebriantes, fica passível de roubar, fornicar e praticar o resto dos pecados capitais.
Por isso, tudo que se relaciona com as bebidas inebriantes, mesmo em pequena quantidade, é ilícito, devido as palavras do Rassulullah (S): “Tudo que o muito intoxica, o pouco é também proibido. Portanto, a cerveja e as bebidas semelhantes são ilícitas pela lei islâmica. O Rassulullah (S) em uma tradição narrada por Abdullah Ibn Omar, disse: “Deus amaldiçoa as bebidas alcoólicas, ao seu consumidor, ao servidor, ao vendedor, ao comprador, ao fabricante, a quem fabrica, quem a transporta e a quem é transportada.” Tradição testificada pelo Albáni.
É dever do muçulmano não ser uma das pessoas citadas acima, porque o que é ilícito pela lei islâmica é comercializá-lo. Não é permitido ao muçulmano comercializar qualquer tipo de bebidas alcoólicas e o lucro auferido por isso é ilícito., nem pode comercializar materiais que incentivam o consumo das bebidas alcoólicas.
Da mesma forma, não é permitido ao muçulmano freqüentar festas onde são servidas bebidas alcoólicas. É seu dever aconselhar as pessoas na prática do bem e o afastamento do mal.
Irmãos muçulmanos: As bebidas inebriantes são doenças e não remédios. O Rassulullah (S) disse isso e não o que as pessoas costumam dizer: “Pouco de bebida alegra o coração.” A bebida alcoólica não possui qualquer tipo de cura. O Rassulullah (S) disse: “Allah não colocou qualquer cura em coisas que Ele proibiu.”
Por isso, aconselho a todos de orientarem os irmãos envolvidos com as bebidas inebriantes, aos nossos filhos de se afastarem desse pecado capital para que possamos proteger a nós mesmos e às nossas mentes. Foi perguntado a Abu Bakr (R), antes do Islam: “Por que você não bebe bebidas inebriantes?” Ele respondeu: “Não bebo o que bebe a minha mente.” Ele foi uma das pessoas que não consumiam bebeidas inebriantes antes do islam.
Que Allah ilumine as nossas mentes e os nossos corações com a luz do Islam. Amém.
Mesquita de Guarulhos
Sermão da Sexta-feira, 2 de Zul Qui’da, 1429 – 31/10/2008
Proferido pelo Cheikh Khaled Rezk Taky Eldin
khaleddin@hotmail.com
Tradução e adaptação: Prof. Samir El Hayek
fonte
Esta é a versão em html do arquivo http://www.islamismo.org/Bebidas_Inebriantes.doc.
A Sentença do Islam a Respeito das Bebidas Inebriantes
Louvado seja Allah, o Senhor do Universo. Prestamos testemunho de que não há outra divindade além de Allah, Único sem parceiros. Presto testemunho de que Mohammad é Seu servo e Mensageiro, Seu escolhido e querido dentre as criaturas. Que Allah o abençoe e lhe dê paz bem como aos seus familiares, seus companheiros e aos que seguirem a sua orientação até o Dia do Juízo Final. Amém.
A Religião do Islam é a derradeira religião celestial que Allah revelou para a felicidade da humanidade. Ela constitui na misericórdia para a Humanidade e a saída da humanidade das trevas para a Luz.
Irmãos muçulmanos:
Dentro da série de temas a respeito de questões que assolam a nossa realidade atual no Brasil vamos falar hoje sobre a sentença islâmica a respeito das bebidas inebriantes. Antes de falarmos sobre o tema, devemos dar uma olhada sobre as estatísticas modernas dentro do Brasil a respeito dos perigos do consumo das bebidas inebriantes.
1 – O Brasil é o quinto produtor de cerveja do mundo. A produção atinge 35 milhões de garrafas diariamente.
2 – As bebidas alcoólicas causam a morte de 35 mil pessoas anualmente.
3 – 75% dos acidentes de automóveis são causados pelo consumo das bebidas alcoólicas.
4 – O consumo de bebidas alcoólicas no Brasil causa 350 tipos de enfermidades neurológicas.
Essas perigosas estatísticas mostram que a extensão da falta de importância das empresas produtoras das bebidas alcoólicas com a vida do ser humano. As companhias de comunicação e as empresas produtoras se empenham para a obtenção de maior quantidade de lucros, sem se importar com as influências negativas pelo consumo das bebidas alcoólicas.
Todas as leis humanas foram incapazes de tratar dos vícios das bebidas inebriantes. O Islam apresenta a luz e a solução abrangente desse problema, eliminando-a terminentemente.
Allah, Ta’ála, diz: “Ó crentes, as bebidas inebriantes, os jogos de azar, (o culto aos) altares de pedra, e as adivinhações com setas, são manobras abomináveis de Satanás. Evitai-as, pois, para que prospereis. Satanás só ambiciona infundir-vos a inimizade e o rancor, mediante as bebidas inebriantes e os jogos de azar, bem como afastar-vos da recordação de Allah e da oração. Não desistireis, diante disto?” (4:90-91).
Esses dois versículos foram os últimos que foram revelados a respeito das bebidas inebriantes. Elas mostram uma evidência cristalina a respeito da proibição das bebidas inebriantes. A ordem de se afastar aqui é afastar-se de todo envolvimento com as bebidas inebriantes. Os companheiros do Profeta (S) entenderam imediatamente o significado da instrução divina e se afastaram imediatamente das bebidas inebriantes, dizendo: “Nós nos afastamos, ó Senhor.”
O nobre Rassulullah (S) disse que tudo que intoxica é ilícito. Tudo que causa perda da consciência é ilícito. A bebidas alcoólicas foram denominadas de “mãe das perversidades”, porque o ser humano, se tomar bebidas inebriantes, fica passível de roubar, fornicar e praticar o resto dos pecados capitais.
Por isso, tudo que se relaciona com as bebidas inebriantes, mesmo em pequena quantidade, é ilícito, devido as palavras do Rassulullah (S): “Tudo que o muito intoxica, o pouco é também proibido. Portanto, a cerveja e as bebidas semelhantes são ilícitas pela lei islâmica. O Rassulullah (S) em uma tradição narrada por Abdullah Ibn Omar, disse: “Deus amaldiçoa as bebidas alcoólicas, ao seu consumidor, ao servidor, ao vendedor, ao comprador, ao fabricante, a quem fabrica, quem a transporta e a quem é transportada.” Tradição testificada pelo Albáni.
É dever do muçulmano não ser uma das pessoas citadas acima, porque o que é ilícito pela lei islâmica é comercializá-lo. Não é permitido ao muçulmano comercializar qualquer tipo de bebidas alcoólicas e o lucro auferido por isso é ilícito., nem pode comercializar materiais que incentivam o consumo das bebidas alcoólicas.
Da mesma forma, não é permitido ao muçulmano freqüentar festas onde são servidas bebidas alcoólicas. É seu dever aconselhar as pessoas na prática do bem e o afastamento do mal.
Irmãos muçulmanos: As bebidas inebriantes são doenças e não remédios. O Rassulullah (S) disse isso e não o que as pessoas costumam dizer: “Pouco de bebida alegra o coração.” A bebida alcoólica não possui qualquer tipo de cura. O Rassulullah (S) disse: “Allah não colocou qualquer cura em coisas que Ele proibiu.”
Por isso, aconselho a todos de orientarem os irmãos envolvidos com as bebidas inebriantes, aos nossos filhos de se afastarem desse pecado capital para que possamos proteger a nós mesmos e às nossas mentes. Foi perguntado a Abu Bakr (R), antes do Islam: “Por que você não bebe bebidas inebriantes?” Ele respondeu: “Não bebo o que bebe a minha mente.” Ele foi uma das pessoas que não consumiam bebeidas inebriantes antes do islam.
Que Allah ilumine as nossas mentes e os nossos corações com a luz do Islam. Amém.
Mesquita de Guarulhos
Sermão da Sexta-feira, 2 de Zul Qui’da, 1429 – 31/10/2008
Proferido pelo Cheikh Khaled Rezk Taky Eldin
khaleddin@hotmail.com
Tradução e adaptação: Prof. Samir El Hayek
fonte
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sábado, 12 de setembro de 2009
Dorothy, a freira da CIA
Dorothy, a freira da CIA
Publicado em 10/09/2009 pelo(a) wiki repórter Cesar, São Paulo-SP
É impressionante a paixão dos "missionários" americanos por nossa Amazônia... Well, eles não enviariam ninguém fardado mesmo...é óbvio!
Todo e qualquer assassinato deve ser condenável, e isso é uma premissa moral da decência, a exemplo do que vitimou a freira norte-americana Dorothy Stang, na Amazônia, em 2005. Mas fortes indícios ligam a cultuada "Irmã Dorothy", que era presidente da ong GTA, ao movimento de internacionalização da Amazônia brasileira. O que nos leva a perguntar: por quê há tantos "missionários" e cientistas norte-americanos, entre outros estrangeiros, atuando através de ongs ali?
Segundo os serviços de informações do Brasil, Dorothy Stang foi uma ex-oficial de informações militares dos EUA. Acumulou experiência missionária e de guerrilha na América Central (Nicarágua) e tornou-se conhecida no meio evangélico da Amazônia, onde desempenhou 10 anos de atividades religiosas e de "conscientização" de comunidades. Foi assassinada em fevereiro de 2005, próximo ao município de Anapu, no Pará.
No ano anterior à sua morte, a Dorothy Stang estaria diretamente ligada à incitação de conflitos rurais agrários e ao suprimento de munições aos seus "protegidos". O fato teve grande repercussão internacional, com o apoio do Conselho Mundial de Igrejas, braço do Serviço de Inteligência anglo-americano. O direito americano protege os seus cidadãos onde eles estiverem. No caso da tenente Dorothy, agentes diplomáticos, advogados e CIA vieram ao Brasil, na época, para pressionar o governo na apuração do crime e dar prioridade ao caso, sob vigilância de ongs estrangeiras que, certamente, protegem a Amazônia para a cobiça internacional.
Na Amazônia, aplicam uma estratégia velada para impor-nos a soberania compartilhada na região. Tem tido êxito. Nosso governo se dobra, negociando soberania por interesses sem ver ameaça na demarcação de terras indígenas na fronteira, financiadas por potências alienígenas, inclusive os EUA. A segregação, imposta pela Funai, impedirá que populações indígenas se sintam brasileiras por não estarem integradas à Nação. Esta é a herança maldita que nos passam a Funai e suas ongs, muitas delas lideradas pelo marido de Marina Silva, e, inexplicavelmente aceito por um presidente que se diz nacionalista.
A propaganda verde aponta certa ex-ministra como a incorruptível. Aquela que prefere perder o pescoço a perder o juízo. "Só" agora o PT parece perceber as falcatruas dela; a imprensa já está anunciando as doações feitas a seu marido Fábio Vaz de Lima, líder de um pool de ongs chamado GTA, e as irregularidades que praticava. Os órgãos de inteligência já sabiam disto há muito tempo, e em conseqüência o governo deveria saber.
A propósito, aparece a sigla "GTA nas fotos da "santa" Dorothy", aquela freira que não cuidava da religião, mas promovia conflitos rurais. Qual seria a ligação entre a evangélica Marina e freira pseudo-católica?
fonte
http://www.brasilwiki.com.br/noticia.php?id_noticia=14243
DANIELA MERCURY E O PAPA
DANIELA MERCURY E O PAPA.
Até hoje não estão claras as razões por que não houve o show da cantora no Vaticano. As razões obscuras estão aqui, no relato de Urariano Mota.
URARIANO MOTA
____________________________________
Todo o mundo deve lembrar que Daniela Mercury anunciou um show no Vaticano em 2005. E que o show não houve, por razões obscuras. Por isso divulgo aqui a entrevista de Daniela Mercury com o Papa, que a imprensa calou.
Dias antes, quando Daniela entrou no recinto papal, o Papa Bento XVI estranhou a informalidade da artista. Para Seu espanto, a brasileira veio mal vestida. A blusa de Daniela fazia um caridoso decote, numa versão moderna do “amai-vos uns aos outros”, e as pernas, aquelas tentadoras pernas que fizeram Ray Charles enxergar, estavam mui mal cobertas. Então o Santo Padre Bento XVI lhe fez um sinal, que em piedosa liturgia quis dizer, ajoelha-te, pecado.
Foi pior. Daniela se ajoelhou na forma com que agradece os aplausos, com uma mesura, e os seios e curvas mais apareceram. O Papa virou o rosto, mas encontrou o sorriso de um cardeal, que parecia dizer “Qui nescit dissimulare, nescit regnare”. Isso não é, como parece, “que néscio dissimular, néscio reinar”, mas “Quem não sabe dissimular, não sabe reinar”.
Então o Papa ordenou que ela se levantasse.
- Vossa Santidade – quis começar a falar Daniela, mas o “vossasan” veio como um batuque. Na boca de Daniela, Vossa San lembrava mais um grito de festa, ao som de tambores. – Vossasan!!!....
O Papa não saltou do trono, mas concedeu que ela continuasse, que fosse em frente. Daniela percebeu o ridículo do tratamento que não se harmonizava com o seu modo pop de ser. E por isso consertou, para não concertar:
- Você, Santidade... - “Vocêsan!” lhe ocorreu, e viu a multidão na praia explodir. – O Senhor... enfim!. - E para sair de vez dessas formas estúpidas, ela ofereceu ao Papa uma caixinha embrulhada em papel carmim, com laço da mesma cor, digna do posto de cardeais.
- Um presente, Senhor Papa.
- Ah, gratu. – E o Papa pôs perto do peito o presente. Abriu-o. E caixinhas menores surgiram, lado a lado, irmanadas. - O que é isto, filha?
- Isso é camisinha, Santidade.
O Papa olhou em torno, à procura de uma boa tradução, quem sabe uma fórmula cortês que não insinuasse o sexo nos homens. Então, infalível, foi com os dedos mais fundo e despregou uns círculos em gelatina.
- Isto é....?
- Camisinha, Santo Padre.
- Kondom? Condom? Condón? – procurou a fórmula e a palavra o Papa.
- Camisinha, Santidade.
Se o Papa mergulhasse os dedos num tesouro, menor volúpia teria, pois levantou para os olhos maravilhados os regalos de Daniela Mercury. Mas depôs sobre os joelhos a riqueza. O Papa, Daniela viu, estava vermelho, rubro, mais carmim que todos os cardeais, todos vermelhos também. Ao que disse Daniela:
- Disfarça. Põe dentro da Bíblia, Santidade! Joga dentro desse livrão dourado.
Segundos como séculos se arrastaram. E nesta altura, as versões se bifurcam, como se houvesse uma encruzilhada no caminho de Damasco. Assim dizem uns que se passou a cena:
- O que eu faço com isto, Daniela? (E Sua Santidade erguia a borrachinha cândida e cândido.)
- Santidade ... - E Daniela ruborizou também, acrescentam, porque ela entendeu que o Papa lhe perguntava “Como eu visto isto, Daniela?” – A Santidade não sabe?!
E dizem os senhores dessa versão, que Daniela, com uma piscadela de olho, aconselhou:
- Aparece lá na Bahia, Santidade.
Outros vão por outro caminho. Mais conformes com a tradição eclesiástica, narram a seguinte variante:
“A ser verdade que Daniela Mercury teve a ousadia de oferecer camisinhas ao Papa, em verdade vos digo:
A cantora brasileira, num gesto que procurou ser educado, entregou ao Papa as camisinhas dentro de uma Bíblia. Discreta, disse ao Sumo Pontífice que anda no vigor dos iluminados anos:
- O Senhor, que é um Papa moderno, tem que entender a necessidade!
- Que necessidade, minha filha? Aos 80 anos, toda necessidade é espírito.
- E os outros, Santidade? E os outros, que vivem antes do espírito?
- Vejamos. – E o Padre, num gesto sábio, abriu a página da Bíblia onde se inseria, demoníaca, a maldita camisinha. Lá estava, em cima dos Salmos, que o Santo Padre leu em voz alta :
‘Não temerás nem o terror da noite, nem a flecha que voa em pleno dia, nem a peste que ronda na sombra, nem o flagelo que devasta ao meio-dia. Se tombarem mil a teu lado/ e dez mil à tua direita, / não serás atingido. Basta abrires os olhos / e verás que recompensa recebem os infiéis. Sim, Senhor, tu és o meu refúgio!’
E o Santo Padre sorriu santamente para Daniela Mercury:
- O homem de fé não precisa de kondom, condón ou camisinha”.
Outros, no entanto, mais porcos, e talvez por isso mais conformes à realidade porca, dizem que a isso Daniela Mercury respondeu:
- Santo Padre, não é com a bíblia na mão que se manda ver. Vamos ter fé, mas vamos dar uma little help ao Senhor do Bonfim.
Ao que o Santo Padre a expulsou. Mas toda a imprensa, até hoje, apenas conta que o show de Daniela foi cancelado no Vaticano.
Fonte
http://www.diretodaredacao.com/site/noticias/index.php?not=4747
Até hoje não estão claras as razões por que não houve o show da cantora no Vaticano. As razões obscuras estão aqui, no relato de Urariano Mota.
URARIANO MOTA
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Todo o mundo deve lembrar que Daniela Mercury anunciou um show no Vaticano em 2005. E que o show não houve, por razões obscuras. Por isso divulgo aqui a entrevista de Daniela Mercury com o Papa, que a imprensa calou.
Dias antes, quando Daniela entrou no recinto papal, o Papa Bento XVI estranhou a informalidade da artista. Para Seu espanto, a brasileira veio mal vestida. A blusa de Daniela fazia um caridoso decote, numa versão moderna do “amai-vos uns aos outros”, e as pernas, aquelas tentadoras pernas que fizeram Ray Charles enxergar, estavam mui mal cobertas. Então o Santo Padre Bento XVI lhe fez um sinal, que em piedosa liturgia quis dizer, ajoelha-te, pecado.
Foi pior. Daniela se ajoelhou na forma com que agradece os aplausos, com uma mesura, e os seios e curvas mais apareceram. O Papa virou o rosto, mas encontrou o sorriso de um cardeal, que parecia dizer “Qui nescit dissimulare, nescit regnare”. Isso não é, como parece, “que néscio dissimular, néscio reinar”, mas “Quem não sabe dissimular, não sabe reinar”.
Então o Papa ordenou que ela se levantasse.
- Vossa Santidade – quis começar a falar Daniela, mas o “vossasan” veio como um batuque. Na boca de Daniela, Vossa San lembrava mais um grito de festa, ao som de tambores. – Vossasan!!!....
O Papa não saltou do trono, mas concedeu que ela continuasse, que fosse em frente. Daniela percebeu o ridículo do tratamento que não se harmonizava com o seu modo pop de ser. E por isso consertou, para não concertar:
- Você, Santidade... - “Vocêsan!” lhe ocorreu, e viu a multidão na praia explodir. – O Senhor... enfim!. - E para sair de vez dessas formas estúpidas, ela ofereceu ao Papa uma caixinha embrulhada em papel carmim, com laço da mesma cor, digna do posto de cardeais.
- Um presente, Senhor Papa.
- Ah, gratu. – E o Papa pôs perto do peito o presente. Abriu-o. E caixinhas menores surgiram, lado a lado, irmanadas. - O que é isto, filha?
- Isso é camisinha, Santidade.
O Papa olhou em torno, à procura de uma boa tradução, quem sabe uma fórmula cortês que não insinuasse o sexo nos homens. Então, infalível, foi com os dedos mais fundo e despregou uns círculos em gelatina.
- Isto é....?
- Camisinha, Santo Padre.
- Kondom? Condom? Condón? – procurou a fórmula e a palavra o Papa.
- Camisinha, Santidade.
Se o Papa mergulhasse os dedos num tesouro, menor volúpia teria, pois levantou para os olhos maravilhados os regalos de Daniela Mercury. Mas depôs sobre os joelhos a riqueza. O Papa, Daniela viu, estava vermelho, rubro, mais carmim que todos os cardeais, todos vermelhos também. Ao que disse Daniela:
- Disfarça. Põe dentro da Bíblia, Santidade! Joga dentro desse livrão dourado.
Segundos como séculos se arrastaram. E nesta altura, as versões se bifurcam, como se houvesse uma encruzilhada no caminho de Damasco. Assim dizem uns que se passou a cena:
- O que eu faço com isto, Daniela? (E Sua Santidade erguia a borrachinha cândida e cândido.)
- Santidade ... - E Daniela ruborizou também, acrescentam, porque ela entendeu que o Papa lhe perguntava “Como eu visto isto, Daniela?” – A Santidade não sabe?!
E dizem os senhores dessa versão, que Daniela, com uma piscadela de olho, aconselhou:
- Aparece lá na Bahia, Santidade.
Outros vão por outro caminho. Mais conformes com a tradição eclesiástica, narram a seguinte variante:
“A ser verdade que Daniela Mercury teve a ousadia de oferecer camisinhas ao Papa, em verdade vos digo:
A cantora brasileira, num gesto que procurou ser educado, entregou ao Papa as camisinhas dentro de uma Bíblia. Discreta, disse ao Sumo Pontífice que anda no vigor dos iluminados anos:
- O Senhor, que é um Papa moderno, tem que entender a necessidade!
- Que necessidade, minha filha? Aos 80 anos, toda necessidade é espírito.
- E os outros, Santidade? E os outros, que vivem antes do espírito?
- Vejamos. – E o Padre, num gesto sábio, abriu a página da Bíblia onde se inseria, demoníaca, a maldita camisinha. Lá estava, em cima dos Salmos, que o Santo Padre leu em voz alta :
‘Não temerás nem o terror da noite, nem a flecha que voa em pleno dia, nem a peste que ronda na sombra, nem o flagelo que devasta ao meio-dia. Se tombarem mil a teu lado/ e dez mil à tua direita, / não serás atingido. Basta abrires os olhos / e verás que recompensa recebem os infiéis. Sim, Senhor, tu és o meu refúgio!’
E o Santo Padre sorriu santamente para Daniela Mercury:
- O homem de fé não precisa de kondom, condón ou camisinha”.
Outros, no entanto, mais porcos, e talvez por isso mais conformes à realidade porca, dizem que a isso Daniela Mercury respondeu:
- Santo Padre, não é com a bíblia na mão que se manda ver. Vamos ter fé, mas vamos dar uma little help ao Senhor do Bonfim.
Ao que o Santo Padre a expulsou. Mas toda a imprensa, até hoje, apenas conta que o show de Daniela foi cancelado no Vaticano.
Fonte
http://www.diretodaredacao.com/site/noticias/index.php?not=4747
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