terça-feira, 30 de junho de 2009

Um gesto que não será esquecido

Reflexões de Fidel

Um gesto que não será esquecido

• FAÇO uma parada no trabalho que estava elaborando há duas semanas sobre um episódio histórico, para me solidarizar com o presidente constitucional de Honduras, José Manuel Zelaya.

Foi impressionante vê-lo através de Telesul, arengando o povo de Honduras. Denunciava energicamente a burda negativa reacionária de impedir uma importante consulta popular. Essa é a "democracia" que defende o imperialismo. Zelaya não tem cometido a menor violação da lei. Não realizou um ato de força. É o presidente e comandante-geral das Forças Armadas de Honduras. O que ali acontecer será uma prova para a OEA e para a atual administração dos Estados Unidos.

Ontem foi realizada uma reunião da ALBA em Maracai, no Estado venezuelano de Arágua. Os líderes latino-americanos e caribenhos que ali falaram, brilharam tanto por sua eloquência como por sua dignidade.

Hoje escutava os sólidos argumentos do presidente Hugo Chávez denunciando a ação golpista através da Venezuelana de Televisão.

Ignoramos o quê acontecerá nesta noite ou amanhã em Honduras, mas a conduta valente de Zelaya passará à história.

Suas palavras nos faziam lembrar o discurso do presidente Salvador Allende enquanto os aviões de guerra bombardeavam o Palácio Presidencial, onde morreu heroicamente em 11 de setembro de 1973. Desta vez víamos outro presidente latino-americano entrando com o povo numa base aérea para reclamar as cédulas para uma consulta popular, confiscadas espuriamente.

Assim age um presidente e comandante-geral.

O povo de Honduras jamais esquecerá esse gesto!



Fidel Castro Ruz
25 de junho de 2009
20h15 •
fonte
http://www.granma.cu/portugues/2009/junio/vier26/Reflexoes-25junho.html



Manifestantes entregam carta ao embaixador de Honduras



Manifestantes entregam carta ao embaixador de Honduras
30/06/2009

Manifestantes da Via Campesina Brasil e de entidades da sociedade civil ligadas ao Fórum Nacional de Reforma Agrária e Justiça no Campo (FNRA) entregaram ao embaixador de Honduras no Brasil, Victor Lozano, uma carta em solidariedade ao povo hondurenho e em defesa da democracia do país caribenho na manhã desta terça-feira (30/06), em Brasília.

Em frente à sede da Embaixada, onde o ato teve início, o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) se reuniu com o grupo e afirmou estar ao lado dos movimentos sociais brasileiros na defesa do povo de Honduras. Mais tarde, dentro da Embaixada, os manifestantes leram a carta (leia abaixo) e a entregaram a Lozano, que se emocionou e agradeceu a solidariedade brasileira.

“Tenham certeza de que vamos seguir lutando para que sejam respeitados os direitos dos trabalhadores, dos camponeses e de todos aqueles hondurenhos que foram favorecidos pela política do presidente Zelaya. Contamos com a ajuda da nação brasileira nesse momento. Sou filho de camponeses, trabalho para o povo de meu país e fico muito feliz em encontrar a solidariedade de vocês aqui. Nossas portas, portanto, estão abertas para vocês”, afirmou o embaixador.

Maria Costa, integrante da Via Campesina Brasil, reforçou a disposição dos manifestantes em permanecer em vigília na Embaixada até que o presidente democraticamente eleito seja reconduzido a seu posto. “Nossa preocupação é que não haja derramamento de sangue, que sejam protegidas as lideranças campesinas e que seja feita uma reunião com o Grupo do Rio, um mecanismo de
consulta internacional constituído por Estados latino-americanos e caribenhos. Vamos nos organizar para ficar mobilizados até que a democracia volte a Honduras. Seremos os guardiões de seu país aqui no Brasil”, garantiu.

No último domingo (28/06), os hondurenhos tiveram seu presidente eleito deposto pelos militares, que deixaram em seu lugar o presidente do Legislativo, Roberto Micheletti. Em Assembleia Geral da ONU realizada nesta terça, Zelaya afirmou que pretende voltar nesta semana a seu país,
acompanhado dos presidentes da Argentina e do Equador e do chefe da OEA (Organização dos Estados Americanos).

Leia a seguir a carta entregue ao embaixador Victor Lozano.

Carta aberta à Embaixada de Honduras e à sociedade

É com o sentimento de indignação que nós, organizações e movimentos sociais do Brasil abaixo assinados, recebemos a notícia de que o povo hondurenho sofreu um golpe militar a partir do sequestro do seu Presidente Manuel Zelaya na madrugada do último dia 28.

Repudiamos veementemente tal ato, pois atenta contra ao processo democrático em curso naquele país, construído à custa de muitas lutas sociais e populares por trabalhadores e trabalhadoras do campo e da cidade que na edificação da democracia Hondurenha tombaram e tiveram suas vidas ceifadas.

A vitória do Presidente Manuel Zelaya é uma conquista de toda uma mobilização social e do fortalecimento dos trabalhadores e trabalhadoras daquele país; além disso, de fortalecimento de um governo que leva em consideração as necessidades sociais do povo.

O povo latino-americano vem assistindo e participando do processo de reconhecimento dos seus direitos, com governos progressistas e que junto com as organizações sociais vem construindo processos internacionais e continental de solidariedade - a exemplo da ALBA. Em decisão soberana, a população hondurenha iria ratificar através de plebiscito a decisão contra o retorno das oligarquias ditatoriais ao poder. Como resposta a esse processo popular, essas oligarquias golpearam duramente tal processo democrático em curso, tentando imobilizar o povo.

Esse golpe militar reacende nossa memória sobre as décadas de ditadura iniciada na década de 60 em toda América Latina. É essa memória de lutas e resistência que nos leva a reforçar e apoiar a luta do povo Hondurenho e exigir:

1.A volta imediata do presidente Manuel Zelaya ao comando do país;
2.O restabelecimento da ordem constitucional, sem o derramamento de sangue e
sem repressão à população de Honduras, que exige o retorno da democracia;
3.Que seja respeitada a integridade física das lideranças sociais, inclusive
a de Rafael Alegría – dirigente internacional da Via Campesina;
4.Que as autoridades garantam em pleno exercício democrático a consulta
popular, como forma de livre expressão;
5.Uma reunião imediata do Grupo do Rio no Brasil para que se avalie a
situação política do país.

Reafirmamos nossa solidariedade ao povo hondurenho, ao presidente Manuel
Zelaya e às organizações e movimentos sociais que levam a cabo, e seguirão
levando, as decisões soberanas do povo hondurenho.

Subscrevem:

Fórum Nacional da Reforma Agrária e Justiça no Campo – FNRA
Via Campesina – Brasil
Rede Brasil – Jubileu Sul
Movimento Nacional de Direitos Humanos – MNDH
Confederação Nacional dos trabalhadores da agricultura – CONTAG
Movimento dos Trabalhadores rurais sem terra – MST
Federação dos Trabalhadores da Agricultura Familiar – FETRAF Brasil
Central Única dos Trabalhadores – CUT
Comissão Pastoral da Terra – CPT
Caritas Brasileira
Movimento das Mulheres Camponesas – MMC
Movimento dos Pequenos Agricultores – MPA
Movimento Democracia Direta – MDD
Movimento dos Atingidos por Barragens – MAB
Central dos Movimentos Populares – CMP
Conselho Nacional das Igrejas Cristas – CONIC
Confederação dos Trabalhadores do Serviço Publico Federal – CONDESEF
Pastorais Sociais da CNBB
Movimento Terra, Trabalho e Liberdade – MTL
Associação Brasileira de Reforma Agrária – ABRA
Associação Brasileira de ONG’s – ABONG
Assessoria e Serviços a Projetos em Agricultura Alternativa – AS-PTA
Associação Nacional dos Docentes do Ensino Superior – ANDES – SN
Centro de Justiça Global
Coletivo Motirõ
Coordenadoria Ecumênica de Serviço - CESE
Conselho Indigenista Missionário – CIMI
Confederação Nacional das Associações dos Servidores do INCRA – CNASI
Departamento de Estudos Socioeconômicos Rurais – DESER
ESPLAR Centro de Pesquisa e Assessoria
Federação de Órgãos para Assistência Social e Organizacional – FASE
Federação Nacional dos Trabalhadores da Assistência Técnica e do Setor
Publico Agrícola do Brasil – FAZER
Federação dos Estudantes de Agronomia do Brasil – FEAB
FIAN – Brasil
FISENGE
Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas – IBASE
Instituto Brasileiro de Desenvolvimento – IBRADES
Instituto de Desenvolvimento e Ação Comunitária – IDACO
IECLB
IFAS
Instituto de Estudos Socioeconômicos – INESC
Movimento de Libertação dos Sem Terra – MLST
Pastoral da Juventude Rural – PJR
Rede Social de Justiça e Direitos Humanos
RENAP
Sindicato Nacional dos Trabalhadores de Pesquisa e Desenvolvimento
Agropecuário – SINPAF
Terra de Direitos
TV Comunitária de Brasília
Empório do Cerrado
Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira – COIAB
Ação Brasileira pela Nutrição e Direitos Humanos – ABRANDH
Associação Brasileira de Estudantes de Engenharia Florestal – ABEEF
Comissão de Justiça e Paz
Grito dos Excluídos
Mutirão Nacional pela Superação da Miséria e da Fome
Movimento de Olho na Justiça

FONTE

http://www.mst.org.br/mst/pagina.php?cd=7009



sábado, 27 de junho de 2009

Educador incansável

REFLEXÕES DE FIDEL
Educador incansável

CHÁVEZ é um educador incansável. Não hesita em descrever o que significa o capitalismo. Vai desmontando, uma após outra, todas suas mentiras. É implacável.

Descreve o sentido de cada uma das medidas que o socialismo aplica para o povo.

Sabe quanto sofre o ser humano quando ele, sua mulher, seus filhos, seus pais, seus vizinhos, não têm nada, e uns poucos têm de tudo.

Demonstra o egoísmo dos ricos, que tudo subordinam às leis cegas e inexoráveis do mercado, opostas a toda racionalidade no emprego das forças produtivas. Demonstra-o constantemente com a obra que é realizada na Venezuela.

Chávez inundou a Venezuela de livros. Antes promoveu que todos os cidadãos soubessem ler e escrever. Abriu escolas para todas as crianças; estudos de ensino médio e técnico para todos os adolescentes e jovens, possibilidade de educação superior para todos eles.

A fina flor do pensamento oligárquico e contra-revolucionário se reúne em Caracas para declarar por todos os meios que na Venezuela não há liberdade de imprensa. Chávez os exortou a participarem do Alô Presidente, que celebra seu décimo aniversário, para discutir o tema com os intelectuais venezuelanos; ele estaria sentado no público disposto a escutar o debate. No momento em que escrevo esta Reflexão, ainda não tinham respondido uma só palavra.

Às 18h40 começou de novo o Alô Presidente. A palavra acesa de Chávez se escuta outra vez no segundo dia da comemoração. Começa com a presença dos ministros da Cultura da ALBA, que participam de uma reunião internacional de ministros desse setor.

Na atividade são pronunciados discursos brilhantes que enriquecem o pensamento político.

Chávez reiterou seu desafio. Instou mais uma vez as cabeças da oligarquia internacional a discutirem e ainda não responderam, já são mais das 19h.

Vou me Concentrar nos brilhantes e sentidos discursos que estão sendo pronunciados. Peço desculpas.



Fidel Castro Ruz

29 de maio de 2009

http://www.granma.cu/portugues/2009/junio/lun1/23reflexiones3-p.html



Obrigado Fidel, obrigado Cuba

Obrigado Fidel, obrigado Cuba


Oscar Sánchez Serra

TYLER MacNiven voou em 7 de junho da Califórnia às Baamas e dali a Havana. Por ser estadunidense não pode viajar diretamente à capital cubana, inclusive, também não pode fazê-lo por um terceiro país. Com isso, expõe-se a uma sanção, conforme as leis de seu governo. Contudo, um sonho que esteve a ponto de tornar realidade, convoca-o novamente a passar por cima de qualquer barreira.

Chegou a Cuba no dia 8 de junho, na mesma data em que nosso jornal reproduzia as Reflexões de Fidel Resposta ridícula a uma derrota, (publicadas no domingo 7 de junho, no jornal Juventud Rebelde), na qual o líder da Revolução cubana desmascara outra das sujas manobras do império, com argumentos irrebatíveis sobre uma ridícula história em quadrinhos de espionagem cubana, justo, como disse Fidel, quando "se estavam produzindo contatos entre os governos dos Estados Unidos e Cuba sobre assuntos importantes de interesse comum". Ou, curiosamente?, "24 horas depois da derrota sofrida pela diplomacia dos Estados Unidos na Assembleia Geral da OEA".

Tyler não se surpreendeu com a nova Reflexão, acompanha cada uma delas, declara-se um fiel e disciplinado leitor. "Dia após dia, procuro se há alguma nova na internet". O que teve impacto nele foi a relação de um de seus parágrafos com o objetivo de seu retorno a Cuba. E é que "voltei sete anos depois para tornar meu sonho realidade, abraçar Fidel, pois sei que esse abraço me permitirá abraçar o próprio coração de Cuba, quero fazer minha contribuição à amizade entre nossos dois povos", contou-nos visivelmente empolgado.

Na Resposta ridícula a uma derrota, Fidel expressou: "As pessoas acusadas são Walter Kendall Myers e sua esposa, Gwendolyn Steingraber Myers. Acrescentou que o primeiro trabalhou como especialista de assuntos europeus; que em 1995, há 14 anos, vieram a Cuba, data em que foram recebidos por mim. Reuni-me durante esse tempo com milhares de norte-americanos por diversos motivos, individualmente, ou em grupos, às vezes, com grupos de várias centenas deles, como os estudantes que viajavam a Cuba no cruzeiro Projeto Semestre no Mar, pelo qual apenas poderia lembrar detalhes de uma reunião com duas pessoas. Agora percebo por que George W. Bush proibiu os estudantes do cruzeiro de continuarem visitando Cuba; durante muitas horas conversavam comigo, apesar de que pertenciam a famílias da classe média alta".

"Eu fui um dos membros desse projeto em 2002, reunimo-nos com Fidel no Palácio das Convenções por mais de quatro horas. Quando ele terminou seu discurso, levantei meu braço e deram-me a palavra, pude conversar com ele. Queria expressar-lhe, e o fiz, minha gratidão ao povo cubano, a ele. Naquela ocasião, petiscamos algumas coisas na Universidade de Havana e alguns ficamos com desconforto no estômago. Lembro que me sentei num lugar de Havana para descansar e logo depois caí no chão. Um grupo de cubanos me cercou e amavelmente me animou, mas ao reparar que continuava mal, subiram-me a um carro particular, com um homem desconhecido e fui parar ao hospital mais próximo".

"Fui atendido por três médicos altamente especializados e pouco depois estava recuperado. O que lhe agradeci não foi tanto o profissionalismo dos médicos ou a gratuidade do atendimento, mas acredito que me curei pelas mostras de carinho deste povo, que conquistou meu coração para sempre. Eu, norte-americano, fui tratado como um de vocês, como um cubano, foi impressionante".

Conta que sentiu algo de vergonha, ou talvez, só timidez, e não pediu a Fidel naquela ocasião o abraço que tanto almejava. Mas disse-nos que "já no fim do encontro no Palácio das Convenções, um bom amigo meu, Dominic, expressou: ‘Senhor presidente, já que não podemos perguntar qualquer coisa, gostaria de lhe pedir uma coisa: Posso abraçá-lo?’."

A pergunta de seu amigo lhe percorreu todo o corpo, e ... "então Fidel respondeu a Dominic, ‘sem cobrar-lhe um tostão, venha, eu o espero’. Enquanto meu colega corria para o cenário, eu ia me afundando em meu assento e, quando Fidel e ele se fundiram num abraço, sob o aplauso de todos nós, compreendi que tinha perdido uma grande oportunidade. Mas também me senti muito feliz pela humanidade desse homem, que abraçando Dominic, estava abraçando todos nós e também o meu país".

Sentados junto a Tyler, meu colega Alberto Núñez e eu não deixávamos de admirar aquela narração. Pediu-nos que o ajudássemos a realizar seu sonho, respondemo-lhes que o que podíamos fazer era contar sua história. Presenteou-nos com o vídeo que reproduz aquele encontro com Fidel e restituímos seu gesto entregando-lhe as 236 Reflexões de Fidel. Seus olhos brilharam ao saber que contava com cada um desses textos.

Foi então quando nos disse que nos quase seis dias que levava em nosso país, sentia que, além de seu sonho de abraçar Fidel, está vivendo outro muito singular, "o calor humano e também o deste verão prematuro, o sorriso de cada homem, mulher ou criança, a franqueza deste povo, sua música, sua gente. É realmente algo maravilhoso chegar dos Estados Unidos e ser bem-vindo e mais que isso, amado. Lamento que meu espanhol não seja o suficientemente vasto para poder beber mais desta realidade que estou vendo aqui. Lembro que Fidel me disse aquela vez no Palácio das Convenções, em tom engraçado, que havia que criticar os médicos que me atenderam por não falarem inglês; eu também me critico por não saber mais espanhol, mas aprenderei muito mais".

E na despedida, depois de saber que percorrerá nosso país, do oeste ao leste, até 8 de julho próximo, Tyler nos revelou: "Quero dizer-lhes as mesmas palavras com que terminei meu diálogo com Fidel naquele dia de 2002, no Palácio das Convenções. Disse naquele momento ‘Obrigado Fidel’ e hoje digo


‘Obrigado Fidel, obrigado Cuba’".
fonte
http://www.granma.cu/portugues/2009/junio/juev25/26gracias-p.html
vejam outras noticias




Livros de Paulo Freire - disponiveis para serem baixados gratuitamente

Livros de Paulo Freire
disponiveis para serem baixados gratuitamente

Os adeptos de Paulo Freire têm agora a disponiblidade de baixar gratuitamente na internet, inclusive o clássico Pedagogia do Oprimido.


Algumas de suas obras são consideradas preciosidades. São livros importantíssimos de um pensador brasileiro comprometido profundamente com as causas sociais.
O material é inovador, criativo,original e tem importância histórica inédita. Para os profissionais e pesquisadores de comunicação a obra Extensão ou Comunicação é, praticamente, obrigatória.

As obras estão disponiveis no portal do governo do Acre: http://www.ac.gov.br/bibliotecadafloresta/biblioteca/index.php?option=com_content&task=view&id=638&Itemid=128. .

Confira abaixo as obras e os linques:

A importância do ato de ler
<
http://www.bibliotecadafloresta.ac.gov.br/biblioteca/LIVROS_PAULO_FREIRE/A_importancia_do_ato_de_ler.pdf>

Ação Cultural para a Liberdade
<http://www.bibliotecadafloresta.ac.gov.br/biblioteca/LIVROS_PAULO_FREIRE/Acao_Cultural_para_a_Liberdade.pdf>

Extensão ou Comunicação <http://www.bibliotecadafloresta.ac.gov.br/biblioteca/LIVROS_PAULO_FREIRE/Extensao_ou_Comunicacao1.pdf>

Medo e Ousadia <http://www.bibliotecadafloresta.ac.gov.br/biblioteca/LIVROS_PAULO_FREIRE/MedoeOusadia.pdf>

Pedagogia da Autonomia <http://www.bibliotecadafloresta.ac.gov.br/biblioteca/LIVROS_PAULO_FREIRE/PedagogiadaAutonomiaP[1].Freire.pdf>

Pedagogia da Indignação <http://www.bibliotecadafloresta.ac.gov.br/biblioteca/LIVROS_PAULO_FREIRE/PedagogiadaIndignacaoP[1].Freire.pdf>

Pedagogia do Oprimido <http://www.bibliotecadafloresta.ac.gov.br/biblioteca/LIVROS_PAULO_FREIRE/PedagogiadoOprimidoP[1].Freire.pdf>

Política e Educação <http://www.bibliotecadafloresta.ac.gov.br/biblioteca/LIVROS_PAULO_FREIRE/PoliticaeEducacao-P[1].Freire.pdf>

Professora sim, Tia não <http://www.bibliotecadafloresta.ac.gov.br/biblioteca/LIVROS_PAULO_FREIRE/Professora_sim,_Tia_nao.pdf>

fonte
http://www.recid.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=1177&Itemid=2




A Papisa Joana - A Cadeira Furada - origem Puxa-saco



Os muçulmanos foram avançando pelo território até que conseguiram invadir e saquear Roma em 846, no papado de Sérgio II. O papa Leão IV passou boa parte de seu governo (847-854) reconstruindo os muros da cidade. Quando faleceu, elegeram por unanimidade o papa João VIII… ou melhor, a papisa Joana.

A história da papisa Joana é bem controversa. Os católicos vão negar até o último fio de cabelo que ela tenha existido, embora haja um decreto no século IX proibindo explicitamente a sua colocação na lista de papas, a falta de um “João” na lista de papas e a existência da famosa “cadeira papal” que durou do século IX ao XVI não teria razão de existência se não fosse necessário comprovar o sexo do papa por algum motivo.

Na época, o escândalo de ter uma mulher infiltrada na Igreja que tivesse chegado à condição de papa teria sido abafado de todas as maneiras possíveis, tendo esta indiscrição perdurado até quase o século XI, quando o respeitável historiador Murdoch MacGroarty (1028-1082) estava compilando a lista de papas conhecida como “Chronicles of the Popes” e chegou a 20 papas de nome João. A lista de papas de Murdoch foi aprovada por Victor III, Urbano II, Pascoal II e Alberic de
Montecassino e menciona a existência de uma papisa Joana.

Quando refizeram as contas, eliminando a papisa Joana quase 200 anos depois, o papa João XXI se recusou a mudar seu título e acabou ficando uma brecha entre os papas João VIII e João XIX. É ela quem aparece na imagem do Tarot de Marselha ocupando o arcano II, que se chama “Papisa” ao invés do tradicional “Sacerdotisa”.

A história mais confiável conta que Joana nasceu na Inglaterra, filha bastarda de um padre que, para ocultar o caso, precisou fugir para a Alemanha, onde a criou como um coroinha. Quando chegou a adolescência, Joana já sabia falar três línguas e possuía uma inteligência fora do comum. Foi enviada para estudar nas melhores escolas, sempre assumindo uma identidade masculina, pois não era permitida a presença de mulheres nos monastérios. Ela possuía um amante, também padre, que a acompanhou à Inglaterra, França e Grécia. Porém, conforme ficavam mais velhos, tiveram de mudar-se para Roma pois em todos os outros monastérios era comum os homens cultivarem barbas e a presença de Joana estava ficando difícil de ser explicada.

Joana conseguiu ser nomeada cardeal, quando teria ficado conhecida como João, o Inglês. Segundo as fontes católicas, no dia 17 de julho de 855, Leão IV faleceu.
João, em virtude de sua notável inteligência, foi eleito Papa por unanimidade. Apesar de ter sido fácil ocultar sua gravidez, devido às vestes folgadas dos Papas, terminou por sentir as dores do parto em meio a uma procissão numa rua estreita, entre o Coliseu de Roma e a Igreja de São Clemente, e deu à luz perante a multidão.
As versões também divergem sobre este ponto, mas todas coincidem em que a multidão reagiu com indignação por considerar que o trono de São Pedro havia sido profanado. Ela teria sido amarrada num cavalo e apedrejada até a morte.

O clero de Roma, ferido na sua dignidade e cheio de vergonha por aquele acontecimento singular, publicou um decreto proibindo aos pontífices atravessarem a praça pública onde tivera lugar o escândalo. Por isso, depois dessa época, no dia das Rogações, a procissão, que devia partir da basílica de São Pedro para se dirigir a Igreja de São João de Latrão, evitava aquele lugar abominável situado no meio do seu caminho, e fazia um longo roteiro.

Os ultramontanos, confundidos pelos documentos autênticos da história e não podendo negar a existência da papisa Joana, consideraram toda a duração do seu pontificado como uma vacância da santa sede e fazem suceder a Leão IV o papa Bento III, sob o pretexto de que uma mulher não pode desempenhar as funções sacerdotais, administrar os sacramentos e também conferir ordens sagradas. Mais de trinta autores eclesiásticos alegam este motivo para não incluirem Joana no número dos papas; mas um fato essencialmente notável vem dar um desmentido formal à sua opinião.



A Cadeira Furada



Para impedir que um semelhante escândalo pudesse renovar-se, imaginou para a entronização dos papas um uso singular e apropriado à circunstância, o qual leve o nome de “a prova da cadeira furada”.

O sucessor de Joana foi o primeiro a se submeter a essa prova, que passou a ser realizada na eleição do pontífice, no momento em que era conduzido ao palácio de Latrão para ser consagrado solenemente. Em primeiro lugar, o papa sentava em uma cadeira de mármore branco colocada no pórtico da igreja, entre as duas portas de honra; essa adeira não era furada, e deram lhe esse nome porque o santo padre, ao levantar se dela entoava o seguinte versículo do salmo cento e treze: “Deus eleva do pó o humilde para o fazer assentar acima dos príncipes!”

Em seguida, os grandes dignitários da igreja davam a mão ao papa e conduziam-no á capela de São Silvestre, onde se achava uma outra cadeira de pórfiro, furada no centro, na qual faziam assentar o pontífice.

Antes da consagração, os bispos e os cardeais faziam colocar o papa sobre essa segunda cadeira, meio estendido, com as pernas separadas, e permanecia exposto nessa posição, com os hábitos pontífices entreabertos, para mostrar aos assistentes as provas da sua virilidade.

Finalmente, aproximavam-se dele dois diáconos, asseguravam-se pelo tato de que os olhos não eram iludidos por aparências enganadoras e davam disso testemunho aos assistentes gritando com voz alla: “Temos um papa!”.

Este funcionário é chamado de Carmelengo e esta função era uma das mais importantes na aprovação do novo papa.
Daqui originou-se o termo “Puxa-saco”.

Essa cerimônia das cadeiras furadas é mencionada na consagração de Honório III, em 1061; na de Pascoal II, em 1099; na de Urbano VI, eleito no ano de 1378. Alexandre VI, reconhecido publicamente em Roma como pai dos cinco filhos de Rosa Vanozza, sua amante, foi submetido à mesma prova. Finalmente, ela subsistiu até o décimo sexto século, e Cressus, mestre de cerimônias de Leão X, refere no jornal de Paris todas as formalidades da prova das cadeiras furadas a que o pontífice foi submetido.
Leão X foi o último papa a ter de passar pela cerimônia de Puxação de saco.
fonte
http://gospelbrasil.topicboard.net/-f11/os-primeiros-papas-a-papisa-t710.htm

sexta-feira, 26 de junho de 2009

FOREX É SCAM !!!!!!!!!!!!!!!!!! ?- As promessas do mercado FOREX

FOREX É SCAM !!!!!!!?

As promessas do mercado FOREX


Existe uma febre mundial relativa a investimentos no setor de FOREX. Esta tendência é fomentada por vários operadores, empresas e entidades que, com certeza, tem interesse em manter alta a movimentação e a atenção no setor, mesmo se para isso seja necessário iludir investidores e omitir fatos importantes, quando não até mentir, enganar e prejudicar.

A palavra FOREX é abreviação dos termos “FOReign EXchange”, ou seja moeda estrangeira. Se trata de um mercado tradicional, até alguns anos atrás limitado aos operadores profissionais e que tinham interesse em operar nele sobretudo em conseqüência de operações de comércio ou investimentos internacionais (inclusas operações de hedging) ou para re-equilibrios financeiros. Os casos de especuladores eram relativamente raros e quase sempre limitados a grandes operadores. Como todos os mercados de alta volatilidade e alto risco, o mercado FOREX pode realmente oferecer altos lucros, assim como também existe o real e freqüente risco de realizar altas perdas.

Em algum momento iniciaram a serem criadas empresas que se dedicaram a oferecer a qualquer investidor, mesmo os menores, o acesso a investimentos no mercado FOREX. Para tanto frisavam as grandes possibilidades de lucro, omitindo porém as também grandes possibilidades de perdas. O mercado foi crescendo, alimentado por falsas promessas e ilusões, e foi se automatizando criando as ditas “plataformas”, ou seja sistemas informáticos que, oportunamente programados pelos investidores, supostamente teriam condição de administrar da melhor forma os investimentos, proporcionando altos lucros com suposta segurança (a grande possibilidade de haver perdas, como sempre, é omitida).
É comum receber propostas de empresas que criaram sistemas de trading automatizado de FOREX e que, em certos casos, também funcionam como corretoras, declarando as maravilhas de seus sistemas que podem alcançar lucros de 10% a 50% ao mês.


Nunca é mencionado o fato que é igualmente possível ter perdas do mesmo vulto, ou até maiores. No caso de perdas a culpa é imediatamente colocada na má programação ou parametrização da plataforma/sistema, ou seja em “erros” do investidor e não nos riscos inerentes ao mercado.

É importante entender que o mercado FOREX é um mercado relativamente restrito. Em se falando de trading com visão de curto/médio prazo (o que é proposto sempre nestas “plataformas”), quando alguém ganha numa transação, outro alguém estará perdendo. Por esta razão são falsas e perigosas as promessas e ilusões de ganhos fáceis e praticamente seguros para todos que entrarem neste mercado.


Para alguém ganhar, alguém outro, no mesmo mercado, deverá perder !! Ou seja é IMPOSSIVEL todos ganharem, o que faz deste mercado um mercado de alto risco onde os possíveis lucros não são nada assegurados e sempre associados e igualmente possíveis perdas.

Vale ainda ressaltar que existem muitos casos já comprovados de falsas ou fraudulentas “corretoras” de FOREX, que se aproveitam do boom no setor e, usando estruturas virtuais, paraísos fiscais, sites chamativos mas contendo falsas informações, sistemas de “trading” on-line supostamente infalíveis e outras artimanhas, visam atrair incautos e ingênuos investidores que serão roubados e/ou fraudados em seguida, com várias modalidades, perdendo os valores confiados a estas “empresas”.
Neste caso um dos mais freqüentes indicadores de ma fé é justamente a divulgação da suposta "segurança" do investimento e o sistema, ou da "ausência de riscos".




Novo vídeo-bomba caixa 2 campanha beto richa curitiba

Novo vídeo-bomba caixa 2 campanha beto richa curitiba

Comitê Lealdade, montado para comprar votos para a reeleição do prefeito de Curitiba, Beto Richa (PSDB).

palavras de baixo calão corre a solta, tire os menores de perto , uma vergonha







Adenival ALERTAVA e criticava o prefeito Beto Richa na TV veja o video

Adenival ALERTAVA e criticava o prefeito Beto Richa na TV veja o video





Beto Richa sabia de fantasma na prefeitura, diz servidora


fonte
Blog do Esmael
A política como ela é em tempo real.
http://www.esmaelmorais.com.br/?p=6594


Beto Richa sabia de fantasma na prefeitura, diz servidora
26 de Junho de 2009
* Cristiane Fonseca Ribeira perdeu o cargo porque falou a verdade

Benedito: mais um fantasma de Richa.Os fantasmas prometem tirar o sono do prefeito de Curitiba, Beto Richa (PSDB), nesta sexta-feira, por causa de um novo video-bomba



que o relaciona diretamente com a existência de mais um funcionário fantasma na prefeitura.
As novas revelações partiram da servidora pública Cristiane Fonseca Ribeiro, que garantem que o prefeito Beto Richa sabia da existência de funcionário fantasma na prefeitura, mas o tucano afirmara que se tratava de uma “armação” política durante a campanha de reeleição.
O testemunho da servidora foi gravado clandestinamente em vídeo pelo coordenador do Comite Lealdade, Alexandre Gardolinski. No vídeo, confirma a veracidade denúncia de que Benedito Ferreira da Costa era um funcionário da prefeitura de Curitiba à disposição da vereadora Julieta Reis (DEM). Ainda pelas palavras de Cristiane, a parlamentar “subtraia” R$ 4 mil e deixava apenas R$ 500 por mês ao fantasma.
A denúncia da existência de fantasmas na prefeitura foi feita pelo então candidato a prefeito reitor Carlos Moreira (PMDB). Mas a coordenação da campanha “O trabalho continua” fora mais eficiente na desqualificação da mesma dizendo se tratar de uma “armação política” – o mesmo subterfúgio que utiliza para todas as denúncias.
Por causa das denúncias que fez sobre a irregularidade, o candidato do PMDB perdeu todo o tempo do último programa de rádio e TV. Para quem conhece a política, os programas derradeiros são fundamentais na conquista do eleitor indeciso. A ausência do horário eleitoral gratuito foi o beijo da morte em Moreira e na chapa de vereadores.
Se o partido calculava nas eleições eleger de 4 a 6 parlamentares, viu a bancada sendo reduzida a apenas 2 vereadores.
Cristiane, que “denuncia” o chefe sem saber que estava sendo gravada, tinha cargo de confiança na prefeitura até a última quarta-feira (24). Ela fora nomeada pelo prefeito Beto Richa, mas ganhou as contas do tucano porque disse a verdade.
Pelas informações colhidas pelo blog, há muitos outros fantasmas escondidos dentro do armário tucano. É questão de tempo eles emergirem à luz do dia.




quinta-feira, 25 de junho de 2009

A celulose da morte

A celulose da morte
18/05/2006

Por Horacio Martins de Carvalho

Nem sempre os camponeses e os trabalhadores rurais do Brasil conseguem manter a sua histórica conformidade com o curso dos acontecimentos econômicos, sociais e políticos que se sucedem na sociedade da qual fazem parte. Nem sempre mantém a silenciosa resignação perante a exploração, a subalternidade e a exclusão social que latifundiários, grandes empresas capitalistas, madeireiros, mineradoras e grileiros lhes impõem. Nem sempre eles toleram as políticas públicas compensatórias que os amoldam aos valores e práticas sociais do neoliberalismo e que disseminam idéias socialmente discriminatórias contra os próprios trabalhadores do campo. Nem sempre a complacência dos camponeses com as variações de comportamentos da natureza os induzem a aceitar qualquer tipo de mudança que as empresas capitalistas do agronegócio desejam realizar com a biodiversidade.

Há sempre disposição por parte dos camponeses para o diálogo, as conversas sem fim, as reivindicações, os acordos, as crenças nas promessas, as certezas de que no tempo muitas coisas poderão mudar. Há resistências aqui e acolá quando lhes tentam impingir o inusitado, o deboche, a violação dos seus pactos de convivência com a natureza. Fazem da família seu refúgio, e do seu local de trabalho a sua fortaleza. Pacatos e hospitaleiros, sabem estabelecer sempre um limite para tudo isso, apesar da constante cordialidade camponesa.

A violação sistemática pelos outros de seu modo de ser e de viver quer parecer aos olhos de muitos como pressões para mudanças rumo a novas modernidades, para um suposto progresso que caminharia para tornar todos melhores e mais felizes. No entanto, esses progressos não são socialmente neutros nem todas as modernidades tornam melhor o vir-a-ser camponês.

Dizem alguns que o desenvolvimento das forças produtivas é inevitável, que o avanço da ciência e da tecnologia seguirá seu rumo para o infinito, queiramos ou não; que as forças intrínsecas à reprodução histórica da sociedade capitalista a tornam sempre inovadora, deixando para trás as dores do passado; que a concorrência predatória, a visão estratégica geopolítica mundial, a abertura indiscriminada dos mercados nacionais e a submissão dos povos sempre comuns e deslumbrados perante o novo, torna a iniciativa capitalista a única expressão da grande vontade de vencer que se supõe existir em todos nós.

Então, quando milhares de mulheres camponesas ocupam um horto florestal de uma grande empresa capitalista, quando elas se opõem à homogeneização florestal com eucaliptos pela inutilização de mudas clonadas dessa planta exótica, quando interrompem os experimentos agrícolas facilitadores da negação da biodiversidade, quando dizem não à violência social, econômica e ambiental promovida conscientemente pelas empresas de reflorestamentos dirigidos para a produção de celulose, percebemos que os meios de comunicação de massa, os governos e algumas organizações sindicais de trabalhadores se sentem constrangidas e surpresas pela presença ativa dessas mulheres que desejam afirmar a vida camponesa no seu convívio criativo e harmonioso com a natureza. Acentuam que a defesa da vida e da biodiversidade pressupõe valores éticos que não são regidos pelo lucro.

Alguns intelectuais, homens e mulheres da cultura, vêem nessa iniciativa de enfrentamento do arbítrio econômico, social e ambiental das empresas a serviços da produção de celulose uma postura política similar àquela dos ludistas, daqueles homens e mulheres, velhos e crianças, todos eles operários das indústrias inglesas que durante muitas décadas, a partir do meado do séc. XVIII, destruíam as máquinas que frações da burguesia instalavam nas suas indústrias para aumentar não somente a produtividade como a mais-valia que extraiam do proletariado.

Essa similaridade de ações políticas não é de todo surpreendente, nem impertinente. O que se faz inusitado na postura política desses intelectuais é a omissão das razões históricas que conduziram o proletariado, em fase incipiente de organização política e de desenvolvimento da sua consciência de classe nos meados do séc. XVIII, a tripudiar sobre as novas máquinas, assim como aqueles motivos que determinaram política e socialmente as mulheres camponesas no limiar do séc. XXI a violarem negócios privados e a tentarem anular as novas formas de exploração do trabalho e de degradação da natureza.

Ao compararem superficialmente a ação dos ludistas com a ação direta das mulheres camponesas de inutilização de mudas de eucalipto para a produção de celulose de empresa multinacional do agronegócio deixam de salientar um aspecto de fundamental relevância. Enquanto os ludistas se surpreendiam com a inovação tecnológica representada pela mecanização industrial movida, então, a vapor, as mulheres camponesas, diferentemente, estavam plenamente conscientes de que o deserto verde que vem sendo criado pelas multinacionais da celulose deve ser barrado e superado. Num caso uma ação de resistência contra o desemprego; noutro uma ação ofensiva de negação da degradação ambiental e social. Em ambos os casos, e com graus distintos entre os níveis de consciência política, estava explícita a luta de classes.

A crítica intelectual por vezes isola, pelo reducionismo de conveniência, essa iniciativa das mulheres camponesas de outras ações de resistência social e política dos camponeses e assalariados rurais que se verificam em todo o país. É oportuno relembrar que somente no ano de 2005 ocorreram 1.304 conflitos de terras, envolvendo 11.487.072 hectares e 803.850 pessoas . Há de se convir que essa iniciativa das mulheres camponesas faz parte de um movimento de resistência à exclusão social no campo e de negação do modelo agrícola dominante de maior e mais ampla envergadura.

Muitos desses intelectuais se desobrigam, talvez pela omissão consentida perante o arbítrio e a impunidade do capital, de levar em conta aquelas iniciativas violentas da empresa Aracruz Celulose contra os povos e a natureza, como uns poucos exemplos adiante ilustram. Perante a ação direta das mulheres camponesas, quer parecer que se torna, então, pouco relevante que:

- a Aracruz Celulose tenha se apropriado de cerca de 40 mil hectares de terras no Espírito Santo. Estudos da Fundação Nacional do Índio (Funai) confirmam que a empresa se apropriou de 18.070 hectares de terras dos índios capixabas. Desses, os índios retomaram no ano passado 11.009 hectares apropriados ilegalmente pela empresa, e lutam por sua demarcação oficial;

- o Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul tenha instaurado inquérito contra as três grandes indústrias de celulose que estão ali se instalando - a Votorantin, a Aracruz Celulose e a Stora Enso, porque elas estão plantando sem o licenciamento ambiental;

- a Aracruz Celulose responda a vários processos na Justiça Estadual e Federal por seus crimes ambientais. Em um deles, na Justiça Federal, a empresa foi obrigada a assinar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC). Não cumpriu o TAC, e ainda mentiu ao Ministério Público Federal (MPF) informando o ter cumprido. A fraude foi descoberta por denúncia dos ambientalistas e o MPF reconsiderou sua decisão de arquivar o processo, como foi pedido pela empresa;

- milhões de hectares de solos aptos para a produção de alimentos estão sendo transformados pela Aracruz Celulose em desertos verdes pelo plantio de espécies vegetais madeireiras homogêneas, em especial o eucalipto;

- as plantas industriais de produção de celulose e papel estão entre as mais poluidoras entre todas as indústrias, motivo esse que reforça as estratégias dessas grandes corporações multinacionais de transferir essas fábricas de poluição de seus paises de origem para o Brasil;

- no norte do Estado do Espírito Santo a Aracruz Celulose, após adquirir 90% das terras em torno das fontes de recursos hídricos, consome por dia, sem pagar nada por isso, o equivalente ao consumo de 2,5 milhões de pessoas, deixando vilas e aldeias indígenas sem água.

A condescendência dos camponeses não significa necessariamente que eles irão suportar a perda da sua identidade social, da sua dignidade como pessoas e, passivamente, aguardarem a sua exclusão social, porque as empresas do agronegócio e os intelectuais mandarins que as cultuam supõe que tanto as ações do tipo ludista de dois séculos atrás como aquelas de enfrentamento direto e singular das empresas capitalistas pelas mulheres camponesas há dois meses são iniciativas que podem prejudicar o lucro privado dos negócios burgueses.

Supor que o progresso técnico é socialmente neutro é fazer de conta que o desenvolvimento das forças produtivas burguesas conduzirá inevitavelmente à formação de um proletariado com consciência de classe, combativo e capaz de transformar o mundo. As grandes empresas capitalistas contemporâneas mostram que outras formas de relações sociais de produção burguesa se estabelecem, diluindo a formação da consciência de classe e recriando novas maneiras de extração da mais-valia pela associação econômica e cooptação do proletariado.

A perspectiva mecanicista da transformação da realidade, que supõem um desenvolvimento sempre crescente das forças produtivas que por si só seria capaz de permitir ao proletariado e aos camponeses uma socialização pela divisão técnica e social do trabalho, num processo de acumulação de forças para mudar a ordem estrutural de classes vigente, incorre num viés reformista que defende um proletariado e campesinato atrelados à burguesia. O que a história contemporânea revela é que mais burguesia, mais capital, sempre levará à acumulação crescente de novos capitais e a novas e mais acentuadas formas de exploração do trabalho.

A ação das mulheres camponesas contra a celulose da morte não portava o estandarte dos trabalhadores rurais ingleses destruidores de granjas e de moinhos que afirmava “Pão ou sangue”. A ação das mulheres camponesas neste nosso tempo declara que a natureza não é um negócio e que a vida não é uma mercadoria.

FONTE MST
http://www.mst.org.br/mst/pagina.php?cd=239



Não ao Deserto Verde! - FORA ARACRUZ




As mudas romperam o silêncio

I

Havia um silêncio, sepulcral

sobre dezoito mil hectares roubados
dos povos tupi-guarani
sobre dez mil famílias quilombolas
expulsas de seus territórios

sobre milhões de litros de herbicidas
derramados nas plantações

Havia um silêncio promíscuo

sobre o cloro utilizado
no branqueamento do papel
a produzir toxinas que agridem
plantas, bichos e gentes

sobre o desaparecimento
de mais de quatrocentas espécies de aves
e quarenta de mamíferos
do norte do Espírito Santo

Havia um silêncio intransponível

sobre a natureza de uma planta
que consome trinta litros de água-dia
e não dá flores nem sementes

sobre uma plantação que produzia bilhões
e mais bilhões de dólares
para meia dúzia de senhores

Havia um silêncio espesso

sobre milhares de hectares acumulados
no Espírito Santo, Minas, Bahia
e Rio Grande do Sul

Havia um silêncio cúmplice

sobre a destruição da Mata Atlântica e dos pampas
pelo cultivo homogêneo de uma só árvore:
o eucalipto.

Havia um silêncio comprado

sobre a volúpia do lucro
Sim, havia um silêncio global
sobre os capitais suecos
sobre as empresas norueguesas
sobre a grande banca nacional

Por fim
havia um imenso deserto verde
em concerto com o silêncio.

II

De repente
milhares de mulheres se juntaram
e destruíram mudas
a opressão e a mentira

As mudas gritaram
de repente

e não mais que de repente

o riso da burguesia fez-se espanto
tornou-se esgar, desconcerto.

III

A ordem levantou-se incrédula
clamando progresso e ciência
imprecando em termos chulos
obscenidades e calão

Jornais, rádios, revistas,
a internet e a TV,
as empresas anunciantes
executivos bem-falantes
assessores rastejantes
técnicos bem-pensantes
os governos vacilantes
a direita vociferante
e todos os extremistas de centro
fizeram coro, eco,
comício e declarações
defendendo o capital:

“Elas não podem romper o silêncio!”

E clamaram por degola.

IV

De repente
não mais que de repente
milhares de mulheres
destruíram o silêncio

Naquele dia
nas terras da Aracruz
as mulheres da Via Campesina
foram o nosso gesto
foram a nossa fala.


FONTE - valoroso MSThttp://www.mst.org.br/mst/pagina.php?cd=1964



quarta-feira, 24 de junho de 2009

O presidente Lula foi ovacionado ao discursar no Conselho Nacional de Direitos Humanos da ONU

O presidente Lula foi ovacionado ao discursar no Conselho Nacional de Direitos Humanos da ONU
Aplausos censurados, o desespero da mídia

Em recente viagem a Genebra, o presidente Lula foi ovacionado ao discursar no Conselho de Direitos Humanos da ONU. Depois, foi aplaudido seis vezes ao criticar o Consenso de Washington e o neoliberalismo na plenária da OIT. O silêncio da grande imprensa foi gritante.

Gilson Caroni Filho

Os governos militares censuravam a imprensa para impedir a denúncia de torturas, de escândalos administrativos e quaisquer notícias que evidenciassem as crises e a divisão interna do regime. A censura política das informações, institucionalizada pela Lei de Imprensa e pela Lei de Segurança Nacional, foi um dos pilares de sustentação da noite dos generais. Esse era o preço imposto pela ditadura.

Passados mais de 20 anos da redemocratização, com a crescente centralidade adquirida no processo político, a grande mídia comercial tomou para si o papel de autoridade coatora. Sem qualquer pretensão de exercer papel decisivo na promoção da cidadania, não mais oculta seu caráter partidário e deixa claro quais políticas públicas devem permanecer fora do noticiário.

A construção negativa da persona política de lideranças políticas do campo democrático-popular tornou-se o seu maior imperativo. Invertendo a equação da história "republicana" recente, há seis anos a imprensa passou a censurar o governo. Esse é o preço imposto pelo jornalismo de mercado; pelas relações de compadrio entre redações e oposição parlamentar, e pela crise identitária dos que foram desmascarados quando se esmeravam para definir qual era a “democracia aceitável”.

Com o esgotamento do modelo neoliberal, sentindo-se cada vez mais ameaçada como aparelho privado de hegemonia, a edição jornalística já não se contenta mais em subordinar a apuração ao julgamento sumário de fatos e pessoas. Censurar registros que sejam incômodos aos seus interesses político-econômicos, deslegitimado uma estrutura narrativa viciada, passou a fazer parte da política editorial do jornalismo brasileiro.

Em recente viagem a Genebra, o presidente Lula foi ovacionado ao discursar no Conselho Nacional de Direitos Humanos da ONU. Depois, segundo relato da BBC, " foi aplaudido seis vezes" ao criticar o Consenso de Washington e o neoliberalismo na plenária da OIT. O silêncio dos portais da grande imprensa e a ausência de qualquer referência ao fato nas edições da Folha de São Paulo, Globo e Estadão foi gritante.

Representou o isolamento acústico dos aplausos recebidos. Uma parede midiática que abafa o “barulho insuportável" na razão inversa com que ampliou as vaias orquestradas na cerimônia de abertura dos Jogos Pan-Americanos em 2007, no Rio de Janeiro. Nada como um aparelho ideológico em desespero.

Se pesquisarmos as raízes do comportamento dos meios de comunicação, veremos que elas nos dirão o quanto já é forte a desagregação da ordem neoliberal a qual serviram desde o governo Collor, passando pelos dois mandatos de FHC. Durante doze anos (de 1990 a 2002), a sociedade civil sofreu rachaduras sob os abalos devastadores da "eficiência" de mercado. Elas afetaram a qualidade da história, as probabilidades de uma República democrática e de uma nação independente.

Lula aparece como condensação das forças sociais e políticas que se voltaram para a construção de um novo contrato social. O tucanato, com apoio de seus porta-vozes nas redações, figura como ator que tenta reproduzir o passado no presente, anulando ganhos e direitos sociais. O que parece assustar colunistas, articulistas e blogueiros é o crescente repúdio á truculência infamante que produzem diariamente. Salvo, claro, a parcela da classe média que tem no denuncismo vazio e no rancor classista elementos imprescindíveis à sua cadeia alimentar. Aquele restolho que costuma pagar a ração diária com comentários insultuosos, sob a proteção do anonimato.

É preciso ficar claro que estamos avançando. Ou os de cima aprendem a conviver com os de baixo, ou como na fábula da cigarra e da formiga, poderão descobrir o arrependimento tarde demais. Seria interessante para a própria imprensa que trocasse os insultos de seus escribas mais conhecidos pelo debate verdadeiramente político. Aquele que busca compreender as condições sociais, políticas, culturais e econômicas de uma modernização que, por não promover exclusão, representa revolução democrática combinada com mudança social. Isso inclui aplausos, mesmo que abafados.




Gilson Caroni Filho é professor de Sociologia das Faculdades Integradas Hélio Alonso (Facha), no Rio de Janeiro, colunista da Carta Maior e colaborador do Observatório da Imprensa.
http://www.cartamaior.com.br/templates/colunaMostrar.cfm?coluna_id=4375&boletim_id=564&componente_id=9660

terça-feira, 23 de junho de 2009

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Lula promete que todos os pobres terão luz até 2010 - Lula chegou a pôr um boné do MST

Ao lado de Dilma, Lula promete que todos os pobres terão luz até 2010

CONGOINHAS, Paraná - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta segunda-feira, em discurso,
que investimento para pobre não é gasto, "como costumam dizer os mais ricos", mas sim investimento.
Ao realizar a ligação de número 2 milhões do programa "Luz para Todos" num assentamento do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) em Congoinhas, na região de Londrina, Norte do Paraná, Lula disse que ainda falta levar luz a mais um milhão de moradias pobres em todo o Brasil, o que vai acontecer até 2010.

O programa atende a 9,9 milhões de pessoas e, até o final do mandato do presidente, o plano é atingir 10 milhões de pessoas, acabando com o déficit de falta de luz elétrica para os mais pobres.
" A gente não consegue consertar em quatro, oito, dez anos aquilo que não foi feito em 500 anos, mas a verdade é que se a gente acertar nos políticos que vai votar, temos a chance de melhorar as coisas "


- O pessoal lá de cima sempre acha que dinheiro para pobre é gasto e para rico é investimento. Desde que assumi, invertemos isso. É muito fácil governar para os pobres - disse Lula no discurso em Congoinhas.

Ainda em discurso, o presidente disse que não é possível "consertar em até dez anos" o que não foi feito em 500 e acrescentou que "é preciso acertar na hora de votar "para a situação do país melhorar.
- Não vamos conseguir fazer tudo o que precisa ser feito no Brasil e sei também que a gente não consegue consertar em quatro, oito, dez anos aquilo que não foi feito em 500 anos, mas a verdade é que se a gente acertar nos políticos que vai votar, temos a chance de melhorar as coisas ainda mais, de fazer as coisas acontecerem -


Ao lado da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff e em ritmo de campanha, o presidente chegou a chamar a atenção do ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, que também estava no palanque, sobre os baixos valores liberados para a construção de moradias populares dentro do programa habitacional do governo,

"Minha casa, minha vida".
Segundo Lula, os R$ 7 mil liberados pelo governo para a construção de moradias populares é muito baixo e precisa aumentar.


" Com esse dinheiro não dá, Paulo Bernardo. Até o João de Barro gasta mais do que R$ 7 mil para fazer sua casinha "
- Com esse dinheiro não dá, Paulo Bernardo. Até o João de Barro gasta mais do que R$ 7 mil para fazer sua casinha - brincou Lula com o ministro do Planejamento, pedindo para que ele estude a elevação da verba para o financiamento subsidiado de moradias populares.

No evento em Congoinhas, Lula chegou a pôr um boné do MST, que organizou o assentamento visitado por Lula e pelos ministros.

O assentamento tem uma área de 653 hectares e foi criado pelo Incra em 2004, abrigando 40 famílias. O presidente afirmou que um dos méritos do programa é fazer com que muitas pessoas originárias do campo deixem as cidades para voltar à área rural.

- Depois do Programa Luz para Todos, 906 mil famílias resolveram voltar para o campo, quando perceberam que tinham a possibilidade de produzir, usar a tecnologia - afirmou. Críticas à imprensa e a governos anteriores

Lula também criticou a imprensa quando disse ter lido em um jornal que o governo não cumpriu a meta do programa Luz Para Todos. Em seguida ele citou os números de investimento de R$ 9,8 bilhões em parcerias com os governos estaduais e o número de postes (4,620 milhões) instalados nas cidades.

- Li num jornal que não tínhamos cumprido as metas do programa Luz Para Todos.
Esse companheiro que escreveu ou não participou da festa ou chegou no fim e quer dar palpite sobre a festa.

O presidente criticou ainda os governos anteriores:

- O Brasil não era respeitado antes porque as pessoas que governavam esse país não se respeitavam. As pessoas sabem que o Brasil não deve nada a eles (os países ricos), que a gente negocia em igualdade de condições. Sabem que o grande feito do nosso governo foi colocar o pobre na mesa de negociação.

Lula seguiu para Londrina, para lançar o Plano Agrícola e Pecuário 2009-2010, quando anunciará a aplicação de R$ 108 bilhões na agropecuária brasileira. Dilma e o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, acompanham Lula na sede da Sociedade Rural do Paraná, que reúne os fazendeiros mais importantes do estado.



Campanha de Beto Richa - Vídeo mostra supostas fraudes


Vídeos obtidos pelo Fantástico mostram supostas fraudes cometidas durante a campanha eleitoral do prefeito de Curitiba, Beto Richa (PSDB), no ano passado. Nas imagens, o então coordenador da campanha, Alexandre Gardolinski, realiza atividades suspeitas, como o pagamento de integrantes do PRTB para apoiar o tucano. O Ministério Público Federal (MPF) investiga o caso.

Em julho do ano passado, 28 candidatos a vereador do PRTB, partido que apoiava o candidato do PTB para a prefeitura, abriram mão da disputa e passaram a apoiar Richa. O tucano foi eleito no primeiro turno com mais de 77% dos votos.

O vídeo mostra 23 dos ex-candidatos recebendo dinheiro das mãos de Gardolinski. Também aparecem nas imagens o ex-secretário municipal do Trabalho Manassés de Oliveira, que recebe dinheiro e assina recibos para terceiros, e Raul D'Araújo Santos, que foi secretário interino da mesma pasta. O então vereador Mestre Déa aparece recebendo dinheiro supostamente para fazer boca-de-urna.

As gravações também mostram um funcionário comissionado recebendo dinheiro para organizar pichações contra adversários de Richa.

Os vídeos teriam sido feitos pelo próprio Alexandre Gardolinski. Segundo o homem que entregou as gravações para a polícia, o coordenador de campanha teria a intenção de promover chantagens com as imagens.

O prefeito de Curitiba considerou as imagens "chocantes" e exonerou Oliveira, Santos e Gardolinski, respectivamente, dos cargos de secretário e superintendente de Assuntos Metropolitanos, e de servidor da Secretaria Municipal do Trabalho.

Manassés Oliveira alegou que todo o dinheiro distribuído era para bancar despesas normais de campanha, mas admite ter assinado recibos para terceiros. O ex-vereador Mestre Déa negou ter recebido dinheiro para fazer boca de urna. As outras pessoas que aparecem no vídeo não comentaram o caso, de acordo com o Fantástico.



Estamos rumando para o fim do regime do dólar?

Estamos rumando para o fim do regime do dólar?


Brasil, Rússia, Índia e China (os Bric) querem anunciar uma nova ordem econômica mundial. Como Estados do Bric buscam o respaldo na reunião de Ecaterimburgo, primeiro encontro de cúpula destes países. O que está em jogo nesta reunião é, nem mais nem menos, uma aliança estratégica na política econômica de alcance planetário, a fim de exercer contrapeso ao “modelo” de capitalismo dos mercados financeiros estadunidense.

Por Michael R.Krätke, no Sin Permiso*



As grandes crises são tempos de mudanças e ajustes. No sistema capitalista mundial os equilíbrios estão se alterando a toda velocidade, e a atuação dos países do Bric não jogam um papel menor nisso. Tudo se passa como se, de uma figura artística criada tempos atrás pelo Goldman Sachs surgisse agora uma magnitude global capaz de competir com os EUA e a União Européia: China, a potência mundial vindoura, e Rússia, a decadente, têm sido as primeiras a se entenderem; Brasil e Índia vêm em seguida. Há um ano esses países vêm mantendo reuniões informais como Estados Bric. Esta semana se realiza a primeira cúpula oficial de países do Bric na cidade russa de Ecaterimburgo.


Brasil, Russia, Índia e China representam quase 46% da população mundial, e suas potências econômicas de nível mundial como exportadoras de matérias primas e produtos agrícolas, como oficina do mundo, fábrica de ideias e centro de prestação de serviços. Dispõem, juntos, do maior volume de reservas monetárias: 2,9 trilhões de dólares. Suas economias nacionais crescem, ainda assim, agora, num ritmo claramente menor.


Não lhes resta outra opção, senão a de livrarem-se o mais rápido possível da mordaça da recessão. E têm possíveis chances de consegui-lo, porque seus governos não se limitam a uma política de gestão da crise, como os governos norte-americanos e da União Européia, mas estão decididos a induzir mudanças.


Se conseguirem-no, em poucos anos alcançarão ou superarão economicamente os Estados do G7. Porque então estariam mais imbricados entre si do que jamais estiveram, e vai de si que isso se poderia constatar objetivamente no momento em que a China substitui os EUA como parceiro comercial principal do Brasil.


O FMI pode ficar satisfeito


O que está em jogo na cúpula de Ecaterimburgo é, nem mais nem menos, uma aliança estratégica na política econômica de alcance planetário, a fim de exercer contrapeso ao “modelo” de capitalismo dos mercados financeiros estadunidense. Quem quiser superar a crise presente sem assentar as bases para um próximo derretimento financeiro não pode se limitar a resgates bilionários de bancos e a regular mercados financeiros, escreveu o ministro brasileiro de estratégia Roberto Mangabeira Unger, autor de vários livros em que tem advogado pela importação pela América Latina do socialismo democrático de tipo europeu.


E aonde essas manobras e mudanças dos Estados do Bric levam? Já antes de sua cúpula, chineses, brasileiros e russos vêm advogando pelo fim do regime do dólar e por uma nova divisa mundial. Os bancos centrais desses três países que, junto com a Índia, experimentaram, nas últimas quatro semanas, um aumento de 60 bilhões em suas reservas de dólares, estão decididos a fragmentar e a diversificar. Já anunciaram sua intenção de adquirir bônus de empréstimo do FMI e, ao mesmo tempo, vender bônus do Tesouro norte-americano por uma valor de 100 bilhões de dólares. Os títulos do FMI serão emitidos como direitos especiais de giro, quer dizer, vai se tratar de dinheiro fiduciário internacional, fundado numa cesta monetária composta de dólares, euros, libras esterlinas, yenes e francos suíços.


O FMI estará safisfeito, porque sua emissão programada de bônus de empréstimo se converterá então num negócio seguro, ainda que não admirável. Em contrapartida, os Estados Bric podem endurecer suas exigências de igualdade nas deliberações do FMI.


Nas atabalhoadas ações dos Estados visando ao resgate de empresas no espaço da União Européia, algumas das crises que haverão de se tornar decisivas para o transcurso da atual Grande Depressão do ano de 2009 (a quarta do capitalismo moderno), estão silenciosas: a crise de fome, a crise agrícola, a crise energética, a crise de matérias primas e as ameaçadoras consequências da catástrofe ambiental.


Do Bric ao “Bricss”


Os Estados do Bric não podem deixar de ver que todas essas crises mundiais não apenas batem na porta de sua casa, mas irrompem no seio de seus próprios países. Assim, esses Estados poderiam facilmente se converterem num grupo de Estados “Bricss”, se Indonésia, Coréia do Sul e África do Sul se incorporarem [Krätke usa as iniciais desses países na grafia inglesa].


Então se ia poder falar com propriedade de um contrapoder de alcance econômico mundial. A União Europeia, agora em situação de espera, terá que decidir com quem quer dar as mãos: se vai ao abismo com os EUA, ou com os países do Bric, rumo a uma nova ordem econômica mundial.


* Michael R.Krätke, membro do Conselho Editorial de SinPermiso, é professor de política econômica e direito fiscal na Universidade de Amsterdã, pesquisador associado ao Instituto Internacional de História Social dessa mesma cidade e é catedrático de economia política e diretor do Instituto de Estudos Superiores da Universidade de Lancaster, no Reino Unido; tradução da Carta Maior




Tramóia envolve homem de confiança de Beto Richa (RPC)


Matéria da RPC sobre a sogra de chefe de gabinete de Beto Richa que seria funcionária "fantasma".







Companhia Vale do Rio Doce - ‘Vale é uma máquina de destruição’

Com a cumplicidade do governo e da mídia, ‘Vale é uma máquina de destruição’

Do Correio da Cidadania

Depois de escabrosas e evidentes irregularidades da época da privatização, cujas vantagens apregoadas seguem desconhecidas do grande público,
a Companhia Vale do Rio Doce voltou a ser alvo de denúncias no Senado.
Desta vez por diversas irresponsabilidades ambientais, dentre outras, apontadas por três advogados trabalhistas da cidade de Parauapebas-PA (Carlos Viana Braga, Geraldo Pedro de Oliveira Neto e Rubens Motta de Azevedo Moraes Júnior).

Comprovados como estão, e de total conhecimento público, os prejuízos ao meio ambiente causados pela empresa – contrariamente ao apregoado nas várias incursões midiáticas da Vale -, o Correio da Cidadania conversou com duas importantes figuras das regiões de atuação da Vale - das poucas que ainda combatem as mazelas provocadas pela multinacional que, desde sua privatização, provoca danos ambientais e sócio-econômicos crescentes ao país, repassando a seu critério os ‘royalties’ devidos ao governo e criando nichos de miséria por onde seus tratores escavam.

Na entrevista que se segue, o jornalista Rogério Henrique de Almeida e o cientista social Raimundo Gomes da Cruz Neto, também agrônomo, tentam explicar por que um dos símbolos máximos da exploração no Brasil ainda causa tanta desgraça na vida de milhares de brasileiros, ao mesmo tempo em que seu prestígio segue intacto com todos os governos que cruzam seu caminho.

Qual é o foco maior da Vale hoje, o mercado interno ou o externo?

A empresa atua em escala planetária, segundo a conformação das regras de aguda disputa pelas terras e as riquezas lá existentes. No campo nacional a empresa tem orientado ações de logística. Em particular com geração de energia. Ela integra consórcios para a construção de hidrelétricas em todo o país. Em Minas Gerais, construiu a hidrelétrica de Igarapava em consórcio com a Cemig e outras empresas privadas (CSN, Votorantim Metais, Anglo Gold).

A Vale tem hoje pelo menos 12 empreendimentos no setor, onze em Minas Gerais mais a hidrelétrica de Barra Grande, na divisa do Rio Grande do Sul com Santa Catarina. O projeto é acusado de burlar a lei ambiental para obter as licenças exigidas. Isso é uma praxe no setor.

Na fronteira do Maranhão com o Tocantins ela integra também o Consórcio Ceste, que aglutina as grandes corporações do quilate da Camargo Corrêa (4,44%), ALCOA (25,49%), Vale (30%) e a belga Suez-Tractebel (40,07%). Trata-se do maior empreendimento do setor em andamento no país. O rio Tocantins já começa a ser concretado. Assim como no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, há inúmeras ações nos ministérios públicos estaduais e federais da região. O custo da obra é estimado em 2,5 bilhões de reais para que Estreito gere 1.087 megawatts de energia.

No campo internacional, em 2006 a Vale comprou a empresa canadense INCO e se tornou a segunda maior mineradora do mundo. Com relação a esta empresa, tudo é estratosférico.

Na nossa compreensão, principalmente em relação ao ferro e ao níquel, trata-se de uma visão muito mais voltada ao mercado externo do que ao interno. Tanto que, de tudo que se produz, cerca de 95% vai para o Porto de São Luiz. O pouco que resta é transformado em produto de uso interno, mas também exportado. As 98 milhões de toneladas de ferro produzidas no ano passado foram exportadas.

Houve uma expansão muito significativa pós-privatização? Quais foram as principais conseqüências dessa expansão?

Houve uma correria no setor - dizem que também provocada pelo mercado, que assim se favorecia por tabela -, principalmente por parte da China, que se tornou uma potência de produção e uso dessas matérias primas. E hoje há todo um projeto de duplicação da ferrovia que leva ao porto de São Luiz.

A idéia esse ano era de a produção chegar a 120 milhões de toneladas de ferro, e há uma projeção de se chegar a 350 milhões de toneladas em 2015, sendo desse montante 200 milhões da região de Carajás e o restante do sul/sudeste do estado. Há uma tendência muito grande, que pode ser vista aqui, a esta expansão.

E há outros projetos, como o de cobre, denominado Sossego, com quase três anos de extração e exportação de minérios de cobre; temos também a implantação de projeto de níquel; em Canaã dos Carajás, há um projeto de exploração de níquel vermelho; e há ainda outros dois em andamento: o Salobo, em Marabá, e o Cristalino, também de cobre, no município de Curionópolis. Nenhum desses projetos foi paralisado, apenas tiveram suas atividades reduzidas. No mês passado, visitamos o Salobo e presenciamos como de fato ele tem sido levado adiante na região.

E tanto é verdade o fato de as atividades prosseguirem em bom ritmo que o lucro da Vale no 1º trimestre de 2009 foi correspondente ao do mesmo período de 2008. Portanto, não houve queda nos rendimentos da empresa. Claro que essa manutenção do lucro também passou pela redução da mão-de-obra, com cortes bem significativos, redução de salário e corte de horas extras. Mas o nível de trabalho foi mantido.

Quais são as agressões ambientais mais significativas advindas das atividades da Vale? Quais as atividades mais impactantes e os estados mais prejudicados?

Aqui temos exemplos que estão diretamente relacionados com as populações, como o Salobo, onde já se identifica degradação ambiental e desmatamento, com os córregos Salobo e Igarapé sendo transformados em serras de rejeito.

Todo o trabalho de preparação das infra-estruturas que está sendo feito no Salobo já possui desmatamento de floresta, remoção de terras e tudo mais. A construção de estrada já passa pelas áreas de castanhais, onde os índios fazem coletas. Já derrubaram em torno de 300 castanheiras. Nada, nada, são uns 500 hectolitros de castanha que os índios deixam de coletar por conta de tal processo.

Desde que se iniciou o funcionamento do projeto Sossego, em março, as famílias reclamam permanentemente e estão em pé de guerra com a Vale. Isso porque a construção de diques e a montanha de rejeitos erguida na área criaram dificuldades de fazer as águas do córrego se espalharem, o que as faz se represarem nas áreas dos agricultores. Não à toa os agricultores tiveram grandes perdas de pastagens, arroz e outros cultivos na área do Sossego, em Canaã dos Carajás, por conta dessa inundação de março, na qual algumas casas ficaram com até dois metros de altura, o que nunca tinha acontecido na região.

Há também problemas de rachaduras nas casas por causa das explosões de dinamites, além dos odores que essas explosões trazem, inclusive para aqueles cidadãos que moram a três, cinco quilômetros do local. Enfim, a Vale é uma máquina de degradação e destruição. Continuam a reduzir os trabalhos, mas na verdade prosseguem com eles, pois já temos os igarapés dos trabalhadores com água contaminada, e isso por conta das remoções de terras, construções de barragens e trabalhos de infra-estrutura que a empresa desenvolve no município de Ourilândia do Norte.

Portanto, são diversos os impactos, que incluem linhas de transmissão de energia, estradas e todo o aparato de infra-estrutura, o que vem causando problemas às famílias que vivem próximas ou no entorno de tais projetos.

Posso falar um pouco do caso do estado do Pará com base em pesquisas e denúncias de organizações de base rural e defensores de direitos humanos. No município de Barcarena, a norte do estado, onde ela mantém duas plantas industriais para a transformação da bauxita em alumina e da alumina em lingotes de alumínio, têm sido constantes os acidentes com transbordamentos do tanque de contenção dos rejeitos para os rios. Em particular o Murucupi.

Quando o Sindicato dos Químicos tinha um caráter mais combativo, era ele o mediador das denúncias dos passivos sociais, ambientais e da situação de assédio moral e insalubridade nas fábricas. A situação em alguns setores era tão delicada que, para cada ano de trabalho, somava-se mais um para a aposentadoria. As condições precárias em alguns setores fizeram com que operários com seqüelas criassem uma associação no sentido de rever direitos. A associação denuncia problemas de saúde mental, cardíaco, entre outros.

É importante sublinhar que a principal atividade da empresa no Pará é a mineração. Trata-se de extrativismo. Isso não dinamiza a economia local. O que os economistas analisam são projetos de enclave, que não se relacionam com o entorno para dinamizar outras cadeias. Grandes projetos sempre expropriam as populações locais em qualquer lugar do mundo em que são implantados. A cena econômica que predomina é o extrativismo mineral. A questão na qual não se toca é o que será do Pará quando os minérios findarem.

Nesse sentido, como avaliam as acusações de diversos movimentos da sociedade a respeito da complacência do poder público e judiciário em relação às atividades da empresa e também ao seu modo de se relacionar com a população?

O Estado é subserviente, essa é a posição do Estado do Pará em relação a tais interesses. É inegável a postura do governo federal diante da Vale. O presidente Lula virou grande amigo do presidente da Vale (Roger Agnelli). Para o governo, é como se a empresa ainda fosse parte do Estado. Eles consideram assim, por isso se permite tudo por aqui.

Já fizemos diversas reclamações junto ao MP, que foram realmente levadas à justiça. No entanto, não há ganho de causa em nenhuma. Portanto, entendemos que há um grande aparato jurídico-estatal a serviço do capital. Não tem outra explicação. Prova disso é que, para o governo do estado, a Alcoa é a âncora do desenvolvimento do oeste paraense, onde ela destrói 20 mil hectares de floresta nativa e uma população histórica, tradicional, com raízes desde 1818, desde o primeiro contato com os brancos. São quase 10 mil famílias atingidas pela Alcoa, mas, para o governo, ela é a âncora do desenvolvimento estadual. E no sul/sudeste, é a Vale. Eis a compreensão e o papel exercido pelo Estado.

A Vale é uma empresa de alcance planetário. E para a maioria da população daqui ela é o que a propaganda vende: geradora de emprego, desenvolvimento e cumpridora das "responsabilidades sociais". O poder dela se amplifica sobre as mais diferentes formas de representação do poder local: economia, política, comunicação, justiça e outras esferas.

Ou seja, é essa cumplicidade dos governantes que faz a Vale se sentir à vontade para agir com mais truculência com os trabalhadores e populações locais.

Certamente. Numa reunião da Vale com os trabalhadores - e já assisti a algumas, fazendo intervenções -, eles tratam os trabalhadores como desconhecedores, ignorantes. Para eles, só os técnicos e engenheiros da Vale conhecem as coisas e são capazes de realizá-las, e as reclamações de todos são tidas como infundadas, sem sentido.

É esse o tratamento, debochante, como se tudo e todos fossem insignificantes. É assim que o Estado assume seu papel: permite que a Vale retire nossos recursos a preço de nada, pois a CFEM (Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais) varia de 1 a 13% no cobre e, no níquel, fica em 2%. E quem faz a contabilidade é a empresa, que por sua vez se referencia no lucro líquido. Quer dizer, a empresa tem todo o espaço e liberdade para dizer o que deve ser passado ao Estado ou não. E nisso ficamos só com as migalhas.

A região em que a Vale atua no sudeste é dona dos maiores índices de criminalidade, prostituição, roubo, furto, estupro, falta de serviços de saúde, moradia, educação. E tudo acima dos índices do restante do estado. É sob este clima que vivemos aqui.

Rogério disse acima que, para a maioria da população, a Vale é a propaganda que vende. Como lidar com as inserções publicitárias da empresa quanto à sua responsabilidade social e ambiental, frente à realidade?

A empresa, além do Estado, em sentido literal, possui um outro Estado a seu dispor, no caso a mídia. A mídia nacional, ela tem na mão de cabo a rabo; os veículos municipais, um monte de jornalzinho vagabundo, querem todos ser comprados. Não diria comprados, porque se entregam por migalhas, mas querem prestar serviços e partilhar de alguma migalha que a Vale possa dar. Em suma, a empresa tem a TV, o jornal, o rádio. O jornal em que escrevia alguns artigos já não publica mais meus textos, uma vez que não é permitido falar da Vale, que também é dona de algumas páginas do mesmo jornal.

O que eles praticam é uma autêntica manipulação da consciência do povo com todos esses instrumentos. A mídia endossa. Portanto, são muito grandes as dificuldades de se enfrentar tal realidade, já que não há instrumentos, tornando tudo muito lento. E pra cá vem um montão de gente necessitada, gente em busca de trabalho para se salvar. Qualquer coisa que surja (vaga de ajudante de carpinteiro, pedreiro, serviços gerais, que são a oferta da região) ilude as pessoas por um tempo, manipulando suas consciências e passando a idéia do progresso, do desenvolvimento.

A empresa anuncia 10 km de asfalto em Marabá – que é grande, com 200 mil habitantes, porque nas cidades pequenas são 500, 600 metros – e pronto, o prefeito já está entregue. A política hoje possibilita tudo, qualquer coisa, qualquer desqualificado que tiver uma campanha com dinheiro se elege.

Esse é o quadro caótico pelo qual passamos neste momento histórico, com as empresas gerenciando o Estado, que por sua vez não tem política e apenas se adéqua à das empresas.

Nos locais em que a Vale atua não se publica nada contrário aos seus interesses. Há uma hipertrofia de poder. Os meios aqui no Pará operam no sentido de criminalizar qualquer ação dos movimentos sociais, em particular os ligados à luta pela terra. Quando a empresa é multada por crime ambiental, as mídias não cobrem os fatos, elas dão visibilidade para a explicação da empresa.

Mas a questão é mais complexa. Existe a fragilidade nas estruturas dos órgãos de fiscalização, além do poder da Vale e das relações dos bastidores da política. Avalio que o horizonte tido aqui é o de que a Vale é uma grande incógnita para os mais diferentes setores. Os que ganham alguma migalha silenciam. E isso passa pelas universidades e associações comerciais.

O que pensam da idéia, defendida por algumas correntes, de reestatização da Vale? Há pressão social e condições políticas para tal?

É um campo meio complicado. Talvez se ela tivesse quebrada como a GM...

A luta é bem maior, isso porque nunca pensamos pelo lado da reestatização da empresa. Somos de uma turma que luta primeiramente pela anulação do leilão, para desmascarar esse roubo que FHC e sua turma praticaram contra o Brasil.

Para a empresa voltar ao Estado, devemos discutir mais coisas, pois antes também questionávamos o papel exercido pela Vale na região. Não é tão simples, trata-se também de um processo de repensar a forma pela qual ela seria gerida. Anular o leilão é inegavelmente importante, mas o modo como se pensará a Vale no futuro configura outro debate, para que um dia ela possa atender aos interesses da população, e não aos dos acionistas, donos do capital.
fonte
http://www.mst.org.br/mst/pagina.php?cd=6971



escândalo do vídeo - CPI do Caixa 2 de Beto Richa

HOJE: CPI do Caixa 2 será tema da reunião dos partidos de oposição



O escândalo do vídeo divulgado na imprensa neste últimos dias, denunciando troca de favores entre Beto Richa e ex candidatos do PRTB para apoio nas eleições de 2008, provocou indignação entre os partidos que não compuseram a coligação de Beto Richa. Nesta terça, 23, às 14 horas, os partidos PT, PCdoB, PMDB, PRTB, PV, PTB, PSC se reúnem para definir estratégias frente às denúncias. Pretendem formar uma frente ampla com o objetivo de acompanhar as investigações que serão feitas pelo MPF e pela Jusitça Eleitoral. A instalação do CPI do Caixa 2 de Beto Richa na Câmara Municipal de Curitiba será um dos temas pautados neste encontro. Também irão avaliar as medidas jurídicas que podem ser tomadas de imediato pelos partidos. Para responder à indignação da sociedade curitibana, os partidos pautarão também atividades de mobilização na cidade.
Reunião dos partidos
Dia 23/06
14 horas
Hotel Aladim - Rua Lourenço Pinto
ao lado da Câmara Municipal de Curiitba
FONTE http://ptcuritiba.org.br/noticias/hoje-cpi-do-caixa-2-sera-tema-da-reuniao-dos-partidos-de-oposicao/


Gravação tucana teria omitido denúncias contra a prefeitura

Publicado em 23/06/2009 KARLOS KOLHBACH Gazeta do Povo

Identificado pela coordenação da campanha de reeleição de Beto Richa (PSDB) como sendo o autor do vídeo que mostra ex-candidatos a vereador do PRTB recebendo dinheiro após desistirem da candidatura, o ex-integrante do Comitê Lealdade Rodrigo Oriente aceitou ontem falar com a reportagem da Gazeta do Povo. Numa conversa de pouco mais de uma hora, Oriente, que também é ex-servidor municipal, afirmou que as imagens gravadas que foram exibidas no programa Fantástico e usadas como base da reportagem da Gazeta publicada no domingo não foram feitas por ele, e sim por Alexandre Gardolinski, coordenador do Comitê Lealdade do PRTB, de apoio a Richa.

Oriente nega a versão apresentada ontem pelo coordenador jurídico da campanha de Richa, Ivan Bonilha, e pelo coordenador financeiro, Fernando Ghignone, de que ele é quem teria divulgado a filmagem, com objetivo de prejudicar politicamente o prefeito Beto Richa.
Outro vídeo exibido ontem pelos coordenadores da campanha tucana sugere que Oriente teria sido pressionado pelo secretário da Segurança Pública do Paraná, Luiz Fernando Delazari, para fazer a denúncia. Oriente rechaça a insinuação e afirma que, se alguém o pressionou, foram pessoas da prefeitura de Curitiba para que não divulgasse as supostas irregularidades durante a campanha de 2008 e na administração municipal.

Qual foi sua participação na gravação do vídeo feito no Comitê Lealdade?
O Alexandre (Gardolinski) solicitou a instalação de câmeras de segurança no comitê porque ele alegava que tinha sido roubado em R$ 800. As imagens exibidas no vídeo foram gravadas pelo Gardolinski e nada têm a ver com a câmera de segurança que eu instalei.

Por que ele gravou os ex-candidatos a vereador do PRTB recebendo dinheiro?
O Gardolinski gravou vários pagamentos que ele realizou, não somente o que apareceu nesse vídeo. Ele gravou pagamentos como entrega de combustíveis e as transações e negociações que envolveram os ex-candidatos. Ele queria obter uma segurança em relação à vida política dele próprio.

O Gardolinski, em algum momento durante a campanha, falou em caixa 2 com você?
Sim. Num momento ele relata que os recursos (do comitê) não seriam declarados. Inclusive, a própria prestação de contas e a entrega das notas fiscais originais ocorreu vários dias depois do término do prazo do TRE (Tribunal Regional Eleitoral).

A coordenação da campanha de Richa concedeu uma entrevista coletiva que mostra um vídeo onde você aparece conversando com o procurador do município, Ivan Bonilha, e com Fernando Ghignone, presidente do comitê financeiro do PSDB. A reunião aconteceu no escritório particular do Ghignone. Você lembra desse encontro? E quem o solicitou?

Ele (Ghignone) me ligou no dia dessa conversa marcando uma reunião. Chegando lá, me apresentou o senhor Ivan Bonilha. Nessa reunião, ele iniciou dizendo que tinha recebido uma informação de que eu tinha prestado um depoimento no Nurce (Núcleo de Repressão de Crimes Econômicos, sobre irregularidades na prefeitura). Disse que o Bonilha estava ali para apurar as denúncias, que dentro das suas atribuições iria investigá-las - garantindo que isso aconteceria de forma isenta e transparente. Eu relatei várias situações que foram objeto da denúncia. Num determinado momento, eles passaram a me instigar sobre questões que envolviam um vídeo. Eu disse que, por conta do depoimento (no Nurce), o vídeo foi apreendido.

Você mostrou todos os documentos para eles?

Num determinando momento, percebi que eles não estavam ali para saber das denúncias que eu tinha feito ao Nurce. Eles, de uma forma muita intensa, estavam especulando sobre questões eleitorais. Cogitaram vários nomes de personalidades políticas, tentando atribuir a responsabilidade desta gravação a um fato político.
O vídeo que eles apresentaram ontem à imprensa cita o senador Alvaro Dias, o secretário de Segurança Luiz Fernando Delazari e outras pessoas ligadas à política…
Infelizmente, o conteúdo do vídeo não está na íntegra. Ele foi editado porque trata, em sua maioria, das denúncias que eu estava fazendo da administração municipal. Denúncias que envolvem vários secretários municipais, vereadores, funcionários da prefeitura de vários níveis. E, infelizmente, o objetivo deles pareceu só ser a questão política. Nas palavras de Fernando Ghignone, “temos que fazer tudo para proteger o chefe”.

Quem seria esse chefe?
Ele estaria se referindo ao prefeito Beto Richa.

Houve pressão do secretário Delazari para você divulgar o vídeo?
De forma alguma. Pelo contrário, o secretário Delazari, em uma ocasião que soube do ocorrido, me procurou e demonstrou maior atenção em relação à minha segurança. Se eu posso, com certeza, afirmar que fui pressionado por algum secretário não foi pelo secretário de Segurança, mas pelo secretário municipal Antidrogas, Fernando Francischini. Em algumas situações, ele deixou claro para eu não realizar nenhum tipo de denúncia.

Há algum envolvimento do senador Alvaro Dias na divulgação dos vídeos do Comitê Lealdade?
Eu nunca ouvi nem nunca conversei com nenhuma pessoa que o representasse e não me foi oferecida qualquer situação que envolvesse a pessoa do senador.

Você fez a denúncia por livre e espontânea vontade?
Sim. Fiz essa denúncia sem nenhum tipo de pressão. Pelo contrário, a pressão que eu tenho recebido é em relação a não fazer a denúncia. Essa pressão vem por parte de agentes da prefeitura.



Nota da Redação: o secretário Fernando Francischini foi procurado pela reportagem para comentar as declarações de Rodrigo Oriente, mas ele não quis se manifestar
FONTE-
http://ptcuritiba.org.br/noticias/gravacao-tucana-teria-omitido-denuncias-contra-a-prefeitura/


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Padre é preso em Santa Catarina por atentado violento ao pudor contra garota de 13 anos

Padre é preso em Santa Catarina por atentado violento ao pudor contra garota de 13 anos

Religioso era investigado há dois meses pela Polícia Civil de Rio do Sul, no Vale do Itajaí

Depois de dois meses de investigação, a Polícia Civil em Rio do Sul, Vale do Itajaí, prendeu em flagrante um padre de 64 anos por atentado violento ao pudor. A prisão ocorreu às 17h de sexta-feira no apartamento da paróquia onde o padre morava. Na hora do flagrante, o suspeito estava com uma menina de 13 anos no quarto.

De acordo com Sueli Kemper, policial da Delegacia de Proteção à Mulher, à Criança e ao Adolescente da cidade, o telefone do religioso era monitorado há 20 dias. Nas conversas, ele afirmava manter relação com a adolescente. Depois de ouvir que os dois combinaram um encontro nesta sexta-feira, a polícia invadiu o quarto e flagrou a menina deitada na cama dele.

Ela estava sem jaqueta e o suspeito com o zíper da calça aberto. Um computador, DVDs e álbuns de fotos também foram apreendidos pela polícia. O material será encaminhado para a perícia.

— No celular tem várias mensagens de teor amoroso e obsceno que ele mandava para a adolescente e também para outros números que serão investigados — disse a policial.

O suspeito é padre há 40 anos, conforme a polícia. Antes de Rio do Sul, ele atuava em São Lourenço do Oeste, onde também há suspeita de que praticava pedofilia. As investigações começaram depois de uma denúncia ao Ministério Público.

Depois de prestar depoimento à delegada Karla Fernanda Pastos Miguel, o padre será encaminhado ao presídio do município. O crime de atentado violento ao pudor tem pena de seis a 10 anos de reclusão.

FONTE
http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default.jsp?uf=1&local=1§ion=Geral&newsID=a2552760.xml