Yeda ameaçada de impeachment
Jornal do Brasil
BRASÍLIA - O presidente da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, Ivar Pavan (PT), aceitou ontem o pedido de abertura de processo de impeachment da governadora tucana Yeda Crusius, feito pelo Fórum dos Servidores Públicos Estaduais do Estado. Com a decisão de Pavan, a Casa Legislativa vai começar a discutir o assunto, que pode ser levado a Plenário.
O fórum alega que Yeda cometeu crime de responsabilidade. Ao atender o pedido, a Assembleia ressaltou que há, ao menos, 26 pontos no processo que investiga o esquema que desviou mais de R$ 40 milhões do Detran-RS que vinculariam a governadora à fraude.
O parlamentar e uma equipe de assessoramento técnico analisou documentos e escutas telefônicas reunidas pelo Ministério Público Federal, Polícia Federal e Poder Judiciário. De acordo com o Legislativo, a posição adotada pela presidência da Casa se baseia em dois eixos: o conhecimento dos fatos relacionados à gestão do Detran e ações do governo que teriam favorecido o esquema criminoso.
A Assembleia informou que, nas escutas realizadas, réus da CPI do Detran acusam de maneira direta a governadora de ter conhecimento dos fatos e relacionam o esquema com o centro do governo.
– Não há dúvida do esquema criminoso que desviou recursos públicos. E há sérios indícios que relacionam a chefe do Poder Executivo com o processo de corrupção no Detran, além de outras irregularidades que podem caracterizar improbidade administrativa e crime de responsabilidade – justificou Pavan. O deputado afirmou ainda que não se trata de pré-julgamento, mas da “responsabilidade do Parlamento diante do seu papel institucional de preservar valores éticos e os critérios da boa gestão pública”. – A abertura do processo de impeachment representa o compromisso da Assembleia com o resgate dos princípios republicanos. Não podemos ficar omissos diante da gravidade desta conduta.
Críticas
Em nota divulgada ontem, o governo do Rio Grande do Sul afirma que a decisão do presidente da Assembleia Legislativa de aceitar o pedido de impeachment da governadora tucana Yeda Crusius é um ato “absolutamente pessoal” do parlamentar petista.
O governo afirma ainda que o fato causa “enormes prejuízos” à imagem do estado. “A decisão do senhor presidente da Assembleia é ato de cunho absolutamente pessoal e de caráter formal, não tendo qualquer significado de juízo ou mérito do pedido, pois totalmente contrário à apreciação preliminar da senhora Juíza da Justiça Federal de Santa Maria”, completa o governo estadual. (Com agências)
fonte
http://jbonline.terra.com.br/pextra/2009/09/10/e10093451.asp
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