segunda-feira, 31 de agosto de 2009
Ofensiva da imprensa burguesa contra o MST
Fizemos uma mobilização em todo o país e um acampamento em Brasília em defesa da Reforma Agrária e obtivemos vitórias importantes, relacionadas à solução dos problemas dos trabalhadores do campo. A jornada de lutas conquistou do governo federal medidas fundamentais, embora estejamos longe da realização da Reforma Agrária e da consolidação de um novo modelo agrícola. Além disso, demonstrou à sociedade e à população em geral, que apenas a organização do povo e a luta social podem garantir conquistas para os trabalhadores e trabalhadoras.
A principal medida do governo, anunciada durante a jornada, é a atualização dos índices de produtividade, que são utilizados como parâmetros legais para a desapropriação de terras para a Reforma Agrária. Os ruralistas, o agronegócio e a classe dominante brasileira fecharam posição contra a revisão dos índices e passaram a utilizar os meios de comunicação para pressionar o governo a voltar atrás. Estamos atentos. Se no dia 03, data prevista para a publicação da portaria, o governo descumprir o acordo, não vamos aceitar calados.
Essas conquistas deixaram revoltados aqueles que defendem apenas seus interesses, patrimônio e lucro, buscando aumentar a exploração dos trabalhadores, da natureza e dos recursos públicos. Nesse contexto, diversos órgãos da imprensa burguesa - os verdadeiros porta-vozes dos interesses dos capitalistas no campo - como Revista Veja, Estado de S. Paulo, Correio Braziliense, Zero Hora e a TV Bandeirantes, passaram a atacar o Movimento para inviabilizar medidas progressistas conquistadas com a luta.
Não há nenhuma novidade na postura política e ideológica desses veículos, que fazem parte da classe dominante e defendem os interesses do capital financeiro, dos bancos, do agronegócio e do latifúndio, virando de costas para os problemas estruturais da sociedade e para as dificuldades do povo brasileiro. Desesperados, tentam requentar velhas teses de que o movimento vive às custas de dinheiro público. Aliás, esses ataques vêm justamente de empresas que vivem de propaganda e recursos públicos ou que são suspeitas de benefícios em licitações do governo de São Paulo, como a Editora Abril.
Diante disso, gostaríamos de esclarecer a nossos amigos e amigas, que sempre nos apóiam e ajudam, que nunca recebemos nem utilizamos dinheiro público para fazer qualquer ocupação de terra, protesto ou marcha. Todas as nossas manifestações são realizadas com a contribuição das famílias acampadas e assentadas e com a solidariedade de cidadãos e entidades da sociedade civil. Temos também muito orgulho do apoio de entidades internacionais, que nos ajudam em projetos específicos e para as quais prestamos conta dos resultados em detalhes. Todos os recursos de origem do exterior passam pelo Banco Central. Não temos nada a esconder.
Em relação às entidades que atuam nos assentamentos de Reforma Agrária, que são centenas trabalhando em todo o país, defendemos a legitimidade dos convênios com os governos federal e estaduais e acreditamos na lisura do trabalho realizado. Essas entidades estão devidamente habilitadas nos órgãos públicos, são fiscalizadas e, inclusive, sofrem com perseguições políticas do TCU (Tribunal de Contas da União), controlado atualmente por filiados ao PSDB e DEM. Desenvolvem projetos de assistência técnica, alfabetização de adultos, capacitação, educação e saúde em assentamentos rurais, que são um direito dos assentados e um dever do Estado, de acordo com a Constituição.
Não esperávamos outro procedimento desses meios de comunicação. Os ataques contra o Movimento são antigos e nunca passaram da mais pura manifestação de ódio dos setores mais reacionários da classe dominante contra trabalhadores rurais que se organizaram e lutam por seus direitos. Vamos continuar com as nossas mobilizações porque apenas a pressão popular pode garantir o avanço da Reforma Agrária e dos direitos dos trabalhadores, independente da vontade da classe dominante e dos seus meios de comunicação.
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Secretaria Nacional do MST
Indique o MST Informa para um amigo ou uma amiga
Indique pelo menos, mais um correio eletrônico e envie para letraviva@mst.org.br com assunto "cadastro letraviva", para continuarmos a difundir e colocar para a sociedade as análises e posições do MST.
MST Informa é uma publicação quinzenal do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, enviada por correio eletrônico.
O MST não modera ou coordena nenhuma comunidade no Orkut e ninguém está autorizado a fazê-lo em seu nome.
Pessegueiro em flor

“A verdade é dura como cristal e delicada como a flor
do pessegueiro.” (Mahatma Ghandi)
Fotografia de 31-10-2009 Curitiba-Pr
autor Serginho-Sucesso
domingo, 30 de agosto de 2009
OEA condena Brasil por práticas ilegais contra MST
Adital
domingo 30 de agosto de 2009, posto em linha por Dial
7 de agosto de 2009 - Adital - Ontem (6), a Corte Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA) condenou o Brasil por escutas telefônicas ilegais ocorridas em 1999, no Paraná, contra associações de trabalhadores ligadas ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Com a sentença, as autoridades brasileiras serão obrigadas a realizar uma investigação completa e imparcial do caso, além de reparar todas as vítimas.
Na ocasião, a Corte Interamericana considerou que o Estado brasileiro violou o direito à vida privada, à honra e à reputação das vítimas do grampo, assim como o direito à liberdade de associação. Além disso, afirmou que o Brasil violou as garantias judiciais e a proteção judicial ao não investigar, de maneira imparcial, os responsáveis pela divulgação das ligações.
A decisão foi comemorada pelas organizações e movimentos que denunciaram o caso. Para Andressa Caldas, diretora executiva da Justiça Global, a condenação mostra-se como uma "sentença emblemática", pois é a primeira vez que trata sobre a criminalização dos movimentos sociais. "A expectativa é que, além de reparar as vítimas, [a sentença] seja um pontapé para o debate da criminalização dos movimentos sociais", afirma.
De acordo com petição enviada à Corte Interamericana pelo MST, Justiça Global, Comissão Pastoral da Terra (CPT), Terra de Direitos e Rede Nacional de Advogados Populares (Renap), o caso da interceptação e do monitoramento ilegais das ligações "insere-se numa estratégia de perseguição sistemática aos sem terra, através da criminalização do movimento, da caça às lideranças e do uso do terror nos despejos."
Dessa forma, a OEA determinou, dentre outras ações, que o Estado deverá: indenizar as vítimas, investigar os fatos que geraram as violações, publicar a sentença no Diário Oficial e em veículos de comunicação, restituir os custos dos processos, e apresentar relatório do cumprimento da sentença.
Agora, os próximos passos serão: divulgar a decisão da OEA e convocar as autoridades para uma reunião na qual será discutido o cumprimento da decisão. Segundo a diretora, hoje ou segunda-feira (10), as organizações estarão solicitando audiências públicas com o Conselho Nacional de Justiça, Ministério da Justiça e das Relações Exteriores, Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República, Câmara dos Deputados, Governo do Paraná, e Tribunal de Justiça do Paraná para "saber como [as organizações] vão monitorar a implementação da sentença"
O episódio
O caso "Escher e outros Vs Brasil" teve início em maio de 1999, quando Waldir Copetti Neves, oficial da Polícia Militar do Paraná, pediu à juíza Elisabeth Khater autorização para interceptar ligações telefônicas de associações ligadas ao MST. De acordo com informações da Justiça Global, a juíza autorizou o grampo sem realizar qualquer embasamento legal que o justificasse.
Além das escutas ilegais, que duraram 49 dias, a Secretaria de Segurança Pública do Paraná divulgou trechos descontextualizados das gravações. O material, editado de forma a criminalizar o Movimento, foi veiculado em meios de imprensa local e nacional. Segundo a diretora da Justiça Global, os envolvidos no processo de violação dos direitos dos trabalhadores rurais permaneciam impunes.
fonte
http://www.alterinfos.org/spip.php?article3779
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sábado, 29 de agosto de 2009
Presidente Lula cada vez mais 1.0
Presidente Lula cada vez mais 1.0
26 de agosto de 2009, 11:10
O segmento no qual Lula resolveu apostar suas fichas, ou se aliar, é conservador e não inova, aceita sem questionar. A vanguarda que inovou e criou um partido independente não está mais na agenda do presidente.
Por Carlos Nepomuceno
O povo é conservador por natureza.
Quanto mais excluído, mais a pessoas se agarram à sobrevivência. (Ver pirâmide de Maslow - http://webinsider.uol.com.br/index.php/2009/05/18/maslow-e-a-complexidade-dos-ambientes-de-conhecimento/ )
O excluído faz revolta, adere a líderes populistas, mas não faz revolução, ou cria novos conceitos de sociedade.
Há sempre uma vanguarda que toma a frente, cria a ponte entre a situação “A” para a “C”, aponta o caminho “B” e o divulga através de uma mídia “Y”, tendo em torno das ideias alguns líderes carismáticos “Zs”.
Isso vale para a política, para a inovação nas empresas, para a vida de maneira geral.
É fato:
Não existe vanguarda sem povo, nem povo sem vanguarda!
Isso não é o que muitos gostariam, mas é o que a história demonstra.
(Caso não concorde, apresente um exemplo diferente!)
O Governo Lula e o PT são frutos de um movimento intenso de vanguarda, iniciado na década de 80, que envolveu uma enorme geração de pensadores e militantes em torno de algumas bandeiras:
de governos de baixo para cima;
de independência a movimentos socialistas internacionais, (leia-se partidão e URSS);
de ética na política;
de distribuição de renda;
empoderamento do cidadão.
Já são quase 30 anos de construção que para a qual, aliás, muitos morreram (Chico Mendes) e outros tantos emprestaram longos anos da vida em reuniões para colocar o Lula lá.
Após a chegada ao poder, em nome de uma governabilidade, ou de um projeto político de poder, um belo dia, que considero a guinada do PT e do Lula, ele declarou:
O voto da classe média é caro! É melhor se dedicar ao voto dos mais pobres!
A partir daí, o Governo traçou uma nova estratégia de marketing, apostando muito na desinformação. Saiu da conversa de “tv a cabo” e optou pelo discurso da “tv aberta”.
Muitos discursos diretamente para a massa, programas de rádio, coluna do presidente, mas nenhuma coletiva de imprensa, debate na televisão, discussão de projetos.
Tem dado certo: o projeto de poder do Governo, em torno de um homem, e o (des) projeto de país. Não há reforma, conteúdo, apenas forma.
Longe de mim avaliar o atual Governo como algo só ruim, pois não existe governo só ruim. Muitos projetos isolados funcionam, até por que muita gente boa do PT está lá, idealistas e abnegados.
É válida e necessária a ideia de priorizar um setor excluído e abandonado fortemente nos últimos séculos. Certamente, algum retorno vai aparecer mais adiante, pois pouco a pouco mais e mais gente poderá se informar melhor e tomar suas próprias decisões.
O que se questiona não é o que, mas justamente o como se prioriza, com que objetivo e com que perspectiva.
O problema para o país é que o segmento que Lula resolveu apostar suas fichas, ou se aliar, é conservador e não inova, aceita sem questionar. O poder precisa de ideias novas para se renovar e, por isso, é necessário alianças lá e cá.
A massa não se mobiliza .
Não vai para as ruas com as bandeiras do PT ou outra qualquer, a não ser pagando.
(No Rio, fazem anos que não vejo militantes, só cabos eleitorais pagos nas eleições.)
Não tem um projeto de país, mas um de sobrevivência, o que é natural, mas esse modelo não pode ser o mesmo para a nação.
Alguém tem que propor um futuro!
A vanguarda que inovou e criou um partido independente, o PT, através de núcleos regionais , com seus méritos e desméritos, mas com uma proposta clara de mudança na forma e conteúdo de fazer política, não está mais na agenda do presidente.
Se dissipou na poeira da frustração, contando os anos como perdidos. Hoje, voltamos a quase o mesmo ponto do passado, pilotando um carro aparentemente novo. É uma estrada triste e dolorosa!
A opção do jeito que está sendo feita pelo atual Governo, aparentemente de esquerda, pelos mais pobres, é extremamente conservadora, pois não amplia o leque para outros segmentos.
Olha-se o tempo todo para o retrovisor e nunca para o pára-brisa.
É preciso para um pais avançar um projeto de futuro, que seja sustentável e criativo, que incorpore os excluídos, não com eleitores apenas, mas como cidadãos em um mundo cada vez mais tecnológico, conectado e dependente de informação.
Apostar na desinformação. Alijar os pensadores, a vanguarda, hoje em dia, como o atual Governo se propõe, é um crime desumano, com um preço alto para todos nós!
Note que o atual Governo está mais e mais cada vez menos colaborativo, mais 1.0, justamente no movimento anti-horário do que está acontecendo no mundo, vide iniciativas do Obama.
Nenhuma empresa é louca de não contar com os mais criativos e inovadores. Nós somos!
Estamos no movimento de arrombar mais e mais um cofre do qual apenas se saca um capital construído em 30 anos de criatividade e inovação, mas não se investe um centavo em novas ideias.
Pelo contrário, coloca-se cada vez mais gente do passado para administrar a senha. Só um novo movimento criativo, que tire o país da mesmice, PT vs. PSDB nos colocará de novo em movimento.
(Não, não acho que, por enquanto, é a Marina Silva, antes que me perguntem.)
É preciso tirar do armário uma massa latente e crítica disposta de novo a sonhar. Concordas?
fonte
http://webinsider.uol.com.br/index.php/2009/08/26/presidente-lula-cada-vez-mais-10/
CURIOSIDADES
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O que é carne orgânica?
A carne orgânica certificada é uma carne produzida a partir de um sistema produtivo ambientalmente correto, socialmente justo e economicamente viável.
Este sistema produtivo passa por auditoria e certificação, garantindo que carne é produzida da maneira mais natural possível, isenta de resíduos químicos e com preocupação socioambiental.
Qual a diferença entre a carne orgânica e a tradicional?
Na aparência, a carne orgânica assemelha-se às carnes bovinas convencionais encontradas facilmente nas casas de comercialização. A diferença está no modo de produção, que garante um produto de qualidade muito superior.
Quais as vantagens para a saúde?
Ao adquirir carne orgânica certificada, o consumidor tem a garantia de que está levando para casa um alimento completamente isento de resíduos químicos, pois a carne é produzida da maneira mais natural possível, com os animais sendo tratados principalmente com medicamentos fitoterápicos e homeopáticos, vacinados e alimentados com pastos isentos de agrotóxicos. O processo de produção desta carne diferenciada garante o consumo de um alimento seguro e saudável.
Quais as vantagens para o meio ambiente?
A carne orgânica é produzida em fazendas de criação de gado certificadas, que seguem normas rígidas de certificação orgânica, que determinam um sistema de produção ambientalmente correto.
Estas normas exigem primeiramente que os produtores cumpram a legislação ambiental, o que garante a proteção das áreas naturais obrigatórias que devem existir dentro de uma propriedade rural, tais como as matas nas beiras dos rios.
Além do cumprimento da legislação ambiental, a certificação exige a proteção de nascentes e de corpos d`água, proíbe a utilização de fogo no manejo das pastagens, e por ser um sistema que proíbe o uso de agrotóxicos e químicos, evita a contaminação do solo e dos recursos hídricos localizados dentro da unidade produtiva.
Desde quando o Brasil produz carne orgânica?
O Brasil tem um histórico de aproximadamente 10 anos na produção de carne orgânica, mas só nestes últimos três anos a cadeia produtiva vem se estruturando comercialmente.
O objetivo é atender à demanda cada vez maior por alimentos que garantam a segurança alimentar, a proteção ao meio ambiente e a dignidade social.
Por que a carne orgânica é pouco consumida no Brasil?
A carne orgânica ainda não é bastante conhecida e consumida no Brasil, pois somente agora vêm sendo explorada de maneira comercial. É uma cadeia produtiva em estruturação, sendo que uma das prioridades é a de esclarecer ao consumidor as vantagens do produto em relação às carnes convencionais.
De maneira geral, todos os produtos orgânicos são ainda pouco conhecidos. Eles são entendidos pela população como produtos sem agrotóxicos, mas, na verdade, possuem critérios ambientais e sociais importantíssimos em seus sistemas produtivos.
Onde encontrar carne orgânica?
Atualmente, no Brasil, somente uma indústria tem comercializado carne orgânica certificada, produzida por duas associações de produtores de carne orgânica localizadas na Bacia Hidrográfica do Pantanal, a Associação Brasileira de Produtores de Animais Orgânicos (ASPRANOR), no estado do Mato Grosso, e a Associação Brasileira de Pecuária Orgânica (ABPO), no estado do Mato Grosso do Sul.
Os cortes de carne orgânica podem ser encontrados nas capitais de estados como, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná e Santa Catarina, em grandes redes varejistas.
Por que o WWF-Brasil apóia a carne orgânica?
O WWF-Brasil apóia a produção de carne orgânica, pois acredita que a Pecuária Orgânica Certificada é um sistema produtivo que pode contribuir com a sustentabilidade ambiental da Bacia Hidrográfica do Pantanal como um todo, e servir como modelo de produção sustentável e responsável.
Sua adoção, somada à implantação de uma rede de áreas protegidas, ao uso racional dos recursos naturais renováveis e ao turismo responsável, poderão garantir a manutenção da biodiversidade regional e dos processos ecológicos junto com o desenvolvimento socioeconômico.
fonte
http://www.wwf.org.br/informacoes/questoes_ambientais/o_que_e_carne_organica/
CURIOSIDADES
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Dia de Combate ao Fumo é hoje
29 de Agosto de 2009
Este ano o dia nacional de combate ao fumo, comemorado hoje, tem como tema: “Quem não fuma não é obrigado a fumar”. Para marcar a data a Secretaria Estadual de Saúde Pública está apoiando os municípios para a realização de uma campanha educativa com o objetivo de favorecer e preservar ambientes livres do cigarro, de cachimbos ou qualquer outro produto derivado do tabaco.
Severina Pereira, técnica do Núcleo de Doenças e Agravos Não Transmissíveis da Sesap, explica que a secretaria atua em parceria com os municípios: “Enviamos material informativo, panfletos, cartazes, camisas e as ações são desenvolvidas por cada município”. Ela destaca que o foco da campanha deste ano são os fumantes passivos e que as ações são desenvolvidas permanentemente e intensificadas na última semana de agosto e na primeira semana de setembro.
A Lei Federal 9.294/96 proíbe o fumo em ambientes coletivo privado ou público, tais como escolas, hospitais, centros comerciais, bares e restaurantes, repartições públicas, bibliotecas, ambientes de trabalho, teatros, cinemas entre outros ambientes. No entanto, esta Lei ainda permite o tabagismo em áreas delimitadas, desde que destinadas exclusivamente ao consumo de produtos de tabaco, devidamente isoladas e com arejamento conveniente: os Fumódromos.
Em 2005 foi criada a Lei Municipal 5.700 que define no seu Artigo 1º medidas educativas e restritivas com vistas a disciplinar a prática do tabagismo em seu território. No Artigo 3º proíbe-se ainda a prática do tabagismo em recinto coletivo fechado, público ou privado, onde há permanência ou trânsito de pessoas.
A fumaça do cigarro leva a problemas que vão de rinite, sinusite e asma, catarata, câncer de pulmão, infarto do coração, AVC (acidente vascular cerebral) até a morte súbita de bebês. O fumo passivo é a terceira causa de mortes evitáveis no mundo, após o tabagismo ativo e o alcoolismo.
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Ônibus a biodiesel começam a circular em Curitiba (PR)
DIMITRI DO VALLE
Começaram a circular nesta sexta-feira em Curitiba (PR) os primeiros seis ônibus movidos 100% a biodiesel (à base de óleo de soja) em linhas urbanas regulares. O combustível reduz em 30% as emissões de dióxido de carbono (principal gás causador do efeito estufa) e em 70% a fumaça.
No entanto, o custo é maior (em média 20%) que o diesel comum. A prefeitura diz que irá bancar a diferença para as empresas concessionárias. Assim, não haverá impacto nas tarifas (hoje R$ 2,20).
Segundo a administração municipal, é a primeira frota totalmente movida a biocombustível nas Américas.
"O projeto dos ônibus biocombustíveis é uma prova de que é possível continuar a estimular o investimento no transporte coletivo, principalmente em grandes cidades, onde o tráfego é intenso e com muita emissão de gases poluentes", afirma Marcos Isfer, presidente da Urbs --empresa municipal que gerencia o transporte coletivo na região metropolitana.
Os ônibus farão uma linha nova de 10 km de extensão que liga o bairro Pinheirinho ao centro da capital. Eles serão estudados pelos próximos 18 meses para que seja verificado o desempenho. Cada um deles rodará em média 200 km por dia. O biocombustível à base de soja foi o mais indicado para o projeto por resistir a baixas temperaturas, o que evita que o líquido se cristalize e cause pane no motor.
A frota deverá ser aumentada após um ano, dependendo dos resultados observados nos primeiros veículos. Com o ganho de escala e aumento no consumo, a estimativa é que o preço do biocombustível também seja reduzido.
O projeto foi implementado após parceria entre a prefeitura, as montadoras Scania e Volvo (que projetaram os veículos), a distribuidora e a produtora do combustível, o Ministério das Minas e Energia e o Tecpar (laboratório ligado ao governo do Estado).
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sexta-feira, 28 de agosto de 2009
O dia em que o Brasil foi invadido
Animação de recortes, que mostra a hipotética invasão do Brasil pelos EUA, com o objetivo de tomar posse dos recursos naturais do país. A elite das forças especiais do exército americano irá liderar a invasão. Só um país será o vencedor.
Golpe Militar - Ditadura Militar
A Ditadura Militar foi o período da política brasileira em que os militares governaram o Brasil, entre os anos de 1964 e 1985. Essa época caracterizou-se pela falta de democracia, supressão de direitos constitucionais, censura, perseguição política e repressão àqueles que eram opostos ao regime militar. Desde a renúncia de Jânio Quadros em 1961, o Brasil vivia uma crise política. O vice de Jânio, João Goulart, assumiu a presidência num clima político tenso. Seu governo foi marcado pela abertura às organizações sociais.
Estudantes, organizações populares e trabalhadores ganharam espaço no cenário político brasileiro, preocupando as classes conservadoras, como empresários, banqueiros, a Igreja Católica, militares e a classe média. Em plena Guerra Fria, os EUA temiam que o Brasil se voltasse para o lado comunista.
Os partidos que se opunham a Jango (João Goulart), como a União Democrática Nacional (UDN) e o Partido Social Democrático (PSD), o acusavam de estar planejando um golpe esquerdista e de ser o responsável pelos problemas que o Brasil enfrentava na época. No dia 13 de março de 1964, João Goulart realizou um grande comício na Central do Brasil (Rio de Janeiro), onde defendeu as Reformas de Base e prometeu mudanças radicais na estrutura agrária, econômica e educacional do país.
Seis dias depois, em 19 de março, os conservadores organizaram um protesto que reuniu milhares de pessoas pelas ruas do centro da cidade de São Paulo contra as intenções de João Goulart. Foi a Marcha da Família com Deus pela Liberdade. A crise política e as tensões sociais aumentavam a cada dia. No dia 31 de março de 1964, tropas de Minas Gerais e São Paulo saíram às ruas. Evitando uma guerra civil, Jango deixou o país, refugiando-se no Uruguai. Os militares finalmente tomaram o poder.
Logo após a tomada de poder pelos militares, foi estabelecido o AI-1. Com 11 artigos, o mesmo dava ao governo militar o poder de alterar a constituição, cassar mandatos legislativos, suspender direitos políticos por 10 anos e demitir, colocar em disponibilidade ou aposentar compulsoriamente qualquer pessoa que fosse contra a segurança do país, o regime democrático e a probidade da administração pública, além de determinar eleições indiretas para a presidência da República.
Durante o regime militar, houve um fortalecimento do poder central, especialmente do poder Executivo, caracterizando um regime de exceção, pois o Executivo se atribuiu a função de legislar, em detrimento dos outros poderes estabelecidos pela Constituição de 1946. O Alto Comando das Forças Armadas passou a controlar a sucessão presidencial, indicando um candidato militar que era referendado pelo Congresso Nacional.
A liberdade de expressão e de organização era quase inexistente. Partidos políticos, sindicatos, agremiações estudantis e outras organizações representativas da sociedade foram extintas ou sofreram intervenções do governo. Os meios de comunicação e as manifestações artísticas foram submetidos à censura. A década de 1960 iniciou também, um período de grandes modificações na economia do Brasil: de modernização da indústria e dos serviços, de concentração de renda, de abertura ao capital estrangeiro e de endividamento externo.
Por Tiago Dantas
http://www.brasilescola.com/historiab/golpe-militar.htm
DASPU lançou sua coleção verão 2010 - video
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
Hábitos de higiene adquiridos com o medo da nova gripe também previnem outras doenças
Com o medo da nova gripe, bons hábitos de higiene, como lavar as mãos com frequência e não compartilhar objetos de uso pessoal, são reforçados pela mídia, nos postos de saúde, nas escolas, no ambiente de trabalho e em locais públicos. Segundo os médicos, as crianças serão as mais beneficiadas com este reforço, já que elas transmitem o vírus da nova gripe por mais tempo que os adultos - em média 14 dias - e que, se elas incorporarem estes bons hábitos, contribuirão para que outras doenças não se disseminem.
“Se avaliarmos os pontos positivos desta pandemia, a retomada dos bons hábitos de higiene será um, principalmente porque as crianças foram diretamente envolvidas. Elas naturalmente aprendem com mais facilidade e tendem a cobrar os adultos para que ajam como elas. Com isso, se previnem de outras doenças infectocontagiosas, como por exemplo, conjuntivite, viroses respiratórias, rotavírus e doenças próprias da infância”, afirma o infectologista Alceu Fontana Pacheco.
ESQUECIMENTO – Os adultos também estão se policiando mais, no entanto, na medida em que o risco de contaminação diminui, estes hábitos tendem a ser esquecidos. “Lavar as mãos sempre que chegar da rua, antes de comer, e depois de ir ao banheiro deveria ser rotineiro. E, quando não existir a possibilidade da lavar as mãos, o álcool 70%, líquido ou gel, com registro na Anvisa, pode ser usado como alternativa eficaz. Já o sabonete não precisa necessariamente ser líquido ou cheiroso. Aquele sabão feito em casa, receita da vovó, também serve. O importante é que a lavagem seja bem feita, com bastante espuma”, reforça o médico.
Além da lavagem frequente das mãos, as pessoas estão evitando dividir objetos de uso pessoal. Algumas até se recusam a dividir o pedaço do lanche do colega ou o gole do refrigerante. “Este é outro hábito que deveria ser reforçado. Se a pessoa tiver sintomas de gripe, o ideal é que ela separe seus próprios talheres e copos”, complementa.
Outros bons hábitos também estão sendo reforçados e que devem ser mantidos, como cobrir a boca e o nariz com lenço na hora de espirrar ou tossir e a limpeza das superfícies lisas, como mesas, telefones, maçanetas, teclados e mouses com álcool líquido.
ORIENTAÇÕES – Os pacientes que apresentam sintomas de gripe devem ficar em isolamento domiciliar durante sete dias – período de incubação do vírus H1N1. Neste período devem evitar o compartilhamento de objetos de uso pessoal e cobrir a boca e o nariz ao tossir ou espirrar, de preferência com um lenço descartável.
Já as pessoas que não estão doentes devem evitar locais com aglomeração populacional, lavar as mãos frequentemente com água e sabão ou higienizá-las com álcool gel, evitar tocar os olhos, nariz e boca antes de limpar as mãos, e manter as janelas abertas e ambientes bem arejados. Para mais informações, acesse
http://www.novagripe.pr.gov.br
fonte http://www.aenoticias.pr.gov.br/modules/news/article.php?storyid=49935
Ministério Público denuncia Carli Filho por duplo homicídio qualificado
O Ministério Público do Paraná denunciou o ex-deputado estadual Luiz Fernando Ribas Carli Filho por duplo homicídio qualificado [por dificultar ou tornar impossível a defesa do ofendido], dirigir embriagado e violar a suspensão da Carteira Nacional de Habilitação. A denúncia foi entregue à 2ª Vara de Delitos de Trânsito da capital. Nesta quinta-feira, o juiz Carlos Henrique Licheski Klein determinou o envio dos autos a uma das Varas do Tribunal do Júri de Curitiba.
De acordo com o MP, o Tribunal do Júri irá determinar a citação do acusado para que ele apresente defesa prévia. Sendo recebida a denúncia, deverá ser marcada audiência para oitiva das testemunhas e interrogatório do réu. As partes, então, apresentam alegações finais e o juiz, se entender que existe prova da materialidade e indícios da autoria, poderá determinar que o caso vá a julgamento perante júri popular ou não.
Caso Carli Filho seja condenado pela prática de todos os crimes que constam na denúncia, poderá receber pena mínima de 15 anos e máxima de 30 anos. O ex-deputado estadual também vai poder perder o direito de dirigir por um prazo de dois meses a cinco anos.
Por se tratar de homicídio qualificado, crime considerado hediondo, caso ele seja condenado deverá cumprir pena inicialmente em regime fechado. Qualquer mudança somente poderia ocorrer após o cumprimento de 2/5 da pena imposta.
Relembre o caso
Carli Filho é acusado pela morte de Gilmar Rafael Yared e Carlos Murilo de Almeida, na madrugada do dia 7 de maio, após colisão entre o Volkswagen Passat que dirigia e o Honda Fit conduzido por Gilmar Yared. O então deputado estava alcoolizado.
Segundo a denúncia do MP, por volta da meia noite, ele saiu de um restaurante, onde havia bebido vinho, dirigindo seu veículo, mesmo após ser advertido de que não estava em condições para tal. De acordo com laudo próprio, o denunciado tinha concentração de sete decigramas e oito décimos de álcool por litro de sangue analisado.
A habilitação de motorista de Carli Filho havia sido devido a dezenas de autuações por infrações de trânsito, a maioria delas por excesso de velocidade.
Por volta de 0h50, quando estava próximo a um cruzamento cujo semáforo estava em alerta, o veículo de Carli Filho atingiu velocidade entre 161 km/h e 173 km/h, superior à regulamentada para o local [60 Km/hora].
A velocidade provocou a decolagem do veículo cerca de 0,98 metros acima do asfalto, momento em que o carro atingiu o eixo traseiro do Honda Fit conduzido por Gilmar Yared, tornando impossível qualquer manobra defensiva da vítima.
O Passat girou em torno de seu eixo transversal até parar sobre o passeio de pedestres de outra rua, distante cerca de 100 metros do local do impacto. O Honda Fit, por sua vez, foi arrastado por aproximadamente 35 metros.
Em virtude do violento impacto, as duas vítimas sofreram politraumatismo com esmagamento do tórax, sendo que o condutor do veículo, Gilmar Yared, ainda sofreu esmagamento do crânio com esvaziamento de massa encefálica e arrancamento da porção superior do crânio.
fonte
http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2009/08/27/ministerio+publico+denuncia+carli+filho+por+duplo+homicidio+qualificado+8114073.htm
O assassinato do Sem Terra Elton Brum em São Gabriel e suas consequências políticas
Por Bruno Lima Rocha
São Gabriel, por volta de 10 horas da manhã. Fazenda Southall, um complexo latifundiário totalizando 14.000 hectares, alvo de disputa entre o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e o ex-proprietário, Alfredo Southall. O cenário é o de batalha campal à vista. São 230 brigadianos de distintas unidades contra cerca de 270 colonos ocupantes, a metade deles mulheres e crianças.
O desfecho político para o governo que desse ato é responsável, até o momento é este. O sub-comandante geral da Brigada Militar (BM), coronel Lauro Binsfeld, após sair-se muito mal com os veículos de comunicação foi responsabilizado pela tragédia e afastado. Em seu lugar, o coronel João Carlos Trindade Lopes, comandante-geral da BM, indica o ex-comandante do Comando de Policiamento da Capital, coronel Jones Calixtrato. Acima deles paira o secretário da Segurança Pública, o general do Exército Brasileiro, Edson Gourlarte. Assim, disputas da caserna policial refletem uma interna mal digerida na forma de reposição de peças. O detalhe é que a política não é tão simples e menos ainda as formas de se fazer política para assegurar um direito constitucional. O assassinato de Eltom é o começo de outra escala de lutas reivindicativas.
Na cidade da Fronteira Oeste do Rio Grande onde em 1756 caíra peleando o Corregedor do Cabildo da redução de São Miguel, o Estado assassina um colono sem terra. Sepé Tiaraju faleceu de lança em riste perto do Arroio Caiboaté. Peleou, viveu, morreu e voltou defendendo sua terra e povo a quem servia como uma liderança obediente da vontade popular. Eltom Brum da Silva era um agricultor do interior de Canguçu e que peleava por um pedaço de terra. Sua morte foi com chumbo e pelas costas. Os balins da escopeta calibre 12 que assassinaram Eltom deram um exemplo de como o aparato repressivo recorda suas origens e funções quando o tema é a propriedade.
O colono não caiu por acaso e menos ainda “mal súbito” como foi a versão da BM noticiada pelos meios de sempre com a cobertura horrorosa de todos os dias. Ele caiu porque era parte de uma medida de luta direta, a forma de exercício de direitos constitucionais que jamais são garantidos a não ser que as parcelas de povo organizado consigam exercer a sua vontade independente de intermediários profissionais. Desta forma, ao mesmo tempo em que os partidos de tipo burguês (de “esquerda” ou não) perdem seu sentido, os órgãos de Estado se vêem na obrigação de ao menos se posicionar. O mesmo se dá no quesito veículos de comunicação social.
As versões da mídia comunitária e do maior conglomerado da Província
De tudo o que li, a versão mais correta da circunstância da morte de Eltom foi dada pelo movimento de rádios comunitárias. Peço um pouco de paciência para quem lê o artigo para postar na íntegra a versão da Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária – estadual do RS (Abraço-RS):
Agressão verbal teria motivado PM a matar sem terra no RS, 21/08/2009
A tarde de sexta-feira (21) culminou com a morte do agricultor sem terra Elton Brum da Silva em uma ação da Brigada Militar do Rio Grande do Sul durante a desocupação de uma área no município de São Gabriel. Fotos mostram que o agricultor foi atingido por uma arma calibre 12. A suspeita recai sobre o comandante do 2º RPMon de Livramento, Ten. Coronel Flávio da Silva Lopes, que respondeu com o tiro a uma agressão verbal do agricultor. O ouvidor agrário do Ministério de Desenvolvimento Agrário, Gercino José da Silva Filho desembarcou no Estado no final da tarde e já se dirigiu para São Gabriel com a promessa de buscar punição aos responsáveis. A Brigada Militar deu a primeira versão afirmando que o agricultor teria morrido de um “mau súbito”. Horas depois o hospital local desmentia.
O MST responsabiliza a política de segurança do governo Estadual e a Justiça por postergar o processo de assentamento das famílias.
A ocupação reivindicava a aplicação dos recursos para saúde, educação e infra-estrutura nos assentamentos da região e desapropriação do restante da Fazenda Southall e a liberação imediata, na Justiça, das fazendas Antoniazzi e 33, em São Gabriel, para o assentamento das famílias acampadas no Estado.
Link para a Abraço-RS / Jornal dos Trabalhadores
Se compararmos a nota acima com a cobertura da mídia corporativa veremos a diferença de fundo. Esta abordagem teve a apuração detalhada resguardando o sigilo de fontes que se arriscaram para passar esta informação. Não responsabiliza o protesto social pela repressão sofrida e sim os repressores. Já a matéria de Zero Hora (Grupo RBS), assinada por Humberto Trezzi, tem um título que fala por si só:
“Campos conflagrados: MST ganha seu mártir” (para seguir neste link: – página 4 da edição de 22/08/2009)
O silêncio e a falta de imagens são a constante. O ineditismo está na possibilidade de reagir na batalha da mídia e de furar o bloqueio da produção de sentido que visa tornar sem sentido uma luta milenar como a da posse da terra. Nesta frente, a possibilidade de ofensiva pelos movimentos populares do RS está assegurada. Vejamos o que antecede ao assassinato e como este gesto se localiza dentro da crise política pela possível corrupção endêmica no governo neoliberal de Yeda Crusius.
A repressão adiou sua sanha para a Fronteira.
Um dos dilemas clássicos na política é a equação entre a legitimidade de um governo com sua capacidade de reprimir. Não estou discutindo necessariamente o poder de polícia, que é uma das atribuições do Estado, não importando o nível de governo, seja a União, estadual ou municipal. Mas sim, a relação de forças que vai além dos formalismos institucionais. Por vezes, um gesto repressivo causa uma comoção tamanha, que o respaldo de um mandato cambaleante pode se perder. Em junho de 2008, mesmo bombardeada pela CPI do DETRAN-RS, com a gravação de conversas privadas entre seu vice-governador rebelde Paulo Afonso Feijó (DEM) com o então chefe da Casa Civil, Cézar Busatto (PPS), a governadora do Rio Grande, Yeda Crusius (PSDB), não titubeou em mandar as forças da ordem se impor a qualquer custo. Na semana passada, a aposta de boa parte da esquerda gaúcha era essa. Que a repressão desenfreada fosse coibir uma marcha aparentemente pacífica e assim aumentar a comoção interna na Província. Não foi o que se sucedeu, não dessa vez.
A crise política fratura lealdades políticas e sociais de há muito constituídas na sociedade rio-grandense. Sendo ou não culpada, vindo a ser condenada pela ação de improbidade administrativa ou inocentada, a governadora Yeda Crusius e sua base aliada consolidaram nos últimos anos algumas quebras de paradigma no Rio Grande do Sul. Uma delas diz respeito à tolerância típica do estilo social-democrata, onde as ruas são palcos de manifestações e há tolerância no quesito repressão para assegurar a relação de legitimidade do governo constituído. Quando um governo é acusado de corrupção e se vê na berlinda, em geral não se dá o luxo de reprimir quem está organizado. No ano de 2008, em seu primeiro semestre, diante do mesmo escândalo que agora enfrenta, Yeda Crusius, Paulo Roberto Mendes e a mídia de sempre distribuíram repressão sem dó nem piedade.
Se apostava que, durante os atos políticos contra seu governo, a sanha repressiva se encontraria de novo com a parcela de população organizada. Não ocorreu o pior como no ano anterior porque o núcleo duro Palácio das Hortênsias preservara Porto Alegre para matar em São Gabriel. Se fosse reprimir na capital, o palco ideal seria no dia 14 de agosto.
Duas colunas significativas se formaram. Uma saíra da Escola Estadual Júlio de Castilhos, o Julinho, lugar de romaria da esquerda desde os anos ’60. Outra coluna se dirigiu de ônibus até a Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (FIERGS), retornando para o Centro rumo à Praça da Matriz, onde a Província concentra seus poderes oficiais.
Na última sexta-feira dia 14 de agosto a cidade de Porto Alegre viveu uma manhã de protestos. A data fazia parte da jornada nacional de lutas promovida por diversas entidades, centrais sindicais e movimentos populares. A chamada para todo o país se pautava na crítica a política econômica, a única pauta que ainda unifica a fragmentada esquerda brasileira após quase sete anos do governo de Luiz Inácio.
A marcha originalmente fora convocada para atender essa agenda transformou-se no ato ecumênico das esquerdas gaúchas, convocadas a partir da consigna de “Fora Yeda!”. E, após alguns anos com certo vazio político na capital rio-grandense, neste dia realmente o ato concentrou todos os matizes. O protesto se constituíra desde a extrema-esquerda não eleitoral que se localizara no final da coluna que saíra do Julinho, passando pelas bases sindicais de servidores públicos até a bancada estadual do PT que confortavelmente aguardava o cortejo chegar à Matriz.
Outra novidade ocorrera naquele dia, aguçando o cérebro dos marchantes. Pela primeira vez, o núcleo duro de Yeda, resolvera reagir e convocou aos CCs, estagiários, FGs e militantes tucanos a se posicionar na Esplanada da Assembléia. Houve por tanto, dois atos, de dimensões distintas, embora antagônicos.
Na ausência de repressão ao longo do trecho, outra conjectura atravessava a todas as agrupações e movimentos ali presentes. Haveria ou não conflito com a centena de manifestantes a favor da governadora ali presentes? Com a desproporção numérica de mais de 3.000 protestantes contra menos de duas centenas pró-Yeda, a Brigada teria obrigação de intervir. O “duelo” não houve, mas ficou o fato político e a possibilidade de repressão policial. Na mesma sexta-feira, o protesto estadual ganhou relevância nacional ao ser midiatizado pelo Jornal Nacional. Nesta semana, o dilema entre protesto e repressão foi alimentado pelos meios de comunicação do estado. Quem está na lida política sabe ler estes sinais. Nenhum tema dessa ordem é pautado por acaso e a variável repressão não foi descartada pelo ainda cambaleante governo da economista neoclássica. Aquilo que não passou de xingamentos e alguns ovos atirados pelos marchantes, veio a se manifestar no assassinato de Eltom Brum da Silva.
Concluindo. Opções na política gaúcha na perspectiva dos movimentos populares após o assassinato na Fazenda Southaal.
Entendo que o assassinato do colono sem terra Eltom Brum da Silva, ocorrido no dia 21 de agosto de 2009, na cidade de São Gabriel, fronteira oeste, obriga as forças vivas da esquerda gaúcha a se colocarem de prontidão. Tudo indica ter sido o ato premeditado, uma ação de força do aparelho repressivo do governo gaúcho abalado pelas denúncias de corrupção. Como quase sempre ocorre, o Corpo Auxiliar de Polícia Imperial, criado para combater a Revolução Farroupilha, depois batizada de Brigada Militar durante a ditadura positivista, demonstrou sua eficiência na defesa de interesses oligárquicos. Tampouco se trata do primeiro ato de brutalidade do governo da economista neoliberal Yeda Crusius e não será o último. Nessas horas, é preciso ter o mínimo de unidade tática entre o conjunto de movimentos populares para frear o avanço repressivo. Matar um militante, de base ou de coordenação, é algo que não deve ficar impune. Mesmo dentro da democracia liberal burguesa existem limites que, uma vez cruzados, abrem margem para outra escala de ações. Em não havendo resposta de mobilização, a máquina reacionária por dentro do Estado abalado por eventos de corrupção, não vai mais parar.
Mas, ao contrário de outros colegas analistas, em geral perfilados com o reformismo, tanto o que está no governo Lula assim como o da oposição de esquerda-parlamentar, não consigo recomendar algo que vejo como falsificável. Vejo que não há saída política de longo prazo dentro da democracia dos oligarcas, banqueiros e transnacionais. E, tampouco há possibilidade de transformação da sociedade ao agir por dentro do aparelho de Estado. Mas, isso não quer dizer que não exista momento tático de luta. Este, por exemplo, é um momento. Na hora da crise política, o povo tem de se aperceber da existência de alternativas por fora dos espaços viciados de participação oficial. É preciso retirar poder simbólico e político dos intermediários profissionais e recriar a relação direta com as entidades de base e os movimentos com autonomia decisória. E, sabemos que isso não é fácil.
Uma saída que me parece óbvia é a unificação de lutas e pautas. Nas semanas após o ASSASSINATO DE ELTOM BRUM DA SILVA por parte da Brigada Militar sob comando de Yeda Crusius (PSDB), vejo como imprescindível a união das forças populares em torno de um objetivo comum, mas fortalecendo a auto-representação popular, através de instâncias de coordenação entre movimentos e entidades de base. A unidade das pautas e lutas precisa apontar para as reivindicações imediatas e o objetivo geral comum de assegurar uma vitória contundente contra um governo estadual acusado de corrupto e com postura repressora! Sinceramente, não resta mais o que fazer além do óbvio. Do contrário, o custo político de um morto será baixo demais, abrindo precedente para outros assassinatos, neste e nos governos de turno que virão.
Para esta finalidade, agora já não basta a luta reivindicativa. O momento é de derrubar Yeda Crusius e assegurar que o vice também neoliberal nem chegue a ter as condições de legitimidade para governar. Com esse acúmulo de forças, haverá condições de enfrentar o acionar dos aparelhos de intermediação política profissional e o uso errado que as siglas farão do martírio de mais um camponês.
O momento é de assegurar a vitória tática, no desmonte do governo baseado em relações patrimonialistas, sob suspeita de corrupção estrutural e sendo repressor ao extremo. E, o momento também é o de derrotar o projeto do neoliberalismo no Rio Grande, especificamente para não permitir a conclusão do empréstimo entreguista vende pátria com o Banco Mundial.
* Bruno Lima Rocha, cientista político com doutorado e mestrado pela UFRGS, jornalista formado na UFRJ; docente de comunicação e pesquisador 1 da Unisinos; membro do Grupo Cepos e editor do portar Estratégia & Análise. (Artigo publicado originalmente no IHU-On Line)
FONTE
http://www.mst.org.br/node/7980
Empresas apostam no trabalho em casa
Empresas apostam no trabalho em casa
Trabalhar em casa aumenta a produtividade e é mais confortável para o trabalhador. Mas exige concentração e pode reduzir a troca de experiências, devido à distância entre companheiros de trabalho.
Muitas empresas andam apostando numa forma diferente de trabalho para aumentar a produtividade. Quem explica é o repórter Alan Severiano.
O cafezinho da mãe e o sofá da sala estão sempre por perto. O quarto fica a dez passos do local de trabalho de Patrícia. Há cinco meses, é em casa que ela atende, pela internet, clientes de uma companhia aérea. A cada meia-hora, bate o ponto no leitor de impressão digital.
“A vantagem de trabalhar em casa é que você economiza tempo de trânsito a sua qualidade de vida aumenta muito, você pode estar próximo da sua família num ambiente mais aconchegante”, disse a atendente de internet, Patrícia Gandra.
Para o funcionário trabalhar em casa, a empresa de Patrícia exige que ela tenha computador e internet de alta velocidade. Criança e cachorro não devem ficar por perto. Apesar do ambiente familiar, esse tipo de experiência é o retrato da busca por mais produtividade.
A companhia, que já tem 100 funcionários do call center trabalhando em casa, está treinando outros 220. Karen vai ganhar o mesmo salário de quem se desloca até a empresa. Mas tem um desafio a vencer.
“Requer muita disciplina, você acaba tendo que ter a mesma rotina, porque senão você acaba amolecendo um pouco acomodando”, disse a atendente de telemarketing, Karen de Freitas.
A empresa economiza com vale-transporte, energia e reduz o número de atrasos. “Um analista que atende provavelmente 60 ligações de chat num dia, ele vai atender 70, 80. Além de ganho de qualidade, a gente tem um ganho grande de custo e a operação acaba ficando mais barata”, disse o gerente de relacionamento Rogério Nunes.
Em três anos, o número de brasileiros trabalhando em casa com carteira assinada quase dobrou. Contando com os que não tem registro em carteira, o total de empregados em domicílio já passa de 200 mil.
Uma consultoria de marketing se esforça para o empregado se sentir à vontade no escritório, e ainda permite que diretores e gerentes fiquem alguns dias sem vir à empresa.
É de chinelo e bermuda que Rogério se sente mais inspirado para criar programas de computador. Mas ele não dispensa uma visita aos colegas.
“Se você ficar um bom tempo longe da sua equipe, é negativo você perde a experiência de estar com eles o contato o aprendizado e tudo aquilo que você pode oferecer para eles”, disse o analista de sistemas, Rogério Coelho.
FONTE
http://jornalnacional.globo.com/Telejornais/JN/0,,MUL1275038-10406,00-EMPRESAS+APOSTAM+NO+TRABALHO+EM+CASA.html
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quarta-feira, 26 de agosto de 2009
Padre é acusado de dirigir bêbado- video
No carro em que ele estava com amigos, a polícia encontrou latas de cerveja vazias.
Há três anos, o padre já havia sido preso e condenado por embriaguez ao volante.
Veja o video em:
http://tvig.ig.com.br/152247/padre-e-preso-acusado-de-dirigir-bebado.htm
terça-feira, 25 de agosto de 2009
Paraná é o segundo Estado mais desenvolvido do Brasil
Paraná é o segundo Estado mais desenvolvido do Brasil
O Paraná é o segundo Estado mais desenvolvido do Brasil, de acordo com o Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal (IFDM). O ranking foi criado pela Federação das Indústrias do Rio de Janeiro com o objetivo de acompanhar a evolução dos municípios e Estados brasileiros e os resultados da gestão das prefeituras.
O índice leva em conta os fatores Saúde, Educação, Crescimento Emprego e Renda. Com a média de 0,8074, o Paraná está atrás apenas de São Paulo, cujo índice é de 0,8637. Em terceiro lugar aparece o Rio de Janeiro (0,8035), seguido de Santa Catarina (0,7915) e Minas Gerais (7,915).
Entre as capitais brasileiras, Curitiba ocupa o terceiro lugar no ranking da Firjan, com 0,8546. Em primeiro está Vitória, com 0,8642, seguida de São Paulo (0,8568). Florianópolis (0,8303) está em quarto lugar e Belo Horizonte (0,8417) em quinto.
A pesquisa feita em 2006 revela que o crescimento do Brasil migra para o interior. No caso do Paraná, não é diferente. Entre as cinco cidades de maiores índices, três são do interior: Londrina (0,8634), Maringá (0,8621) e Apucarana (0,8376). O município de Pinhais (0,8582), na RMC, também está entre os cinco municípios paranaenses mais desenvolvidos.
SAÚDE – O melhor índice na área da Saúde é do Paraná, que ainda tem um município - Flórida, no Noroeste do Estado, pouco mais de 2,8 mil habitantes - com o maior índice possível na área, 1,0000. Destaque também para Kaloré (0,9894), Guaporema (0,9853), São Jorge do Ivaí (0,9834), São Jorge do Ivaí (0,9834) e Nova Esperança do Sudoeste (0,9831).
O índice Saúde do Paraná é de 0,8662, seguido do de São Paulo, 0,8637; Rio Grande do Sul, 0,8411; Santa Catarina, 0,8211; Espírito Santo, 0,8176; e Mato Grosso do Sul, 0,8172. O IFDM leva em conta o número de consultas pré-natal, óbitos por causas mal definidas, óbitos infantis por causas evitáveis e a expectativa de vida.
EMPREGO – Nas áreas de emprego e renda, o Paraná está entre os quatro melhores colocados no ranking elaborado pela Firjan, com 0,8344 ponto, juntamente com São Paulo (0,8890), Rio de Janeiro (0,8872) e Minas Gerais (0,8696).
Os municípios paranaenses que mais se destacaram neste quesito foram Pinhais (0,9694), São José dos Pinhais (0,8813), Curitiba (0,8802), Londrina (0,8757) e Colombo (0,8682). O índice leva em conta o número de empregos formais, o salário médio de cada setor e a renda per capita.
EDUCAÇÃO – O mesmo ranking aponta ainda que o Paraná está entre os cinco Estados com a melhor Educação juntamente com São Paulo, Santa Catarina, Espírito Santo e Minas Gerais. O índice leva em conta o percentual de docentes com nível superior, a média de horas-aula diárias, taxa de distorção idade-série, Ideb e taxa de abandono escolar.
Ainda no quesito Educação, os municípios paranaenses que se destacaram foram Ivatuba (0,8876), Lobato (0,8787), Pato Bragado (0,8574), Tupãssi (0,8559) e Sabáudia (0,8549).
ALTA - O Paraná teve alta de 0,5% na comparação com o ranking elaborado em 2005, registrando um IFDM médio de 0,8074 contra 0,8035 em 2005. O estado se destaca por contar com 13 cidades na faixa de alto desenvolvimento.
Ainda com relação aos municípios do estado, uma das novidades entre os líderes é a posição de Douradina, que passou do 32º lugar em 2005 para 9º nesta edição. Já Toledo, que era a 5ª, caiu para a 13ª posição.
Aproximadamente metade das cidades paranaenses melhorou de situação entre 2005 e 2006, com destaque para Cerro Azul (+15,7%), Mato Rico (+14,5%), Adrianópolis (+14,5%) e Guaraqueçaba (+14,3%) e Ortigueira (+13,9%).
A média brasileira do IFDM foi de 0,7376, superior aos 0,7129 de 2005 (alta de 3,47%). O IFDM considera indicadores de Saúde, Educação, Emprego e Renda e varia numa escala de 0 (pior) a 1 (melhor) para classificar o desenvolvimento humano. Os critérios de análise estabelecem quatro categorias: baixo (de 0 a 0,4), regular (0,4001 a 0,6), moderado (de 0,6001 a 0,8) e alto (0,8001 a 1) desenvolvimento humano.
fonte
http://www.aenoticias.pr.gov.br/modules/news/article.php?storyid=49878
Não Comemos Eucalipto - DESERTO VERDE
Documentário que denuncia a forte repressão policial sofrida por mulheres da Via Campesina durante violenta desocupação de uma fazenda ilegal da Transnacional Stora Enso, no Rio Grande do Sul, Brasil. No dia 4 de março de 2008.
BM matou sem-terra, diz ex-ouvidor agrário
Elton Brum da Silva levou um tiro de espingarda durante desocupação da fazenda Southall
Humberto Trezzi |
O ex-ouvidor agrário do governo estadual e também ex-ouvidor da Segurança Pública, Adão Paiani, afirma que o sem-terra Elton Brum da Silva foi morto pela Brigada Militar. Brum foi morto hoje com um tiro de espingarda calibre 12 no peito, durante desocupação da fazenda Southall, em São Gabriel, que estava invadida por militantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).
Paiani convidou o atual Ouvidor Agrário do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), Gercino Silva, a vir ao Rio Grande do Sul investigar o episódio. Silva desembarca às 17h30min em Porto Alegre e, em seguida, irá a São Gabriel.
Paiani diz que foi procurado hoje, na condição de ex-ouvidor da segurança pública, por um oficial da BM que assistiu à desocupação da fazenda Southall em São Gabriel. Esse PM relatou que o sem-terra Elton Brum foi morto durante discussão com um oficial da BM que atua na região da Fronteira e tentava realizar a remoção dos militantes do MST do local. Brum teria dito alguns palavrões para o oficial, que revidou com um tiro de espingarda. O próprio oficial e alguns soldados teriam providenciado a remoção de Brum, ainda vivo, para o hospital de São Gabriel, numa viatura da BM. Brum morreu a caminho daquela cidade.
Até esse relato apresentado por Paiani, não havia versão sobre a morte de Brum — nem oficial, nem extra-oficial. Nenhum dos PMs presentes soube dizer se o sem-terra foi morto por tiro disparado por alguém da BM ou por seguranças da fazenda Southall. Procurada, a BM ainda não se pronunciou sobre o episódio, em função da perícia da morte ainda não ter sido concluída.
O Ministério Público de São Gabriel deve requisitar todas as armas utilizadas na operação, para verificar qual delas teria causado a morte de Brum.
fonte
http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default.jsp?uf=1&local=1§ion=Geral&newsID=a2626257.htm
Laudo confirma tiro pelas costas de sem-terra - VIDEO
Laudo confirma tiro pelas costas de sem-terra
Elton Brum da Silva foi atingido durante confronto entre o MST com a BM em São Gabriel
Com o resultado da necropsia em mãos, a Polícia Civil de São Gabriel confirmou ontem que o sem-terra Elton Brum da Silva, 44 anos, morreu com um tiro nas costas.O homem foi atingido durante confronto entre o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) com a Brigada Militar no município, na sexta-feira. O ferimento teria sido causado por uma arma, com balas de chumbo, como as usadas pela BM.
Para descobrir a que distância o atirador estava da vítima, o delegado Laurence de Moraes Teixeira encaminhará as roupas de Brum e os quatro fragmentos retirados do corpo dele para o Instituto-geral de Perícias.
Enquanto as investigações avançam, os simpatizantes do MST mantêm a mobilização no Estado. Ontem, integrantes da Via Campesina e do Movimento dos Pequenos Agricultores fizeram uma caminhada (foto) pelas ruas de Palmeira das Missões, no norte do Estado, pelo assassinato.
vejam o VIDEO da operação militar
fonte
http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default.jsp?uf=1&local=1§ion=Geral&newsID=a2630092.xml
Sociedade se solidariza com MST
Sociedade se solidariza com MST
24 de agosto de 2009
Diante do brutal assassinato do agricultor Elton Brum pela ação truculenta e violenta da Brigada Militar do Rio Grande do Sul, durante o despejo da ocupação da Fazenda Southall em São Gabriel, queira receber e transmitir a todos os companheiros do MST o meu profundo pesar, assim como indignação e total solidariedade. Junto-me a todos aqueles que exigem Justiça e Punição aos culpados.
Saudações fraternais
Anita Leocadia Prestes
Companheiros/as do Movimento, nestas circonstâncias tragicas da luta justa dos Sem Terra, lhes mando todas minhas indignação e total solidariedade, convencido de que, como para Valmir e tantos mártiros em Eldorado do Carajás, a causa da justiça sociopolítica continua um desafio essencial e que o MST esta mostrando o caminho para um outro Brasil possível.
De todo coração com vocês !
Pierre-Yves Maillard, ex-coordenador do programa de E-Changer
Nota da Secretaria Nacional de Movimentos Populares e do Setorial Nacional Agrário do PT
A Secretaria Nacional de Movimentos Populares e o Setorial Nacional Agrário do Partido dos Trabalhadores vêm a público repudiar e protestar veementemente contra a truculência da Brigada Militar do Rio Grande do Sul que – mais uma vez! – investiu suas baionetas contra os trabalhadores rurais sem-terra que lutam pelo seu direito de trabalhar e produzir.
Desta feita, a violência atingiu o trabalhador Elton Brum da Silva, de 44 anos, casado, dois filhos, durante a ação de despejo da ocupação da Fazenda Southall, um latifúndio improdutivo, localizado no município gaúcho de São Gabriel, oeste do estado. Elton e seus companheiros que compõem as famílias acampadas estavam já se retirando da fazenda, quando foi atingido por um tiro de uma arma calibre 12, disparado à queima-roupa, nas costas!, por um oficial da Brigada, supostamente por causa de um bate-boca.
Outras dezenas de pessoas ficaram feridas, algumas em estado grave, em consequência da violenta ação policial, segundo informações dos companheiros que presenciaram o despejo.
Toda a ação foi acompanhada à distância pela representante do Ministério Público Estadual de São Gabriel, a qual elogiou o ‘profissionalismo’ dos policiais em combate contra os indefesos sem-terra.
Vele lembrar que esta polícia está sob o comando maior da governadora Yeda Crusius, que ainda permanece no Piratini, apesar das denúncias públicas de corrupção e uma CPI instalada na Assembléia Estadual para investigar seu desgoverno.
A SNMP e o Setorial Nacional Agrário se solidarizam com os companheiros do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, vítimas de mais esta ação criminosa contra a luta pela reforma agrária no País.
A SNMP e o Setorial Nacional Agrário se solidarizam com todas as ações que vierem ao encontro da busca pela justiça e punição de todos os responsáveis por este episódio lamentável, vergonhoso e inaceitável de violência contra os trabalhadores que não se calam e lutam pelos seus direitos.
Secretaria Nacional de Movimentos Populares
Setorial Nacional Agrário
Partido dos Trabalhadores
NOTA PÚBLICA DO PT/RS
O Partido dos Trabalhadores do Rio Grande do Sul manifesta seu pesar pelo falecimento do trabalhador rural sem terra, Elton Brum da Silva, morto com um tiro disparado durante ação truculenta realizada pela brigada militar do Estado hoje pela manhã, em São Gabriel.
Entidades que lutam pelos direitos humanos no Rio Grande, no Brasil e internacionalmente, tem pré-anunciado que acabaria em tragédia a atual política de segurança que busca, a todo momento, criminalizar e tratar como caso de polícia os movimentos sociais no RS.
Esperamos que haja das autoridades competentes uma rigorosa investigação e punição dos responsáveis diretos e indiretos por mais este episódio que mancha a história do nosso Estado.
O PT reafirma seu compromisso histórico com a reforma agrária e os que por ela lutam.
Porto Alegre, 21 de agosto de 2009.
Olívio de Oliveira Dutra
Presidente do Partido dos Trabalhadores – RS
Nota de repúdio à Brigada Militar e solidariedade ao MST
A direção estadual da CUT-RS manifesta a sua total indignação à ação da Brigada Militar na desocupação da Fazenda Southall, que resultou na morte do companheiro Elton Brum da Silva e dezenas de feridos na Unidade de Tratamento Intensivo.
A forma agressiva da Brigada Militar é considerada inaceitável pela Central Única dos Trabalhadores, na medida em que se reflete como uma agressão à democracia, através de uma atitude totalmente antidemocrática.
A CUT-RS repudia mais uma vez a ação do governo Yeda/Feijó que retrocede aos tempos da ditadura e manifesta seu apoio e solidariedade aos integrantes do MST e à família do companheiro Elton e dos feridos.
Sem a atuação do MST em seus mais de 20 anos de existência, a reforma agrária no Brasil estaria ainda mais atrasada do que está hoje. As conquistas realizadas até aqui foram graças à legítima pressão da população organizada por movimentos como o MST.
CUT-RS
Nota do PSOL sobre assassinato de integrante do MST na fazenda Southall
O Partido Socialismo e Liberdade repudia com veemência os atos de violência praticados mais uma vez pela Brigada Militar na repressão aos movimentos sociais, atingindo, no presente episódio, os integrantes do MST.
O PSOL responsabiliza o comando da Brigada Militar e a governadora Yeda Crusius por mais esta arbitrariedade. A repressão e a truculência aos movimentos sociais são usados, novamente, como tentativa de silenciar a voz dos que lutam por justiça social.
Partido Socialismo e Liberdade – PSOL
Conlutas manifesta repúdio ao assassinato de sem-terra no Rio Grande do Sul
A Conlutas manifesta seu repúdio ao assassinato do sem-terra Elton Brum durante ação da Brigada Militar na desocupação da Fazenda Southall, no Rio Grande do Sul. Além de sua morte, há ainda dezenas de feridos na Unidade de Tratamento Intensivo.
A repressão, ocorrida hoje, dá-se ainda no calor da onda de manifestações realizadas pelo MST exigindo recursos e reforma agrária do governo Lula, entretanto é digna dos tempos mais sórdidos da ditadura militar brasileira, quando a luta pela vida e em defesa dos direitos dos trabalhadores e do povo era considerada crime. Por isso, não podemos permitir que a repressão aos movimentos sociais e sindical volte com a criminalização dos movimentos e o assassinato de trabalhadores.
A Conlutas responsabiliza o governo Yeda/Feijó pela ação da Brigada Militar e exige punição imediata aos assassinos de Elton Brum.
A Conlutas também manifesta total apoio e solidariedade aos integrantes do MST e à família de Elton Brum e de todos os feridos.
A luta do MST é uma luta de todos nós. Reforma Agrária já!
Conlutas Nacional
NOTA PÚBLICA
O Movimento Nacional de Direitos Humanos no Rio Grande do Sul (MNDH-RS) vem a público para manifestar solidariedade à família de Elton Brum da Silva, morto na desocupação da Fazenda Southal na manhã de 21 de agosto, em São Gabriel. Manifesta solidariedade também à luta do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra.
O Movimento condena a ação da Brigada Militar que, de forma truculenta e inaceitável, realizou o despejo. Rejeita a posição da representante do Ministério Público Estadual que acompanhou a ação policial e que, ao invés de manter a posição constitucional de controle externo, declarou apoio explícito aos atos realizados pela polícia.
O MNDH-RS cobra apuração imediata e punição rigorosa de todos os responsáveis pela ação e suas conseqüências.
Isto porque entende que é um direito de toda e qualquer pessoa se organizar e manifestar publicamente suas reivindicações. As famílias que foram vítimas da repressão policial estavam apenas exigindo seus direitos humanos. Tratar movimentos sociais como criminosos tem sido prática constante do governo e de várias instituições públicas do Rio Grande do Sul nos últimos anos, o que é inaceitável e anti-democrático.
Chega de criminalização, pela livre organização e manifestação, por justiça e direitos humanos para todos e todas.
Porto Alegre, 21 de agosto de 2009.
Coordenação Estadual MNDH-RS
NOTA OFICIAL
A ABGLT – Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais – é uma entidade de abrangência nacional que congrega 220 organizações congêneres e tem como objetivo a defesa e promoção da cidadania desses segmentos da população. A ABGLT também é atuante internacionalmente e tem status consultivo junto ao Conselho Econômico e Social da Organização das Nações Unidas.
A ABGLT recebe com pesar a notícia da morte do trabalhador rural sem-terra e pequeno agricultor, ocorrida em São Gabriel, Rio Grande do Sul, em 21.08.2009. A ABGLT lamenta profundamente o trágico desfecho da ação de desocupação da fazenda Southall em São Gabriel, realizada pela Brigada Militar do Rio Grande do Sul, que resultou na morte do agricultor Elton Brum da Silva pela polícia.
A ABGLT entende que o direito a terra, alimentação, saúde, educação, lazer, cultura, esporte, livre orientação sexual e identidade de gênero são direitos inalienáveis e que aqueles que lutam por este direito não podem ter como resposta a omissão do Estado e a repressão policial. Por uma cultura de paz, sem violência, por uma polícia que respeite os Direitos Humanos de Todos e Todas, pelo direito à Terra.
Toni Reis – Presidente
NOTA PÚBLICA
O Centro de Estudos, Pesquisa e Direitos Humanos (CEPDH) manifesta sua indignação à ação da Brigada Militar do estado do Rio Grande do Sul na desocupação da Fazenda Southal, que resultou na morte de Elton Brum da Silva, além de dezenas de pessoas feridas, na manhã do dia 21 de agosto de 2009, em São Gabriel.
O CEPDH manifesta seu apoio e solidariedade aos integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra e à família de Elton Brum da Silva e todos/as os/as feridos/as, manifestando-se ainda contra a criminalização dos movimentos sociais que está em prática no Rio Grande do Sul.
A forma agressiva e truculenta da ação da Brigada Militar é inaceitável, pois reflete uma agressão à democracia e aos que se organizam para lutar por seus direitos fundamentais.
É de extrema importância que o relacionamento da sociedade com as forças da ordem seja marcado pelo respeito, e não pela agressão (como é próprio nos regimes ditatoriais).
Assim, esperamos que haja das autoridades competentes uma rigorosa investigação e punição dos responsáveis diretos e indiretos, com a maior brevidade.
Caxias do Sul, 21 de agosto de 2009.
Centro de Estudos, Pesquisa e Direitos Humanos – CEPDH
CTB repudia assassinato de trabalhador sem-terra no Rio Grande do Sul
Desde que a Fazenda Southall foi declarada improdutiva pelo Incra e determinada a desapropriação dos mais de 13 mil hectares de terra, os conflitos são eminentes no município de São Gabriel. O desfecho previsto há anos se consumou na manhã de hoje (21), com o covarde assassinato do trabalhador rural sem-terra Elton Brum da Silva, 44 anos, vítima de um tiro, durante a desocupação pela Brigada Militar na Fazenda Southall.
Mais uma vez o Governo do Estado demonstra que o jeito tucano de governar é através da covardia, do abuso do comando, da brutalidade sem precedentes na história dos gaúchos, um povo de tradição democrática, que se vê diante selvageria promovida pelo braço armado do Governo - a Brigada Militar – sob o comando de Yeda Crusius.
A CTB – Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil manifesta seu mais impetuoso repúdio a ação da Brigada Militar e responsabiliza o Governo do Rio Grande do Sul pelo assassinato desse trabalhador rural e exige punição.
Não aceitamos que o Estado seja instrumento para defender a propriedade privada e em contrapartida trate os movimentos sociais à bala. Nenhum tipo de repressão poderá conter nosso sonho de uma sociedade justa e igualitária. Os movimentos sociais não vão recuar no livre direito de manifestação democrática.
Reforma agrária já! Essa luta é nossa!
CTB RS - Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil
Queremos manifestar nossa solidariedade aos companheiros (as) do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra e familiares do trabalhador rural assassinado brutalmente e demais companheiros que estão feridos no hospital após ato violento da Brigada Militar em São Gabriel.
Repudiamos veemente o ato da Brigada Militar e a governadora, pois, esqueceram, mais uma vez, que não estamos sobre um AI – 5, ou qualquer outro ato inconstitucional que reprima com tanta violência a liberdade de expressão da sociedade. O novo jeito de governar de Yeda é expressão viva da volta do passado, pois foi a partir desta gestão que a violência contra os movimentos que lutam pelos direitos dos cidadãos passaram a ser reprimidos com tal brutalidade.
Saudações.
Movimento de Mulheres Camponesas.
fonte
http://www.mst.org.br/node/7988
Sem terra é executado com tiro nas costas pela polícia gaúcha
Sem terra é executado com tiro nas costas pela polícia gaúcha
O agricultor sem terra Elton Brum, 44 anos, pai de dois filhos, foi morto na manhã desta sexta-feira, com um tiro de espingarda calibre 12 nas costas, disparado por um homem da Brigada Militar, durante ação de despejo na fazenda Southal que deixou dezenas de feridos. Primeira explicação da Brigada disse que Elton tinha sofrido um "mal subito". No final da tarde, MST divulgou fotos do corpo do sem terra, comprovando que ele foi atingido pelas costas. Em nota oficial, movimento responsabilizou o governo Yeda Crusius, o Ministério Público gaúcho e o Judiciário pelo assassinato.
Clarissa Pont
PORTO ALEGRE - O sem terra Elton Brum da Silva foi morto na manhã desta sexta-feira (21) em São Gabriel, no Rio Grande do Sul, com um tiro pelas costas, desferido por uma espingarda calibre 12 durante desocupação, pela Brigada Militar (a Polícia Militar gaúcha), da Fazenda Southall. O assassinato ocorreu por volta das 8 horas da manhã. Elton deu entrada no hospital quase duas horas depois. O MST, em nota oficial, lamentou com pesar o ocorrido e responsabilizou o governo Yeda Crusius (PSDB), o Ministério Público do RS e a Justiça. Não é a primeira vez que a Brigada Militar usa de truculência durante reintegrações de posse, aliás, a violência contra os movimentos sociais instaurada desde o início do Governo Yeda denota opção clara por tratar as questões sociais, como a Reforma Agrária, como caso de polícia.
“Eu não tava próximo tão próximo no momento dos tiros porque a gente se dividiu em dois grupos. Quando Elton foi atingido, ele estava na frente da trincheira e a cavalaria da Brigada entrou por trás, eram cerca de 80 deles, com espadas. A ação foi muito violenta, tem companheiro nosso com a perna cortada por espada. Quando eu ouvi os disparos, a gente tentou ver o que tinha acontecido, mas foi formado um cordão ao redor pelo batalhão. Nós não podíamos nem abrir os olhos, todos no chão, e eles continuavam batendo. Isso durou uns vinte minutos. Bombas de gás foram jogadas nas crianças, que estavam em grupo que tentávamos proteger. Depois que tudo acalmou, deixaram que nós entrássemos de 10 em 10 pessoas para recolher colchões e coisas do gênero. Foi aí que vimos que, onde aconteceram os tiros, havia uma lona preta, com muito sangue embaixo”.
O relato é de Rodrigo Escobar, militante do MST, que esteve na ação em São Gabriel. Na conversa por telefone com Carta Maior, Escobar contou que muitas crianças foram levadas ao hospital e que os números de feridos divulgados pela imprensa durante o dia não são nem uma pequena amostra do que aconteceu na Fazenda Southall. Além disso, relatou que o comando da ação movida pela Brigada era confuso, e que nem os próprios oficiais presentes se entendiam. “Enquanto uns mandavam ir pra cima, outros diziam para recuar”, disse. Quase duas horas depois, Brum chegou sem vida ao Hospital Santa Casa de Caridade, por volta das 9h40min da manhã. Uma mulher e uma criança também ficaram feridas no confronto, provavelmente com estilhaços do disparo que atingiu o militante.
Nas primeiras horas da manhã, as informações repassadas à imprensa pela Brigada Militar atribuíam a morte de Brum a um mal súbito. O assassinato só foi confirmado na metade da manhã. O ex-ouvidor agrário do Governo Yeda e também ex-ouvidor da Segurança Pública, Adão Paiani, disse que o sem-terra Brum foi morto pela Brigada Militar. Paiani relatou que foi procurado, na condição de ex-ouvidor da segurança pública, por um oficial da BM que assistiu à desocupação da fazenda. Esse oficial teria relatado que o manifestante foi morto durante discussão com um oficial da BM que atua na região da Fronteira. Brum teria dito alguns palavrões para o oficial, que revidou com um tiro de espingarda. O próprio oficial e alguns soldados teriam providenciado a remoção de Brum, ainda vivo, para o hospital de São Gabriel, numa viatura da BM. Ele não portava arma de fogo.
"Extremamente profissional"
Lisiane Vilagrande, promotora de São Gabriel, acompanhou a ação da Brigada durante a desocupação desde as 5h da manhã desta sexta-feira. Segundo ela, a ação “foi extremamente profissional. Em momento nenhum eu senti alguma tensão ou nervosismo por parte dos policias militares que executavam a ação. Foi tudo muito rápido”. No entanto, a promotora não soube precisar a que distância acompanhou a ação. “Fiquei a uma distância razoável, em um ponto mais alto. Nós tínhamos uma visão, mas relativamente limitada. E, além disso, acho que para minha própria segurança, o coronel me manteve a uma distância adequada. Eu estava mais próxima do que a imprensa, mas eu estava bem distante do acampamento em si”. A promotora apenas admitiu ter escutado tiros, e também testemunhou o uso de bombas de efeito moral, de som e de gás lacrimogêneo.
O ouvidor agrário do Ministério Desenvolvimento Agrário (MDA), Gercino Silva, saiu de Brasília no início da tarde rumo ao Rio Grande do Sul. Gercino esteve diversas vezes no Rio Grande do Sul, inclusive na época em que era discutida a desapropriação da Fazenda Southall. A avaliação dele ainda é aguardada. Para o presidente da Comissão de Cidadania e Direitos Humanos (CCDH), da Assembléia Legislativa do RS, deputado Dionilso Marcon (PT) “é de conhecimento público a truculência usada pela Brigada Militar nas ações de despejo. Mesmo assim, os poderes públicos optam por tratar as questões sociais, como a reforma agrária, como caso de polícia. Dias atrás a Brigada Militar já usou métodos de tortura física para inibir manifestações dos trabalhadores rurais no município de São Gabriel”.
No final da tarde, o MST divulgou duas fotos do corpo de Elton Brum com perfurações nas costas, comprovando que foi baleado por trás, com uma espingarda calibre 12.
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revista Seleções em crise
Reader’s Digest escancara crise
Revista americana quer trocar parte da dívida com credores pela propriedade da empresa
Nem a mais popular publicação de interesse geral dos EUA, a revista Reader’s Digest – conhecida no Brasil como Seleções –, escapou da crise que afeta o mercado editorial: a editora que a publica anunciou que pretende entrar com pedido de recuperação judicial, com um plano para trocar parte da sua dívida pela propriedade da empresa.
A Reader’s Digest Association Inc., que desde 2007 pertence à firma nova-iorquina Ripplewood Holdings, disse ter chegado a um acordo de princípios com a maioria dos seus credores para obter o relaxamento de parte da dívida de US$ 1,6 bilhão (R$ 2,9 bilhões). Os credores receberão em troca a propriedade da empresa. O pedido não inclui as operações fora dos EUA e é fruto de um contexto de declínio na circulação, de grande endividamento e de redução drástica na receita com publicidade, um problema que vem afetando toda a indústria.
A Reader’s Digest, revista mensal fundada em 1922 com uma seleção de artigos resumidos de outras publicações, busca um nicho de mercado enquanto a internet desmonta os tradicionais modelos de negócios da indústria das revistas. Em junho, a empresa anunciou o corte da garantia de circulação oferecida aos anunciantes de 8 milhões de exemplares para 5,5 milhões, e a redução de sua periodicidade de 12 para 10 edições anuais.
A diretora executiva da Reader’s Digest, Mary Berner, diz que o acordo com os credores é fruto de “meses de intensa análise estratégica dos problemas no balanço patrimonial”. Ao todo, a empresa espera reduzir sua dívida de US$ 2,2 bilhões para US$ 550 milhões após a reorganização. A companhia disse que buscará novos acordos com seus credores e outros envolvidos antes de fazer o pedido formal de recuperação judicial, em cerca de um mês.
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
PARE DE FUMAR - 21% dos curitibanos têm o hábito de fumar
PARE DE FUMAR - 21% dos curitibanos têm o hábito de fumar
Curitiba é a segunda cidade do Brasil em número de fumantes com idade a partir de 15 anos. A informação é do inquérito domiciliar feito pelo Instituto Nacional do Câncer e Secretaria Municipal da Saúde (SMS) entre 2002 e 2003 em quinze capitais. O estudo mostrou que 21% da população curitibana fuma. A primeira é Porto Alegre, com 25%. No Brasil, a média de fumantes é de 19%.
De acordo com a Organização Mundial de Saúde, o tabagismo é responsável por 30% das mortes por câncer; 90% das mortes por câncer de pulmão; 85% das mortes por enfisema pulmonar; 25% das mortes por enfarto do miocárdio e 25% das mortes por acidente vascular cerebral (AVC ou derrame).
"Portanto, o hábito de fumar é responsável por seis das dez causas de morte mais freqüentes entre a população de Curitiba", informou o coordenador do Programa de Controle do Tabagismo na SMS, o médico epidemiologista João Alberto Lopes Rodrigues. No Brasil, a estimativa é de que cerca de 200 mil mortes por ano são decorrentes do tabagismo.
Para controlar a dependência e suas conseqüências, a Prefeitura de Curitiba mantém dois serviços de referência nas unidades de saúde, Ouvidor Pardinho e Vila Hauer que oferecem consultas, reuniões de grupos e medicamentos específicos para ajudar o fumante a deixar o cigarro. Cerca de 1,6 mil pessoas já foram atendidas pelo serviço.
ADESIVO GRATUITOS
A decisão de parar de fumar exige mudanças de comportamento, alteração de hábitos e terapia, muitas vezes com medicamentos. A prefeitura oferece gratuitamente adesivos que nas farmácias custam em média R$ 45,00 o pacote com sete unidades; e chicletes de nicotina que custam em torno de R$ 35,00, com 30 unidades. A última etapa do tratamento consiste na participação das reuniões, uma vez por mês, durante um ano.
A fisioterapeuta Eliane Fortes destaca que o índice de 40% de recuperação é bastante positivo. "O resultado é positivo, porque é preciso lembrar a dificuldade que as pessoas enfrentam no seu dia a dia,
quando convivem com fumantes em seus ambientes de trabalho, por exemplo". Atuar na prevenção e na educação, diz ela, é tão importante quanto o tratamento.
A participação nos grupos de dependentes do tabaco atendidos pela Secretaria da Saúde na Unidade começa com entrevistas e avaliação física e psicológica. Depois da entrevista, o dependente do tabaco é inscrito numa lista de espera e participa de reuniões semanais, de 1h30 de duração, durante um ano.
AMBIENTES
Além do tratamento oferecido nas duas unidades, a Secretaria Municipal da Saúde desenvolve também programas de combate ao tabaco em parceria com empresas públicas e privadas oferecendo orientação na implantação de ambientes livres de cigarro.
Através de palestras e informativos, as empresas destinam lugares específicos nas instituições para os fumantes. A meta do programa é monitorar os locais certificados como Ambiente Livre de Cigarro e estimular os fumantes que desejam abandonar vício.
"A estratégia é estender o programa de combate ao tabagismo a diferentes ambientes da sociedade, incentivando uma vida mais saudável, principalmente nos ambientes de trabalho onde as pessoas passam maior parte do tempo", explica o coordenador do programa, João Alberto Lopes Rodrigues.
O resultado, afirma, tem sido positivo e a parceria da secretaria inclui material com informações sobre efeitos do cigarro e apoio para os trabalhadores fumantes que querem deixar o vício. Já são ambientes livres de cigarro as unidades municipais de saúde, as creches e escolas, o prédio central da Prefeitura de Curitiba e várias secretarias municipais. O programa treina profissionais para atender os grupos de fumantes e ampliar o atendimento nas Unidades de Saúde Ouvidor Pardinho e Vila Hauer.
FONTE
http://www.inca.gov.br/tabagismo/atualidades/ver.asp?id=637