6ª Jornada de Agroecologia
O encontro foi realizado em Cascavel (PR) nos dias 11 a 14 de julho e reuniu mais de 5 mil pessoas.
sexta-feira, 31 de julho de 2009
Abuso de expressões estrangeiras na publicidade brasileira
Diretor da Transparência Brasil critica abuso de expressões estrangeiras
O jornalista Claudio Weber Abramo publicou nesta quinta-feira (30) texto em seu blog (http://colunistas.ig.com.br/claudioabramo) em que critica o abuso de expressões estrangeiras na publicidade brasileira. Batizado de “O caráter na língua”, o texto foi “escrito alguns anos atrás, mas ainda (é) atual”.
“Os jornais, o rádio, a TV, os outdoors têm sido responsáveis por uma verdadeira campanha de demolição da língua nacional, o patrimônio cultural mais importante de todos. O curioso é que, às vezes, procuram ridicularizar os outros”, escreve.
Weber Abramo é bacharel em matemática pela USP e mestre em Filosofia da Ciência pela Unicamp e diretor da Transparência Brasil, organização fundada em 2000 para atuar no combate à corrupção. Antes de unir-se à Transparência Brasil, Weber Abramo trabalhou como jornalista.
Ele é filho de Claudio Abramo, um dos mais importantes jornalistas do Brasil, responsável pela modernização de O Estado de S. Paulo e da Folha de S. Paulo nas décadas 1950, 60 e 70. Weber Abramo organizou o livro “A Regra do Jogo”, um apanhado de memórias e artigos do pai, peça fundamental para se compreender o jornalismo no Brasil.
Leia o texto de Claudio Weber Abramo.
O caráter na língua
Outro dia, encontrando-nos presos no trânsito de uma rua dos Jardins, em São Paulo, a pessoa que me acompanhava teve a atenção despertada pelos dizeres de uma vitrina: “SALE”. Por um momento, imaginamos tratar-se o proprietário de um xenófobo, que estaria desse modo exprimindo falta de disponibilidade de atender clientes de língua espanhola: “fora daqui, cucaracho”. Ou, quiçá, era uma mercearia freqüentada por italianos, que anunciava dispor de sal em abundância. Descartamos como improvável a hipótese francesa, pois dificilmente um lojista apregoaria estar seu estabelecimento encardido. Logo, porém, demo-nos conta de que a explicação era outra, pois outra era a língua — tratava-se de uma liquidação, apregoada em inglês.
Motivados por tal revelação, começamos a prestar mais atenção nas placas dispostas ao longo da rua: uma lista interminável de denominações estrangeiradas, umas com palavras existentes, outras grafadas erroneamente, outras ainda fruto de imaginações frenéticas. Seria decerto temerário deduzir que todos aqueles estabelecimentos comerciais tivessem adotado o idioma inglês como trade lingo por conta da necessidade de se fazer inteligíveis às classes alta e média alta, suas frequentadoras. Afinal, a burguesia brasileira certamente não se caracteriza pela amplitude das experiências culturais. Embora maneje com excepcional maestria os mecanismos do overnight, do open market, do gold trade, do dollar black market e de outros gêneros de ociosidade financeira, sua familiaridade com a língua — qualquer língua — não é o que se poderia chamar de íntima. Na verdade, tal público é atraído pela mera simbologia do idioma estrangeiro, que por ser estrangeiro é considerado chique, “moderno”, acima da massa. É por isso que o pessoal pede “salmon”, com biquinho, em vez de salmão. Os nomes das lojas, os dizeres, as designações de comidas nos cardápios (outro dia lia-se “ngoch” numa cantina; eram inhoques, ou seja, gnocchi) são, creio, o que os comunicólogos chamam de signos sem significado. Que nomes de lojas não precisem significar coisa alguma ainda vá lá; mas é grave que enunciados pretensamente informativos padeçam do mesmo defeito.
Embora não sejam responsáveis pelo fenômeno, os publicitários brasileiros, príncipes do equívoco, contribuem valentemente para sua disseminação, acumpliciados com as empresas que usam seus serviços. Vira e mexe, os comerciais começam a falar estrangeiro. Ora, a população que assiste TV mal entende português, que dizer dessa algaravia.
Naturalmente, a proficiência dos publicitários no uso do inglês só é pior do que sua falta de desenvoltura com o português. Os erros são freqüentes e, às vezes, hilariantes. Assim, por exemplo, num anúncio de calças tipo rancheiro (ou jeans), uma moça traduz, para um norte-americano de quem se subtraiu essa peça de vestuário, perguntas formuladas por um delegado de polícia. Os guardas que circulam pela delegacia (ou seria mais adequado dizer precinct?) vestem uniformes como os dos tiras do seriado “Os Intocáveis”. Em meio ao diálogo, o policial pergunta: “Sua altura?”. Ao que a moça solicitamente repete: “Your Highness?”. Assim transformada em Alteza, a vítima do roubo recebe de presente do delegado um novo par de calças, em mais uma demonstração explícita de que esse pessoal todo está aí mesmo é para servir ao patrão. No fim, adentra a cena o grupo de meliantes que arrancara as calças do turista. Vestidos como porto-riquenhos do East Harlem ou chicanos de Los Angeles, são levados ao encontro da lei.
Em outro canal, prossegue uma novela que pretensamente retrata “o Brasil que o Brasil não conhece”. A trama passa-se numa companhia de rodeios, essa manifestação cultural tão genuinamente tupiniquim. Todo mundo se veste como personagens de filmes classe “B” de caubói (cow-boy, ou seja, atendente-de-vaca). Também ouviam muita música country, que a pretensiosa ignorância nacional pronuncia “cáuntri”, em geral com a boca cheia, orgulhosa do cosmopolitismo, igual ao que sucede nas épocas eleitorais, quando os broches dos candidatos são designados, vocalmente e por escrito, como “bottons”, misto de button e bottom, quer dizer, “fundo”, ou “bunda”. Pensando bem, não fosse a falta de imaginação da turma, isso poderia até ser proposital, pois certos candidatos até mereceriam ter sua bunda presa às lapelas dos cabos eleitorais.
De volta à novela, às vezes entrava em cena um narrador onisciente, locutor de rádio instalado numa estação dotada de grande vidraça que dá para a rua, expediente diretamente extraído do chatíssimo filme Do The Right Thing, de um film-maker negro e racista. Neste, por sua vez, o macete era inspirado num outro filme, cujo título foge à memória, no qual se descrevia a corrida solitária de um motorista (feito por Steve McQueen) que desafiava as polícias rodoviárias de vários Estados dos EUA para vencer uma aposta. Um locutor, negro e cego (talvez houvesse aí algum simbolismo), acompanhava, torcendo, as vicissitudes do herói. Terminou espancado. Era mais um desses filmes com começo, meio e fim que os americanos fazem [ou faziam] tão bem, dedicado ao elogio do individualismo, derrotado pelas forças da sociedade organizada (momentaneamente, até o próximo filme).
Mas me desvio. Os jornais, o rádio, a TV, os outdoors têm sido responsáveis por uma verdadeira campanha de demolição da língua nacional, o patrimônio cultural mais importante de todos. O curioso é que, às vezes, procuram ridicularizar os outros. Assim, por exemplo, os jornais se compraziam em gozar um ministro do Trabalho por ter este cunhado a expressão “imexível” (muitas vezes em seções de notas repletas de agressões sintáticas e semânticas ao idioma pátrio); mas foram esses mesmos jornais que inventaram o inexistente “imperdível”.
Publicado originalmente em http://colunistas.ig.com.br/claudioabramo/2009/07/30/o-carater-na-lingua/
FONTE
http://www.aenoticias.pr.gov.br/modules/news/article.php?storyid=49236
O jornalista Claudio Weber Abramo publicou nesta quinta-feira (30) texto em seu blog (http://colunistas.ig.com.br/claudioabramo) em que critica o abuso de expressões estrangeiras na publicidade brasileira. Batizado de “O caráter na língua”, o texto foi “escrito alguns anos atrás, mas ainda (é) atual”.
“Os jornais, o rádio, a TV, os outdoors têm sido responsáveis por uma verdadeira campanha de demolição da língua nacional, o patrimônio cultural mais importante de todos. O curioso é que, às vezes, procuram ridicularizar os outros”, escreve.
Weber Abramo é bacharel em matemática pela USP e mestre em Filosofia da Ciência pela Unicamp e diretor da Transparência Brasil, organização fundada em 2000 para atuar no combate à corrupção. Antes de unir-se à Transparência Brasil, Weber Abramo trabalhou como jornalista.
Ele é filho de Claudio Abramo, um dos mais importantes jornalistas do Brasil, responsável pela modernização de O Estado de S. Paulo e da Folha de S. Paulo nas décadas 1950, 60 e 70. Weber Abramo organizou o livro “A Regra do Jogo”, um apanhado de memórias e artigos do pai, peça fundamental para se compreender o jornalismo no Brasil.
Leia o texto de Claudio Weber Abramo.
O caráter na língua
Outro dia, encontrando-nos presos no trânsito de uma rua dos Jardins, em São Paulo, a pessoa que me acompanhava teve a atenção despertada pelos dizeres de uma vitrina: “SALE”. Por um momento, imaginamos tratar-se o proprietário de um xenófobo, que estaria desse modo exprimindo falta de disponibilidade de atender clientes de língua espanhola: “fora daqui, cucaracho”. Ou, quiçá, era uma mercearia freqüentada por italianos, que anunciava dispor de sal em abundância. Descartamos como improvável a hipótese francesa, pois dificilmente um lojista apregoaria estar seu estabelecimento encardido. Logo, porém, demo-nos conta de que a explicação era outra, pois outra era a língua — tratava-se de uma liquidação, apregoada em inglês.
Motivados por tal revelação, começamos a prestar mais atenção nas placas dispostas ao longo da rua: uma lista interminável de denominações estrangeiradas, umas com palavras existentes, outras grafadas erroneamente, outras ainda fruto de imaginações frenéticas. Seria decerto temerário deduzir que todos aqueles estabelecimentos comerciais tivessem adotado o idioma inglês como trade lingo por conta da necessidade de se fazer inteligíveis às classes alta e média alta, suas frequentadoras. Afinal, a burguesia brasileira certamente não se caracteriza pela amplitude das experiências culturais. Embora maneje com excepcional maestria os mecanismos do overnight, do open market, do gold trade, do dollar black market e de outros gêneros de ociosidade financeira, sua familiaridade com a língua — qualquer língua — não é o que se poderia chamar de íntima. Na verdade, tal público é atraído pela mera simbologia do idioma estrangeiro, que por ser estrangeiro é considerado chique, “moderno”, acima da massa. É por isso que o pessoal pede “salmon”, com biquinho, em vez de salmão. Os nomes das lojas, os dizeres, as designações de comidas nos cardápios (outro dia lia-se “ngoch” numa cantina; eram inhoques, ou seja, gnocchi) são, creio, o que os comunicólogos chamam de signos sem significado. Que nomes de lojas não precisem significar coisa alguma ainda vá lá; mas é grave que enunciados pretensamente informativos padeçam do mesmo defeito.
Embora não sejam responsáveis pelo fenômeno, os publicitários brasileiros, príncipes do equívoco, contribuem valentemente para sua disseminação, acumpliciados com as empresas que usam seus serviços. Vira e mexe, os comerciais começam a falar estrangeiro. Ora, a população que assiste TV mal entende português, que dizer dessa algaravia.
Naturalmente, a proficiência dos publicitários no uso do inglês só é pior do que sua falta de desenvoltura com o português. Os erros são freqüentes e, às vezes, hilariantes. Assim, por exemplo, num anúncio de calças tipo rancheiro (ou jeans), uma moça traduz, para um norte-americano de quem se subtraiu essa peça de vestuário, perguntas formuladas por um delegado de polícia. Os guardas que circulam pela delegacia (ou seria mais adequado dizer precinct?) vestem uniformes como os dos tiras do seriado “Os Intocáveis”. Em meio ao diálogo, o policial pergunta: “Sua altura?”. Ao que a moça solicitamente repete: “Your Highness?”. Assim transformada em Alteza, a vítima do roubo recebe de presente do delegado um novo par de calças, em mais uma demonstração explícita de que esse pessoal todo está aí mesmo é para servir ao patrão. No fim, adentra a cena o grupo de meliantes que arrancara as calças do turista. Vestidos como porto-riquenhos do East Harlem ou chicanos de Los Angeles, são levados ao encontro da lei.
Em outro canal, prossegue uma novela que pretensamente retrata “o Brasil que o Brasil não conhece”. A trama passa-se numa companhia de rodeios, essa manifestação cultural tão genuinamente tupiniquim. Todo mundo se veste como personagens de filmes classe “B” de caubói (cow-boy, ou seja, atendente-de-vaca). Também ouviam muita música country, que a pretensiosa ignorância nacional pronuncia “cáuntri”, em geral com a boca cheia, orgulhosa do cosmopolitismo, igual ao que sucede nas épocas eleitorais, quando os broches dos candidatos são designados, vocalmente e por escrito, como “bottons”, misto de button e bottom, quer dizer, “fundo”, ou “bunda”. Pensando bem, não fosse a falta de imaginação da turma, isso poderia até ser proposital, pois certos candidatos até mereceriam ter sua bunda presa às lapelas dos cabos eleitorais.
De volta à novela, às vezes entrava em cena um narrador onisciente, locutor de rádio instalado numa estação dotada de grande vidraça que dá para a rua, expediente diretamente extraído do chatíssimo filme Do The Right Thing, de um film-maker negro e racista. Neste, por sua vez, o macete era inspirado num outro filme, cujo título foge à memória, no qual se descrevia a corrida solitária de um motorista (feito por Steve McQueen) que desafiava as polícias rodoviárias de vários Estados dos EUA para vencer uma aposta. Um locutor, negro e cego (talvez houvesse aí algum simbolismo), acompanhava, torcendo, as vicissitudes do herói. Terminou espancado. Era mais um desses filmes com começo, meio e fim que os americanos fazem [ou faziam] tão bem, dedicado ao elogio do individualismo, derrotado pelas forças da sociedade organizada (momentaneamente, até o próximo filme).
Mas me desvio. Os jornais, o rádio, a TV, os outdoors têm sido responsáveis por uma verdadeira campanha de demolição da língua nacional, o patrimônio cultural mais importante de todos. O curioso é que, às vezes, procuram ridicularizar os outros. Assim, por exemplo, os jornais se compraziam em gozar um ministro do Trabalho por ter este cunhado a expressão “imexível” (muitas vezes em seções de notas repletas de agressões sintáticas e semânticas ao idioma pátrio); mas foram esses mesmos jornais que inventaram o inexistente “imperdível”.
Publicado originalmente em http://colunistas.ig.com.br/claudioabramo/2009/07/30/o-carater-na-lingua/
FONTE
http://www.aenoticias.pr.gov.br/modules/news/article.php?storyid=49236
quinta-feira, 30 de julho de 2009
Paraná é escolhido para sediar os congressos brasileiro e latino-americano de agroecologia
Paraná é escolhido para sediar os congressos brasileiro e latino-americano de agroecologia
O Paraná foi escolhido para sediar o VI Congresso Brasileiro de Agroecologia e do II Congresso Latino-Americano de Agroecologia. Os dois eventos serão realizados em Curitiba, entre 9 e 12 de novembro, e reunirão as principais autoridades em produção agroecológica. O evento vai ocorrer na Universidade Positivo, com a participação de 3 mil pesquisadores, técnicos, cientistas, agricultores e representantes de movimentos sociais de vários países.
Para o secretário da Agricultura e do Abastecimento, Valter Bianchini, a escolha do Paraná para sediar o evento representa reconhecimento nacional e internacional aos esforços do Estado para ampliar as ações de agroecologia e de agricultura orgânica em todas as regiões.
Nesse encontro estarão as lideranças brasileiras e latino-americanas mais respeitadas do setor, como representantes das organizações, governamentais ou não, representantes dos governos federal, estadual e municipais e universidades. “Será o momento de avaliação dos avanços da agricultura agroecológica e quais os desafios que terá pela frente. E ainda de intercâmbio de experiências”, disse o secretário.
ESCOLHA – O Paraná venceu a disputa com outros estados para sediar os dois congressos, que promoverão intercâmbio de informações, experiências e divulgação de pesquisas em agroecologia. Bianchini ressaltou que o Paraná tem sido referência internacional na produção agroecológica. Ele atribui a escolha às ações do governo estadual, como a luta pela valorização da soja convencional e a criação do Centro Paranaense de Referência em Agroecologia (CPRA), que funciona no Parque Newton Freire Maia, em Pinhais, Região Metropolitana de Curitiba. Bianchini acrescentou que também os esforços da extensão rural e da pesquisa em apoiar o cultivo da agricultura orgânica, com a oferta de técnicas e variedades novas, contribuíram para que o Paraná fosse sede dos eventos.
“Como o Paraná é um estado onde predomina a pequena e média propriedade e a agricultura familiar, que tem a preocupação de agregar mais valor à produção, respeitando o meio ambiente, a agroecologia teve boa repercussão junto ao agricultor”, avaliou Bianchini. “Para o estado, é importante que se conheça o que está sendo feito no campo e o que está previsto para o futuro”, acrescentou.
Bianchini ressaltou que a agroecologia ganhou peso no Estado, com a recém-criada Câmara Setorial de Agroecologia e Agricultura Orgânica, que está elaborando um plano estadual para atender as expectativas dos integrantes da cadeia produtiva da agroecologia. “Esperamos dar impulso a esse setor respaldado pelo avanço das pesquisas”, disse.
PRODUÇÃO – Atualmente, o Paraná tem forte presença da produção de legumes e verduras orgânicas nas regiões dos cinturões metropolitanos. E destaca-se também na produção de soja, café, frutas, cachaça, açúcar mascavo e erva-mate. O estado com aproximadamente 5 mil produtores, responsáveis por uma produção de 94 mil toneladas de produtos e a área cultivada atinge 14 mil hectares no Estado.
Para o diretor-presidente do CPRA, Airton Brisolla, a realização do congresso brasileiro e latino-americano no Paraná será uma oportunidade de integração entre instituições e pessoas que trabalham com agroecologia. “Certamente profissionais, pesquisadores, estudantes e representantes dos governos e das ONGs vão se conhecer melhor, vão estabelecer um diálogo de parceiros”, destacou. Para Brisolla é importante repartir esforços para buscar soluções conjuntas para os entraves que retardam e dificultam maior aceitação da agroecologia nos vários setores envolvidos com a produção agrícola e o meio ambiente.
A realização dos dois congressos representa um comprometimento do governo do Paraná com a agenda 21, preconizada na Eco-92, realizada naquele ano no Rio de Janeiro. “Ali se dizia que a agricultura do futuro deveria ser sustentável”, lembrou o diretor do CPRA, Filipe Farhat.
fonte
http://www.aenoticias.pr.gov.br/modules/news/article.php?storyid=49220
O Paraná foi escolhido para sediar o VI Congresso Brasileiro de Agroecologia e do II Congresso Latino-Americano de Agroecologia. Os dois eventos serão realizados em Curitiba, entre 9 e 12 de novembro, e reunirão as principais autoridades em produção agroecológica. O evento vai ocorrer na Universidade Positivo, com a participação de 3 mil pesquisadores, técnicos, cientistas, agricultores e representantes de movimentos sociais de vários países.
Para o secretário da Agricultura e do Abastecimento, Valter Bianchini, a escolha do Paraná para sediar o evento representa reconhecimento nacional e internacional aos esforços do Estado para ampliar as ações de agroecologia e de agricultura orgânica em todas as regiões.
Nesse encontro estarão as lideranças brasileiras e latino-americanas mais respeitadas do setor, como representantes das organizações, governamentais ou não, representantes dos governos federal, estadual e municipais e universidades. “Será o momento de avaliação dos avanços da agricultura agroecológica e quais os desafios que terá pela frente. E ainda de intercâmbio de experiências”, disse o secretário.
ESCOLHA – O Paraná venceu a disputa com outros estados para sediar os dois congressos, que promoverão intercâmbio de informações, experiências e divulgação de pesquisas em agroecologia. Bianchini ressaltou que o Paraná tem sido referência internacional na produção agroecológica. Ele atribui a escolha às ações do governo estadual, como a luta pela valorização da soja convencional e a criação do Centro Paranaense de Referência em Agroecologia (CPRA), que funciona no Parque Newton Freire Maia, em Pinhais, Região Metropolitana de Curitiba. Bianchini acrescentou que também os esforços da extensão rural e da pesquisa em apoiar o cultivo da agricultura orgânica, com a oferta de técnicas e variedades novas, contribuíram para que o Paraná fosse sede dos eventos.
“Como o Paraná é um estado onde predomina a pequena e média propriedade e a agricultura familiar, que tem a preocupação de agregar mais valor à produção, respeitando o meio ambiente, a agroecologia teve boa repercussão junto ao agricultor”, avaliou Bianchini. “Para o estado, é importante que se conheça o que está sendo feito no campo e o que está previsto para o futuro”, acrescentou.
Bianchini ressaltou que a agroecologia ganhou peso no Estado, com a recém-criada Câmara Setorial de Agroecologia e Agricultura Orgânica, que está elaborando um plano estadual para atender as expectativas dos integrantes da cadeia produtiva da agroecologia. “Esperamos dar impulso a esse setor respaldado pelo avanço das pesquisas”, disse.
PRODUÇÃO – Atualmente, o Paraná tem forte presença da produção de legumes e verduras orgânicas nas regiões dos cinturões metropolitanos. E destaca-se também na produção de soja, café, frutas, cachaça, açúcar mascavo e erva-mate. O estado com aproximadamente 5 mil produtores, responsáveis por uma produção de 94 mil toneladas de produtos e a área cultivada atinge 14 mil hectares no Estado.
Para o diretor-presidente do CPRA, Airton Brisolla, a realização do congresso brasileiro e latino-americano no Paraná será uma oportunidade de integração entre instituições e pessoas que trabalham com agroecologia. “Certamente profissionais, pesquisadores, estudantes e representantes dos governos e das ONGs vão se conhecer melhor, vão estabelecer um diálogo de parceiros”, destacou. Para Brisolla é importante repartir esforços para buscar soluções conjuntas para os entraves que retardam e dificultam maior aceitação da agroecologia nos vários setores envolvidos com a produção agrícola e o meio ambiente.
A realização dos dois congressos representa um comprometimento do governo do Paraná com a agenda 21, preconizada na Eco-92, realizada naquele ano no Rio de Janeiro. “Ali se dizia que a agricultura do futuro deveria ser sustentável”, lembrou o diretor do CPRA, Filipe Farhat.
fonte
http://www.aenoticias.pr.gov.br/modules/news/article.php?storyid=49220
Lei sobre uso de palavras estrangeiras No PARANÁ
Governo do Paraná responde artigo que critica lei sobre uso de palavras estrangeiras -
O Governo do Paraná enviou nesta quarta-feira (29) carta à Redação da revista Veja respondendo artigo do ex-ministro da Fazenda, Maílson da Nóbrega. O ex-ministro, que entregou o cargo com o País vivendo sob uma inflação de 80% ao mês, erra na interpretação da Lei 16.177, que disciplina o uso de palavras estrangeiras em propagandas. O texto não proíbe o uso de termos em outras línguas, mas exige que eles sejam acompanhados da tradução, para serem compreendidos pelas dezenas de milhões de brasileiros que não falam outros idiomas.
Leia a carta.
Ao diretor de Redação da revista Veja
Em resposta ao artigo “Ludopédio no gramado”, do ex-ministro da hiperinflação, Maílson da Nóbrega, o Governo do Paraná esclarece que:
· A Lei Estadual 16.177 trata, apenas e tão somente, do uso de palavras estrangeiras em propagandas. Não se refere a quaisquer outros usos da língua, como títulos de filmes, discos, livros ou clubes de futebol, como parece acreditar o ex-ministro. Também não proíbe o uso de quaisquer expressões estrangeiras. Antes, apenas pede que elas sejam traduzidas, em favor das dezenas de milhões de brasileiros que não falam — e nem precisam — inglês, francês, alemão, italiano ou outros idiomas.
· O governador Roberto Requião, graduado em Direito pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) e em Jornalismo pela antiga Universidade Católica do Paraná, hoje PUC-PR, tem pleno conhecimento de que um idioma como o português brasileiro é algo vivo, de propriedade de centenas de milhões de falantes e, por isso mesmo, em constante mutação, sujeito à influência de palavras e expressões de outras línguas.
· Não é para impedir tal influência que se editou a Lei 16.177. O que querem o governador e os deputados estaduais do Paraná que votaram a favor dela é coibir o ridículo, abusivo e, não raro, inculto e ignorante uso do inglês e de outros idiomas estrangeiros no afã de “sofisticar” mensagens publicitárias. Atribuir à Lei 16.177 efeitos tão perversos como os que cita o ex-ministro é o mesmo que culpar, exclusivamente, Maílson da Nóbrega pela inflação de 80% ao mês durante sua gestão à frente do Ministério da Fazenda.
· Requião quer, apenas, resgatar o bom senso e evitar o ridículo de ver cidades brasileiras coalhadas de propagandas em inglês, apregoando sale, off, delivery, rent, drive thru, personal stylist, personal trainer etc. Fariam melhor a Veja e outros veículos brasileiros se saíssem às ruas e perguntassem aos cidadãos se entendem o que dizem tais palavras.
· Vejamos alguns exemplos do uso abusivo — e, pior, incorreto — de idiomas estrangeiros no Paraná. Um dos shopping centers de Curitiba chama cada um dos vários andares de seu estacionamento de “Deck Park”. Está errado. Em inglês correto, se escreveria Parking Deck.
· Outro caso: um dos hotéis de luxo da cidade, em propaganda de rádio veiculada há algum tempo, convidava executivos para seu café da manhã pomposamente batizado de “Business Coffee”. Novo erro. Café da manhã, em inglês, é Breakfast. Pior ainda — o locutor, provavelmente não versado em inglês, pronunciava coffee sem acentuar a última sílaba. Ouvia-se, assim, cough, tosse, em inglês. Um cidadão britânico ou norte-americano de passagem por Curitiba ouviria, portanto, um convite para uma sessão de “tosse de negócios”, o que quer que seja isso. Há inúmeros outros exemplos, mas não vemos a razão de nos estendermos, aqui.
· Chamamos a atenção, por fim, para a sanha com que os que agora falam em “atentado à liberdade de expressão” se voltam contra o uso do português do presidente Luís Inácio Lula da Silva. Homem de formação simples, Lula traz em seu falar inúmeras marcas do português da Garanhuns de sua infância e do chão de fábrica e das reuniões sindicais do ABC paulista. Nada de errado com isso, concordam os linguistas. O idioma, afinal, é algo vivo, está em constante mutação. Não nesse caso. A liberdade de expressão vale para publicitários, que se autodenominam “criativos”, se apropriando de um adjetivo que travestem de substantivo para se autoglorificarem. Mas nunca, jamais, para a gente simples. Que democracia é essa, ex-ministro?
Atenciosamente
Governo do Paranáhttp://www.aenoticias.pr.gov.br/modules/news/article.php?storyid=49206
O Governo do Paraná enviou nesta quarta-feira (29) carta à Redação da revista Veja respondendo artigo do ex-ministro da Fazenda, Maílson da Nóbrega. O ex-ministro, que entregou o cargo com o País vivendo sob uma inflação de 80% ao mês, erra na interpretação da Lei 16.177, que disciplina o uso de palavras estrangeiras em propagandas. O texto não proíbe o uso de termos em outras línguas, mas exige que eles sejam acompanhados da tradução, para serem compreendidos pelas dezenas de milhões de brasileiros que não falam outros idiomas.
Leia a carta.
Ao diretor de Redação da revista Veja
Em resposta ao artigo “Ludopédio no gramado”, do ex-ministro da hiperinflação, Maílson da Nóbrega, o Governo do Paraná esclarece que:
· A Lei Estadual 16.177 trata, apenas e tão somente, do uso de palavras estrangeiras em propagandas. Não se refere a quaisquer outros usos da língua, como títulos de filmes, discos, livros ou clubes de futebol, como parece acreditar o ex-ministro. Também não proíbe o uso de quaisquer expressões estrangeiras. Antes, apenas pede que elas sejam traduzidas, em favor das dezenas de milhões de brasileiros que não falam — e nem precisam — inglês, francês, alemão, italiano ou outros idiomas.
· O governador Roberto Requião, graduado em Direito pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) e em Jornalismo pela antiga Universidade Católica do Paraná, hoje PUC-PR, tem pleno conhecimento de que um idioma como o português brasileiro é algo vivo, de propriedade de centenas de milhões de falantes e, por isso mesmo, em constante mutação, sujeito à influência de palavras e expressões de outras línguas.
· Não é para impedir tal influência que se editou a Lei 16.177. O que querem o governador e os deputados estaduais do Paraná que votaram a favor dela é coibir o ridículo, abusivo e, não raro, inculto e ignorante uso do inglês e de outros idiomas estrangeiros no afã de “sofisticar” mensagens publicitárias. Atribuir à Lei 16.177 efeitos tão perversos como os que cita o ex-ministro é o mesmo que culpar, exclusivamente, Maílson da Nóbrega pela inflação de 80% ao mês durante sua gestão à frente do Ministério da Fazenda.
· Requião quer, apenas, resgatar o bom senso e evitar o ridículo de ver cidades brasileiras coalhadas de propagandas em inglês, apregoando sale, off, delivery, rent, drive thru, personal stylist, personal trainer etc. Fariam melhor a Veja e outros veículos brasileiros se saíssem às ruas e perguntassem aos cidadãos se entendem o que dizem tais palavras.
· Vejamos alguns exemplos do uso abusivo — e, pior, incorreto — de idiomas estrangeiros no Paraná. Um dos shopping centers de Curitiba chama cada um dos vários andares de seu estacionamento de “Deck Park”. Está errado. Em inglês correto, se escreveria Parking Deck.
· Outro caso: um dos hotéis de luxo da cidade, em propaganda de rádio veiculada há algum tempo, convidava executivos para seu café da manhã pomposamente batizado de “Business Coffee”. Novo erro. Café da manhã, em inglês, é Breakfast. Pior ainda — o locutor, provavelmente não versado em inglês, pronunciava coffee sem acentuar a última sílaba. Ouvia-se, assim, cough, tosse, em inglês. Um cidadão britânico ou norte-americano de passagem por Curitiba ouviria, portanto, um convite para uma sessão de “tosse de negócios”, o que quer que seja isso. Há inúmeros outros exemplos, mas não vemos a razão de nos estendermos, aqui.
· Chamamos a atenção, por fim, para a sanha com que os que agora falam em “atentado à liberdade de expressão” se voltam contra o uso do português do presidente Luís Inácio Lula da Silva. Homem de formação simples, Lula traz em seu falar inúmeras marcas do português da Garanhuns de sua infância e do chão de fábrica e das reuniões sindicais do ABC paulista. Nada de errado com isso, concordam os linguistas. O idioma, afinal, é algo vivo, está em constante mutação. Não nesse caso. A liberdade de expressão vale para publicitários, que se autodenominam “criativos”, se apropriando de um adjetivo que travestem de substantivo para se autoglorificarem. Mas nunca, jamais, para a gente simples. Que democracia é essa, ex-ministro?
Atenciosamente
Governo do Paranáhttp://www.aenoticias.pr.gov.br/modules/news/article.php?storyid=49206
TUMOR E HUMOR
TUMOR E HUMOR
Urariano Mota
- Deve existir alguma relação entre o abismo e o riso, entre a consciência de uma desgraça e a graça. Há indivíduos tímidos que se descobrem de repente humoristas, porque começam a falar o pensamento que antes calavam, porque descobriram que nada mais tinham a perder. No limite, tornam-se humoristas involuntários, e com surpresa veem que uma pequena observação desperta gargalhadas à sua volta, quando eles próprios estão com os olhos duros de dor.
Um amigo, a quem conheço mais do que gostaria, percebeu isso na semana passada. Submetido a exames médicos de rotina, que na sua idade revelam sempre males de rotina, descobriu que possuía o rim esquerdo muito alterado. O médico urologista ao ver as imagens da ultrassonografia, enrugou a testa:
- O senhor tem uma massa tumoral...
- O senhor quer dizer um tumor?
- Sim... Temos que marcar rápido uma cirurgia.
O mundo então se lhe abriu. Porque, como capítulos de uma novela a que não se pode antecipar o fim, o médico lhe disse que de imediato não podia confirmar se aquela imagem indicava um câncer (“O que ele queria?”, me contou o amigo, “que a imagem do meu rim fosse a de um caranguejo?”), que isto só poderia ser dito quando sofresse uma biópsia. E para a certeza do mal...
- Somente com a cirurgia. Ponha já na sua cabeça, programe-se, diga-se: “eu vou fazer uma cirurgia”. É simples, rápido e eficiente. É só uma laparoscopia.
Ao sair do consultório, renasceu, se assim podemos dizer. Renasceu, porque do câncer lhe nasceu um insuspeitado humor. A começar com a sua mulher, que o esperava na recepção:
- O que o médico achou do exame?, ela lhe perguntou.
- Nada... É só uma laparoscopia.
- O que é isto?
- Uma cirurgia certa para o meu tumor. Aqui, à esquerda.
- Um tumor?!
- Sim, mas o doutor me disse que eu tenho muita sorte. Olhando as coisas pelo lado positivo: eu ainda não estou urinando sangue.
E deixou a mulher em casa e saiu sozinho para encher-se de cervejas, sob a desculpa, não de desespero, mas de que sendo portador de um mal nos rins era necessário que se embriagasse de algo muito diurético.
No outro dia, foi ao serviço médico do trabalho. No elevador, suportou o seguinte diálogo entre o pobre do ascensorista e um senhor muito autoritário:
- A doutora fulana de tal, o senhor sabe o andar dela?, perguntava, não, intimava o cidadão classe média ao empregado no elevador.
- É no quarto andar, senhor.
- E a sala, o número da sala, qual é?
- Sala 402, senhor.
- E para que lado fica a sala 402, o senhor sabe?
- O senhor sai aqui do elevador, dobra à esquerda, é a segunda sala.
O elevador para, abre-se a porta, e o importante cidadão sai, sem sequer agradecer. A porta se fecha, e meu amigo fala ao ascensorista:
- O telefone, o peso e a altura da doutora, o senhor sabe?
A lotação inteira do elevador arrebentou de rir.
No atendimento, pediu para ligar para o seu trabalho, para justificar a ausência naquele dia. Então conta que, em virtude do rim inchado, o médico quer passá-lo à faca na próxima semana. E o colega, sem saber o que responder, tenta consolá-lo:
- Mas tudo bem, não é?
- Tudo. Tirando o câncer, tudo ótimo.
- Certo, quero dizer, certo, não... Mas você está tranqüilo?
- Mais, impossível. Eu já estou quase imóvel.
E desliga. Na volta, perdido e sem rumo, a porta do elevador se abre no terceiro andar. Uma senhora velhinha o vê e exclama:
- Oh! Perdão - e quase a correr - eu vou subir.
E ele, no ato, ao fechar-se a porta:
- Pelo susto da velhinha, parecia até que eu estava com as calças no chão. Isso aqui é WC?
Por último e por fim desse capítulo, ele conta o que lhe ocorreu na sala da ultrassonografia. A enfermeira não conseguia expressar, dizer o nome dele. E lhe perguntou:
- O seu nome é mesmo este?
E ele, deitado no leito :
- Sim, por incrível que pareça.
- Senhor, senhor.... eu não consigo dizer, o seu nome é um trava-língua. Seu, seu....
E ele:
- Aranha arranha jarra jarra arranha aranha aranha arranha jarra...
E a enfermeira, passando-lhe algo como uma esponja de líquido frio no ventre:
- O quê, senhor? O senhor é tão engraçado... Respire fundo. Prenda a respiração. Solte, devagar. Respire fundo. Solte, devagar. Prenda. Solte.
Razão por que meu amigo Aranha Arranja Jarra assegura que tumor e humor são boa rima.
fonte http://www.diretodaredacao.com/
Urariano Mota
- Deve existir alguma relação entre o abismo e o riso, entre a consciência de uma desgraça e a graça. Há indivíduos tímidos que se descobrem de repente humoristas, porque começam a falar o pensamento que antes calavam, porque descobriram que nada mais tinham a perder. No limite, tornam-se humoristas involuntários, e com surpresa veem que uma pequena observação desperta gargalhadas à sua volta, quando eles próprios estão com os olhos duros de dor.
Um amigo, a quem conheço mais do que gostaria, percebeu isso na semana passada. Submetido a exames médicos de rotina, que na sua idade revelam sempre males de rotina, descobriu que possuía o rim esquerdo muito alterado. O médico urologista ao ver as imagens da ultrassonografia, enrugou a testa:
- O senhor tem uma massa tumoral...
- O senhor quer dizer um tumor?
- Sim... Temos que marcar rápido uma cirurgia.
O mundo então se lhe abriu. Porque, como capítulos de uma novela a que não se pode antecipar o fim, o médico lhe disse que de imediato não podia confirmar se aquela imagem indicava um câncer (“O que ele queria?”, me contou o amigo, “que a imagem do meu rim fosse a de um caranguejo?”), que isto só poderia ser dito quando sofresse uma biópsia. E para a certeza do mal...
- Somente com a cirurgia. Ponha já na sua cabeça, programe-se, diga-se: “eu vou fazer uma cirurgia”. É simples, rápido e eficiente. É só uma laparoscopia.
Ao sair do consultório, renasceu, se assim podemos dizer. Renasceu, porque do câncer lhe nasceu um insuspeitado humor. A começar com a sua mulher, que o esperava na recepção:
- O que o médico achou do exame?, ela lhe perguntou.
- Nada... É só uma laparoscopia.
- O que é isto?
- Uma cirurgia certa para o meu tumor. Aqui, à esquerda.
- Um tumor?!
- Sim, mas o doutor me disse que eu tenho muita sorte. Olhando as coisas pelo lado positivo: eu ainda não estou urinando sangue.
E deixou a mulher em casa e saiu sozinho para encher-se de cervejas, sob a desculpa, não de desespero, mas de que sendo portador de um mal nos rins era necessário que se embriagasse de algo muito diurético.
No outro dia, foi ao serviço médico do trabalho. No elevador, suportou o seguinte diálogo entre o pobre do ascensorista e um senhor muito autoritário:
- A doutora fulana de tal, o senhor sabe o andar dela?, perguntava, não, intimava o cidadão classe média ao empregado no elevador.
- É no quarto andar, senhor.
- E a sala, o número da sala, qual é?
- Sala 402, senhor.
- E para que lado fica a sala 402, o senhor sabe?
- O senhor sai aqui do elevador, dobra à esquerda, é a segunda sala.
O elevador para, abre-se a porta, e o importante cidadão sai, sem sequer agradecer. A porta se fecha, e meu amigo fala ao ascensorista:
- O telefone, o peso e a altura da doutora, o senhor sabe?
A lotação inteira do elevador arrebentou de rir.
No atendimento, pediu para ligar para o seu trabalho, para justificar a ausência naquele dia. Então conta que, em virtude do rim inchado, o médico quer passá-lo à faca na próxima semana. E o colega, sem saber o que responder, tenta consolá-lo:
- Mas tudo bem, não é?
- Tudo. Tirando o câncer, tudo ótimo.
- Certo, quero dizer, certo, não... Mas você está tranqüilo?
- Mais, impossível. Eu já estou quase imóvel.
E desliga. Na volta, perdido e sem rumo, a porta do elevador se abre no terceiro andar. Uma senhora velhinha o vê e exclama:
- Oh! Perdão - e quase a correr - eu vou subir.
E ele, no ato, ao fechar-se a porta:
- Pelo susto da velhinha, parecia até que eu estava com as calças no chão. Isso aqui é WC?
Por último e por fim desse capítulo, ele conta o que lhe ocorreu na sala da ultrassonografia. A enfermeira não conseguia expressar, dizer o nome dele. E lhe perguntou:
- O seu nome é mesmo este?
E ele, deitado no leito :
- Sim, por incrível que pareça.
- Senhor, senhor.... eu não consigo dizer, o seu nome é um trava-língua. Seu, seu....
E ele:
- Aranha arranha jarra jarra arranha aranha aranha arranha jarra...
E a enfermeira, passando-lhe algo como uma esponja de líquido frio no ventre:
- O quê, senhor? O senhor é tão engraçado... Respire fundo. Prenda a respiração. Solte, devagar. Respire fundo. Solte, devagar. Prenda. Solte.
Razão por que meu amigo Aranha Arranja Jarra assegura que tumor e humor são boa rima.
fonte http://www.diretodaredacao.com/
“A Monsanto não é confiável”
“A Monsanto não é confiável”
A documentarista francesa Marie-Monique Robin, autora de O Mundo Segundo a Monsanto, dedicou três anos de sua vida para desvendar como uma indústria de químicos virou a maior companhia mundial de sementes transgênicas e uma das empresas mais influentes do planeta, segundo a revista Business Week.
Marie trabalha há 25 anos com matérias investigativas e recebeu prêmios como o Albert Londres, em 1995, concedido a um documentário sobre o tráfico internacional de órgãos. Em 2004, ela foi aclamada na Europa ao produzir o também premiado Esquadrões da Morte: a escola francesa, sobre a relação do governo francês com ditaduras da América Latina, nos anos 70.
Para escrever a história da Monsanto, Marie analisou 500 mil páginas de documentos e viajou à Grã-Bretanha, Estados Unidos, Índia, México, Brasil, Vietnã e Noruega. A escritora falou à revista ÉPOCA sobre o seu último livro. Procurada pela reportagem, a Monsanto afirma que “agricultores enxergam um benefício no cultivo de seus produtos”.
Confira a seguir a entrevista.
QUEM É
Documentarista e jornalista francesa. Seu documentário que denuncia táticas do serviço secreto francês e conexões com a repressão na América do Sul foi premiado pelo Senado da França.
O QUE FEZ
Já publicou livros denunciando uma rede internacional de tráfico de órgãos e a prática da tortura na Guerra da Argélia. O Mundo Segundo a Monsanto virou um documentário feito pela agência de cinema do Canadá. Para investigar a história, passou cinco anos levantando 500 mil páginas de documentos e viajando para Grã-Bretanha, Índia, México, Paraguai, Brasil, Vietnã, Noruega e Itália
Existem outras companhias que também desenvolvem a biotecnologia e possuem patentes sobre sementes. Por que fazer um livro exclusivamente sobre a Monsanto?
Há cinco anos, quando trabalhava em três documentários sobre biodiversidade e os organismos geneticamente modificados – e ainda acreditava que eles não teriam problemas – eu acabei viajando muito. Fui para Canadá, México, Argentina, Brasil e Índia, e em todas essas regiões eu sempre encontrava denúncias contra a Monsanto. Foi quando eu decidi buscar quem é essa companhia que agora é a maior produtora de biotecnologia e de alimentos geneticamente modificados do planeta.
E como seria esse mundo segundo a Monsanto que você descobriu?
Cheio de pesticidas. Cerca de 70% dos alimentos geneticamente modificados são feitos para serem plantados com uso do agrotóxico Roundup. Ao comer uma transgênico, a pessoa está praticamente ingerindo Roundup. E, ao contrário do que propagou a Monsanto, esse pesticida não é bom ao meio ambiente e muito menos biodigradável. Ele é muito tóxico. Tenho certeza de que nos próximos cinco anos ele vai ser proibido no mundo, tal como aconteceu com outro produto da companhia, o DDT. O mundo segundo a Monsanto também é dominado por monoculturas. O que é um problema para a segurança alimentar, pois concentra a produção de alimentos na mão de poucos. Também considero arriscado deixar a alimentação mundial na mão de companhias que no passado produziam venenos e armas químicas como o agente laranja, despejado por tropas americanas no Vietnã.
“A Monsanto foi condenada a pagar US$ 700 milhões de dólares pela contaminação em Annistion, nos EUA”
Os transgênicos são festejados por reduzirem o uso de pesticidas. Eles não teriam ao menos esse lado bom?
Não, isso é mentira. Os transgênicos não reduzem o uso de agrotóxicos. Pelo contrário, eles geram ervas daninhas cada vez mais resistentes aos agrotóxicos. Os transgênicos são apenas uma forma da Monsanto controlar a produção de alimentos no mundo.
Como uma empresa pode ter todo esse poder? Isso não é teoria da conspiração?
Não, de forma alguma. Tenho todas as denúncias que faço baseada em documentos e estudos científicos. Esse monopólio sobre a comida é um processo que acontece há um tempo. Ele começou com a permissão das patentes das sementes, na década de 80. Isso deu às empresas exclusividade sobre as sementes que selecionam. Depois, vieram as chamadas plantas híbridas, que são estéreis e não produzem outras sementes. E por último, houve os royalities sobre os transgênicos. Agoras as multinacionais podem cobrar para si, uma parte do lucro da colheita dos fazendeiros. Os transgênicos também são produzidos para reagirem com produtos específicos. No caso da Monsanto, 70% tem que ser plantado com o Roundup. O que obrigados o produtor a comprar sementes e agrotóxicos da mesma empresa.
Outras multinacionais produzem nesse mesmo padrão. O que comprova que a Monsanto quer controlar a comida do mundo?
Após a liberação da venda dos transgênicos, a Monsanto começou a comprar todas as produtoras de sementes do mundo. Hoje, ela é a maior produtora de sementes do planeta. O resultado é que se um fazendeiro quiser mudar sua produção de transgênicos, e voltar ao tradicional, daqui a alguns anos, provavelmente ele não vai conseguir mais, pois só vão existir sementes transgênicas, e da Monsanto. Essa já é uma realidade com a soja dos Estados, e o trigo, na Índia. Nos EUA existem processos contra a Monsanto por monopólio, algo similar ao que aconteceu com a empresa de tecnologia Microsoft.
E qual seria interesse da empresa em controlar a produção de alimentos?
Ele querem manter o agrotóxico Roundup no mercado, o produto que responde por 45% do lucro da companhia. Acho que se o Roundup for banido, como acredito que possa acontecer daqui a alguns anos, os transgênicos vão desaparecer. Sem o Roundup, não é interessante ter transgênico.
Por que culpar exclusivamente a Monsanto pelas armas químicas do Vietnã? A opção por usar armas químicas foi do governo americano, e não das companhias. E outras empresas também venderam químicos ao governo dos EUA.
A venda de agente laranja para o governo americano foi um dos negócios mais lucrativos da Monsanto. Mas hoje, nenhuma das empresas que lucraram com esse processo quer se responsabilizar. No Vietnã, eu vi hospitais repletos de crianças deformadas, que nascem assim até hoje, porque o ambiente continua contaminado. Além do agente laranja, também usaram bifenil policlorado (um produto banido no mundo) nas misturas jogadas no país, e que a própria Monsanto sabia serem tóxicas desde 1937. Nem os soldados americanos foram alertados para os riscos. Como confiar que uma companhia com essa história domine a produção de alimentos?
Qual é a prova que a Monsanto sabia que estava vendendo algo tóxico?
Em 2002, os moradores de Annistion, no EUA, ganharam o direito de uma indenização de US$ 700 milhões de dólares da Monsanto. A empresa foi condenada por contaminar o meio ambiente e as pessoas da cidade com a sua fábrica química. Documentos mostram que desde 1937 a Monsanto sabiam dos riscos da toxidade dos PCBs.
Os produtos da Monsanto são aprovados por agências como a FDA, que regula alimentos e medicamentos nos EUA. Como dizer que a FDA e outras agências internacionais estão sendo enganadas?
A Monsanto usa seu poder econômico para pressionar governos e também infiltra seus ex-funcionários em cargos políticos. Esse processo é conhecido como portas giratórias. Tem casos célebres como a de Linda Fisher, que era funcionária da Agência Americana de Proteção Ambiental, e depois foi trabalhar na Monsanto, em 1995, e acabou retornando para EPA, em 2001.
Se a empresa possui toda essa blindagem, então não há solução?
Acho que só os consumidores podem evitar um problema maior. Na Europa isso já começou. Ninguém quer consumir transgênicos que não foram testados. Estão todos assustados com a atual epidemia de câncer.
Mas qual a ligação do câncer com os transgênicos?
Ainda estou pesquisando o assunto. O meu próximo livro vai ser exatamente sobre isso, a relação entre a comida que consumimos depois da Revolução Verde e o aumento de doenças como o câncer e o Parkison. O mais interessante, um processo que começou justamente entre os próprios agricultores, o mais expostos aos agrotóxicos.
(As informações são da revista Época)http://www.mst.org.br/mst/pagina.php?cd=6190
A documentarista francesa Marie-Monique Robin, autora de O Mundo Segundo a Monsanto, dedicou três anos de sua vida para desvendar como uma indústria de químicos virou a maior companhia mundial de sementes transgênicas e uma das empresas mais influentes do planeta, segundo a revista Business Week.
Marie trabalha há 25 anos com matérias investigativas e recebeu prêmios como o Albert Londres, em 1995, concedido a um documentário sobre o tráfico internacional de órgãos. Em 2004, ela foi aclamada na Europa ao produzir o também premiado Esquadrões da Morte: a escola francesa, sobre a relação do governo francês com ditaduras da América Latina, nos anos 70.
Para escrever a história da Monsanto, Marie analisou 500 mil páginas de documentos e viajou à Grã-Bretanha, Estados Unidos, Índia, México, Brasil, Vietnã e Noruega. A escritora falou à revista ÉPOCA sobre o seu último livro. Procurada pela reportagem, a Monsanto afirma que “agricultores enxergam um benefício no cultivo de seus produtos”.
Confira a seguir a entrevista.
QUEM É
Documentarista e jornalista francesa. Seu documentário que denuncia táticas do serviço secreto francês e conexões com a repressão na América do Sul foi premiado pelo Senado da França.
O QUE FEZ
Já publicou livros denunciando uma rede internacional de tráfico de órgãos e a prática da tortura na Guerra da Argélia. O Mundo Segundo a Monsanto virou um documentário feito pela agência de cinema do Canadá. Para investigar a história, passou cinco anos levantando 500 mil páginas de documentos e viajando para Grã-Bretanha, Índia, México, Paraguai, Brasil, Vietnã, Noruega e Itália
Existem outras companhias que também desenvolvem a biotecnologia e possuem patentes sobre sementes. Por que fazer um livro exclusivamente sobre a Monsanto?
Há cinco anos, quando trabalhava em três documentários sobre biodiversidade e os organismos geneticamente modificados – e ainda acreditava que eles não teriam problemas – eu acabei viajando muito. Fui para Canadá, México, Argentina, Brasil e Índia, e em todas essas regiões eu sempre encontrava denúncias contra a Monsanto. Foi quando eu decidi buscar quem é essa companhia que agora é a maior produtora de biotecnologia e de alimentos geneticamente modificados do planeta.
E como seria esse mundo segundo a Monsanto que você descobriu?
Cheio de pesticidas. Cerca de 70% dos alimentos geneticamente modificados são feitos para serem plantados com uso do agrotóxico Roundup. Ao comer uma transgênico, a pessoa está praticamente ingerindo Roundup. E, ao contrário do que propagou a Monsanto, esse pesticida não é bom ao meio ambiente e muito menos biodigradável. Ele é muito tóxico. Tenho certeza de que nos próximos cinco anos ele vai ser proibido no mundo, tal como aconteceu com outro produto da companhia, o DDT. O mundo segundo a Monsanto também é dominado por monoculturas. O que é um problema para a segurança alimentar, pois concentra a produção de alimentos na mão de poucos. Também considero arriscado deixar a alimentação mundial na mão de companhias que no passado produziam venenos e armas químicas como o agente laranja, despejado por tropas americanas no Vietnã.
“A Monsanto foi condenada a pagar US$ 700 milhões de dólares pela contaminação em Annistion, nos EUA”
Os transgênicos são festejados por reduzirem o uso de pesticidas. Eles não teriam ao menos esse lado bom?
Não, isso é mentira. Os transgênicos não reduzem o uso de agrotóxicos. Pelo contrário, eles geram ervas daninhas cada vez mais resistentes aos agrotóxicos. Os transgênicos são apenas uma forma da Monsanto controlar a produção de alimentos no mundo.
Como uma empresa pode ter todo esse poder? Isso não é teoria da conspiração?
Não, de forma alguma. Tenho todas as denúncias que faço baseada em documentos e estudos científicos. Esse monopólio sobre a comida é um processo que acontece há um tempo. Ele começou com a permissão das patentes das sementes, na década de 80. Isso deu às empresas exclusividade sobre as sementes que selecionam. Depois, vieram as chamadas plantas híbridas, que são estéreis e não produzem outras sementes. E por último, houve os royalities sobre os transgênicos. Agoras as multinacionais podem cobrar para si, uma parte do lucro da colheita dos fazendeiros. Os transgênicos também são produzidos para reagirem com produtos específicos. No caso da Monsanto, 70% tem que ser plantado com o Roundup. O que obrigados o produtor a comprar sementes e agrotóxicos da mesma empresa.
Outras multinacionais produzem nesse mesmo padrão. O que comprova que a Monsanto quer controlar a comida do mundo?
Após a liberação da venda dos transgênicos, a Monsanto começou a comprar todas as produtoras de sementes do mundo. Hoje, ela é a maior produtora de sementes do planeta. O resultado é que se um fazendeiro quiser mudar sua produção de transgênicos, e voltar ao tradicional, daqui a alguns anos, provavelmente ele não vai conseguir mais, pois só vão existir sementes transgênicas, e da Monsanto. Essa já é uma realidade com a soja dos Estados, e o trigo, na Índia. Nos EUA existem processos contra a Monsanto por monopólio, algo similar ao que aconteceu com a empresa de tecnologia Microsoft.
E qual seria interesse da empresa em controlar a produção de alimentos?
Ele querem manter o agrotóxico Roundup no mercado, o produto que responde por 45% do lucro da companhia. Acho que se o Roundup for banido, como acredito que possa acontecer daqui a alguns anos, os transgênicos vão desaparecer. Sem o Roundup, não é interessante ter transgênico.
Por que culpar exclusivamente a Monsanto pelas armas químicas do Vietnã? A opção por usar armas químicas foi do governo americano, e não das companhias. E outras empresas também venderam químicos ao governo dos EUA.
A venda de agente laranja para o governo americano foi um dos negócios mais lucrativos da Monsanto. Mas hoje, nenhuma das empresas que lucraram com esse processo quer se responsabilizar. No Vietnã, eu vi hospitais repletos de crianças deformadas, que nascem assim até hoje, porque o ambiente continua contaminado. Além do agente laranja, também usaram bifenil policlorado (um produto banido no mundo) nas misturas jogadas no país, e que a própria Monsanto sabia serem tóxicas desde 1937. Nem os soldados americanos foram alertados para os riscos. Como confiar que uma companhia com essa história domine a produção de alimentos?
Qual é a prova que a Monsanto sabia que estava vendendo algo tóxico?
Em 2002, os moradores de Annistion, no EUA, ganharam o direito de uma indenização de US$ 700 milhões de dólares da Monsanto. A empresa foi condenada por contaminar o meio ambiente e as pessoas da cidade com a sua fábrica química. Documentos mostram que desde 1937 a Monsanto sabiam dos riscos da toxidade dos PCBs.
Os produtos da Monsanto são aprovados por agências como a FDA, que regula alimentos e medicamentos nos EUA. Como dizer que a FDA e outras agências internacionais estão sendo enganadas?
A Monsanto usa seu poder econômico para pressionar governos e também infiltra seus ex-funcionários em cargos políticos. Esse processo é conhecido como portas giratórias. Tem casos célebres como a de Linda Fisher, que era funcionária da Agência Americana de Proteção Ambiental, e depois foi trabalhar na Monsanto, em 1995, e acabou retornando para EPA, em 2001.
Se a empresa possui toda essa blindagem, então não há solução?
Acho que só os consumidores podem evitar um problema maior. Na Europa isso já começou. Ninguém quer consumir transgênicos que não foram testados. Estão todos assustados com a atual epidemia de câncer.
Mas qual a ligação do câncer com os transgênicos?
Ainda estou pesquisando o assunto. O meu próximo livro vai ser exatamente sobre isso, a relação entre a comida que consumimos depois da Revolução Verde e o aumento de doenças como o câncer e o Parkison. O mais interessante, um processo que começou justamente entre os próprios agricultores, o mais expostos aos agrotóxicos.
(As informações são da revista Época)http://www.mst.org.br/mst/pagina.php?cd=6190
quarta-feira, 29 de julho de 2009
HSBC volta a ser condenado por assédio moral
HSBC volta a ser condenado por assédio moral
Recife - O HSBC mostra, com o tratamento dado ao bancário Fernando Soares, de Pernambuco, a receita que usa para roubar de seus trabalhadores a sanidade física e psíquica. Primeiro: deixemo-los trabalhar até adoecer. Segundo: isolemos dos demais os funcionários adoecidos. Rebaixemos sua auto-estima até quase nada. E façamo-los enlouquecer aos poucos até se virem forçados a pedir demissão. Esta a história vivida por Fernando. O tratamento indigno foi reconhecido pela Justiça, que obrigou o banco a pagar uma indenização de 100 vezes o salário do trabalhador. A sentença foi expedida no dia 25 de julho, pela juíza Solange Moura, da 18ª vara do Trabalho.
Fernando tem 25 anos de banco e já tinha a doença ocupacional como parte de sua vida. Mas quando foi obrigado a se licenciar pela primeira vez, decidiu cobrar do banco suas horas extras não pagas, e os danos morais pelo adoecimento. Em junho de 2005, mudou a gerência, que passou para Sérgio Barbosa. E começou o calvário do trabalhador.
De volta de mais um período de licença, o bancário foi isolado em uma sala. Com ele, trabalhavam mais dois: outro lesionado, e um funcionário de outro departamento. Só este último tinha a senha do computador. Era dele também o birô que os demais tinham que desocupar sempre que o "dono" chegasse. "Me encostaram naquela sala como um estorvo. Me deixaram sem qualquer função. Eu pedia serviço, ninguém me respondia. Por orientação do Sindicato, enviei uma carta para o setor de Recursos Humanos, para o diretor de Relações Trabalhistas. Não houve resposta. Eu não podia sair da sala que o gerente ia atrás de mim, para garantir que eu não falasse com ninguém", conta Fernando.
Isolado, o bancário deixou de ser convidado para as festividades de final de ano. Também era escanteado nas reuniões e no contato com os demais colegas. "A indenização decorre do processo repetitivo e desencadeador da total alienação do empregado no mundo social que o cerca, sentindo-se inútil, ocasionando uma lesão a sua personalidade (...) cuja reparação se faz mediante ajuda psicológica e/ou psiquiátrica", diz a sentença.
Insatisfeitos com o tratamento dado ao bancário, os gestores decidiram dar mais um golpe em sua auto-estima. Na avaliação de desempenho profissional, deram a ele nota 4, em uma escala na qual o mais baixo grau é 5. "Eu questionei: eles estavam me avaliando em quê, se durante todo esse tempo não me deram qualquer trabalho nem meta para cumprir?".
Explique-se: o chamado CDP - Componente de Desempenho Profissional do HSBC é um programa de avaliação baseado em metas. Quem recebe de 1 a 3 pontos, ganha de 2 a 4 salários. Quem fica na escala entre 4 e 5, não recebe nada e fica passível de demissão.
Junto com o Sindicato, Fernando denunciou o procedimento incorreto para sua avaliação ao Recursos Humanos nacional do banco. Esperou a resposta durante muito tempo. E, finalmente ela veio, da boca do gerente regional, Leandro Peón: "se dependesse dele, a nota 4 seria mantida, mas como houve erros operacionais e técnicos na condução do processo, ele modificou para 3", conta o bancário.
Os sintomas da depressão começaram a se manifestar justamente em seu ambiente familiar, junto às pessoas que ele mais amava. "Eu agredia minha mulher, minhas filhas... depois caía em mim, e chorava. Só de falar nisso, tenho vontade de chorar", lembra Fernando. Felizmente, a família deu apoio, e o estimularam a procurar ajuda médica. "Eles me conheciam, sabiam que eu não era assim...". No laudo da psicóloga e da psiquiatra, enviado ao banco, a recomendação: ele deveria ser transferido daquele ambiente insalubre. Ou, ao menos, passar algumas horas afastado da sala. Nenhuma providência foi tomada. Fernando continuou no mesmo lugar.
A transferência, de volta para a compensação, só veio muito tempo depois, quando o banco já havia recebido a notificação judicial. Os objetivos do banco eram claros: tentar descaracterizar a perseguição frente a Justiça. A própria sentença reconhece. A ação foi movida pelo escritório de Pedro Paulo Porpino, que presta serviço ao Sindicato. A audiência de instrução deu a dimensão da gravidade do caso: foram seis horas de duração. "E ainda tinham outras duas testemunhas para serem ouvidas, mas a juíza se deu por satisfeita", conta Fernando.
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO: http://www.sindbancariospe.com.br/
E http://www.fetecpr.org.br/comissao/noticia.asp?varid=15242
Recife - O HSBC mostra, com o tratamento dado ao bancário Fernando Soares, de Pernambuco, a receita que usa para roubar de seus trabalhadores a sanidade física e psíquica. Primeiro: deixemo-los trabalhar até adoecer. Segundo: isolemos dos demais os funcionários adoecidos. Rebaixemos sua auto-estima até quase nada. E façamo-los enlouquecer aos poucos até se virem forçados a pedir demissão. Esta a história vivida por Fernando. O tratamento indigno foi reconhecido pela Justiça, que obrigou o banco a pagar uma indenização de 100 vezes o salário do trabalhador. A sentença foi expedida no dia 25 de julho, pela juíza Solange Moura, da 18ª vara do Trabalho.
Fernando tem 25 anos de banco e já tinha a doença ocupacional como parte de sua vida. Mas quando foi obrigado a se licenciar pela primeira vez, decidiu cobrar do banco suas horas extras não pagas, e os danos morais pelo adoecimento. Em junho de 2005, mudou a gerência, que passou para Sérgio Barbosa. E começou o calvário do trabalhador.
De volta de mais um período de licença, o bancário foi isolado em uma sala. Com ele, trabalhavam mais dois: outro lesionado, e um funcionário de outro departamento. Só este último tinha a senha do computador. Era dele também o birô que os demais tinham que desocupar sempre que o "dono" chegasse. "Me encostaram naquela sala como um estorvo. Me deixaram sem qualquer função. Eu pedia serviço, ninguém me respondia. Por orientação do Sindicato, enviei uma carta para o setor de Recursos Humanos, para o diretor de Relações Trabalhistas. Não houve resposta. Eu não podia sair da sala que o gerente ia atrás de mim, para garantir que eu não falasse com ninguém", conta Fernando.
Isolado, o bancário deixou de ser convidado para as festividades de final de ano. Também era escanteado nas reuniões e no contato com os demais colegas. "A indenização decorre do processo repetitivo e desencadeador da total alienação do empregado no mundo social que o cerca, sentindo-se inútil, ocasionando uma lesão a sua personalidade (...) cuja reparação se faz mediante ajuda psicológica e/ou psiquiátrica", diz a sentença.
Insatisfeitos com o tratamento dado ao bancário, os gestores decidiram dar mais um golpe em sua auto-estima. Na avaliação de desempenho profissional, deram a ele nota 4, em uma escala na qual o mais baixo grau é 5. "Eu questionei: eles estavam me avaliando em quê, se durante todo esse tempo não me deram qualquer trabalho nem meta para cumprir?".
Explique-se: o chamado CDP - Componente de Desempenho Profissional do HSBC é um programa de avaliação baseado em metas. Quem recebe de 1 a 3 pontos, ganha de 2 a 4 salários. Quem fica na escala entre 4 e 5, não recebe nada e fica passível de demissão.
Junto com o Sindicato, Fernando denunciou o procedimento incorreto para sua avaliação ao Recursos Humanos nacional do banco. Esperou a resposta durante muito tempo. E, finalmente ela veio, da boca do gerente regional, Leandro Peón: "se dependesse dele, a nota 4 seria mantida, mas como houve erros operacionais e técnicos na condução do processo, ele modificou para 3", conta o bancário.
Os sintomas da depressão começaram a se manifestar justamente em seu ambiente familiar, junto às pessoas que ele mais amava. "Eu agredia minha mulher, minhas filhas... depois caía em mim, e chorava. Só de falar nisso, tenho vontade de chorar", lembra Fernando. Felizmente, a família deu apoio, e o estimularam a procurar ajuda médica. "Eles me conheciam, sabiam que eu não era assim...". No laudo da psicóloga e da psiquiatra, enviado ao banco, a recomendação: ele deveria ser transferido daquele ambiente insalubre. Ou, ao menos, passar algumas horas afastado da sala. Nenhuma providência foi tomada. Fernando continuou no mesmo lugar.
A transferência, de volta para a compensação, só veio muito tempo depois, quando o banco já havia recebido a notificação judicial. Os objetivos do banco eram claros: tentar descaracterizar a perseguição frente a Justiça. A própria sentença reconhece. A ação foi movida pelo escritório de Pedro Paulo Porpino, que presta serviço ao Sindicato. A audiência de instrução deu a dimensão da gravidade do caso: foram seis horas de duração. "E ainda tinham outras duas testemunhas para serem ouvidas, mas a juíza se deu por satisfeita", conta Fernando.
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO: http://www.sindbancariospe.com.br/
E http://www.fetecpr.org.br/comissao/noticia.asp?varid=15242
Bancários de Curitiba denunciam HSBC à ONU
Bancários de Curitiba denunciam HSBC à ONU
20/12/2005 - 13:35:32 - Bancários de Curitiba denunciam HSBC à ONU
(Curitiba) O Sindicato dos Bancários de Curitiba irá denunciar diversas violações de direitos humanos e trabalhistas praticadas pelo HSBC desde a sua instalação no país. A ação ocorrerá durante reunião nesta sexta (16), ás 18h, em Florianópolis, entre movimentos sociais do sul do país e a Representante Especial para Defensores de Direitos Humanos da ONU, Hina Jilane, em visita ao Brasil. Na ocasião será feito um pronunciamento, com a entrega de documento e vídeo relatando os abusos.
O HSBC vem, de forma reiterada, rompendo os limites do razoável no relacionamento com o movimento sindical. No seu breve histórico no Brasil já constam o desrespeito à legislação trabalhista, chegando ao uso de espionagem, perseguição e criminalização das direções sindicais, nestes casos, em associação ilegal com órgãos policiais.
É o caso do escândalo do grampo de dirigentes sindicais e clientes em maio de 2001 e a prática de cárcere privado de funcionários durante a última greve da categoria, em outubro desse ano. Durante esse movimento os bancários também sofreram com a aliança entre o banco, setores do Poder Judiciário e a PM, que insistiam em criminalizar e esvaziar manifestações legítimas, amparadas, inclusive, em decisão judicial. Esse abuso culminou na repressão física pura e simples, com a agressão de várias pessoas e a prisão de um dirigente sindical em uma manifestação no último dia de greve.
Abaixo, a íntegra do pronunciamento dos bancários de Curitiba:
"Companheiros do movimento social.
Prezada Senhora, Hina Jilane, Representante Especial para Defensores de Direitos Humanos.
Vimos por meio deste pronunciamento trazer ao conhecimento de V. Sa. diversas denúncias sobre violações de direitos humanos e trabalhistas praticadas pelo HSBC Bank Brasil. SA - Banco Múltiplo, para que se tomem as providências cabíveis.
Essa instituição financeira, cujos negócios se estendem por todos os continentes, chegou em nosso país em 1997. Daquele ano em diante, têm sido constantes tais violações, que abrangem desde o desrespeito às convenções coletivas de trabalho e à legislação trabalhista brasileira até a espionagem, perseguição e criminalização das direções sindicais * nestes casos, em associação ilegal com órgãos de repressão do Estado.
1) As práticas ilegais do banco começaram logo após a sua instalação no Brasil. É o que comprova a denúncia formalizada pelo Sindicato em maio de 2001, na Comissão Parlamentar de Inquérito da Assembléia Legislativa do Paraná.
Um amplo dossiê mostrou que sindicalistas, bancários, clientes, ex-funcionários e até mesmo seus familiares teriam sido vítimas de uma rede de espionagem patrocinada pelo banco desde a sua entrada no país. O esquema denunciado envolveria escutas telefônicas, acesso a dados sigilosos da Receita Federal, carros com placas frias e a utilização (inclusive com o uso de suborno) de policiais civis, militares e federais.
Com o intuito de documentar nossas denúncias também entregaremos os seguintes materiais e documentos:
1) Um DVD intitulado "O Estado a serviço dos banqueiros", produzido durante a última greve nacional da categoria bancária (6 a 11 de outubro de 2005), no qual mostramos a ação repressiva do Poder Judiciário e da Polícia Militar do Estado do Paraná, bem como um flagrante de cárcere privado em um dos centros administrativos do banco.
O cárcere aconteceu durante a greve da categoria, em outubro deste ano. O Sindicato e a Justiça constataram que o banco chegou a esconder colchões para os funcionários, que foram obrigados a permanecer no local de trabalho durante a noite. Tudo isso para impedir que passassem pela portaria, onde sindicalistas e bancários em greve faziam o trabalho de esclarecimento para a adesão à greve. Agora o caso está nas mãos da DRT (Delegacia Regional do Trabalho), que ainda não emitiu nenhum parecer.
2) Também estamos entregando um relato escrito intitulado "Criminalizando movimentos sociais. O Estado é o avesso da cidadania", sobre a prisão do sindicalista Roberto von der Osten durante uma manifestação na mesma greve dos bancário de outubro deste ano.
Nossos cumprimentos, com o desejo de que a ajuda da ONU mobilize a sociedade e o Estado contra esse tipo de prática, inaceitável em uma democracia."
Fonte: Seeb Curitiba
http://www.fetecpr.org.br/comissao/noticia.asp?varid=11148
20/12/2005 - 13:35:32 - Bancários de Curitiba denunciam HSBC à ONU
(Curitiba) O Sindicato dos Bancários de Curitiba irá denunciar diversas violações de direitos humanos e trabalhistas praticadas pelo HSBC desde a sua instalação no país. A ação ocorrerá durante reunião nesta sexta (16), ás 18h, em Florianópolis, entre movimentos sociais do sul do país e a Representante Especial para Defensores de Direitos Humanos da ONU, Hina Jilane, em visita ao Brasil. Na ocasião será feito um pronunciamento, com a entrega de documento e vídeo relatando os abusos.
O HSBC vem, de forma reiterada, rompendo os limites do razoável no relacionamento com o movimento sindical. No seu breve histórico no Brasil já constam o desrespeito à legislação trabalhista, chegando ao uso de espionagem, perseguição e criminalização das direções sindicais, nestes casos, em associação ilegal com órgãos policiais.
É o caso do escândalo do grampo de dirigentes sindicais e clientes em maio de 2001 e a prática de cárcere privado de funcionários durante a última greve da categoria, em outubro desse ano. Durante esse movimento os bancários também sofreram com a aliança entre o banco, setores do Poder Judiciário e a PM, que insistiam em criminalizar e esvaziar manifestações legítimas, amparadas, inclusive, em decisão judicial. Esse abuso culminou na repressão física pura e simples, com a agressão de várias pessoas e a prisão de um dirigente sindical em uma manifestação no último dia de greve.
Abaixo, a íntegra do pronunciamento dos bancários de Curitiba:
"Companheiros do movimento social.
Prezada Senhora, Hina Jilane, Representante Especial para Defensores de Direitos Humanos.
Vimos por meio deste pronunciamento trazer ao conhecimento de V. Sa. diversas denúncias sobre violações de direitos humanos e trabalhistas praticadas pelo HSBC Bank Brasil. SA - Banco Múltiplo, para que se tomem as providências cabíveis.
Essa instituição financeira, cujos negócios se estendem por todos os continentes, chegou em nosso país em 1997. Daquele ano em diante, têm sido constantes tais violações, que abrangem desde o desrespeito às convenções coletivas de trabalho e à legislação trabalhista brasileira até a espionagem, perseguição e criminalização das direções sindicais * nestes casos, em associação ilegal com órgãos de repressão do Estado.
1) As práticas ilegais do banco começaram logo após a sua instalação no Brasil. É o que comprova a denúncia formalizada pelo Sindicato em maio de 2001, na Comissão Parlamentar de Inquérito da Assembléia Legislativa do Paraná.
Um amplo dossiê mostrou que sindicalistas, bancários, clientes, ex-funcionários e até mesmo seus familiares teriam sido vítimas de uma rede de espionagem patrocinada pelo banco desde a sua entrada no país. O esquema denunciado envolveria escutas telefônicas, acesso a dados sigilosos da Receita Federal, carros com placas frias e a utilização (inclusive com o uso de suborno) de policiais civis, militares e federais.
Com o intuito de documentar nossas denúncias também entregaremos os seguintes materiais e documentos:
1) Um DVD intitulado "O Estado a serviço dos banqueiros", produzido durante a última greve nacional da categoria bancária (6 a 11 de outubro de 2005), no qual mostramos a ação repressiva do Poder Judiciário e da Polícia Militar do Estado do Paraná, bem como um flagrante de cárcere privado em um dos centros administrativos do banco.
O cárcere aconteceu durante a greve da categoria, em outubro deste ano. O Sindicato e a Justiça constataram que o banco chegou a esconder colchões para os funcionários, que foram obrigados a permanecer no local de trabalho durante a noite. Tudo isso para impedir que passassem pela portaria, onde sindicalistas e bancários em greve faziam o trabalho de esclarecimento para a adesão à greve. Agora o caso está nas mãos da DRT (Delegacia Regional do Trabalho), que ainda não emitiu nenhum parecer.
2) Também estamos entregando um relato escrito intitulado "Criminalizando movimentos sociais. O Estado é o avesso da cidadania", sobre a prisão do sindicalista Roberto von der Osten durante uma manifestação na mesma greve dos bancário de outubro deste ano.
Nossos cumprimentos, com o desejo de que a ajuda da ONU mobilize a sociedade e o Estado contra esse tipo de prática, inaceitável em uma democracia."
Fonte: Seeb Curitiba
http://www.fetecpr.org.br/comissao/noticia.asp?varid=11148
HSBC quer repetir cárcere privado
HSBC quer repetir cárcere privado
Banco mostra novamente sua face assediadora e contrária ao direito de greve.
www.bancariosdecuritiba.org.br
O Sindicato e a FETEC-PR estão
mobilizados na defesa da dignidade
dos bancários e para evitar
a prática de cárcere privado
nas sedes administrativas do
HSBC. No dia 20 de setembro, as
entidades protocolaram junto ao
Ministério Público do Trabalho
(MPT) documentação contendo
novas denúncias de cárcere privado.
No dia 12, em reunião na
Delegacia Regional do Trabalho
(DRT), as entidades informaram
sobre algumas práticas do ban-
Em agosto, o Banco do Brasil
cumpriu determinação da 6ª Vara
do Trabalho de Curitiba e implantou
as diferenças do anuênio em
folha de pagamento dos empregados
substituídos na ação RT
12.470/00. A ação foi ajuizada
pelo Sindicato em 2000.
Após sete anos, funcionários
recebem valores devidos
- A decisão considerou que o direito
dos empregados do BB em
receber o anuênio decorre dos
próprios contratos de trabalho e
não dos acordos coletivos de trabalho.
A implantação em folha de
Adilson Stuzata, presidente da
FETEC, Carlos Alberto Kanak,
secretário geral do Sindicato
dos Bancários de Curitiba e
Joélcio Flaviano Niels, assessor
jurídico da Federação,
protocolam documentação no
MPT.
co, tais como, encaminhar
listagens de lanchonetes que estariam
abertas a partir das 4 horas
da madrugada e abastecer as
copas com lasanhas. Os bancários
temem a repetição de cenas
como as que ocorreram na Campanha
Salarial de 2005. Na época,
a DRT comprovou que os trabalhadores
do HSBC estavam sendo
obrigados a passar a noite no
local de trabalho ou iniciar o expediente
de madrugada para burlar
o movimento de greve.
FONTE
http://www.bancariosdecuritiba.org.br/jornal/folha_bancaria_pdf/folha_bancaria24_09_07.pdf
Banco mostra novamente sua face assediadora e contrária ao direito de greve.
www.bancariosdecuritiba.org.br
O Sindicato e a FETEC-PR estão
mobilizados na defesa da dignidade
dos bancários e para evitar
a prática de cárcere privado
nas sedes administrativas do
HSBC. No dia 20 de setembro, as
entidades protocolaram junto ao
Ministério Público do Trabalho
(MPT) documentação contendo
novas denúncias de cárcere privado.
No dia 12, em reunião na
Delegacia Regional do Trabalho
(DRT), as entidades informaram
sobre algumas práticas do ban-
Em agosto, o Banco do Brasil
cumpriu determinação da 6ª Vara
do Trabalho de Curitiba e implantou
as diferenças do anuênio em
folha de pagamento dos empregados
substituídos na ação RT
12.470/00. A ação foi ajuizada
pelo Sindicato em 2000.
Após sete anos, funcionários
recebem valores devidos
- A decisão considerou que o direito
dos empregados do BB em
receber o anuênio decorre dos
próprios contratos de trabalho e
não dos acordos coletivos de trabalho.
A implantação em folha de
Adilson Stuzata, presidente da
FETEC, Carlos Alberto Kanak,
secretário geral do Sindicato
dos Bancários de Curitiba e
Joélcio Flaviano Niels, assessor
jurídico da Federação,
protocolam documentação no
MPT.
co, tais como, encaminhar
listagens de lanchonetes que estariam
abertas a partir das 4 horas
da madrugada e abastecer as
copas com lasanhas. Os bancários
temem a repetição de cenas
como as que ocorreram na Campanha
Salarial de 2005. Na época,
a DRT comprovou que os trabalhadores
do HSBC estavam sendo
obrigados a passar a noite no
local de trabalho ou iniciar o expediente
de madrugada para burlar
o movimento de greve.
FONTE
http://www.bancariosdecuritiba.org.br/jornal/folha_bancaria_pdf/folha_bancaria24_09_07.pdf
O golpe em Honduras e os neoconservadores dos EUA
O golpe em Honduras e os neoconservadores dos EUA
Os militares hondurenhos não dariam um golpe de Estado se não contassem com respaldo de alguns setores, nos Estados Unidos, que se opõem à política exterior do presidente Barack Obama, sobretudo com respeito à Venezuela, Cuba e à América Latina, e querem criar-lhe dificuldades. A análise é do cientista político Luiz Alberto de Vianna Moniz Bandeira, em entrevista ao jornal A Tarde. Para ele, é provável que setores da CIA e do Pentágono, que se alinham com os neo-conservadores, tenham dado o sinal verde para a derrubada do presidente Manuel Zelaya.
Moniz Bandeira - A Tarde
Entrevista publicada no jornal A Tarde, de Salvador.
A Tarde: Com relação à crise em Honduras, é possível que tenha havido alguma participação dos Estados Unidos?
Moniz Bandeira – Eu não diria participação dos Estados Unidos, mas me parece certo que os militares hondurenhos não dariam um golpe de Estado se não contassem com respaldo de alguns setores, nos Estados Unidos, que se opõem à política exterior do presidente Barack Obama, sobretudo com respeito à Venezuela, Cuba e à América Latina, e querem criar-lhe dificuldades. Há fortes evidências neste sentido. Congressistas do Partido Republicano, como Mário Díaz-Balart, da representante da comunidade cubano-americana de Miami, e Mike Pence, também um conservador extremista, declararam que não houve golpe militar no sentido do termo e atacaram a posição do governo de Obama bem como a posição assumida pela OEA. O mesmo pronunciamento fez Roger Noriega, ex-secretário assistente o para o Hemisfério Ocidental, no governo do presidente George W. Bush, e o que mais impulsionou o agravamento das sanções contra Cuba, que Obama agora começa a reverter. Manifestou-se abertamente em favor do golpe militar, alegando que o presidente Manuel Zelaya agiu fora da lei e que os “irresponsáveis diplomatas regionais, que haviam falhado de confrontar os caudilhos anti-democráticos caudillos na Venezuela, Bolívia, Equador, Nicarágua e Honduras, foram cúmplices nos seus abusos”.
Esses neocons (neo-conservadores) justificaram o golpe militar, dizendo que os hondurenhos, derrubando o governo do presidente Manuel Zelaya, atuaram para defender a democracia e preservar a lei. Mas não que o governo de Manuel Zelaya houvesse suprimido no país as liberdades civis e as instituições democráticas.
AT: Mais precisamente, quais os vínculos que os militares em Honduras têm com os Estados Unidos?
MB – Provavelmente, setores da CIA e do Pentágono, que se alinham com os neo-conservadores e se opõem à política do presidente Barack Obama, deram ao Exército o sinal verde hondurenho para a derrubada do presidente Manuel Zelaya. Em Honduras, a presença militar dos Estados Unidos é marcante. Lá, na base aérea de Soto Cano (Palmerola), está sediada a Joint Task Force-Bravo, integrante do U.S. Southern Command (Southcom), com cerca de 350 a 500 soldados, do 612th Air Base Squadron e o 1st Battalion, 228th Aviation Regiment. Nessa base, nos anos 1970 e 1980, foram treinadas as tropas hondurenhas, integrantes do Batalhão 3-6, acusadas de inúmeros seqüestros, abusos e crimes contra os dissidentes hondurenhos. E, nos anos 1980, Honduras foi o santuário dos “contra”, dos guerrilheiros que combatiam o governo sandinista da Nicarágua, com recursos financeiros ilegais fornecidos pela administração do presidente Ronald Reagan. É lógico, portanto, concluir que os militares hondurenhos não se atreveriam a dar um golpe de Estado, em franco desafio à política exterior que o presidente Barack Obama pretende executar, sem contar com o respaldo de setores políticos do Partido Republicano, bem como do Pentágono e da CIA.
AT: O senhor disse em entrevista que Obama não teria condições de reverter a política externa de George W. Bush, que tais mudanças seriam apenas "cosméticas". Se a política externa que está sendo construída por Obama é tão “cosmética“, por que teria causado insatisfação destes setores internos do governo norte-americano, a ponto de fazê-los incitar um golpe em Honduras?
MB – Eu disse que ele, fundamentalmente, não tem condições de reverter, porque um presidente, qualquer que seja sua tendência política, não pode fazer o que quer, o que deseja, devido às relações reais de poder nos Estados Unidos. O presidente, em qualquer país, sobretudo dentro de um regime democrático, faz apenas o que pode, dentro da correlação de forças existente na sociedade. Obama, por exemplo não pode cortar substancialmente as encomendas do Pentágono, a fim de reduzir o déficit fiscal dos Estados Unidos, que cresce de ano a ano. Se tentasse fazê-lo, diversas indústrias de material bélico logo quebrariam, aumentando o desemprego e arruinando os Estados onde estão instaladas. Nos anos 1980, o Estado da Califórnia dependia mais do que qualquer outro das despesas militares, a maior parte com programas nucleares, tais como a fabricação dos bombardeios B-1 e B-2, o Tridente I e o Tridente II, os mísseis MX, a Strategic Defense Initiative (guerra nas estrelas), e vários outros programas, tais como o MILSTAR. As empresas contratadas recebiam 20% do orçamento do Departamento de Defesa. As pessoas e as organizações na Califórnia e em outros Estados naturalmente que se opunham à redução das encomendas de material bélico.
AT: Zelaya, Chávez e Evo Morales se sustentam num discurso de representação dos pobres. Esse neo-populismo de esquerda seria a única resposta possível aos regimes de direita, militares e conservadores que eram apoiados pelos Estados Unidos entre os anos 60 e 80 na região? A política de Chávez, que apontou o governo Micheletti de "ditadura", não seria também opressora para com os opositores do governo venezuelano?
MB – Não vou entrar no caso de Honduras, porque a situação, na América Central, não é igual à da América Sul. Do ponto de vista geopolítico, os países da América Central, como Honduras, gravitam mais na órbita dos Estados Unidos. Porém, o que sei é que Hugo Chávez e Evo Morales foram eleitos democraticamente e seus governo exprimem um tipo de revoltas das camadas mais exploradas e oprimidas, tanto na Venezuela como na Bolívia. E falar de “neo-populismo de esquerda” nada explica, porque, antes de tudo, é necessário explicar porque “neo”, porque “populismo”, porque “de esquerda”. O populismo é um fenômeno bastante complexo, que apresenta, em cada país, especificidades, e esse conceito perde, na generalização, o rigor científico e, em conseqüência, a utilidade teórica e prática. De modo geral, é um contrabando ideológico que os conservadores aplicam a todos os governos que tratam de atender às reivindicações populares, contrariando os interesses das elites, das classes dirigentes. E quanto ao governo do presidente Chávez, embora não se possa estar de acordo ou aprovar todas as suas iniciativas, todas as suas atitudes, não se pode dizer que sua política é “opressora” dos que se opõem ao seu governo. Que eu saiba, lá não há presos políticos e a imprensa não está sob censura. Mas é bom lembrar que os Estados Unidos, em abril de 2002, apoiaram abertamente um golpe militar-empresarial para derrubá-lo e, através da National Endowment for Democracy (NED), com fundos do Congresso, sempre financiaram, na América Latina, sobretudo na Venezuela e em Cuba, as correntes de oposição, que dizem defender a democracia.
AT - Neste novo contexto latino-americano, há definições possíveis e claras para democracia e ditadura? Quais os exemplos?
MB - Não vou entrar em discussões teóricas, conceituais, sobre o que é democracia e o que é ditadura, numa simples entrevista, sobre um caso concreto, como o golpe militar em Honduras.
AT - A Igreja Católica em Honduras foi a única instituição a defender o novo governo de Micheletti, alegando evitar a infiltração de um modelo chavista. Como avalia esta posição?
MB –A Igreja Católica tende, em geral, para o conservadorismo. No Brasil, apoiou o golpe militar de 1964, mas depois grande parte do clero inflectiu para a oposição à ditadura.
AT - Até agora o governo brasileiro tem se mantido afastado da crise em Honduras? A que o senhor atribui essa posição do governo brasileiro?
MB – O Brasil tem como princípio de política exterior não intervir nos negócios internos de outros países. Porém, demonstrando de forma inequívoca que não reconhece o governo emanado do golpe de Estado, retirou seu em embaixador de Tegucigalpa.
fonte
http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=16099&boletim_id=577&componente_id=9796
Os militares hondurenhos não dariam um golpe de Estado se não contassem com respaldo de alguns setores, nos Estados Unidos, que se opõem à política exterior do presidente Barack Obama, sobretudo com respeito à Venezuela, Cuba e à América Latina, e querem criar-lhe dificuldades. A análise é do cientista político Luiz Alberto de Vianna Moniz Bandeira, em entrevista ao jornal A Tarde. Para ele, é provável que setores da CIA e do Pentágono, que se alinham com os neo-conservadores, tenham dado o sinal verde para a derrubada do presidente Manuel Zelaya.
Moniz Bandeira - A Tarde
Entrevista publicada no jornal A Tarde, de Salvador.
A Tarde: Com relação à crise em Honduras, é possível que tenha havido alguma participação dos Estados Unidos?
Moniz Bandeira – Eu não diria participação dos Estados Unidos, mas me parece certo que os militares hondurenhos não dariam um golpe de Estado se não contassem com respaldo de alguns setores, nos Estados Unidos, que se opõem à política exterior do presidente Barack Obama, sobretudo com respeito à Venezuela, Cuba e à América Latina, e querem criar-lhe dificuldades. Há fortes evidências neste sentido. Congressistas do Partido Republicano, como Mário Díaz-Balart, da representante da comunidade cubano-americana de Miami, e Mike Pence, também um conservador extremista, declararam que não houve golpe militar no sentido do termo e atacaram a posição do governo de Obama bem como a posição assumida pela OEA. O mesmo pronunciamento fez Roger Noriega, ex-secretário assistente o para o Hemisfério Ocidental, no governo do presidente George W. Bush, e o que mais impulsionou o agravamento das sanções contra Cuba, que Obama agora começa a reverter. Manifestou-se abertamente em favor do golpe militar, alegando que o presidente Manuel Zelaya agiu fora da lei e que os “irresponsáveis diplomatas regionais, que haviam falhado de confrontar os caudilhos anti-democráticos caudillos na Venezuela, Bolívia, Equador, Nicarágua e Honduras, foram cúmplices nos seus abusos”.
Esses neocons (neo-conservadores) justificaram o golpe militar, dizendo que os hondurenhos, derrubando o governo do presidente Manuel Zelaya, atuaram para defender a democracia e preservar a lei. Mas não que o governo de Manuel Zelaya houvesse suprimido no país as liberdades civis e as instituições democráticas.
AT: Mais precisamente, quais os vínculos que os militares em Honduras têm com os Estados Unidos?
MB – Provavelmente, setores da CIA e do Pentágono, que se alinham com os neo-conservadores e se opõem à política do presidente Barack Obama, deram ao Exército o sinal verde hondurenho para a derrubada do presidente Manuel Zelaya. Em Honduras, a presença militar dos Estados Unidos é marcante. Lá, na base aérea de Soto Cano (Palmerola), está sediada a Joint Task Force-Bravo, integrante do U.S. Southern Command (Southcom), com cerca de 350 a 500 soldados, do 612th Air Base Squadron e o 1st Battalion, 228th Aviation Regiment. Nessa base, nos anos 1970 e 1980, foram treinadas as tropas hondurenhas, integrantes do Batalhão 3-6, acusadas de inúmeros seqüestros, abusos e crimes contra os dissidentes hondurenhos. E, nos anos 1980, Honduras foi o santuário dos “contra”, dos guerrilheiros que combatiam o governo sandinista da Nicarágua, com recursos financeiros ilegais fornecidos pela administração do presidente Ronald Reagan. É lógico, portanto, concluir que os militares hondurenhos não se atreveriam a dar um golpe de Estado, em franco desafio à política exterior que o presidente Barack Obama pretende executar, sem contar com o respaldo de setores políticos do Partido Republicano, bem como do Pentágono e da CIA.
AT: O senhor disse em entrevista que Obama não teria condições de reverter a política externa de George W. Bush, que tais mudanças seriam apenas "cosméticas". Se a política externa que está sendo construída por Obama é tão “cosmética“, por que teria causado insatisfação destes setores internos do governo norte-americano, a ponto de fazê-los incitar um golpe em Honduras?
MB – Eu disse que ele, fundamentalmente, não tem condições de reverter, porque um presidente, qualquer que seja sua tendência política, não pode fazer o que quer, o que deseja, devido às relações reais de poder nos Estados Unidos. O presidente, em qualquer país, sobretudo dentro de um regime democrático, faz apenas o que pode, dentro da correlação de forças existente na sociedade. Obama, por exemplo não pode cortar substancialmente as encomendas do Pentágono, a fim de reduzir o déficit fiscal dos Estados Unidos, que cresce de ano a ano. Se tentasse fazê-lo, diversas indústrias de material bélico logo quebrariam, aumentando o desemprego e arruinando os Estados onde estão instaladas. Nos anos 1980, o Estado da Califórnia dependia mais do que qualquer outro das despesas militares, a maior parte com programas nucleares, tais como a fabricação dos bombardeios B-1 e B-2, o Tridente I e o Tridente II, os mísseis MX, a Strategic Defense Initiative (guerra nas estrelas), e vários outros programas, tais como o MILSTAR. As empresas contratadas recebiam 20% do orçamento do Departamento de Defesa. As pessoas e as organizações na Califórnia e em outros Estados naturalmente que se opunham à redução das encomendas de material bélico.
AT: Zelaya, Chávez e Evo Morales se sustentam num discurso de representação dos pobres. Esse neo-populismo de esquerda seria a única resposta possível aos regimes de direita, militares e conservadores que eram apoiados pelos Estados Unidos entre os anos 60 e 80 na região? A política de Chávez, que apontou o governo Micheletti de "ditadura", não seria também opressora para com os opositores do governo venezuelano?
MB – Não vou entrar no caso de Honduras, porque a situação, na América Central, não é igual à da América Sul. Do ponto de vista geopolítico, os países da América Central, como Honduras, gravitam mais na órbita dos Estados Unidos. Porém, o que sei é que Hugo Chávez e Evo Morales foram eleitos democraticamente e seus governo exprimem um tipo de revoltas das camadas mais exploradas e oprimidas, tanto na Venezuela como na Bolívia. E falar de “neo-populismo de esquerda” nada explica, porque, antes de tudo, é necessário explicar porque “neo”, porque “populismo”, porque “de esquerda”. O populismo é um fenômeno bastante complexo, que apresenta, em cada país, especificidades, e esse conceito perde, na generalização, o rigor científico e, em conseqüência, a utilidade teórica e prática. De modo geral, é um contrabando ideológico que os conservadores aplicam a todos os governos que tratam de atender às reivindicações populares, contrariando os interesses das elites, das classes dirigentes. E quanto ao governo do presidente Chávez, embora não se possa estar de acordo ou aprovar todas as suas iniciativas, todas as suas atitudes, não se pode dizer que sua política é “opressora” dos que se opõem ao seu governo. Que eu saiba, lá não há presos políticos e a imprensa não está sob censura. Mas é bom lembrar que os Estados Unidos, em abril de 2002, apoiaram abertamente um golpe militar-empresarial para derrubá-lo e, através da National Endowment for Democracy (NED), com fundos do Congresso, sempre financiaram, na América Latina, sobretudo na Venezuela e em Cuba, as correntes de oposição, que dizem defender a democracia.
AT - Neste novo contexto latino-americano, há definições possíveis e claras para democracia e ditadura? Quais os exemplos?
MB - Não vou entrar em discussões teóricas, conceituais, sobre o que é democracia e o que é ditadura, numa simples entrevista, sobre um caso concreto, como o golpe militar em Honduras.
AT - A Igreja Católica em Honduras foi a única instituição a defender o novo governo de Micheletti, alegando evitar a infiltração de um modelo chavista. Como avalia esta posição?
MB –A Igreja Católica tende, em geral, para o conservadorismo. No Brasil, apoiou o golpe militar de 1964, mas depois grande parte do clero inflectiu para a oposição à ditadura.
AT - Até agora o governo brasileiro tem se mantido afastado da crise em Honduras? A que o senhor atribui essa posição do governo brasileiro?
MB – O Brasil tem como princípio de política exterior não intervir nos negócios internos de outros países. Porém, demonstrando de forma inequívoca que não reconhece o governo emanado do golpe de Estado, retirou seu em embaixador de Tegucigalpa.
fonte
http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=16099&boletim_id=577&componente_id=9796
NAMORE UM BARRIGUDINHO (palavras de uma psicóloga experiente)
NAMORE UM BARRIGUDINHO (palavras de uma psicóloga experiente)
Tenho um conselho valioso para dar aqui: se você acabou de conhecer um rapaz, ficou com ele algumas vezes e já está começando a imaginar o dia do
seu casamento e o nome dos seus filhos, pare agora e me escute! Na próxima
vez que encontrá-lo, tente disfarçadamente descobrir como é sua barriga.
Se for musculosa, torneada, estilo `tanquinho´, fuja! Comece a correr
agora e só pare quando estiver a uma distância segura. É fria, vai por
mim.
Homem bom de verdade precisa, obrigatoriamente, ostentar uma barriguinha
de chopp. Se não, não presta. Estou me referindo àqueles que, por não
colocarem a beleza física acima de tudo (como fazem os malditos
metrossexuais), acabaram cultivando uma pancinha adorável. Esses, sim, são
pra manter por perto. E eu digo por quê.
Você nunca verá um homem barrigudinho tirando a camisa dentro de uma boate
e dançando como um idiota, em cima do balcão. Se fizer isso, é pra fazer
graça pra turma e provavelmente será engraçado, mesmo. Já os `tanquinhos´
farão isso esperando que todas as mulheres do recinto caiam de amores - e
eu tenho dó das que caem. Quando sentam em um boteco, numa tarde de calor,
adivinha o que os pançudos pedem pra beber? Cerveja! Ou coca-cola, tudo
bem também. Mas você nunca os verá pedindo suco. Ou, pior ainda, um copo
com gelo, pra beber a mistura patética de vodka com `clight´ que trouxe de
casa.
E você não será informada sobre quantas calorias tem no seu copo de
cerveja, porque eles não sabem e nem se importam com essa informação. E no
quesito comida, os homens com barriguinha também não deixam a desejar.
Você nunca irá ouvir um ah, amor, `Quarteirão´ é gostoso, mas você podia
provar uma `McSalad´ com água de coco. Nunca! Esses homens entendem que,
se eles não estão em forma perfeita o tempo todo, você também não precisa
estar. Mais uma vez, repito: não é pra chegar ao exagero total e mamar
leite condensado na lata todo dia!
Mas uma gordurinha aqui e ali não
matará um relacionamento. Se ele souber cozinhar, então, bingo! Encontrou
a sorte grande, amiga. Ele vai fazer pra você todas as delícias que sabe,
e nunca torcerá o nariz quando você repetir o prato. Pelo contrário,
ficará feliz.
Outra coisa fundamental: homens barrigudinhos são confortáveis!
Experimente pegar a tábua de passar roupas e deitar em cima dela. Pois
essa é a sensação de se deitar no peito de um musculoso besta. Terrível!
Gostoso mesmo é se encaixar no ombro de um fofinho, isso que é conforto. E
na hora de dormir de conchinha, então? Parece que a barriga se encaixa
perfeitamente na nossa lombar, e fica sensacional.
Homens com barriga não são metidos, nem prepotentes, nem donos do mundo.
Eles sabem conquistar as mulheres por maneiras que excedem a barreira do
físico. E eles aprenderam a conversar,a ser bem humorados, a usar o olhar
e o sorriso pra conquistar. É por isso que eu digo que homens com
barriguinha sabem fazer uma mulher feliz.
CARLA MOURA
PSICÓLOGA, ESPECIALISTA EM SEXOLOGIA
Dia Internacional da BARRIGA - Está chegando
Você, homem, quem está cansado de lutar contra balança, que se olha no
"espelho" e vê aquela barriguinha e inveja o vizinho que gosta de andar
"peladão" mostrando o abdômen bem definido etc... não fique triste.
Lembre-se que o "palhaço malhador" ficou na academia por horas, lembre-se
de quantas cervas ele evitou, guloseimas nem pensar, e tudo isto prá que?
Prá ficar na frente do espelho se achando bonitão?
CHEGA DE VIADAGEM!
O mundo inteiro sabe que quem gosta de homem bonito são os viados. Mulher
quer homem inteligente, carinhoso, fofinho e principalmente RICO. Por isto
está sendo lançado o dia 05 de Dezembro como o DIA INTERNACIONAL DOS
BARRIGUDOS.
Chega de ter a consciência pesada após beber aquela cervejinha, ou aquele
vinho, e comer aqueles petiscos. Vamos lotar os bares e restaurantes,
vamos derrubar todas as cervas, vinhos, coca-cola e caipirinhas, comer
aquela feijoada, macaxeira com charque, coxinhas e torresminhos. Vamos
detonar aquela picanha gorda e o chantili com morangos.
Chegou a sua vez!!
Salada, o caralho!!
Nosso Lema: "Mais vale um barrigudinho bom de cama, do que um gostosão
fracassado".
Nosso ìdolo: "Homer Simpson".
Nosso Dia: 5 de Dezembro, o dia Internacional dos Barrigudos.
(Logo numa sexta, oh!)
Passe a diante para todos os barrigudos e simpatizantes!!
P.S.: E mandamos um recado para você "sarado gostosão": Enquanto você
malha, sua namorada está tomando cerveja num motel, com um barrigudo!
_______________________
ATENÇÃO!!!
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Tenho um conselho valioso para dar aqui: se você acabou de conhecer um rapaz, ficou com ele algumas vezes e já está começando a imaginar o dia do
seu casamento e o nome dos seus filhos, pare agora e me escute! Na próxima
vez que encontrá-lo, tente disfarçadamente descobrir como é sua barriga.
Se for musculosa, torneada, estilo `tanquinho´, fuja! Comece a correr
agora e só pare quando estiver a uma distância segura. É fria, vai por
mim.
Homem bom de verdade precisa, obrigatoriamente, ostentar uma barriguinha
de chopp. Se não, não presta. Estou me referindo àqueles que, por não
colocarem a beleza física acima de tudo (como fazem os malditos
metrossexuais), acabaram cultivando uma pancinha adorável. Esses, sim, são
pra manter por perto. E eu digo por quê.
Você nunca verá um homem barrigudinho tirando a camisa dentro de uma boate
e dançando como um idiota, em cima do balcão. Se fizer isso, é pra fazer
graça pra turma e provavelmente será engraçado, mesmo. Já os `tanquinhos´
farão isso esperando que todas as mulheres do recinto caiam de amores - e
eu tenho dó das que caem. Quando sentam em um boteco, numa tarde de calor,
adivinha o que os pançudos pedem pra beber? Cerveja! Ou coca-cola, tudo
bem também. Mas você nunca os verá pedindo suco. Ou, pior ainda, um copo
com gelo, pra beber a mistura patética de vodka com `clight´ que trouxe de
casa.
E você não será informada sobre quantas calorias tem no seu copo de
cerveja, porque eles não sabem e nem se importam com essa informação. E no
quesito comida, os homens com barriguinha também não deixam a desejar.
Você nunca irá ouvir um ah, amor, `Quarteirão´ é gostoso, mas você podia
provar uma `McSalad´ com água de coco. Nunca! Esses homens entendem que,
se eles não estão em forma perfeita o tempo todo, você também não precisa
estar. Mais uma vez, repito: não é pra chegar ao exagero total e mamar
leite condensado na lata todo dia!
Mas uma gordurinha aqui e ali não
matará um relacionamento. Se ele souber cozinhar, então, bingo! Encontrou
a sorte grande, amiga. Ele vai fazer pra você todas as delícias que sabe,
e nunca torcerá o nariz quando você repetir o prato. Pelo contrário,
ficará feliz.
Outra coisa fundamental: homens barrigudinhos são confortáveis!
Experimente pegar a tábua de passar roupas e deitar em cima dela. Pois
essa é a sensação de se deitar no peito de um musculoso besta. Terrível!
Gostoso mesmo é se encaixar no ombro de um fofinho, isso que é conforto. E
na hora de dormir de conchinha, então? Parece que a barriga se encaixa
perfeitamente na nossa lombar, e fica sensacional.
Homens com barriga não são metidos, nem prepotentes, nem donos do mundo.
Eles sabem conquistar as mulheres por maneiras que excedem a barreira do
físico. E eles aprenderam a conversar,a ser bem humorados, a usar o olhar
e o sorriso pra conquistar. É por isso que eu digo que homens com
barriguinha sabem fazer uma mulher feliz.
CARLA MOURA
PSICÓLOGA, ESPECIALISTA EM SEXOLOGIA
Dia Internacional da BARRIGA - Está chegando
Você, homem, quem está cansado de lutar contra balança, que se olha no
"espelho" e vê aquela barriguinha e inveja o vizinho que gosta de andar
"peladão" mostrando o abdômen bem definido etc... não fique triste.
Lembre-se que o "palhaço malhador" ficou na academia por horas, lembre-se
de quantas cervas ele evitou, guloseimas nem pensar, e tudo isto prá que?
Prá ficar na frente do espelho se achando bonitão?
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O mundo inteiro sabe que quem gosta de homem bonito são os viados. Mulher
quer homem inteligente, carinhoso, fofinho e principalmente RICO. Por isto
está sendo lançado o dia 05 de Dezembro como o DIA INTERNACIONAL DOS
BARRIGUDOS.
Chega de ter a consciência pesada após beber aquela cervejinha, ou aquele
vinho, e comer aqueles petiscos. Vamos lotar os bares e restaurantes,
vamos derrubar todas as cervas, vinhos, coca-cola e caipirinhas, comer
aquela feijoada, macaxeira com charque, coxinhas e torresminhos. Vamos
detonar aquela picanha gorda e o chantili com morangos.
Chegou a sua vez!!
Salada, o caralho!!
Nosso Lema: "Mais vale um barrigudinho bom de cama, do que um gostosão
fracassado".
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Nosso Dia: 5 de Dezembro, o dia Internacional dos Barrigudos.
(Logo numa sexta, oh!)
Passe a diante para todos os barrigudos e simpatizantes!!
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malha, sua namorada está tomando cerveja num motel, com um barrigudo!
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Receitas Culinária - mais de 500 receitas por categoria
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Fidel, 80 anos - Fidel Castro
Fidel, 80 anos
por Frei Betto*
Houvesse uma fábrica de produtos lúdicos destinados ao mercado político, talvez "Onde está Wally?" ganhasse a versão "Onde está a esquerda?"Uma parcela da esquerda sente-se vexada porque não é tão ética quanto propala; outra, porque o socialismo faliu, exceto em Cuba. Na Coréia do Norte predomina um regime totalitário e, na China, o capitalismo de Estado.
--------------------------------------------------------------------------------
Fidel Castro
As carpideiras da falência do socialismo não se perguntam por suas causas nem denunciam o fracasso do capitalismo para os 2/3 da humanidade que, segundo a ONU, vivem abaixo da linha da pobreza. Assim, abraçam o neoliberalismo sem culpa. E o adornam com o eufemismo de "democracia", embora ele acentue a desigualdade mundial e negue valores e direitos humanos cultuando a idolatria do dinheiro e das armas.
O que é ser de esquerda? Todos os conceitos acadêmicos -ideológicos, partidários e doutrinários- são palavras ocas frente à definição de que ser de esquerda é defender o direito dos pobres, ainda que aparentemente eles não tenham razão. Por isso causa arrepio ver quem se diz de esquerda aliar-se à direita. Fidel é um homem de esquerda. Não fez, entre 1956 e 1959, uma revolução para implantar o socialismo. Motivou-o livrar Cuba da ditadura de Batista, resgatar a independência do país e libertar o povo da miséria. Em visita aos EUA logo após a tomada do poder, foi ovacionado nas avenidas de Nova York.
A elite cubana resistiu a ceder os anéis para que toda a população tivesse dedos. Apoiada pela Casa Branca, instaurou o terror, empenhada em deter as reformas agrária e urbana e a campanha nacional de alfabetização. Kennedy, festejado como baluarte da democracia, enviou 10 mil mercenários para invadir Cuba pela Baía dos Porcos, em 1961. Foram derrotados. E a Revolução, para se defender, não teve alternativa senão aliar-se à União Soviética. Cuba é o único país da América Latina que logrou universalizar a justiça social. Toda a população de 11 milhões de habitantes goza dos direitos de acesso gratuito à saúde e à educação, o que mereceu elogios do papa João Paulo II em sua viagem à Ilha, em 1998.
Seria o paraíso? Para quem vive na miséria em nossos países -e são tantos- a cidadania dos cubanos é invejável. Para quem é classe média, Cuba é o purgatório; para quem é rico, o inferno. Só suporta viver na Ilha quem tem consciência solidária e sabe pensar em si pela ótica dos direitos coletivos. Ou alguém conhece um cubano que deu as costas à Revolução para, em outra parte do mundo, defender os pobres?
No trajeto do aeroporto de Havana ao centro da cidade há um outdoor com o retrato de uma criança sorrindo e a frase: "Esta noite 200 milhões de crianças dormirão nas ruas do mundo. Nenhuma delas é cubana." Algum outro país do Continente merece semelhante cartaz à porta de entrada? A simples menção da palavra Cuba provoca arrepios nos espíritos reacionários. Cobram da Ilha democracia, como se isso que predomina em nossos países -corrupção, nepotismo, malversação- fosse modelo de alguma coisa. Ora, por que não exigem que, primeiro, o governo dos EUA deixe de profanar o Direito internacional e suspenda o bloqueio e feche seu campo de concentração em Guantánamo?
Protesta-se contra os fuzilamentos da Revolução, e faço coro, pois sou contrário à pena de morte. Mas cadê os protestos contra a pena de morte nos EUA e o fuzilamento sumário praticado no Brasil por policiais militares? Cuba é, hoje, o país com maior número de médicos e bailarinos de balé clássico por habitante. E desenvolve um programa para atender, nos próximos 10 anos, 6 milhões de latino-americanos com deficiência visual - gratuitamente. Fidel está recolhido ao hospital. O que acontecerá quando morrer, ele que sobrevive a uma dezena de presidentes dos EUA e a 47 anos de esforços terroristas da CIA para eliminá-lo? O bom humor dos cubanos tem a resposta na ponta da língua: "Como pessoas civilizadas, primeiro trataremos de enterrar o Comandante". Mas será que o socialismo descerá à tumba com o seu caixão?
Tudo indica que Cuba prepara-se para o período pós-Fidel. O que não significa que, como esperam os cubanos de Miami, isso ocorrerá em breve. Em novembro, na Universidade de Havana, o líder revolucionário advertiu que a Revolução pode ser vítima de seus próprios erros e deixou no ar uma indagação: "Quando os veteranos desaparecerem, o que fazer e como fazer?"
Às vésperas de seu aniversário, a 13 de agosto, Fidel já começa a expressar seu testamento politico. A maioria dos membros do Birô Político do Partido Comunista tem de 40 a 50 anos, e cada vez mais jovens são chamados a ocupar funções estratégicas. Como 70% da população nasceu no período revolucionário, não há indícios de anseio popular pela volta ao capitalismo. Cuba não quer como futuro o presente de tantas nações latino-americanas, onde a opulência convive com o narcotráfico, a miséria, o desemprego e o sucateamento da saúde e da educação.
Feliz idade e pronta recuperação, Comandante.
Frei Betto
Teólogo y escritor brasileño
por Frei Betto*
Houvesse uma fábrica de produtos lúdicos destinados ao mercado político, talvez "Onde está Wally?" ganhasse a versão "Onde está a esquerda?"Uma parcela da esquerda sente-se vexada porque não é tão ética quanto propala; outra, porque o socialismo faliu, exceto em Cuba. Na Coréia do Norte predomina um regime totalitário e, na China, o capitalismo de Estado.
--------------------------------------------------------------------------------
Fidel Castro
As carpideiras da falência do socialismo não se perguntam por suas causas nem denunciam o fracasso do capitalismo para os 2/3 da humanidade que, segundo a ONU, vivem abaixo da linha da pobreza. Assim, abraçam o neoliberalismo sem culpa. E o adornam com o eufemismo de "democracia", embora ele acentue a desigualdade mundial e negue valores e direitos humanos cultuando a idolatria do dinheiro e das armas.
O que é ser de esquerda? Todos os conceitos acadêmicos -ideológicos, partidários e doutrinários- são palavras ocas frente à definição de que ser de esquerda é defender o direito dos pobres, ainda que aparentemente eles não tenham razão. Por isso causa arrepio ver quem se diz de esquerda aliar-se à direita. Fidel é um homem de esquerda. Não fez, entre 1956 e 1959, uma revolução para implantar o socialismo. Motivou-o livrar Cuba da ditadura de Batista, resgatar a independência do país e libertar o povo da miséria. Em visita aos EUA logo após a tomada do poder, foi ovacionado nas avenidas de Nova York.
A elite cubana resistiu a ceder os anéis para que toda a população tivesse dedos. Apoiada pela Casa Branca, instaurou o terror, empenhada em deter as reformas agrária e urbana e a campanha nacional de alfabetização. Kennedy, festejado como baluarte da democracia, enviou 10 mil mercenários para invadir Cuba pela Baía dos Porcos, em 1961. Foram derrotados. E a Revolução, para se defender, não teve alternativa senão aliar-se à União Soviética. Cuba é o único país da América Latina que logrou universalizar a justiça social. Toda a população de 11 milhões de habitantes goza dos direitos de acesso gratuito à saúde e à educação, o que mereceu elogios do papa João Paulo II em sua viagem à Ilha, em 1998.
Seria o paraíso? Para quem vive na miséria em nossos países -e são tantos- a cidadania dos cubanos é invejável. Para quem é classe média, Cuba é o purgatório; para quem é rico, o inferno. Só suporta viver na Ilha quem tem consciência solidária e sabe pensar em si pela ótica dos direitos coletivos. Ou alguém conhece um cubano que deu as costas à Revolução para, em outra parte do mundo, defender os pobres?
No trajeto do aeroporto de Havana ao centro da cidade há um outdoor com o retrato de uma criança sorrindo e a frase: "Esta noite 200 milhões de crianças dormirão nas ruas do mundo. Nenhuma delas é cubana." Algum outro país do Continente merece semelhante cartaz à porta de entrada? A simples menção da palavra Cuba provoca arrepios nos espíritos reacionários. Cobram da Ilha democracia, como se isso que predomina em nossos países -corrupção, nepotismo, malversação- fosse modelo de alguma coisa. Ora, por que não exigem que, primeiro, o governo dos EUA deixe de profanar o Direito internacional e suspenda o bloqueio e feche seu campo de concentração em Guantánamo?
Protesta-se contra os fuzilamentos da Revolução, e faço coro, pois sou contrário à pena de morte. Mas cadê os protestos contra a pena de morte nos EUA e o fuzilamento sumário praticado no Brasil por policiais militares? Cuba é, hoje, o país com maior número de médicos e bailarinos de balé clássico por habitante. E desenvolve um programa para atender, nos próximos 10 anos, 6 milhões de latino-americanos com deficiência visual - gratuitamente. Fidel está recolhido ao hospital. O que acontecerá quando morrer, ele que sobrevive a uma dezena de presidentes dos EUA e a 47 anos de esforços terroristas da CIA para eliminá-lo? O bom humor dos cubanos tem a resposta na ponta da língua: "Como pessoas civilizadas, primeiro trataremos de enterrar o Comandante". Mas será que o socialismo descerá à tumba com o seu caixão?
Tudo indica que Cuba prepara-se para o período pós-Fidel. O que não significa que, como esperam os cubanos de Miami, isso ocorrerá em breve. Em novembro, na Universidade de Havana, o líder revolucionário advertiu que a Revolução pode ser vítima de seus próprios erros e deixou no ar uma indagação: "Quando os veteranos desaparecerem, o que fazer e como fazer?"
Às vésperas de seu aniversário, a 13 de agosto, Fidel já começa a expressar seu testamento politico. A maioria dos membros do Birô Político do Partido Comunista tem de 40 a 50 anos, e cada vez mais jovens são chamados a ocupar funções estratégicas. Como 70% da população nasceu no período revolucionário, não há indícios de anseio popular pela volta ao capitalismo. Cuba não quer como futuro o presente de tantas nações latino-americanas, onde a opulência convive com o narcotráfico, a miséria, o desemprego e o sucateamento da saúde e da educação.
Feliz idade e pronta recuperação, Comandante.
Frei Betto
Teólogo y escritor brasileño
Exército Zapatista de Libertação Nacional faz 25 anos
Exército Zapatista de Libertação Nacional faz 25 anos
?É verdade que nestes 25 anos de existência o EZLN foi provando diferentes formas de luta, mas nunca traiu os seus princípios. A ética zapatista lhe outorga a qualidade moral que os seus detratores ainda têm que reconhecer. Por isso, a sua proposta de construir um mundo novo foi reconhecida em todo o mundo?, escreve Carmen Martinez, em artigo publicado no sítio espanhol Kaos, 17-11-2008. A tradução é do Cepat.
No dia 17 de novembro de 2008, completaram-se os 25 anos do surgimento do Exército Zapatista de Libertação Nacional (EZLN), nas montanhas do então esquecido Estado de Chiapas, no sudeste do México. Segundo informações que obtivemos através dos numerosos comunicados emitidos pelos zapatistas, assim como pelas entrevistas que diversos personagens fizeram com o Subcomandante, o grupo inicial era composto por seis pessoas de origens urbanas entre as quais se encontrava o próprio Subcomandante.
Os zapatistas apareceram em cena pública no dia 1º de janeiro de 1994 mediante a tomada sincronizada e de surpresa de cinco sedes municipais do Estado de Chiapas, numa ação militar qualificada pelo próprio subcomandante como ?um poema?. De imediato, se pode supor que estas ações somente poderiam ter sido realizadas por um grande grupo de pessoas com uma elevada moral e perfeitamente organizadas, treinadas e disciplinadas. Nas fotografias que apareceram nos jornais daqueles primeiros dias, podemos observar os insurgentes e milicianos, mulheres e homens em sua grande maioria indígenas com a pele da cor da terra, que em seu olhar deixavam ver todo o amor pela pátria e a decisão de acabar de uma vez por todas com a marginalização, o desprezo e o esquecimento em que essa pátria os manteve durante mais de 500 anos.
Posteriormente, nos inteiramos de que essa moral, organização e disciplina, era o produto de dez anos de árduo trabalho realizado por esses primeiros seis insurgentes em condições sumamente hostis e na clandestinidade absoluta, e que pouco a pouco foram se somando a eles os habitantes das comunidades indígenas. Em muitas ocasiões o Subcomandante, como porta-voz do EZLN, falou da importância, para um grupo de militantes formado na velha idéia da luta revolucionária, desse contato com o pensamento, a rebeldia e a forma de organização das comunidades indígenas.
Este contato com a cultura e a forma de rebeldia dos povos originários, proporcionou ao EZLN características incomuns entre os grupos revolucionários dos anos 70. É verdade que na Primeira Declaração da Selva Lacandona, emitida naquele 1º de janeiro de 1994, declararam guerra ao Exército federal mexicano e seu chefe máximo e ilegítimo: Carlos Salinas de Gortari e chamaram o povo do México para engrossar as suas filas; também é verdade que de imediato foram sensíveis às vozes desse povo do México que imediatamente entendeu a sua causa e manifestou o seu apoio, mas também expressou a sua recusa à violência como forma de luta.
A partir de então, até agora, o EZLN, sem abandonar as armas (o que é muito compreensível dada a vocação traiçoeira do Estado), apresentou à sociedade civil diversas propostas organizativas para levar adiante uma luta política civil e pacífica que levasse à transformação da estrutura social, isto é, a uma luta anticapitalista. Pois, somente acabando com o capitalismo é possível construir uma sociedade justa e igualitária na qual a riqueza produzida com o nosso trabalho seja igualmente desfrutada por todos.
É verdade que nestes 25 anos de existência o EZLN foi provando diferentes formas de luta, mas nunca traiu os seus princípios (algo sumamente valioso nestes tempos em que em nome do pragmatismo, os políticos são capazes de vender a sua alma ao diabo). A ética zapatista lhe outorga a qualidade moral que os seus detratores ainda têm que reconhecer. Por isso, a sua proposta de construir um mundo novo foi reconhecida em todo o mundo.
FONTE: Unisinos
SITE: http://www.unisinos.br
?É verdade que nestes 25 anos de existência o EZLN foi provando diferentes formas de luta, mas nunca traiu os seus princípios. A ética zapatista lhe outorga a qualidade moral que os seus detratores ainda têm que reconhecer. Por isso, a sua proposta de construir um mundo novo foi reconhecida em todo o mundo?, escreve Carmen Martinez, em artigo publicado no sítio espanhol Kaos, 17-11-2008. A tradução é do Cepat.
No dia 17 de novembro de 2008, completaram-se os 25 anos do surgimento do Exército Zapatista de Libertação Nacional (EZLN), nas montanhas do então esquecido Estado de Chiapas, no sudeste do México. Segundo informações que obtivemos através dos numerosos comunicados emitidos pelos zapatistas, assim como pelas entrevistas que diversos personagens fizeram com o Subcomandante, o grupo inicial era composto por seis pessoas de origens urbanas entre as quais se encontrava o próprio Subcomandante.
Os zapatistas apareceram em cena pública no dia 1º de janeiro de 1994 mediante a tomada sincronizada e de surpresa de cinco sedes municipais do Estado de Chiapas, numa ação militar qualificada pelo próprio subcomandante como ?um poema?. De imediato, se pode supor que estas ações somente poderiam ter sido realizadas por um grande grupo de pessoas com uma elevada moral e perfeitamente organizadas, treinadas e disciplinadas. Nas fotografias que apareceram nos jornais daqueles primeiros dias, podemos observar os insurgentes e milicianos, mulheres e homens em sua grande maioria indígenas com a pele da cor da terra, que em seu olhar deixavam ver todo o amor pela pátria e a decisão de acabar de uma vez por todas com a marginalização, o desprezo e o esquecimento em que essa pátria os manteve durante mais de 500 anos.
Posteriormente, nos inteiramos de que essa moral, organização e disciplina, era o produto de dez anos de árduo trabalho realizado por esses primeiros seis insurgentes em condições sumamente hostis e na clandestinidade absoluta, e que pouco a pouco foram se somando a eles os habitantes das comunidades indígenas. Em muitas ocasiões o Subcomandante, como porta-voz do EZLN, falou da importância, para um grupo de militantes formado na velha idéia da luta revolucionária, desse contato com o pensamento, a rebeldia e a forma de organização das comunidades indígenas.
Este contato com a cultura e a forma de rebeldia dos povos originários, proporcionou ao EZLN características incomuns entre os grupos revolucionários dos anos 70. É verdade que na Primeira Declaração da Selva Lacandona, emitida naquele 1º de janeiro de 1994, declararam guerra ao Exército federal mexicano e seu chefe máximo e ilegítimo: Carlos Salinas de Gortari e chamaram o povo do México para engrossar as suas filas; também é verdade que de imediato foram sensíveis às vozes desse povo do México que imediatamente entendeu a sua causa e manifestou o seu apoio, mas também expressou a sua recusa à violência como forma de luta.
A partir de então, até agora, o EZLN, sem abandonar as armas (o que é muito compreensível dada a vocação traiçoeira do Estado), apresentou à sociedade civil diversas propostas organizativas para levar adiante uma luta política civil e pacífica que levasse à transformação da estrutura social, isto é, a uma luta anticapitalista. Pois, somente acabando com o capitalismo é possível construir uma sociedade justa e igualitária na qual a riqueza produzida com o nosso trabalho seja igualmente desfrutada por todos.
É verdade que nestes 25 anos de existência o EZLN foi provando diferentes formas de luta, mas nunca traiu os seus princípios (algo sumamente valioso nestes tempos em que em nome do pragmatismo, os políticos são capazes de vender a sua alma ao diabo). A ética zapatista lhe outorga a qualidade moral que os seus detratores ainda têm que reconhecer. Por isso, a sua proposta de construir um mundo novo foi reconhecida em todo o mundo.
FONTE: Unisinos
SITE: http://www.unisinos.br
3 anos da escola latino-americana de agroecologia ELAA - VIDEO
3 anos da escola latino-americana de agroecologia ELAA - VIDEO
a Via Campesina Brasil festeja o aniversário de três anos da I Escola Latino-Americana de Agroecologia (ELAA), localizada no assentamento Contestado, município da Lapa (à 70 km de Curitiba-PR).
A escola fundada em 27 de agosto de 2005, pelos campones, é mais instrumento na luta pela construção de uma nova matriz de produção, baseada na agroeocologia e na preservação do meio ambiente. No local estão sendo formados tecnólogos em Agroecologia para contribuir no avanço deste modelo de produção no campo.
“A construção da ELAA tem sido fundamental para fortalecer a articulação da Via Campesina na América Latina, preparando jovens de vários movimentos socais para atuar nas comunidades onde vivem”, afirma José Maria Tardin, da equipe pedagógica da escola.
As comerações terão início às 9h, com uma mística de abertura. Às 9h30 os participantes farão uma visita aos espaços da escola. Às 11h será realizada um Ato Político com autoridades e religiosos convidados, às 13h será servido almoço, e às 14h30 serão realizadas atividades culturais.
Hoje, a ELAA conta com 88 educandos de 18 estados brasileiros e do Paraguai. Todos filhos de camponeses, assentados e pequenos agricultores, ligados a movimentos latino-americanos da Via Campesina. São duas turmas em funcionamento na escola. A primeira, chamada “Mata Atlântica” está na sexta etapa do curso e a turma “Resistência Camponesa” inicia a quarta etapa em outubro.
O curso de graduação é ministrado pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) e conta com três anos de duração, com aulas que funcionam por etapas, em regime de alternância, entre tempo escola e tempo comunidade, com uma média de 60 a 70 dias cada etapa.
A ELAA foi criada numa parceria entre a Via Campesina, o governo da Venezuela, governo do Paraná, UFPR e o MST, para possibilitar a estruturação de uma rede de intercâmbio entre os camponeses latino-americanos e defender a soberania alimentar dos povos.
Fonte: Página Eletrônica do MST
a Via Campesina Brasil festeja o aniversário de três anos da I Escola Latino-Americana de Agroecologia (ELAA), localizada no assentamento Contestado, município da Lapa (à 70 km de Curitiba-PR).
A escola fundada em 27 de agosto de 2005, pelos campones, é mais instrumento na luta pela construção de uma nova matriz de produção, baseada na agroeocologia e na preservação do meio ambiente. No local estão sendo formados tecnólogos em Agroecologia para contribuir no avanço deste modelo de produção no campo.
“A construção da ELAA tem sido fundamental para fortalecer a articulação da Via Campesina na América Latina, preparando jovens de vários movimentos socais para atuar nas comunidades onde vivem”, afirma José Maria Tardin, da equipe pedagógica da escola.
As comerações terão início às 9h, com uma mística de abertura. Às 9h30 os participantes farão uma visita aos espaços da escola. Às 11h será realizada um Ato Político com autoridades e religiosos convidados, às 13h será servido almoço, e às 14h30 serão realizadas atividades culturais.
Hoje, a ELAA conta com 88 educandos de 18 estados brasileiros e do Paraguai. Todos filhos de camponeses, assentados e pequenos agricultores, ligados a movimentos latino-americanos da Via Campesina. São duas turmas em funcionamento na escola. A primeira, chamada “Mata Atlântica” está na sexta etapa do curso e a turma “Resistência Camponesa” inicia a quarta etapa em outubro.
O curso de graduação é ministrado pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) e conta com três anos de duração, com aulas que funcionam por etapas, em regime de alternância, entre tempo escola e tempo comunidade, com uma média de 60 a 70 dias cada etapa.
A ELAA foi criada numa parceria entre a Via Campesina, o governo da Venezuela, governo do Paraná, UFPR e o MST, para possibilitar a estruturação de uma rede de intercâmbio entre os camponeses latino-americanos e defender a soberania alimentar dos povos.
Fonte: Página Eletrônica do MST
LUTAR SEMPRE - 5º Congresso Nacional do MST
LUTAR SEMPRE - 5º Congresso Nacional do MST
Documentario produzido pela Brigada de Audiovisual da Via Campesina, sobre o 5º Congresso Nacional do MST, ocorrido em junho de 2007 em Brasilia.
Documentario produzido pela Brigada de Audiovisual da Via Campesina, sobre o 5º Congresso Nacional do MST, ocorrido em junho de 2007 em Brasilia.
Documentario produzido pela Brigada de Audiovisual da Via Campesina, sobre o 5º Congresso Nacional do MST, ocorrido em junho de 2007 em Brasilia.
Documentario produzido pela Brigada de Audiovisual da Via Campesina, sobre o 5º Congresso Nacional do MST, ocorrido em junho de 2007 em Brasilia.
5º CONGRESSO NACIONAL DO MST - BRASÍLIA - 2007 - Parte III
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5º CONGRESSO NACIONAL DO MST - BRASÍLIA - 2007 VIDEO
5º CONGRESSO NACIONAL DO MST - BRASÍLIA - 2007 - Parte I
18 mil pessoas durante uma semana, em brasília, lutando por um país mais justo, com reforma agrária e soberania popular
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18 mil pessoas durante uma semana, em brasília, lutando por um país mais justo, com reforma agrária e soberania popular
18 mil pessoas durante uma semana, em brasília, lutando por um país mais justo, com reforma agrária e soberania popular
terça-feira, 28 de julho de 2009
Governo realiza nesta terça-feira o III Encontro Terra e Cidadania
Governo realiza nesta terça-feira o III Encontro Terra e Cidadania
O desenvolvimento agrário e sustentável, acesso à terra, acesso à moradia e o uso da terra pelas comunidades tradicionais do Estado serão os principais temas do III Encontro Terra e Cidadania. O evento promovido pelo Instituto de Terras, Cartografia e Geociências (ITCG), autarquia da Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos e parceiros começa nesta terça-feira (28) na Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC).
O III Encontro prossegue até a próxima quinta-feira (30) e reunirá especialistas nacionais e internacionais na área do direito fundiário e outros temas. Também participarão lideranças e representantes de comunidades tradicionais do Paraná.
“O encontro é fundamental para a capacitação e para a união dos movimentos sociais ligados a terra em todo o Paraná”, declarou Theo Marés, diretor-presidente do ITCG. “É importante a existência deste espaço de debate sobre as questões agrárias com várias lideranças”, completou.
O III Encontro Terra e Cidadania será aberto ao público geral e oferecerá palestras e oficinas para dinamizar as discussões. Entre as palestras previstas estão a de Carlos Frederico Marés, procurador-geral do Estado (dia 28, às 20h) e Gonçalo Dias Guimarães, coordenador da Incubadora Tecnológica de Cooperativas Populares (dia 29, às 11h).
Já as oficinas ocorrerão nos dias 29 e 30 discutindo temas como ordenamento territorial, regularização fundiária rural, regularização fundiária urbana, territórios e povos tradicionais, terras e movimentos campesinos e êxodo rural e reforma urbana.
Entre as lideranças aguardadas para o encontro estão comunidades tradicionais (quilombolas, faxinalenses, pescadores artesanais, ilhéus, cipozeiros e povos indígenas); Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST); Via Campesina: Comissão Pastoral da Terra (CPT); Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST); Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA); Organização Terra de Direitos e outras.
RECONHECIMENTO – Logo no primeiro dia do evento, os servidores do ITCG entregarão ao ex-diretor-presidente do órgão, José Antõnio Peres Gediel, o Prêmio “Manoel Jacinto” em reconhecimento pelo trabalho desenvolvido por Gediel durante sua gestão, que ficou conhecida pela consolidação do antigo ITC (hoje ITCG) como um órgão de terras atuante no Estado.
HISTÓRICO – As duas primeiras edições do Encontro de Terra e Cidadania, realizados em 2007 e 2008, registraram documentos e posições dos movimentos sociais acerca de questão agrária paranaense. Em 2007, durante o evento, foi escrita uma carta de repúdio a liberação do milho trangênico no Paraná. Já em 2008, os participantes aprovaram uma moção de repúdio a decisão do Ministério Público do Rio Grande do Sul de tratar os movimentos sociais do campo como criminosos – além de apresentar uma carta de princípios a favor da reforma agrária e das populações tradicionais.
Serviço:
III Encontro de Terra e Cidadania
Local: Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC/PR) - Auditório do Centro de Ciências Biológicas e da Saúde.
Data: 28/07/2009
Horário: 16h00
Endereço: Rua Imaculada Conceição, 1155, Bairro Prado Velho.
Programação:
Arquivos anexados: 2807TerraCidadania.doc
http://www.itcg.pr.gov.br/arquivos/File/IIIEncontroTerraCidadaniaProgramacao.pdf
Arquivos anexados: 2807TerraCidadania.doc
O desenvolvimento agrário e sustentável, acesso à terra, acesso à moradia e o uso da terra pelas comunidades tradicionais do Estado serão os principais temas do III Encontro Terra e Cidadania. O evento promovido pelo Instituto de Terras, Cartografia e Geociências (ITCG), autarquia da Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos e parceiros começa nesta terça-feira (28) na Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC).
O III Encontro prossegue até a próxima quinta-feira (30) e reunirá especialistas nacionais e internacionais na área do direito fundiário e outros temas. Também participarão lideranças e representantes de comunidades tradicionais do Paraná.
“O encontro é fundamental para a capacitação e para a união dos movimentos sociais ligados a terra em todo o Paraná”, declarou Theo Marés, diretor-presidente do ITCG. “É importante a existência deste espaço de debate sobre as questões agrárias com várias lideranças”, completou.
O III Encontro Terra e Cidadania será aberto ao público geral e oferecerá palestras e oficinas para dinamizar as discussões. Entre as palestras previstas estão a de Carlos Frederico Marés, procurador-geral do Estado (dia 28, às 20h) e Gonçalo Dias Guimarães, coordenador da Incubadora Tecnológica de Cooperativas Populares (dia 29, às 11h).
Já as oficinas ocorrerão nos dias 29 e 30 discutindo temas como ordenamento territorial, regularização fundiária rural, regularização fundiária urbana, territórios e povos tradicionais, terras e movimentos campesinos e êxodo rural e reforma urbana.
Entre as lideranças aguardadas para o encontro estão comunidades tradicionais (quilombolas, faxinalenses, pescadores artesanais, ilhéus, cipozeiros e povos indígenas); Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST); Via Campesina: Comissão Pastoral da Terra (CPT); Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST); Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA); Organização Terra de Direitos e outras.
RECONHECIMENTO – Logo no primeiro dia do evento, os servidores do ITCG entregarão ao ex-diretor-presidente do órgão, José Antõnio Peres Gediel, o Prêmio “Manoel Jacinto” em reconhecimento pelo trabalho desenvolvido por Gediel durante sua gestão, que ficou conhecida pela consolidação do antigo ITC (hoje ITCG) como um órgão de terras atuante no Estado.
HISTÓRICO – As duas primeiras edições do Encontro de Terra e Cidadania, realizados em 2007 e 2008, registraram documentos e posições dos movimentos sociais acerca de questão agrária paranaense. Em 2007, durante o evento, foi escrita uma carta de repúdio a liberação do milho trangênico no Paraná. Já em 2008, os participantes aprovaram uma moção de repúdio a decisão do Ministério Público do Rio Grande do Sul de tratar os movimentos sociais do campo como criminosos – além de apresentar uma carta de princípios a favor da reforma agrária e das populações tradicionais.
Serviço:
III Encontro de Terra e Cidadania
Local: Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC/PR) - Auditório do Centro de Ciências Biológicas e da Saúde.
Data: 28/07/2009
Horário: 16h00
Endereço: Rua Imaculada Conceição, 1155, Bairro Prado Velho.
Programação:
Arquivos anexados: 2807TerraCidadania.doc
http://www.itcg.pr.gov.br/arquivos/File/IIIEncontroTerraCidadaniaProgramacao.pdf
Arquivos anexados: 2807TerraCidadania.doc
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